Quando um café faz toda a diferença…

Draft

Quem já foi ou vai com frequência à Nova York sabe que a maioria dos hotéis não oferece café incluído na diária. Quando existe a opção de café da manhã, o valor é geralmente exorbitante, o que leva muita gente a procurar algo para comer na rua logo cedo. E que falta faz um cafezinho! A gente só percebe quando fica sem…

Para aqueles que preferem fugir da onipresente Starbucks e tomar um café diferenciado em um ambiente inspirador, boas notícias! Há excelentes opções de cafeterias independentes ou pequenas redes espalhadas pela cidade; muitas com unidades próximas a hotéis interessantes, o que pode “resolver a vida” dos viajantes que assim como eu precisam de um bom café para começar o dia!

Confira abaixo sugestões de hotéis com boa relação custo-benefício e em cujas imediações ficam algumas das melhores casas de café de NY:

MIDTOWN
Ace Hotel – 20 West 29th Street

No coração de Midtown, o descolado Ace Hotel fica num edifício antigo totalmente renovado. Além de ótimos restaurantes, tem uma filial da cafeteria Stumptown (original de Portland) no lobby, que serve ótimos espressos. Nem é preciso sair do hotel para provar um excelente café!

MIDTOWN EAST
Pod 51 Hotel – 230 East 51st Street
Double Tree by Hilton Metropolitan – 569 Lexington Avenue

O Pod 51 é ótima opção de hospedagem econômica em boa localização. Com quartos diminutos (o nome já diz tudo: pod = cápsula) que podem ou não ter banheiro compartilhado, o hotel tem preços acessíveis, Wi-Fi grátis e atrai um público jovem. Pertinho dele fica o Double Tree by Hilton Metropolitan, muito procurado pelos brasileiros. Com estação de metrô na esquina e apenas quatro quadras da Quinta Avenida, é confortável e tem bom preço. E o cookie quentinho, servido no check-in, conquista qualquer mortal!

Ambos ficam a uma curta distância do Café Grumpy (dentro do Grand Central Terminal), que torra blends próprios in-house e é uma das cafeterias preferidas dos nova-iorquinos. Além de ótimos filtrados, tem também comidinhas deliciosas!

CHELSEA
Hôtel Americano – 518 West 27th Street

Hotel cool, com decoração minimalista e camas de tatame no coração do bairro. Tem iPad nos apartamentos, ótimos bares e restaurantes, e atrai um público moderninho. Perto dali ficam duas opções incríveis de café: o Blue Bottle Coffee no parque suspenso High Line (precisamente em cima da West 15th Street), aberto diariamente das 9h às 19h, servindo espressos e filtrados excelentes; e o Ninth Street Espresso, dentro do Chelsea Market, que desde 2001 serve cafés top de origens variadas, torrados em torrefação própria, no Brooklyn.

SOHO/NOLITA
The Bowery House – 220 Bowery Street

Da geração de hostels modernosos, o Bowery tem história pra contar: seus quartos espartanos com banheiros compartilhados seguem a estrutura antiga do prédio, que nos anos 1940 funcionou como hospedaria para soldados retornando da Segunda Guerra, que ali dormiam em “cabines” individuais. O hostel tem ambiente descontraído e um rooftop gramado, de onde se descortinam lindas vistas dos arredores. A localização é imbatível!

Próximos ficam a super charmosa Two Hands, com bons cafés e pratos gostosos e, na Lafayette Street, a La Colombe, uma das queridinhas da atualidade: com ambiente clean, é focada na experiência de se degustar um café de qualidade, mesmo que isso possa significar um serviço vagaroso para os mais apressadinhos!

*Maria Fernanda Brando é hoteleira, apaixonada por viagens, livros e café, e fundadora da TravelBox, empresa de consultoria para viagens e roteiros personalizados. Com mais de 25 países carimbados no passaporte, elabora roteiros independentes e criativos, para destinos ao redor do mundo. Para falar com a colunista: www.travelbox.com.br / contato@travelbox.com.br / (11) 99738-8089 / No Facebook: travelboxviagens

FOTO Divulgação

Francês sem frescura

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A coluna desta edição da revista Espresso foge, um pouco, da sua proposta original. Em sua estreia, me propus a apresentar, a cada edição, como cada chef, brasileiro ou não, busca trilhar seu caminho em busca de uma cozinha de caráter mais autoral, caminho este pautado por certas tendências culinárias.

A cozinha atual, aqui e praticamente no mundo inteiro, pressupõe a interrogação, a reflexão e a pesquisa de matérias-primas (principalmente locais), bem como a aplicação de novas técnicas culinárias para a consolidação deste novo momento gastronômico. No Brasil, esse movimento de chefs, jovens em sua maioria, foi apelidado pelo crítico gastronômico da Folha de S.Paulo, Josimar Melo, de “cozinha bossa-nova”, num esforço de nomear tal renovação da cozinha brasileira.

O chef Chico Ferreira, entretanto, vai na contramão desta tendência. Jovem como tantos protagonistas da cozinha bossa-nova, o cozinheiro buscou numa velha fórmula o segredo de seu sucesso. Com filas de espera diariamente na porta, o Le Jazz, do qual é sócio ao lado do jovem Gil Carvalhosa Leite, destaca-se no cenário gastronômico paulistano. “Quando optei por cozinhar, fiquei em dúvida de qual dos tantos modelos de cozinha seguir”, conta Ferreira. “Sempre me cansou esse universo de restaurante onde tudo é caro. Algumas cozinhas são muito bacanas, mas muito caras de se fazer, e a sua clientela se restringe aos ricos”, completa.

Assim, na via contrária à da cozinha de vanguarda, surgiu o Le Jazz Brasserie. Inaugurado no final de 2009, o Le Jazz foi inspirado nos bistrôs parisienses, cidade em que Chico Ferreira construiu sua prática culinária. A fórmula é simples, sem pompa ou circunstância: pratos franceses simples e baratos, servidos sobre jogos americanos de papel, ilustrados com ícones do jazz. O cardápio é povoado de ofertas clássicas, como moules et frites (mexilhões com batatas fritas), boudin noir (linguiças de sangue à moda francesa), filet au poivre (com pimenta e acompanhado de batatas fritas), cassoulet (cozido de feijão e carnes, servido aqui apenas nos fins de semana), escargots, terrines, quiches, omeletes. “Tentei reproduzir no Le Jazz meus pratos prediletos, o que eu comia em Paris”, conta o cozinheiro. Pois, em sua experiência na capital francesa, o cozinheiro não comeu, nem tampouco trabalhou, em restaurantes de alta gastronomia. “Em Paris, trabalhei num bistrô e percebi que não tinha nada em São Paulo parecido com aquela comida, aquela informalidade”, explica. “Foi assim que surgiu a ideia de montar um pequeno restaurante francês, que fugisse da nouvelle cuisine”.

O sucesso do Le Jazz não pode ser explicado apenas pela comida, descomplicada e bem-feita, mas por um conjunto de fatores. Ele vai na contramão dos preços, cada vez maiores, praticados pelos restaurantes paulistanos. Foge, também, de uma certa formalidade excessiva de muitos de seus salões: o Le Jazz é um lugar despojado, barulhento e agitado (além de apertado, no caso da matriz), como um boteco – ou um bistrô parisiense. Tem guardanapos de papel, água de graça e vinhos em taça. Bem diferente dos românticos (e caros) restaurantes fraceses, tradicionais na cidade. Há, ainda, o ponto, na movimentada rua dos Pinheiros, no bairro de mesmo nome. “Queria um restaurante numa rua que tivesse fluxo de pedestres, gente de bairro”, comenta Ferreira. E, para arrematar, tem a presença constante da dupla e um bom time. “Investimos muito na equipe. Meu subchefe entrou aqui lavando pratos. O crescimento do Le Jazz está muito relacionado a essas pessoas”, diz o cozinheiro. O sucesso gerou crescimento. Hoje, a dupla tem mais duas casas em São Paulo, no shopping Iguatemi e nos Jardins. “Durante algum tempo, muitos jovens cozinheiros almejaram esse universo da cozinha de vanguarda e seu glamour. Mas cabem dez Alex Atala em São Paulo?”, questiona Chico. Provavelmente não. Mas, com certeza, cabem ainda muitos restaurantes como o Le Jazz na capital paulista.

*Cristiana Couto é jornalista especializada em gastronomia e autoria de Arte de Cozinha – Alimentação e Dietética em Portugal e no Brasil (sécs. XVI-XIX), Senac São Paulo, 2007. (sejabemvinho.blogspot.com.br). Fale com a colunista pelo e-mail nacozinha@revistaespresso.com.br

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Eles passarão, eu cafezinho

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A língua está em constante mudança e as palavras sempre em processo de evolução. Assim como o café também. Alguns vocábulos caem em desuso, assim como alguns métodos de preparo ganham releituras. A estruturação e a origem das palavras e dos hábitos têm vida. É disso que vou falar hoje.

Pois bem, o café chegou aqui em 1727, com o senhor Francisco de Melo Palheta, que introduziu as primeiras mudas no Brasil. Desde então sabemos que a história desse grão não pode mais ser dissociada da história do País. Mas quando será que a primeira pessoa disse: “Aceita um cafezinho?” ou “Vamos tomar um cafezinho?” Difícil de saber. O que realmente sei é que essa simples pergunta define muito o nosso modo de pensar o café.

Voltemos para os dias atuais, ao início dos anos 2000, quando o conceito de café especial começou a ser divulgado no Brasil. Muitos artigos sobre o tema passaram a ser escritos, empresários abriram seus negócios de cafeterias e torrefações especializadas; o varejo passou a olhar com outros olhos para esse produto. O “cafezinho” então ganharia ares mais modernos. Mas como fazer com que esse produto fosse mais valorizado se ele era só um “cafezinho”?

Questionei isso logo que comecei a escrever sobre café. Em um rompante baixei um decreto na redação: é proibido o uso da palavra “cafezinho” nas publicações. Não dessa forma assim, antidemocrática, mas foi quase uma imposição mesmo: vamos escrever sempre “café”. Nada de “pretinho básico” ou “cafezinho gourmet”. Por que usá-lo de forma tão pejorativa? Pensava eu. A defesa sempre foi: vamos exaltar, quase dizer, cafezão (exagerando bem). Temos que fazer com que as pessoas entendam esse produto como ele é. Na época, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou até o personagem: Super Café. Ele voava pelos cafezais, passava por dentro das casas e falava que o café é muito saudável para todas as idades.

Enfim, anos se foram e as pessoas continuaram a me chamar para um “cafezinho”. Os cafés melhoraram muito. A qualidade do que temos hoje é infinitamente superior. Mas, realmente, o meu decreto foi em vão. Joguei a toalha. O filtrado ainda continua sendo café passado. O café vai ser sempre o cafezinho.

Para não ficar tão chateada, fui atrás do significado da palavra. Por que na língua portuguesa usamos tanto o diminutivo? Será que é um recurso usado em outras línguas? Sim, é. Mas somos únicos nesse exagerozinho, eu acho. O uso do diminutivo está ligado, muitas vezes, diretamente ao afetivo, carinhoso, sentimental, de ternura. Aquilo que é nosso, que está, segundo o escritor Luís Fernando Veríssimo “perto de nós, de aconchego, familiar, à mão, é o da gente”. O café é isso tudo.

Como desvincular toda essa história de amor pela bebida e passar a chamar de forma sisuda o café de todo o dia? Difícil. Porém, mesmo voltando atrás na língua falada, ainda quero reforçar que vocês não encontrarão tão facilmente o “cafezinho” nessas páginas. Talvez eu nunca tenha escrito tantas vezes essa palavra. Afinal, a palavra escrita não tem toda aquela inflexão da voz carinhosa de quando convidamos alguém para uma tarde de conversas regadas a café. Mas eu sei que, mesmo com a evolução da língua, não deixaremos de usar o nosso “inho”. Em Minas Gerais a história é até mais amorosa. Virou “cafezim” que vem sempre acompanhado de um “docím” e de uma “prosinha”.

Mas o que eu quero mesmo é que, cada vez mais, possamos tomar cafezinhos melhorzinhos por aí. E lembrando Mário Quintana, com seu Poeminha do Contra, de 1978, peço licença ao poeta para adaptar o famoso trecho “Eles passarão, eu passarinho”. Para brincar com aquele café que a gente sempre vai passar e que sempre será o nosso queridinho: “eles sempre passarão, e, nós, por que não? Cafezinho, por favor”.

*Mariana Proença é jornalista. Em 2006 assumiu a direção de conteúdo da Revista Espresso e, meses depois, o café já virou uma paixão que dura até hoje. Nesta coluna ela aborda diversos temas e experiências sobre a profissão barista. Fale com a colunista: mariana.proenca@cafeeditora.com.br

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Grandes mistérios: onde está o meu (preencha aqui)

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Acho que a frase que eu mais ouvi na infância foi algo como “estava aqui, bem debaixo do seu nariz!”. Ou talvez tenha sido “se eu for aí e encontrar, vou esfregar na tua cara!”. O contexto era o mesmo: derrotado pela minha incapacidade de achar qualquer coisa, especialmente nos momentos em que eu mais precisava delas (por exemplo, a lição de casa, quando já atrasado para o colégio), eu apelava para as instâncias superiores: minha mãe.

(Pausa para um parêntese: creio que os pais são a instância superior de todas as crianças, um misto de STF, Presidência da República e Congresso Nacional, tudo somado – com a diferença que eles trabalham sete dias por semana, 24 horas por dia. Eles resolvem dúvidas importantes como “posso comer isso aqui ou está estragado?” e “qual melhor caminho até a casa de …” para crianças de todas as idades.)

Quando criança, eu inventei um utensílio invisível a que só eu tinha acesso chamado Sacola do Cheiro. Ela ficava sempre no mesmo canto do meu quarto – se eu perdia objetos visíveis, imagine os invisíveis. Quando precisava (perdi meu boletim!), ia lá, “pegava” a Sacola do Cheiro (que era mágica, lógico) e a abria. De dentro dela, saía um odor verde – crianças adoram sinestesias, mesmo que só aprendam que existe uma palavra para “misturar sensações” dali a muitos anos- que eu deveria seguir. O cheiro mágico me guiaria, infalivelmente, até o objeto perdido, mesmo que isso significasse passar o dia desarrumando e arrumando meu quarto. Se porventura a “infalível” Sacola do Cheiro falhasse, o STF chamado “mãe” resolveria a questão em menos de dois minutos.

Hoje, adulto, ainda acredito em coisas invisíveis (o bóson de Higgs pode ser considerado invisível, certo?) e, infelizmente, ainda perco ao menos uma coisa por semana. Dizem que se você não pode vencê-los, junte-se a eles, então minha vontade é de montar um ranking, tipo o da Fifa, e ver no final do ano quem é o campeão. Imagino a emocionante parcial de outubro, por exemplo, com o bilhete único e a chave de casa empatados com 13 pontos, mas a carteira -com todos os documentos dentro- se aproximando, como quem não quer nada, e já amealhando 11 pontos.

Pois virei adulto, deixei a casa de meus pais para trás e o problema, é claro, veio comigo no caminhão de mudança, provavelmente espremido entre um controle remoto que sumiu na comemoração de algum gol da Copa de 1994 e a única lição de casa da sétima série que eu não deixei para fazer de última hora (procrastinação, essa praga da humanidade). Pior: agora não tenho STF familiar por perto para apelar, nem irmão mais novo para culpar (transferência de culpa, essa outra praga da humanidade).

A única coisa que lamento realmente ter perdido é a minha Sacola do Cheiro (“minha”, porque desconfio que cada um tenha a sua, ainda que com outro nome). Nunca mais a encontrei. Caso você a encontre por aí, por favor, escreva para mim. Ela é invisível, mas tem o inconfundível cheiro de infância.

*Pedro Cirne é chefe de reportagem do UOL Notícias. Fale com o colunista pelo e-mail aftertaste@revistaespresso.com.br

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Receitas

Tiramisu

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Ingredientes
• ½ litro de creme de leite
• 500 g de mascarpone
• 5 colheres (sopa) de açúcar
• 5 gemas
• 2 colheres (chá) de licor Amaretto
• 3 colheres (sopa) de rum
• 2 caixas de bolacha champanhe
• café forte a gosto.

Preparo
Bata o creme de leite em uma batedeira até que adquira uma consistência firme e reserve. Ainda na batedeira, junte o açúcar e as gemas até a mistura ficar bem aerada e o volume dobrar. Misture na mão o rum, o licor e o mascarpone até que fique homogêneo. Combine as três misturas delicadamente incorporando tudo. Umedeça as bolachas no café forte, rapidamente para que elas não se quebrem. E vá alternando ao colocar na travessa, camadas de creme e de bolacha até preencher a travessa, e deixando o creme por cima. Leve à geladeira por 4 horas e decore com chocolate em pó ou raspas de chocolate ao servir.

Rende 15 porções.

(Receita originalmente publicada na Espresso#26)

FOTO Rogério Voltan • RECEITA Jean et Marie (www.jeanetmarie.com.br)

Mercado

Nespresso lança novo café e taça para degustação

, , , , Na última terça-feira (21/10) a Nespresso realizou, em São Paulo, um evento gastronômico, o Nespresso Coffee Dinner, para apresentar seus novos lançamentos, o café Maragogype Reserva Especial e a taça de degustação Reveal, desenvolvida pela marca Riedel Crystal. O jantar foi elaborado pelos chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo, que criaram pratos com o intuito de harmonizar com o sabor do novo grão. A variedade Maragogipe, descoberta em 1870 próximo da cidade brasileira de mesmo nome, na Bahia, é conhecida por sua mutação natural, perceptível no tamanho avantajado e com variações da cor verde a marrom claro, e foi apelidada de “grão elefante”. Os grãos utilizados para compor o blend da Nespresso são provenientes do México, da Nicarágua, da Guatemala e da Colômbia. De acordo com informações da marca, o café mexicano e nicaraguense foi torrado junto e por mais tempo para aperfeiçoar as notas suaves e arredondadas. Em contrapartida, os grãos colombianos e os guatemalenses foram torrados juntos por um curto período de tempo para produzir um toque final frutado. Reveal-Collection-Intense-Glass-01 A taça de degustação tem como objetivo desenvolver o potencial aromático da bebida. Feita em cristal, tem proporções consideradas ideais para revelar as nuances dos Grands Crus da marca. Possui diâmetros distintos, sendo o mais estreito para os cafés intensos e o mais largo para as bebidas equilibradas. Com isso, a Nespresso espera revelar as diferentes propriedades de cada perfil. Devido ao número limitado, o Maragogype Reserva Especial está disponível para compra apenas pelo www.nespresso.com, aplicativo mobile (disponível para iPhone, iPad e Android) e 0800 7777 737, por R$ 40 o sleeve (embalagem com 10 cápsulas). Já as taças Reveal estão disponíveis em todos os canais do Nespresso Club (Boutiques, internet, 0800 e aplicativos mobile), pelo valor de R$ 140 o par. Mais informações: www.nespresso.com

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

Barista

Dani Capuano – L’ arbre à Café, Paris (FR)

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Desde 2012 morando na Cidade Luz, Paris, a barista e agente de marketing da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) na Europa, Dani Capuano é cosmopolita. “Já morei na Inglaterra, Irlanda e agora na França, mas já fui para diversos países para trabalhar, como Noruega, Bélgica, Itália, Coreia do Sul, Japão e até Coreia do Norte”, diz.

Dani conta que o reconhecimento da profissão no país onde está é o mais gratificante. “Aqui os franceses têm uma expressão que eu adoro, que é métier de bouche, que significa trabalhar na área de comidas e bebidas e o respeito que eles têm por quem pratica essas profissões é lindo. E no Brasil não vejo muito esse respeito por alguém que trabalha atrás de um balcão. Por outro lado, o brasileiro é muito mais criativo e acho que por não termos tradições e rituais tão fortes e antigos, somos mais abertos e ousados em relação à conceitos, combinações, posturas, etc”, diz.

Ela acredita que a cena do café tem evoluído constantemente em Paris. “Quando eu cheguei aqui haviam quatro lugares para se tomar bons cafés. Hoje têm mais de 15 e eles não param de inaugurar novas casas. Torrefações artesanais surgiram, as pessoas estão se interessando mais pelo produto, origem, produção e preparo. A mudança é visível”.  Um de seus objetivos na profissão é fazer com as pessoas conheçam melhor o universo do café para que possam apreciá-lo ainda mais. “Quero mudar a imagem do café. De um cafezinho para um produto que envolve tempo, clima, muitos profissionais, atenção. E que por isso merece respeito e pode custar caro, para remunerar bem toda essa cadeia produtiva. Como eu vou fazer isso eu não sei, mas com certeza não estou sozinha”.

TEXTO Amanda Ivanov • FOTO Divulgação

Receitas

Granita

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Ingredientes
• 50 ml de suco natural de melancia
• 50 ml de suco natural de morango
• 3 colheres (chá) de açúcar
• 12 pedras de gelo
• 40 ml de água

Preparo
Faça os dois sucos adicionando açúcar. Depois bata o gelo com a água no liquidificador. Acomode o gelo batido em um copo e em seguida acrescente os sucos. Decore com pedaços de melancia e morango. Rende 4 porções.

(Receita originalmente publicada na Espresso#26)

FOTO Rogério Voltan • RECEITA Alex Pereira

Receitas

Marzipã Café

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Ingredientes
• 1/2 xícara de creme de leite fresco
• 3 a 4 biscoitos amaretti
• 85 g de marzipã
• 7/8 de xícara de leite desnatado
• 1/2 xícara de café frio
• 2 bolas de sorvete de baunilha

Preparo
Bater o creme de leite no mixer ou na batedeira até ficar cremoso. Enquanto isso, quebrar os biscoitos em pequenos pedaços. Juntá-los ao creme, separando uma parte dos biscoitos para depois. Cortar o marzipã em pedaços e dissolvê-lo junto ao leite quente até que se torne uma mistura homogênea. Acrescentar o restante do leite, o café e o sorvete. Bater até se tornar areado. Servir a mistura no copo e colocar por cima o creme de leite. Adicionar o restante dos biscoitos.

Rende dois copos.
Preparo em 10 minutos.

(Receita originalmente publicada na Espresso #19)

FOTO Cia de Foto • RECEITA Cléia Junqueira

Cafezal

Fazendas Portal da Serra e Guanabara – Ibiraci (MG)

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Engana-se quem pensa que agricultura é uma ciência exata. Sim, há os momentos em que as dosagens dos adubos e as distâncias entre os pés têm de ser precisas, dias em que é necessário fazer gestão de custos, controlar milimetricamente a umidade dos grãos no terreiro, além da incerta previsão de produtividade de cada planta. Um balaio de cálculos aqui e ali. Nas fazendas Portal da Serra e Guanabara, localizadas em Ibiraci (no Sul de Minas Gerais), os números, no entanto, perderam importância. A intuição, a sensibilidade e um ânimo singular para produzir cafés de qualidade movimentam o dia a dia das propriedades da família Wolff.

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O início dessa história é recente. Elisa Wolff, 55 anos, mãe de quatro rapazes, esposa de um coronel da Aeronáutica, já morou em mais de dez cidades, já venceu um câncer, já passou por muito nessa vida e queria apenas um pouco de paz. “Queria um pedacinho de terra agora que o Umberto [marido] ia se aposentar”, explica. Sorte dos apreciadores de café. Há cerca de quatro anos, ela e seu marido esbarraram na cidadezinha de Ibiraci, povoada por 12 mil habitantes, muitos deles vivendo do café. Os pais de Elisa já moravam por ali e seria bom estar por perto. Primeiro veio a Fazenda Portal da Serra, cujo cafezal andava sofrido. Para quem não tinha pretensões, parecia mais do que suficiente.

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Nem tanto. Entre os quatro filhos, há um rapaz obstinado, saído havia pouco da Marinha, após 10 anos navegando por lá. Hugo Wolff, 30 anos, é jovem, mas maduro, sério, focado, gentil. E visionário. Percebeu que havia um potencial, um algo a mais que poderia ser explorado, que poderia ser interessante para a família, para o negócio, para a natureza. O pai, Umberto, coronel recém-aposentado na Aeronáutica, administrador experiente, embarcou na proposta de Elisa e de Hugo, e os três mergulharam na fazenda.

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E assim a família vai caminhando. Além das sacas vendidas para o Coffee Lab, os grãos das fazendas podem ser encontrados também em casas de Belo Horizonte, Londrina, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. E eles seguem buscando outras cafeterias, restaurantes e empresas que tenham interesse em ter um “café com alma”. “Queremos fazer café com artesanalidade, como joia. É trabalhoso, mas é uma forma de respeitar a natureza, preservando a fauna, a flora, as nascentes”, explica Umberto. “Nossa ideia é deixar um legado. O que levamos dessa terra? Nada. Mas podemos deixar algo.”

(Trecho da matéria “Lavoura em foco”, publicada na seção Fazendas, da Espresso#41. Leia a matéria completa na revista)

FICHA TÉCNICA
Fazendas Portal da Serra e Guanabara
Localização Ibiraci (MG)
Região limítrofe entre Cerrado Mineiro, Sul de Minas e Mogiana Paulista
Altitude média 1.235 m a 1.267 m
Extensão do cafezal 28 hectares / Portal da Serra (12 ha) / Guanabara (16 ha)
Número de cafeeiros 87 mil plantas (37 mil, Portal da Serra, e 50 mil, Guanabara)
Colheita manual (derriça) e mecanizada
Processamento natural
Secagem pátio e terreiros suspensos
Porcentual dos tipos 100% arábica
Variedades catuaí vermelho e mundo novo
Mais informações www.wolffcafe.com.br

TEXTO Giuliana Bastos • FOTO Érico Hiller