Mercado

Café Por Elas lança cafés no mês da mulher na Café Store

Em celebração ao mês das mulheres, a torrefação paulistana Café Por Elas apresentou nova linha de cafés especiais em parceria com a artista mineira Thereza Nardelli e as produtoras Luciana Flores e Danielle Fonseca. O lançamento foi feito na loja-conceito da Café Store, em São Paulo (SP), em 7 de março.

Chamados de Clareira e Germina, os dois pacotes da linha têm ilustrações de Thereza e buscam celebrar mulheres que plantam, transformam e sustentam a cadeia do café. Por isso, a artista aposta na representação da lavoura e da biodiversidade do Sul de Minas, com cores marcantes e imagens abstratas. 

Os novos cafés são fermentados: Clareira é um blend das variedades icatu e mundo novo, produzido por Danielle na Fazenda da Serra, em Santana da Vargem (MG), e torrado por Aline Pereira. Segundo a torrefação, é uma bebida encorpada, doce, frutada e com acidez equilibrada. Já o Germina é 100% topázio amarelo cultivado por Luciana Flores, do Sítio Toca da Onça, em Campanha (MG). Torrado por Gabriella Santoro, promete notas frutadas e florais, acidez cítrica e corpo licoroso. 

“Queríamos lançar uma edição especial que fosse um reconhecimento às mulheres. Clareira e Germina celebram as que ousam trilhar o caminho do café especial norteadas por um compromisso real com o meio ambiente”, explica Nadia Nasr, sócia do Café Por Elas. “Para traduzir a beleza disso, convidamos a Thereza Nardelli para ilustrar os pacotinhos. A Café Store abraçou a ideia, e foi incrível reunir amantes da bebida, pessoas da indústria e também produtoras em um espaço que respira a cultura do café especial”. 

Os cafés, com edição limitada, estão à venda na loja da Café Store (rua Barão de Tatuí, 387 – Vila Buarque – São Paulo) por R$ 85 (250 g).

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Dua Lipa assume campanha global da Nespresso em movimento de renovação de marca

Com participação de George Clooney, campanha liderada por Dua Lipa sinaliza virada da Nespresso para atrair uma nova geração de consumidores e renovar sua imagem global

A Nespresso anunciou a cantora e atriz britânica Dua Lipa como sua nova embaixadora global, em uma estratégia que reforça a aproximação da marca com novos públicos. Em comunicado oficial, divulgado nesta quarta-feira (18), a empresa destaca o perfil da artista como símbolo de “curiosidade e experimentação”, valores que orientam a comunicação da companhia.

“Ela é uma verdadeira exploradora, sempre curiosa, sempre experimentando algo novo”, afirmou Leonardo Aizpuru, diretor de marketing da marca, ao apresentar a parceria. A proposta, segundo ele, é incentivar consumidores — especialmente uma nova geração — a explorar sabores e experiências no café.

A própria Dua Lipa afirmou que a relação com a marca vem de longa data: “Sinto que cresci com a Nespresso […], sempre houve uma máquina por perto”, disse ela no comunicado.

A cantora lidera a campanha global “Vertuo World”, com lançamento previsto para 14 de abril, que marca uma nova fase “criativa”, como definiu a empresa. A ação também contará com a participação de George Clooney, rosto da marca por 20 anos.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Polpa de café avança como potencial ingrediente alimentar e chega a hambúrgueres

Estudos recentes indicam também o potencial nutricional, funcional e sustentável de subprodutos do café, com aplicações que podem sair do laboratório em direção à mesa 

Nos últimos anos, cientistas do mundo todo vêm investigando como resíduos do café podem ganhar valor e aplicação na indústria de alimentos.

Uma dessas investigações recentes analisou o uso da polpa de café arábica em pó hidratada para melhorar o perfil nutricional de produtos à base de carne. O estudo foi publicado em outubro de 2025 na revista internacional Science of Food, do grupo Nature — responsável por uma das publicações científicas mais relevantes do mundo, a Nature — por pesquisadores da Universidade de Qassim, na Arábia Saudita, e do Centro de Pesquisa Agrícola do Egito.

“O desenvolvimento de alimentos mais sustentáveis e saudáveis é urgente”, introduzem os pesquisadores do artigo “Nutritional and qualitative characteristics of beef patties incorporated with hydrated coffee cherry pulp powder”. “O objetivo desta investigação foi avaliar o impacto da utilização de diferentes níveis de polpa de café em pó (CCPP, na sigla internacional) como substituto de gordura sobre os atributos nutricionais, de qualidade e sensoriais de hambúrgueres”, completam.

Mais do que um caso isolado, o trabalho se insere em uma agenda mais ampla de pesquisa voltada à reformulação de alimentos e à redução de impactos ambientais a partir do aproveitamento de subprodutos agrícolas, em que ingredientes alternativos passam a substituir parcialmente componentes tradicionais, como a gordura animal.

Exemplos recentes desse movimento incluem estudos que buscam otimizar a produção de vinagre a partir da polpa de café, por meio de processos fermentativos mais eficientes (publicado em 2024), e investigar seu uso como matéria-prima para a fabricação de papel não derivado de madeira, com desempenho técnico para aplicações como filtros (também em 2024).

Embora essas aplicações não sejam inéditas — já descritas na literatura há pelo menos duas décadas —, elas vêm sendo revisitadas sob uma nova perspectiva. O foco deixa de ser apenas a viabilidade e passa a incluir escala, desempenho e aplicação prática.

Nesse contexto, a substituição parcial da gordura animal por um ingrediente de origem vegetal historicamente descartado ganha relevância como estratégia nutricional, ao reduzir o consumo de gordura saturada e melhorar o perfil da dieta, respondendo à demanda por alimentos mais saudáveis e sustentáveis — sem abrir mão de atributos sensoriais aceitáveis para o consumidor.

Por exemplo, a polpa do café equivale a cerca de 28% do peso seco da cereja. “Esse descarte representa um desafio ambiental devido ao alto teor de cafeína, polifenóis e taninos”, alertam os pesquisadores.

Estudos recentes, sobretudo a partir de 2020, mostram que a polpa do café concentra compostos nutricionais como proteínas (entre 9% e 11%) e lipídios (2% a 17%), além de açúcares redutores — como glicose e frutose, rapidamente metabolizados em processos fermentativos — e extratos não nitrogenados (63%), ricos em carbono disponível, com potencial de aplicação em produtos alimentares, como farinhas enriquecidas e barras nutritivas –  resultado de outra investigação, conduzida em 2024 na Grécia, que aposta na borra de café, rica em fibras (que auxiliam a digestão) e polifenóis (associados à atividade antioxidante) para a elaboração destes produtos.  

Esse perfil ajuda a explicar o interesse crescente pelo uso da polpa do café como ingrediente funcional, somado a evidências anteriores de sua aplicação em bebidas nutritivas e alimentos energéticos, além de estudos que reforçam sua segurança para consumo e uma shelf life prolongada para produtos feitos com ela.

Os pesquisadores substituíram parte da gordura bovina por diferentes proporções de CCPP em amostras de hambúrgueres de 100 gramas, mantendo uma amostra-controle com 20% de gordura. O objetivo foi avaliar impactos nutricionais, tecnológicos e sensoriais.

Os resultados indicam que a incorporação da polpa em pó (CCPP) permite reduzir calorias, gordura total e colesterol, ao mesmo tempo em que eleva os teores de fibra (cerca de 37% no ingrediente), proteína e minerais (como cálcio, potássio e magnésio), além de compostos fenólicos.

Do ponto de vista funcional, o ingrediente apresenta boa capacidade de absorção de água e óleo, além de propriedades emulsificantes e de formação de espuma, características relevantes para a estrutura e estabilidade dos hambúrgueres.

Na avaliação sensorial — conduzida com painel não treinado de 50 degustadores —, as formulações com 50% e 75% de substituição de gordura pelo CCPP obtiveram as maiores notas, com índices de aceitabilidade de 8,25 e 8,22, respectivamente (em uma escala de 9 pontos), com avaliações positivas para aparência, textura, suculência e sabor.

Mais do que um experimento pontual, os resultados sugerem que é possível reformular produtos tradicionais com ganhos nutricionais sem perda de aceitação pelos consumidores — e reforçam o papel da polpa de café como um ingrediente promissor na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.

Para saber mais

Em termos regulatórios, pesquisas como a do CCPP como substituto da gordura animal começam a ganhar relevância no contexto europeu.

Uma revisão científica feita em 2020 sobre subprodutos do café — folhas, flores, cascas, películas prateadas (aderidas à superfície do grão verde e removidas durante a torra) — como novos alimentos na União Europeia aponta que, a partir de 2022, a polpa desidratada deixou de ser tratada apenas como “novo alimento” e passou a ser reconhecida como produto tradicional consumido em regiões como Etiópia e Iêmen. Na prática, isso abriu caminho para sua comercialização no bloco — ainda que de forma restrita, concentrada principalmente em infusões e bebidas.

TEXTO Redação

Nem caramelo, nem vira-lata

Entre máquinas automáticas e preconceitos geográficos, Cauã Sperling, proprietário da cafeteria paulistana Fora da Lei, relata sua jornada pela Europa e afirma que o barista brasileiro está longe de ser um vira-lata no cenário global do café

Por Cauã Sperling 

Depois de abrir o Fora da Lei de segunda a segunda, atender clientes de humores variados e deixar um cemitério de louças pelo caminho, chegou o dia da minha tão esperada viagem. Foram dez anos acumulando dores na lombar e tirando pó debaixo do moinho para finalmente realizar meu sonho – gritar para o mundo que só hipster gosta de cold brew.

​Para celebrar as férias, decidi fazer um detox em grande estilo e fugi com a família para a Europa para aproveitar o que eu acho que eles têm de melhor, ou seja, eventos de café e cafeterias. Como profissional da área, desembarquei com dívidas e expectativas, pois queria extrair o máximo desse cenário, tomar notas técnicas e importar metodologias inovadoras. 

Visitei cidades como Bruxelas, Estrasburgo, Colmar, Paris, Basileia, Zurique e Copenhague. Não me levem a mal, mas na minha cabeça, de lata, achei que aprenderia muito e me surpreenderia até, mas a realidade foi bem mais fria. Eu estava pronto para o futuro, mas mal sabia que não estava vacinado contra a maior síndrome que atinge o barista brasileiro.

Sim, existe um mundo de diferenças: acesso às melhores tecnologias e equipamentos, alto poder aquisitivo e matérias-primas que, para nós, brasileiros, mais parecem alienígenas. Isso cria um terreno fértil para a diversão, mas, ao mesmo tempo, o conhecimento técnico muitas vezes passa longe. Era comum encontrar baristas de botões: um para moer o café, outro para compactá-lo, outro para extrair o espresso, outro para preparar o coado, outro para vaporizar o leite – sim, fiquei espantado ao descobrir que vaporizadores automáticos existem e estão sendo usados no mundo real.

Foto: Cauã Sperling

Provei diversos cafés, bons na descrição, mas sem graça na boca. Tomei também muitas reviradas de olhos ao pedir uma bebida no v60 e não um batch brew (termo chique de baristas que significa “coado de térmica”).

O desapego pela profissão me pareceu estranho e confuso. Ser barista na Europa é uma escolha profissional comum, não ideológica – ao contrário da nossa cruzada diária, em que acordamos prontos para a guerra, ganhando pouco e tentando converter o maior número possível de infiéis. Ser barista no Brasil é difícil.

Para ilustrar: quando eu queria que percebessem que eu era barista, recorria aos sentidos mais aguçados de um profissional do café: a curiosidade e a fofoca. Vou revelar a mágica: peça o café sem grandes perguntas, passe despercebido e sente-se. Nada de fotos ou selfies. Basta abrir um caderninho e começar a anotar suas impressões sobre a bebida. Pronto: a armadilha está montada. Em poucos minutos, um hipster – ou melhor, alguém da casa – aparece para perguntar se você trabalha com café. Fica a dica: chegar batendo o pé e anunciando que é barista só faz você despertar ranço.

Em Bruxelas, comecei uma conversa sobre torras e extrações com o dono de uma cafeteria. A barista que me serviu decidiu se retirar da conversa, pois disse que não entendia nada de café. Perguntei há quantos meses ela trabalhava como barista. Ela respondeu que estava na profissão havia cinco anos.

Passei a viagem inteira sendo mal atendido e tomando ótimos cafés que estavam mal extraídos – mesmo depois de ser “descoberto”. Para nós, brasileiros, isso chega a ser estranho. Aqui no Brasil, existe um sentimento de cumplicidade imediata quando descobrimos um colega de balcão. É quase como pertencer a uma sociedade secreta – uma Filtratti ou uma Copus Dei. Fazer v60 e aeropress gelada virou paixão nacional. Temos excelentes profissionais que entendem do pé à xícara nos lugares mais simples. E adoramos trocar técnicas; só falta um cumprimento secreto.

Me perdoem se estou soando amargo, e talvez esteja mesmo, mas essa viagem também me abriu os olhos para algo que me pegou de jeito: o preconceito. Quase todas as cafeterias servem café brasileiro – sempre os menos complexos, sempre os mais baratos, sempre com sensorial de caramelo.

Foto: Cauã Sperling

Que fique bem claro: o nosso “caramelo” é motivo de orgulho nacional. Quantidade com qualidade e consistência é algo dificílimo – e praticamente só nós fazemos. Somos potência tecnológica, produtiva e de pesquisa no cultivo – mas, pelo visto, uma lástima no marketing.

É injusta a comparação de um café de 81 pontos com um de 89. É como comparar um bom influencer e um cineasta: um foca no entretenimento de massa, o outro, na técnica para um público específico. Temos cineastas incríveis, mas, se vamos comparar, que seja Kleber Mendonça com Josh Safdie – e não Whindersson com Scorsese. Na Europa, muitos cafés considerados “muito bons” eram apenas fermentados comuns. Quando eu sacava da mochila os cafés que levei do Brasil (sim, não sou bobo), a surpresa era geral.

O auge da estranheza foi ouvir de um campeão mundial que “café lavado é melhor que natural”, e que o Brasil não produz lavados como a África porque “temos menos água”. Sim, você leu certo: ele afirmou que o país com o maior reservatório de água doce do planeta tem menos água que o segundo continente mais seco. Uma afirmação tão rasa que ignora a problemática real da produção africana: a falta de infraestrutura, a exploração e a contaminação de mananciais – porque, sim, café lavado consome água e polui se não houver gestão.

Existiram exceções brilhantes, claro: Mame, Coffee Collective, Dak, Synapse… Todas cafeterias incríveis, consistentes e técnicas. Mas a viagem deixou claro que o barista brasileiro não é nenhum vira-lata, e o nosso café não é “só caramelo”.

Temos amplo conhecimento, mais do que a média dos profissionais pelo mundo. Por que será que ainda não somos reconhecidos?

Cauã Sperling é advogado de formação e apaixonado por cafés especiais. Em 2016, abriu o Fora da Lei, em São Paulo (SP), que começou como cafeteria itinerante e hoje tem endereço fixo na Vila Mariana.

TEXTO Cauã Sperling

Mercado

3corações compra Yoki e Kitano por R$ 800 milhões

Negócio amplia atuação da empresa no ramo de alimentos 

 

O Grupo 3corações comunicou à imprensa nesta terça-feira (17) a aquisição das operações da General Mills no Brasil, em um negócio avaliado em R$ 800 milhões. A transação inclui marcas como Yoki e Kitano.

O negócio sinaliza a mudança de posicionamento do grupo para um espectro mais amplo do que o café. No mercado brasileiro, a General Mills, uma das maiores empresas globais de alimentos, foca em alimentos básicos, snacks e temperos. “Este é um passo fundamental em nosso propósito de estar cada vez mais próximos da família brasileira, fazendo-nos presentes em diferentes ocasiões de consumo”, afirma Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações, em nota.

O acordo prevê a manutenção das marcas, para um crescimento acelerado do negócio. A conclusão da operação depende da aprovação das autoridades regulatórias competentes e outras condições usuais de fechamento.

TEXTO Redação

Cafezal

Safra de café pode alcançar 64,1 milhões de sacas, estima IBGE

A produção brasileira de café em 2026 foi estimada em 64,1 milhões de sacas, segundo levantamento do IBGE divulgado na sexta-feira (13). O volume representa alta de 3,9% em relação à estimativa de janeiro e de 11,5% frente ao ciclo passado, podendo estabelecer recorde da série histórica da pesquisa, realizada desde 2002.

O crescimento é puxado pelo arábica, com produção estimada em 43,9 milhões de sacas. De acordo com o instituto, a safra de 2026 deve refletir a bienalidade positiva da cultura, além das condições climáticas favoráveis nas lavouras do Centro-Sul.

Em Minas Gerais, a revisão das estimativas de fevereiro apontou produção de 31,9 milhões de sacas, alta de 24,7% em relação a 2025. O estado deve responder por 72,6% da produção nacional da espécie.

Já o café canéfora tem produção estimada em 20,2 milhões de sacas, 3,7% abaixo do volume colhido em 2025. Em Rondônia, prevê-se colheita de 3 milhões de sacas de robusta, e no Espírito Santo, de 14 milhões de sacas de conilon.

Apesar do cenário positivo, persistem incertezas quanto ao volume e à regularidade das chuvas até abril, o que pode influenciar o desenvolvimento final da safra.

TEXTO Redação

Mercado

Mantiqueira de Minas recebe Campeonato Brasileiro de Cup Tasters em Carmo de Minas

Evento nos dias 19 e 20 reúne programação técnica, premiação regional e competição nacional de provadores

Carmo de Minas (MG) recebe, entre 19 e 20 de março, a 2ª edição do Festival Mantiqueira de Minas, que inclui o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters. O evento gratuito, promovido pela Aprocam (Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira), acontece no Parque de Exposições do município e busca celebrar a qualidade, a origem e a identidade dos cafés da região.

Com foco em conhecimento, inovação e valorização dos cafés especiais, haverá palestras (confira destaques abaixo). Além do conteúdo técnico, o festival inclui a premiação do Concurso Campeão dos Campeões Mantiqueira de Minas 2025 e o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, promovido pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), que começa um dia antes (18) e vai até 20/3.

“Trazer um evento deste porte reforça ainda mais a reputação do nosso território”, destaca Wellington Carlos Babá, vice-presidente da BSCA, gerente de exportação da Cocarive e provador em Carmo de Minas. “O campeonato promove visibilidade nacional e internacional, uma vez que reúne os melhores provadores de café do Brasil. Como muitos têm projeção global, atraem a atenção de compradores e formadores de opinião — o que é importante para os produtores da região”, diz.

A competição reúne provadores de diferentes partes do país e avalia habilidade, velocidade e precisão na distinção de xícaras. O campeão representará o Brasil no campeonato mundial da categoria, de 7 a 9 de maio, durante a World of Coffee, em Bangcoc (Tailândia).

“Quando realizamos um campeonato em Carmo de Minas, em parceria com a Aprocam, passamos um recado importante: o café especial brasileiro sai das montanhas da Mantiqueira e de diversas outras origens relevantes do país”, afirma Renan Freitas, coordenador de marketing da BSCA. “Ao trazer os principais provadores para a região, olhamos com atenção para a produção local.”

Conheça alguns temas de palestras:

“Denominação de Origem e parcerias que valorizam os Cafés da Mantiqueira de Minas”
Quem: Leandro Costa (Coopervass), Alessandro Hervaz (Coopervass e Aprocam), Ticiana Lopes (Sebrae MG), André Baldim (Sicoob Credivass) e Sergio Henrique Oliveira (Emater)

“Descrição sensorial: a chave para a comunicação de mercado”
Quem: Renan Freitas (BSCA), Wellington Carlos Babá (Cocarive), Samantha Brettas (BSCA) e Dionatan Almeida (Campeão Mundial de Cup Tasters 2024)

“A ciência por trás da cafeicultura regenerativa”
Quem: José Carlos de Oliveira (engenheiro agrônomo, Senar).

2º Festival da Mantiqueira de Minas
Quando: 19 e 20/3
Onde: Parque de Exposições – Carmo de Minas (MG)
Informações: www.instagram.com/mantiqueirademinasoficial 

TEXTO Redação

Cafeteria & Afins

Fuga Café – Curitiba (PR)

Na psicanálise, a repetição é um conceito interpretado como a reiteração de comportamentos através de processos inconscientes, muitas vezes relacionados a traumas e situações dolorosas ou frustrantes.

No senso comum – e na vida adulta funcional e trivial –, a repetição aparece como uma ferramenta de autoconhecimento. Repetimos filmes, músicas, roupas, comidas, bebidas, cheiros e lugares por uma simples questão de compreender nossos gostos e querer validá-los sempre que possível. Afinal, é bom sair do óbvio, mas nada melhor do que a garantia de prazer que vem do conhecido.

O Fuga Café, em Curitiba, é um desses lugares em que a repetição se faz necessária. Chegamos por volta das onze da manhã de um sábado e demos sorte de entrar em um giro de mesas, o que fez com que não precisássemos esperar na fila. Quinze minutos depois, a casa lotou e a fila não parou mais de crescer.

O cardápio é simples, direto e visualmente limpo. De um lado, as opções de bebidas quentes e frias. Do outro, comidinhas e doces. Solicitamos indicações sobre o que pedir e fomos muito bem atendidos.

Experimentamos, então, o famoso sanduíche cubano, feito com pão ciabatta, pastrami de porco com coentro, queijo, presunto, picles de pepino e mostarda. A acidez vibrante do picles e da mostarda completou muito bem o sabor salgado dos outros ingredientes, servidos em um pão crocante e fresco.

Sanduíche cubano

Para acompanhar, duas bebidas: o cold brew rapadura e o coado perfil 2. O primeiro apresentou equilíbrio entre amargor e dulçor, graças ao café extraído a frio e ao xarope de rapadura. Já o segundo, um café bourbon vermelho produzido por Joelma Silvares em Araxá (MG), entregou certo frescor pelas notas de frutas roxas, com um final caramelado de bala toffee.

Para fechar a visita, fomos instigados a provar a barrinha mais famosa da cidade, feita com biscoito amanteigado, coco ralado, caramelo e chocolate. A textura do biscoito e do coco somou-se ao caramelo de leite condensado e à casquinha fina de chocolate. Doce como deve ser – mas, talvez, um toque de sal levaria a barrinha a outro patamar. Para harmonizar, pedimos um bom café espresso, que estava doce, encorpado e redondo.

Cold brew rapadura, coado perfil 2 e a barrinha mais famosa da cidade

Casual e despretensioso, o Fuga Café é um espaço agradável e repleto de plantas que dão charme à decoração simples. Ao lado do caixa, é possível adquirir pacotes de cafés e produtos da cafeteria, como bonés, camisetas, copos e filmes analógicos.

O lugar é uma opção perfeita para visitar quantas vezes puder, como puder e quando puder. Com a maturidade, aprendemos que repetir a dose, às vezes, é fundamental.

Nossa conta: R$ 92,40 (com taxa de serviço incluída)
Sanduíche cubano – R$ 34
Barrinha – R$ 8
Cold brew – R$ 15
Coado perfil 2 – R$ 15
Espresso – R$ 12

A equipe da Espresso visitou a casa anonimamente e pagou a conta.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Senador Xavier da Silva, 417
Bairro Centro Cívico
Cidade Curitiba
Estado Paraná
País Brasil
Website http://instagram.com/fugacafe
Horário de Atendimento Terça a sexta, das 8h30 às 19h; finais de semana e feriados, das 8h às 17h
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

Barista

BSCA divulga datas dos Campeonatos Brasileiros de Brewers e de Torra

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) acaba de definir as datas dos Campeonatos Brasileiros de Brewers e de Torra. Este ano, as competições acontecem entre 24 e 26 de abril, no Mercado Municipal de São Paulo (SP), e de 6 a 8 de maio, no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha (MG), respectivamente. A divulgação foi feita entre quarta (11) e quinta (12) no Instagram da BSCA, organizadora das disputas. 

As inscrições para os campeonatos devem ser feitas no site da instituição – para o de brewers, elas abrem na próxima quarta-feira (18), às 10h, e para o de torra, na sexta-feira da próxima semana (20), no mesmo horário. Os campeões das categorias vão representar o Brasil nos campeonatos mundiais, entre 25 e 27 de junho, na World of Coffee de Bruxelas, na Bélgica.

De 18 a 20 de março, a BSCA realiza o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters durante o 2º Festival da Mantiqueira de Minas, em Carmo de Minas (MG). O vencedor vai competir no mundial da categoria, que acontece entre 7 e 9 de maio, na World of Coffee de Bangkok, na Tailândia.

TEXTO Redação

Mercado

ONU oficializa Dia Internacional do Café

Proposta liderada pelo Brasil transforma a data em agenda global para o setor cafeeiro

A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) oficializou, na última terça-feira (10), o dia 1º de outubro como Dia Internacional do Café durante reunião em Nova York. A proposta foi apresentada pelo Brasil.

“Reconhecer o valor do setor cafeeiro aumentará a conscientização sobre sua importância socioeconômica e fortalecerá sua contribuição para a erradicação da pobreza”, disse o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em comunicado oficial.

A resolução relaciona diretamente o café aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, destacando sua contribuição para a geração de emprego e renda, a igualdade de gênero e o desenvolvimento rural.

Embora o Dia Internacional do Café já seja celebrado desde 2015 por iniciativa da Organização Internacional do Café (OIC), a resolução da ONU legitima a data no calendário internacional, o que fortalece a relevância global do setor, que sustenta aproximadamente 25 milhões de famílias no mundo – cerca de 80% delas pequenos agricultores, que operam em propriedades geralmente inferiores a cinco hectares –, gerando receita fundamental para vários países produtores.

“Este marco reflete os esforços coletivos dos membros da Organização Internacional do Café, que atuam em conjunto para elevar a visibilidade global do setor cafeeiro e celebrar os milhões de pessoas por trás de cada xícara”, comemorou a OIC nas redes sociais.

TEXTO Redação
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