Barista

Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel lança manual para baristas

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) lançou um manual de café solúvel para baristas. “Com a inclusão desse exclusivo material nas grades das principais escolas de formação em barismo, pretendemos contribuir com a capacitação desses profissionais, de maneira que tenham total conhecimento do segmento de solúvel”, explica Eliana Relvas, cafeóloga, especialista em avaliação sensorial e consultora da entidade.

O conteúdo, que foi desenvolvido pela Abics em parceria com todas as indústrias de café, tem o objetivo de levar o máximo de informação sobre o café solúvel aos baristas, profissionais que têm contato direto com os consumidores em geral.

“O manual apresenta toda a cadeia produtiva do produto, incluindo as etapas que envolvem a entrada da matéria-prima, processos de secagens existentes no mercado brasileiro, metodologia de avaliação sensorial criada especificamente para a categoria, métodos de preparo e outras formas de consumo, além das certificações  existentes e receitas com o solúvel”, explica Eliana.

A oficialização e o lançamento do manual ocorreram com a assinatura de convênios entre a Abics e o Museu do Café de Santos, referência no Brasil, e o Centro de Preparação de leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Café & Preparos

Conheça a história e os processos do café solúvel

No ano de 1972 foi criada a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), com o intuito de representar institucionalmente a indústria do café solúvel brasileiro. Hoje ela conta com cinco indústrias associadas entre as sete em operação no País: Cacique, Café Iguaçu, Cocam, Realcafé e Café Campinho. Nossa equipe teve a oportunidade de visitar a fábrica da Cocam, situada em Catanduva (SP), para entender melhor sobre o processo por que o café passa até chegar a solúvel.

O Brasil é líder na exportação de café solúvel desde os anos 1960 e a Abics busca expandir o mercado com melhorias de qualidade, sustentabilidade e inovação tecnológica. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontam a exportação pelo País de 34 milhões de sacas de café, de janeiro a outubro, considerando-se a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. Esse volume é 22,8% superior ao mesmo período de 2018.

A receita cambial gerada pelos embarques em outubro deste ano, quando foram exportados 3,4 milhões, foi de US$ 441,1 milhões, decréscimo de 14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o preço médio foi de US$ 128,9/saca de café, 1,8% inferior a outubro de 2018.

O café solúvel representou 9,4% das exportações, com 321 mil sacas exportadas. De janeiro a outubro de 2019, a exportação do café solúvel aumentou 9,4% (3,3 milhões de sacas).

Mas quando ele surgiu?

Segundo a Abics, o café solúvel nasceu em 1901, quando um químico japonês, Satori Kako, radicado em Chicago (EUA), criou um pó instantâneo e o vendeu durante a Exposição PanAmericana de Nova York. Anos depois, esse produto foi adaptado por um químico americano, que criou o solúvel refinado, possível de ser comercializado em maior escala.

Com a crise mundial de 1930, o Brasil estava com excesso de café e era preciso dar vazão aos grãos, quando então se pensou em uma maneira de transformar o café estocado em “cubos” que mantivessem a qualidade da bebida por um longo período. A demanda foi para empresas suíças, que passaram a estudar as possibilidades.

Em 1937, o químico Max Morgenthaler, da Nestlé, desenvolveu uma solução que podia ser dissolvida na água e que mantinha características similares às do café fresco. A Nestlé então financiou leia mais…

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Felipe Gombossy

Café & Preparos

Guia de Cafés #3: dicas do que estamos tomando

Muitos leitores nos perguntam quais cafés indicamos. Resolvemos indicar os grãos especiais neste Guia de Cafés que ora é semanal, ora é mensal, depende da safra de recebidos e também da época do ano. A proposta é que possamos “assinar embaixo” de produtos com rastreabilidade e qualidade.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa devido à pandemia de Coronavírus. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! A colheita de café no Brasil começou no mês de maio e segue nas mais de 30 regiões produtoras, tanto de cafés arábicas quanto canéforas. Este ano promete!

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são:

Café e Cold Bixo – Cold Brew Vira-lata Caramelo

Produzido por: Café e Cold Bixo
Café extraído a frio. Tome puro ou com gelo
Sensorial: encorpado, intenso, baixa acidez e doce
Compre: www.cafeecoldbixo.com.br
Preço: R$ 13 (200 ml)

Café e Cold Bixo – Geleia de Maracujá

Produzido por: Sítio Floresta
Produtora: Maria Francisca Nogueira
Região: Sul de Minas
Espécie: arábica
Variedade: catuaí vermelho
Processo: natural
Torrado por: Café e Cold Bixo
Sensorial do café: maracujá, melaço e com acidez média
Compre: www.cafeecoldbixo.com.br
Preço: R$ 35 (250 gramas) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Mercado

Pesquisa aponta que estadunidenses devem consumir cada vez mais cafés em casa

Foto: Goran Ivos

A agência de inteligência de mercado Mintel realizou uma pesquisa e chegou à conclusão que o mercado doméstico de café dos Estados Unidos deve crescer 4,9% neste ano, chegando a US$ 15,6 bilhões, em comparação com um crescimento total de 3,9% registrado entre 2015 e 2019. A pesquisa também mostra que até dois em cada cinco (39%) americanos estão dispostos a pagar mais para ter um café especial em casa, focando claramente na qualidade da bebida.

Segundo a Mintel, os cafés mais vendidos são de marcas como Starbucks, Caribou e Peet’s. Desta forma, os estadunidenses tentam ter cafés que estavam acostumados a consumir nas cafeterias, só que agora em casa. “Com as pessoas trabalhando em casa e incapazes de visitar seus cafés favoritos por causa da pandemia, elas têm aprimorado suas habilidades de barista para conseguir sua bebida no lar. Elas também estão comprando café com as marcas das cafeterias para recriar aquela experiência autêntica dos lugares”, afirmou Caleb Bryant, diretor associado de alimentos e bebidas da Mintel.

“Apesar do fato de que muitas pessoas estão enfrentando incertezas econômicas, os cafés premium e de marcas de food service têm a oportunidade de se comercializar como artigos de leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin

Mercado

Nova loja virtual Coffee ++ busca oferecer cafés premiados de forma acessível

“Nosso propósito é falar de cafés especiais produzidos por pessoas especiais”. Este é o objetivo principal da Coffee ++, uma loja virtual que tem como intuito fazer com que grandes cafés produzidos aqui no Brasil – e que muitas vezes são exportados – cheguem até os apreciadores brasileiros de forma fácil e acessível.

O projeto nasceu em novembro de 2019 e é fruto da parceria entre o CEO do Grupo Montesanto Tavares, Leonardo Montesanto Tavares, e os produtores da Serra da Canastra, Pedro Brás e Rafael Terra. A ideia é contar as histórias dos personagens que produzem essas joias, aproximando-os dos consumidores.

Os sócios Rafael Terra, Leonardo Montesanto Tavares e Pedro Brás – Foto: Leca Novo

Os cafés selecionados

De acordo com Leonardo, a iniciativa trabalhará apenas com grãos especiais acima de 84 pontos, cuja torra será feira pela Coffee ++. “Queremos oferecer aos consumidores cafés maravilhosos que temos no Brasil”, conta o mineiro de Belo Horizonte, filho e neto de cafeicultores.

Mesmo com data de lançamento prevista para o dia 6 de outubro, os primeiros produtores que farão parte do portfólio já foram divulgados. São eles: Luiz Paulo Dias Pereira Filho, da Fazenda Santuário Sul, Mantiqueira de Minas; Gabriel Nunes, da Fazenda Bom Jardim, Cerrado Mineiro; e Ricardo Tavares, da Fazenda Primavera, Chapada de Minas.

Além dessas opções premiadas (as três fazendas acima já foram campeãs no concurso Cup of Excellence – Brazil!), o catálogo também conta com os chamados “cafés da casa”, que são o Clássico e o Geisha, uma das variedades mais famosas de café do mundo. “No futuro, vamos buscar outros produtores no Brasil todo, pessoalmente, fazendo visitas e conhecendo o processo de produção dos cafés”, explica o sócio.

Na plataforma, os consumidores poderão escolher entre as alternativas acima e adquiri-las nas versões pacotinho de 250 g em grãos ou torrado e moído, drip coffee e cápsulas de alumínio compatíveis com sistema Nespresso. Os preços irão variar entre R$ 18 e R$ 57. “O mundo inteiro admira os cafés brasileiros, então a gente quer deixar essas joias agora no Brasil para todo mundo poder beber café bom”, afirma Leonardo.

Mais informações: www.coffeemais.com e www.instagram.com/coffeemais

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado

Selecionados a dedo: curadoria apresenta diferentes cafés aos consumidores

O engenheiro mecatrônico Erick Petta Marinho foi se apaixonar pelo café justamente na época da faculdade, que cursava em São Paulo. “Como todo estudante, eu precisava da maravilhosa cafeína, pois era o início da faculdade e eu estudava noite adentro”, conta.

Nesta época Erick nem tinha ideia sobre o café especial e consumia as opções do mercado. Foi em 2005 que comprou uma máquina de cápsulas e começou a experimentar diferentes tipos de café. “Lembro que essa paixão nasceu pelo prazer em descobrir e experimentar novas bebidas desde aquela época. Em 2010 fui estudar na Alemanha e lá experimentei alguns cafés e notei diferenças marcantes. Guardo até hoje os sabores, eram cafés menos intensos. Acredito que foi ali que tomei meu primeiro café especial, mesmo sem saber que eram especiais e tampouco sem saber o conceito desse universo”, comenta.

Durante esta viagem ele encontrou cafés diferentes e muitas opções em grãos no supermercado, o que chamou a atenção e o fez voltar para o Brasil decidido a explorar ainda mais a bebida. Assim, começou a frequentar as cafeterias por São Paulo.

Realizou uma viagem, ao lado da sua esposa Aline Alves de Souza Marinho, para Carmo de Minas e realizou a rota do café, que incluía um curso de barismo na Unique Cafés, com o barista Gabriel Guimarães. “Com tantas opções de café na região, voltei para casa com cerca de 15 kg de café. A qualidade e variedade me chamava leia mais…

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Divulgação

Mercado

Porteira para fora: 6 invenções brasileiras no café

Santo de casa faz milagre, sim! Ciência, tecnologia e muita criatividade mudaram os rumos do café no Brasil e no mundo. A Espresso traz  o destaque para diversas criações que contribuem até hoje para que o País seja referência no setor.

Z, de coador

Foto: Divulgação

Feito de cerâmica e com design funcional, o Coador Z é o resultado da busca intensa por melhores cafés pelo barista taiwanês, que vive no Brasil desde os 15 anos, Tony Chen. Depois de muito tempo de imersão e estudo dos métodos de preparo atuais, nascia um coador com linhas retas e de material que ajuda a manter a temperatura.

Por ser um projeto independente e artesanal, ele só foi possível graças ao financiamento coletivo de diversos amantes do café em todo o País. Ou seja, para o produto ser desenvolvido e comercializado, seu idealizador precisava de R$ 60 mil. Assim, ele lançou uma campanha digital para levantar esse investimento. Resultado: o amor pelo café venceu e o produto já está no mercado.

Eu assovio, tu assovias

Foto: Bruno Lavorato

Na verdade, não se sabe quando e onde o assovio durante degustações e cuppings começou. O que se sabe é que a prática é comum no momento de sorver o café para misturar com oxigênio e maximizar a percepção de sabores. Ao puxar o ar juntamente com a bebida com a ajuda de uma colher, diversos tipos de assovios podem ser ouvidos.

Tímidos, estridentes, baixinhos e escandalosos – há todo tipo de som para cada degustador. Alguns sons chegam a ser tão altos que curiosos já mediram sua intensidade em decibéis.

Não tem como ignorar essa prática tão peculiar, tanto que ela ganhou um concurso bem-humorado aqui no Brasil para eleger o melhor assovio, o Campeonato Mundial leia mais…

TEXTO Kelly Stein

CafezalMercado

Sebrae realiza ações sobre marketing digital para produtores de café e para quem é MEI

O Sebrae conta com um projeto intitulado Up Digital Sebrae, que é uma jornada on-line de dez dias, com três encontros virtuais. São grupos fechados de até 15 empresas em um ambiente de compartilhamento de práticas, acompanhado por especialistas. O produto é voltado para os pequenos negócios que querem dar um up em sua empresa rumo à transformação digital, de forma ágil, prática e colaborativa nos temas de marketing digital, para alavancar suas vendas.

Buscando fortalecer os negócios produtores de café do País, o projeto estreia nesta segunda-feira (14) o Up Digital, voltado para associações gestoras das Indicações Geográficas registradas e depositadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O Inpi tem duas modalidades para reconhecer a Identificação Geográfica (IG) de produtores do País. A Indicação de Procedência (IP) valoriza a tradição da fabricação e o reconhecimento público de que o produto de uma determinada região possui qualidade diferenciada. Já a Denominação de Origem (DO) agrega um diferencial ao leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

Participe da 5ª Corrida e Caminhada do Café de qualquer lugar

As inscrições para a 5ª Corrida e Caminhada do Café estão abertas. O evento faz parte do Projeto Campinas Café Festival e sempre foi realizada na histórica Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Este ano, por conta da pandemia de Covid-19 (coronavírus), a organização pensou em algo diferenciado.

Os participantes poderão correr ou caminhar quando e onde quiser, dentro do período estipulado pela organização, na distância de 3 km, 5 km, 7 km, 10 km, 15 km ou 21 km, de acordo com a sua preferência e condição física.

Como vai funcionar

Após a confirmação de pagamento, o participante deverá enviar o registro da corrida na plataforma do evento, que será avaliado e confirmado pela organização. Em seguida, o kit completo será enviado ao inscrito no endereço de escolha.

Todo o processo de leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Matt Hoffman

Mercado

Maior feira do setor de cafés especiais tem data de realização alterada em 2021

Na última quarta-feira (9), a Specialty Coffee Association (SCA) anunciou uma nova mudança na data de realização da Specialty Coffee Expo, importante feira do setor de cafés especiais que estava marcada para acontecer em abril de 2021, na cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

“Temos certeza de que isso desapontará muitos, no entanto, o consenso era de que o adiamento seria uma opção mais segura e prudente, e permitiria que nossa comunidade e as empresas participantes tivessem mais tempo para se recuperarem da pandemia”, escreveu a organização em comunicado.

Com a alteração, o evento passa a acontecer entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro de 2021. “Entendemos o impacto que o adiamento da feira pode ter nos negócios de nossos expositores, e como é importante encontrarmos maneiras significativas de nos mantermos conectados e informados com as tendências e inovações do mercado”, comentou Yannis Apostolopoulos, diretor executivo da SCA.

Sobre o Re:Co Symposium, que também estava marcado para acontecer em abril de 2021, a SCA informou que está considerando as melhores opções e que planeja fazer um anúncio nas próximas semanas.

Mais informações: www.coffeeexpo.org

TEXTO Redação • FOTO Wherda Arsianto