Mercado

Vai uma geleia de café aí?

A parceria entre a Mermeleia Geleias Artesanais e o Café Campo Místico resultou em uma geleia de café ideal para harmonizar com sorvetes, bolacha de nata, queijos e pães. Foram cerca de dois anos de estudos e testes até chegar ao equilíbrio ideal entre textura, sabor e doçura.

Livre de conservantes, o produto artesanal é feito com grãos das variedades mundo novo e catuaí vermelho cultivados na Fazenda Campo Místico, em Bueno Brandão, no Sul de Minas. A torra do café também é feita pela microtorrefação da Campo Místico, em São Paulo.

O pote com 150 g da geleia de café pode ser encontrado no site das duas empresas por R$ 28.

Mais informações: mermeleia.com.br e campomistico.com.br 

TEXTO Redação • FOTO Carlos Cubi

Barista

Um universo para explorar: Conheça a trajetória do jovem barista Tiago Rocha

Com o crescimento do mercado dos cafés especiais no Brasil, a profissão barista tem ganhado notoriedade e se tornado uma interessante alternativa para muitos jovens que buscam por novos caminhos. Um exemplo é Tiago Rocha, que, apesar da pouca idade, já chegou ao pódio de um dos principais campeonatos de café do País

Em agosto de 2019 acontecia o Campeonato Brasileiro de Latte Art, na cidade mineira de São Lourenço. Entre os 27 competidores que disputavam o título de melhor desenho com leite vaporizado no café, estava Tiago Gonçalves da Rocha, um jovem curitibano de 18 anos que mal tinha ingressado no ramo mas já abraçava a adrenalina das competições ao lado de grandes veteranos. 

Apesar do ótimo resultado que lhe rendeu o primeiro lugar logo de cara, Tiago ainda tinha pouca experiência no assunto, mas muita vontade de aprender e se superar. Um ano antes, em 2018, ele caiu de paraquedas no mundo dos cafés, quando aceitou trabalhar como atendente na Epoch Coffee Co., cafeteria de Curitiba (PR). Com esse contato mais próximo, encontrou na xícara sua grande paixão. “Fui vendo como era bonito trabalhar atrás de um balcão e, de pouco em pouco, fui percebendo que o café ia bem além do que aparentava”.

Tiago, assim como muitos outros jovens Brasil afora, viu no café especial um universo em expansão, pronto para ser explorado. “O que me motivou a me aprofundar nesse universo foi descobrir que, quando eu chego até o café no final da tarde, ele já passou por muitas mãos, e todas elas tiveram um papel incrível nesse processo”. Tarde demais, o “bichinho do café” o havia picado! Cinco meses depois, Tiago foi contratado como barista pela também curitibana Supernova Coffee Roasters, onde mergulhou de cabeça e encontrou incentivo para competir. “Pode parecer meio clichê, mas eu sempre fui muito competitivo. Quando descobri que poderia competir usando o café, a grande paixão da minha vida, eu simplesmente pirei”. 

Depois que atravessou essa porta de entrada, não saiu mais. Foram essa paixão e essa empolgação que o levaram ao primeiro lugar do campeonato. “Ganhar foi mágico, de longe uma das melhores sensações que já tive. A grande questão não é o prêmio em si, mas todo o processo que o antecede, como os amigos que fiz, o aprendizado sobre o café e os grandes profissionais que eu admirava e pude conhecer. No final, ver todos eles felizes com a minha conquista foi algo surreal”.  leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO TribusStudio

Café & Preparos

Novas cafeterias paulistanas para conhecer na semana do aniversário de São Paulo

Acredita que já são 468 anos de São Paulo comemorados no dia 25 de janeiro? Essa cidade da garoa, berço da Espresso, completa mais um ano de pura intensidade, cultura e muuuita correria. Mas, apesar disso, é possível achar alguns pontos de tranquilidade em meio à infinidade de prédios. Que tal aproveitar a semana do feriado para dar uma pausa da rotina e apreciar uma boa xícara de café?

Listamos algumas cafeterias que abriram recentemente na capital paulista, do começo da pandemia até agora. Algumas deram as caras em 2020, outras nasceram em 2021. Pequenos pontinhos de paz que começam a brotar novamente na nossa cidade. Confira!

J. Café

Funcionando na Vila Leopoldina desde o primeiro semestre de 2021, o J. Café é uma microtorrefação de cafés especiais, mas que possui espaço para servir os clientes que aparecem por lá. O ambiente é rústico e aconchegante, e serve a bebida na hario v60, clever, chemex, french press, aeropress, origami e espresso.

ONDE Rua Guaipá, 186 – Vila Leopoldina – São Paulo (SP) @jcafesp

Coffee Walk

A dica é pegar seu café e sair bebendo enquanto aproveita as ruas de Pinheiros. Em funcionamento desde o segundo semestre de 2021, o Coffee Walk é uma cafeteria to go, com janelinha para a calçada, que serve opções quentes e geladas, além de comidinhas rápidas para acompanhar.

ONDE Rua Fradique Coutinho, 165 – Pinheiros – São Paulo (SP) @coffeewalkbr

Bori Café

Está pensando em passar pelo bairro da Liberdade, conhecido pela cultura oriental? Então aproveite e visite o Bori Café. A pequena casa foi inaugurada no segundo semestre de 2020 e serve filtrados quentinhos ou gelados. O brownie artesanal com essência de cumaru e espresso, acompanhado de sorvete de baunilha, é uma leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado

Pudding Pie e Amandha Barista se unem para comemorar os 468 anos de São Paulo

Para celebrar o aniversário de São Paulo, comemorado no dia 25 de janeiro, a Pudding Pie e a Amandha Barista presentearão todos os clientes que comprarem o pudim da Pudding Pie, durante o período de 24 a 30 de janeiro, com um pacote de café especial.

O café da promoção é um blend composto por grãos da variedade catuaí amarelo, produzidos no Espírito Santo, e da variedade obatã vermelho, cultivados na Alta Mogiana. Na xícara, a bebida traz notas de frutas secas, baunilha e açúcar mascavo.

Os pudins estão disponíveis nos sabores: tradicional, dadinho, pistache e nozes caramelizadas. Também entra na lista o pudim zero açúcar, feito com calda de mel. É possível pedi-los nos tamanhos individual, médio, grande e em formato de coração.

Serviço
Pudding Pie
Delivery: de segunda a sexta, das 8h às 18h; sábado e domingo, das 9h às 17h.
Retiradas: de segunda a sexta – Rua Alvorada, Vila Olímpia – São Paulo (SP)
Mais informações: @thepuddingpie e @amandhabarista

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Nespresso apresenta linha de cafés gelados para refrescar o verão

A Nespresso traz de volta ao Brasil sua linha de cafés para serem consumidos com gelo. Além dos sabores Freddo Delicato e Freddo Intenso, a linha Barista Creations For Ice vem com o lançamento Coconut Flavour.

“Com a edição limitada Barista Creations For Ice, voltada para o consumidor final, queremos transportar o nosso público para uma experiência de verão. Essa é uma tendência de consumo divertida que tem tudo a ver com o brasileiro. Acreditamos no potencial do consumo com gelo em um mercado tão apaixonado pelo calor e pelo café como o Brasil”, ressalta Monica Lopes, Diretora de Marketing da Nespresso Brasil.

Na xícara, o Freddo Delicato apresenta notas frutadas de cafés do Quênia e da Indonésia, que ficam ressaltadas quando extraído com gelo. Já o Freddo Intenso traz a potência de grãos do Peru e da Indonésia, destacando notas amadeiradas e de cereal torrado em sua versão gelada.

O lançamento Coconut Flavour conta com aroma de coco e toque de baunilha. Ideal para ser consumido gelado, a dica da marca é extrai-lo na medida espresso (40 ml) e acrescentar quatro pedras de gelo + 90 ml de água ou leite gelado.

A linha Barista Creations For Ice é uma edição limitada. As três cápsulas podem ser encontradas no e-commerce da Nespresso por R$ 3,30 a unidade.

Mais informações: www.nespresso.com/

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

A tempestade perfeita no Brasil cria oportunidades para outras origens?

Muito pior do que aconteceu na seca de 1986 e nas geadas de 1994, a combinação de eventos que afetou o agronegócio café brasileiro em 2021 é uma excelente definição de tempestade perfeita: seca, geadas, seca de novo, crise logística, grandes aumentos de preços de fertilizantes e pesticidas, risco de barreiras de acesso aos mercados da UE e excesso de chuvas e inundações primeiro nas áreas de Conilon e agora em Minas Gerais.

Embora a maioria dos componentes desta tempestade seja específica do Brasil, a crise logística e os insumos mais caros afetam todos os países produtores de café. No entanto, os aumentos de frete têm um impacto maior sobre os preços de entrega CIF dos cafés brasileiros porque o país está mais distante dos principais países importadores de café. Também, os preços de fertilizantes e pesticidas subiram para todos os países produtores, mas o Brasil os usa de forma mais intensa por vários motivos.

Foi a tempestade perfeita no Brasil pois afetou o tamanho da safra e o custo de produção e entrega do café de forma que não há paralelo no próprio Brasil no passado e na maioria dos outros países produtores no passado ou no presente. Sendo o Brasil, de longe, o maior país produtor de café, não é de admirar que os preços do café tenham subido de maneira não vista há décadas! Isto pode trazer oportunidades interessantes para todos os outros países produtores de café aumentarem sua participação no mercado porque as geadas podem ter impactos que vão além da safra de 2022, a crise logística – fretes altos – também pode se estender além de 2022 e os preços dos insumos devem permanecer altos no futuro próximo. Ou seja, pode haver uma janela de oportunidade para os concorrentes brasileiros que vai além de 2022.

Origens que não o Brasil podem se beneficiar desta oportunidade de várias maneiras: no curto prazo, melhor processamento de seus cafés – benefício úmido, secagem e benefício seco – para aumentar a eficiência e oferecer cafés de melhor qualidade; na próxima safra, boas práticas agrícolas e aumentos inteligentes no uso de insumos para avançar em direção à produtividade econômica máxima; e, no médio prazo, renovação com variedades resistentes a pragas e doenças e mais produtivas. Estas oportunidades são maiores para grandes produtores e para aqueles que tratam o café como um negócio. Os pequenos produtores, que são a maioria, tendem a se beneficiar menos porque são menos eficientes e geralmente vendem seus cafés por um preço mais baixo porque têm menos acesso à tecnologia e menos poder de barganha.

Como o tamanho médio da fazenda de café no Brasil é 4 a 5 vezes maior do que no resto do mundo, uma forma destes países que competem com o Brasil aproveitarem esta oportunidade e tornarem seus benefícios mais duradouros é fazer com que esses seus pequenos produtores unam forças e trabalhem juntos para ganhar escala e eficiência. Como isso pode ser feito? A primeira etapa pode ser processar café em conjunto, em pequenas centrais de benefício úmido, a fim de reduzir os custos operacionais e os investimentos. O próximo passo pode ser comprar insumos – fertilizantes e pesticidas – em conjunto para reduzir os custos de produção. O último passo pode ser vender café juntos para conseguir preços melhores. Entretanto, isto não é fácil devido a fatores culturais, ao apego a sistemas tradicionais, etc.

O uso de centrais de benefício para processamento de café pode ir além de micro e pequenas unidades centrais de benefício úmido para grupos de pequenos produtores e incluir centrais maiores de secagem, limpeza e descasque dos cafés provenientes de um grupo de centrais de benefício úmido. Isto pode ser um passo adicional para aumentar a eficiência, reduzir custos e aumentar lucros. Esta pode ser uma oportunidade para cooperativas de cafeicultores ou comerciantes de café à medida que mais e mais café é reunido e separação por tamanho, densidade e cor são adicionados juntamente com a liga, para fazer “blends”. Essa consolidação do processamento pode exigir menos pessoas, mas a tecnologia para ganhar mais eficiência de produção pode diminuir muito mais a mão de obra requerida.

Tendo em vista que ao se aproveitar as oportunidades criadas pela tempestade perfeita no Brasil pode sobrar mão de obra nos países concorrentes, cabe aqui uma pergunta muitas vezes ignorada no negócio café: o futuro da produção deve estar a cargo de um grande número de pessoas, cuja renda ou salário não seja suficiente para que tenham uma vida decente e próspera, ou contar com menos pessoas que tenham uma renda ou salário justo? A resposta a essa pergunta incômoda não pode e não deve ser buscada somente dentro do setor cafeeiro, apenas na cadeia de abastecimento do café, como erroneamente se espera. A resposta está no desenvolvimento regional para criar os empregos necessários fora da produção de café, à medida que esta se torna mais eficiente.

É interessante notar que em países com produtividade alta, por exemplo, Brasil, Vietnã, Costa Rica e a própria Colômbia, há disponibilidade de empregos urbanos nas regiões cafeeiras. Valeria a pena estudar melhor o papel da diversificação rural-urbana nestes países, com pequenos cafeicultores e/ou familiares tendo empregos ou negócios nas cidades pequenas e médias de sua região cafeeira, como inclusive ocorre no Brasil.

A tempestade perfeita no Brasil cria oportunidades que as instituições preocupadas com o desenvolvimento nos países produtores de café deveriam olhar com uma visão mais ampla, que inclua políticas de desenvolvimento regional ou mesmo nacional que vão além do próprio agronegócio café. As Boas Práticas Agrícolas (BPA) e as centrais de benefício poderiam ou deveriam desencadear um processo de desenvolvimento econômico que vá além do agronegócio café e seja um dos componentes de planos de desenvolvimento regional ou nacional. É a dificuldade disto ocorrer na maior parte dos países que deverá fazer com que a participação do Brasil no mercado tenha perda efêmera e volte a crescer em poucos anos.

TEXTO Carlos Henrique Jorge Brando

Mercado

Confira as 10 principais tendências globais de consumo da Euromonitor

A empresa global de pesquisa de mercado, Euromonitor International, lançou o relatório “As 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2022”, que define as tendências que vão motivar o comportamento dos consumidores e desafiar estratégias de negócios no próximo ano.

Segundo a pesquisa, mudanças radicais no estilo de vida motivaram os consumidores a tomarem decisões de forma intencional, consciente e ambiciosa em 2021. Agora, eles estão colocando os planos em ação, se aventurando e aproveitando o momento. As empresas precisam evoluir tão rápido quanto as mudanças de comportamento do consumidor.

Sempre com um plano B

Os consumidores encontram soluções criativas para comprar seus produtos desejados ou pesquisar as próximas melhores opções diante da grande escassez causada por interrupções das cadeias de abastecimento.

Agentes do clima

A eco ansiedade e a emergência climática promovem o ativismo ambiental para uma economia “net zero”. Em 2021, 35% dos consumidores no mundo reduziram ativamente suas emissões de carbono. leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Alphacolor

Cafezal

Há algo fermentado no reino dos cafés brasileiros

Fermentado e fermentando. A técnica cresceu muito nos últimos anos e traz oportunidades, desafios e riscos para todos os pontos da cadeia de café no Brasil

Fermentação de um black honey – Foto: Lucas Louzada

O processo de fermentação está em alta e não é só no café. Fala-se muito sobre a fermentação do pão, da cerveja, da kombucha, das conservas de alimentos, como os picles, por exemplo. No café, o processo de fermentação também não é novo. É tradicional de muitas regiões produtoras no mundo e já tem alguns anos que vem sendo usado e testado por produtores nacionais. Já falamos sobre o tema aqui na Espresso algumas vezes, e você pode conferir um bom resumo no boxe “O básico da fermentação”, nesta reportagem.

Com os bons resultados que os cafés fermentados brasileiros vêm obtendo nos últimos anos, era natural que o interesse se disseminasse, primeiro entre os produtores, passando pelas cafeterias, até chegar ao consumidor final. Os entusiastas do café – os coffee geek ou coffee lovers, se assim você preferir chamá-losbuscam essas opções, seja por iniciativa própria, seja por sugestão dos baristas. 

Café de safra

Uma das possibilidades que os cafés fermentados oferecem ao mercado brasileiro é a ampliação do repertório. Com a impossibilidade legal de importar grãos verdes de outros países produtores, que trariam características diferentes para ser exploradas na torra e na extração, experiências de processamento são uma alternativa possível e, até relativamente pouco tempo atrás, inexplorada.

O resultado, quando o processo é bem realizado, são cafés ainda mais únicos, que costumam ser comparados aos vinhos de safras especiais, que dificilmente terão uma garrafa com as mesmas características em anos posteriores. Isso abre uma possibilidade de mercado interessante, mas que deve ser encarada como uma opção a mais pelo produtor e não como uma alternativa para toda uma fazenda ou colheita. 

Um caso interessante é o das experiências de fermentação com cafés da espécie canéfora. Já há algum tempo os produtores localizados principalmente na região amazônica, em Rondônia, e no Espírito Santo vêm desenvolvendo os canéforas finos e quebrando o preconceito existente com relação às variedades não pertencentes à espécie arábica. Para cafés robusta e conilon, por exemplo, a fermentação é capaz de trazer para a xícara uma importante acidez, algo raro quando esses cafés passam pelos processamentos mais tradicionais.

Segurança alimentar 

Um dos pontos importantes levantados por todos os entrevistados é o fato de que a fermentação secundária ou induzida, assim como pode trazer e acentuar pontos fortes do café, pode originar sabores ruins e até toxinas não seguras para consumo. Nunca é demais lembrar: notas sensoriais químicas, medicinais, azedas e muito untuosas são sinais de que algo deu errado.  leia mais…

TEXTO Cintia Marcucci

Mercado

Fundação Ernesto Illy e illycaffè lançam 11º Mestrado em Economia e Ciência do Café na Itália

Na última segunda-feira (10) começou o 11º Ano Acadêmico do Mestrado em Economia e Ciências do Café – Ernesto Illy, com o objetivo de oferecer aos alunos formados em economia, engenharia e ciências agrícolas uma formação aprofundada sobre a cultura do café, da planta à xícara, no valor social do consumo do café e na cultura dos países produtores.

O Mestrado em Economia e Ciência do Café – Ernesto Illy conta com um conjunto de professores de instituições como a Universidade de Trieste, Universidade de Udine, Drexel University, Kedge Business School, MIB Trieste School of Management, Universidade de Pádua, Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Trento, Universidade do Norte do Colorado, Universidade de Copenhagen e o World Coffee Research. Os parceiros que apoiam o Mestrado são a Universidade de Trieste, a Universidade de Udine e a SISSA – Scuola Internazionale Superiore di Studi Avanzati di Trieste (Escola Internacional de Estudos Avançados de Trieste). A Fundação Ernesto Illy contribuiu com 11 apoios econômicos e quatro parciais para estudantes vindos de países produtores de café. A Fundação Friuli confirmou para este ano letivo uma bolsa de estudos para um aluno da área de Udine.

Este ano letivo conta com 23 alunos matriculados de 16 países: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Etiópia, Grécia, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Itália, Quênia, Moçambique, Nicarágua, Estados Unidos, Ucrânia e Uganda. Entre os 206 estudantes vindos de 33 países que se formaram nas 10 edições anteriores, 88% deles continuam ativos no mundo do café e melhoraram sua posição profissional após terem feito o Mestrado.

Pela primeira vez nos nove módulos, o curso será ministrado na modalidade híbrida e se estenderá ao longo de doze meses – de janeiro a dezembro de 2022 – tanto por meio de aulas on-line quanto com atividades laboratoriais no período de setembro e outubro, a serem realizadas na sede da illycaffè, em Trieste, na Itália, proporcionando aos alunos que trabalham a possibilidade de cursar o Mestrado.

Os diretores do Mestrado são Furio Suggi Liverani, nomeado pela illycaffè; Andrea Tracogna, nomeado pela Universidade de Trieste; e Pietro Romano, nomeado pela Universidade de Udine.

TEXTO Redação

Café & Preparos

Desvendando as embalagens de café especial

Você é novo no universo dos especiais e ainda não sabe como escolher seu café? Nós vamos ajudar você a entender esses pacotinhos preciosos que carregam, além de bons grãos, muito amor, cuidado e história!

Ilustração: Eduardo Nunes

De uns anos para cá, o Brasil presenciou a onda de cafeterias e torrefações que foram pipocando de norte a sul. Para muitos, tomar café deixou de ser apenas um hábito corriqueiro de manhã ou depois do almoço, e passou a ser um momento de apreciação, uma pausa no dia a dia, seja em num local especializado, seja em casa. 

O consumo de cafés especiais cresce a todo momento e o produto se torna mais acessível. É possível comprar pacotinhos de diversas marcas, torrefações e origens em cafeterias, e-commerces e até em alguns supermercados. Com esse movimento, novos apreciadores surgem e com isso a dúvida: “O que querem dizer todas essas informações encontradas nos pacotes de café especial?”. Reunimos algumas dicas que podem ajudar você nessa escolha! 

Onde foi cultivado?

Fique de olho: é importante que o pacote estampe a região produtora daquele grão! Muitas regiões possuem atributos geográficos (solo e vegetação), meteorológicos (clima) e humanos (cultivo) específicos que determinam quais características (sabor, aroma, corpo) podem ser encontradas na bebida final. Para isso, você pode prestar atenção se há algum selo contido na embalagem, como o de Indicação de Procedência ou o de Denominação de Origem. Há também os que são de qualidade, como UTZ, Rainforest e o da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que dão confiabilidade ao produto.

Arábica ou canéfora?

As duas espécies de café são bem diferentes na xícara. Basicamente, o arábica resulta em uma bebida mais suave, com maior acidez e doçura, enquanto o canéfora conta com acidez e doçura mais sutis, mas é mais encorpado. Vai do gosto de cada um. Experimente os dois e veja qual agrada ao seu paladar! leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto