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Exposição itinerante quer mostrar “compromisso e amor” de cafeicultores brasileiros por trás das fotografias
“BRASIS Cafés de Origem” percorre sete cidades produtoras do Sudeste com fotografias das Igs de café do país; degustação e bate-papo com produtores abrem a ação
“BRASIS Cafés de Origem” chega nesta quinta-feira (23) a Carmo do Paranaíba, no Cerrado Mineiro, uma das sete cidades do Sudeste do país a receber a exposição itinerante de fotografias de indicações geográficas de café brasileiras.
Com o propósito de celebrar o trabalho dos cafeicultores e o valor dos grãos nestas áreas de origem, a mostra, criada em parceria com a Pink Produções, combina imagens do fotógrafo Marcelo Coelho e textos técnicos de Juliano Tarabal, diretor-executivo da Federação de Cafeicultores do Cerrado Mineiro. “A ideia dos textos que acompanham as fotos é explicar os valores e diferenciais de cada região, para promover as nossas Igs de café”, diz Tarabal.
A exposição reúne cerca de 30 imagens produzidas para o livro A Revolução do Café Brasileiro – Regiões com Indicação Geográfica, e já passou pelas cidades de Franca (SP) e Guaxupé (MG). O próximo destino é Viçosa, nas Matas de Minas, onde permanecerá de 6 a 18 de maio, seguida pelos municípios capixabas Guaçuí, Venda Nova do Imigrante e Linhares.
Em cada cidade, a abertura da mostra inclui degustação de cafés e painel com produtores locais. “Os produtores dão depoimentos de como estão se envolvendo nesse trabalho coletivo de promoção das regiões de origem”, explica Tarabal.
Bem mais do que palavras
Em 2024, ao registrar imagens das então 14 indicações geográficas para o livro A Revolução do Café Brasileiro, lançado na SIC (Semana Internacional do Café) daquele ano, Marcelo Coelho percebeu que o café brasileiro é “uma soma de territórios profundamente distintos” e um vetor “real” de desenvolvimento.
“A cafeicultura leva prosperidade para regiões distantes dos grandes centros, e se conecta com temas contemporâneos importantes, como sustentabilidade ambiental e diversidade humana, refletindo um Brasil plural”, analisa.
A expectativa do fotógrafo é que os visitantes vislumbrem, por trás das paisagens que produziu, histórias de cafeicultores que carregam “gerações de conhecimento e de dedicação”. “Existe ali um nível de compromisso e amor pelo que fazem que é difícil traduzir em palavras”, resume. “Se o visitante sair da exposição enxergando o café como uma expressão cultural, humana e territorial — e entendendo o nível de excelência que o Brasil já alcançou, inclusive com reconhecimento internacional —, então acredito que o trabalho cumpriu seu papel”, acredita ele.
BRASIS Cafés de Origem
Quando: de 23 de abril a 2 de maio (de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h)
Onde: Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Lazer e Esporte
Quanto: entrada grátis





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