Mercado

Cocatrel lança dois novos cafés premiados de cafeicultores cooperados

Na última semana, a Cocatrel lançou o café dos produtores premiados no programa Melhores Cafés Cocatrel 2021/2022. Os cafeicultores Vanildo Alves de Morais e Carlos Henrique Teodoro se reuniram na cafeteria Cocatrel, junto aos familiares e diretores da cooperativa, para comemorar esse lançamento.

O café de Vanildo é produzido na Fazenda Cachoeirinha, em Ilicínea (MG), a 1.100 metros de altitude. O resultado foi um café doce com notas de frutas amarelas e maduras, especialmente pêssego, além de um toque de avelã.

Já os grãos de Carlos Henrique são produzidos na Fazenda Serrano, também em Ilicínea (MG), a 1.150 metros de altitude. Ele conseguiu obter um café doce e frutado, com notas de chocolate, avelã e frutas cítricas, principalmente limão.

No mês de janeiro, os produtores Alexandre Pereira e Angélica França também lançaram seus cafés e, seguindo o cronograma de ações do programa Melhores Cafés Cocatrel, a cooperativa continua lançando mais dois cafés até que os doze premiados estejam disponíveis no mercado.

Assim como os outros produtores premiados, Vanildo e o Carlos Henrique terão seus cafés exportados com valor agregado e também receberão 25% do valor das vendas dos industrializados como uma forma de reconhecimento. Os produtos estão disponíveis para venda nas cafeterias Cocatrel e na loja on-line.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Café e corrida: Participe da ABIC Coffee Run em maio!

A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) anunciou a retomada do evento Coffee Run. Organizado pela Yescom, com patrocínio da ABIC, a iniciativa tem o objetivo de unir os amantes de café e de atividades físicas, sendo uma oportunidade para estimular a prática esportiva, o bem-estar e, também, divulgar os benefícios do consumo regular de café para a saúde humana, no desempenho esportivo e na prevenção de doenças.

A primeira etapa do ano será realizada no dia 22 de maio (domingo), no Centro Histórico de São Paulo, na Praça do Patriarca (Viaduto do Chá), e marcará o início da celebração do Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, e da colheita na maior parte das regiões produtoras do país.

“O Dia Nacional do Café homenageia uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros, e assim como existem as pessoas que não vivem sem o café, existem também os apaixonados pela corrida. Por isso, decidimos unir as duas paixões”, comenta Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da ABIC.

A ABIC Coffee Run representa a oportunidade perfeita para informar aos coffee lovers, bem como aos run lovers, os benefícios do café para a saúde e a importância de escolher produtos certificados e com qualidade atestada.

No momento de retirada do kit, é necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19, no formato impresso ou digital, que deve conter, no mínimo, duas doses da vacina. Essa regra também se estende aos staffs e prestadores de serviços. O uso de máscara é obrigatório.

Serviço
Quando:
22 de maio (domingo)
Valor: R$ 90
Provas: Corridas de 8 km e 4 km e caminhada de 4 km
Retirada de kit e identificação: 21 de maio (sábado), das 10h30 às 18h30, no 3º andar do Shopping Light – Rua Cel. Xavier de Toledo, 23 – Centro – São Paulo (SP)
Inscrições: https://www.yescom.com.br/coffeerun/2021/sp/index.asp

TEXTO Redação • FOTO Miguel A. Amutio

A diversidade da produção mundial de café está ameaçada?

A tabela abaixo inclui os 14 países que produziram mais de 1 milhão de sacas de café em 2019/20. Os países estão agrupados de acordo com o tamanho da produção.

As colunas do lado direito da tabela mostram a produção média em 2010/11 a 2014/15 e 2015/16 a 2019/20, a participação mundial da produção dessas médias e o crescimento das médias entre os dois períodos. A última coluna do lado direito contém números surpreendentes.

Ao contrário do que se menciona com frequência, que o Vietnã e o Brasil juntos estão ganhando participação crescente e expressiva no mercado global, esta última coluna mostra que o segundo e terceiro grupos de países tiveram um crescimento percentual da produção muito maior do que os dois maiores produtores, o que fez com que seu volume de produção adicional se situe na mesma faixa dos dois principais produtores. Enquanto o Vietnã e o Brasil adicionaram 9,3 milhões de sacas à produção média mundial neste período, os próximos 6 países – Grupos B e C da tabela – adicionaram 4,4 + 4,4 = 8,8 milhões de sacas. Isto mostra que a concentração da produção é um processo que envolve mais países do que apenas o Vietnã e o Brasil, o que é bem vindo para a diversidade da oferta de café.

Por outro lado, não é bom que juntos os próximos dois grupos – D e E – não tenham crescido e tenham perdido um pouco de participação. Com exceção da Nicarágua, que teve um dos maiores crescimentos percentuais da tabela (37%), e da Guatemala, que teve um crescimento pequeno (2%), todos os outros países viram sua produção média cair. Isto não é bom para a diversidade.

A escolha aleatória de anos para calcular as médias pode ser criticada. Pode-se argumentar, por exemplo, que esta escolha abordou os períodos durante e após a renovação da cafeicultura da Colômbia e que a produção do país se manteve bastante estável nos últimos 5 anos. A produção vietnamita também tem oscilado em torno de uma média de 30,5 milhões de sacas nos últimos 5 anos, após forte crescimento em relação ao período anterior. Em outras palavras, esses dois grandes produtores não cresceram significativamente nos últimos 5 anos. O crescimento da produção foi modesto no Brasil entre os dois períodos e também no segundo período, apesar das oscilações típicas da bienalidade da produção brasileira.

Crescimento entre médias à parte, a análise da produção anual de cada país na tabela mostra uma tendência visível de expansão em países como Etiópia, Honduras, Uganda, Nicarágua e Costa do Marfim. É interessante saber o que estes países estão fazendo para aumentar a produção e usar tais informações como base para ajudar outros países a fazerem o mesmo.

Esta troca de experiências entre países produtores médios e pequenos é especialmente relevante considerando o argumento de que Brasil e Vietnã têm uma escala de produção muito maior e que seu agronegócio café é tão mais desenvolvido que é difícil transferir o que estão fazendo para outros países produtores. Provavelmente verdade em uma perspectiva macro, isto pode não ser o caso em nível de fazenda, em uma perspectiva micro, onde as soluções podem de fato ser transferíveis, especialmente aquelas usadas pelos pequenos cafeicultores. Em realidade, o ambiente facilitador institucional e de negócios que funciona bem e está mais desenvolvido no Brasil e no Vietnã deve também ser introduzido ou melhorado em todos os países produtores, mas esta é uma tarefa muito mais complexa e de longo prazo.

A outra boa notícia é que apenas 4 dos 14 países descritos na tabela perderam produção entre as médias dos períodos em questão e estas perdas ocorreram no final de um período bastante longo de preços baixos do café. O crescimento médio para todos os 14 países (13%) foi superior ao do Brasil e do Vietnã juntos (12%) e a produção mundial total cresceu apenas um pouco menos (11%). A diversidade de produção não está se perdendo… mas pode crescer mais, inclusive dentro dos países líderes de produção.

É um bom desafio dedicar mais tempo à análise dos números na tabela acima e, principalmente, do que está por trás destes números para chegar a conclusões adicionais. O aumento da produção nos países produtores médios foi fruto de vontade política, melhoria do ambiente favorável ou outro(s) fator(es)? Uma forte razão para o aumento da produção em qualquer lugar é que os cafeicultores ganhem mais dinheiro. Foi o caso destes países?

TEXTO Carlos Henrique Jorge Brando

Mercado

Grupo Utam lança novos blends e versão drip coffee para linha Café Fazenda Santa Alcina

O Grupo Utam apresentou novidades na linha do Café Fazenda Santa Alcina. Com visual reformulado, as cápsulas monodoses trazem dois novos blends de cafés produzidos no sul de Minas Gerais: o Fazenda Santa Alcina Frutado e o Fazenda Santa Alcina Intenso.

O Fazenda Santa Alcina Frutado apresenta acidez leve, alta doçura e um retrogosto suave e presente, com destaque para as notas de frutas vermelhas. Já o Fazenda Santa Alcina Intenso tem acidez leve, doçura média e retrogosto presente e marcante.

Procurando sempre apresentar inovações aos amantes do café, o Grupo Utam também investiu no drip coffee para a linha Santa Alcina. Para este modelo, foi escolhido um café com intensidade 6, marcado pela acidez média, retrogosto doce e toque de caramelo e amêndoas.

A nova tendência do drip coffee é analisada por especialistas de mercado, que garantem que ele veio para ficar. “A proposta deste novo produto é propiciar uma extração de café coado mais prática e funcional, com flexibilidade de transportá-lo, sem necessitar de utensílios para a extração e, mesmo assim, garantir todo o sabor de um café especial”, destaca a gerente de marketing.

O Café Fazenda Santa Alcina vem do grão 100% arábica, proveniente do sul de Minas Gerais, conta com certificações BSCA e Selo Verde, que garantem uma bebida extraída a partir de grãos especiais, rastreáveis e sustentáveis, além de validar produções agrícolas que atendam aos pré-requisitos de excelência em sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Os novos produtos já estão nas gôndolas dos principais pontos de vendas da marca e na loja Utam On-line.

Mais informações: www.lojautam.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Brasil registra crescimento nas exportações de café solúvel em janeiro de 2022

O relatório da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) destaca que, no mês de janeiro, as exportações de café solúvel alcançaram o equivalente a 318 mil sacas de 60 kg, volume que representa alta de 4,5% na comparação com o primeiro mês do ano passado. Os embarques geraram uma receita cambial de US$ 52,580 milhões ao país, registrando substancial evolução de US$ 40,8% frente aos US$ 37,336 milhões de janeiro de 2021.

Os cafés solúveis foram exportados para 83 países, sendo os Estados Unidos o principal destino do produto. Os norte-americanos importaram 65.651 sacas em janeiro, o que representa 20,9% do total. Na sequência vêm Rússia, com 33.449 sacas (10,6%); Myanmar, com 29.140 sacas (9,3%); Japão, com 17.946 sacas (5,7%); e Argentina, com 14.251 sacas (4,5%).

Os principais tipos de café solúvel remetidos ao exterior em janeiro de 2022 foram spray dried, com 203.116 sacas (63,9% do total); freeze dried, com 108.147 sacas (34%); “extratos”, com 6.719 sacas (2,1%); e coffee preparation, com o equivalente a 18 sacas (0,01%).

De acordo com Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, o desempenho reflete uma leve melhora no cenário logístico e, principalmente, a resiliência das fábricas brasileiras.

“A capacidade de produção das indústrias nacionais de café solúvel se destaca e permite que o Brasil siga honrando seus compromissos e mantendo seu market share, mesmo diante de preços da matéria-prima substancialmente elevados e da persistência dos gargalos logísticos. Janeiro, ao menos, foi um pouco melhor em relação à disponibilidade de contêineres, mas o espaço nas embarcações segue desafiador”, comenta.

O consumo de café solúvel no Brasil, em janeiro, recuou 3,1%. Os brasileiros consumiram o equivalente a 56.380 sacas, levemente abaixo das 58.200 sacas registradas no primeiro mês do ano passado.

“Ainda assim, a expectativa é que haja evolução ao longo do ano devido às ações que a Abics realiza, como a campanha Descubra Café Solúvel, e aos investimentos feitos pelas indústrias, que constroem novas plantas fabris e ampliam seu leque de produtos aos consumidores, ofertando, cada vez mais, qualidade e diversidade de preparo, evidenciando a versatilidade do café solúvel”, conclui Lima.

O relatório completo está disponível no site da Abics.

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Cafezal

Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica realiza 1º Encontro das Mulheres

Em 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para celebrar a data, a Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica, ao lado da Prefeitura de Andradas, Sebrae e Instituto Federal do Sul de Minas, realiza o 1º Encontro das Mulheres do Café da Região Vulcânica, em Andradas (MG).

O objetivo é reunir as mulheres da Região Vulcânica dando visibilidade para elas, que estão mudando a forma de produção, comercialização, consumo e os relacionamos com o café. O evento contará com mulheres que são destaque no universo do café para comentar sobre o papel feminino, com o intuito de inspirar as cafeicultoras para participar, cada vez mais, das atividades dentro e fora de suas propriedades, além da troca de experiências.

Na ocasião, nossa diretora de conteúdo, Mariana Proença, estará presente na mediação do painel: “Mulheres da Região Vulcânica”. Confira a programação:

8h – Café de boas-vindas
8h30 – Abertura Oficial
9h – Palestra “Mulheres no Campo”, com Profª Danielle Baliza
10h – Palestra “Região Vulcânica”,com Ulisses Oliveira
10h30 – Palestra “Bourbon Specialty Coffees”, com Q-grader Jamaica Ribeiro
11h – Painel “Mulheres da Região Vulcânica”, mediadora Mariana Proença
12h – Almoço
13h30 – Workshop Confraria do Café
14h – Workshop “Mulheres Baristas”, com Keiko Sato
14h30 – Palestra “Torrefação de Café”, com Roberta Bazilli
15h – Palestra “SMC Cooxupé”, com Maria Dircéia
15h30 – Mesa Redonda “Mulheres da Região Vulcânica”, mediadora Vânia Marques
16h30 – Mesa Redonda “Mulheres de Andradas”, mediadora Daniele Baliza
17h – Encerramento

O evento é gratuito. Para participar, basta adquirir o ingresso no Sympla. O encontro conta com o apoio da Revista Espresso, Bourbon Specialty Coffee, Confraria do Café, SMC Specialty Coffees, Sindicato dos Produtores Rurais de Andradas e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Andradas.

A Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica é uma organização sem fins lucrativos, formada por membros e parcerias voltadas ao desenvolvimento da cafeicultura regional, com objetivo de criar oportunidades reais e transformar a maneira de produção, comercialização e consumo dos cafés da região.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Estudo revela relação entre beber café e Covid-19

Já se passaram mais de dois anos desde que os primeiros casos de coronavírus foram amplamente divulgados, e médicos e pesquisadores tiveram mais tempo para descobrir não apenas o que faz o vírus funcionar, mas o que nos ajuda a construir nosso sistema imunológico para que nossos corpos estejam em melhor posição para combatê-lo.

Acontece que uma coisa que dá um impulso ao nosso sistema imunológico para que ele possa lidar melhor com a Covid-19 é algo para nos ajudar a enfrentar a manhã de qualquer maneira: nossas xícaras de café.

De acordo com um estudo realizado pela Northwestern University, pelo menos uma xícara de café por dia pode reduzir o risco de desenvolver Covid-19 em 10%, assim como comer pouco mais de meia porção (ou 0,67 porções, para ser exato) de vegetais cozidos ou crus – exceto batatas.

Mas se você consumir carne processada, apenas 0,43 porções são suficientes para aumentar o risco de desenvolver Covid-19. A pesquisa se concentrou naqueles que retornaram um teste positivo de coronavírus.

Café, vegetais e imunidade ao Covid-19

A professora associada de medicina preventiva da Northwestern University, Marilyn Cornelis, que fazia parte da equipe de pesquisa, não achava que era a cafeína que fazia do café um estilingue mágico contra a Covid. “Alternativamente, podem ser outros constituintes do café que são únicos e o diferenciam do chá. Por exemplo, o chá é muitas vezes rico em flavonoides, qnquanto que com o café, são mais polifenóis, especificamente ácido clorogênico, que é na verdade um constituinte relativamente único que tem sido implicado em outras doenças não relacionadas ao Covid-19, mas também pode estar impulsionando essa relação”, explicou ela ao WebMD.

O que indica é a importância de uma boa nutrição na construção de resistência a doenças graves como o coronavírus. “A nutrição de uma pessoa afeta a imunidade. E o sistema imunológico desempenha um papel fundamental na suscetibilidade e resposta de um indivíduo a doenças infecciosas, incluindo a Covid-19”, comentou a professora.

A Dra. Karen Studer, que lidera o programa de residência em medicina preventiva na Universidade Loma Linda, na Califórnia, concorda, observando: “Isso é empolgante porque parece que também é verdade para doenças infecciosas como a Covid-19”.

TEXTO As informações são do TastingTable / Tradução Juliana Santin • FOTO Goran Ivos

Receitas

Amendo Coffee

Durante o verão, que tal uma receita de café gelado para refrescar? A rede de cafeterias Café Cultura revelou a sua receita do Amendo Coffee, que combina uma dose de espresso com banana e pasta de amendoim

Ingredientes

– 100 g de banana congelada
– 200 ml de leite vegetal ou integral
– 20 ml de cold brew Café Cultura
– 3 pedras de gelo
– 15 g de chocolate em pó
– 60 g de pasta de amendoim

Preparo

Adicione no liquidificador a banana congelada e o chocolate em pó. Acrescente o leite, o espresso, o gelo e o cacau em pó. Acrescente a pasta de amendoim e bater tudo no liquidificador. Para decorar, a rede usa granuladinho de nozes sobre o Amendo Coffee.

FOTO Divulgação • RECEITA Café Cultura

Mercado

Descubra como funciona a campanha de reciclagem das cápsulas Dolce Gusto

Já parou para pensar quanto tempo uma cápsula demora para se decompor se não for destinada para a reciclagem? Recentemente publicamos uma matéria sobre a iniciativa da marca Dolce Gusto, que busca aumentar o número de opções de descarte para cápsulas usadas.

Conversamos com a Gerente de Marketing e Sustentabilidade Nestlé, Taissara Martins, que explicou sobre o projeto de reciclagem, que nasceu do desejo de fazer a mudança e regenerar o meio ambiente. “As bebidas em cápsula nos permitem ter, ao toque de um botão, uma infinidade de cafés e bebidas lácteas diferentes, dando a possibilidade de saborear e enaltecer diferentes regiões e segmentos. E há um outro ponto muito importante: evitam, de forma drástica o desperdício, que sabemos que é um ponto muito crítico no setor de cafés. Porém, essas vantagens nos levam a uma desvantagem importante, que são as embalagens porcionadas, e nós queremos falar abertamente com o nosso consumidor sobre isso”, explica.

Segundo Taissara, existem diferentes opções e meios de reciclar as cápsulas: “Sabemos que muitas pessoas não fazem ideia de que a nossa cápsula é sequer reciclável. A campanha ‘Desfrute Com Dolce, Recicle com Gusto’ vem pra embarcar o consumidor nessa jornada e mostrar as diferentes opções de meios de se descartar corretamente a cápsula, dando uma nova vida à ela”.

Parceiros

  • Cooperativas de reciclagem e catadores autônomos: a marca investe no treinamento e apoio a esses profissionais, que separam as cápsulas dentre os demais resíduos recicláveis. Essas cápsulas, que vieram do simples ato de descartá-las no lixo reciclável de casa, são então direcionadas a um reciclador que transforma essa resina plástica, que mais tarde se tornará um novo produto. São mais de 80 cooperativas distribuídas em 40 municípios.
  • Startups: testam diferentes modelos que partem da premissa de um descarte de cápsulas descomplicado. Algumas delas ajudam a chegar até a coleta de diferentes cidades do Brasil, como por exemplo o Cataki e a Startup Yattó. Outras apoiam a Nestlé trazendo locais de descarte em pontos de alto fluxo como metrôs e shoppings, que é o caso do Click e Retire.
  • Pontos extras em supermercados parceiros: existem lojas varejistas que são pontos de descarte de cápsulas. Mais informações no site.

Como funciona a coleta?

Taissara explica que após o descarte em lixos recicláveis, as cápsulas são levadas aos recicladores parceiros que fazem a separação do material: a matéria orgânica presente nas cápsulas é encaminhada para a compostagem e se transforma em adubo; o plástico da cápsula, por sua vez, é transformado em resina plástica que, depois, é utilizada pra diferentes materiais, como cestos de frutas, utensílios plásticos, peças de carro, etc.

“A nossa grande ambição é triplicar o volume de cápsulas recicladas, e que em 2021 já foi o triplo de 2020. Além disso, até 2025 pretendemos reciclar todo o plástico utilizado em nossos produtos, e não somente das cápsulas”, destaca Taissara.

Curiosidades sobre a Dolce Gusto

Os cafés utilizados nas cápsulas vêm de uma parceria com a Coffee Assurance Services (CAS), que garante que o grão seja adquirido de forma responsável e em conformidade com o código 4C, reconhecido para a produção de café sustentável. “Em 2021, o nosso programa Cultivado com Respeito, que assegura que 100% do café que utilizamos nas nossas cápsulas é certificado, rastreado e de origem sustentável, completou 10 anos. Durante essa década, milhares de famílias produtoras de café foram apoiadas na jornada de se produzir um café de qualidade superior e em equilíbrio com o meio ambiente”, destaca a Gerente de Marketing e Sustentabilidade da Nestlé.

Para 2022, a Dolce Gusto trará mais de 5 novidades divididas entre os pilares de inovação da marca: “indulgência”, “reinventando o dia a dia” e “bom pra você e pro planeta”. Os novos sabores serão adicionais aos mais de 35 sabores, entre cafés, chás, chocolates e lattes.

Mais informações: www.nescafe-dolcegusto.com.br

TEXTO Natália Camoleze

Mercado

Vanusia Nogueira é a nova diretora executiva da Organização Internacional do Café

Entre os dias 9 e 10 de fevereiro, países-membros da Organização Internacional do Café (OIC) realizaram a votação sobre o cargo de diretor executivo, durante a 131ª Sessão do Conselho Internacional do Café.

Vanusia Nogueira foi a candidata eleita, embasada consensualmente pelos setores público e privado do país, que contou com apoio da diplomacia do Brasil durante a campanha. A eleição de Vanusia é resultado dos trabalhos desenvolvidos, principalmente, como diretora da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e em diversos fóruns internacionais, como Specialty Coffee Association (SCA), World Coffee Producers Forum (WCPF), Rainforest Alliance, Alliance for Coffee Excellence (ACE), entre outros.

“Foi uma honra ver o reconhecimento do trabalho e ter minha candidatura referendada, tanto pelo setor privado, quanto pelos órgãos do governo brasileiro. Estou ciente do grande desafio que assumo a partir de hoje, que é conduzir a reestruturação e a modernização da OIC”, comenta a nova executiva.

Segundo Vanusia, a condução do principal organismo mundial do café também envolverá a apresentação de um novo direcionamento para toda a cafeicultura global. Ela acredita que a expertise absorvida em sua vida pessoal e profissional com café, principalmente nas mais de duas décadas de lida com cafés especiais, será fundamental.

“Buscaremos coordenação setorial para trabalhar questões prioritárias, como renda próspera e de bem-estar para cobrir custos e possibilitar uma vida decente aos produtores; ampliar a transparência de mercado; propor e implantar políticas e mecanismos de financiamento globais; e gerar foco em produção e abastecimento sustentáveis, bem como no consumo responsável”, revela.

Carreira

Vanusia Nogueira promoveu os cafés do Brasil no país e no exterior ao longo de 15 anos como diretora da BSCA, destacando a qualidade e a sustentabilidade da produção, contribuindo para a consolidação do produto nacional em parceiros tradicionais e para a abertura de novos mercados aos grãos brasileiros.

Ela também conduziu os trabalhos para a implementação, em 2008, do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que tem foco na promoção comercial do café brasileiro no mercado externo.

TEXTO Redação • FOTO Semana Internacional do Café