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Conexão Cafeína Cocatrel destaca protagonismo feminino na cafeicultura durante a Expocafé

Programação especial reuniu especialistas, produtoras e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade, gestão e o protagonismo feminino na cafeicultura durante o segundo dia da Expocafé

Painel “Mulheres no café brasileiro: de origem ao mercado global” , com Sílvia Pizzol e Raquel Miranda – Foto: Kahwah Autovisual/Expocafé

Por Gabriela Kaneto, de Três Pontas (MG)

O segundo dia da 29ª edição da Expocafé, realizado nesta terça (27), no Aeroporto de Três Pontas (MG), foi marcado por uma programação especial dedicada ao Ano Internacional da Mulher Agricultora, com o Grupo Cafeína Cocatrel – que promove, desde 2019, a valorização das mulheres na cadeia cafeeira por meio de capacitação técnica e gerencial. 

Chamada de Conexão Cafeína Cocatrel, a iniciativa reuniu produtoras, especialistas e profissionais do setor cafeeiro para debater temas ligados à liderança feminina, inovação, gestão e os desafios da mulher no agronegócio.

“Mulheres no café brasileiro: de origem ao mercado global” foi o primeiro painel do dia e contou com Sílvia Pizzol, diretora de sustentabilidade do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), e Raquel Miranda, consultora sênior do Conselho Nacional do Café (CNC) e da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). “A oportunidade do Cecafé neste painel foi trazer temas relevantes para o comércio exportador e para a agenda do dia a dia dessas mulheres, que muitas estão envolvidas na gestão das propriedades e precisam estar atentas às principais regras que partem dos nossos mercados consumidores, tanto relacionadas à compliance, socioambiental, rastreabilidade, quanto questões de segurança do alimento e gestão de riscos climáticos”, destacou Sílvia à Espresso. “Isso se conecta muito com o trabalho do Grupo Cafeína Cocatrel, como rede de apoio para fortalecer esse protagonismo feminino”. 

“Cafeicultura em cenários heterogêneos: o triângulo entre fitossanidade, segurança alimentar e sustentabilidade”, com Vanessa Figueiredo – Foto: Kahwah Audiovisual/Expocafé

Vanessa Figueiredo, pesquisadora da Epamig, ministrou o segundo conteúdo, que teve como tema “Cafeicultura em cenários heterogêneos: o triângulo entre fitossanidade, segurança alimentar e sustentabilidade”. O estudo, conduzido ao lado da Dra Sara Chaulfon, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), destacou as tecnologias desenvolvidas pela Epamig e dados em relação a doenças do cafeeiro. “Tivemos a oportunidade de transmitir temas atualizados e tecnologias desenvolvidas pela nossa empresa, que tem como objetivo alavancar cada vez mais a produtividade do cafeicultor, no sentido de aumentar sua produção e de maior qualidade”, explicou Vanessa.

O último painel da programação do Conexão Cafeína foi o “Raízes que transformam: café, ciência e propósito na jornada das cafeicultoras”, com Sônia Salgado, pesquisadora da Epamig, e Silvana Novaes, engenheira agrônoma e gerente da gerência da mulher e do jovem de inovação do Sistema Faemg/Senar. “É muito importante ter momentos como esse para que as mulheres da cafeicultura se encontrem e percebam não só a importância desse coletivo, mas também a importância pessoal delas dentro da própria família, para que elas impactem a sucessão rural. Foi um momento muito rico”, comentou Silvana.

“Raízes que transformam: café, ciência e propósito na jornada das cafeicultoras”, com Sônia Salgado e Silvana Novaes – Foto: Kahwah Audiovisual/Expocafé

A ação reforçou a importância da valorização das mulheres no campo e evidenciou o papel cada vez mais estratégico das produtoras na construção de uma cafeicultura mais inovadora, sustentável e diversa.

A Expocafé segue até esta quinta-feira (28), com programação técnica, exposição de máquinas, tecnologias e soluções para o agronegócio cafeeiro.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Kahwah Audiovisual/Expocafé

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Estimativas apontam safra recorde de café no Brasil em 2026/27

Conab projeta 66,7 milhões de sacas, enquanto consultorias trabalham com volumes acima de 70 milhões; produção maior pode ajudar a recompor estoques e impulsionar exportações

A produção brasileira de café está estimada em 66,7 milhões de sacas na safra 2026/27, segundo o 2º levantamento da safra de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (21). 

Se confirmada, a colheita será recorde na série histórica da estatal, representando uma alta de volume de 18% em relação a 2025, superando em 5,74% a colheita registrada em 2020, quando foram colhidas 63,08 milhões de sacas.

Porém, consultorias privadas têm apontado uma produção brasileira de mais de 70 milhões de sacas em 2026/27, segundo a Reuters, com impulso da colheita de grãos arábica, que responde pela maior parte do total colhido no Brasil e está no ano de alta de produtividade do ciclo bienal. 

A corretora StoneX projeta 75,3 milhões de sacas para a safra do país, citando clima favorável e investimentos nas lavouras após um período de preços recordes. Já a corretora Rabobank estima a safra de café em 73,3 milhões de sacas – aumento de 9,5 milhões ante o ciclo passado, com um salto de 27,5% para o arábica (48,7 milhões de sacas) ante o ciclo anterior, e de 24,6 milhões de sacas para canéforas, com 1 milhão de sacas abaixo do histórico volume do ciclo passado.

Diante dessas expectativas, o Brasil terá exportações recordes de café (julho/junho), próximas a 50 milhões de sacas, projeta Carlos Santana, diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do mundo, uma vez que a safra brasileira ajudará a recompor os estoques, que estão baixos no mundo.

Santana avaliou que o fenômeno climático El Niño em formação deverá ser benéfico para a safra brasileira do ano que vem (2027/28), já que o clima mais quente esperado reduz o risco de geadas no próximo inverno. Por outro lado, o fenômeno pode trazer problemas, se as chuvas forem insuficientes entre setembro ou outubro de 2026 para garantir as floradas da próxima safra.

Fontes: Reuters e Conab

TEXTO Fontes: Reuters e Conab

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Expocafé 2026 reúne produtores e especialistas em Três Pontas (MG)

29ª edição acontece entre 26 e 28 de maio, no Aeroporto de Três Pontas, e promove encontros técnicos e comerciais para discutir os desafios e as inovações da cafeicultura

A cidade mineira de Três Pontas recebe, entre 26 e 28 de maio, a 29ª edição da Expocafé, uma das principais feiras do setor cafeeiro no Brasil. Com entrada gratuita, o evento promove encontros técnicos e comerciais, e reúne pesquisadores, consultores e produtores para discutir os desafios e as inovações da cafeicultura.

Entre os destaques do primeiro dia estão as palestras “Diretrizes e orientações para a safra 2026”, às 9h30, com Jacques Fagundes Miari (Cocatrel) e “Fundamentos, panoramas e gestão de risco no café”, às 10h50, com Bruno Popovic (Marex). Já no Simpósio de Mecanização da Lavoura serão debatidos assuntos sobre energia, mecanização eletrificada, trator elétrico e utilização de drone, como no painel “Pulverização com drone na cafeicultura: eficiência, economia e prática”, às 14h, com Adão Felipe dos Santos (Universidade Federal de Lavras – UFLA).

Na quarta (27), Sara Chalfoun, da UFLA, faz uma exposição do tema sobre “Cafeicultura em cenários heterogêneos: o triângulo entre fitossanidade, segurança alimentar e sustentabilidade”, às 10h. Às 14h30, Leandro Paiva (IFSULDEMINAS) discorre sobre inteligência artificial na palestra “Seleção de Café com IA”, seguido por Ricardo Góes (Biomix) e Camila Moreira (Embrapii-Esalq), que ministram o tema “Nutrir, proteger e regenerar: o novo padrão de controle da broca do café” (15h15).

No último dia (28), é a vez do painel “Mapeamento do potencial de qualidade: descobrindo os melhores cafés da propriedade”, às 10h, com Denis Henrique Silva Nadaleti (UFLA). Às 15h20, Matheus Trolesi (Cocatrel) conduz o papo sobre “Os impactos da Reforma Tributária para o produtor rural”. 

A 29ª edição da Expocafé é realizada pela Cocatrel. A organização é da Cocatrel, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Prefeitura de Três Pontas. A organização e promoção é da Espresso&CO.

Expocafé 2026
Onde: Aeroporto de Três Pontas, Três Pontas (MG)
Quando: 26 a 28 de maio
Informações e pré-credenciamento: expocafeoficial.com.br 

TEXTO Redação

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Exposição itinerante quer mostrar “compromisso e amor” de cafeicultores brasileiros por trás das fotografias

“BRASIS Cafés de Origem” percorre sete cidades produtoras do Sudeste com fotografias das Igs de café do país; degustação e bate-papo com produtores abrem a ação

“BRASIS Cafés de Origem” chega nesta quinta-feira (23) a Carmo do Paranaíba, no Cerrado Mineiro, uma das sete cidades do Sudeste do país a receber a exposição itinerante de fotografias de indicações geográficas de café brasileiras. 

Com o propósito de celebrar o trabalho dos cafeicultores e o valor dos grãos nestas áreas de origem, a mostra, criada em parceria com a Pink Produções, combina imagens do fotógrafo Marcelo Coelho e textos técnicos de Juliano Tarabal, diretor-executivo da Federação de Cafeicultores do Cerrado Mineiro. “A ideia dos textos que acompanham as fotos é explicar os valores e diferenciais de cada região, para promover as nossas Igs de café”, diz Tarabal. 

A exposição reúne cerca de 30 imagens produzidas para o livro A Revolução do Café Brasileiro – Regiões com Indicação Geográfica, e já passou pelas cidades de Franca (SP) e Guaxupé (MG). O próximo destino é Viçosa, nas Matas de Minas, onde permanecerá de 6 a 18 de maio, seguida pelos municípios capixabas Guaçuí, Venda Nova do Imigrante e Linhares.

Em cada cidade, a abertura da mostra inclui degustação de cafés e painel com produtores locais. “Os produtores dão depoimentos de como estão se envolvendo nesse trabalho coletivo de promoção das regiões de origem”, explica Tarabal.

Bem mais do que palavras

Em 2024, ao registrar imagens das então 14 indicações geográficas para o livro A Revolução do Café Brasileiro, lançado na SIC (Semana Internacional do Café) daquele ano, Marcelo Coelho percebeu que o café brasileiro é “uma soma de territórios profundamente distintos” e um vetor “real” de desenvolvimento.

“A cafeicultura leva prosperidade para regiões distantes dos grandes centros, e se conecta com temas contemporâneos importantes, como sustentabilidade ambiental e diversidade humana, refletindo um Brasil plural”, analisa.

A expectativa do fotógrafo é que os visitantes vislumbrem, por trás das paisagens que produziu, histórias de cafeicultores que carregam “gerações de conhecimento e de dedicação”. “Existe ali um nível de compromisso e amor pelo que fazem que é difícil traduzir em palavras”, resume. “Se o visitante sair da exposição enxergando o café como uma expressão cultural, humana e territorial — e entendendo o nível de excelência que o Brasil já alcançou, inclusive com reconhecimento internacional —, então acredito que o trabalho cumpriu seu papel”, acredita ele.

BRASIS Cafés de Origem
Quando: de 23 de abril a 2 de maio (de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h)
Onde: Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Lazer e Esporte
Quanto: entrada grátis

TEXTO Redação • FOTO Marcelo Coelho

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Empresas de café lançam programa para rastrear desmatamento

Sistema usa satélite e IA para mapear lavouras e evitar desmatamento, em resposta às exigências da União Europeia que podem restringir exportações de café

Empresas e comerciantes de café estão lançando um novo sistema para rastrear o desmatamento relacionado ao cultivo de café em todo o mundo. A informação é da JDE Peet’s, uma das companhias participantes, em um comunicado feito nesta quarta-feira (22), segundo a Reuters.

O programa Coffee Canopy Partnership usará imagens de satélite fornecidas pela Airbus, combinadas a modelos de inteligência artificial, para mapear fazendas de café e identificar áreas de perda florestal nas proximidades delas.

De acordo com comunicado publicado hoje no site da Tchibo, uma das empresas participantes do programa, a ação, que inclui também verificação in loco, vai gerar dois conjuntos de dados: um mapa de referência para 2020/2021, que distingue os sistemas agroflorestais de café da floresta natural, e um mapa atualizado para 2024/2025 para destacar as mudanças ocorridas desde 2020. Os dois conjuntos de dados serão integrados a uma plataforma aberta de geodados.

Segundo a JDE Peet’s, o objetivo é identificar corretamente a paisagem e trabalhar com governos e comunidades locais para restaurar as florestas e evitar futuros desmatamentos.

Além da Tchibo e da JDE Peet’s, participam do programa operadores de commodities Louis Dreyfus Company, Sucden, Neumann Kaffee Gruppe, Touton e Sucafina.

O sistema terá como alvo inicial a África Oriental – abrangendo a Etiópia, Tanzânia, Quênia, Uganda, Burundi e Ruanda, com o objetivo, segundo as empresas, de alcançar a cobertura mundial de todas as regiões produtoras de café em 2027.

De acordo com a Regulamentação sobre Desmatamento da UE – que deve entrar em vigor em 30 de dezembro para grandes corporações e em 30 de junho de 2027 para micro e pequenas empresas –, o café cultivado em terras classificadas como floresta após dezembro de 2020 não poderá entrar nos mercados da UE.

“Isso ameaça excluir milhões de pequenos agricultores dos principais mercados, apesar de suas práticas agrícolas sustentáveis, simplesmente porque os mapas existentes classificam incorretamente suas terras de produção de café agroflorestal ou cultivadas à sombra como floresta”, disse o comunicado da JDE Peet’s.

A empresa acrescentou que a iniciativa vai cobrir “a falta histórica de dados de mapeamento precisos, que frequentemente resultou em fazendas de café sendo identificadas erroneamente como floresta natural”.

Segundo as empresas, o sistema estará aberto à consulta de agricultores, governos e do setor cafeeiro.

TEXTO Fonte: Reuters

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Para IBGE, safra de café alcançará recorde de 65,1 milhões de sacas

Safra 2026 avança sobre a estimativa de março, com impulso dos canéforas e clima mais regular nas principais regiões produtoras

A produção brasileira de café de 2026 poderá bater recorde, com 65,1 milhões de sacas (60 kg), informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relatório publicado nesta terça-feira (14).

A estimativa está 1,5% acima da previsão feita em março, especialmente pela expectativa quanto ao volume dos canéforas, de 21,1 milhões de sacas (4,7% maior do que a esperada em março), e 13,1% em relação a 2025. O IBGE também vê crescimento na produção de café arábica, de 44,0 milhões de sacas – 0,1% a mais em relação a março e 20,3% em relação a 2025.

Segundo o órgão, a expectativa positiva desta safra deve-se a problemas climáticos apenas “pontuais” nas principais regiões produtoras, diferentemente do que aconteceu no ano passado. 

A colheita de canéforas começa neste mês, e a de arábicas, em maio. 

TEXTO Fonte: Reuters (com edição da Espresso)

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Cafeicultor brasileiro busca quase US$ 20 mil por saca de raro café eugenioides

Luiz Paulo Dias Pereira Filho, produtor da fazenda Santuário Sul, em Carmo de Minas (MG)

Por Oliver Griffin, da Reuters (com edição de Gabriela Kaneto, da Espresso)

Luiz Paulo Dias Pereira Filho, quarta geração de fazendeiros, disse que está aumentando as vendas da única plantação brasileira do raro café eugenioides (Coffea eugenioides), um ancestral da planta arábica, com o objetivo de obter até 50 vezes o preço atual do arábica, de quase US$ 400 a saca.

Produtor da fazenda Santuário Sul, em Carmo de Minas (MG), ele pretende vender 10 sacas padronizadas de 60 kg de eugenioides por R$ 1 milhão. “É um café com muita doçura, de corpo aveludado, cítrico e floral acima da média”, diz Pereira à Espresso sobre a espécie rara. 

Historicamente, ele tem vendido sacas de eugenioides para clientes internacionais, como Taiwan, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e França. No ano passado, foram comercializadas três sacas por R$ 90 mil reais (US$ 17.148) cada.

Lavoura de eugenioides

As vendas ressaltam o apetite por cafés especiais de nicho, com variedades e espécies pouco conhecidas, mas que resultam em experiências diferentes na xícara. “O interesse pelo eugenioides agora me parece muito semelhante ao interesse pela variedade gesha no início dos anos 2000”, diz Kim Ionescu, diretor de desenvolvimento de estratégia da Specialty Coffee Association (SCA), destacando a escassez e o sabor único que o tornam um produto de luxo.

Sensível ao clima e de difícil cultivo, as plantas de eugenioides têm baixa produtividade. “É uma variedade extremamente sensível, especialmente em relação a doenças. Por isso, exige um nível de cuidado significativamente maior, cerca de dez vezes superior ao necessário para cultivares de café arábica já melhoradas geneticamente no Brasil”, afirma Pereira, que espera que cada um de seus cinco hectares plantados com a espécie produza apenas duas sacas cada – menos de um décimo do rendimento médio do arábica. 

Lavoura de eugenioides

Ele comenta que conheceu apenas algumas outras fazendas no mundo que cultivam eugenioides comercialmente, uma delas foi a Fazenda Imaculada, na Colômbia, onde ele ganhou as sementes que iniciaram sua produção em solo brasileiro. “Após trazer as sementes da Colômbia, em 2017, iniciei um processo contínuo de seleção ao longo dos anos”, destaca. 

Hoje, o banco genético de Pereira é composto não apenas pelas plantas de origem colombiana, mas também por materiais já adaptados e melhorados no Brasil. A comercialização dos lotes é feita por meio da CarmoCoffees, empresa de exportação sediada também em Carmo de Minas. 

TEXTO Oliver Griffin, da Reuters (com edição de Gabriela Kaneto, da Espresso) • FOTO Divulgação

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Espresso&CO recebe cupping de cafés de Cabo Verde

Na última sexta (27), o espaço da Espresso&CO recebeu o cupping de cafés da região de Cabo Verde, origem que faz parte das Indicações Geográficas do Sudoeste de Minas e da Região Vulcânica. 

Realizado pela Associação dos Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (Assprocafé), o evento, fechado para convidados, reuniu 12 lotes, entre eles um caturra natural do Sítio Córrego Fundo, um arara natural da Fazenda São Bartolomeu e um arara natural da Fazenda Sonho Meu. Todos os lotes estavam disponíveis para compra.

“É uma região ainda desconhecida, mas que tem muito potencial de qualidade”, comenta Marcos Kim, especialista em cafés especiais, Q-Grader e organizador do evento. “Ela se localiza entre a Região Vulcânica e o Sudoeste de Minas. É um trabalho fantástico, que além da qualidade, destaca o manejo sustentável e regenerativo, e resulta em cafés muito doces, com acidez equilibrada e, muitas vezes, com notas florais”, explica.

No sábado (28), a experiência foi ampliada para o público. Durante todo o dia, três cafés de Cabo Verde ficaram disponíveis em térmicas para os clientes da Café Store, loja conceito que faz parte do grupo Espresso&CO. Além da degustação, o encontro proporcionou troca de experiências com os produtores e venda dos pacotes de café em grãos ou moído na hora.

Os cafés de Cabo Verde estão disponíveis para compra na loja física da Café Store (rua Barão de Tatuí, 387 – Vila Buarque – São Paulo) até acabarem os estoques.

TEXTO Redação • FOTO Equipe Espresso

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Safra de café pode alcançar 64,1 milhões de sacas, estima IBGE

A produção brasileira de café em 2026 foi estimada em 64,1 milhões de sacas, segundo levantamento do IBGE divulgado na sexta-feira (13). O volume representa alta de 3,9% em relação à estimativa de janeiro e de 11,5% frente ao ciclo passado, podendo estabelecer recorde da série histórica da pesquisa, realizada desde 2002.

O crescimento é puxado pelo arábica, com produção estimada em 43,9 milhões de sacas. De acordo com o instituto, a safra de 2026 deve refletir a bienalidade positiva da cultura, além das condições climáticas favoráveis nas lavouras do Centro-Sul.

Em Minas Gerais, a revisão das estimativas de fevereiro apontou produção de 31,9 milhões de sacas, alta de 24,7% em relação a 2025. O estado deve responder por 72,6% da produção nacional da espécie.

Já o café canéfora tem produção estimada em 20,2 milhões de sacas, 3,7% abaixo do volume colhido em 2025. Em Rondônia, prevê-se colheita de 3 milhões de sacas de robusta, e no Espírito Santo, de 14 milhões de sacas de conilon.

Apesar do cenário positivo, persistem incertezas quanto ao volume e à regularidade das chuvas até abril, o que pode influenciar o desenvolvimento final da safra.

TEXTO Redação

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Brasil é finalista do prêmio de sustentabilidade da SCA 2026

A Specialty Coffee Association (SCA) anunciou os finalistas do 2026 Sustainability Awards, um dos reconhecimentos mais prestigiados da indústria global de cafés especiais. O Brasil conta com dois nomes na lista da categoria For-Profit (com fins lucrativos): a Fazenda Califórnia, no Norte Pioneiro do Paraná, e a SMC Specialty Coffees, empresa com sede em Guaxupé (MG) e que opera como a divisão de cafés especiais da Cooxupé. Ambas são integrantes da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“A SMC tem a sustentabilidade como base de sua atuação”, destaca Yana Guimarães, coffee trader da SMC. Além de projetos voltados para promoção da equidade de gênero no setor, o destaque vai para o Protocolo Gerações, um programa interno da Cooxupé/SMC que garante a aplicação de princípios ESG nas propriedades cooperadas. “Ele foi o primeiro programa de uma cooperativa aprovado pelo mecanismo de equivalência da Global Coffee Platform (GCP), que verifica padrões de governança, confiabilidade de dados e declarações de sustentabilidade dentro dos sistemas de produção de café”, explica.

A Fazenda Califórnia, por sua vez, chama a atenção na transição de um sistema degradado para um modelo de agricultura regenerativa, que inclui o reflorestamento da Mata Atlântica e a proteção de recursos hídricos. Segundo o documento entregue para a premiação, a propriedade também investe em inovação científica em parceria com universidades, com o objetivo de aprimorar pesquisas sobre fermentação e microbiologia, além de ativar promoções de impacto social por meio de programas de educação ambiental para crianças e capacitação técnica de funcionários.

O prêmio celebra empresas e projetos que inovam, colaboram e impactam positivamente a cadeia de valor do café, enfrentando desafios climáticos e sociais de forma replicável. Este ano, 45 inscrições foram recebidas, sendo 31 na categoria For-Profit (com fins lucrativos) e 14 na categoria Non-Profit (sem fins lucrativos). A escolha dos finalistas pela equipe técnica da SCA filtrou projetos capazes de compartilhar lições para o benefício do setor. 

Os finalistas serão, agora, avaliados por um painel composto pelos vencedores de edições anteriores do prêmio. Os vencedores de 2026 serão anunciados nas próximas semanas e homenageados oficialmente durante a World of Coffee, entre 18 e 20 de abril, em San Diego (EUA).

TEXTO Redação