Crise de fertilizantes afeta competitividade de cafeicultores e cria oportunidades para a agricultura regenerativa

O grande aumento nos preços dos fertilizantes provocado pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia causará altas no custo de produção do café, mas este impacto provavelmente será muito diferente dependendo do país e do tamanho da fazenda. Isto pode ser uma vantagem competitiva para pequenos produtores que usam menos fertilizantes por hectare? Isto pode ser uma oportunidade para produtores de todos os tamanhos aumentarem as práticas de agricultura regenerativa?

O uso de fertilizantes é muito mais intenso em países de alta produtividade, como Vietnã e Brasil, onde a produtividade média do café é de cerca de 2 toneladas por hectare, do que em países de baixa produtividade, cuja produtividade média pode ser
tão baixa como 500 kg por hectare. Mas mesmo no Brasil e não tanto no Vietnã, os pequenos produtores tendem a usar menos fertilizantes do que os de médio e grande porte. Pequenas fazendas usam muito menos ou nenhum fertilizante em muitos países produtores. Com isso, seu custo de produção será menos impactado pela atual crise de fertilizantes e poderão ganhar competitividade em relação aos produtores maiores.

Isto pode não ser o caminho ideal para pequenos produtores e alguns países se tornarem relativamente mais competitivos, mas é um fato que resulta de preços mais altos de fertilizantes. Por outro lado, isto será um incentivo para os produtores de todos os tamanhos aumentarem o uso da agricultura regenerativa para garantir que a produtividade econômica máxima seja alcançada.

A busca da alta produtividade sem a devida consideração de seus custos deve ser questionada e a produtividade que proporciona o maior lucro, ou seja, a produtividade econômica máxima, deve ser buscada em todos os momentos. A agricultura
regenerativa pode ser um caminho a ser seguido por produtores de todos os tamanhos sempre e especialmente em tempos de preços altos de fertilizantes.

A agricultura regenerativa, uma abordagem de conservação e reabilitação baseada na regeneração do solo superficial, melhora do ciclo da água, aumento da biodiversidade, melhora do ecossistema e apoio ao bio-sequestro, baseia-se em muitas práticas que são mais fáceis de implementar em pequenas propriedades, por exemplo: reciclagem de resíduos agrícolas, agrossilvicultura, restauração ecológica, etc. Isto pode favorecer a competitividade e aumentar a resiliência às mudanças climáticas dos pequenos cafeicultores, desde que tenham acesso a essas tecnologias.

A crise dos fertilizantes deve fornecer incentivos para que as fazendas de café de todos os tamanhos aumentem seu uso da agricultura regenerativa e criem um círculo virtuoso. Por exemplo, à medida que a saúde do solo melhora os requisitos de insumos podem diminuir, incluindo fertilizantes, a resiliência às mudanças climáticas pode aumentar e a produtividade também.

Não vamos, no entanto, tratar os atuais altos preços dos fertilizantes e as oportunidades que eles criam como uma panaceia para a redução de seu uso. Os fertilizantes continuam sendo um insumo fundamental para fazendas de todos os tamanhos alcançarem a máxima produtividade econômica do café em muitos ambientes e países produtores, ainda mais quando seu preço é mais baixo.

TEXTO Carlos Brando • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Cafeteria Dulcerrado realiza curso de torra com foco em cafés especiais

Você sabia que a torra do café é um dos principais processos para se extrair uma bebida de qualidade, tendo fatores decisivos para o aroma e sabor do produto final?

Sobre o assunto, a Cafeteria Dulcerrado, por meio da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer), realizará um curso exclusivo de 16h de duração sobre torra de cafés especiais nos dias 26 e 27 de março, das 8h às 18h.

Serão 12 vagas disponibilizadas. Os participantes aprenderão sobre as principais práticas, tempo, métodos e perfis para se alcançar a torra ideal para cafés especiais, além de apresentar e instruir as máquinas de torra utilizadas.

O curso será ministrado pelos mestres de torra da Expocaccer, Mattheus Narcizo dos Santos, e da Cafeteria Dulcerrado, Aldair Maciel, que juntos possuem mais de 10 anos de experiência no mundo do café, com diversas especializações e títulos em campeonatos de torra.

“Por meio de aulas teóricas e práticas, vamos apresentar muito além das técnicas e segredos. A intenção do curso é oferecer experiências e ensinar sobre a influência de todos os fatores e processos da torra na xícara também, ou seja, para a qualidade da bebida”, revela Matheus Narcizo.

O evento faz parte do calendário de ações da Jornada da Qualidade 2022 da Expocaccer, que visa instruir, capacitar e atualizar pessoas que atuam no segmento café.

Para participar, os interessados deverão se inscrever pelo telefone: (34) 3839-9300.

TEXTO Redação • FOTO Dulcerrado

Mercado

Nescafé apresenta edição especial de cafés cultivados em lavouras polinizadas por abelhas

Chamada de Colmeia, novidade faz parte da linha Origens do Brasil e é fruto da parceria entre a Nestlé e a startup Agrobee em fazendas mineiras e baianas 

Inovação, sustentabilidade e qualidade. Esses foram os pilares da coletiva organizada pela Nestlé na manhã desta terça-feira (22). O bate-papo, transmitido ao vivo, foi mediado pela jornalista e apresentadora Rosana Jatobá e contou com a participação de Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil; Rachel Muller, Diretora de Cafés, Bebidas e Cereais da Nestlé; e Fábio Spinelli, Diretor de Sustentabilidade da marca.

O encontrou teve como objetivo apresentar o Nescafé Origens do Brasil: Colmeia, uma edição especial e limitada que faz parte da linha Origens do Brasil, lançada há três anos. Recentemente, a iniciativa integrou uma parceria com a Agrobee, startup que conecta produtores rurais e criadores de abelhas, para que fosse realizada uma polinização nas flores do café. 

Para quem não conhece, a florada do cafeeiro ocorre uma vez ao ano, com duração de poucos dias. Ou seja, é um evento único. De acordo com estudos, a polinização traz inúmeras vantagens para o cafezal. “Quando temos a presença das abelhas na produção, o consumo de água diminui e o de defensivos também. Além de produzirmos uma maior quantidade de café utilizando o mesmo espaço”, comentou Rachel Muller.

Segundo a marca, quando as flores são polinizadas pelas abelhas, os frutos ficam ainda maiores e com mais qualidade, aumentando também a produtividade dos pés sem que haja a necessidade de qualquer reforço de insumos. O resultado é um café mais sustentável e saboroso – além de um mel super delicado! 

A ação foi realizada em 35 fazendas parceiras, localizadas nos estados de Minas Gerais e Bahia. “Foi uma parceria muito feliz que conseguimos fazer em duas regiões: Chapada Diamantina e Serras do Alto Paranaíba. Trabalhamos muito para que esse café seja de qualidade. E temos um mel produzido da flor dos mesmos cafezais que produziram esses grãos. Ele não tem sabor de café, mas tem outra textura e um sabor diferenciado”, explicou Rachel.

A coletiva contou com a presença do barista Hugo Silva, que preparou o Origens do Brasil – Serras do Alto Paranaíba, um café intenso com características mais doces e frutadas. “Para mim, que sou barista há 10 anos, é gratificante ter um produto desse na gôndola dos mercados”, comentou. Na edição especial, a lata de 250 gramas de café vem acompanhada de um potinho de 40 gramas de mel da flor do café. Tudo isso dentro de um cachepô ilustrado com ramos do cafeeiro, que posteriormente pode ser usado para o cultivo de plantas em casa.

Aliado à parceria com a startup, os representantes da Nestlé falaram sobre os esforços da marca na redução da pegada de carbono e no aumento da diversidade e inclusão no campo. “A agricultura regenerativa é o nosso pilar central. Temos um desafio enorme nessa redução de carbono, somado com o impacto social. O que esse projeto mostra é que os caminhos existem, mas precisamos trabalhar de uma maneira integrada”, destacou Fábio Spinelli. Somente na linha Origens do Brasil, a marca investiu cerca de R$ 1,5 milhão em ações de sustentabilidade na cadeia produtiva, promovendo a cafeicultura nacional e as práticas regenerativas.

“O café no Brasil já não é mais um cafezinho com açúcar no balcão. Agora, as pessoas escolhem qual café quer, qual o tipo de torra e como quer prepará-lo”, pontuou Marcelo Melchior. “O consumidor está cada vez mais consciente. Mas também acho que é papel nosso empurrar cada vez mais essa agenda sustentável para que haja essa troca”, disse Rachel. 

O Nescafé Origens do Brasil: Colmeia pode ser encontrado aqui por R$ 26.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Giulianna Iannaco

Mercado

Exportação do café brasileiro será tema do Seminário Internacional em Santos

Entre os dias 11 e 12 de maio ocorrerá o XXIII Seminário Internacional de Café de Santos, evento que acontece há 50 anos, e dessa vez terá uma edição histórica com a participação de players internacionais.

Com o  tema “Café. O quanto o Brasil está preparado?‘’, o seminário será no Guarujá (SP). Sua realização foi possível, principalmente, pela atuação da Associação Comercial de Santos (ACS), que idealizou o encontro inserido no contexto internacional, ampliando conhecimentos com trocas de ideias, experiências e debatendo tendências, inovações e possíveis negócios futuros. 

Em 2021, os cinco principais destinos das exportações dos Cafés do Brasil ajudam a ilustrar a relevância e peso que a cafeicultura brasileira tem em nossa balança comercial. Os Estados Unidos compraram com 5,67 milhões de sacas de café, o que corresponde a 19,1% do total vendido no período. Em segundo vem a Alemanha, com 5 milhões de sacas importadas (16,8%), seguida da Bélgica e Itália, que juntas ocupam o terceiro lugar, com 2 milhões de sacas (6,8%), e o Japão, que aparece na quarta colocação, com 1,8 milhão de sacas (6,3%).

O Seminário abordará as questões climáticas, inovações em logística e as demandas sustentáveis do setor. As inscrições estão abertas e os ingressos podem ser adquiridos pelo site do evento. 

Programação (sujeita a alterações)

Quarta-feira (11 de maio)

13h30 – Abertura Solene
14h30 – Palestrante: Sandro Mazerino Sobral – Head de Mercados e Tradings do Banco Santander Brasil – Tema: “Cenário Macroeconômico”
15h30 – Coffee Break
16h – Palestrante: Michelle Burns – Vice-presidente da Global Coffee Tea and Cocoa da Starbucks.
17h – Painel – CEO Tradings:
– Trishul Mandana – Diretor Executivo da Volcafé (ED&FMan Coffee Division)
– Edward A. Esteve – Diretor Executivo de Carbono e Chefe da Divisão de Café da ECOM Agroindustrial
– David Neumann – CEO NKG
Tema: “O Brasil está bem posicionado na cadeia mundial de café”
Moderador: Carlos Alberto Fernandes Santana Júnior
19h30 – Coquetel de Boas-Vindas

Quinta-feira (12 de maio)

9h – Painel das Associações – Tema: “Regulatory environment, Sustainability and Trade – A join view form Europe, the US and Brazil”
– Bill Murray – CEO National Coffee
– Michel Von Luchte – Diretor Executivo da Swiss Coffee Trade Association
– Eileen – Diretora Executiva da European Coffee Federation
– Vanusia Nogueira – OIC
– Marcos Matos – Diretor Executivo do Cecafé
Moderador: Nicolas Rueda
10h30 – Palestrante: Elber Justo – CEO MSC – Tema: “Cenário Mundial”
11h – Coffee Break
11h30 – Painel das Start Ups – Tema: “Inovação e Carbono”
– Renato Ramalho  – Co-fundador e CEO da KPTL
– Carlos Eduardo Cerri – USP
– Silvia Pizol – Cecafé
– Imaflora
Moderadora: Flávia Barbosa da Costa – Cecafé
12h às 18h – Rodada de Negócios e Networking
20h –  Jantar de Encerramento

Serviço 
XXIII Seminário Internacional de Café de Santos
Quando: 11 e 12 de maio
Onde: Sofitel Guarujá Jequitimar – Av. Marjory da Silva Prado, 1100 – Balneário Praia do Pernambuco, Guarujá — SP, 11444 – 000
Mais informações: www.seminariocafesantos.com.br

TEXTO Redação

Receitas

Bolo de arroz negro com especiarias

Ingredientes

– 300 g de arroz negro
– 150 g de açúcar
– 70 g de manteiga derretida
– 100 g de leite de vaca ou outro de sua preferência
– 1 pitada de sal
– 2 ovos
– 1 colher (chá) de fermento químico
– 1/2 colher (chá) de canela em pó
– 1/8 de colher (chá) de cravo em pó
– Farinha de arroz para untar a forma

Preparo

Deixe o arroz negro de molho de um dia para o outro ou por, pelo menos, 6 horas. Em um liquidificador, bata todos os ingredientes até a mistura ficar homogênea. Derrame a massa em uma forma untada com manteiga e farinha de arroz. Asse em forno preaquecido a 180 ºC, por 30 minutos.

Rende 1 bolo inglês

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Thiago Braga

Mercado

Em parceria com a Bienal de Arte de Veneza, illycaffè celebra 30 anos da illy Art Collection

Com apoio à Bienal de Veneza, a illycaffè será uma das principais patrocinadoras durante a 59ª Exposição Internacional de Arte, intitulada “The Milk of Dreams” (em português, “O leite dos sonhos”), que conta com a curadoria de Cecilia Alemani e será realizada de 23 de abril a 27 de novembro, em Veneza, na Itália.

De acordo com a marca, uma xícara de café illy representa a interconexão entre sabor, beleza e sustentabilidade. Essa beleza a empresa visa transmitir através de seus laços com a arte contemporânea, celebrando-a na Bienal de Arte 2022, com uma exposição nos Jardins Reais, na qual mostrará os principais momentos da história de 30 anos da illy Art Collection, as xícaras que transformaram um objeto cotidiano em uma tela branca com o trabalho de renomados artistas internacionais.

“Nossa colaboração com a Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza está agora em seu 11º ano, uma parceria que representa uma das principais colaborações da illycaffè em nossa busca pela beleza, abrangendo tudo o que consideramos que ajuda a cultura e a alma, e assim, como diria Platão, só pode ser bom”, conta Andrea Illy, presidente da illycaffè.

TEXTO Redação

Mercado

Cocatrel lança dois novos cafés premiados de cafeicultores cooperados

Na última semana, a Cocatrel lançou o café dos produtores premiados no programa Melhores Cafés Cocatrel 2021/2022. Os cafeicultores Vanildo Alves de Morais e Carlos Henrique Teodoro se reuniram na cafeteria Cocatrel, junto aos familiares e diretores da cooperativa, para comemorar esse lançamento.

O café de Vanildo é produzido na Fazenda Cachoeirinha, em Ilicínea (MG), a 1.100 metros de altitude. O resultado foi um café doce com notas de frutas amarelas e maduras, especialmente pêssego, além de um toque de avelã.

Já os grãos de Carlos Henrique são produzidos na Fazenda Serrano, também em Ilicínea (MG), a 1.150 metros de altitude. Ele conseguiu obter um café doce e frutado, com notas de chocolate, avelã e frutas cítricas, principalmente limão.

No mês de janeiro, os produtores Alexandre Pereira e Angélica França também lançaram seus cafés e, seguindo o cronograma de ações do programa Melhores Cafés Cocatrel, a cooperativa continua lançando mais dois cafés até que os doze premiados estejam disponíveis no mercado.

Assim como os outros produtores premiados, Vanildo e o Carlos Henrique terão seus cafés exportados com valor agregado e também receberão 25% do valor das vendas dos industrializados como uma forma de reconhecimento. Os produtos estão disponíveis para venda nas cafeterias Cocatrel e na loja on-line.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Café e corrida: Participe da ABIC Coffee Run em maio!

A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) anunciou a retomada do evento Coffee Run. Organizado pela Yescom, com patrocínio da ABIC, a iniciativa tem o objetivo de unir os amantes de café e de atividades físicas, sendo uma oportunidade para estimular a prática esportiva, o bem-estar e, também, divulgar os benefícios do consumo regular de café para a saúde humana, no desempenho esportivo e na prevenção de doenças.

A primeira etapa do ano será realizada no dia 22 de maio (domingo), no Centro Histórico de São Paulo, na Praça do Patriarca (Viaduto do Chá), e marcará o início da celebração do Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, e da colheita na maior parte das regiões produtoras do país.

“O Dia Nacional do Café homenageia uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros, e assim como existem as pessoas que não vivem sem o café, existem também os apaixonados pela corrida. Por isso, decidimos unir as duas paixões”, comenta Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da ABIC.

A ABIC Coffee Run representa a oportunidade perfeita para informar aos coffee lovers, bem como aos run lovers, os benefícios do café para a saúde e a importância de escolher produtos certificados e com qualidade atestada.

No momento de retirada do kit, é necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19, no formato impresso ou digital, que deve conter, no mínimo, duas doses da vacina. Essa regra também se estende aos staffs e prestadores de serviços. O uso de máscara é obrigatório.

Serviço
Quando:
22 de maio (domingo)
Valor: R$ 90
Provas: Corridas de 8 km e 4 km e caminhada de 4 km
Retirada de kit e identificação: 21 de maio (sábado), das 10h30 às 18h30, no 3º andar do Shopping Light – Rua Cel. Xavier de Toledo, 23 – Centro – São Paulo (SP)
Inscrições: https://www.yescom.com.br/coffeerun/2021/sp/index.asp

TEXTO Redação • FOTO Miguel A. Amutio

A diversidade da produção mundial de café está ameaçada?

A tabela abaixo inclui os 14 países que produziram mais de 1 milhão de sacas de café em 2019/20. Os países estão agrupados de acordo com o tamanho da produção.

As colunas do lado direito da tabela mostram a produção média em 2010/11 a 2014/15 e 2015/16 a 2019/20, a participação mundial da produção dessas médias e o crescimento das médias entre os dois períodos. A última coluna do lado direito contém números surpreendentes.

Ao contrário do que se menciona com frequência, que o Vietnã e o Brasil juntos estão ganhando participação crescente e expressiva no mercado global, esta última coluna mostra que o segundo e terceiro grupos de países tiveram um crescimento percentual da produção muito maior do que os dois maiores produtores, o que fez com que seu volume de produção adicional se situe na mesma faixa dos dois principais produtores. Enquanto o Vietnã e o Brasil adicionaram 9,3 milhões de sacas à produção média mundial neste período, os próximos 6 países – Grupos B e C da tabela – adicionaram 4,4 + 4,4 = 8,8 milhões de sacas. Isto mostra que a concentração da produção é um processo que envolve mais países do que apenas o Vietnã e o Brasil, o que é bem vindo para a diversidade da oferta de café.

Por outro lado, não é bom que juntos os próximos dois grupos – D e E – não tenham crescido e tenham perdido um pouco de participação. Com exceção da Nicarágua, que teve um dos maiores crescimentos percentuais da tabela (37%), e da Guatemala, que teve um crescimento pequeno (2%), todos os outros países viram sua produção média cair. Isto não é bom para a diversidade.

A escolha aleatória de anos para calcular as médias pode ser criticada. Pode-se argumentar, por exemplo, que esta escolha abordou os períodos durante e após a renovação da cafeicultura da Colômbia e que a produção do país se manteve bastante estável nos últimos 5 anos. A produção vietnamita também tem oscilado em torno de uma média de 30,5 milhões de sacas nos últimos 5 anos, após forte crescimento em relação ao período anterior. Em outras palavras, esses dois grandes produtores não cresceram significativamente nos últimos 5 anos. O crescimento da produção foi modesto no Brasil entre os dois períodos e também no segundo período, apesar das oscilações típicas da bienalidade da produção brasileira.

Crescimento entre médias à parte, a análise da produção anual de cada país na tabela mostra uma tendência visível de expansão em países como Etiópia, Honduras, Uganda, Nicarágua e Costa do Marfim. É interessante saber o que estes países estão fazendo para aumentar a produção e usar tais informações como base para ajudar outros países a fazerem o mesmo.

Esta troca de experiências entre países produtores médios e pequenos é especialmente relevante considerando o argumento de que Brasil e Vietnã têm uma escala de produção muito maior e que seu agronegócio café é tão mais desenvolvido que é difícil transferir o que estão fazendo para outros países produtores. Provavelmente verdade em uma perspectiva macro, isto pode não ser o caso em nível de fazenda, em uma perspectiva micro, onde as soluções podem de fato ser transferíveis, especialmente aquelas usadas pelos pequenos cafeicultores. Em realidade, o ambiente facilitador institucional e de negócios que funciona bem e está mais desenvolvido no Brasil e no Vietnã deve também ser introduzido ou melhorado em todos os países produtores, mas esta é uma tarefa muito mais complexa e de longo prazo.

A outra boa notícia é que apenas 4 dos 14 países descritos na tabela perderam produção entre as médias dos períodos em questão e estas perdas ocorreram no final de um período bastante longo de preços baixos do café. O crescimento médio para todos os 14 países (13%) foi superior ao do Brasil e do Vietnã juntos (12%) e a produção mundial total cresceu apenas um pouco menos (11%). A diversidade de produção não está se perdendo… mas pode crescer mais, inclusive dentro dos países líderes de produção.

É um bom desafio dedicar mais tempo à análise dos números na tabela acima e, principalmente, do que está por trás destes números para chegar a conclusões adicionais. O aumento da produção nos países produtores médios foi fruto de vontade política, melhoria do ambiente favorável ou outro(s) fator(es)? Uma forte razão para o aumento da produção em qualquer lugar é que os cafeicultores ganhem mais dinheiro. Foi o caso destes países?

TEXTO Carlos Henrique Jorge Brando

Mercado

Grupo Utam lança novos blends e versão drip coffee para linha Café Fazenda Santa Alcina

O Grupo Utam apresentou novidades na linha do Café Fazenda Santa Alcina. Com visual reformulado, as cápsulas monodoses trazem dois novos blends de cafés produzidos no sul de Minas Gerais: o Fazenda Santa Alcina Frutado e o Fazenda Santa Alcina Intenso.

O Fazenda Santa Alcina Frutado apresenta acidez leve, alta doçura e um retrogosto suave e presente, com destaque para as notas de frutas vermelhas. Já o Fazenda Santa Alcina Intenso tem acidez leve, doçura média e retrogosto presente e marcante.

Procurando sempre apresentar inovações aos amantes do café, o Grupo Utam também investiu no drip coffee para a linha Santa Alcina. Para este modelo, foi escolhido um café com intensidade 6, marcado pela acidez média, retrogosto doce e toque de caramelo e amêndoas.

A nova tendência do drip coffee é analisada por especialistas de mercado, que garantem que ele veio para ficar. “A proposta deste novo produto é propiciar uma extração de café coado mais prática e funcional, com flexibilidade de transportá-lo, sem necessitar de utensílios para a extração e, mesmo assim, garantir todo o sabor de um café especial”, destaca a gerente de marketing.

O Café Fazenda Santa Alcina vem do grão 100% arábica, proveniente do sul de Minas Gerais, conta com certificações BSCA e Selo Verde, que garantem uma bebida extraída a partir de grãos especiais, rastreáveis e sustentáveis, além de validar produções agrícolas que atendam aos pré-requisitos de excelência em sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Os novos produtos já estão nas gôndolas dos principais pontos de vendas da marca e na loja Utam On-line.

Mais informações: www.lojautam.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação