Café & Preparos

Tour por cafeterias e torrefações de Florianópolis apresenta universo dos cafés especiais

Aos fãs de cafés especiais em Florianópolis (SC), no dia 17 de abril acontecerá o Workshop Coffee Tour, que tem como objetivo criar uma experiência com o café e mostrar aos participantes as etapas seguintes da lavoura, até chegar à xícara.

A primeira etapa do passeio abordará o Cupping, processo de prova dos cafés. Seguindo todos os protocolos de segurança da Specialty Coffee Association (SCA), os coffee lovers irão aprender sobre o método e como identificar os sabores e aromas da bebida no dia a dia, através de uma experiência sensorial.

Após isso, o grupo irá aprender sobre a importância da torra do café, tendo a oportunidade de ver de perto os mestres de torra trabalhando fatores como temperatura, processos físico-químicos e o estudo das curvas de torra para cada grão.

Já chegando ao ambiente de cafeteria, serão apresentados o trabalho do profissional barista e a técnica latte art, os famosos desenhos com leite no café. Além disso, os participantes aprenderão sobre o universo do espresso e do café filtrado, visitando uma casa especializada em cafés especiais que se destaca no preparo utilizando métodos manuais de extração. Para finalizar, o tour chegará à etapa da mixologia do barista, onde o café é o ingrediente principal de drinques.

O passeio terá 8 horas de duração e custa R$ 500 por pessoa, estando inclusos degustações, coffee break, almoço, transporte, camiseta, bolsa, uma edição e uma assinatura da Revista Espresso, e certificado digital chancelado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Para participar, é necessário entrar em contato pelos telefones (48) 99953-8847 ou (48) 99679-0096. A turma será composta por no máximo 12 pessoas.

O Workshop Coffee Tour é organizado por Ranan Treinamentos e Cursos, Barista Por Aí e Arrecife Design, com apoio da BSCA, Barista Wave e Revista Espresso.

Serviço
Workshop Coffee Tour
Quando: 17 de abril
Onde: Florianópolis (SC)
Mais informações: www.instagram.com/workshopcoffeetour

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

Cafés especiais em Santa Catarina: estado revela potencial para produção de arábica

Uma pesquisa realizada por profissionais da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em parceria com o Instituto Federal Catarinense (IFC) campus Araquari e o Instituto Federal do Sul de Minas campus de Machado, aponta o crescimento de cafezais no Leste de Santa Catarina, sob a sombra da Mata Atlântica ou de outros cultivos agrícolas.

O estudo comprovou que o café arábica da variedade mundo novo, produzido sob a sombra de bananais orgânicos em Araquari, se enquadra como café especial e concluiu ainda que Santa Catarina possui áreas com condições climáticas potencialmente aptas para o cultivo de café arábica especial, considerando a colheita seletiva e adequado processamento pós-colheita para explorar a máxima qualidade sensorial e evitar defeitos físicos nos grãos.

A pesquisa reforça a necessidade de mais estudos, tanto sobre a adaptabilidade do grão ao litoral catarinense, como do manejo de cultivo e pós-colheita. Wilian Ricce e Fábio Zambonim, pesquisadores da Epagri/Ciram, delimitaram o mapa com a região potencialmente apta, de acordo com o clima, para o cultivo de arábica no estado.

Com base nestes resultados iniciais, a Epagri submeteu projeto de pesquisa à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), para ampliar o estudo sobre cafés especiais no estado. Os resultados do edital de submissão ainda não foram divulgados pela Fapesc.

“Queremos mostrar o potencial que tem o café especial arábica para a região litorânea de Santa Catarina. Cultivado em sistemas agroflorestais, ele pode ser usado como estratégias de restauração e uso econômico de áreas de preservação permanente nas propriedades rurais familiares”, descreve Fábio, pesquisador da Epagri. Ele lembra que a expansão da cultura no Estado teria apelo ambiental e também econômico. “Tem muito agricultor familiar indo bem economicamente com essa cultura”, relata.

Histórico

A cafeicultura já foi uma atividade de expressão econômica em Santa Catarina. Prova disso é a bandeira do estado, criada em 1895, que traz a imagem de um ramo de café com frutos. “As primeiras plantações de café em Santa Catarina foram estabelecidas no final do século XVIII e, apesar de sua pequena escala, quando comparada às grandes lavouras da região Sudeste do Brasil, o produto catarinense sempre se destacou pela sua qualidade”, avalia Fernando Prates Bisso, professor do IFC-Campus Araquari e um dos autores do estudo. Ele conta que, frequentemente, os grãos colhidos no território catarinense eram utilizados para compor e melhorar lotes exportados para mercados mais exigentes, como Uruguai e Holanda.

O cenário mudou na década de 1960, como resultado de uma política pública nacional de erradicação de cafezais para regulação dos estoques mundiais do grão. A partir daí a leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Cafezal

Cafeicultura em Rondônia: documentário destaca a importância da atividade para o estado e o País

Você sabia que Rondônia é o segundo estado brasileiro que mais produz café canéfora, ficando atrás apenas do Espírito Santo? Cada vez mais, a cafeicultura rondoniense vem ganhando destaque no Brasil e no mundo e, para conhecer um pouco do trabalho, a Embrapa-RO gravou o documentário “Robustas Amazônicos – Aroma, sabor e histórias que vêm das Matas de Rondônia”.

O sonho de contar as histórias uniu três profissionais que amam o café: o pesquisador Enrique Alves, da Embrapa-RO, que foi o responsável pelo roteiro técnico e direção; a jornalista Renata Silva, que contribuiu com a produção, revisão de roteiro e locução; e o cinegrafista Marcos Oliveira, da Aldeia Criativa, que realizou as imagens e edições.

Durante a produção, foram centenas de quilômetros rodados em busca das cenas ideais para retratar as lavouras e as vidas na região. “Foi desafiador criar um roteiro que fosse fiel à realidade desses cafeicultores e representasse a arte de produzir robustas finos, principalmente pela necessidade de maiores cuidados em tempos de pandemia. Também foi desafiador coletar imagens das áreas durante a colheita”, conta Enrique. As entrevistas foram captadas em Novo Horizonte do Oeste, Alto Alegre D’Oeste, Alta Floresta D’Oeste e Cacoal, que, junto a outros 11 municípios, compõem as Matas de Rondônia.

O documentário demorou 9 meses para ficar pronto e foi lançado na última segunda-feira (22). Os 50 minutos de conteúdo relatam histórias de vida, valores culturais e agronômicos, perfil de produção, sustentabilidade, avanço da tecnologia, cultura indígena e as terras amazônicas. O enredo se desenvolve nas Matas de Rondônia, região que possui mais de 60% das áreas com lavouras de café, responsável por 83% dos mais de 2 milhões de sacas produzidas anualmente no estado.

“A cafeicultura na Amazônia é sem duvidas um das mais intrigantes e emblemáticas do País e talvez do mundo”, destaca o pesquisador. “A combinação virtuosa entre clima e solo amazônico, uma genética diferenciada e toda a tradição dos cafeicultores pioneiros, moldaram a cafeicultura da Região Matas de Rondônia”.

O local também é berço dos Robustas Amazônicos, terroir que está em processo final de reconhecimento de Indicação Geográfica (IG), título que serve para distinguir um produto ou serviço que apresenta características diferenciadas e que podem ser atribuídas à sua origem geográfica, configurando o reflexo do ambiente. Com a conquista, leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Renata Silva

Mercado

illycaffè recebe nomeação como uma das empresas mais éticas em 2021

A illycaffè foi reconhecida pelo Instituto Ethisphere, líder global na definição e promoção dos padrões de práticas comerciais éticas, como uma das empresas mais éticas do mundo em 2021, marcando, assim, a 9ª honra consecutiva da empresa italiana, sediada em Trieste e que tem no Brasil seu maior mercado fornecedor de café.

A empresa considera fundamental para suas operações a manutenção dos mais elevados padrões éticos e mantém um compromisso de longa data com a melhoria da qualidade de vida de todas as suas partes interessadas, desde agricultores até consumidores.

O reconhecimento do Ethisphere como uma das empresas mais éticas do mundo valida fortemente os esforços da illy para ajudar a criar um mundo mais sustentável por muitas gerações. No total, 135 homenageadas foram reconhecidas em 22 países e 47 setores em 2021.

“Manter e promover uma ética e valores sólidos são essenciais para afetar uma mudança positiva em toda a nossa sociedade global, assim como reconhecer o papel essencial do setor privado na criação de um mundo que seja mais sustentável, socialmente, economicamente e ambientalmente, agora e para as gerações futuras” afirmou Andrea Illy, Presidente da illycaffè.

Segundo Andrea, um dos principais focos atuais é reduzir o impacto ambiental em toda a cadeia de abastecimento, uma etapa significativa e mensurável, com o objetivo leia mais…

TEXTO Redação

Mercado

Preços, safras recordes e consumo em casa salvaram o café durante pandemia

Foto: Felipe Gombossy

Com o fechamento de cafés e escritórios em todo o mundo devido à pandemia, o mercado global de grãos temia um 2020 especialmente complicado. Mas os grandes produtores salvaram o ano com uma receita de blend: combinação de preços, safras recordes e consumo alternativo nas famílias.

“2020 foi particularmente bom para o Brasil, mas não tão bom para os outros países em termos de produção”, explicou Carlos Mera, analista do RaboBank em Londres. O maior produtor mundial comemorou safra recorde no ano passado: 63,08 milhões de sacas de 60 kg, 27% a mais que em 2019, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Cerca de 77% do café brasileiro é da variedade arábica, por outro lado, o Vietnã, maior produtor de canéfora (robusta), colherá 7% a menos do que a inédita safra do período anterior.

O tempo seco reduziu a produção para 29 milhões de sacas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A Colômbia também diminuiu sua produção em 6% em 2020, com 13,9 milhões de sacas, segundo a Federação Nacional dos Cafeicultores.

Com a Etiópia no topo de uma série de países, a África passou o ano sem altos e baixos. O continente “é muito estável porque há muita distância entre os países, climas diferentes, eles não sofrem tanto com os preços porque a produção é mais extensa e os custos dos fertilizantes são menores”, descreve o analista. O mundo produziu 0,9% menos café em 2019/2020 em relação ao período anterior.

Melhor preço

Com as restrições que se seguiram à pandemia, o consumo e as exportações foram abalados. A renda dos cafeicultores variava em cada país de acordo com a estabilidade de suas moedas leia mais…

TEXTO As informações são da AFP / Tradução Juliana Santin

Mercado de bilhões

“Mas você foi para a Coreia do Sul?” Essa foi a pergunta que eu mais ouvi nos últimos meses. Um país tão distante para nós. Acho normal a reação das pessoas em um primeiro momento. “Você foi fazer o quê?” A segunda pergunta, natural na sequência: “Tem café lá?”. Pessoal, tem muito café! Não fui a nenhuma plantação, até porque na Coreia não tem clima para isso. Porém, tem muita cafeteria, torrefação e tudo o que você possa imaginar sobre lugares relacionados à bebida. É uma loucura, mesmo! Para se ter uma ideia, em levantamento de 2016, foi identificado só em Seul, a capital sul-coreana, o impressionante número de 18.316 cafeterias, de acordo com o The Korea Economic Daily.

O município tem 10 milhões de habitantes, número semelhante ao da população da cidade de São Paulo, porém, um território quase três vezes menor. Numa quadra encontram-se várias cafeterias, o que levou o poder público a estabelecer que os empreendimentos precisam estar a uma distância de 3 metros um do outro (o que não resolve muito, cá entre nós). O consumo principal da bebida está entre os jovens, mas tem crescido em todo o país a taxas de dois dígitos, chegando a 25 bilhões de xícaras em 2016, uma média de quase duas xícaras por dia para cada pessoa.

Conhecendo todos esses dados de Seul – a segunda aglomeração urbana mais populosa do mundo – e da Coreia do Sul em geral, muitas empresas internacionais passaram a investir no país, como a Starbucks, que tem mais de mil lojas. Mas o que mais cresce são as marcas próprias e independentes, focadas em cafés especiais. Além delas, há grandes grupos locais, como a Ediya Coffee, a maior, com mais de 2 mil lojas. As cafeterias são cheias e são espaços para ir a qualquer hora do dia, menos de manhã cedo. Diferentemente de alguns lugares do mundo, na Coreia os estabelecimentos focados em cafés especiais, na sua maioria, abrem após as 10 horas e fecham bem tarde. À noite as cafeterias são os melhores ambientes em Seul para conversar e encontrar amigos.

É natural fazer um paralelo com o Brasil, que recentemente recebeu uma pesquisa da Euromonitor International para poder começar a mapear esse mercado de café especial no País. Encomendado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o levantamento listou 13.095 cafeterias no País. Na Coreia do Sul são mais de 60 mil. Em um território 84 vezes menor. Isso demonstra o potencial coreano, ao mesmo tempo em que nos mostra a nossa realidade econômica. leia mais…

TEXTO Mariana Proença • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

BaristaCafé & Preparos

SCA discute destino da World of Coffee 2021 à medida que a pandemia persiste

A Specialty Coffee Association (SCA) sinalizou que o futuro da maior feira anual de café da Europa, a World of Coffee, pode não ocorrer em 2021 à medida que a pandemia Covid-19 continua.

É um lembrete macabro da dolorosa duração da pandemia, que eliminou a maioria dos eventos presenciais sobre café em 2020, incluindo o World of Coffee 2020, que aconteceria em Varsóvia, na Polônia, e sua contraparte com sede nos Estados Unidos, a Specialty Coffee Expo.

A World of Coffee está programada para acontecer no mês de junho em Atenas, na Grécia, juntamente com os Campeonatos Mundiais de Café. Na era pré-pandêmica, a feira World of Coffee atingiu mais de 11 mil visitantes, com mais de 240 expositores em Berlim, na Alemanha, em 2019.

Uma carta assinada pelo CEO da SCA, Yannis Apostolopoulos, e enviada aos membros da Associação hoje, afirmou que o grupo está atualmente envolvido em conversas com os parceiros leia mais…

TEXTO As informações são do Daily Coffee News / Tradução Juliana Santin • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Café aumenta a capacidade aeróbica e a queima de gordura durante exercícios

Cientistas na Espanha publicaram um artigo examinando o potencial de queima de gordura do café antes do exercício e como seu consumo em diferentes horários do dia pode influenciar o resultado final. Embora pequeno, o estudo indica que beber um café forte meia hora antes do exercício aeróbio pode aumentar significativamente o que é conhecido como taxa máxima de oxidação de gordura, e que esses efeitos são muito mais profundos no final do dia.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Departamento de Fisiologia da Universidade de Granada e se concentra no que é conhecido como variação diurna, ou como os ciclos diurnos e noturnos regulam diferentes processos naturais, neste caso a forma como o corpo humano decompõe ácidos graxos após o consumo de café.

O estudo envolveu 15 homens ativos com uma idade média de 32 anos, que participaram de quatro sessões diferentes de exercícios aeróbicos, com intervalos de sete dias. Os participantes receberam doses de cafeína iguais a uma xícara de café forte ou um placebo, às 8h ou às 17h, e realizaram a atividade física meia hora depois. Os autores afirmam que outros fatores relacionados a essas sessões, como jejum, exercícios ou consumo de outros estimulantes, foram estritamente padronizados.

Usando uma técnica chamada calorimetria indireta, os cientistas mediram a taxa máxima de oxidação de gordura (MFO) durante o exercício e descobriram que todos aqueles que beberam leia mais…

TEXTO As informações são da Universidade de Granada / Tradução Juliana Santin • FOTO Conor Brown

Mercado

illycaffè investe em embalagens individuais para cápsulas

Nesta semana, a empresa italiana illycaffè lançou uma nova cápsula de café espresso. Agora ela vem embalada e pressurizada individualmente, mantendo os atributos da bebida por mais tempo.

A Iperespresso Single foi idealizada inicialmente para hotéis, mas também é voltada para o consumo doméstico em grandes e pequenas quantidades, já que a abertura da caixa para um primeiro consumo não interfere na qualidade das cápsulas seguintes, cada uma tendo validade de até um ano e meio.

Disponível no site oficial e na loja física da illycaffè em São Paulo, além de pontos de venda autorizados, o produto é comercializado em embalagens com 100 cápsulas, no valor de R$ 290, podendo escolher entre torra média, escura e descafeinado. Em breve estará disponível em pacotes menores, com 14 unidades.

“Com este produto, o consumidor pode adquirir e abrir uma embalagem com muitas cápsulas e consumi-las no tempo que desejar, despressurizando o invólucro individual para um espresso somente na hora do consumo, como se o café tivesse sido torrado naquele momento”, explica Frederico Canepa, diretor da illycaffè no Brasil.

O sistema de pressurização da empresa italiana consiste em retirar o oxigênio do café durante o envase, substituindo-o por gás inerte sob pressão positiva. Segundo a marca, esse método garante a preservação dos aromas resultantes da torra do produto e impede o início do processo de oxidação do café, mantendo suas características originais.

A loja física da illycaffè fica na Rua Haddock Lobo, 1497 – Jardins – São Paulo (SP).

Mais informações:  www.illy.com/pt-br/home

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Um naco e um gole: combinações de queijos e cafés!

Queijo e café formam um par daqueles que dão muito certo e na companhia um do outro ambos ficam muito melhor! E o território nacional está cheio de queijos típicos para ser explorados e degustados ao lado da sua xícara favorita

No início do século passado, o funcionamento da primeira fase da República no Brasil ganhou o famoso nome de “política do café com leite”, quando se alternavam no poder presidentes vindos de São Paulo – o café – e de Minas Gerais – o leite. Mas, pensando gastronomicamente, também ficaria uma delícia se o nome fosse “política do café com queijo”.

A combinação entre esses dois pode não ser familiar principalmente para o brasileiro que vive nos grandes centros urbanos, mas, basta ir a uma fazenda que tenha uma cabeça de gado leiteiro (vaca, cabra, ovelha ou búfala) para que a mesa esteja sempre posta, com o café e o queijo. “Você chega a uma fazenda na Canastra e vai ter sempre uma térmica com café fresco, uma garrafa de cachaça e um queijo novo – nunca um já aberto – para te receber”, contra Bruno Cabral, especialista que toca a loja Mestre Queijeiro, em São Paulo, especializada em queijos artesanais.

Ainda falando de história, o queijo chegou aqui primeiro com as vacas trazidas pelos portugueses. A possibilidade de conservar o leite coalhado e salgado e carregá-lo como alimento durante a exploração do ouro nas Minas Gerais fez com que o gado leiteiro se adaptasse muito bem e transformasse o estado no maior polo queijeiro do País. As regiões do Serro, da Canastra e do Salitre têm seus produtos e feituras reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. E é bem nessa área que o café e o queijo acontecem em conjunto: afinal, tem queijo no Norte, no Nordeste e no Sul, mas por lá o café é muito mais consumido e não necessariamente plantado, já que é planta que funciona entre os trópicos.

“Sempre perto de uma fazenda de queijo aqui na Serra da Canastra tem uma de café”, explica Guilherme Ferreira, do queijo Capim Canastra. Hoje, há algumas propriedades que estão trabalhando ambos os produtos. “Primeiro se trabalha essa parte das características locais de ambos, o que é muito legal. E é curioso, pois em Minas o café da fazenda vem bem adoçado e aí tem o contraste com o salgado do queijo; é um jogo de sabores. Já em outras regiões a tradição de servir o café com um pedaço do queijo é menor mesmo”, explica Fernando Oliveira, da A Queijaria, projeto que valoriza o queijo e produtos nacionais. leia mais…

TEXTO Cintia Marcucci • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz