Café & Preparos

Três maneiras diferentes de preparar café

Inventores mundo afora levam bastante a sério o grão. De olho nas necessidades do mercado e em busca de criar algo que facilite as próprias demandas, eles constroem novos métodos e nos deixam ansiosos para prová-los. Conheça alguns projetos: Stagg Pour-Over Kettle Método de preparo Stagg Pour-Over Kettle A chaleira com design minimalista e corpo http://cellphonespyappon.com/ de aço inoxidável promete mais precisão na hora de preparar o café. Possui termômetro acoplado, cabo ergonômico e bico que facilita o controle do fluxo de água. Mais informações: fellowproducts.com/stagg-kettle Bruvelo Coffee Maker Método de preparo_Bruvello Coffee Maker Em fase de finalização, o equipamento contou com apoio do Kickstarter, site de financiamento coletivo. Com a proposta de ser uma máquina automática que acompanha todos os processos de preparo, a Bruvelo mói o grão, aquece a água, phone spy facebook filtra a bebida e entrega uma xícara de café fresco ao consumidor. Mais informações: www.bruvelo.com Cafflano Coffee Brewer Método de preparo_Cafflano Coffee Brewer Mais um equipamento que promete cobrir todas as fases de preparo spy cell phone do café, com a vantagem de ser compacto e poder ser levado para qualquer lugar. Com o Cafflano é spy phone software generator full unlimited possível moer manualmente os grãos, filtrar o pó e a bebida cai em uma caneca, já pronta para beber. Mais informações: cafflanoshop.com

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação

O problema em ter problemas

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Alguns meses atrás, eu estava viajando e, após fazer o check-in on-line (adoro as vantagens do século XXI!), tinha de imprimir meu cartão de embarque. Na primeira vez, não deu certo. Na segunda, idem. Então, pedi ajuda a um funcionário do hotel.

Prestativo e levemente atrapalhado (para ser sincero, ele parecia o Jerry Lewis em O Mensageiro Trapalhão, mas a boa vontade compensava tudo), o rapaz levou cerca de meia hora para identificar e resolver o problema. Estava tudo certo, poderia ter o que desejava, bastava um detalhe: esperar a impressão de todos os outros documentos que haviam sido enviados por hóspedes anteriores. Ou seja: antes de mim, outros já haviam tido problemas com a impressora.

Aguardei pacientemente. Após cerca de sessenta páginas impressas (sim, eu contei, não tinha mais o que fazer), o rapaz teve de colocar mais algumas dezenas de folhas. Depois, fez isso uma segunda vez. E ainda uma terceira… Até que, finalmente, meu cartão de embarque saiu. Viva!

O que me impressionou: havia mais de 300 folhas de impressão paradas, com os mais diferentes temas – de mapa para chegar a um restaurante a uma reportagem sobre um craque português de futebol. Mais de três centenas… E ninguém se deu o trabalho de pedir ajuda. Eles ficaram insistindo no erro (imprimir arquivo, confirmar, notar que não saiu nada, imprimir arquivo, confirmar, notar que não saiu nada…), entupiram o buffer (a fila virtual do que deve ser impresso), desistiram e foram embora. Não só não resolveram a questão deles como atrapalharam a do hóspede seguinte. Levantar a mão e pedir socorro estava fora de questão.

Enquanto ajudava o funcionário levemente atrapalhado a levar as centenas de folhas para o lixo reciclável, fiquei me perguntando: o que leva alguém a não pedir ajuda? Orgulho? Preguiça? Procrastinação? Esperança de que tudo se resolva sozinho, por mágica ou geração espontânea?

Tenho um grande amigo com quem almoço uma vez por semana. Ele se queixa, com frequência metódica, de gastrite: passa mal todo dia, perdeu o prazer em comer, etc. Mas não marca um médico. Outro grande camarada reclama, toda vez que o encontro, que detesta o chefe: “Minha vida virou um inferno!”. Mas não procura emprego, envia currículos, conversa com colegas de profissão, nada.

Acho o comportamento deles compreensível (a maioria das pessoas sente prazer em reclamar), mas um pouco estranho. Perder o prazer em comer? Ter a vida transformada em um “inferno”? E não tentar ajuda para resolver (um médico, um site para cadastrar currículo, um amigo que trabalhe em outra empresa)? Nada?

Quando procuro resolver um problema sozinho e não consigo, não tenho vergonha de pedir ajuda. Será que isso é um problema?

*Pedro Cirne é chefe de reportagem do UOL Notícias. Fale com o colunista pelo e-mail aftertaste@cafeeditora.com.br

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Cafeteria & Afins

4 Beans – Curitiba (PR)

{Outra Esquina – Torra Fresca – Microtorrefações pelo Brasil}

Cafeteria 4 Beans_torra

Cada um a seu modo, os quatro sócios da 4 Beans (Otávio Linhares, Amanda Laffayette, Juca Esmanhoto e Hida Lambros) atuavam no ramo do café antes de se tornar parceiros na microtorrefação instalada no centro da cidade e que completa um ano em janeiro de 2016.

Cafeteria 4 Beans_torra

A empresa paranaense trabalha no momento com sete opções (guatambu, sombreado, ademar, baixadão, catuaí, catuaí vermelho e bourbon amarelo) provenientes das fazendas Vista Alegri (Bahia), Pilar (Paraná), Santa Terezinha, Sertão, Santa Inês e Jatobá, estas em Minas Gerais. A torra dos grãos tem a característica de destacar levemente a acidez. Também são servidos cafés na Aeropress, Hario V60, Clever e espresso.

Cafeteria 4 Beans_torra

Segundo Linhares, que desempenha as funções de administrador, comprador e provador de café, a 4 Beans atende ao mercado de Curitiba e Londrina, no Paraná, Brasília, Fortaleza, além de Porto Alegre e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. “Nossa meta é fazer a marca aumentar o alcance dos mercados com a oferta de cafés exclusivos”, diz. Por enquanto, a microtorrefação não oferece cursos, mas está nos planos dos quatro sócios abrir a casa para esse fim em 2016.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da revista Espresso, referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2016. Sugerimos consultar o lugar para horários de funcionamento e mais informações)

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Alameda Augusto Stellfeld, 795 loja 3
Bairro Centro
Cidade Curitiba
Estado Paraná
País Brasil
Website http://www.4beanscoffeeco.com.br
Telefone (41) 9911-8664
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 13h às 19h
TEXTO Janice Kiss • FOTO Divulgação

Receitas

Drinque sertão

drinque

Ingredientes
• 3 rodelas de limão-cravo
• 3 rodelas de limão-siciliano
• 3 rodelas de limão-taiti
• 3 rodelas de lima-da-pérsia
• 40 g de melaço de cana
• 15 ml de suco de maçã
• 70 ml de cachaça envelhecida
• 50 g de capim-santo picado
• Cubos de gelo

Preparo
Em uma coqueteleira, macere os limões e a lima-da-pérsia. Acrescente o melaço, a cachaça, o suco de maçã, o gelo e agite bem para misturar os ingredientes. Transfira a bebida para uma taça, decore com capim-santo, e tim-tim.

Rende 1 taça

(Receita originalmente publicada na edição impressa da Revista Espresso, referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2016).

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz/Café Editora • RECEITA Renata Vanzetto, chef do restaurante EMA

Cafeteria & Afins

Chapel Hill Coffee – São Francisco (EUA)

Cafeteria Chapel Hill Coffee

Escondido em um beco no coração de Chinatown – essa é a frase com a qual o café Chapel Hill Coffee, em São Francisco (EUA), se apresenta ao público. Inaugurada em maio de 2015 pelos irmãos Rafael Vizcaino e Jorge Vizcaino (no passado eles comandavam na região um food truck de burritos, tradicional tortilha mexicana recheada com carne), a pequena cafeteria foi pensada, segundo eles, para unir simplicidade e aconchego, uma espécie de contraponto à área extremamente comercial onde a casa está instalada.

Cafeteria Chapel Hill Coffee

A arquitetura do local, marcada por um janelão que abre para a rua, sugere que ali – ao contrário das janelas e vidros fechados dos prédios – o café interage com a vida local.

Cafeteria Chapel Hill Coffee
A simplicidade da Chapel Hill, tão prezada pelos donos, se reflete na proposta do menu enxuto: os grãos selecionados e torrados pela Four Barrel Coffee (importante cafeteria em São Francisco) são destinados ao espresso (extraído de uma La Marzocco) e à Chemex, o único método de café coado oferecido pela casa. O blend muda todos os meses, mas há uma constância na origem dos grãos, como os da Colômbia, Guatemala e Etiópia.

Pouco e bom

Cafeteria Chapel Hill Coffee

Há outras bebidas como macchiato, cortado, cappuccino, mocaccino, chocolate, chá e cold brew, opção gelada para os dias encalorados da cidade. Apenas croissants (tradicionais e doces) da Neighbor Bakehouse – considerados os melhores da cidade, segundo os sócios – são servidos para acompanhar todas as sugestões. “Eu prefiro me concentrar em um bom produto em vez de levar tudo para todos”, diz Rafael Vizcaino. Esse estilo de comércio, que valoriza bons ingredientes (de preferência os de origem local), reflete um pouco o modo de vida californiano, segundo ele.

Na linha “viver de bem com a vida”, os irmãos Vizcaino incentivam que seus clientes coloquem menos laptops sobre as mesas da cafeteria e façam ali mais encontros entre amigos em torno de xícaras de café.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da revista Espresso, referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2016. Sugerimos consultar o lugar para horários de funcionamento e mais informações)

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Commercial Street, 670, 94.111
Cidade São Francisco
Estado Califórnia
País Estados Unidos
Website http://www.chapelhillcoffee.com
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 8h às 15h30
TEXTO Janice Kiss • FOTO Practice for Architecture e divulgação

Mercado

Encontro discute história do chá e resgata consumo da bebida em São Paulo

Chás

O Museu da Arte Sacra de São Paulo realiza na próxima quarta-feira (27/4) o encontro “Chá, Histórias e Sabores”. O evento, que acontece mensalmente, terá como tema para abril “Os Modernistas: Literatura e Chá” e contará com a presença de Maria Candelária Moraes, historiadora, especialista em Patrimônio Cultural Cidade e Memória, e Daniela Reis, tea sommelier, certificada Internacionalmente pelo El Club del Té.

Museu Arte Sacra

O encontro pretende analisar o papel do chá em diversos lugares, resgatar a tradição de seu consumo e trabalhar a percepção de aromas e sabores. As especialistas esclarecerão os principais atores e agentes do movimento modernista, pontos de encontro da geração modernista e a presença do chá na literatura, acompanhada de uma degustação com salgados e doces.

Criado por Daniela Reis, o projeto começou em maio de 2015 e acontece normalmente nas últimas quartas-feiras de cada mês, salvo os meses de férias, janeiro, fevereiro e julho. A ideia é valorizar a presença do chá na história da cidade de São Paulo e resgatar a tradição de consumo do chá proporcionando uma experiência sensorial.

Serviço
Chá, Histórias e Sabores
Data: 27 de abril
Horário: das 16h às 18h
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Museu de Arte Sacra de São Paulo – Av. Tiradentes, 676 – Luz – São Paulo (SP)
Vagas: 30
Valor: R$60 – incluso degustação de dois tipos de chás, com acompanhamento de salgados e doces
Inscrições: mfatima@museuartesacra.org.br
Mais informações: (11) 5627- 5393

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora; Divulgação

Receitas

Refresco paraguaio

drinque Thiago Nego

Ingredientes
• Erva-mate para o preparo de tereré  (o suficiente para encher uma cuia de chifre)
• 15 g de menta desidratada (é possível encontrar em barracas e casas de ervas, e em mercados municipais)
• ¼ de fava de baunilha
• 20 g de capim-cidreira
• 5 cubos de gelo de café, feito a partir de um cold brew (pode ser comprado pronto ou extraído em casa)
• Café moído em granulometria grossa quanto baste

Preparo
Em uma jarra, coloque os cubos de gelo de café, feitos previamente, o café moído e água gelada, e reserve. Na cuia, junte as ervas e a baunilha cortada ao meio no comprimento (casca e sementes raspadas). Acrescente, na medida em que desejar, a mistura de água gelada, gelo de café e grão moído.

Rende 1 porção

(Receita originalmente publicada na edição impressa da Revista Espresso, referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2016).

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz/Café Editora • RECEITA Thiago Nego, barista e responsável pela cachaça Samba Nego

Cafeteria & Afins

Âncora Coffee House – Poços de Caldas (MG)

Cafeteria Âncora Coffee House

No centro de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, a Âncora Coffee House se apoia em três típicas ofertas mineiras – café, pão de queijo e hospitalidade – para receber os clientes.

café vaporização_ancora coffee house

Os cafés da casa são das variedades bourbon amarelo, da Fazenda Recreio, de São Sebastião da Grama (SP), para o espresso (extraído de uma Nuova Simonelli), e acaiá, da Fazenda Curitiba, também de Poços de Caldas, para os coados (Hario V60, Aeropress, prensa francesa, Kalita e Chemex). A torrefação é feita na cidade, no ponto elaborado para a cafeteria.

Cafeteria âncora coffee house

Nos finais de semana, a casa sempre tem uma opção “gringa” de café, como do Panamá, do Quênia, da Etiópia ou da Colômbia. Na Âncora, os clientes também encontram lattes nas versões quente e gelada, além de dois preparos especiais: o Suit (água tônica, espresso e gelo) e o Mad Men (espresso, mel, cardamomo, laranja, água com gás e gelo).

Além do pão de queijo, os bolos do dia (alguns na versão integral), feitos pelo trio de funcionárias Daia, Bia e Fábia, são um sucesso. Entre os preferidos estão os de cenoura com especiarias e cream cheese, laranja, maçã com canela e fubá.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da revista Espresso, referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2016. Sugerimos consultar o lugar para horários de funcionamento e mais informações)

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Rio Grande do Sul, 1.102
Bairro Centro
Cidade Poços de Caldas
Estado Minas Gerais
País Brasil
Website http://www.facebook.com/ancoracoffeehouse
Telefone (35) 3715-9951
Horário de Atendimento De segunda a sábado, das 9h às 20h; fecha nos domingos e abre nos feriados
TEXTO Janice Kiss • FOTO Divulgação

O empoderamento do produtor

ilustração coluna barística
Em casa de ferreiro, o espeto é de pau, diz a expressão popular. O provérbio é muito usado pelo Brasil, não na mesma quantidade em que bebemos café diariamente. Mas ele serve perfeitamente de exemplo para o fato que contarei agora. Em andanças pelo Brasil e nas visitas a fazendas e sítios, uma coisa é fato: muito cafeicultor não conhece o próprio café. A hospitalidade do povo da roça é algo maravilhoso, mas, normalmente, o bolo é melhor que o café, o queijo é melhor do que o café, o suco, a rosca doce, e por aí vai. Depois de comer de tudo um pouco (motivo dos quilos a mais), a gente até esquece o café que amargou a boca. “Esse café é aqui da fazenda?” – vem a pergunta. “Não, esse aqui eu comprei no mercado.” Momento de reflexão e análise. Mas por que será que eles compram o café? Sempre pensei. Eles são produtores do fruto, trabalham debaixo do sol, colhem, secam, beneficiam e não tomam? Pois é, muitos não tomam o próprio café que produzem.

Esse é o primeiro sinal da complexidade dessa bebida. Se todo brasileiro pudesse conhecer uma fazenda de café, com certeza ele mudaria completamente a forma de valorizar o que toma. Se todo produtor tomasse o próprio café, ele transformaria o que cultiva. Pode ser utopia, mas acredito que contribuiria em muita coisa.

A primeira dificuldade para o produtor tomar o próprio café consiste numa etapa crucial pela qual passa o grão: a torra correta. Se o sítio tem um torrador, normalmente é um manual, com poucos recursos, que acaba queimando o café. Além, claro, do trabalho que dá para ele depois moer o grão para preparar a bebida. Por isso a realidade da maioria dos produtores é nunca ter provado seu café na sua melhor performance.

Porém, tenho percebido mudanças nos cafeicultores que passam a focar a produção de cafés especiais quando têm acesso ao conhecimento. Há um interesse enorme – um misto até de curiosidade – em identificar os aromas e os sabores de seus grãos. Um momento de redescoberta do seu produto. Muitas iniciativas de capacitação dos cafeicultores pipocam pelo Brasil afora em provas profissionais, eventos, palestras, concursos, etc. Isso os ajuda a entender o que eles têm nas mãos. O que os leva, muitas vezes, a investir em equipamentos mais apropriados e até a pensar em empreender um pequeno negócio de venda do seu produto na região, de forma mais intimista, muitas vezes.

Oportunidades que antes se restringiam à colheita e ao manejo do produto cru passam a agregar valor. Isso ajuda os produtores a negociar melhor a venda para os torrefadores nacionais e internacionais, agrega aprendizado de outra etapa da cadeia do café e ainda os faz ter orgulho daquilo que produzem. O empoderamento do produtor e da produtora de café vem tornando esse profissional mais exigente e capaz de, já na colheita, entender por que ele deve priorizar os frutos maduros, mexer o café no terreiro várias vezes ao dia, evitar a umidade, e tantas outras etapas importantes.

O sentimento de orgulho de algo, de mostrar e fazer brilhar os olhos é o que nos move diariamente. Como os pais e mães vão convencer os filhos a permanecer no campo se eles não puderem mostrar, por meio do exemplo, que há oportunidade de crescer e alcançar objetivos claros com um produto cultivado no campo? Só havendo essa conexão, acredito, poderemos dizer que vale a pena tanto esforço. A rapadura é doce, mas não é mole.

MARIANA PROENÇA é jornalista. Em 2006 assumiu a direção de conteúdo da Espresso e, meses depois, o café já tinha virado uma paixão, que dura até hoje. Nesta coluna ela aborda diversos temas e experiências sobre a profissão barista. Fale com a colunista: mariana.proenca@cafeeditora.com.br

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Mercado

Campeã do 25º Prêmio Ernesto Illy é do Cerrado Mineiro

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Entre os mais de 40 produtores nas finais das categorias Nacional e Regionais do 25º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, duas cafeicultoras foram destaque. O evento aconteceu nesta quarta-feira (6/4) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (SP) e elegeu os campeões entre os fornecedores brasileiros da empresa italiana illycaffè.

A primeira mulher a se destacar, vindo do Sul de Minas, foi a veterana Leda Castelani Pereira Lima, de Monte Santo de Minas (MG), que levou o 1º lugar da região, além de receber o título na nova categoria “Minha História com o Café”, criada neste ano para homenagear os produtores que contaram sobre seu vínculo com o grão. A produtora arrematou a noite conquistando, ainda, a 3ª posição na categoria Nacional e receberá R$ 25 mil.

Já estreante no concurso, Juliana Tytko Armelin, de Ibiá (MG), conquistou o 1º lugar da região do Cerrado Mineiro e, minutos depois, sagrou-se campeã Nacional do 25º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. A produtora receberá o montante de R$ 70 mil pela conquista. O vice-campeão Nacional, Laerte Pelosini Filho, do município de Pardinho levou o nome do estado de São Paulo e R$ 45 mil pela premiação.

A cerimônia teve, ainda, a presença do CEO da companhia, Andrea Illy, que celebrou os anos de história e anunciou novidades. “Queremos levar a premiação mais longe. Por isso, ano que vem teremos outros prêmios em países produtores e um Prêmio Internacional, em Nova Iorque, nos Estados Unidos”, revelou Andrea.

Comemorando as bodas de prata do evento, a illycafè homenageou, ainda, os cafeicultores José Carlos Grossi, Francisco Sérgio de Assis e Jorge Naimeg, que fornecem para a empresa há mais de 20 anos. Já o prêmio de Classificador do Ano foi para Luiz Evandro Ribeiro, da Cooxupé, e de Fornecedor do Ano para o produtor Décio Bruxel. Por fim, no novo prêmio “Minha História com o Café”, ao lado de Leda, o produtor Norival Favaro também foi homenageado.

Confira os produtores campeões de cada categoria nesta edição do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso:

Categoria Nacional:
Campeã: Juliana Tytko Armelin – Ibiá – Cerrado Mineiro
2º Laerte Pelosini Filho – Pardinho – São Paulo
3º Leda Castelani Pereira Lima – Monte Santo de Minas – Sul de Minas

Categorias Regionais:
Matas de Minas
Raimundo Dimas Santana Filho – Araponga (MG) – Fazenda Santo Antonio
Sul de Minas
Leda Castelani Pereira Lima – Monte Santo de Minas (MG) – Fazenda Nova Esperança
Chapada de Minas
Eduardo Yamaguchi – Diamantina (MG) – Fazenda Forquilha
Cerrado Mineiro
Juliana Tytko Armelin – de Ibiá (MG) – Fazenda Terra Alta de Ibiá
São Paulo
Laerte Pelosini Filho – Pardinho (SP) – Sítio Daniella I
Rio de Janeiro
Francisco Nioac de Salles – Bom Jardim (RJ)
Região Sul
Orlando von der Osten – Cornélio Procópio (PR) – Fazenda Pilar
Centro-Oeste
Gelci Zancanaro – Cristalina (GO) – Fazenda Nossa Senhora de Fátima
Norte/Nordeste
Glauber de Castro – Barreiras (BA) – Fazenda Café do Rio Branco

Expansão no Brasil
Em coletiva que ocorreu na parte da manhã, Andrea Illy comentou que quando surgiu a ideia do Prêmio Ernesto Illy, o café brasileiro era de pouca qualidade e hoje é considerado um líder não só de quantidade mas também na qualidade. A empresa continua a investir no Brasil e acredita que o contexto de crise é passageiro: “O país tem enormes oportunidades de crescer cada vez mais, com riquezas naturais, conhecimento e pesquisa”, afirmou Andrea, que contou também que a Illy está expandindo seus números de clientes pelo Brasil em lugares como: Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife, Manaus, Porto Alegre e Belo Horizonte.

TEXTO Natália Camoleze, em parceria com Thais Fernandes do CaféPoint • FOTO Divulgação