CafezalMercado

Seminário Internacional de Café de Santos discute sustentabilidade e diversidade na cafeicultura

Nesta quarta-feira (11) ocorreu a abertura do XXIII Seminário Internacional de Café de Santos: exportação do café do Brasil preparada para a economia mundial. Após dois anos parados por conta da pandemia de Covid-19, o evento, que acontece há 50 anos, retorna com o tema O quanto o Brasil está preparado?”. O Seminário busca discutir assuntos estratégicos para o setor como governança socioambiental, agricultura regenerativa, impacto do clima e desafios de logística.

A edição conta com a  participação de 21 países e autoridades na abertura. Representando o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Francisco Matturro, participou da abertura do 23º Seminário Internacional do Café de Santos, no Guarujá.

O secretário argumentou que há décadas o Brasil trabalha para se posicionar como principal ofertante de cafés de alta qualidade. “O estado tem intensificado a expansão de cafeterias e de outros tipos de estabelecimentos voltados aos cafés de alta qualidade”, disse.

Francisco apontou que São Paulo tem a cafeicultura como seu berço. “Muitos de nossos institutos, como é o caso do Instituto Agronômico e o Instituto Biológico, foram fundados justamente para estudar e proteger essa cultura tão importante para a economia de São Paulo”, lembrou.

Para o secretário, essas ações realizadas pela Secretaria à cafeicultura não são apenas históricas. “Nossos institutos de pesquisas e assistência técnica estão também conectados com aquilo que é sinalizado como tendência no mercado consumidor”, complementou.

Outra pesquisa que o secretário citou como importante é a que está ligada ao desenvolvimento pelo IAC, de cultivares de café com características voltadas ao mercado de cafés especiais: “Também temos realizado estudos no IAC com o uso de biotecnologia para levar o maior e mais completo banco de germoplasma de cafés do mundo, que fica em Campinas, para uma outra unidade da secretaria”.

Francisco Matturro justificou essas e outras ações com o objetivo de apoiar os cafeicultores, indústrias e exportadores. Atualmente, apenas o estado de São Paulo produz cerca de 6,5 milhões de sacas ao ano. “Esse conjunto de ações faz de São Paulo o território privilegiado do agronegócio Cafés do Brasil”, concluiu.

O presidente da Associação Comercial de Santos, Mauro Sammarco, destaca que o Brasil é líder em produção e exportação, e o Porto de Santos é fundamental na logística da exportação dos grãos brasileiros. 

A primeira palestra contou com o tema “Cenário macroeconômico” e teve Sandro Mazerino Sobral, Head de mercados e trandings do banco Santander Brasil, como palestrante. Ele deu uma verdadeira aula sobre o mercado financeiro e traçou um paralelo entre 2022 e anos anteriores de inflação. “Estamos vivendo um período complicado para o futuro, tem a ver com o mundo, provavelmente será um período de mudança de era. Os futuros historiadores dirão que esse foi um período perigoso para a humanidade, crise financeira de 2008, preservar o sistema como estava, levou hoje aos problemas”, apontou. O palestrante reiterou sobre a inflação que bateu, ontem (11), 12% no Brasil e 8% nos Estados Unidos, o que demonstra um problema mundial.

Michelle Burns, vice-presidente da Global Coffee Tea and Cocoa da Starbucks Coffee Company, foi a segunda palestrante da tarde e apresentou o trabalho realizado pela empresa que envolve tecnologia e sustentabilidade. “Pensamos em como buscar melhorias, práticas sustentáveis ao lado dos produtores. Precisamos fazer com que os agricultores tenham uma renda suficiente para bem estar e melhoria nas comunidades”, destacou. Michelle ainda comentou sobre o centro da Starbucks na cidade de Varginha (MG), em que é possível aprender e trocar soluções para o setor e que serão compartilhadas em todo o mundo. 

Para encerrar o primeiro dia do Seminário, ocorreu um painel com o tema “O Brasil está bem-posicionado na Cadeia Mundial de Café?”, moderado por Carlos Alberto F. Santana Jr., da EISA, com a participação de Trishul Mandana, diretor executivo da Volcafé (ED&FMan Coffee Division); Edward A. Esteve, Chief Carbon Officer and Head of Coffee Division da ECOM Agroindustrial; e David Neumann, CEO da NKG. 

O painel levantou algumas discussões e David Neumann destacou que as perspectivas para o café brasileiro são excelentes, porém é preciso atenção em relação às mudanças climáticas e as dificuldades que irão existir para as próximas gerações. 

“O Brasil traz exemplos maravilhosos de produção, mas é necessário uma liderança mais forte, uma linha de negócios e focar em ajudar os pequenos e médios produtores em relação à sustentabilidade. Os negócios de café tem que ser mais simples para concentrar nos problemas e equilibrar as necessidades. Troquem ideias, a ciência pode salvar o café e nós, se não fizermos algo, vamos continuar em um mundo no qual o café não é acessível para todos”, reforçou. 

Edward apontou as tecnologias aplicadas no Brasil e que não são vistas em outros países produtores: “Aqui vocês possuem escala, tecnologia, terrenos que permitem a mecanização. Brasil cada vez mais está bem posicionado no mercado e tenho inveja cada vez que vejo a cultura do café e possibilidades para os produtores”. 

Já Trishul trouxe alguns dados relacionados ao avanço da produção e aumento do consumo. “A indústria como um todo deve se preocupar com relações como a diversidade, os custos do frete, taxas de exportação e clima”, destacou. Ele acredita que o aumento do consumo deve voltar ao patamar de antes da pandemia, de 2% ao ano. “É importante apresentar ao consumidor a perspectiva, apresentar a diversidade, as histórias, romances e porque o preço do café é diferenciado”, disse. 

“Muitas empresas firmaram o compromisso do carbono zero até 2050, mas como isso será realizado? Os compradores acabam avaliando o melhor plano na hora de adquirir os cafés e o consumidor pagará por isso? Ele é quem vai decidir se irá consumir um café que possua algum tipo de certificação ou não”, finalizou Edward. 

A grade de programação do evento segue durante essa quinta-feira (12).

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Natália Camoleze

Cafeteria & Afins

Tectonica – São Paulo (SP)

“É um nome potente e feminino que a gente adora!”, conta Tatiana Azevedo, proprietária do Tectonica ao lado de sua amiga Bruna Ary. As jovens se conheceram quando ambas estavam morando em Paris. Bruna, que trabalhava como gestora de comunicação, sempre esteve atenta aos cafés que provava na capital francesa. Já a roteirista Tatiana passava os dias organizando shows na sala e na garagem de sua casa. “Juntamos nossas forças e vontades para montar um espaço cultural com bons cafés e comidas vegetarianas artesanais.”

A partir desse desejo – e de volta ao Brasil – as amigas planejaram e inauguraram a cafeteria, em julho de 2018. Localizada no tradicional bairro da Pompeia, a casa traz um ar acolhedor, que abraça todas as pessoas. O espaço lembra o quintal de uma casa simples de bairro, com cadeiras de praia, plantinhas no muro e uma simplicidade que encanta.

A cara de São Paulo

Para conhecer melhor a Tectonica, vale pedir uma xícara de café! Atualmente, a cafeteria trabalha com os parceiros da Cafeína Records, da Siriema Coffee Roasters e do Café e Cold Bixo. “Durante a pandemia, escolhemos trabalhar apenas com hario v60, aeropress e french press. Devolvemos nossa máquina de espresso e estamos estudando se queremos uma nova ou se vamos ficar apenas nesses métodos. Em breve lançaremos a nossa receitinha de kalita!”, explica Tatiana. A casa também conta com opções como o “coado-tônica”, o “coaduccino” (que consiste em um cappuccino com café coado) e o drinque de café com bourbon.

O cardápio é totalmente vegetariano e apenas o pão não é feito na própria cozinha – é preparado pelos parceiros da Bâtard Padaria Artesanal, em São Paulo. Um dos pontos fortes da casa é a variedade de toasts, feitas com pão de fermentação natural: manteiga de amendoim com mix de cogumelos glaceados, homus de beterraba com abacate temperado, ricota de amendoim com chutney de tomate, entre outros sabores. “Nosso carro-chefe é o banana bread, mas a pancake de geleia de amoras com calda de limão também faz sucesso, assim como a nossa banoffee”.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Ministro Ferreira Alves, 686
Bairro Pompeia
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://instagram.com/tectonica.sp
Telefone (11) 98351-6024
Horário de Atendimento Quinta e sexta, das 12h às 18h; sábado e domingo, das 9h às 15h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Bruno Graziano e Bruna Ary

Barista

Inscrições para Campeonato Brasileiro de Barista abrem dia 12 de maio

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) divulgou a data do Campeonato Brasileiro de Barista deste ano. A competição está marcada para acontecer dentro da grade de programação do São Paulo Coffee Festival, entre 24 e 26 de junho, na Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP).

Ficou interessado? Então se liga: as inscrições abrem às 10h da próxima quinta-feira, 12 de maio, através do site da BSCA. O vencedor da etapa nacional representará o Brasil no Campeonato Mundial de Barista, que acontecerá em Melbourne, na Austrália, entre 27 e 30 de setembro de 2022.

O Campeonato Brasileiro de Barista é um evento da World Coffee Championship, realizado pela BSCA, com apoio do São Paulo Coffee Festival e promoção da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A Revista Espresso é a mídia oficial!

Sobre a disputa

Em uma apresentação de no máximo 15 minutos, os competidores devem apresentar aos juízes quatro espressos, quatro bebidas com leite vaporizado e quatro bebidas de assinatura, não necessariamente nesta ordem. 

Na última edição nacional, realizada em 2019 durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte (MG), a disputa teve como vencedor Boram Um, da cafeteria paulistana Um Coffee Co. O barista representou o Brasil no Campeonato Mundial da categoria, em outubro de 2021, e ficou entre os semifinalistas.

TEXTO Redação

CafezalMercado

Embrapa e IAC desenvolvem método que identifica cafeeiros com teor reduzido de cafeína

Foto: Roberto Seba

Um método para identificação e seleção de plantas de café (Coffea arabica) com teor de cafeína reduzido teve a patente reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As inventoras da metodologia são as pesquisadoras Mirian Perez Maluf, da Embrapa Café, e Maria Bernadete Silvarolla, do Instituto Agronômico (IAC). 

“O método foi um avanço importante para o desenvolvimento de cultivares de café arábica naturalmente descafeinadas, ou com baixo teor de cafeína. A inovação trará benefícios à cafeicultura, à agroindústria ligada ao café e aos consumidores,” avalia Mirian. 

“Esse método foi validado em campo e conseguimos transmitir a característica de ausência ou baixíssimo teor de cafeína para várias gerações de plantas e com diferentes origens genéticas”, comemora a pesquisadora da Embrapa, que realiza suas pesquisas no IAC por meio de parceria, estabelecida no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, entre a Embrapa e o Instituto, o qual é ligado à Secretaria Estadual de Agricultura de São Paulo.

Ela ressalta que o mercado de café descafeinado é um nicho que pode crescer consideravelmente, uma vez que cerca de 10% dos consumidores de café no mundo costumam consumir esse tipo da bebida, e no Brasil esse público é de apenas 1%. Atualmente, os cafés são descafeinados por processos industriais. Esses processos, além da cafeína, acabam retirando do grão vários outros compostos que conferem suas características sensoriais. 

Para Maria Bernadete, essa inovação é capaz de viabilizar o desenvolvimento de cultivares com baixo conteúdo de cafeína, com potencial de se tornarem mais uma opção de cultivo para o produtor de café do Brasil. “Haverá o diferencial desse perfil químico já nas sementes, com agregação de valor diretamente para o cafeicultor”, resume a pesquisadora do IAC.

O trabalho dela envolveu a identificação dos mutantes naturalmente descafeinados e a realização dos cruzamentos entre esses materiais e cultivares elite, aquelas que reúnem qualidades agronômicas e industriais. “Concluída essa fase, fizemos as seleções nas gerações segregantes com o objetivo de transferir os genes responsáveis pela característica de baixo conteúdo de cafeína dos mutantes para cultivares elite, visando reunir o baixo teor de cafeína e a alta produtividade das cultivares”, explica. 

“As plantas híbridas e as das gerações posteriores foram utilizadas nas análises moleculares de laboratório, a fim de identificar as diferenças entre os materiais com teores normais de cafeína e aqueles com quantidades reduzidas, o que deu origem ao método agora patenteado”, comenta a cientista.

Histórico da pesquisa

Para entender o achado e sua importância, é preciso fazer uma pequena cronologia dos estudos para a obtenção de uma cultivar naturalmente sem cafeína de café arábica, a espécie mais consumida. Em 1964, pesquisadores de países produtores de café, entre eles brasileiros, financiados pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), coletaram sementes de 300 plantas de café na Etiópia, país de origem do produto. 

Com a criação do programa de melhoramento genético do cafeeiro, do Instituto Agronômico, em 1987 foram realizados cruzamentos das espécies selvagens de café com baixo teor de cafeína com variedades de C. arabica, no entanto, características que não interessavam eram passadas para as plantas filhas. 

Em 1996 foi iniciado o projeto com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Naquele trabalho foram analisadas cerca de três mil plantas de café do Banco de Germoplasma do IAC, o que resultou, em 2003, na descoberta de três plantas de uma mesma família que eram naturalmente descafeinadas. A descoberta foi feita pela geneticista Maria Bernadete Silvarolla, em trabalho conjunto com o pesquisador Luiz Carlos Fazuoli, também do IAC, e de Paulo Mazzafera, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As plantas foram batizadas de AC1, AC2 e AC3 em homenagem ao geneticista de café Alcides Carvalho, já falecido.

A partir dessa descoberta, foram realizadas várias pesquisas com essas plantas. Em 2005, com financiamento do Consórcio Pesquisa Café e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a pesquisadora Mirian Maluf iniciou análises moleculares do gene que codifica a cafeína sintase (cs), uma das enzimas da via de síntese de cafeína, presente no cafeeiro AC1, que é naturalmente descafeinado, e identificou as várias alterações de nucleotídeos, os chamados polimorfismos do tipo SNP, em comparação com a sequência do gene isolado em cafeeiros com teores normais de cafeína.

Com isso foi possível identificar e marcar esse gene cs, além de entender as mutações sofridas por ele associadas à ausência de cafeína. A partir desse achado, a ideia é provocar essa mesma mutação em cafeeiros que hoje já são cultivados com alta produtividade. Isso é possível com a realização de programas de melhoramento assistido ou por edição gênica.

TEXTO Redação

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Nucoffee apresenta inovações durante XXIII Seminário Internacional do Café de Santos

Durante o XXIII Seminário Internacional do Café de Santos, marcado para acontecer entre os dias 11 e 12 de maio, no Sofitel Jequetimar, na cidade de Guarujá, no litoral paulista, a Nucoffee, plataforma de café da Syngenta, apresenta suas soluções de cafés. 

“O Seminário Internacional do Café é uma oportunidade para debatermos assuntos relevantes para o setor, além de podermos apresentar o café especial Nutracêutico ao mercado nacional”, afirma Juan Gimenes, Gerente de Inovações da Nucoffe

Na quinta-feira (12), às 9h, o prof. Flávio Borém, especialista em cafés especiais do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), ministra a palestra “Um novo olhar para a pós-colheita num cenário de mudanças climáticas”, que será promovida pela Nucoffee.

Café nutracêutico

O café nutracêutico, desenvolvido por meio de uma parceria público-privada entre a Syngenta e a UFLA, será o grande destaque da Nucoffee no Seminário. Com sabor intensificado e alto índice de qualidade, o grão aumentou em até 40% suas propriedades antioxidantes. Obtida por meio de um processo inovador, que utiliza até 30% dos grãos verdes, a técnica gera maior produtividade na colheita. Isso significa que os cafés nutracêuticos reúnem mais doçura, complexidade, acidez e corpo.

Esse aperfeiçoamento dos grãos, caracterizados como nutracêuticos – nutricional, funcional e medicinal –, permite que os produtores ofereçam cafés com sabores que o consumidor ainda não experimentou, além de possibilitar a comercialização do produto em outros setores, como o farmacológico, de suplementos e até mesmo o de cosméticos.

“A maturação desuniforme é um grande desafio para a qualidade hoje em dia e, com esse programa, otimizamos a janela de colheita, aumentando o potencial de qualidade dos frutos. O projeto é uma inovação que permite produzir cafés especiais a partir de frutos com elevada porcentagem de grãos imaturos, aproveitando os benefícios que eles trazem à saúde devido à alta ação antioxidante”, declara Juan.

A empresa também preparou para o evento sessões de degustação de cafés especiais e chá gelado de polpa de café, além de reservar uma sala de reunião para rodadas de negociação e networking com os principais players do setor.

Ciência por trás da xícara

De acordo com o prof. Borém, o Brasil, como maior produtor de café do mundo, tem muitos promotores e amantes da bebida, porém, quando se trata de ciência por trás de uma xícara de café especial, o assunto é mais complexo e requer muitos estudos. “A qualidade do produto é fundamental e, por isto, a interação entre genótipo e ambiente, além das tecnologias pós-colheita, são temas extremamente relevantes”, explica.

Ainda segundo o especialista, o Brasil vem enfrentando, nos últimos 10 anos, novas condições climáticas que criam desuniformidades na maturação do grão, gerando mais desafios aos produtores. “Apesar do país ter exportado cerca de 7 milhões de sacas de cafés diferenciados nos últimos cinco anos, fatores climáticos, incluindo temperatura média, níveis anuais de chuva e sazonalidade, têm influenciado nas características fisiológicas do grão”.

“Buscamos alternativas para aprimorar o perfil sensorial dos grãos e aumentar a produtividade da colheita, além de reduzir a queda de frutos no chão ao mesmo tempo em que apoiamos a evolução de uma agricultura mais positiva, capaz de reduzir a emissão de gases do efeito estufa e apta a capturar carbono”, finalizar Juan.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

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Mineiros levam a melhor no 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café

Após dois anos de espera por conta da pandemia de Covid-19, a Espresso esteve presente na cerimônia de premiação do 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, que aconteceu na noite da última quinta-feira (5), na cidade de São Paulo, e reuniu produtores, pesquisadores e demais personalidades importantes do setor cafeeiro para divulgar e parabenizar os melhores cafés do concurso.

A edição contou com o recebimento de 754 amostras de café arábica, da safra 2021/2022, cultivadas em diferentes partes do Brasil. Após análises, a Comissão Julgadora, composta por especialistas seniors em espresso da illycaffè, chegou aos 40 melhores.

Na categoria Nacional, os três cafés mais bem pontuados foram todos de Minas Gerais, produzidos pelos cafeicultores Candido de Sorti Machado, de Muzambinho, no Sul de Minas; Claudio Esteves Gutierrez, de Capelinha, na Chapada de Minas; e João Batista dos Santos, de Araponga, nas Matas de Minas. A ordem de classificação entre eles será descoberta apenas no 7º Prêmio Internacional Ernesto Illy, que acontecerá em Nova York no segundo semestre.

O 4º lugar da premiação foi para Tapiratiba (SP), para o produtor Luiz Miguel Costa Rocha, seguido de Marie Nakao Sasaki, de Patos de Minas (MG), que ficou em 5º lugar, e Cristiane Zancanaro Simões, de Cristalina (GO), na 6ª colocação.

Outras categorias premiadas na competição são a Regional, que parabeniza as duas melhores amostras de cada região participante da edição, e a Classificador do Ano. Confira os nomes:

Cerrado Mineiro
1º lugar 
Marie Nakao Sasaki, de Patos de Minas (MG)
2º lugar Catarina Takahashi Myaki, de Patrocínio (MG)

Centro-Oeste
1º lugar 
Cristiane Zancanaro Simões, de Cristalina (GO)
2º lugar Álvaro Luiz Orioli, de Niquelândia (GO)

Chapada de Minas
1º lugar 
Claudio Esteves Gutierrez, de Capelinha (MG)
2º lugar CBI Madeiras, de Capelinha (MG)

Matas de Minas
1º lugar 
João Batista dos Santos, de Araponga (MG)
2º lugar Raimundo Dimas Santana, de Araponga (MG)

Sul de Minas
1º lugar 
Candido de Sordi Machado, de Muzambinho (MG)
2º lugar Rodrigo de Almeida Machado, de Muzambinho (MG)

São Paulo
1º lugar 
Luiz Miguel Costa Rocha, de Tapiratiba (SP)
2º lugar Luiz Antonio Poli Filho, Caconde (SP)

Sul
1º lugar 
Orlando Von Der Osten, de Cornélio Procópio (PR)
2º lugar Luiz Roberto Saldanha Rodrigues, de Jacarezinho (PR)

Classificador do Ano
1º lugar 
Luiz Evandro Ribeiro, do Sul de Minas
2º lugar Marcos Leoncio de Araujo Alvarenga, do Cerrado Mineiro
3º lugar Edenilson de Oliveira Cabral, das Matas de Minas

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado

Agricultura regenerativa é destaque em coletiva da illycaffè realizada em São Paulo (SP)

Após pausa de dois anos por conta da pandemia de covid-19, nesta quinta-feira (5) será realizada a premiação do 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. A illycaffè selecionou 40 cafeicultores finalistas que serão premiados na ocasião. 

A Experimental Agrícola do Brasil, braço da illycaffè no país, analisou 754 amostras enviadas das principais regiões produtoras de café arábica da safra 2021/2022, por meio da Comissão Julgadora da premiação, composta por especialistas seniors em espresso da illycaffè.

Na manhã desta quinta, ocorreu uma coletiva de imprensa com a presença de Andrea Illy, presidente da illycaffè; Anna Illy, presidente da Fundação Ernesto Illy e membro do Conselho Administrativo da illycaffè; Alessandro Bucci, diretor de compras; e Frederico Canepa, diretor da illy Sul América. 

Andrea iniciou expressando sua alegria em poder retornar ao Brasil e comentando sobre a importância do Prêmio, iniciado em 1991 através de seu pai, Ernesto Illy, que abriu o mercado para os cafeicultores dispostos a cultivar cafés especiais e estimulou o trabalho na cadeia. 

“Temos muito orgulho dessa iniciativa pioneira, que já reconheceu mais de mil e quinhentos produtores. Nesse ano foram mais de 700 amostras inscritas. A premiação nacional serviu de inspiração para criação do Prêmio Ernesto Illy Internacional, que completa sua sétima edição, reunindo 27 cafeicultores de nove países, e deve ocorrer no segundo semestre em Nova York, se não houver problemas sanitários”, contou Andrea. 

Um dos destaques da coletiva foi a agricultura regenerativa, que é vista pela illycaffè como um modelo para enfrentar as mudanças climáticas e promover a troca de experiências e ideias em relação à transformação do solo e do cultivo através de práticas sustentáveis. 

“Ser sustentável é uma escolha diária, dever moral da empresa, respeitando os mais altos padrões, evitando crises ambientais, sociais e econômicas. É importante corrigirmos os erros do atual modelo de mineração, que continua esgotando os recursos planetários, criando uma enorme quantidade de resíduos que se acumulam no meio ambiente. Há uma necessidade urgente de um novo modelo de desenvolvimento socioeconômico, regenerativo, que seja circular e capaz de não só reutilizar recursos, tentando não produzir resíduos, mas também de revitalizar o capital natural, ao mesmo tempo em que busca o bem-estar do homem e do planeta”, pontuou o presidente da empresa italiana. 

Ele destacou que o intuito é melhorar as práticas agronômicas, desenvolver mais variedades resistentes ao clima, investir em plantações, reservas de água e adubos orgânicos: “O Brasil conta com ótimas instituições que buscam as melhorias das variedades”. 

Sobre o tema, Alessandro Bucci comentou que “o Brasil tem ótimas condições e um avanço tecnológico avançado em relação a outros países produtores. As fazendas estão cada vez mais bonitas e os produtores estão animados para mudar, regenerar e melhorar a plantação”.

Em relação à pandemia, Andrea mencionou que os preços do café dobraram e a logística de envio do grão foi complexa – já que os portos foram fechados – além dos problemas com a crise, a seca e geada. Segundo ele, o consumo em casa aumentou bastante em comparação com o consumo fora do lar. “Estamos na expectativa de um equilíbrio nessa questão, já que a forma de trabalho e o tempo fora de casa foi mudado”, disse. 

Já sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, o presidente da illycaffè apontou que não houve um grande impacto comercialmente para a empresa, já que ela não possui uma relação de mercado com a Rússia e conta com um distribuidor menor na Ucrânia: “A inflação foi muito impactada com a guerra e o sentimento grande de insegurança”. 

“A geada na região do Cerrado foi uma surpresa, comprometeu muito a produção. Talvez haja uma estabilização em 2023, mas podemos ter uma inversão do ciclo de alta e baixa. A junção da seca e geada não víamos há muito tempo”, disse Alessandro. Já o presidente da marca afirmou que prefere não realizar previsões sobre a nova safra.

Andrea destacou, ainda, em relação aos novos rumos da empresa, que agora conta com um novo conceito de governança em busca de um maior desenvolvimento. “A nova CEO, Cristina Scocchia, iniciou os trabalhos em janeiro e prepara um plano estratégico para melhorias internas”, finalizou. 

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Gabriela Kaneto

BaristaCafé & Preparos

Cursos sobre café para você fazer no mês de maio!

Quem aí curtiu as indicações de cursos que postamos no mês de abril? Então se liga que em maio tem mais opções para você que quer se aprofundar no universo do café. Programe-se e vamos lá!

Foto: Café Editora

Respira Café – Campinas (SP)

Em parceria com a Livraria Pontes, o Respira Café ministrará um workshop de introdução ao mundo do café. Os conteúdos abordados serão: a história do café, como escolher os grãos, classificação dos grãos, características sensoriais, as ondas do café e roda de sabores. Também faz parte uma degustação orientada e harmonização com pães.

Workshop “Introdução ao mundo do café”
Quando: 29 de maio
Onde: Rua Doutor Quírino, 1.223 – Centro – Campinas (SP)
Valor: R$ 110
Inscreva-se: https://bit.ly/39CDQ4u 

Civitá Café – Brasília (DF)

A torrefação brasiliense está com três opções para o mês de maio. Uma delas, chamada de “Oficina de Espresso”, será ministrada pela barista Mari Mesquita e trará conceitos e variáveis importantes para uma boa extração. O “Sensorial Primário”, dado por Lorena Andrade, abordará a criação de referências sensoriais para avaliação do café. Já a “Introdução à Torra”, com Fernando Bakker, mostrará a influência do processo de torra na qualidade do café, na teoria e na prática.

Oficina de Espresso
Quando: 14 de maio
Onde: SCLRN 709 – Bloco F – Loja 55
Valor: R$ 340
Inscreva-se: www.instagram.com/civitacafe ou WhatsApp (61) 98363-0229

Sensorial Primário
Quando: 21 de maio
Onde: SCLRN 709 – Bloco F – Loja 55
Valor: R$ 690
Inscreva-se: www.instagram.com/civitacafe ou WhatsApp (61) 98363-0229

Introdução à Torra
Quando: 28 de maio
Onde: SCLRN 709 – Bloco F – Loja 55
Valor: R$ 690
Inscreva-se: www.instagram.com/civitacafe ou WhatsApp (61) 98363-0229

RomeoRomeo – São Paulo (SP)

A cafeteria paulistana organizou um workshop sobre café em casa. Alguns dos tópicos abordados são: as principais diferenças entre os cafés tradicional e especial, dicas de como comprar um café de qualidade e como extrair uma boa xícara em casa, além de conhecer na prática os diferentes métodos de preparo. São apenas 6 vagas!

Workshop “Café em casa”
Quando: 22 de maio, das 10h äs 13h
Onde: Rua Bento Freitas, 126 – República – São Paulo (SP)
Valor: R$ 250
Inscreva-se: www.instagram.com/romeoromeo.cafe 

Foto: Café Editora

Simoni Yamaguty – Curitiba (PR)

Voltado para quem deseja aprender sobre diferentes métodos de preparo do café, seja para trabalhar ou empreender na área. A barista e instrutora Simoni Yamaguty ensina como construir a receita de preparo da sua bebida e como utilizar as habilidades sensoriais para identificar aroma, gosto e sabor da sua xícara, além de como utilizar utensílios e equipamentos para preparo do espresso, técnicas de vaporização, montagem de bebidas lácteas e introdução ao latte art.

Curso de Barista
Quando: 21 de maio
Onde: Rua Paraguassu, 371 – Alto da Glória – Curitiba (PR)
Valor: R$ 627,30
Inscreva-se: https://bit.ly/3KItDRq

Studio Grão – Brasília (DF)

A Escola & Lab Studio Grão preparou conteúdos diversos para este mês: introdução ao café especial (história, cadeia de produção, variedades, processamentos, degustação), métodos de extração (tipos de extração, moagem e granulometria, cinética da extração, parâmetros ideais), léxico sensorial para cafés (teoria dos gostos, calibragem de gostos e aromas, prova de sabores padronizados, cupping guiado) e barista iniciante (operação de máquina de espresso, regulagem de moinho, calibragem sensorial, vaporização e latte art, atendimento…).

Introdução ao café especial
Quando: 15 de maio
Onde: CLSW 301 – Bloco B
Valor: R$ 150
Inscreva-se: https://bit.ly/3MS0Gn2

Métodos de extração: Nível básico
Quando: 15 de maio
Onde: CLSW 301 – Bloco B
Valor: R$ 350
Inscreva-se: https://bit.ly/3MS0Gn2

Léxico sensorial para cafés
Quando: 21 de maio
Onde: CLSW 301 – Bloco B
Valor: R$ 600
Inscreva-se: https://bit.ly/3MS0Gn2

Barista iniciante
Quando: 28 e 29 de maio
Onde: CLSW 301 – Bloco B
Valor: R$ 800
Inscreva-se: https://bit.ly/3MS0Gn2

Baristando – Bragança Paulista (SP)

Para quem quer ter uma experiência do campo à xícara, o Baristando preparou um curso de barista na colheita. São três dias de imersão, onde o participante colherá o café e conhecerá técnicas de processamento, terreiro, classificação, torra, degustação e preparo. Alguns dos conteúdos aborados serão: cultivares, tipos de colheita, cafés naturais e cerejas descascados, cupping e extração de espresso.

Baristando na Colheita de Café
Quando: 13 a 15/5 ou 20 a 22/5
Valor: R$ 2.500
Onde: Sítio Campo Belo do Biriça – Bragança Paulista (SP)
Inscreva-se: www.baristando.com.br/produto/barista-na-colheita-de-cafe/ 

Coffee Cube – Recife (PE)

Voltado para quem quer trabalhar na área de barista, o curso prático do Coffee Cube, ministrado por Arthur Rieper, barista da casa, ensina os alunos sobre regulagem de moinho, vaporizar o leite, tirar um bom espresso, preparar cappuccinos, fazer latte art e a extrair café filtrado. 

Curso de Barista Operacional Prático
Quando: 10 a 14/5, 17 a 21/5, 24 a 28/5, 22 e 23/5, 29 e 30/5
Onde: Rua José Bonifácio, 747 – Torre – Recife (PE)
Valor: R$ 800
Inscreva-se: https://bit.ly/3ubqSlZ

Bilu Coffee – Santo André (SP)

O curso ensina na prática o preparo de café espresso, lattes e cappuccinos. Além disso, alguns dos conteúdos ministrados por Marcelo Oliveira serão: os diferentes métodos de preparo, análise sensorial do café, o que é um café especial, a história do café, produção do grão e certificações. Com a inscrição, o participante ganha um e-book com drinques de café. 

Curso de Barista Básico
Quando:
28 e 29 de maio 
Onde: Rua Edu Chaves, 356 Vila Bastos Santo André (SP)
Valor: R$ 499
Inscreva-se: https://wa.link/jvbpe5

Foto: Café Editora

Mercado do Café – Brasília (DF)

Ministrado por Maria Tereza Moulaz, o workshop abordará o contexto histórico e econômico do café no Brasil e no mundo, além de trazer informações sobre o cultivo, colheita, pós-colheita, seleção, beneficiamento, classificação, perfis de torra, perspectivas sensoriais e influência dos métodos. 

Jornada da Descoberta: Introdução ao café especial
Quando: 7 de maio
Onde: CRS 509 – Bloco C – Asa Sul – Brasília (DF)
Valor: R$ 240
Inscreva-se: https://mercadodocafe.bsb.br/categoria/cursos/ 

Ensei Neto Educação – Bragança Paulista (SP)

Outra opção para quem busca o campo, o coffee hunter Ensei Neto fez uma parceria com a Fazenda Boa Esperança e com a torrefação Aromas de Bragança. O conteúdo do curso compreende agrometeorologia, mapeamento sensorial, processos de pós-colheita, fermentação de cafés, etapa da torra e extração da bebida. 

Formação de Coffee Hunters – LF1
Quando: 20 a 22 de maio
Valor: R$ 3.200
Onde: Fazenda Boa Esperança – Estrada Municipal Dr. Renato Ferrara – Km 5
Inscreva-se: https://bit.ly/3kGmhmj 

Argenta Cafés – Curitiba (PR)

Voltado para quem quer aprender mais sobre cafés especiais ou quem deseja ingressar no mercado de trabalho, o curso de barista da Argenta traz uma introdução aos cafés especiais, métodos filtrados e variáveis da extração, análise sensorial e como trabalhar com máquina de espresso, regulagem de moinho e vaporização de leite.

Curso de Barista
Quando: 14 e 15 de maio
Valor: R$ 1.265
Onde: Rua Doutor Carlos de Carvalho, 603 – Centro – Curitiba (PR)
Inscreva-se: www.argentacafes.com/produto/cursos/curso-barista-2/ 

Santo Grão – São Paulo (SP)

Quer aprender sobre os desenhos com leite no café? Ministrado por Keiko Sato, o curso tem como objetivo ensinar técnicas do latte art: vaporização do leite, domínio de fluxo, monk head, preparação de cappuccinos nos padrões oficiais de competição (coração, tulipa e rosetta), grafismo.

Curso de Latte Art
Quando: 26 e 27 de maio
Valor: R$ 460
Onde: Rua Oscar Freire, 413 – Jardim Paulista – São Paulo (SP)
Inscreva-se: https://santograo.com.br/produto/curso-de-latte-art/ 

LanguageCafé – Rio das Ostras (RJ)

Ministrado por Adriana Valinhas, o curso concentra-se nas principais habilidades necessárias para regulagem de moinho, extração de espresso e vaporização do leite para cappuccinos. O conteúdo permite que o aluno obtenha uma compreensão dos parâmetros de extração e estabeleça uma base para desenvolver habilidades técnicas e de atendimento ao cliente. É necessário ter feito o curso “Introduction To Coffee”.

Barista Foundation SCA
Quando: 21 de maio
Onde: Rua Tijuca, 176 – Parque Zabulão – Rio das Ostras (RJ)
Valor: R$ 1.500
Inscreva-se: https://languagecafe.com.br/

Foto: Café Editora

Achega Café – Belo Horizonte (MG) 

O curso de latte art será ministrado pelo atual campeão brasileiro de latte art, Tiago Rocha. Com uma pegada mais descontraída, os principais conteúdos abordados serão: o aperfeiçoamento das técnicas básicas de latte art, os movimentos e técnicas, química do leite e desenhos variados. São apenas 5 vagas! Já o curso de análise e preparo de café, dado por Helga Andrade, mostra uma seleção de conteúdos essenciais dentro dos cursos de Introdução ao Café Especial, Brewing e Barista.

Curso de Latte Art
Quando: 15 de maio
Onde: Rua Afonso Barbosa Melo, 20 – Santa Lúcia – Belo Horizonte (MG)
Valor: R$ 700
Inscreva-se: WhatsApp (31) 9901-4467 ou (31) 9632-3806

Análise e Preparo de Café
Quando: 21 e 22 de maio
Onde: Rua Afonso Barbosa Melo, 20 – Santa Lúcia – Belo Horizonte (MG)
Valor: R$ 1.200
Inscreva-se: WhatsApp (31) 9901-4467 ou (31) 9632-3806

Museu do Café – Santos (SP)

O curso de barista básico aborda a história do café (com visita guiada às exposições do Museu do Café), diferentes tipos de cultivo, colheita, torra e preparo da bebida. Entre os exercícios práticos, os participantes aprendem o manuseio dos torradores de café, preparo do espresso, cappuccino, bebidas clássicas com ou sem leite, utilização e higienização das máquinas profissionais ou residenciais, técnicas de vaporização do leite e receitas de café.

Curso de Barista Básico
Quando: 9 a 11 de maio
Onde: Rua XV de Novembro, 95 – Centro – Santos (SP)
Valor: R$ 450
Inscreva-se: https://bit.ly/3r6v98e 

Lucca Cafés Especiais – Curitiba (PR)

Neste curso de latte art o objetivo é demonstrar as técnicas aprimorando a vaporização do leite e transmitindo métodos de decoração da bebida na xícara. Os principais assuntos são: a crema e a xícara do espresso, tipos de pitcher, leites, técnicas de vaporização e desenhos. São somente 8 vagas!

Curso de Latte Art
Quando: 14 de maio
Onde: Rua Presidente Taunay, 40 – Batel – Curitiba (PR)
Valor: R$ 550
Inscreva-se: https://bit.ly/39s4QU4 

Academia do Café – Belo Horizonte (MG)

Neste curso de classificação e degustação para iniciantes, os principais assuntos tratados são: regiões produtoras e influência do terroir no sabor, diferença de bebidas entre métodos, café verde e sua classificação (defeitos, impurezas, classificação padrão internacional SCA), treinamento sensorial olfativo e gustativo.

Curso de Classificação e Degustação Iniciante
Quando: 12 de maio
Onde: Rua Grão Pará, 1.024 – Funcionários – Belo Horizonte (MG)
Valor: R$ 980
Inscreva-se: www.academiadocafe.com.br/event-details/12-de-maio-iniciante 

Sindicafé – São Paulo (SP)

Você sabia que o Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo também possui cursos? Um deles é o de barista básico, que traz conhecimentos específicos e profundos da planta à xícara, além da execução e degustação de todos os métodos de preparo e receitas de bebidas à base de café. O conteúdo é ministrado por Ensei Neto.

Formação para baristas – Básico
Quando: 23 e 24 de maio
Onde: Praça Dom José Gaspar, 30 – 22º andar – República – São Paulo (SP)
Valor: R$ 1.150
Inscreva-se: https://bit.ly/3KXXkxz 

Foto: Green Chameleon

Conteúdos on-line

Um Coffee Co.

No curso “A Arte do Café Especial”, o atual campeão brasileiro de Barista, Boram Um, buscará repassar aos participantes todo o aprendizado adquirido ao longo desses anos em que trabalha com café, desde a sua função como barista e empresário, até seu olhar como cafeicultor. Neste curso você entenderá o que é o café especial, como a qualidade impacta no resultado final, fatores que influenciam na xícara (moagem, água, acessórios, extração) e receitas.

A Arte do Café Especial
Quando: Sem data específica, material disponibilizado
Valor: R$ 347
Inscreva-se: https://bit.ly/3DIA6Jv 

Pura Caffeina

Destinado aos coffee lovers ou quem sonha em trabalhar com café, a jornalista e barista Gisele Coutinho explicará conteúdos como: qualidades de café no Brasil, o que é café especial, formato de café ao nosso alcance, parâmetros de extração (água, moagem, tempo) e identificação de gostos básicos na prática. O curso conta com um kit que acompanha um coador de plástico, filtros de papel, cafés com diferentes qualidades, amostras sensoriais de alimentos, caderninho personalizado para anotações.

Curso de preparo ao sensorial: Domine seu café
Quando: 21 de maio
Valor: R$ 250
Inscreva-se: https://bit.ly/3LEZOBX

Coffee Lab

Pensando em abrir um negócio? A barista e empresária Isabela Raposeiras ministrará o curso on-line sobre gestão de cafeterias. Os participantes irão aprender sobre DNA da marca, motivos para abrir uma cafeteria, localização, qualidade, como definir fornecedores e equipamentos, plano de negócios, panorama nacional e internacional do setor, entre outras coisas.

Gestão de Cafeterias
Quando: 21 e 28 de maio
Valor: R$ 480
Inscreva-se: https://bit.ly/3KeZedu

LanguageCafé

É um módulo desenvolvido para introduzir os conceitos do café especial a todos os apreciadores ou aqueles que buscam adquirir conhecimento e aprofundamento no setor, como empreendedores ou baristas. Alguns dos conteúdos abordados são: origem do café, espécies e variedades, percepções sensoriais, certificações, torra, etc.

Introduction To Coffee
Quando: 28 de maio
Valor: R$ 960
Inscreva-se: https://languagecafe.com.br/

TEXTO Gabriela Kaneto

Mercado

Consumo de café cresce na China à medida que a produção desacelera

De acordo com um novo relatório do Serviço de Agricultura Estrangeira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção chinesa de café verde está em declínio, enquanto a demanda doméstica por café não torrado e torrado está se expandindo rapidamente à medida que mais consumidores adotam a bebida.

O relatório anual destaca a rapidez com que o mercado cafeeiro chinês está evoluindo, com base em mudanças tanto no setor cafeeiro doméstico (produção) quanto no mercado cafeeiro doméstico (consumo), este último ocorrendo principalmente em cidades grandes e médias.

As importações de café verde para a China no ano de 2020/2021 aumentaram, aproximadamente, 80% em relação ao ano anterior, para 1,68 milhão de sacas de 60 kg. No geral, as importações de café para a China – incluindo verde, torrado e solúvel embalado (instantâneo) – atingiram o equivalente a 3,8 milhões de sacas em 2020/2021, com estimativas de 4 milhões de sacas para o atual ano de mercado.

Isso colocaria a China aproximadamente entre a Rússia e o Reino Unido no total de importações anuais de café, embora a China represente o mercado de importação de café que mais cresce em porcentagem entre todos os principais países compradores de café do mundo, de acordo com dados anteriores da FAS de dezembro de 2021.

O relatório mais recente atribui grande parte do crescimento do mercado de importação da China ao setor de varejo, com o número total de lojas de café crescendo de aproximadamente 108 mil, em 2020, para cerca de 120 mil lojas até o final de 2023.

“Comparado com outros países consumidores de café, como Estados Unidos e Japão, o consumo de café na China é um fenômeno relativamente novo, com consumidores mais jovens dispostos e interessados em experimentar novos sabores e produtos de café”, afirma o relatório da FAS.

Ao mesmo tempo que esse boom de consumo, a produção de café na China está desacelerando, com um declínio de produção estimado de aproximadamente 1,75 milhão de sacas de 60 kg no ano comercial de 2020/2021.

Fontes do relatório da FAS “indicaram que muitos produtores de café em Yunnan estão achando a produção de café menos lucrativa e estão mudando para outras culturas”. O relatório também observa que as iniciativas lideradas pelo governo ou por várias partes interessadas para estimular o setor comercial de café verde na China foram mais ativas entre 2014 e 2019, mas que “nos últimos anos, os programas de apoio à expansão da produção de café não foram divulgados”.

TEXTO As informações são do Daily Coffee News / Tradução Juliana Santin

Cafezal

Starbucks contribui para plantio de mais de 20 milhões de pés de café na Colômbia

A Starbucks Coffee Company e a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) anunciaram uma expansão de seu programa para apoiar os produtores de café colombianos no Starbucks C.A.F.E. Practices, que plantará mais 22 milhões de árvores no país.

Em 2020, por meio de um acordo, a Starbucks forneceu à FNC um investimento de US$ 3 milhões para apoiar um novo programa de renovação da safra de café, com o objetivo de distribuir 23 milhões de mudas de café até 2023.

No primeiro ano do programa, mais de 7 milhões de mudas de café foram distribuídas aos agricultores colombianos. Após esse sucesso, a expansão do projeto para 2022 agora inclui uma doação adicional de US$ 4,2 milhões para as árvores extras e o apoio aos agricultores com fertilizantes durante o estágio inicial de crescimento de cada árvore renovada.

Este programa se baseia em uma parceria de dez anos entre a Starbucks e a FNC, e visa ajudar mais de 12 mil agricultores que participam do C.A.F.E. “A serviço da aspiração da Starbucks de garantir um futuro sustentável do café para todos, temos o prazer de fortalecer nossa parceria com a FNC e aumentar nosso apoio aos cafeicultores locais por meio da expansão deste importante programa de renovação de árvores”, disse Tim Scharrer, diretor administrativo e vice-presidente de café e cacau da Starbucks.

Trabalhando lado a lado com os agricultores no campo, o Starbucks Farmer Support Center local e a FNC, por meio de sua divisão técnica e seu escritório na Europa, continuarão a supervisionar o projeto, que inclui assistência técnica, como treinamento virtual e visitas aos agricultores para plantio das mudas, bem como recomendações para renovação dos cafezais e verificação das árvores estabelecidas para o incentivo à adubação.

“Esses programas confirmam o grande compromisso da Starbucks com o bem-estar dos cafeicultores colombianos, a qualidade e a sustentabilidade da cafeicultura e a proteção ambiental. A Starbucks é um parceiro estratégico do café colombiano e da FNC”, comentou Roberto Vélez, CEO da FNC.

“À medida que expandimos nossa presença em toda a Colômbia e continuamos levando a experiência Starbucks a mais clientes, estamos muito orgulhosos do café arábica colombiano servido em nossos cafés”, destacou Francisco Tosso, diretor da Starbucks Colômbia.

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Café Editora