Cafeteria & Afins

Atmosphera Mocca Coffee & Meals – Nova Lima (MG)

A fonoaudióloga Adriana Martins Gomes sempre teve dentro de si a vontade de ter um lugar próprio, onde os clientes pudessem desfrutar de momentos prazerosos, comer quitutes e até mesmo trabalhar. Com esse foco, depois de quinze anos de carreira, a mineira de Ipatinga decidiu pôr a mão na massa e realizar esse desejo. Viu então que um café seria o estabelecimento ideal para unir todas essas ideias.

Em fevereiro de 2016, em Belo Horizonte, foi inaugurada a primeira lojinha do Mocca Coffee & Meals, com apenas 50 metros quadrados. Apesar de pequena, o sucesso foi grande. Hoje, a rede conta com três casas, e a principal delas é a Atmosphera Mocca Coffee & Meals, em Nova Lima.

Com 250 metros quadrados, a cafeteria conta com ambiente descolado e confortável, ponto positivo para clientes que utilizam o espaço para estudar e trabalhar. Além disso, as tomadas espalhadas, o wi-fi disponível e os carregadores portáteis gratuitos ajudam os visitantes a se sentir em casa.

Cafés de diversos cantos

“Procuramos trazer sempre novidades para os nossos clientes”, diz Adriana sobre a rotatividade dos grãos utilizados. Além dos brasileiros, como o Mito Cafés Especiais, cafés de outros países entram no cardápio, que varia mês a mês.

Os baristas preparam as bebidas de acordo com o gosto dos fregueses, que podem escolher entre os métodos hario v60, aeropress, french press e clever. Para os amantes do tradicional espresso, a casa conta com uma máquina Astoria.

Para acompanhar o café, o cardápio sugere doces e salgados. Preparadas na própria casa, as opções mais procuradas são broa de fubá, tortas, salgados, sanduíches, e bolos de cenoura com chocolate e de aipim com coco fresco sem glúten. Se os clientes pedirem sugestões à equipe, há grandes chances de ouvir “o bolinho de churro é sempre uma ótima pedida”.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Alameda do Ingá, 16
Bairro Vila da Serra
Cidade Nova Lima
Estado Minas Gerais
País Brasil
Website http://www.facebook.com/moccacoffeebrasil
Telefone (31) 3656-7404
Horário de Atendimento De segunda a quarta, das 8h às 21h; quinta e sexta, das 8h às 22h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Barista

Campeonatos Brasileiros de Barismo serão no Rio de Janeiro

Para quem achou que os Campeonatos de Barismo seriam só no meio do ano, se enganou!

Teremos, sim, Campeonatos já no comecinho de 2019. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) anunciou, nesta sexta-feira (11/01), que de 7 a 9 de fevereiro o Rio de Janeiro receberá os Campeonatos de: Barista, Brewers (café Filtrado), Latte Art (desenho com leite no café) e Coffee in Good Spirits (drinque alcoólico com café).

Os competidores devem se inscrever no site da BSCA entre os dias 16 e 21 de janeiro. O local das competições ainda não foi informado. Para mais informações basta enviar um email para competicoes@bsca.com.br.

Os campeões no Rio irão representar o Brasil nos mundiais. Atente-se as datas: Campeonatos Mundiais de Brewers e Barista acontecerão de 11 a 14 de abril em Boston, Massachusetts (EUA), durante a SCA Expo. Já os Campeonatos de Latte Art, Coffee in Good Spirits e  Cup Tasters, ocorrerão de 8 a 10 de junho, em Berlim (Alemanha). O Campeonato Brasileiro de Cup Tasters ainda não teve a data divulgada!

Boa sorte!

TEXTO Redação

Café & Preparos

Revolução fermentada

Nos últimos tempos, cafeicultores do País passaram a fazer uso da fermentação, uma técnica tão velha como o próprio mundo, a fim de aumentar um bocadinho mais a acidez, os sabores e os aromas frutados do café. Esse caminho tem sido usado como forma de mudar o perfil sensorial da bebida – e elevar de 3 a 5 pontos a classificação do grão na Specialty Coffee Association (SCA) –, uma diferença e tanto na hora de vender a saca. “Só que lidamos com uma xícara mais intensa. Seu preparo e apresentação dependem sobretudo das cafeterias”, avalia Eliana Relvas, barista e consultora da área de café do Grupo Pão de Açúcar.

De forma natural, já acontece uma primeira fermentação quando o fruto ainda está no pé ou durante a secagem. A observação de Eliana é particularmente direcionada a essa segunda fermentação, chamada de positiva, induzida ou assistida. “É um ‘café novo’ no Brasil, precisa ser muito bem entendido para que não haja a entrega de uma bebida amarga ou azeda”, pondera. Os produtores colombianos já praticam essa técnica há mais de cinquenta anos, sem o objetivo de interferir no aroma e no sabor do café. Lá ela é aplicada para tirar a polpa rapidamente e evitar a fermentação ruim em clima muito úmido.

A análise de Georgia Franco de Souza, fundadora da cafeteria Lucca Cafés Especiais, em Curitiba (PR), harmoniza com a interpretação de Eliana Relvas. Para Georgia, além da responsabilidade do preparo nas lojas, o Brasil está construindo o perfil desse produto. “Por isso, o café fermentado não ocupa mais do que 30% das opções nas unidades do Lucca”, diz ela. Um deles, por sinal, com pontuação de 91,5, cujas sacas chegaram a R$ 55,5 mil cada uma, em leilão, é produzido pela Nunes Coffee, no Cerrado Mineiro. “O aroma tem frutas amarelas e papaya, notas de açúcar mascavo e acidez leve cítrica”, descreve.

No entanto, Georgia avalia que, de modo geral, o consumidor de cafés especiais ainda está apegado a sabores convencionais, como chocolate e caramelo. Por isso, uma xícara feita com grãos fermentados pode ser encarada como intensa demais ou enjoativa. “Mas a renovação surge para mudar horizontes”, comenta.

Não existe uma receita definida
Para entender esse processo desde o começo, a empresária decidiu fazer os próprios experimentos: um deles numa propriedade do Paraná, o outro no Cerrado Mineiro, com fermentação a seco. Nesse processo, conhecido como maceração carbônica – o mesmo que se dá na fabricação de vinhos –, as cerejas são colocadas em um tanque, sem oxigênio, e a fermentação proporciona o crescimento de leveduras, que vão interferir no aroma e no sabor. “Ainda vamos iniciar os testes”, diz.

“Não existe receita de bolo”, adverte o classificador Sílvio Leite, que também resolveu fazer os próprios testes no início do ano, na Chapada Diamantina, na Bahia. Ele ressalta que cada região tem seu clima, solo, altitude, “o seu terroir”, – e esse processo depende disso. Por essa razão, a fermentação natural (proporcionada por resíduos provenientes da digestão de micro-organismos, como ácido láctico e acético, que enriquecem o sabor e o aroma do produto final) tem se mostrado superior à dos experimentos com adição de leveduras de vinho, champanhe ou cerveja. Sílvio Leite comenta que já soube de produtores que adicionam baunilha, limão, leite ou Yakult para mudar o gosto da bebida. “Gente, isso é café!”, diz.

Estar disposto a encarar esse processo significa testar tempo e temperatura diferentes e correr o risco de perder grãos de qualidade. “Fermentação não é mágica nem faz milagres”, pondera Georgia. Mesmo ciente desses riscos, Leonardo Custódio, supervisor de qualidade da Fazenda Mantissa, no Sul de Minas, decidiu arriscar. Tudo começou em 2015, quando um punhado de café amontoado foi deixado próximo ao lavador. “O café que imaginei que estivesse estragado bateu 88 pontos”, lembra. Só tempos depois, ele concluiu que ali havia acontecido um processo involuntário de fermentação. História semelhante ocorreu com um agricultor da Serra do Caparaó (ES), ao deixar algumas sacas de plástico cheias de café cereja no campo, na sombra das árvores.

A partir daí, Léo foi entender o processo, agora completamente dominado. A técnica aplicada na Fazenda Mantissa consiste em deixar as cerejas por 34 horas no terreiro, transferi-las por mais sete dias para o terreiro suspenso e depois amontoá-las numa estufa por quarenta horas. Nesse meio-tempo, o café é revolvido. “Quando surgem aqueles mosquitinhos parecidos com helicóptero significa que os grãos estão com muito açúcar; quando eles somem é porque o açúcar se transformou em álcool”, explica. Esse é o sinal natural da fermentação desejada, além das medições técnicas de pH e temperatura.

Na última safra, das 6 mil sacas colhidas, de trinta a quarenta foram fermentadas. Segundo Leonardo Custódio, o preço do café fermentado no mercado chega a ser três vezes superior, mas a procura ainda é restrita. “O produto é visto como um ‘café visitante’ nas cafeterias”, diz. Para ele o gosto dos consumidores de café especial vai se ampliar muito nos próximos dez anos. “O grão fermentado vai ganhar com isso porque proporciona uma clareza nas notas de frutas”, comenta.

Aos clientes que têm receio de provar novos sabores, Ricardo Marques Rodrigues, da empresa Auma Café (Ânima é a marca no mercado) recomenda: “Café você experimenta, não enfrenta”, diz. Para ele, ainda vão surgir níveis mais consistentes de fermentação que deixarão a bebida “menos agressiva” na xícara, que é a sensação comum hoje. Mas o positivo, segundo ele, é que essa prática aponta como os produtores vêm se renovando. “Hoje se presta muito mais atenção nas tendências de mercado, na procura das microtorrefadoras, e isso é um grande passo”, afirma. Das 500 mil sacas produzidas pela Auma, apenas 0,1% é de grãos fermentados. “O produto é carimbado pelo mercado como exótico”, compara. Segundo ele, por enquanto, começaram a ser comercializadas cepas selvagens próprias para o café (encontradas em ambientes naturais e que não passaram por modificações), que prometem facilitar muito o trabalho de fermentação no campo. “Tem tudo para emplacar”, afirma.

Na comida e na bebida

Para alguns estudiosos, a fermentação natural é um processo tão essencial para a espécie humana como o controle do fogo. Afinal, foi a principal forma de evitar que a comida se estragasse antes do surgimento de latas, freezers e geladeiras. Essa técnica antiga de conservação, por meio da qual os alimentos são transformados por fungos e bactérias “do bem” – os resíduos da digestão de microorganismos são substâncias (moléculas aromáticas, ácido lático e acético e álcool) benéficas para a saúde e que enriquecem o sabor e o aroma do produto final –, passa por uma onda de revalorização nas mãos de profissionais da área de alimentação e de pessoas cada vez mais preocupadas em comer e beber algo mais natural, como kombuchas e kefires.

Um dos árduos defensores dessa técnica é Sandor Katz, autor de A Arte da Fermentação (Sesi-SP), conhecido como o guru dos fermentados. Segundo ele, na guerra da civilização moderna contra a bactéria – a pasteurização passou a ser empregada para evitar riscos na produção dos alimentos em larga escala –, foram eliminados microorganismos que fazem bem à saúde. Além dessa questão, para alguns críticos, a indústria percebeu logo cedo que as pessoas gostam do doce e do salgado, e por isso “infantilizou” o paladar dos consumidores, dificultando a apreciação do sabor mais intenso dos fermentados.

No entanto, pelo menos um terço de toda a comida produzida no mundo passa por processos de fermentação, como aponta o escritor americano Michael Pollan em Cozinhar – Uma História Natural da Transformação (Intrínseca). Café, chocolate, baunilha, vinho, cerveja, iogurte, molho de soja e missô são alguns desses alimentos.

As mais usadas no Brasil

Existem muitas formas de fermentação positiva de café. As mais comuns no País, de acordo com o pesquisador Leandro Carlos Paiva, da IFSULDEMINAS, em Machado (MG), são:

Maceração carbônica: quando grãos naturais ou cereja descascado são colocados dentro de um tambor, tanque ou saco plástico hermeticamente fechados. Nesse ambiente ocorre a fermentação anaeróbica, o que proporciona o crescimento de leveduras que vão produzir ácidos cítrico, láctico e acético e outras substâncias que interferem no aroma e no sabor do café. Via de regra, o resultado vai depender da quantidade de polpa e açúcar existente na maceração e da temperatura do processo de fermentação.

Dupla fermentação: a maceração carbônica é feita duas vezes seguidas para que sobressaiam os sabores frutados do café.

Aeróbica com água: os grãos são colocados em tanques abertos, com 30% de água, onde permanecem de 24 a 48 horas, e são revolvidos durante esse período. O final da fermentação é quando o pH alcança valores de 3,5 a 4, e a temperatura se estabiliza.

Aeróbica sem água: os grãos são colocados em tanques abertos, sem água, onde ficam de 24 a 48 horas, e são revolvidos durante esse período. O final da fermentação é quando o pH alcança valores entre 3,5 e 4, e a temperatura se estabiliza.

TEXTO Janice Kiss • FOTO Divulgação

Mercado

Alterações nos planos da Starbucks

A Starbucks passou por mudanças em seu comando, o fundador e antes CEO, Robert Schultz, deixou a frente da companhia nas mãos de Kevin Johnson, ex CEO da Microsoft que assumiu o cargo em abril de 2017 e gradativamente vem moldando os novos projetos da empresa.

Schultz visava para o futuro da marca algo além das tradicionais cafeterias conhecidas pelos clientes, a fim de ampliar o nome. Kevin, por sua vez, adota uma medida mais cautelosa, buscando maior disciplina financeira para a Starbucks. Seu antecessor tinha como meta a inauguração de mil lojas da “Starbucks Reserve”, onde os baristas fariam cafés mais caros usando técnicas mais modernas, além de 30 mega lojas “Roastery”, onde os funcionários também torrariam o café. Os dois projetos foram barrados pelo atual gestor. Segundo ele, as mil lojas eram apenas uma aspiração.

Apesar da discordância nos projetos, o porta-voz da empresa alegou que Johnson e Schultz se entendem e compartilham o desejo de um futuro próspero para a companhia. “Eles se falam com frequência, e Schultz disse que a empresa está em ótimas mãos sob comando de Kevin”.

Segundo a editora financeira americana, Dow Jones Newswires, a queda no tráfego de clientes nos últimos dois trimestres fez com que a companhia ligasse o sinal de alerta, investindo em novas bebidas, expandindo alcance da marca na China e fortalecendo ainda mais o atendimento ao cliente. As novas providências vêm trazendo resultados, visto que as ações da empresa subiram em 15% no último ano.

TEXTO Redação • FOTO Starbucks Brasil

Mercado

Suplicy Cafés Especiais opera o Work Café Santander

O Suplicy Cafés Especiais já tem novidades em 2019, com o Work Café Santander, que traz um conceito em atendimento bancário e já está de portas abertas em uma unidade em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.

O local conta com um espaço de coworking, horário de atendimento estendido, wifi gratuito e ilimitado, salas de reunião, mesas compartilhadas e sofás, além claro, do menu de comidas e blend exclusivo Work Café por Suplicy, servido em diferentes métodos de extração e bebidas à base de café.

Segundo o CEO do Suplicy Cafés, Felipe Braga, o Work Café é uma operação exclusiva, totalmente adaptada às necessidades do negócio, em um projeto que levou cerca de seis meses para ser implementado no Brasil, desde sua aprovação.

Correntistas do Santander terão 30% de desconto nos produtos da cafeteria. O modelo de agência-café deve expandir para mais unidades ao longo do ano.

Ficou curioso? Confira os endereços:

Work Café Santander
São Paulo
Av. Paulista, 2064 – lojas P31 e P32 / Cerqueira Cesar
Serviços de conveniência (cafeteria e salas de reunião): de segunda a sexta das 8h às 20h (dias úteis), sábado das 8h às 17h e domingo das 10h às 17h. Aos finais de semana as salas de reunião não estão disponíveis para reserva.
Rio de Janeiro
Av. Rio Branco, 115 – loja SS Jirau / Centro
Serviços de conveniência (cafeteria e salas de reunião): de segunda a sexta das 8h às 20h (dias úteis).

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Em campanha global, Nespresso lança curta com George Clooney

A fim de mostrar a devida importância de todas as partes do setor cafeeiro, a Nespresso apresentou sua segunda fase da campanha global com o embaixador da marca, o ator George Clooney.

Chamado de “Sério, George?”, o curta conta com a participação de produtores, agrônomos e especialistas de café, visando reforçar a relevância desses profissionais e o compromisso da empresa com a sustentabilidade. Assista abaixo:

As filmagens aconteceram em Los Angeles, nos Estados Unidos. A campanha já está disponível nas mídias digitais e boutiques da Nespresso desde o dia 5 de novembro. Todos os curtas da marca também estão acessíveis no site.

Mais informações: www.nespresso.com/br/pt/abusca

TEXTO Redação

Mercado

Nova fábrica da Nestlé chega ao México

No último dia 19, a Nestlé anunciou o investimento de US$ 154 milhões em uma nova fábrica de café na cidade de Veracruz, no México. O espaço terá capacidade para processamento de 20 mil toneladas de café verde por ano (cerca de 333 mil sacas de 60 kg).

O crescimento do café nos últimos anos fez com que a empresa buscasse novos investimentos, percebendo no México um grande potencial. De acordo com a editora financeira internacional dos Estados Unidos, Dow Jones Newswires, a nova fábrica empregará inicialmente cerca de 250 funcionários, com o objetivo de alcançar 1.200 pessoas , conforme crescimento. A Nestlé estima que a planta deva gerar de 2.500 a 12 mil empregos em plena atividade.

TEXTO Redação • FOTO Alexia Santi

Receitas

Tn grasshopper

Ingredientes
– 20 ml de creme de menta branco
– 35 ml de creme de cacau branco
– 50 ml de creme de leite fresco
– 35 ml de café filtrado na Chemex (sugestão de café: escolha grãos com bom equilíbrio e notas de chocolate e caramelo)

Preparo
Resfrie o café batendo na coqueteleira com gelo. A seguir, misture todos os ingredientes no recipiente e bata bem. Sirva em uma taça e decore com folhas de menta.

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Eduardo Scorsin

Barista

Personagens cafeinados

O mercado do café passa por transformação a todo o momento. Por trás disso tudo existem grandes nomes que arregaçaram as mangas e fazem acontecer. Para encerrar o ano, listamos cinco desses personagens, que de alguma forma contribuíram nessa trajetória.

Foto: Gui Gomes

Josiane Cotrim
Jornalista e alguns anos dedicados a Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA Brasil), entidade que ajudou a formar e desenvolver, que tem como meta valorizar e empoderar as mulheres que trabalham no ramo cafeeiro. “O empoderamento feminino contribuiu para a melhoria de vida da família e da comunidade. Vamos continuar perseguindo o sonho de um mundo de oportunidades iguais para homens e mulheres para que as famílias que vivem do café tenham vida sustentável. Afinal, onde tem café, tem sapato no pé”, afirma.

Foto: Eudes Santana

Lidiane Santos
É barista, professora e uma das principais figuras no desenvolvimento da cena do café no Recife. Buscou novos desafios e começou a praticar a arte da torra. Poucas coisas a encantam mais que servir uma boa xícara de café e proporcionar uma grande experiência para quem prova. “Amo ver como as pessoas se apaixonam por café. Meu desafio quando abri minha cafeteria era fazer as pessoas conhecerem mais sobre café, não só apertar botões”, completa.

Foto: Dhani Borges

Emílio Rodrigues
Já fez de quase tudo nessa vida e rodou por vários lugares pelo Brasil afora, mas uma coisa nunca mudou: o desejo de ensinar e aprender. Idealizador e proprietário da Casa do Barista decidiu que não seria suficiente abrir uma cafeteria sem que baristas tivessem uma formação adequada, e daí veio à ideia das aulas. “Eu gostaria que cada esquina tivesse uma microtorrefação, que os brasileiros tivessem em casa um moinho pequenininho, e pudessem fazer o café da forma que mais gostassem”, conta.

Foto: Alexia Santi

Renato Gutierres
Apaixonado por café desde muito jovem, foi quase inevitável não trabalhar com algo do gênero. Formado em propaganda e marketing, preferiu entrar de cabeça no mundo da bebida. Para ele, toda a cadeia cafeeira precisa ter mais conhecimento, desde os consumidores até os baristas e vê com bons olhos o café nacional. “Conhecer cafés de outros lugares é algo fantástico, mas não podemos deixar de olhar para o nosso mercado. Temos grãos de altíssima qualidade e complexidade”, considera.

Foto: Gui Gomes

Regina Machado
Formada em Biomedicina, seu amor pelo café falou mais alto. Decidiu abrir mão da profissão e se dedicar ao grão. Regina é mestre de torra e barista, e está há mais de dez anos no mercado. “Você precisa se dedicar ao café, ter vontade de estudar e ter disciplina. O café é muito exigente”, explica.

TEXTO Redação

Café & Preparos

Personalidades e seus métodos preferidos

O café é uma das grandes paixões nacionais, consumido e vendido em vários cantinhos. Na revista buscamos apresentar, na seção Doppio/Perfil, algumas personalidades que tenham uma relação com o café. Com a chegada do final do ano, resolvemos separar alguns personagens que passaram por nossas páginas queridinhas! Dá uma olhada.

Foto: Gui Gomes

Palmirinha
A cozinheira sempre gosta de dar uma incrementada e toques especiais que só ela sabe na bebida. “Gosto do café bem cremoso, se não fica na cremosidade que eu quero, bato um pouco de chantili e coloco por cima. Minha filha fala que eu gosto é de inventar moda.”

Foto: Gui Gomes

Maria Fernanda Cândido
A atriz é daquelas que preferem o cappuccino bem cremoso, mas não tira de seu repertório o tradicional coado. Maria não abre mão do café nem na hora da sobremesa, visto que o tiramisu é a sua favorita. Quem resiste a um docinho com café?

Foto: Gui Gomes

Eduardo Kobra
O artista espalha mensagens de amor e paz pelos muros do mundo inteiro.  Chegou a retratar, no Porto de Santos, carregadores de café na década de 1920. Além disso, Kobra é um exemplo de que não existe idade nem momento certo para se encantar com o café, visto que só o colocou em seu dia a dia recentemente. “Eu tenho muitas reuniões, e em diversos lugares. O café entra na minha rotina principalmente nesses momentos.”

Foto: Gui Gomes

Jout Jout
A jornalista e youtuber tem como primeira lembrança cafeinada sua melhor amiga na infância, que tomava xícaras e mais xícaras assistindo desenhos animados, já na adolescência o hábito de consumir o café foi reforçado pelo seu seriado preferido da época: Gilmore Girls. “As protagonistas tomavam café e eram descoladas. Eu queria ser como elas”, brinca. Após uma viagem à Itália, acabou trazendo de lá uma prensa, que mudou seu hábito de tomar café, embora ainda goste de dar uma turbinada na bebida com açúcar e leite, mania que praticamente herdou de seu pai.

Foto: Gui Gomes

Laerte
A cartunista gosta de acordar e já tomar um café. Nos últimos tempos vem tentando educar o seu paladar para abandonar o açúcar na bebida, “minha sobrinha me disse uma vez que, se você conseguir tomar uma sequência de oito cafés sem açúcar, seu paladar já se acostuma. Eu nunca passei de cinco”, revela.

Foto: Gui Gomes

Paola Carosella
Chef argentina renomada que já tem tanto tempo de Brasil que até adotou hábitos muito brasileiros, como iniciar seu dia com um café coado, optando por grãos de menor acidez.  “Não sou fresca com café como sou com outras coisas. Geralmente tomo café orgânico e vou variando os tipos”, conta.

TEXTO Redação • FOTO Gui Gomes
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