Mercado

Marca internacional aponta crescimento nas vendas de café durante primeiro semestre de 2020

No primeiro semestre de 2020, a internacional JDE Peet’s registrou um forte crescimento, alcançando um valor de € 642 milhões (cerca de US $ 758 milhões), aumento orgânico de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo crescimento do consumo em casa.

“A JDE Peet’s apresentou um forte desempenho no primeiro semestre de 2020, demonstrando a resiliência de nossos negócios e marcas, apesar da dificuldade econômica e social sem precedentes com a Covid-19”, explicou Casey Keller, CEO da empresa.

Segundo ele, o portfólio equilibrado de café e chá da marca permitiu uma rápida adaptação aos novos hábitos dos consumidores, após a mudança dinâmica do ambiente fora de casa para o ambiente doméstico.

“No início da crise, nossa equipe tomou medidas proativas para garantir a saúde e a segurança dos funcionários em todo o mundo e proteger nossas operações comerciais, o que nos permitiu a continuar atendendo clientes e consumidores sem interrupção do fornecimento”, contou Casey.

O desempenho com os produtos em casa compensou amplamente o impacto que a pandemia gerou aos negócios fora de casa, que representava cerca de 25% do total de vendas. Apesar de um leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Nathan Mullet

Mercado

Pandemia leva embora ponto ícone do café em São Paulo

La Marzocco

Apesar do café ser a mais resiliente das bebidas na pandemia e nosso companheiro para todas as horas, as cafeterias não podem dizer o mesmo. Tradicionais pontos de encontro nas cidades, locais de reuniões, bate-papos e uma pausa para o café, esses verdadeiros templos estão sofrendo muito com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Projetos foram adiados, sonhos e novos planos ficaram parados e muitos espaços precisaram fechar para sempre. Desta vez foi São Paulo que amanheceu mais amarga nesse início de agosto. Perdemos um dos pontos ícones do café especial: a cafeteria da Alameda Lorena. 1.430, do Suplicy Cafés Especiais, no bairro dos Jardins, em São Paulo (SP).

O que parecia improvável, já que a loja passaria por reforma, foi oficializado em nota nas redes sociais da marca no último dia 7 de agosto de 2020 (sexta-feira). A Suplicy comunica que entregou o ponto e fechou as portas no endereço que tanto movimentou o mercado do café – desde 2003 – quando o empresário Marco Suplicy – de forma pioneira – inaugurou uma das cafeterias mais charmosas e modernas de São Paulo e com foco totalmente em café de qualidade e na formação de baristas. leia mais…

TEXTO Mariana Proença • FOTO Felipe Gombossy/Café Editora

Mercado

Companhia de Cafés de Origem inaugura complexo industrial no interior de São Paulo

No ano de 2015, os sócios Edgard Bressani, Luiz Roberto Saldanha e José Antônio Rezende lançaram a Capricornio Coffees, em Piraju (SP), com o objetivo de desenvolver e comercializar os cafés especiais do Trópico de Capricórnio no Brasil. São fazendas e terroirs de seis regiões diferentes em dois estados: Norte Pioneiro e Norte Novo, no Paraná; e Sorocabana, Garça e Marília, Circuito das Águas Paulistas e Alta Mogiana, em São Paulo.

“A Capricornio tem como propósito promover o desenvolvimento sustentável dos produtores nessa nova origem de cafés que foca na latitude, e não exclusivamente na altitude”, explica José Antônio. Agora, em 2020, os sócios acabam de inaugurar, na cidade de Ourinhos, interior de São Paulo, um novo parque industrial, com 22.000 m². O local conta com leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Guia de Cafés #2: dicas do que estamos tomando

Muitos leitores nos perguntam quais cafés indicamos. Todos os anos os produtores participam de premiações. Resolvemos indicar para nossos leitores os cafés campeões da safra 2019/2020 de fazendas pelo Brasil.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa devido à pandemia de Coronavírus. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! A colheita de café no Brasil começou no mês de maio e segue nas mais de 20 regiões produtoras, tanto de cafés arábicas quanto canéforas. Este ano promete!

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são:

Sítio Recanto dos Tucanos – Microlote Jataí

Campeão do Coffee of The Year 2019 – Semana Internacional do Café
Produzido por: Sítio Recanto dos Tucanos
Produtor: Willians Valério Júnior
Região: Serra do Caparaó – Alto Caparaó (MG)
Variedade: catuaí vermelho e catuaí 2sl amarelo
Espécie: arábica
Processo: cereja descascado e cultivado no sistema de agricultura sintrópica de Ernst Götsch
Torrado por: Café do Príncipe
Sensorial do café: doce melaço de cana, floral, rapadura, acidez presente
Compre: www.sitiorecantodostucanos.com.br
Preço: R$ 60 (250 gramas)

Academia do Café – Campeão do Rio

Campeão do III Concurso dos Cafés Especiais do Rio de Janeiro – Categoria Via Úmida – 2019
Produzido por: Sítio Santa Reginalda e Bom Jardim
Produtor: Paulo Henrique Ricci
Região: Noroeste do Rio de Janeiro – Porciúncula (RJ)
Espécie: arábica
Variedade: catuaí amarelo 62
Processo: desmucilado
Torrado por: Academia do Café
Sensorial do café: melaço, floral e frutas vermelhas. Corpo alto e acidez málica. Finalização doce e textura cremosa
Compre: www.academiadocafe.com.br
Preço: R$ 63 (250 gramas) ou R$ 35 (125 gramas) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Mercado

Coca-Cola com café será lançada nos Estados Unidos com grão brasileiro

A Coca-Cola North America lançará oficialmente, em janeiro de 2021, nos Estados Unidos, a Coca-Cola With Coffee (Coca-Cola com café) pronta para beber. A bebida unirá o sabor já conhecido da Coca-Cola com um café brasileiro, em três sabores exclusivos: Dark Blend, Vanilla e Caramel, que serão vendidos em latas de 30 ml.

“Esta é uma inovação que acreditamos ser pioneira em uma nova categoria que chamamos de café refrescante”, afirmou Jaideep Kibe, vice-presidente de marca registrada da Coca-Cola, Coca-Cola North America. Ele acrescenta que a bebida é uma das inovações testadas com mais sucesso da empresa nos últimos anos.

“A Coca-Cola com café é um produto que deve ser experimentado, porque quando você toma o primeiro gole, percebe que não há nada parecido. Começa como uma Coca-Cola e termina como um café”, relatou Jaideep.

A Coca-Cola With Coffee é o resultado da estratégia de “lift and shift” (levantar e mudar) da empresa para dimensionar inovações bem-sucedidas de bebidas de mercado por meio de uma abordagem experimental de teste e aprendizado. O produto foi testado pela primeira vez no Japão em 2018 e agora está disponível em mais de 30 leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Divulgação

Mercado

Nestlé e Starbucks: marcas revelam dados sobre vendas durante pandemia

A Nestlé divulgou dados sobre suas negociações durante a pandemia e relatou uma alta em meio à forte demanda por café em casa. A receita do primeiro semestre aumentou 2,8% em uma base orgânica.

A empresa suíça afirmou que espera um crescimento de 2% a 3% este ano e uma melhoria em sua margem operacional comercial. Esses resultados mostram que a Nestlé, com seu amplo portfólio, pode se proteger durante a crise mundial.

Já as vendas das cápsulas da marca Starbucks aumentaram mais de 10%. O Global Coffee Report publicou que a rede norte-americana registrou uma receita líquida consolidada de US$ 4,2 bilhões no trimestre encerrado em 30 de junho, uma queda de 38% em relação ao ano anterior, devido ao impacto da Covid-19.

A queda nas vendas de aproximadamente US$ 3,1 bilhões, em relação às expectativas da Starbucks antes da pandemia, incluiu os efeitos do fechamento temporário de lojas, operações leia mais…

TEXTO As informações sobre a Starbucks são do Global Coffee Report / Tradução por Juliana Santin • FOTO Mihai Varga / Charles Koh

Mercado

Abic lança aplicativo para consumidor conferir a qualidade do café no momento da compra

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) acaba de lançar o aplicativo ABICAFÉ. Desenvolvido pela própria Associação, a novidade permite que os usuários façam uma rápida consulta no momento da compra para saber se o produto que ele irá adquirir é certificado e atende aos padrões Abic de pureza e qualidade.

Através da leitura do QR-Code da embalagem com o próprio celular, será possível conhecer os programas de certificação da Abic, como Pureza, Qualidade, Sustentabilidade, Cápsula. Além disso, estarão disponíveis informações sobre o perfil de sabor, que descreve atributos como aroma, bebida, torra e corpo, e informações a respeito das categorias de qualidade, que são Tradicional, Extraforte, Superior e Gourmet.

O aplicativo está disponível nas plataformas Android e iOS e ajudará no combate às fraudes de quem poderia usar indevidamente os Selos Abic. “O aplicativo promoverá segurança para o consumidor, que poderá confirmar a qualidade do café. O usuário também poderá ter acesso às informações sobre a Associação, enviar sugestões e dúvidas, e encontrar leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Café e vinho: qualquer semelhança não é mera coincidência

Há entre ambas as bebidas uma relação muito interessante e os produtos podem ser comparados quando o assunto passa por aromas e sabores, por maneiras de produzir e até pelo preparo no campo

Quando o homem descobriu o vinho, há milhares de anos, a bebida era tão-somente uma fermentação alcoólica do suco (mosto) de uvas frescas. As leveduras se alimentam do açúcar e liberam gás carbônico, energia e álcool. O tempo passou, a modernização chegou e o vinho começou a ser moldado de acordo com a preferência do mercado, adicionando-se leveduras que direcionam sabores e aromas, corretores de acidez, de cor, entre outras substâncias.

Paula Dulgheroff, especialista em cafés e apaixonada por vinhos, explica que o vinho é o produto da fermentação do suco da uva. A preocupação principal quando se vai fazer um bom vinho é ter uma uva muito madura. “Geralmente se colhe à noite para evitar oxidação. Esse é o cuidado com o fruto; o cacho da uva passa por um processo de remoção dos engaços dos grãos, esmagamento, depois fermentação, vinificação. A produção tradicional pode utilizar leveduras de indução de fermentação e alguns compostos químicos, principalmente o sulfito, para diminuir a oxidação. Cada vinho tem um estilo de vinificação diferente, é um produto pronto, engarrafado, que vem da fermentação do suco da uva.”

Quando falamos em vinho Malbec, Cabernet, Syrah, por exemplo, estamos tratando as variedades do vinho. As regiões em que as uvas são cultivadas, traz detalhes de como a bebida é preparada, o tipo de cepa utilizada leia mais…

TEXTO Janice Kiss e Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

Como limpar o seu moedor de café em casa?

Nós crescemos acostumados com o café moído, mas é nosso dever informar que é muito melhor comprar o café em grão e moer na hora, já que o grão preserva por mais tempo as características de aroma e sabor que são potencializadas na torra. Moê-lo no momento do preparo evita a oxidação do pó e te proporciona uma experiência totalmente diferente do que você pode estar acostumado!

Agora, para isso, você precisa de um bom moedor, que pode ser encontrado em diversos modelos para atender perfis e necessidades diferentes. O utensílio já passou por diversas mudanças em sua história, indo da peça de pedra ao aparelho automático. Ele aplica uma força mecânica considerável para quebrar os grãos, deixando o produto em diferentes estados de granulosidade, que são utilizados para formas específicas de preparo do café.

Muito bem, você comprou o seu café em grão e moeu, mas não vale deixar o moedor sujo! Limpe sempre o utensílio após preparar o seu café. Para isso, reserve um pincel para acompanhar o leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Natália Camoleze

A Covid-19 e o café

O termo “novo normal” tem sido utilizado com frequência para descrever o mundo que emergirá da pandemia de Covid-19. Trata-se de uma expressão que, embora inspirada por uma ambição de abarcar um sem número de transformações, falha ao fazê-lo. Afinal, o “normal” nunca é estável. São tantas as possíveis fontes de perturbação do “normal” – ciclos econômicos, realinhamentos geopolíticos, mudanças ambientais, emergência de novas preferências – que a transformação não chega a ser uma exceção, mas sim a regra.

Isso não significa que qualquer mudança derive dos mesmos mecanismos ou gere consequências de magnitude idêntica. Eventos como a pandemia de Covid-19 possuem um alto potencial disruptivo. Em outras palavras, podem afetar uma série de aspectos de nossa vida em um curto período. Ainda assim, o principal desafio diante de qualquer analista é separar mudanças circunstanciais daquelas transformações de longo prazo. É provável que muito do que imaginamos sobre o mundo pós-Covid se mostre impreciso. Afinal, tendemos a imaginar eventuais mudanças tomando como base a esperança de que outras tantas variáveis seguirão constantes. Podemos formular hipóteses sobre a importância crescente do home office nos próximos anos, mas provavelmente o faremos assumindo o efeito de apenas uma variável – a duração da pandemia – sobre o comportamento. Não é isso o que ocorre no mundo real, entretanto. Ao afetar todas as variáveis ligadas à vida em sociedade, a Covid-19 acabará por revelar novos caminhos e explicitar atuais limitações de maneiras surpreendentes.

Por isso mesmo, nossa capacidade de lidar com a atual crise dependerá mais das perguntas que formularemos nos próximos meses do que de quaisquer conclusões apressadas. A vantagem da dúvida é a sua abertura à incorporação de novas variáveis e a flexibilidade para o estabelecimento de cenários alternativos. A pressa pela determinação de um desfecho – algo tão comum no mundo dinâmico do século XXI – acaba resultando em um empobrecimento da análise, algo preocupante em momentos como o atual.

Isso posto, são diversas as dúvidas que rondam o cafeicultor. Questão importante diz respeito ao impacto da Covid-19 sobre os hábitos de consumo de café ao redor do mundo. Mais especificamente leia mais…

TEXTO Bruno Varella, professor assistente do Insper e Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Missour • FOTO Tabitha Turner