Mercado

Café quentinho por mais tempo: conheça as novas garrafas térmicas da Sanremo

Para compor a mesa de café da manhã, a Sanremo lançou duas garrafas térmicas da linha Expressar: a branca para o leite e a preta para o café. As novidades têm capacidade para 1 litro e garantem até 6 horas de bebida quentinha. Elas também seguram líquidos gelados por até 12 horas. Na hora de servir, pode-se observar os sistemas superjato e antipingo. As garrafas são produzidas com pigmentos não tóxicos e são livres de BPA (Bisfenol A).

Mais informações: sanremo.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Nespresso lança edição limitada com grãos cultivados em região revitalizada da Nicarágua

Resultado de um processo de fermentação com a aplicação de leveduras selecionadas, a Nespresso apresenta, a partir deste mês, a edição limitada Master Origins Nicaragua La Cumplida Refinada. O desenvolvimento da novidade faz parte de uma intervenção da marca na Nicarágua por meio de agricultura regenerativa, apoio as comunidades locais e compromisso na criação de uma cadeia positiva do café para o futuro.

Até o momento, cerca de vinte fazendas da região de La Cumplida contribuem com frutos de café, sendo todas elas paraísos agroflorestais. O projeto proporcionou trabalho sazonal contínuo para muitos trabalhadores, criando centenas de empregos e fazendo com que as pessoas da região gerenciassem a colheita, a fermentação e a secagem das cerejas de café, bem como a construção do armazém de processamento. A Nespresso também está apoiando as fazendas locais com o plantio de até 100 mil árvores nativas, ajudando a proteger a natureza e a sustentar a produção de café de alta qualidade sustentável nesta região.

“O segredo de Master Origins Nicaragua La Cumplida Refinada está no processo de fermentação, aprimorado por verdadeiros mestres no cultivo dos grãos. Por meio de muita pesquisa e diversos testes, os produtores entenderam que a aplicação de leveduras selecionadas diretamente nos frutos do café, após a colheita manual associada a uma fermentação de 72 horas, resulta em um perfil supreendentemente doce e com uma explosão de notas de frutas cristalizadas, cereja e romã”, afirma Daniela Santos, Coffee Amabassador da Nespresso no Brasil.

Especialistas da marca desafiaram os produtores locais, que fizeram testes a fim de explorar e aperfeiçoar o processo de fermentação em uma metodologia similar ao realizado no universo dos vinhos. A novidade, composta por grãos arábica de La Cumplida, é realçada por todo o processo de fermentação e finalizada com uma torra clara.

Master Origins Nicaragua La Cumplida Refinada estará disponível entre 31 de junho e 1 de julho, ou enquanto durarem os estoques, nos canais oficiais da marca, Boutiques, site, aplicativo ou pelo telefone 0800 7777 737. Cada cápsula custa R$ 3,10 e o estojo com dez unidades sai por R$ 31.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Saiba sobre selos e certificações do café no quinto episódio da websérie da BSCA

Nesta quarta-feira (23) acontece o lançamento do quinto episódio da websérie “A História do Café Especial – O olhar da BSCA em 30 anos”, realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Café Editora.

O vídeo da vez fala sobre os próximos passos da BSCA, como os processos de certificação agora destinados a produtores de arábica e canéfora, os novos selos de “Boas Práticas” e “Fazenda Certificada”, com layouts que diferenciam os produtos nas categorias ouro, prata e bronze, e o movimento “Da xícara ao grão”.

As ações são contadas por personagens importantes, como Guilherme Rezende, presidente da BSCA; Vanusia Nogueira, diretora executiva da BSCA; Carmem Lucia Chaves de Brito (Ucha), das Fazendas Caxambu e Aracaçu; Ubion Terra, da O’Coffee; Cristiano Ottoni, da Bourbon Specialty Coffees; e Gabriel Nunes, da Nunes Coffee.

Movimento da xícara ao grão

Com novos episódios lançados todas as quartas-feiras no YouTube da BSCA e no Instagram da Revista Espresso, o projeto busca levar informações relevantes sobre a cadeia do café especial ao consumidor final e a todas as pessoas que não possuem conhecimento deste universo, rebobinando o trajeto da bebida da xícara ao produtor e sua lavoura.

Com o intuito de aproximar as pontas do setor, a websérie conta com linguagem acessível e tradução em inglês. Deste modo, mais pessoas ao redor do mundo também podem conhecer de perto a história do café especial no Brasil e ficar por dentro de toda a qualidade da produção nacional!

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

Cenário econômico mundial e mercado de café sob a perspectiva Voiter é tema de live da Expocaccer

A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer) realizará nesta terça-feira (22), às 19h, uma live no canal do YouTube com o tema “Cenário Econômico Mundial e Mercado de Café Sob a Perspectiva Voiter”.

Desta vez, os especialistas Roberto Dumas e André Mesquita serão os convidados e a mediação será feita pelo Presidente do Conselho de Administração da Expocaccer, Glaucio de Castro.

A Jornada da Qualidade da Expocaccer está em sua 10ª edição. A live desta terça-feira é a sétima da série de transmissões que foi iniciada em abril e está levando ao público informações relevantes sobre todos os processos que envolvem a colheita de café.

O Programa Jornada da Qualidade Online da Expocaccer tem em sua programação a previsão de variados temas que serão abordados até o fim do ano. As datas e horários das próximas lives serão divulgadas no site e redes sociais da Expocaccer, no www.expocaccer.com.br ou @expocaccer (Instagram e Facebook).

Jornada da Qualidade Expocaccer

Realizada tradicionalmente de forma presencial, percorrendo comunidades rurais de Patrocínio e região e reunindo cafeicultores, familiares e colaboradores das fazendas o Programa Jornada da Qualidade teve que se readaptar à nova realidade imposta pela pandemia da Covid-19 e continuar levando conhecimento e promovendo a troca de experiências aos seus públicos em formato virtual.

Confira abaixo alguns dos temas confirmados na Jornada da Qualidade Online:

– Cuidados Trabalhistas na Colheita de Café
– Melhoramento Genético com Foco na Qualidade e Produtividade
– Manejo do Pós-Colheita com Foco em Secagem
– Inteligência de Mercado

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Cafezal

Produção cafeeira da Serra da Mantiqueira é tema de live do Senac

Conhecida por suas riquezas naturais, culturais e gastronômicas, a região da Serra da Mantiqueira abriga inúmeros produtores locais de diferentes segmentos. Com o objetivo de mapear esses produtores e proporcionar aos alunos do curso de gastronomia o conhecimento de ingredientes e seus processos de produção, o Centro Universitário Senac – Campos do Jordão criou o projeto Saberes da Mantiqueira, que visa a realização de roteiros gastronômicos por cidades da região.

Neste período de pandemia, o projeto ganhou uma versão on-line intitulado Saberes Virtuais – Safras da Mantiqueira, com lives mensais no qual o público poderá conhecer a sazonalidade do território culinário da região por meio de suas safras.

No dia 23 de junho, às 20h, acontece a live “Café da Mantiqueira: uma denominação de origem”, com a participação de Daniel Sales e Breno Kci Guelssi, professores do curso Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Senac – Campos do Jordão, e Irys Lopes, gerente administrativa do Sítio São Sebastião.

No encontro virtual os participantes conhecerão a safra do café na Mantiqueira por meio do Sítio São Sebastião, localizado em Cachoeira de Minas (MG). Além disso, serão apresentados leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Cafezal

3ª edição do Fórum Mundial de Produtores de Café acontece em julho

No dia 15 de julho acontece a 3ª edição do Fórum Mundial de Produtores de Café (WCPF, em inglês), que tem como objetivo a criação de Planos Nacionais de Sustentabilidade do setor cafeeiro. O evento, que será virtual por conta da pandemia de Covid-19, reunirá diversas autoridades de vários países desta vez em Ruanda, na África. O Fórum acontece a cada dois anos e já contemplou a Colômbia e o Brasil.

A segunda edição aconteceu em 2019, em Campinas (SP), e foi organizada pelo Conselho Nacional do Café (CNC) em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul). A cada edição são esperados representantes dos produtores rurais, indústrias, governos, agências multilaterais e ONGs de mais de 40 países.

“O Fórum surgiu da constante preocupação, observada nos últimos anos, da falta de renda, de bem-estar e de prosperidade aos cafeicultores e suas famílias, que ficam com pequena fatia dos bilhões de dólares movimentados anualmente na cadeia cafeeira. Como continuidade dos trabalhos das duas edições anteriores, no evento virtual do próximo mês, buscaremos a definição sobre o conceito de prosperidade para produtores de café e quais ações e cooperações internacionais são necessárias para, de fato, se alcançá-la”, explicou Vanusia Nogueira, Diretora Executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e representante do Brasil no comitê internacional do WCPF.

Já para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, o Fórum é uma excelente oportunidade para reunir e debater mundialmente sobre o futuro do setor cafeeiro. “Precisamos pensar nas gerações de cafeicultores futuras, em tornar a produção de café cada vez mais sustentável, com garantia de renda digna aos produtores”, ressaltou.

O Fórum deste ano irá abordar a prosperidade dos cafeicultores e a sustentabilidade da cadeia de valor mundial do café. O objetivo do evento é analisar e desenvolver uma agenda ambiciosa rumo à leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café e biodiversidade

A influência do uso e ocupação da terra das culturas agrícolas nas paisagens naturais no Brasil ainda é forte e merecem um novo olhar pelas tendências de mercado e pelo que representam na pauta do agronegócio e na cultura do brasileiro. O Brasil, por exemplo, é o maior produtor e exportador mundial de café, representando 1/3 da produção mundial. Se foi um fator determinante do desmatamento da Mata Atlântica em meados do século XIX, agora o setor pode estar caminhando para um novo cenário, principalmente devido ao crescimento dos cafés especiais.

Nas últimas duas décadas tem chamado a atenção a valorização do consumidor pela qualidade dos cafés produzidos. Os grãos utilizados nos chamados “Cafés Especiais” são produzidos sob procedência controlada e altos padrões de qualidade no seu processamento, formando uma cadeia de produção sob padrões rígidos de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental e ajudando a proteger áreas sensíveis do Cerrado e da Mata Atlântica. Praticamente todas as áreas produtoras de cafés especiais no Brasil estão na Mata Atlântica ou em ecótonos/enclaves como o Maciço do Baturité, trecho de Mata Atlântica na Caatinga cearense, e na transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica como na Chapada Diamantina, região central do estado da Bahia.

A conexão entre a produção cafeeira e os remanescentes de vegetação nativa já é reconhecida pela literatura científica. Os serviços ecossistêmicos de remanescentes de vegetação nativa para os cafezais, revelados em vários estudos científicos, incluem a manutenção de um microclima favorável, manutenção de recursos hídricos, presença de polinizadores, de populações de predadores naturais de pragas que afetam as lavouras a exemplo da mariposa conhecida como o bicho-mineiro do cafeeiro (Leucoptera coffeella), entre outros fatores que contribuem para o aumento da produtividade das plantações. O bicho-mineiro pode acarretar perdas entre 30-70% da produção, comprometendo a qualidade e a produção dos grãos e causando impacto negativo na cadeia produtiva do café. Dezenas de espécies de vespas são inimigos naturais do bicho-mineiro e possuem comunidades nos remanescentes de vegetação nativa que geralmente rodeam as plantações de café.

Portanto, a quantidade e qualidade desses remanescentes são muito importantes para a produção de serviços ecossistêmicos e seu manejo e proteção são essenciais para a produção cafeeira sustentável. Esses são fatores cruciais para enfrentar o enorme desafio das mudanças climáticas nas próximas décadas, conforme artigo do Gabriel Moreira e Juliana Sorati da Daterrra na edição no 70 da Revista Espresso.

A produção de cafés especiais está associada as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade. Essas áreas são identificadas e revisadas periodicamente por dezenas de especialistas e cientistas de todos os biomas brasileiros para fins de definição de políticas púbicas de proteção ambiental. A Mata Atlântica, por exemplo, possui áreas prioritárias para conservação da biodiversidade com grande riqueza biológica sobrepostas com regiões de produção de cafés especiais como leia mais…

TEXTO Luiz Paulo Pinto e Cláudia M. Rocha Costa - Café com Cacau Ltda. - luizpaulopinto10@gmail.com • FOTO Agência Ophelia

Mercado

Conheça os vencedores do 30º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável para Espresso

Na última quinta-feira (17) aconteceu a premiação virtual do 30º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável para Espresso. Na ocasião, foram conhecidos os ganhadores da fase nacional: dois de Minas Gerais e uma de São Paulo.

Em ordem alfabética, os três premiados são Agro Fonte Alta, do Sul de Minas; Daniella Romano Pelosini, de São Paulo; e José Marques de Araújo, das Matas de Minas. A colocação do trio será conhecida no 6º Prêmio Internacional Ernesto Illy, marcado para dezembro, onde os produtores brasileiros também concorrerão ao título com 24 cafeicultores de outros oito países fornecedores da illycaffè.

Representantes da Agro Fonte Alta / Daniella Pelosini / José Marques de Araújo

Ainda na fase nacional, foram premiados os produtores Ronalt Marques de Araújo, das Matas de Minas, em 4º lugar; Eduardo Pinheiro Campo, do Cerrado Mineiro, em 5º lugar; e Luís Manuel Ramos Fachada Martins da Silva, da Chapada de Minas, em 6º lugar. Além deles, foram conhecidos os campeões regionais e os classificadores do ano:

Campeões regionais

Centro-Oeste
1º lugar:
Carlos Alberto Leite Coutinho

Cerrado Mineiro
1º lugar:
Eduardo Pinheiro Campos
2º lugar: André Diniz Freitas

Chapada de Minas
1º lugar:
Luís Manuel Ramos Fachada Martins da Silva
2º lugar: Sergio Meirelles Filho

Matas de Minas
1º lugar:
José Marques de Araújo
2º lugar: Ronalt Marques de Araújo

Rio de Janeiro
1º lugar:
Everardo Tardin Erthal

São Paulo
1º lugar:
Daniella Romano Pelosini
2º lugar: Luiz Miguel Costa Rocha

Sul de Minas
1º lugar:
Agro Fonte Alta
2º lugar: Adeniuso João Zanetti

Prêmio Classificador do Ano

1º lugar: Rafael Marques de Araújo (Matas de Minas)
2º lugar: Luiz Evandro Ribeiro (Sul de Minas)
3º lugar: Vagner Amaral (Cerrado Mineiro)

O evento contou com a participação de lideranças da illycaffè, como o CEO Massimiliano Pogliani, o presidente Andrea Illy e os diretores Anna Illy e Alessandro Bucci, diretamente de Trieste, no norte da Itália.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

Cafés do Brasil: Conheça as regiões produtoras do grão!

Diversidade, produção, origem, qualidade, dedicação e cuidado, definem as mais de trinta regiões produtoras de café no País

Produzir café não é uma tarefa fácil, exige muito conhecimento, tempo, paciência e planejamento. Cuidados na lavoura, preocupação com custo, variedades a ser plantadas são questões que permeiam, na maioria das vezes, a vida de uma família inteira, cada um dos seus integrantes em suas funções na busca por um objetivo: café de qualidade e que agrade ao consumidor.

Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), 85% da produção total de cafés especiais vem de pequenos produtores. O Brasil é considerado o maior fornecedor de cafés especiais do mundo. Em 2020, a BSCA atualizou o mapa das origens produtoras do Brasil – que conta com mais de trinta zonas do cinturão cafeeiro – apresentando ao consumidor a grande diversidade de cafés que produzimos e valorizando cada região. Separamos as características de cada uma!

Acre

O estado utiliza os mesmos materiais genéticos da vizinha Rondônia, com o cultivo de robusta. Por isso, os cafeeiros são jovens, têm entre três e quatro anos, e recebem o emprego de tecnologias, como cultivo adensado e manejo de poda – em contrapartida às antigas lavouras abandonadas. Os plantios se concentram em Acrelândia e se desenvolvem no sistema de sequeiro ou irrigado. A boa precipitação de chuvas e o período seco mais curto da região favorecem o desenvolvimento das plantas.

Alta Mogiana 

A cafeicultura é tão antiga na região que preenche capítulos na história do País entre os séculos XIX e XX. A cultura mantém tradição e importância por mais de 200 anos com plantios de arábica, que se estende por quinze municípios distribuídos em meio aos polos cafeeiros de Franca, Pedregulho e Altinópolis. Aroma de chocolate amargo, acidez cítrica e corpo balanceado compõem as principais características desse café, cultivado entre 900 e 1000 metros de altitude, com Indicação de Procedência (IP).

Atlântico Baiano

Localizado no sul da Bahia, esse polo, formado por 35 municípios, divide com outros dois (Cerrado e Planalto) a produção cafeeira do estado. Somente no Atlântico Baiano é cultivado o café conilon, que encontra boa luminosidade e clima para a produção, cujas lavouras têm recebido investimentos em irrigação e adensamento. Os grãos são processados por via úmida (cereja descascado e lavado), técnica comum entre os produtores de arábica.

Campo das Vertentes

Em maio, essa região, que cultiva arábica e no ano passado produziu cerca de 750 mil sacas de café, foi reconhecida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) como mais uma área produtora de café em Minas Gerais, apesar de cultivar café desde 1860. O título é fundamental para agregar valor à produção, especialmente se for conquistada a Identidade Geográfica (IG). Por meio dela, a cafeicultura ganha visibilidade, investimentos e novos projetos. A região é composta de dezessete municípios, entre eles Santo Antônio do Amparo, que está a 180 quilômetros de Belo Horizonte; São João Del Rei; Conceição da Barra de Minas; Carmo da Mata. Destaque para variedades como bourbon amarelo, topázio, catiguá, catucaí amarelo e catuaí. Em novembro de 2020, a região conquistou a Indicação de Procedência.

Caparaó

Nas montanhas do Caparaó, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os cafeeiros cultivados acima de 1.000 metros conquistaram, em fevereiro de 2021, o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Isso significa que o grão cultivado na região é singular, com qualidade e características ligadas unicamente a esse local, que resultam em bebida com aromas complexos, acidez delicada e corpo que varia de sedoso a cremoso.

Lavoura de café no Caparaó – Foto: Agência Ophelia

Ceará

É no Maciço do Baturité (a 100 quilômetros de Fortaleza) que o estado se destaca pelo cultivo de café sombreado no sistema agroecológico instalado em médias e pequenas propriedades rurais. A produção artesanal – que não ultrapassa 12 mil sacas -, que passa pelos processos de manejo, colheita e secagem, é comercializada dentro do próprio Ceará. Mas o intuito é expandir fronteiras, com o trabalho de entidades e cooperativas que buscam aumentar a produtividade e o reconhecimento do mercado de cafés especiais. 

Cerrado Mineiro 

A primeira região do país a receber a Denominação de Origem (DO) por seus cafés especiais, em 2013. Por sinal, os produtores de lá foram os pioneiros nesse tipo de cultivo hoje presente em 55 municípios localizados entre Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas. Os plantios em altitudes entre 800 e 1.300 metros, o verão úmido e inverno ameno e seco compõem o terroir que dá origem a uma bebida adocicada, com sabor de chocolate e acidez delicada. leia mais…

TEXTO Janice Kiss e Natália Camoleze

Impactos ambientais do processamento de café cereja

O Opinião anterior suscitou dúvidas e comentários sobre o consumo e a contaminação de água no processamento de café cereja descascado e úmido em geral em comparação com o processamento de cafés naturais.

O processamento de café natural pode não requerer água se as cerejas não forem separadas por densidade (ou seja, teor de umidade) para serem secadas separadamente. Pode existir consumo de água nesta separação, mas muito pouco se forem usados lavadores (sifões) mecânicos ao invés dos tradicionais sifões ou canais com água. De qualquer modo, essa água é muito menos contaminada do que a produzida pelo processamento úmido. Em resumo, o consumo e a contaminação de água não são uma preocupação no processamento de café natural.

O café cereja descascado processado com toda a mucilagem requer menos água do que o café despolpado pois não é necessário remover a mucilagem. O café cereja descascado com alguma mucilagem removida mecanicamente requer a mesma quantidade de água que o café despolpado que é mecanicamente desmucilado, porém a contaminação é um pouco menor pois a quantidade de mucilagem que sai com a água também é menor. Por fim, o sistema que mais consome e contamina água é o café despolpado fermentado.

Existem duas fontes importantes de impacto ambiental no processamento úmido: o consumo e a contaminação da água, já mencionado acima, e a produção de resíduos sólidos. Vamos agora abordar a primeira fonte em mais detalhe e depois a última.

A remoção de impurezas e pedras e a separação dos boias (sobre-maduros e parcialmente secos) das cerejas pesadas que afundam (verdes, semi-maduras e principalmente maduras) podem consumir muita água se feitas em sifões ou canais com água. A alternativa ecológica são os lavadores (sifões) mecânicos que consomem pouca água.

A escolha dos despolpadores a serem usados deve considerar o baixo consumo de água, na medida em que não afete o desempenho, ou seja, perda de pergaminho com polpa, polpa misturada com pergaminho e danos físicos. O mesmo se aplica à desmucilagem mecânica, com ênfase no “trade-off” entre o consumo de água e leia mais…

TEXTO Carlos Brando