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Degustação e bate-papo sobre cafés do Cerrado acontecem sábado (18) na Casa Hario (SP)
A iniciativa, que prestigia IGs brasileiras, trará produtores e cafés de outras regiões até o fim de 2026; jantar harmonizado com a bebida fecha o primeiro encontro
A Casa Hario lança, neste sábado (18), uma série de degustações e encontros mensais com produtores para celebrar as indicações geográficas brasileiras de café. A ação faz parte do projeto Cafés de Origem, criado por Katia Nassuno, idealizadora da Casa Hario, que busca conectar cafeicultores e seus territórios a consumidores por meio de provas da bebida e workshops.
A cada mês, o espaço, que reúne loja, cafeteria, bar e restaurante no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, recebe um produtor e seus grãos. “Mais do que sediar ativações, atuamos como plataforma anfitriã e curadora de experiências, conectando origem e consumo de forma genuína”, diz Kátia.
A região de estreia é o Cerrado Mineiro, primeira denominação de origem de cafés do país, representada pela Fazenda Três Meninas, do casal Marcelo e Ana Paula Urtado. Localizada em Monte Carmelo, a fazenda é referência mundial na produção de cafés regenerativos. No dia 18, das 10h às 12h, está programado um café da manhã com Ana Paula – acompanhada das filhas Malu e Fernanda, que, ao lado dela, são a razão do nome da propriedade – e degustação do arábica topázio, de processamento natural (100% ao sol), em três torras diferentes.
“O Cerrado tem excelência em agricultura regenerativa para cafés, e quando o consumidor escolhe um café regenerativo, ele apoia a cadeia e incentiva a base produtora”, conta Ana Paula à Espresso.
Adepta há dez anos da prática, que restaura o solo e aumenta a biodiversidade, Ana Paula diz que a iniciativa é uma oportunidade de conversar sobre o tema com o público. “O conceito de qualidade em café evoluiu – já não é mais apenas como ele se apresenta na xícara, mas como ele foi produzido”, reforça ela. “Se você pode escolher um café bom com impacto positivo, por que não?”, provoca.
O ingresso do encontro, com vagas limitadas, custa R$ 198 (mais taxas) no site Sympla.
O café da Fazenda 3 Meninas também está disponível a partir de sábado no cardápio da cafeteria, em sete métodos (como v60, sifão e surien), e será comercializado (em edição limitada) ao lado de mais dois representantes do Cerrado: um paraíso 2 natural do Guima Café, das fazendas São Lourenço (Patos de Minas) e Brasis (Varjão de Minas), no Alto Paranaíba – núcleo da produção cafeeira da D.O. –, e um novo mundo de fermentação induzida da Fazenda Tabatinga, em Indianópolis, de Alzira Mantovanelli.
Os cafés também entram no cardápio do jantar de 24 de abril (às 19h, por R$ 380). O menu, assinado pela cozinheira e cafeicultora Gabi Tropicana, à frente do restaurante Riacho Pequeno (Itu, SP), aposta numa cozinha caipira harmonizada com café e vinhos mineiros. Entre os pratos, arroz com requeijão moreno (queijo de corte, amarronzado e levemente adocicado, feito no fogão à lenha e típico de regiões como Vale do Mucuri), cupim prensado ao demi-glace de café, farofa e couve rasgada.
Até o fim do ano, a Casa Hario vai receber cafés e produtores das IGs Região do Pinhal (SP), Alta Mogiana (SP), Região Vulcânica (MG) e da Canastra (MG). As datas, a serem definidas, serão atualizadas no site da empresa e nas redes sociais.





















