Mercado

Mercado de café do Vietnã é destaque da edição #91 da Espresso

Sendo o maior produtor mundial de robusta e um dos principais exportadores globais de café, o Vietnã ocupa hoje um lugar central na dinâmica do mercado cafeeiro. Conhecer mais de perto essa origem tornou-se essencial para compreender os rumos do setor. Nesta edição, fomos verificar como evoluem o consumo interno, as exportações, o cenário de cafés especiais e as iniciativas de sustentabilidade no país.

Longe dali, donos de cafeterias norte-americanas consagradas, como a Blue Bottle, de São Francisco, contam como um negócio que nasceu pequeno — e justamente por isso fez sucesso — pode ganhar escala sem perder identidade. Esta edição também mergulha em uma fronteira técnica cada vez mais relevante para o setor: a torra de cafés canéforas. Com o avanço da qualidade e a diversidade genética resultante de novos clones e híbridos, torrefadores e pesquisadores começam a rever protocolos e compreender como densidade, composição química e genética interferem na condução da torra e, consequentemente, no perfil sensorial da bebida.

A revista traz ainda uma degustação de cinco cafés descafeinados, categoria que já deixou para trás o estigma de bebida “sem graça”. Também investigamos como empresas, produtores e instituições articulam iniciativas coletivas de agricultura regenerativa para tornar a cafeicultura mais resiliente às mudanças do clima.

Entre outros destaques da edição, está a entrevista com Márcio Cândido Ferreira, presidente do Cecafé, que discute desafios e oportunidades do café brasileiro no cenário internacional — da geopolítica do comércio à expansão do consumo na Ásia — e defende uma agenda de união em torno do produto nacional.

A edição pode ser comprada no site da Café Store, em bancas e nos pontos de venda. Para assinar, clique aqui.

TEXTO Redação

Mercado

Consumo brasileiro de solúvel cresce 15% entre janeiro e março, diz Abics

Entre janeiro e março, o mercado interno brasileiro consumiu 179.660 sacas de café solúvel, um aumento de 15,1% em relação ao mesmo período de 2025 (156.024 sacas), segundo comunicado da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) nesta quinta-feira (19).

“Nosso estudo de mercado aponta uma crescente preferência do consumidor brasileiro pelo café solúvel, fato que reflete as estratégias bem-sucedidas das indústrias do setor, que seguem investindo na otimização da qualidade e em novos produtos e embalagens para os consumidores do país”, disse Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Abics.

Exportação

Em fevereiro de 2026, o Brasil exportou 7,409 mil toneladas (321.129 sacas) do produto. De acordo com a Abics, este número é 13,9% maior que o registrado em fevereiro de 2025 (6,504 mil toneladas, ou 281.880 sacas). Em receita cambial, o aumento foi de 10,8%, chegando a US$ 90,289 milhões.

Os Estados Unidos seguem como o principal destino do solúvel brasileiro, com a importação de 1,769 mil toneladas (76.766 sacas) no primeiro bimestre do ano. “Vimos a performance em fevereiro minimizar a queda das exportações aos EUA no ano, embora a redução do tarifaço de 50% para novas taxas de 10% venha a surtir efeito somente a partir deste mês de março. Isso pode ser um sinal positivo aos embarques nos próximos meses”, analisa Lima.

A Rússia figura em segundo lugar no ranking, com a aquisição de 1,161 mil toneladas (50.300 sacas), crescimento de 18,5% na comparação com o primeiro bimestre de 2025. “A Europa é nosso segundo principal destino como bloco e o ajuste entre UE e Mercosul nos dá esperança e abre oportunidades ao Brasil para ampliar os embarques”, comenta. Fechando o top 3 está a Argentina, com a compra de 1,090 mil toneladas (47.245 sacas), queda de 2,6% no comparativo anual.

TEXTO Redação

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Café Por Elas lança cafés no mês da mulher na Café Store

Em celebração ao mês das mulheres, a torrefação paulistana Café Por Elas apresentou nova linha de cafés especiais em parceria com a artista mineira Thereza Nardelli e as produtoras Luciana Flores e Danielle Fonseca. O lançamento foi feito na loja-conceito da Café Store, em São Paulo (SP), em 7 de março.

Chamados de Clareira e Germina, os dois pacotes da linha têm ilustrações de Thereza e buscam celebrar mulheres que plantam, transformam e sustentam a cadeia do café. Por isso, a artista aposta na representação da lavoura e da biodiversidade do Sul de Minas, com cores marcantes e imagens abstratas. 

Os novos cafés são fermentados: Clareira é um blend das variedades icatu e mundo novo, produzido por Danielle na Fazenda da Serra, em Santana da Vargem (MG), e torrado por Aline Pereira. Segundo a torrefação, é uma bebida encorpada, doce, frutada e com acidez equilibrada. Já o Germina é 100% topázio amarelo cultivado por Luciana Flores, do Sítio Toca da Onça, em Campanha (MG). Torrado por Gabriella Santoro, promete notas frutadas e florais, acidez cítrica e corpo licoroso. 

“Queríamos lançar uma edição especial que fosse um reconhecimento às mulheres. Clareira e Germina celebram as que ousam trilhar o caminho do café especial norteadas por um compromisso real com o meio ambiente”, explica Nadia Nasr, sócia do Café Por Elas. “Para traduzir a beleza disso, convidamos a Thereza Nardelli para ilustrar os pacotinhos. A Café Store abraçou a ideia, e foi incrível reunir amantes da bebida, pessoas da indústria e também produtoras em um espaço que respira a cultura do café especial”. 

Os cafés, com edição limitada, estão à venda na loja da Café Store (rua Barão de Tatuí, 387 – Vila Buarque – São Paulo) por R$ 85 (250 g).

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Dua Lipa assume campanha global da Nespresso em movimento de renovação de marca

Com participação de George Clooney, campanha liderada por Dua Lipa sinaliza virada da Nespresso para atrair uma nova geração de consumidores e renovar sua imagem global

A Nespresso anunciou a cantora e atriz britânica Dua Lipa como sua nova embaixadora global, em uma estratégia que reforça a aproximação da marca com novos públicos. Em comunicado oficial, divulgado nesta quarta-feira (18), a empresa destaca o perfil da artista como símbolo de “curiosidade e experimentação”, valores que orientam a comunicação da companhia.

“Ela é uma verdadeira exploradora, sempre curiosa, sempre experimentando algo novo”, afirmou Leonardo Aizpuru, diretor de marketing da marca, ao apresentar a parceria. A proposta, segundo ele, é incentivar consumidores — especialmente uma nova geração — a explorar sabores e experiências no café.

A própria Dua Lipa afirmou que a relação com a marca vem de longa data: “Sinto que cresci com a Nespresso […], sempre houve uma máquina por perto”, disse ela no comunicado.

A cantora lidera a campanha global “Vertuo World”, com lançamento previsto para 14 de abril, que marca uma nova fase “criativa”, como definiu a empresa. A ação também contará com a participação de George Clooney, rosto da marca por 20 anos.

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Polpa de café avança como potencial ingrediente alimentar e chega a hambúrgueres

Estudos recentes indicam também o potencial nutricional, funcional e sustentável de subprodutos do café, com aplicações que podem sair do laboratório em direção à mesa 

Nos últimos anos, cientistas do mundo todo vêm investigando como resíduos do café podem ganhar valor e aplicação na indústria de alimentos.

Uma dessas investigações recentes analisou o uso da polpa de café arábica em pó hidratada para melhorar o perfil nutricional de produtos à base de carne. O estudo foi publicado em outubro de 2025 na revista internacional Science of Food, do grupo Nature — responsável por uma das publicações científicas mais relevantes do mundo, a Nature — por pesquisadores da Universidade de Qassim, na Arábia Saudita, e do Centro de Pesquisa Agrícola do Egito.

“O desenvolvimento de alimentos mais sustentáveis e saudáveis é urgente”, introduzem os pesquisadores do artigo “Nutritional and qualitative characteristics of beef patties incorporated with hydrated coffee cherry pulp powder”. “O objetivo desta investigação foi avaliar o impacto da utilização de diferentes níveis de polpa de café em pó (CCPP, na sigla internacional) como substituto de gordura sobre os atributos nutricionais, de qualidade e sensoriais de hambúrgueres”, completam.

Mais do que um caso isolado, o trabalho se insere em uma agenda mais ampla de pesquisa voltada à reformulação de alimentos e à redução de impactos ambientais a partir do aproveitamento de subprodutos agrícolas, em que ingredientes alternativos passam a substituir parcialmente componentes tradicionais, como a gordura animal.

Exemplos recentes desse movimento incluem estudos que buscam otimizar a produção de vinagre a partir da polpa de café, por meio de processos fermentativos mais eficientes (publicado em 2024), e investigar seu uso como matéria-prima para a fabricação de papel não derivado de madeira, com desempenho técnico para aplicações como filtros (também em 2024).

Embora essas aplicações não sejam inéditas — já descritas na literatura há pelo menos duas décadas —, elas vêm sendo revisitadas sob uma nova perspectiva. O foco deixa de ser apenas a viabilidade e passa a incluir escala, desempenho e aplicação prática.

Nesse contexto, a substituição parcial da gordura animal por um ingrediente de origem vegetal historicamente descartado ganha relevância como estratégia nutricional, ao reduzir o consumo de gordura saturada e melhorar o perfil da dieta, respondendo à demanda por alimentos mais saudáveis e sustentáveis — sem abrir mão de atributos sensoriais aceitáveis para o consumidor.

Por exemplo, a polpa do café equivale a cerca de 28% do peso seco da cereja. “Esse descarte representa um desafio ambiental devido ao alto teor de cafeína, polifenóis e taninos”, alertam os pesquisadores.

Estudos recentes, sobretudo a partir de 2020, mostram que a polpa do café concentra compostos nutricionais como proteínas (entre 9% e 11%) e lipídios (2% a 17%), além de açúcares redutores — como glicose e frutose, rapidamente metabolizados em processos fermentativos — e extratos não nitrogenados (63%), ricos em carbono disponível, com potencial de aplicação em produtos alimentares, como farinhas enriquecidas e barras nutritivas –  resultado de outra investigação, conduzida em 2024 na Grécia, que aposta na borra de café, rica em fibras (que auxiliam a digestão) e polifenóis (associados à atividade antioxidante) para a elaboração destes produtos.  

Esse perfil ajuda a explicar o interesse crescente pelo uso da polpa do café como ingrediente funcional, somado a evidências anteriores de sua aplicação em bebidas nutritivas e alimentos energéticos, além de estudos que reforçam sua segurança para consumo e uma shelf life prolongada para produtos feitos com ela.

Os pesquisadores substituíram parte da gordura bovina por diferentes proporções de CCPP em amostras de hambúrgueres de 100 gramas, mantendo uma amostra-controle com 20% de gordura. O objetivo foi avaliar impactos nutricionais, tecnológicos e sensoriais.

Os resultados indicam que a incorporação da polpa em pó (CCPP) permite reduzir calorias, gordura total e colesterol, ao mesmo tempo em que eleva os teores de fibra (cerca de 37% no ingrediente), proteína e minerais (como cálcio, potássio e magnésio), além de compostos fenólicos.

Do ponto de vista funcional, o ingrediente apresenta boa capacidade de absorção de água e óleo, além de propriedades emulsificantes e de formação de espuma, características relevantes para a estrutura e estabilidade dos hambúrgueres.

Na avaliação sensorial — conduzida com painel não treinado de 50 degustadores —, as formulações com 50% e 75% de substituição de gordura pelo CCPP obtiveram as maiores notas, com índices de aceitabilidade de 8,25 e 8,22, respectivamente (em uma escala de 9 pontos), com avaliações positivas para aparência, textura, suculência e sabor.

Mais do que um experimento pontual, os resultados sugerem que é possível reformular produtos tradicionais com ganhos nutricionais sem perda de aceitação pelos consumidores — e reforçam o papel da polpa de café como um ingrediente promissor na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.

Para saber mais

Em termos regulatórios, pesquisas como a do CCPP como substituto da gordura animal começam a ganhar relevância no contexto europeu.

Uma revisão científica feita em 2020 sobre subprodutos do café — folhas, flores, cascas, películas prateadas (aderidas à superfície do grão verde e removidas durante a torra) — como novos alimentos na União Europeia aponta que, a partir de 2022, a polpa desidratada deixou de ser tratada apenas como “novo alimento” e passou a ser reconhecida como produto tradicional consumido em regiões como Etiópia e Iêmen. Na prática, isso abriu caminho para sua comercialização no bloco — ainda que de forma restrita, concentrada principalmente em infusões e bebidas.

TEXTO Redação

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3corações compra Yoki e Kitano por R$ 800 milhões

Negócio amplia atuação da empresa no ramo de alimentos 

 

O Grupo 3corações comunicou à imprensa nesta terça-feira (17) a aquisição das operações da General Mills no Brasil, em um negócio avaliado em R$ 800 milhões. A transação inclui marcas como Yoki e Kitano.

O negócio sinaliza a mudança de posicionamento do grupo para um espectro mais amplo do que o café. No mercado brasileiro, a General Mills, uma das maiores empresas globais de alimentos, foca em alimentos básicos, snacks e temperos. “Este é um passo fundamental em nosso propósito de estar cada vez mais próximos da família brasileira, fazendo-nos presentes em diferentes ocasiões de consumo”, afirma Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações, em nota.

O acordo prevê a manutenção das marcas, para um crescimento acelerado do negócio. A conclusão da operação depende da aprovação das autoridades regulatórias competentes e outras condições usuais de fechamento.

TEXTO Redação

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Mantiqueira de Minas recebe Campeonato Brasileiro de Cup Tasters em Carmo de Minas

Evento nos dias 19 e 20 reúne programação técnica, premiação regional e competição nacional de provadores

Carmo de Minas (MG) recebe, entre 19 e 20 de março, a 2ª edição do Festival Mantiqueira de Minas, que inclui o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters. O evento gratuito, promovido pela Aprocam (Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira), acontece no Parque de Exposições do município e busca celebrar a qualidade, a origem e a identidade dos cafés da região.

Com foco em conhecimento, inovação e valorização dos cafés especiais, haverá palestras (confira destaques abaixo). Além do conteúdo técnico, o festival inclui a premiação do Concurso Campeão dos Campeões Mantiqueira de Minas 2025 e o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, promovido pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), que começa um dia antes (18) e vai até 20/3.

“Trazer um evento deste porte reforça ainda mais a reputação do nosso território”, destaca Wellington Carlos Babá, vice-presidente da BSCA, gerente de exportação da Cocarive e provador em Carmo de Minas. “O campeonato promove visibilidade nacional e internacional, uma vez que reúne os melhores provadores de café do Brasil. Como muitos têm projeção global, atraem a atenção de compradores e formadores de opinião — o que é importante para os produtores da região”, diz.

A competição reúne provadores de diferentes partes do país e avalia habilidade, velocidade e precisão na distinção de xícaras. O campeão representará o Brasil no campeonato mundial da categoria, de 7 a 9 de maio, durante a World of Coffee, em Bangcoc (Tailândia).

“Quando realizamos um campeonato em Carmo de Minas, em parceria com a Aprocam, passamos um recado importante: o café especial brasileiro sai das montanhas da Mantiqueira e de diversas outras origens relevantes do país”, afirma Renan Freitas, coordenador de marketing da BSCA. “Ao trazer os principais provadores para a região, olhamos com atenção para a produção local.”

Conheça alguns temas de palestras:

“Denominação de Origem e parcerias que valorizam os Cafés da Mantiqueira de Minas”
Quem: Leandro Costa (Coopervass), Alessandro Hervaz (Coopervass e Aprocam), Ticiana Lopes (Sebrae MG), André Baldim (Sicoob Credivass) e Sergio Henrique Oliveira (Emater)

“Descrição sensorial: a chave para a comunicação de mercado”
Quem: Renan Freitas (BSCA), Wellington Carlos Babá (Cocarive), Samantha Brettas (BSCA) e Dionatan Almeida (Campeão Mundial de Cup Tasters 2024)

“A ciência por trás da cafeicultura regenerativa”
Quem: José Carlos de Oliveira (engenheiro agrônomo, Senar).

2º Festival da Mantiqueira de Minas
Quando: 19 e 20/3
Onde: Parque de Exposições – Carmo de Minas (MG)
Informações: www.instagram.com/mantiqueirademinasoficial 

TEXTO Redação

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ONU oficializa Dia Internacional do Café

Proposta liderada pelo Brasil transforma a data em agenda global para o setor cafeeiro

A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) oficializou, na última terça-feira (10), o dia 1º de outubro como Dia Internacional do Café durante reunião em Nova York. A proposta foi apresentada pelo Brasil.

“Reconhecer o valor do setor cafeeiro aumentará a conscientização sobre sua importância socioeconômica e fortalecerá sua contribuição para a erradicação da pobreza”, disse o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em comunicado oficial.

A resolução relaciona diretamente o café aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, destacando sua contribuição para a geração de emprego e renda, a igualdade de gênero e o desenvolvimento rural.

Embora o Dia Internacional do Café já seja celebrado desde 2015 por iniciativa da Organização Internacional do Café (OIC), a resolução da ONU legitima a data no calendário internacional, o que fortalece a relevância global do setor, que sustenta aproximadamente 25 milhões de famílias no mundo – cerca de 80% delas pequenos agricultores, que operam em propriedades geralmente inferiores a cinco hectares –, gerando receita fundamental para vários países produtores.

“Este marco reflete os esforços coletivos dos membros da Organização Internacional do Café, que atuam em conjunto para elevar a visibilidade global do setor cafeeiro e celebrar os milhões de pessoas por trás de cada xícara”, comemorou a OIC nas redes sociais.

TEXTO Redação

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Espresso&CO faz degustação de cafés colombianos

Lucci Salomão no preparo dos cafés filtrados no método v60

Na terça-feira (24), a Espresso&CO promoveu uma degustação exclusiva de cafés colombianos em São Paulo. O barista Thiago Nego, da DaVinci Gourmet Brasil, apresentou um panorama dos cafés especiais em Medellín, que visitou há pouco mais de um mês,  e das tendências observadas no setor.

“A cena de cafeterias de especialidade em Medellín é bem consolidada. Todos os cafés, mesmo os mais simples, têm um sabor diferente”, destacou. 

Durante a apresentação, o barista comentou as práticas observadas nas cafeterias de Medellín. “Entre as tendências que vi e que fizeram muito sentido é a de que cada café tem seu ritual para ser extraído. Usando o mesmo equipamento, a técnica aplicada era diferente em cada cafeteria”, afirmou. “Outro ponto é a temperatura. Na extração, a maioria das cafeterias não aplica temperaturas hiper altas”.

Thiago Nego apresentando sobre o cenário de cafeterias em Medellín

Nego destacou o alto consumo de bebidas geladas. “Há um aumento no consumo de cafés gelados na América Latina, seja em receitas usando café ou com o café como protagonista, como no cold brew”, explicou.

Após o bate-papo, mais de dez cafés foram preparados pelo barista Lucci Salomão. O público – de profissionais do setor e coffee lovers que já são clientes da Café Store – pode provar diferentes grãos, desde marcas amplamente distribuídas, como Juan Valdez e Matiz, até torrefações menores, como El Laboratorio de Café, Pergamino e Típica.

TEXTO Redação

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Podcast resgata a história global do café em nova temporada

Produzido por James Harper e pelo historiador Jonathan Morris, “A History of Coffee” traz episódios sobre a história do café na Etiópia, na Guatemala e em Hamburgo

A terceira temporada do podcast “A History of Coffee” já está no ar. Produzido por James Harper, produtor de documentários no setor, e Jonathan Morris, professor da University of Hertfordshire, na Inglaterra, e autor de “Coffee: A Global History”, o podcast traz episódios sobre a trajetória econômica, social e cultural do grão.

Os episódios desta nova temporada exigiram mais de cem horas de produção e mais de um ano de pesquisa e viagens, segundo o portal Comunicaffe International.

No episódio lançado em 9 de fevereiro, a narrativa parte das florestas úmidas da Etiópia, onde o café cresce de forma selvagem, para explicar por que essas áreas funcionam como uma “biblioteca genética”, essencial para o desenvolvimento de variedades de arábicas mais resilientes às mudanças climáticas.

Já o episódio anterior, que foi ao ar em 5 de janeiro, examina a relação histórica entre o café e o porto de Hamburgo, na Alemanha. Entre os séculos XIX e XX, a cidade consolidou-se como um dos principais entrepostos globais do grão, o que ajudou a escrever a economia cafeeira moderna.

Estão previstos ainda episódios dedicados ao início do cultivo de café na Guatemala, no começo do século XVIII, quando o território era colônia sob domínio da Espanha e, após a independência em 1821, tornou-se base da economia exportadora do país. Outro eixo aborda a escassez global em períodos como a Segunda Guerra Mundial, quando o racionamento levou ao  consumo de substitutos à base de cevada, centeio e chicória.

A terceira temporada tem patrocínio da Mahlkönig e está disponível no Apple Podcasts e no Spotify. 

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