Empresas investem em tecnologias para digitalizar processo de classificação do café

Os dias de especialistas reunidos em uma sala fechada para degustar café e classificar grãos quanto à cor, aroma e sabor podem estar contados. Uma empresa israelense desenvolveu um aparelho portátil capaz de escanear grãos para determinar a qualidade. A máquina, que funciona com inteligência artificial, precisará de um humano para inserir os parâmetros de qualidade primeiro, mas, depois disso, será capaz de classificar o café antes mesmo de ser torrado.
A empresa concluiu um programa piloto com a Carcafe, divisão colombiana da Volcafe, uma das maiores tradings de café do mundo. Uma transição para os computadores transformaria a maneira tradicional como o café é classificado por humanos.
Os avaliadores Q-Graders, da ICE Futures US, em Nova York, realizam a trabalhosa tarefa de determinar a qualidade e o valor dos grãos de café recebidos pela Bolsa. As tradings e torrefadoras também costumam ter seus próprios avaliadores de qualidade.
A degustação é um processo complicado, não muito diferente daquele realizado pelos sommeliers de vinho. Os Q-Graders pesam o café e o moem em uma xícara. Sentem o aroma do pó seco, anotando a fragrância. A água aquecida a 93 graus celsius é derramada sobre a borra e os avaliadores sentem o cheiro do café úmido.
Após 4 minutos, a crosta que se forma na parte superior da xícara é rompida e a borra e a espuma são removidas. Depois de esperar 15 minutos para o café esfriar, a bebida é sorvida em uma colher.
“É o humano que estabelece a parte sensorial. Você precisa ensinar ao robô o que fazer”, disse Oswaldo Aranha Neto, veterano da indústria do café que acaba de entrar na Demétria como membro do conselho. No mês passado, a leia mais…















