Café & Preparos

Encontros e workshops movimentam a programação da SIC 2025

Painéis, seminários e atividades práticas refletem a diversidade da cadeia cafeeira em debates sobre inovação, sustentabilidade e novos mercados


Palestras, reuniões técnicas e atividades práticas movimentam os espaços da Semana Internacional do Café (SIC) 2025 dentro da atração Encontros & Workshops – um dos eixos que mais refletem a diversidade da cadeia cafeeira no evento, que acontece de 5 a 7 de novembro em Belo Horizonte. A programação conecta produtores, torrefadores, baristas, cooperativas e especialistas em painéis voltados à inovação, sustentabilidade e negócios.

O ano dos canéforas
Este ano, os cafés canéfora se destacam entre as atividades em espaços como a sala Inteligência de Mercado, que promove encontros e debates sobre tendências globais, estratégias de mercado e sustentabilidade, e a Cafeteria Modelo, voltada ao conhecimento prático do cotidiano de uma coffee shop.  

No dia 6, às 17h, haverá o lançamento de clones de conilon de altitude. Apresentado pelo pesquisador Fábio Partelli, da Universidade Federal do Espírito Santo, os novos clones revelam a adaptabilidade, o vigor e a produtividade desta variedade de canéforas em altitudes elevadas. No dia anterior, Leandro Paiva, do Instituto Federal do Sul de Minas, faz uma abordagem profunda sobre a torra dos canéforas (dia 5, às 13h). “Falaremos sobre as diferenças de torra entre arábica e canéfora, mas o mais importante é frisar a diferença entre os clones de robusta e conilon”, explica Paiva. “As diferentes densidades e formatos dos grãos dos clones é que trazem uma diferença significativa para os processos de torra.” 

A diversidade de sabores desta espécie serão, ainda, descortinados na palestra “Apresentando a roda de sabores do canéfora”, fruto de um estudo, divulgado este ano por cientistas brasileiros, que identifica 103 descritores sensoriais para a espécie com o intuito de promover seu valor no mercado de cafés especiais. 

No dia 6, às 17h30, os robustas amazônicos são tema do “COP na SIC: Robusta, a força sustentável do café na Amazônia”, um encontro de mais duas horas que revela o protagonismo desses cafés na região norte do país. A programação reúne especialistas, pesquisadores e produtores que vêm transformando (e espalhando) o cultivo de canéforas na região em termos de qualidade, inovação e sustentabilidade.

Entre os destaques do encontro estão os painéis “Mercado e oportunidades para os cafés amazônicos” – conduzido por especialistas como o especialista em cafés especiais Silvio Leite, Aguinaldo Lima (Abics), Pedro Lima (Grupo 3corações) e Juan Travain, presidente da Associação de Produtores Associados da Região das Matas de Rondônia (Caferon) – e “Ciência e evolução dos robustas brasileiros”, que trata dos avanços em pesquisa, manejo e genética que têm redefinido o cultivo de canéforas no país. Deste último participam os cientistas Lucas Louzada (Mió Coffee Limited), Lívia Lacerda (UnB), Carlos Ronquim (Embrapa Territorial) e Enrique Alves (Embrapa Rondônia). O encontro ainda conta com o lançamento de um minidocumentário sobre os robustas amazônicos e encerra com degustação técnica e coquetel com produtos da Amazônia. 

Por uma cafeicultura mais sustentável
Durante os três dias da SIC (das 8h às 11h), o consórcio Ecoffee – iniciativa internacional de pesquisa pré-competitiva que reúne grandes empresas do setor, como illycaffè, Melitta e JDE Peet’s – promove três workshops para discutir sustentabilidade da cafeicultura, numa aproximação entre ciência e indústria. Os encontros serão restritos a convidados. “O objetivo deste workshop é atrair pessoas da área de sustentabilidade e promover a cooperação entre esses atores em torno da redução da presença de resíduos na cafeicultura”, diz Robert Weingart Barreto, fitopatologista da Universidade Federal de Viçosa, que lidera no Brasil as pesquisas do consórcio, criado em 2020 por iniciativa do Cirad, instituição pública francesa dedicada à pesquisa e à cooperação internacional em agricultura tropical. “Precisamos agir rápido para reduzir a dependência de insumos e tornar a produção de café realmente sustentável, em linha com as exigências cada vez mais rigorosas do mercado”, analisa Barreto. O pesquisador apresentará um diagnóstico sobre o uso de pesticidas na cafeicultura do Brasil, Vietnã, Nicarágua e México, além dos principais entraves e caminhos para reduzir sua aplicação.

Espírito colaborativo
Durante os três dias de SIC também marcam presença encontros que refletem o espírito colaborativo que move o setor, reunindo lideranças, produtores, jovens e mulheres em debates estratégicos sobre o futuro da cafeicultura. Na quinta-feira às 8h, o tradicional Encontro Internacional das Mulheres do Café — promovido pela IWCA Brasil — vai reunir profissionais de toda a cadeia para discutir desafios e conquistas que fortalecem o protagonismo feminino, enquanto às 15h, o Encontro dos Jovens do Café, em sua quarta edição, promoverá o diálogo entre novas gerações e o campo, estimulando a sucessão e a inovação na atividade. 

Já na sexta (7), às 8h, o Encontro Técnico ATeG abre a programação com foco em capacitação e troca de experiências entre técnicos e produtores atendidos pelo Sistema Faemg Senar (o evento é restrito a convidados). Das 13h às 14h30, a reunião do Departamento do Café da Sociedade Rural Brasileira trará, a convite da SIC e pelo segundo ano consecutivo, representantes dos principais elos da cadeia para discutir o rebranding dos cafés do Brasil sob diferentes perspectivas — da produção ao consumo. O encontro será mediado por Carlos Henrique Jorge Brando (P&A Marketing), e contará com Silas Brasileiro (CNC), Raquel Miranda (CNA), Vinicius Estrela (BSCA), Marcos Matos (Cecafé), Celírio Inácio da Silva (Abic) e Aguinaldo José de Lima (Abics). 

Workshops: de drinques com café a mercado emergente
Na Cafeteria Modelo & Barista Jam, patrocinada pelo Grupo 3corações, o público acompanha workshops práticos com baristas — como “Café em competição: sabores para um drinque campeão” (5/11, 10h30), “Matcha & café: sinergia no menu para aumentar vendas” (5/11, 15h30) e “Belo Horizonte na xícara: um papo sobre a cena local de cafés especiais” (7/11, 12h). 

No último dia da SIC, às 12h, três especialistas brasileiros, representantes internacionais da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), comandam o encontro “Oportunidades em novos mercados: China, Dubai e Singapura”, voltado a orientar produtores sobre caminhos para a exportação. A proposta é apresentar tendências, perspectivas e estratégias para ampliar a presença do café brasileiro em mercados emergentes. Antes disso, na quarta-feira (5), das 14h às 16h, cada um dos profissionais ministrará workshops específicos sobre exportação para os respectivos destinos. “A Semana Internacional do Café faz esse investimento com o objetivo de gerar mais oportunidades e ampliar o acesso a novos mercados, potencializando o comércio. São países com alto potencial de crescimento no consumo de cafés”, afirma Caio Alonso Fontes, diretor da Espresso&CO, uma das organizadoras do evento.

Outros grandes encontros
No dia 6, das 8h30 às 12h, o Sicoob e o Sebrae realizam o seminário “Sustentabilidade na Cafeicultura”, constituído por três painéis. O primeiro, às 9h30, aborda o “Impacto do reconhecimento de Indicações Geográficas (IGs) para os territórios”, com casos do Cerrado Mineiro, Matas de Rondônia e Canastra. Às 10h20, o segundo painel discute a “Contribuição da cafeicultura para o desenvolvimento econômico dos municípios”, com a participação de consultores e lideranças regionais, como prefeitos e representantes de conselhos municipais. Encerrando a programação, às 11h20, o terceiro painel destaca as “Contribuições do Sicoob e do Sebrae para a cafeicultura”, com especialistas das duas instituições apresentando iniciativas de apoio ao setor.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realiza no dia 7, às 11h, o painel “Diálogo global para promover os direitos fundamentais da cadeia produtiva do café”. O encontro apresenta experiências e aprendizados do evento de Cooperação Sul-Sul (SSC), programado para acontecer na semana anterior com representantes do Brasil, Colômbia e Uganda, e busca promover o diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores sobre o fortalecimento dos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho (PDFT) no setor cafeeiro. Além da exibição de um curta-documentário, o painel traz um debate quanto a desafios, boas práticas e papel da cooperação internacional na promoção de trabalho decente nas cadeias globais de café.

Semana Internacional do Café 2025
Quando: De 5 a 7 de novembro de 2025
Onde: Expominas – Belo Horizonte (MG)
Quanto: R$ 75 (para o dia 7) e R$ 150 (com direito aos 3 dias)
Mais informações: www.semanainternacionaldocafe.com.br

TEXTO Redação

Cafeteria & Afins

Casa Castanho – Salvador (BA)

A Casa Castanho Barra, como ficou conhecida, abriu as portas em 2024 como um espaço aconchegante, com varanda e quintal. A decoração privilegia plantas, paredes de tijolos e chão de brita. As cores terrosas, por todo o lugar, criam harmonia com os tons verdes. No interior da casa há, também, uma lojinha, que vende pacotes de café e garrafas de espumante.

Apesar de dispor de três ambientes com mesas, as filas de espera são frequentes nos horários de pico. Nossa equipe chegou por volta das 9h da manhã e esperou cerca de 20 minutos para poder sentar e fazer o pedido. O atendimento é um dos pontos altos do lugar. O cardápio é extenso e variado, com diversidade de cafés, bebidas geladas e opções alcoólicas para acompanhar o brunch.

Escolhemos um coado (150 ml) feito com grãos catuaí cultivados pela família Viana de Andrade nas fazendas São Bernardo e Santa Rita, na região baiana do Planalto da Conquista. No cardápio não estava especificado qual seria o método de extração e, ao ser questionado, o atendente explicou que seria feito em uma máquina automática, sem mais detalhes. A xícara apresentou acidez equilibrada, corpo aveludado e aroma leve de chocolate. Um café fácil de beber.

Para acompanhar, um tostado de parma e um sanduíche de lombo defumado. O tostado, de pão macio de fermentação natural, burrata e molho pesto, foi bem executado e apresentado, e combinou muito bem com o coado. Em contrapartida, o sanduíche de lombo deixou a desejar na apresentação. No sabor, a mostarda de Dijon acabou por ofuscar os demais ingredientes.

Como sobremesa, nossa pedida foi um espresso longo harmonizado com a rabanada com sorvete e caramelo. O espresso veio sem crema e subextraído, enquanto o pão da rabanada estava seco e sem textura, com uma quantidade exagerada de canela e açúcar por cima.

Entre altos e baixos, saímos da Casa Castanho com a sensação de que há pontos a serem ajustados. A disponibilidade de cafés especiais, por exemplo, é um ponto alto. Se eles forem mais bem extraídos, podem elevar a experiência.

Nossa conta: R$ 146,30 + taxa de serviço
Coado – R$ 9
Tostado de parma – R$ 39
Sanduíche de lombo suíno defumado – R$ 38
Café espresso longo – R$ 9
Rabanada com sorvete e caramelo – R$ 39

A equipe da Espresso visitou a casa anonimamente e pagou a conta.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Avenida Princesa Isabel, 48
Bairro Barra
Cidade Salvador
Estado Bahia
Website http://https://www.instagram.com/casa.castanho
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

Cafezal

Três em um: estudo redefine o café libérica e revela novas espécies

Por Cristiana Couto

Pesquisa liderada pelo botânico Aaron Davis, do Royal Botanic Gardens, em Kew, no Reino Unido, revela que o café libérica, anteriormente considerado uma única espécie, deve agora ser separado em três espécies diferentes.

Publicado em julho na Nature Plants, o estudo analisou dados genômicos combinados à morfologia e à distribuição geográfica das plantas de libérica, e acrescentou ao gênero Coffea duas novas espécies além do C. liberica: Coffea dewevrei (anteriormente conhecida como excelsa) e Coffea klainei. O gênero, agora, contabiliza 133 espécies.

Para Davis, chefe de pesquisa em café no Kew Gardens e referência mundial em pesquisa sobre origem, diversidade e futuro das espécies de café, salvaguardar o futuro da cadeia global de fornecimento do grão é desafiador, especialmente porque a maioria dos cafeicultores são pequenos e dependem de seu cultivo como principal fonte de renda. 

Embora a produção mundial de libérica e excelsa ainda seja pequena — menos de 0,01% do mercado global —, essas espécies vêm ganhando espaço em países da África e Ásia, sobretudo por sua resistência a altas temperaturas e períodos prolongados de seca, em um cenário de mudanças climáticas que ameaça especialmente o arábica.

“Libérica e excelsa têm potencial importante para o desenvolvimento da cafeicultura em áreas inadequadas para arábicas ou canéforas, particularmente as de baixas altitudes em climas mais quentes e úmidos”, afirmam os pesquisadores.

De acordo com o artigo, o sudeste asiático consome cafés libérica desde o final do século XIX e agora está “testemunhando seu renascimento, particularmente na Malásia, na Indonésia e em Fiji”. Já os cafés excelsa têm sido cultivados em Uganda, no Sudão do Sul e na Guiné, por sua tolerância a temperaturas mais elevadas e a períodos sem chuva se comparada ao canéfora. Na Índia e na Indonésia, sua produção também vem crescendo.

As análises do grupo de Davis mostraram que cada uma das três espécies tem distribuição geográfica particular e características agronômicas únicas. A espécie libérica (C. liberica) ocorre na África Ocidental (Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Gana e Nigéria) e se adapta a estações secas mais longas, suportando variações de precipitação.

A excelsa (C. dewevrei) cresce em regiões de clima mais variado na África Central (República Democrática do Congo, Camarões, Uganda e Sudão do Sul). É mais produtiva, com frutos menores e sementes semelhantes às do arábica, o que facilita o processamento e a torna uma alternativa aos canéforas em áreas quentes. Já C. klainei, a menos estudada das três, restringe-se a florestas da África Centro-Ocidental (Camarões, Gabão, Congo e Cabinda/Angola) e é geneticamente mais próxima da da espécie libérica.

Segundo Davis, esse “redesenho taxonômico” permite separar com clareza as características agronômicas, genéticas e climáticas das três espécies, abrindo caminho para avanços em programas de melhoramento do café e novas estratégias de cultivo. “O uso de qualquer uma dessas espécies em programas de melhoramento interespecífico com outras espécies pode ser promissor”, complementam os autores.

Ao mesmo tempo, o estudo expõe a urgência da conservação do gênero Coffea, já que aponta para a vulnerabilidade do café libérica devido à perda de habitat em grande parte de sua área de ocorrência natural.

TEXTO Cristiana Couto

CafezalMercado

Poços de Caldas realiza 1ª Festa do Café com concursos de qualidade e terroir

Evento é palco das premiações do 18º Concurso de Qualidade dos Cafés de Poços de Caldas e do 5º Concurso do Terroir da Região Vulcânica

Nos dias 18 e 19 de outubro acontece a primeira edição da Festa do Café de Poços de Caldas, um evento que celebra a tradição e a força da cafeicultura local. Entre os destaques da programação estão as premiações do 18º Concurso de Qualidade dos Cafés de Poços de Caldas e do 5º Concurso do Terroir da Região Vulcânica, que reúnem produtores e especialistas para reconhecer os melhores cafés da safra 2025 na região.

“Esperamos que o evento consolide todo o trabalho dos produtores, das prefeituras e dos parceiros para que a gente possa valorizar a cafeicultura de Poços de Caldas e região”, destaca Ulisses Ferreira, diretor-executivo da Associação dos Produtores de Café da Região Vulcânica. “A região vem crescendo muito e tem se desenvolvido, tanto na produção quanto no desenvolvimento de marcas e atendimento em cafeterias. Vivemos um momento muito importante e essa festa vem para coroar e consolidar todo esse trabalho”, conclui.

Quanto aos concursos, Ferreira cita o salto de qualidade e quantidade dos cafés, pois as edições deste ano receberam quase o dobro de amostras em relação ao ano passado. “Ficamos muito satisfeitos com a qualidade dos cafés campeões que serão anunciados no sábado, tanto no Concurso de Poços de Caldas quanto no da Região Vulcânica. Batemos recorde em pontuações, com cafés atingindo mais de 90 pontos”, detalha.

A programação do evento inclui ainda exposição de marcas, produtos e maquinários, degustações, workshops, leilões dos melhores cafés, atrações gastronômicas e apresentações culturais.

1ª Festa do Café de Poços de Caldas
Quando: 18 e 19 de novembro
Onde: Alameda Poços (ao lado do teleférico)
Mais informações: www.instagram.com/festadocafe_pocos_de_caldas/
Quanto: grátis

TEXTO Redação

CafezalMercado

SIC 2025 traz debates sobre inovação e sustentabilidade nos espaços DNA Café e Fórum Sustentável

Um dos paineis do Fórum da Cafeicultura Sustentável na SIC 2024 – Foto: Nitro/SIC

No coração da Semana Internacional do Café, o Simpósio DNA Café e o Fórum da Cafeicultura Sustentável prometem ser o epicentro das ideias que estão moldando o futuro do setor. Com o tema “Café em transformação: inovação, sustentabilidade e oferta do mercado global”, o evento, que acontece de 5 a 7 de novembro em Belo Horizonte, inaugura nesta edição a Arena SIC — um espaço aberto e integrado aos expositores, criado para aproximar marcas, produtores e profissionais dos grandes debates da cafeicultura.

A programação do Simpósio DNA Café, no primeiro dia, começa às 13h com o painel “Brasil e COP 30: mudanças climáticas, sustentabilidade e protagonismo global”, discutido pelos especialistas Marcos Matos (Cecafé), Fabrício Andrade (CNA) e Natalia Carr (Cooxupé). Em seguida, às 14h, o palco recebe Pavel Cardoso (Abic), Aguinaldo Lima (Abics) e Flavia Barbosa (Exportadora Guaxupé) para comentarem o “Mercado global em transformação: dinâmicas e caminhos”. 

O dia segue com o painel “Capital verde & ESG: uma oportunidade para o mercado de café”, às 15h30, com Felipe Vignoli (Nature Investment Lab), Daniel Baeta (Luxor Agro) e Luisa Lembi (BDMG). Às 16h30, a Arena SIC traz o debate “Agricultura 5.0: integração inteligente de tecnologias, dados e sustentabilidade”. O dia na Arena termina às 18h, com “O DNA do café do futuro: como a genética molda a cafeicultura”, que conta com a participação de Fabiano Tristão (Incaper), Eveline Caixeta (Embrapa), Gladyston Carvalho (Epamig) e Sergio Parreira (IAC).

No dia 6, a Arena SIC recebe a programação do tradicional Fórum da Cafeicultura Sustentável, criado em 2014, e que abre o dia com discussão sobre “Transição para uma cafeicultura regenerativa: custos para o produtor, viabilidade e balanço de carbono”, às 11h, com Eduardo Sampaio (GCP), Bruno Ribeiro (JDE), Victor Monseff (Ribersolo), Gabriel Dedini (Solidaridad) e Vinícius Figueiredo (GCP). Depois, às 12h, Thiago Machado (Ocemg), José Fidelis (Ocemg), Valdean Teófilo (Coocafé), Mariana Velloso (Expocacer) e Jacques Fagundes (Cocatrel) debatem o tema “Da terra à transformação: o valor ESG das cooperativas do café”.

Às 14h30, Luc Villain (Cirad), Daniel Frobel (Fazenda Mata do Lobo) e Jorge Pereira Souza (do Sítio Raízes da Floresta, no Acre) conversam sobre “Café e bioeconomia: novos caminhos para gerar valor com sustentabilidade”. Já o papo em torno do tema “Café carbono neutro: práticas, métricas e mercado” acontece às 15h45, seguido do tema “Gestão no campo: decisão com dados, ação com propósito”, marcado para às 17h. O painel “Gestão hídrica e energias renováveis na fazenda” encerra o dia, trazendo a experiência de Fabiane Carvalho (Consórcio Cerrado das Águas) e de Lucas Venturim (Fazenda Venturim). 

A Semana Internacional do Café 2025 é realizada por Espresso&CO, Sistema Faemg/Senar, Governo do Estado de Minas Gerais e Sebrae, e conta com apoio institucional do Sistema Ocemg, patrocínio oficial de Codemge e Governo do Estado de Minas Gerais, patrocínio diamante de 3corações Rituais, patrocínio ouro de Anysort e Sicoob e patrocínio bronze de Yara. Apoiam o evento Abic, Abrasel, IWCA Brasil, BSCA, Cecafé, Governo Federal, Sindicafé-MG e Banco do Brasil. O CaféPoint é a mídia oficial da SIC.

Semana Internacional do Café 2025
Quando: 5 a 7 de novembro
Onde: Expominas – Belo Horizonte (MG)
Mais informações e credenciamento: www.semanainternacionaldocafe.com.br 

TEXTO Redação

Cafezal

São Paulo ganha nova indicação geográfica de café

A IP Café Arábica da Nova Alta Paulista abrange 23 municípios e consolida o estado como polo de origens reconhecidas no país

O estado de São Paulo acaba de conquistar mais uma certificação de origem para o café – a Indicação de Procedência Café Arábica da Nova Alta Paulista, concedida nesta terça (7). 

A região da Nova Alta Paulista, localizada no extremo norte do estado, é formada por 30 municípios, dos quais 23 fazem parte da delimitação oficial da IG e agregam cerca de 1,2 mil produtores, segundo dados do Sebrae.

Com essa nova concessão, a Nova Alta Paulista torna-se a 19ª indicação geográfica de cafés brasileiros. A nova IP representa o último capítulo da expansão cafeeira que moldou o território e a economia do estado. Colonizada a partir do avanço das frentes agrícolas rumo ao interior, a região nasceu e prosperou com o café. Em sua tese Nova Alta Paulista, 1930–2006: entre memórias e sonhos, Izabel Castanha Gil afirma que a Nova Alta Paulista destacou-se como uma das principais regiões cafeeiras do estado nas décadas de 1950 e 1960. “O cultivo do café foi responsável por impulsionar o desenvolvimento econômico e populacional, estruturando a base agrícola e urbana de diversos municípios que se formaram a partir dessa atividade”, escreve a geógrafa.

Conheça os municípios da IP Nova Alta Paulista

Adamantina, Arco-Íris, Dracena, Flórida Paulista, Herculândia, Iacri, Inúbia Paulista, Irapuru, Junqueirópolis, Lucélia, Mariápolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Osvaldo Cruz, Ouro Verde, Pacaembu, Parapuã, Rinópolis, Sagres, Salmourão, São João do Pau d’Alho, Tupã e Tupi Paulista.

TEXTO Redação

O rei está nu

Por Celso Vegro

Em 1957, os economistas J. H. Davis e R. Goldberg, ao reconhecerem a estrita interdependência dos segmentos mobilizados para atender os sistemas de produção na agropecuária, cunharam o conceito de agribusiness, dividindo-o em quatro agregados (insumos, produção agropecuária, processamento e distribuição).

O conceito ganhou força no Brasil a partir da liderança do engenheiro agrônomo Ney Bittencourt, então diretor-presidente da Agoceres (sementes, nutrição animal e genética), ao criar a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Com a ampla adoção desse conceito, superou-se a repartição econômica clássica entre setores primário, secundário e terciário. Consolida-se, então, a percepção de que os sistemas de produção de alimentos, bebidas, fibras e energia compõem a matriz econômica brasileira enquanto um sistema produtivo integrado (contratualmente ou não), criando-se a partir dessa perspectiva novas estimativas sobre sua participação na criação de riquezas no país.

Fluxograma da cadeia produtiva do café. Fonte: SESSO, et al (2021)1.

Os quatro componentes que formam esse agronegócio comportam distintos atores econômicos com interesses que lhes são próprios, inclusive mutuamente contraditórios. Os segmentos a montante compostos por produtores de sementes/mudas, fabricantes de fertilizantes, combustíveis, defensivos, montadoras de máquinas e equipamentos e serviços financeiros possuem estrutura de mercado em que prevalece a concentração e a centralização do capital (oligopolização), ou seja, capacidade potencial de formar seus preços, ainda que possam, em períodos ocasionais, atuar competitivamente.

Adentrando a porteira, encontramos os responsáveis pela oferta física do produto: os cafeicultores. Trata-se do grupo mais numeroso de agentes econômicos dessa cadeia, contabilizando centenas de milhares de estabelecimentos rurais dedicados à lavoura. A conversão de todos os insumos mencionados em café – após o pagamento dos salários dos trabalhadores envolvidos na atividade e a amortização do crédito concedido – aporta à matriz econômica brasileira incremento líquido na renda nacional de, aproximadamente, R$ 15 bilhões (50% do total apurado pelo segmento)2.

A torrefação, a moagem e a solubilização, a exportação e a distribuição/consumo encerram o fluxo do produto dessa cadeia produtiva. Grandes agentes econômicos atuam neste capítulo, tendo destaque as cooperativas de produção de café, que oferecem equalização das margens praticadas pelo mercado e, ainda, garantem a adoção de padrões de sustentabilidade, qualidade e governança para todo o segmento.

Esse panorama demonstra a relevância do agronegócio café na composição do PIB brasileiro (aproximadamente 0,34% do PIB). Sua importância está em franca evolução diante do avanço da produção de conilon e robustas, encaminhando o Brasil, em futuro próximo, para o posto de maior produtor mundial também desta espécie.

Em agosto de 2025 foi empregada tarifa de 50% sobre as importações de café do Brasil para o mercado estadunidense, criando verdadeiro embargo às exportações para aquele país3. Em ato contínuo, a National Coffee Association (NCA)4, visando reverter a decisão governamental dos Estados Unidos em taxar o café brasileiro, divulgou estudo contabilizando que o mercado doméstico de café no país gira, anualmente, US$ 350 bilhões! Mais especificamente, para cada dólar de importação de café, ocorre efeito multiplicador na economia do país que alcança US$ 435.

Embora a metodologia de matriz insumo-produto empregada para o caso brasileiro e aquela utilizada pela NCA para a apuração do tamanho do mercado de café estadunidense não sejam comparáveis, a dimensão dos valores contabilizados em ambos os casos é chocante. A entidade norte-americana mensurou que o segmento contribui em 1,2% do PIB do país.

Por sua vez, representantes do segmento do café brasileiro, incumbidos de sensibilizar a autoridade comercial estadunidense no sentido de rever a taxa aplicada ao nosso café, sentiram-se prestigiados em seu esforço pela abertura de canais de negociação a partir da divulgação do estudo da NCA, e nele ancoraram suas expectativas de desfecho favorável ao segmento. Ainda que louvável, esse posicionamento deveria instar uma profunda indignação com essa desproporcionalidade que pauta a relação comercial entre os agentes econômicos das contrapartes do hemisfério americano6.

O café, que recebeu valor de US$ 1 (ou R$ 5,33, ao câmbio de 3/10/2025) após todo o trâmite – logístico, de recolhimento de impostos e de retenção de margem do exportador (ou seja, posto FOB porto) –, salta para US$ 43 (ou R$ 229,20) em seus múltiplos desdobramentos no mercado estadunidense.

Essa repartição absolutamente espúria do valor adicionado nessa cadeia precisa ser restabelecida em patamares menos escorchantes aos países produtores. Nesse contexto, é legítimo perguntar: qual a possibilidade de alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) 1 e 2 (respectivamente, erradicação da pobreza e fome zero) entre os 17 estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas?

Recentemente (24/09/2025), um evento promovido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), com apoio do Fórum Mundial de Produtores de Café (FMPC) e pautado pelo desenho de estratégias visando a prosperidade dos cafeicultores e o alcance das ODSs, ofereceu palestra do renomado Nobel de Economia Jeffrey Sachs,7 da Columbia University. Sua preleção centrou-se na argumentação de que, ainda que o café seja uma commodity vital para o mundo, muitas comunidades ainda padecem tanto por situação de pobreza multidimensional (econômica, de serviços sociais, discriminação de gênero etc.) quanto de ações/ferramentas para o uso sustentável da terra, uso este capaz de mitigar as mudanças climáticas/aquecimento global e promover a redução das desigualdades.

Não se trata, aqui, de divergir de tão eminente autoridade acadêmica, porém, é preciso despir-se da desfaçatez para uma correta interpretação da realidade e trilhar caminho civilizatório comum. Caso fosse obtida uma melhor partição do valor nessa cadeia – por exemplo, passando de US$ 1:US$ 43 para US$ 1,50:US$ 42,50, o impacto na redução da pobreza e a geração de prosperidade/sustentabilidade nos cinturões cafeeiros do mundo seria muitas vezes superior aos US$ 10 bilhões pleiteados pelo laureado Nobel para consolidar uma cafeicultura mais sustentável e mais próspera.

Essa concentração da riqueza na terça parte da cadeia produtiva demonstrada pela NCA não deve divergir em nada daquela capturada por outros mercados, como Canadá, Japão, Coreia do Sul e União Europeia. O desenvolvimento dos países produtores de café não será alcançado sem que as commodities produzidas (o café entre outras tantas) obtenham patamares menos injustos de remuneração. Todavia, ao não se vislumbrar esse cenário a longo prazo (pelos próximos cinco anos), resta concordar com os economistas latino-americanos, que, na década de 1950, formularam a teoria da dependência, em que o rompimento da relação desigual entre o Norte e o Sul só se daria por meio da industrialização acelerada.

Aderente a esse contexto está a fábula do rei nu. A produção do relatório da NCA trouxe um fato que nossos próceres da inteligência do agronegócio café evitavam, a todo custo, iluminar. Tomados pela vaidade por serem nascidos em berço esplêndido, são, de fato, cúmplices dessa construção de um mercado desigual, em que os perdedores são invariavelmente os cafeicultores e os países que buscam, na cafeicultura, trilhar seu caminho de desenvolvimento.


1 Sesso, P.P., Sesso Filho, U. & Pereira, L.F.P. “Dimensionamento do agronegócio do café no Brasil”. Cadernos de Ciência & Tecnologia. Embrapa, 38, 2, e26901, 2021.
2 Idem.
3 Ver a esse respeito:  https://www.cafepoint.com.br/colunas/cenas-e-fatos-do-agro/resposta-ao-embargo-239026/
4 A National Coffee Association (NCA), fundada em 1911, é a maior e mais antiga organização comercial dos Estados Unidos, representando empresas de café de todos os tipos e tamanhos, incluindo produtores, torrefadores, marcas e outras empresas responsáveis por 90% do comércio de café nos EUA. Adultos americanos bebem café diariamente mais do que qualquer outra bebida (além de água engarrafada), e o café sustenta 2,2 milhões de empregos no país – operando em todos os estados e territórios e contribuindo com quase US$ 350 bilhões para a economia americana todos os anos. Fonte: https://www.ncausa.org/Newsroom/Grounds-for-celebration-Americans-remain-committed-to-coffee  Acesso em 3/10/2025.
5 Traço marcante da construção social brasileira consiste na cultura da subserviência ou, como melhor formulou Nelson Rodrigues, a famosa “síndrome de vira-latas”. Tal mentalidade não se desvincula nem de nossos melhores quadros técnicos e empresariais no trato com os congêneres do norte desenvolvido.
6 Disponível em: https://www.usatoday.com/story/money/2025/04/10/coffee-tariffs-expensive/83029424007/  e https://www.caf.com/pt/presente/eventos/online-prosperidade-para-os-produtores-de-cafe-por-meio-de-planos-nacionais-para-a-sustentabilidade-do-cafe-com-base-nos-ods/ Acesso em 3/10/2025.
7 O economista liderou, em 2019, estudo sobre a problemática da economia cafeeira mundial em que, dentre diversas ações, propunha a criação de um Fundo Mundial do Café com US$ 10 bilhões em depósitos para implementação de um Plano Nacional de Sustentabilidade do Café. Ver: https://scholarship.law.columbia.edu/sustainable_investment_staffpubs/53. Acesso em 3/10/2025.

TEXTO Celso Luis Rodrigues Vegro é engenheiro agrônomo, mestre e pesquisador científico do IEA (Instituto de Economia Agrícola), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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Maringá ganha festival que celebra cafés especiais da região

Nos dias 11 e 12 de outubro, Maringá (PR) realiza seu primeiro Festival do Café Especial, para celebrar a cultura, a inovação e a qualidade dos cafés especiais da região. A programação reúne marcas, profissionais e apreciadores da bebida em dois dias de experiências, competições e aprendizado.

Idealizado pelo hub de experiências Grano e pela Rota dos Cafés Especiais de Maringá e Região, e co-realizado por Sebrae e Visite Maringá (instituto promotor do turismo local), o festival busca aproximar o público dos cafés especiais, além de mostrar o quanto Maringá e o estado do Paraná têm se destacado na cena cafeeira. 

“Nossa expectativa é que o evento seja um ponto de encontro entre marcas, profissionais e consumidores que compartilham a mesma paixão: o café de qualidade, com propósito e com história. Queremos que as pessoas provem, aprendam e se conectem com quem faz o café acontecer, do produtor ao barista”, conta Patrícia Duarte, presidente da Rota.

Entre os destaques da programação está a 2ª Copa di Grano, campeonato de cafés filtrados inspirado no Brewers Cup, e A Maior Cafeteria do Mundo, espaço que vai oferecer um cardápio de cafés e comidas servido por 28 empresas. 

O evento também terá oficinas e masterclasses tanto para iniciantes quanto para profissionais, além do Clube do Café, tradicional encontro mensal do setor na cidade que acontecerá em formato de roda de conversa, promovendo troca de experiências e debates sobre o futuro do café especial na região.

Festival do Café Especial
Quando: 11 e 12 de outubro
Horário: das 9h às 19h
Onde: Sebrae Maringá – avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, 1.116 – Maringá (PR)
Mais informações: www.instagram.com/festivalcafeespecial
Evento aberto ao público, com atividades pagas e gratuitas

TEXTO Redação

Mercado

SIC 2025 destaca premiações que valorizam a qualidade e a inovação do café brasileiro

A Semana Internacional do Café (SIC) 2025, que acontece em Belo Horizonte de 5 a 7 de novembro, será palco de algumas das mais importantes premiações do setor, reunindo iniciativas que reconhecem a excelência, a inovação e a diversidade do café brasileiro. Ao longo do evento, produtores, torrefadores, baristas e marcas terão seus talentos e esforços celebrados em diferentes frentes da cadeia cafeeira.

Entre as atrações, estão os campeonatos realizados pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA): o Campeonato Brasileiro de Barista, o Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits e o Campeonato Brasileiro de Latte Art, que colocam em evidência técnica, criatividade e paixão pelo preparo da bebida.

Premiação Campeonato Brasileiro de Barista

O setor industrial também terá espaço com reconhecimentos de peso, como o Campeonato Brasileiro de Blends de Café, organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), e o Prêmio Torrefação do Ano, realizado pela Atilla Torradores, que celebram a qualidade e a inovação no processo de torra e na criação de blends de excelência.

Já no campo da produção, um dos maiores destaques da SIC é o Coffee of the Year, que anualmente revela os melhores cafés arábica e canéfora produzidos no Brasil, colocando em evidência a qualidade da safra nacional. 

Premiação Coffee of the Year

O evento é sede também da premiação do Florada Premiada, iniciativa da 3corações, da Premiação Golden Cup, da Fairtrade Brasil, do Concurso NossoCafé, da Yara, e da 9ª edição do Concurso ATeG, do Sistema Faemg/Senar, que valorizam a origem, a sustentabilidade e a dedicação de milhares de produtores de café em todo o país.

Por fim, a criatividade e o design também marcam presença, com o Concurso Espresso Design, que reconhece embalagens e projetos visuais que se destacam pela inovação e impacto no mercado. 

Com essa diversidade de premiações, a SIC 2025 reforça seu papel como vitrine internacional do café brasileiro, valorizando a qualidade, a criatividade e a inovação que movimentam toda a cadeia produtiva.

A Semana Internacional do Café 2025 é realizada pela Espresso&CO, Sistema Faemg/Senar, Governo do Estado de Minas Gerais e Sebrae, e conta com Apoio Institucional do Sistema Ocemg, Patrocínio Oficial de Codemge e Governo do Estado de Minas Gerais, Patrocínio Diamante de 3corações Rituais, Patrocínio Ouro de Anysort e Sicoob e Patrocínio Bronze de Yara. Apoio de Abic, Abrasel, IWCA Brasil, BSCA, Cecafé, Governo Federal e Sindicafé-MG. A Espresso é mídia oficial.

Semana Internacional do Café 2025
Quando: 5 a 7 de novembro
Onde: Expominas – Belo Horizonte (MG)
Mais informações e credenciamento: www.semanainternacionaldocafe.com.br 

TEXTO Redação • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café

Mercado

Festival Café da Semana estreia na SIC como espaço da cultura de cafeterias

Ambiente conta com a exposição de mais de 30 marcas, além de conteúdos com especialistas na Cafeteria Modelo e apresentações de profissionais no Campeonato Brasileiro de Barista

A Semana Internacional do Café (SIC), que acontece de 5 a 7 de novembro em Belo Horizonte, ganha neste ano um novo ambiente de experiência: o Festival Café da Semana. Criado para aproximar marcas e consumidores, ao reunir cafeterias e microtorrefações, o espaço promete ser um dos destaques da edição 2025.

Além de apresentar as principais tendências e soluções para o setor em diferentes estandes, inclui atrações como a Cafeteria Modelo & Barista Jam, que simula uma cafeteria real e traz uma programação de conteúdos com especialistas do setor, e o Campeonato Brasileiro de Barista, onde profissionais de diferentes partes do país se apresentam em busca do título de melhor barista do Brasil.

Entre estandes tradicionais, mesas e balcões de ativação, o Festival Café da Semana conta com mais de 30 marcas, sendo algumas delas Daterra Coffee, Honey Coffee, Cafellow, Fazenda Venturim, Café Lobo do Serrote, Orfeu Cafés Especiais, 3corações, Pamella Coffees, Café do Futuro, Jutta Coffee, Café Elizabete, Cafeteria Dr. Coffee e Torrido Cafés Especiais. A proposta é abrir espaço para pequenos e médios negócios ganharem visibilidade ao lado de grandes players do mercado.

O ambiente se consolida como uma nova plataforma estratégica da SIC, reunindo conteúdo, experiências e oportunidades de negócios, ao proporcionar ativações de marca, lançamentos de produtos e conexão entre consumidores e empresas.

A Semana Internacional do Café 2025 é realizada pela Espresso&CO, Sistema Faemg/Senar, Governo do Estado de Minas Gerais e Sebrae, e conta com Apoio Institucional do Sistema Ocemg, Patrocínio Oficial de Codemge e Governo do Estado de Minas Gerais, Patrocínio Diamante de 3corações Rituais, Patrocínio Ouro de Anysort e Sicoob e Patrocínio Bronze de Yara. Apoio de Abic, Abrasel, IWCA Brasil, BSCA, Cecafé, Governo Federal e Sindicafé-MG. A Espresso é mídia oficial.

Semana Internacional do Café
Quando: 5 a 7 de novembro
Onde: Expominas – Belo Horizonte (MG)
Credenciamento e mais informações: semanainternacionaldocafe.com.br 

TEXTO Redação • FOTO NITRO/Semana Internacional do Café
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