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São Paulo Coffee Festival: Conheça as atrações musicais de 2023

Ei, galera de São Paulo! Já reservou os dias 23, 24 e 25 de junho para visitar o São Paulo Coffee Festival? Em sua segunda edição, o evento reúne gastronomia, arte e muitos cafés nos estandes das marcas participantes e nas palestras e workshops da grade de programação.

Para deixar o clima ainda mais gostoso, atrações musicais se apresentam durante os três dias de SPCF! A curadoria foi feita por Lucio Ribeiro (@lucioribeiro), jornalista de cultura pop e curador de shows e festivais. Confira quem são e os horários de apresentação:

Sexta (23/6)
14h às 16h – Playlist
16h às 18h – DJ Mexicano
18h às 18h40 – Marina Gasolina
18h40 às 21h – DJ Fiervo

Sábado (24/6)
10h às 12h – Playlist
12h às 12h30 – Isabel Lenza
12h30 às 14h30 – DJ Mexicano
14h30 às 15h10 – Nina Maia
15h10 às 18h – DJ Mexicano

Domingo (25/6)
10h às 12h – Playlist
12h às 12h30 – Ultraviolet
12h30 às 14h30 – DJ Fiervo
14h30 às 15h10 – Papisa
15h10 às 18h – DJ Fiervo

Saiba mais sobre cada artista!

DJ Mexicano
Também conhecido como Mex, iniciou sua jornada no mundo musical nos anos 90, tocando numa banda do circuito underground paulista, porém foi nas picapes que ele se encontrou! Com o projeto Roots Rock Revolution, explorou a mistura de electro, rock, bass music e hip hop. Esteve na linha de frente de diversas festas e eventos de São Paulo e outros estados do Brasil. Mex harmoniza novidades e clássicos para fazer as pessoas dançarem! Instagram @mexicano.

Foto: Natasha Durski

Marina Gasolina
Compositora, cantora, professora, artista visual e escritora. Em 2005, ao lado de Rodrigo Gorky, fundou o Bonde do Rolê, banda que alcançou reconhecimento internacional ao fechar contratos com gravadoras de renome e realizar turnês em diferentes países. Em 2022, lançou o álbum Dispopia. Já neste ano, a artista tem feito shows nas capitais de diversos estados brasileiros. Instagram @monstervello.

Foto: Gabriela Batista

Isabel Lenza
Paulistana com dois álbuns autorais e independentes lançados. Em 2019, mergulhou em novo processo de composição, onde misturou sonoridades com teclados etéreos e beats. Em 2021, apresentou seu álbum “Véspera”. Seu primeiro single estreou no segundo lugar do top 50 da Cena Popload e na playlist editorial Fresh Finds, do Spotify. Instagram @isabellenza.

DJ Fiervo
Com um som que vai além do espectro da disco e do indie-dance, mistura influências de electro, brazil, techno, RnB, funk, afro e rock, com um recorte mais underground. Busca apresentar tanto um caminho mais sintético e de beats retos das pistas dos clubs, até uma seleção mais orgânica, melódica e eclética de festas vespertinas. Instagram @fiervo.

Nina Maia
Cantora, compositora, instrumentista e produtora de 20 anos. Já colaborou em trilhas sonoras de seis longa-metragens e lançou alguns singles de 2021 para cá. Marca presença em bares e festivais de São Paulo, com sua música que caminha entre mpb, jazz contemporâneo e pop. Atualmente está em processo de produção de seu novo projeto solo. Instagram @mninamaia.

Ultraviolet
A banda combina elementos de trip hop e indie pop e é liderada pela cantora Irina Gatsalova e pelo produtor Cello Nascimento. Com guitarras atmosféricas, violões melódicos, pianos elétricos e batidas hipnotizantes, a banda cria uma paisagem sonora que leva os ouvintes a uma jornada emocional. Instagram @_violet_ultra_.

Foto: Guillermo Calvin

Papisa
Cantora, compositora e produtora, integrou as bandas Cabana Café e Parati até apostar em trabalhos solos a partir de 2016. Seu som flerta com rock alternativo, indie rock e dream pop, com pitadas de brasilidade. Para o SPCF, prepara uma apresentação com arranjos intimistas, acompanhados de batidas eletrônicas e loops. Instagram @papisa_.

TEXTO Redação

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Abics forma primeiros profissionais para avaliação sensorial do café solúvel

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) realizou, entre os dias 29 e 31 de maio, em Campinas (SP), no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o primeiro curso de formação de Instant Coffee Graders (IC Graders), denominação dada a provadores profissionais especializados em café solúvel, capacitados com base na metodologia de análise sensorial do produto, desenvolvida pela entidade em parceria com o Ital.

Conforme a consultora da Abics, Eliana Relvas, os IC Graders, como provadores profissionais qualificados e agora certificados, contribuirão com as estratégias de reescrever uma nova história ao café solúvel nos mercados nacional e internacional, com uma identificação clara da categoria e dos atributos dos diferentes tipos de solúvel, para as diversas aplicações e gostos dos consumidores.

“Esse curso foi o marco inicial para a releitura dos cafés solúveis com as suas qualidades, um novo olhar para esses produtos. Neste primeiro curso de formação, contamos com provadores das empresas Nestlé, Cocam, JDE e Native. Todos tiveram desempenho excelente e foram aprovados com base nos critérios da nova metodologia de avaliação sensorial, baseada na intensidade dos atributos percebidos”, destaca.

A “Metodologia do protocolo de análise sensorial do café solúvel” foi desenvolvida pela Abics e pelo Ital ao longo de três anos e lançada, mundialmente, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em 2022, na Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG), contando com a participação de convidados internacionais, como jornalistas, formadores de opinião e representantes de entidades mundiais do setor.

Eliana revela que a metodologia inovadora avalia a qualidade pela intensidade dos atributos e não por pontuações. A classificação obtida através da compreensão das características identificadas auxilia a comunicação entre profissionais das indústrias e pode ser transmitida aos consumidores de maneira mais clara e objetiva, de forma a facilitar a escolha dos cafés solúveis existentes no mercado.

“Com base nos principais atributos diferenciadores que detectamos em nossas avaliações, desenvolvemos um léxico sensorial para café solúvel e, através de um algoritmo, calcula-se este peso da intensidade das características, que indicará a categoria de cada produto”, explica a consultora.

Ela informa que, após a construção desse “glossário sensorial” de atributos descritivos-chave, foram criadas três principais categorias de classificação ao produto: Clássico, Premium e Excelência. “Os cursos de formação dos IC Graders são desenvolvidos com base nesse portfólio, de forma que possamos calibrar os provadores no emprego da metodologia e evoluirmos com o objetivo de torná-la global”, comenta Eliana.

O diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, completa que, nesse primeiro momento, a intenção é formar os profissionais das indústrias brasileiras de solúvel e das empresas das principais marcas do mercado.

Com esse foco, mais dois cursos estão programados, com inscrições abertas no site da Abics, para a realização de 27 a 29 de junho de 2023, no Senai da Barra Funda, em São Paulo (SP), e de 18 a 20 de julho de 2023, no Iapar, em Londrina (PR), ambos com 12 vagas disponíveis cada. Em uma segunda etapa, pretende-se estender a calibração aos importadores de café solúvel brasileiro e, por fim, aos baristas e demais profissionais do setor cafeeiro.

“Com esse avanço gradativo e paulatino, provavelmente conseguiremos implantar a metodologia de avaliação do café solúvel em todo o mundo, pois também a compartilharemos com empresas, especialistas e entidades internacionais, além de clientes da Abics em mais de 120 países. Isso fará com que chegue ao consumidor global uma identificação clara da categoria e dos atributos dos produtos para que possa escolher o que mais deseja para consumo puro ou que se adapte às suas necessidades na gastronomia ou na elaboração de bebidas e drinks à base de café”, projeta.

Assim que os profissionais da indústria estiverem totalmente calibrados e os IC Graders certificados, a Associação iniciará a implementação do programa de “Selos de Qualidade Abics”, que será outra novidade no mercado nacional. O selo será aplicado nas embalagens dos produtos para facilitar o entendimento dos consumidores quanto aos atributos de qualidade e às melhores aplicações.

Exportações e consumo de café solúvel

O diretor da Abics aponta que um dos reflexos dos investimentos das indústrias do setor e do trabalho de capacitação e promoção do produto começa a ser notado nas exportações de café solúvel do Brasil, único segmento da cadeia produtiva a ter desempenho positivo no acumulado de 2023.

De janeiro ao fim de maio, o país embarcou o equivalente a 1,567 milhão de sacas de 60 kg de solúvel, volume que corresponde a 11,5% de todo o café exportado pelo Brasil até o momento e que supera em 2,5% o 1,528 milhão de sacas remetido ao exterior nos cinco primeiros meses de 2022. Em valores, a performance é ainda melhor, com a receita cambial atual avançando 11,7% sobre o ano passado ao alcançar US$ 288,8 milhões.

Outro ponto positivo observado é o desempenho no mercado nacional. Até o fim de maio de 2023, os brasileiros consumiram o equivalente a 390.141 sacas do produto, o que implica um crescimento de 3,1% frente às 378.536 sacas registradas em 2022. “Chama a atenção o fato de que o volume de solúveis importados caiu 41,2% nessa mesma época, o que evidencia que o café solúvel ‘made in Brazil’ conquista, a cada dia, mais consumidores”, conclui Lima.

Os números completos das exportações de café solúvel do Brasil, até maio de 2023, estão disponíveis aqui.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Nescafé Dolce Gusto realiza visitas ao centro de reciclagem de cápsulas

Na semana em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Nescafé Dolce Gusto anuncia a abertura ao público do centro de reciclagem em Osasco (SP) e convida as pessoas a embarcarem na jornada de conscientização da reciclagem. O objetivo é incentivar os consumidores a realizarem a destinação correta dos materiais, fortalecendo, assim, a cadeia sustentável e contribuindo para um futuro mais verde. 

O espaço conta com tecnologias para separar e processar os materiais das cápsulas, como a borra de café e os resíduos orgânicos (que são convertidos em adubo e são compostados) e o plástico (que passa por reciclagem e é transformado em matéria-prima novamente).

“Desde 2019, as cápsulas de Nescafé Dolce Gusto são recicladas no centro e, abrir esse espaço ao público, é um passo importante na jornada da marca e do consumidor em direção a um futuro mais sustentável. Trabalhamos para reduzir o impacto ambiental em todas as etapas de produção dos nossos produtos, desde a fazenda, com o cuidado com o cultivo dos alimentos, passando pela forma como desenhamos as embalagens, até chegar no pós-consumo, quando oferecemos uma solução para a reciclagem”, afirma Taissara Martins, Head de ESG de Cafés e Bebidas na Nestlé. 

Na visita, que terá inscrições abertas até o final do mês por meio do site, o público verá de perto as etapas da transformação das cápsulas e poderá entender como elas são separadas, processadas e transformadas em novos materiais, contribuindo para a conscientização sobre a importância da reciclagem e do consumo responsável. O plástico recebe um novo destino sustentável e borra do café e outros resíduos são devidamente aproveitados, dando um passo importante rumo à economia circular e à redução do impacto ambiental. “Acreditamos que essa iniciativa ajudará a inspirar e educar as pessoas sobre as práticas sustentáveis e a importância de cada indivíduo fazer a sua parte na preservação do meio ambiente’’, complementa a executiva.  

Para facilitar a participação dos consumidores na reciclagem, a empresa conta com 322 pontos de coleta distribuídos por diferentes estados do Brasil. Os endereços estão disponíveis no site, neste link. A marca ainda tem parceria com mais de 110 cooperativas, garantindo a separação e o destino correto das cápsulas para a reciclagem, além de contribuir com a receita das cooperativas e gerar demanda por um material que anteriormente era visto como rejeito. 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Gaggia apresenta super automática que prepara diferentes receitas com café

O novo lançamento da italiana Gaggia é a Gaggia Accademia, uma super automática que prepara 19 receitas, desde o espresso até outras mais elaboradas. Os preparos também podem ser modificados e customizados conforme a preferência da quantidade de café, leite e água, sendo possível também ajustar a configuração de moagem do grão e de características da bebida, como aroma, corpo, crema e espuma do leite.

O painel de controle é multissensorial, com comandos acionados por botão giratório e soft touch. A novidade também dispõe de aquecedor de xícaras, vaporizador pannarello profissional e jarra de leite integrada. O bico de saída é ajustável para acomodar diferentes tipos de xícaras e copos, de 11 cm (4,33 polegadas) a 15,5 cm (6,10 polegadas). A navegação acontece em uma tela de 5 polegadas e, através de um QRCode, é possível acessar e baixar o manual do usuário.

Aqui no Brasil, a Gaggia Accademia pode ser adquirida pela loja oficial da marca ou no Máquinas e Café. Além do ambiente doméstico, o lançamento também pode ser indicado para locais corporativos, como escritórios e salas de espera.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Livro comemorativo de 50 anos da ABIC traz ilustrações feitas pela artista Valéria Vidigal

Em 2023, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) completa 50 anos e, para celebrar, será lançado um livro comemorativo. A obra contará com ilustrações da artista plástica Valéria Vidigal, que há mais de 20 anos se dedica a retratar o setor cafeeiro em suas telas.

A relação de Valéria com o grão vem desde cedo. “Meu pai teve uma importância muito grande no desenvolvimento da cadeia do café. Ele era professor na Universidade Federal de Viçosa, engenheiro agrônomo e fitopatologista, e foi o responsável por trazer a variedade do café catimor para o Brasil”, destaca. O talento de pintar também é uma herança familiar, já que sua mãe era artista plástica. “Foi aos 11 anos que comecei a pintar em tela. De lá para cá, nunca parei”, comenta. Além de pintora, Valéria também é cafeicultora e comercializa o Café Vidigal, cujas embalagens contam com suas artes.

Diversas entidades do setor encomendam suas pinturas. Desde 2003, ela ilustra os anais do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras do Procafé, e, em 2022, o Sebrae lançou o livro “Café com Arte, criar o futuro é fazer história”, comemorativo aos 50 Anos da organização, também com ilustrações da artista. Sobre o livro da ABIC, ela afirma ser uma enorme honra: “Foi um dos maiores marcos na minha carreira de artista, pois eu amo o café e a história da ABIC tem tudo a ver com a minha vida. É uma trajetória nobre que tive a oportunidade de pintar nas obras”. 

Cada capítulo da publicação contará com uma ilustração feita por Valéria, que destaca uma em especial, a intitulada Presidentes: “Me inspirei no quadro Operários, de Tarsila do Amaral. Estou ansiosa para que todos possam ver o resultado”. O livro comemorativo será lançado durante o 29ª Encontro Nacional do Café (Encafé), marcado para os dias 15 a 19 de novembro, no Resort Vila Galé, em Alagoas.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Orfeu Cafés Especiais lança microlote em comemoração aos 75 anos do MAM Rio

Em comemoração aos 75 anos do MAM Rio – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Orfeu Cafés Especiais lança um café de edição limitada. Em versões torrado & moído e de cápsulas compatíveis Nespresso, o Microlote Orfeu MAM 75 anos já está disponível para venda no e-commerce da marca e no próprio MAM Rio.

Orfeu e MAM Rio carregam similaridades: 1948 foi o ano do primeiro talhão da fazenda Sertãozinho e da inauguração do Museu. Para a criação do Microlote, a marca refletiu sobre a trajetória da instituição e em tantos artistas modernos e contemporâneos que fizeram parte do Museu, como Candido Portinari, Lygia Clark, Adriana Varejão, Cildo Meireles, Andy Warhol, entre outros.

O Microlote Orfeu MAM 75 anos é um café arábica da variedade catucaí, cultivado a mais de 1.000 metros de altitude, no sul de Minas Gerais. Após seleção, os grãos receberam uma torra média, resultando em uma bebida doce e ácida, aveludada e pungente, com notas de caramelo e chocolate.

Onde comprar?
No Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro) ou no www.cafeorfeu.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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9º Coffee Dinner & Summit debate melhorias para cafeicultura

Na última sexta-feira (26), foi realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em São Paulo (SP), o 9º Coffee Dinner & Summit. Com tema “Crescimento da produção: seus desafios e oportunidades em tempos de ESG”, o evento reuniu líderes e interessados no segmento da cafeicultura em um dia recheado de palestras e conversas em busca de melhorias no setor.

O deputado Evair de Melo destacou as atenções necessárias para o sistema tributário e melhorias na comunicação. “Temos que somar esforços para o desenvolvimento do país, remunerar melhor os trabalhadores para que o Brasil possa liderar as plataformas internacionais’’, apontou. 

Na sequência, Marco Aurelio, diretor-presidente do Sicoob, realizou uma apresentação em que destacou os pontos da política monetária do Brasil e a expectativa da nova safra do café, que volta a se recuperar e um aumento no consumo. 

A palestra sobre Mercado Global de Café iniciou com a apresentação de Albert Scalla, da StoneX. Ele afirmou que precisamos promover agressivamente o consumo do café nos países consumidores, mas igualmente nos países produtores. “É importante que ele tenha o poder da escolha, acesso a várias possibilidades e que tenha uma experiência prazerosa em casa’’, explicou Albert. Já Cyrille Janet, vice-presidente da SCTA, detalhou pontos trabalhados da empresa com o café e das opções oferecidas ao consumidor. 

Bill Murray, presidente e CEO da NCA, explicou sobre pesquisas realizadas duas vezes ao ano para entenderem o comportamento do consumidor. Em 1950, 80% dos americanos bebiam café uma vez por dia. A bebida era deixada em uma cafeteira e poderia ser reaquecida na parte da tarde. Já em 2004, as pessoas bebiam o café com mais frequência, um aumento de 23% em relação a 1950. 

“O café é a primeira bebida para os americanos, eles entram no mercado de trabalho e bebem mais café, o que aumenta o consumo em nível per capita e as pessoas mais velhas buscam por inovação nessa área. É pouco provável que tenhamos mais pessoas bebendo café, não vamos conseguir converter isso. Às vezes ela não gosta, mas as que bebem aumentam o consumo, essa é a oportunidade’’, completou. 

Bill apontou que os americanos preparam predominantemente café em casa, com pouco menos de um terço consumindo a bebida fora de casa e 62% já associam o grão ao Brasil, país que fica em terceiro lugar no ranking de qualidade pela visão dos americanos, atrás da Colômbia e da Costa Rica. 

Pavel Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que completa 50 anos, destacou os programas de qualidade desenvolvidos ao longo dos anos, respeitando toda a cadeia. “Apenas 4,7 milhões de sacas separam o consumo do Brasil dos Estados Unidos, consumimos cerca de 1.350 xícaras per capita, com crescimento sazonal em maio e junho. A relação do brasileiro com café é emocional, união, reunião entre amigos e família”, pontuou. 

Para fechar, Rodrigo Mattos, analista sênior de bebidas alcoólicas, café e cannabis da Euromonitor, apresentou sobre o mercado asiático, que tem descoberto os cafés especiais em um mercado baseado no uso do solúvel. “As três tendências que podemos avaliar é a tecnologia, com aplicativos de entrega, avanços em máquinas de venda automática; portabilidade, com aumento dos drinques prontos para beber e os métodos de preparo individual como sachês de café gelado e café instantâneo especializado; e a atenção pós-pandemia, com horários de trabalho flexíveis, aumento do uso de aplicativos, preferência por experiências digitais rápidas. Além disso, é importante olhar o café como ingrediente e não só bebida final’’, explicou Rodrigo. 

A sequência do evento foi com o “Painel Associações Globais de Café” e contou com a participação de Eileen Gordon, Secretária Executiva ECF; Michael von Luehrte, Secretário geral SCTA; Bill Murray, Presidente e CEO NCA; Cyrille Janet, Vice-presidente SCTA; Marcos Matos, CEO do Cecafé; Hannelore Beerlandt, Conselheira do Café EC DG INTPA  sistemas alimentares resilientes e sustentáveis; e Vanúsia Nogueira, Diretora Executiva da OIC. O debate foi em torno da legislação europeia, que, segundo Hannelore, busca manter as florestas e os negócios sustentáveis. “O texto original diz que a legislação não é para impedir o desflorestamento, mas, sim, contribuir para sua diminuição’’.  

Vanusia Nogueira destacou que a OIC tem buscado trabalhar cada vez mais com a casa da diplomacia do setor de café especial. “Buscamos o equilíbrio entre os dois processos, trabalhando como uma força-tarefa trazendo processos com principais problemas, soluções e desafios, com o intuito de levar os países que estão longe do campo a conhecer mais a realidade e o que pode ser feito’’, explicou. 

A diretora executiva da OIC apontou que o consumidor está cada vez mais engajado e que busca conhecer sobre rastreabilidade e sustentabilidade, mas isso não é a realidade de muitos consumidores que compram o café por preço. “E aí que precisamos nos unir para explicar para essa cadeia sobre o que é o café especial’’, completou. 

Eileen Gordon pontuou a importância de acompanhar como será feita a implantação desse acordo da União Europeia e Michael Von completou dizendo que são muitos aspectos e direções até 2030. “É uma pauta muito complexa no legislativo europeu. Temos que ter regras claras de importação, os produtores precisam estar em conformidade com tudo que deverá ser entregue. Nosso papel como associação é levar para empresas e membros ferramentas para estar em conformidade com tudo isso’’, completou Michael. 

O Coffee Dinner & Summit contou, ainda, com um painel logístico de exportação de café e de sustentabilidade. Representantes do Vale da Grama apresentaram produtos da região aos participantes no estande do Sebrae, onde foram realizadas degustação e promoção dos cafés especiais da região. Segundo o gestor de Agronegócio da entidade, Junior Correia, há vários anos essa origem produtora se destaca pela produção e pela comercialização de cafés especiais, em uma área muito próspera para a cafeicultura.

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Gabriela Kaneto

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Baobá Cafés aposta na verticalização para expandir negócios no mercado de cafés especiais

Com o objetivo de proporcionar uma experiência de fazenda através de seus produtos, o Grupo Baobá aposta na integração total da operação, do campo ao consumo. A ideia é contemplar o acompanhamento e a rastreabilidade em todo o processo para a garantia da qualidade, englobando todos os aspectos humanos, recursos e tecnologias desde os pés de café, passando pela torrefação, chegando às quatro cafeterias da marca e à mesa dos consumidores.

Hoje, os cafés especiais da Baobá são validados por Q-Graders, especialistas nos protocolos da Specialty Coffee Association (SCA), órgão que define padrões internacionais de avaliação. Além disso, a marca leva o selo “Rainforest Alliance”, que indica a responsabilidade ambiental, igualdade social e viabilidade econômica das comunidades agrícolas, e o selo “Eu Reciclo”, que garante compromisso com a compensação ambiental por meio de contribuição financeira.

Além da verticalização das operações, a Baobá também iniciou em 2021 um movimento de negócio internacional com a inauguração de uma loja em Portugal. Com o investimento, a marca reforça o objetivo de levar para outros países a excelência dos cafés brasileiros. “Globalmente já somos reconhecidos como o país que mais produz e exporta café verde. Em Portugal, chegamos com a proposta de levar ao consumidor a experiência completa, com torra e cafeteria em um mesmo local”, explica a CEO, Monna Brandão.

No último mês de abril, a Baobá deu sequência ao seu plano de expansão com a inauguração da terceira cafeteria no estado de São Paulo, a unidade localizada no Shopping Iguatemi, em Campinas. As outras unidades estão situadas no Shopping Higienópolis, inaugurada em 2022, e na Avenida Paulista, também na capital.

Mais informações: www.fazendabaoba.com.br 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Bialetti e Dolce & Gabbana lançam modelo exclusivo de cafeteira italiana

A Dolce & Gabbana, em collab com a Bialetti Itália, assina o mais novo lançamento da marca, a Moka Dolce & Gabbana. Um dos ícones da cultura pop contemporânea, a D&G foi buscar no “carretto siciliano” (carroça siciliana) a inspiração para a criação da estampa exclusiva.  Símbolo do folclore e cultura da Sicília, berço de um de seus fundadores, o “carretto siciliano” também traz algumas referências comuns para a D&G, como as cores e a ousadia na composição dos desenhos. 

A novidade é exclusivíssima. Cada uma das cafeteiras da coleção têm uma decoração única, que têm uma matriz em comum como base para sua estampa. Mas, a aplicação dos desenhos não se repete de maneira uniforme.

A embalagem também segue o mesmo conceito das cafeteiras. A coleção tem edição limitada e estará disponível nas versões para 3 e 6 xícaras, à venda na loja oficial da marca no Brasil, nas lojas da rede Spicy e lojas físicas premium do segmento.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Melitta busca levar ao consumidor diferentes cafés sem sair de casa

Na última semana, a Melitta apresentou seus novos cafés da linha Compagnia Dell’Arabica, da torrefadora italiana Caffè Corsini. São blends 100% arábica, cultivados em quatro origens diferentes, que carregam a proposta de fazer com que o consumidor viaje pelos aromas e sabores de diferentes países por meio dos cafés especiais. 

Conversamos com Jonatas Rocha, diretor de Marketing da Melitta South America. Segundo ele, a Corsini é uma empresa tradicional, familiar, assim como a Melitta, e está presente em mais de 60 países, com um vasto portfólio de cafés. “Visto a sinergia entre as marcas, o Grupo Melitta adquiriu 70% das ações da Caffé Corsini em 2021, mas as operações se mantêm independentes. A parceria traz duas grandes empresas tradicionais, unidas no propósito de continuar entregando excelência ao mercado de café ao mesmo tempo que aumenta o portfólio da Melitta com uma linha que possa atender aos apaixonados por cafés especiais de forma rápida, relevante e diferenciada’’, conta Jonatas. 

Em relação aos grãos – que são da Colômbia, Costa Rica, Quênia e Índia – Jonatas destaca que a paixão da Corsini pela qualidade e pelo consumidor levou a uma viagem pelo mundo, buscando icônicas regiões produtoras e plantações. Em seguida, foram selecionados os grãos para criação dos blends. “Foi assim que nasceu a linha Compagnia Dell’Arabica, que conta com inúmeros blends e, para o Brasil, conta com quatro diferentes blends, com cafés 100% arábica de origens exóticas e únicas’’.

Jonatas explica que: 

  • O café Índia vem do Sul da Índia e é a melhor qualidade do café monsonado. Leva este nome pois, depois de colher, os grãos verdes são expostos aos ventos de monção por algumas semanas durante a estação chuvosa. Esse processo faz com que os grãos inchem e percam a acidez original, aumentando a doçura e dando-lhes uma cor amarelo-palha. A torra junto com o método de processamento da Corsini, dá ao café um sabor único, com nuances picantes e doces.

  • Já o Colombia traz o Medellin Supremo, nomeado pelo grande tamanho de seus grãos. Graças à doçura particular de seu gosto, os conhecedores locais chamam de doce-suave. Nas terras altas verdes, brisas frescas e ar puro acariciam as plantações deste café dando-lhe notas de caramelo e chocolate.

  • O Kenya é cultivado nas terras altas africanas a uma altitude de 2.000 metros. Um café intenso com notas aromáticas e doces. No Quênia, essa qualidade particular de grão arábica cresce e, após a colheita, é submetido a um processamento úmido para a retirada da mucilagem açucarada que reveste o fruto do café. Este método de processamento do grão verde lhes dá uma acidez cítrica muito agradável. Além disso, o grão possui o duplo “A”, que significa um tamanho acima da média.

  • O Costa Rica cresce nas montanhas do distrito homônimo ao sul de San José, a uma altitude entre 1.200 e 1.700 metros. As condições climáticas e geográficas, combinadas com a riqueza do solo vulcânico, oferecem um ótimo habitat natural para o cultivo. O café tarrazu, com seu aroma leve, limpo e delicado, e seu magnífico perfume, é um dos melhores do mundo.

Jonatas destaca que o objetivo é levar ao consumidor uma jornada pelo mundo, sem sair de casa. “Com aromas e sabores únicos de terras distantes, cada um conta uma história composta por povos e lugares míticos, mas, sobretudo, por famílias de agricultores que há gerações cultivam o café com excelência. A recepção está sendo muito positiva, a experiência vai além do sabor, percorre cultura e conhecimento dos países de origem de cada grão”.

Sobre o café brasileiro em outros países, Jonatas explica que a Melitta comercializa parte dos seus produtos para América do Sul, a exemplo do Paraguai, Uruguai, Chile, Argentina e outros. Já os quatro blends de cafés, citados acima, foram lançados e serão comercializados pela Melitta apenas aqui no Brasil e o esforço atual é para distribuição do produto nos principais pontos de venda em São Paulo. 

A Melitta estará presente no São Paulo Coffee Festival e é patrocinadora da Copa Barista. “Durante o evento, teremos um espaço para oferecer muitas experiências com os nossos cafés fresquinhos. Também iremos patrocinar a Copa Barista, que utilizará só o método Melitta e ainda estamos planejando uma série de ativações, como workshop, masterclass e muito mais. O público pode esperar muita coisa legal vindo da marca neste evento’’, finaliza.

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Fernando Fernandes