Barista

Campeonato Brasileiro de Aeropress recebe inscrições hoje

Como nos anos anteriores, a organização recebe em horário marcado os formulários. Os primeiros 27 enviados que cumprirem com os requisitos do regulamento participam da competição.

Hoje, 27/3, o Campeonato Brasileiro de Aeropress recebe as inscrições, às 20h (em ponto), horário de Brasília. Para adiantar a sua inscrição, baixe o formulário, preencha, salve e aguarde a hora de envio. Em 2016 as inscrições fecharam automaticamente em três minutos.

Veja o formulário de inscrição

Pode participar da competição qualquer brasileiro que esteja apto a se descolar por conta própria ao evento, após a aprovação da pré-inscrição. As regras atualizadas estão neste link.

leia mais…

TEXTO Da redação • FOTO Olivia D'Agnoluzzo

Barista

Hugo Rocco – O Brasil é bronze

O País alcançou uma das melhores posições em um campeonato internacional de café. Hugo Rocco, do Moka Clube, de Curitiba, conquistou o terceiro lugar no Campeonato Mundial de Aeropress, realizado em junho, em Dublin, na Irlanda

Para entender como foi essa história, é preciso voltar alguns meses, quando Hugo foi o vencedor da segunda edição do Campeonato Brasileiro de Aeropress e ganhou o direito de representar o Brasil no mundial. Realizado em março, em Curitiba, o evento nacional e itinerante teve a participação de 27 competidores, de sete estados do Brasil, que disputaram a melhor receita para o café do produtor José Renato Alves, um grão cereja descascado
da variedade catuaí, colhido e beneficiado em 2015, na Fazenda Vista Alegri, em Piatã (BA). O evento foi organizado pela Terceira Onda Consultoria em Café e pela 4Beans Coffee Co.

O BRASIL EM DUBLIN
O Campeonato Mundial de Aeropress é bem descontraído e, na Irlanda, não seria diferente. O evento proporciona a troca de conhecimento entre baristas, além de reunir cinquenta competidores de países diferentes, que preparam receitas distintas para o mesmo café. Neste ano, o grão escolhido foi da Colômbia, região de Huila, variedade bourbon amarelo, torrado pela Workshop Coffee, de Londres.

O objetivo da competição é premiar o melhor preparo no método Aeropress. Para isso, quatro juízes votam às cegas nos melhores cafés de cada rodada. Eram quatro competidores e um apenas seguia para a próxima fase. Entrevistamos o barista Hugo, proprietário do clube de assinatura Moka Clube, fundado em 2012, que nos contou da sua experiência em terras irlandesas.

Como foi seu treinamento? Quais sabores do café você quis destaca com a receita escolhida?
O treinamento se misturou com a paixão que eu desenvolvi pela Aeropress. Assim que decidi participar do campeonato nacional, em fevereiro deste ano, fiquei fascinado pelos diferentes resultados que a Aeropress entrega, mudando as variáveis do preparo. A cada preparo eu imaginava como seria o próximo, para que o resultado ficasse ainda melhor. No caso do café do campeonato mundial, foi a primeira vez que eu tomei um café colombiano em que a acidez se destacava do corpo. Por isso, meu objetivo na receita foi a acidez em primeiro plano e a doçura em segundo.

Como foram as rodadas?
Foram três rodadas, com quatro participantes cada. A primeira foi contra Inglaterra, Irlanda e Romênia, e os quatro juízes votaram na minha xícara. Na segunda, eu estava tão focado que acabei não vendo contra quem estava disputando e o resultado foi unânime mais uma vez. A final foi entre Brasil, França, Holanda e Polônia.

Qual a emoção de conquistar o terceiro lugar no campeonato?
Por ser a primeira vez que eu entrei em uma competição, ganhar o campeonato nacional foi uma grande surpresa e a afirmação de que estou no caminho certo quando escolhi trabalhar com café. Trazer esse resultado para o Brasil foi uma forma de agradecimento a todos os que me ajudaram a estar lá, à minha família e em especial ao Eystein Veflingstad, da Terceira Onda Consultoria de Café, que fez um grande esforço para organizar o Campeonato Brasileiro de Aeropress.

Qual dica você daria para um barista que quer se preparar para uma competição?
Estudem sobre as variáveis principais da extração e foquem o que realmente faz a diferença.

Como você começou a se interessar por café?
O interesse surgiu em 2008, quando eu morava em Londres e percebi que os cafés brasileiros eram gostosos e bem diferentes do que costumávamos tomar por aqui. E a paixão surgiu quando voltei e fui conhecer uma fazenda produtora de café especial.

Quais são os seus projetos futuros e novos lançamentos?
Gostei muito de competir. Pretendo me preparar para manter o título de campeão brasileiro de Aeropress e alcançar o primeiro lugar no mundial em 2017. Para o Moka Clube, nossa próxima novidade é um espaço dedicado ao café, com torrefação, brew bar, salas de curso e parque de diversões para baristas.

Resultado do Campeonato Mundial de Aeropress 2016

1º lugar Filip Kucharczyk (Cafe Targowa), Wrocław, Polônia
2º lugar Jerome Dittmar, jornalista, Lyon, França
3º lugar Hugo Sousa Rocco (Moka Clube), Curitiba, Brasil

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Cibele Rocha

Barista

Inédito! Campeonato Brasileiro de Aeropress 2017 será em fazenda de café

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Após o primeiro World Barista Championship, lançado em 2000, em Monte Carlo, Mônaco, os cafés especiais ganharam mais visibilidade. Hoje, campeonatos paralelos e variados métodos de preparo alavancam a carreira de baristas.

No meio de tantos concursos que foram surgindo, como as competições de preparo, degustação, latte art, torra, café turco e até de drinques alcoólicos à base de café, apareceu uma modalidade competitiva que chamou muito a atenção dos apaixonados por esse universo.

Por se tratar de uma competição mais leve e livre de protocolos, o Campeonato Mundial de Aeropress destacou-se na nova geração de baristas. Com uma comunicação dinâmica que dispensa o julgamento de formalidades técnicas, o concurso tem como critério-chave o resultado final da bebida na xícara, tendo por objetivo a alta qualidade do café elaborado. Todos os competidores recebem o mesmo café e criam uma receita para ele. Três juízes votam, às cegas, no melhor da rodada e o barista escolhido passa de fase, até chegar ao campeão.

No Brasil, o primeiro Campeonato de Aeropress foi realizado em março de 2015, em São Paulo, no studio do Isso É Café, e teve como vencedor o barista Edgar Martins, da cafeteria Urbe Café Bar. Já o segundo aconteceu em Curitiba, no Nex Coworking, e o primeiro colocado foi Hugo Rocco, do Moka Clube. Todos são organizados pela Terceira Onda Consultoria em Café, de Eystein Veflingstad.

campeonato de aeropress

Esse ano, o 3º Campeonato Brasileiro de Aeropress acontecerá no dia 27 de maio, às 15h, no Sítio Santa Rita, localizado no município de Espera Feliz, divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, na região de Serra do Caparaó. Será o primeiro campeonato dessa categoria no mundo a ser realizado em uma fazenda produtora de café.

Enquanto os baristas competem, os patrocinadores poderão exibir seus produtos em estandes e interagir com o público. Com grande procura nos anos anteriores, este ano as camisetas, canecas e cartazes do evento contam com a arte do escritório de design Na Casa da Joana. Além disso, acontecerão apresentações artísticas e comercialização de bebidas, comidas e souvenires.

Os primeiros 27 baristas inscritos irão competir e o grande vencedor representará o Brasil no World Aeropress Championship, também neste ano, com direito a passagem e estadia em Seul, na Coreia do Sul. Os juízes serão Bebel Silva Hamu, da torrefação AHA Coffee, Jhone Milanez B. Lacerda, do Sítio Santa Rita e Eystein Veflingstad, campeão da versão norueguesa do campeonato de 2014 e organizador do evento no Brasil.

Produzido em solo capixaba, a 1.250 metros de altitude, o grão utilizado na competição será o da variedade caparaó amarelo, do Sítio Santa Rita. Com secagem lenta e controlada pelo cafeicultor Jhone Lacerda, será torrado pelo barista Fred Ayres, d’A Cafeteria, especialmente para o evento.

campeonato de aeropress

As fichas de inscrição estarão disponibilizadas em breve pela organização e devem ser enviadas para o e-mail campeonatobaristadeaeropress@gmail.com, no dia 27 de março, a partir das 20h, horário de Brasília. Não serão aceitas as fichas enviadas antes deste horário.

Mais informações: facebook.com/aeropressbr e instagram.com/campeonatodeaeropress_br

TEXTO Redação • FOTO Olivia D'Agnoluzzo

BaristaMercado

Campeonato de Cup Tasters será realizado em Varginha (MG)

A Brazil Specialty Coffee Association, responsável pelas etapas nacionais de seleção para os campeonatos de barismo, está aceitando opiniões do público para definir os locais onde serão realizados os campeonatos de Coffee In Good Spirits, Latte Art e Brewers, que terão suas fases internacionais em Budapeste, na Hungria, no mês de junho.

A categoria Cup Tasters, após a parceria com o Via Café Garden Shopping, será realizada em Varginha (MG), onde será cedido o espaço para o evento, preços diferenciados de hotéis para os competidores e promoções de alimentação no shopping. A data não foi divulgada.

Para quem se interessar em participar das competições e quiser dar sua opinião sobre possíveis locais, ou que prefere que todos os eventos sejam em Varginha (MG), a BSCA está recebendo mensagens pelo inbox da página do facebook da BSCA até o dia 6 de março.

Cup Tasters 2017

TEXTO Da Redação • FOTO Érico Hiller/Café Editora

Barista

Belo Horizonte desponta com opções de cursos de café

Copa Barista / Vitor Macedo

São muitas as opções para apaixonados por café e também alguns cursos avançados. Veja qual se encaixa no seu perfil e aprenda com especialistas na capital mineira. Conheça algumas opções para os próximos dias:

Felipe Brazza - BrunoLavorato

Programação
Workshop de técnicas de Latte Art e Cappuccino
Data: 29/1
Baristas Mauricio Rodriguez Carrasco e Felipe Brazza
Conteúdo:
• Como preparar Cappuccino Italiano
• Vaporização correta e suas diferenças
• Tipos e diferenças de leite
• Pasteurização
• Técnicas de arte e desenhos no leite
Carga horária: das 9h às 14h
Local: Café das Amoras
Mais informações e inscrições: (31) 3566-8252 ou beba@cafedasamoras.com.br

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Workshop – Métodos de Extração
Data: 4//2
Instrutores: Ivan Totti e Julia Fortini Souza
Um workshop que ensina sobre os métodos de extração do café. Você aprenderá mais sobre os métodos de preparo do café, podendo provar a diferença do mesmo grão extraído em métodos distintos.
Carga horária: das 10h às 12h
Local: Academia do Café
Mais informações e inscrições: www.academiadocafe.com.br

Copa Barista - VitorMacedo

Curso de Torra – Módulo I
Data: 7,8 e 9/2
A torra é uma arte, uma ciência. É necessário muita habilidade, atenção e conhecimento para se ter uma torra ideal. No curso de Torra módulo aprenda como torrar um café por perfil, aprendendo sobre a temperatura, o tempo e as etapas de uma torra ideal. Cada aluno terá oportunidade torrar e provar o café para desta forma avaliar para chegar ao ponto ideal da torra. O curso, através da teoria e da prática, oferece os preceitos básicos para o domínio da arte de torrar o café.
Carga horária: das 9h às 18h (dias 7 e 8/2) e das 9h às 13h (dia 9/2)
Local: Academia do Café
Mais informações e inscrições: www.academiadocafe.com.br

Veronica Belchior - VitorMacedo

Pós-graduação em cafés especiais
Data: a partir de março/2017
Verônica Belchior é louca por café e entrou para o mundo da pesquisa sobre tema há alguns anos. Com o certificado de Q-grader, barista, bióloga, mestre em Ecologia e doutoranda em Ciência de Alimentos, ela tem como tema de estudo a correlação entre a análise sensorial de cafés especiais e a composição química destes cafés. A profissional está a frente da coordenação da nova pós-graduação em Tecnologia da Produção de Cafés Especiais no UniBH, em Belo Horizonte (MG), que será lançada em março de 2017 e está com inscrições abertas.
Local: UniBH
Mais informações

Fique de olho também na agenda da Cafeteria Will Coffee.

TEXTO Da redação • FOTO Vitor Macedo/Café Editora

Barista

Pressca: novo método chega ao mercado

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Já pensou em preparar e saborear um café onde quiser, unindo rapidez, mobilidade e qualidade? Assim pode ser definida a Pressca, um lançamento que promete revolucionar a forma de preparar e degustar café. Com tecnologia exclusiva de extração por pressão, além de um método simples e rápido, o produto oferece a possibilidade de testar novos sabores e aromas e realmente levar o café no seu dia a dia.

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Com sete cores e formato moderno e vibrante, além de tecnologia e produção 100% nacionais, na prática a Pressca proporciona uma verdadeira experiência gastronômica bem similar à french press. E o melhor, usá-la é realmente muito simples: basta adicionar água quente, seu pó preferido em qualquer moagem e aguardar alguns minutos. O método dispensa o filtro de papel, permite extrair todas as propriedades do café e saborear uma bebida que combina com seu estilo de vida.

Veja como funciona

A Pressca foi idealizada para ser a menor, mais leve e versátil cafeteira do mercado. Ao variar o tempo de preparo, por exemplo, é possível descobrir uma diversidade de sabores e criar um café que harmonize totalmente com seu paladar, mesmo utilizando sempre o mesmo tipo de pó. Além disso, ela possui um eficiente sistema de isolamento térmico, para manter sempre quentinho o café.

A Pressca pode ser usada de maneira pessoal e doméstica, ou até mesmo profissional. Com ela é possível preparar até 350 ml de café, conforme a dosagem do pó e consequente intensidade da bebida de sua preferência. Outro ponto positivo da Pressca é possibilitar que o café, depois de pronto, seja saboreado na própria cafeteira, usando o êmbolo/copo como xícara. Assim, esse recurso fundamental também auxilia no consumo fora de casa, no escritório, durante uma viagem, passeio, na praia ou onde preferir.

Além de toda a facilidade de manuseio e preparo, a hora da limpeza também é outro ponto a destacar. A borra é removida inteiramente e, com um simples enxágue, o produto já está pronto para um novo uso.

Compre aqui: www.cafestore.com.br

TEXTO Publieditorial • FOTO Divulgação

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Natalatte arrecada brinquedos em troca de cappuccinos

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O projeto Natalatte chega à terceira edição com a meta de arrecadar brinquedos e kits escolares para comunidades carentes de São Paulo. Um brinquedo novo ou usado (em bom estado) por um cappuccino. Ou uma oficina por R$ 50, revertidos para a composição de kit escolar. Essa é a troca proposta pelo Natalatte 2016 a quem quiser ajudar o projeto. Em 2015 foram arrecadados 4 mil brinquedos distribuídos em comunidades da zona sul de São Paulo. Este ano o evento homenageia o barista Rogério Itokasu, o Ito, que faleceu neste ano após a luta contra um câncer. Ito, um dos grandes incentivadores do projeto, dá a cara do cartaz que está estampado em mais de 30 estabelecimentos da Grande São Paulo.

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O projeto, idealizado pelo barista Ton Rodrigues, da True Coffee Brasil, e Bruna Dorneles, ativista social e voluntária no CAPS – Centro de Arte e Promoção Social neste ano tem a participação de 38 cafeterias (no ano passado foram 14) que pretendem aumentar a quantidade de brinquedos que serão entregues em comunidades do Grajaú, na zona sul da capital, Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo. “A novidade agora será a doação de kits escolares”, comenta Ton Rodrigues.

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Nano Cafés Especiais

Como funciona
Até o dia 1º de dezembro as cafeterias que fazem parte da campanha farão as trocas de brinquedos por cappuccinos. Nesse meio tempo ocorrerão as oficinas com temas variados, como as de biscoitos natalinos, broas, chás, cafés etc, que custam R$ 50 cada uma, com direito a participação de um adulto e uma criança. “É uma forma bacana de envolver a família com os temas”, comenta Ton.

Por fim, para fechar o Natalatte 2016, nos dias 10 e 11 de dezembro, das 10h às 20h, um grupo de baristas irá preparar cappuccinos, no Nano Cafés Especiais, em troca de brinquedos. Os brinquedos arrecadados e os kits escolares serão entregues no dia 18/12 para as comunidades, com direito a Papai Noel e fieis ajudantes.

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Cursos Natalatte 2016
Local: Nano Cafés Especiais. Rua Girassol, 481, Vila Madalena
Inscrições: natalattesp@gmail.com
Pagamento: Nano Cafés Especiais ou via depósito bancário (os dados serão enviados por email)

Confira, abaixo, a programação dos cursos:

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Cafeterias participantes do Natalatte 2016
Separe os brinquedos e leve em uma das 38 cafeterias parceiras do projeto:

Alice Café: Rua Cubatão, 305, Paraíso, São Paulo, SP
Âncora Coffee House: Rua Rio Grande do Sul, 1102, Centro, Poços de Caldas, MG
Aro 27 Bike Café: Rua Eugênio de Medeiros, 445, Pinheiros, São Paulo, SP
Banri Café: Rua Galvão Bueno, 160, Liberdade, São Paulo, SP
Beluga Café: Rua Doutor Cesário Mota Jr, 379, Vila Buarque, São Paulo, SP
Beni Café: Rua Lubavitch, 79, Bom Retiro, São Paulo, SP
Beth Bakery: Rua Paula Ney, 338, Vila Mariana, São Paulo, SP
Café Torra Clara: Rua Oscar Freire, 2286, Pinheiros, São Paulo, SP
Calla Café: Rua Emílio Mallet, 886, Tatuapé, São Paulo, SP
Clemente Café: Rua Cel. Lisboa, 659, Vila Mariana, São Paulo, SP
Cuore Café: Rua Renato Paes de Barros, 484 (O Quintal de Casa), Itaim Bibi, São Paulo, SP
Armazém da Cidade. Rua Medeiros de Albuquerque, 270, Vila Madalena, São Paulo, SP
HM Food Café: Rua Ferreira de Araújo, 1056, Pinheiros, São Paulo, SP
Isso É Café: Rua Carlos Comenale, s/n (Mirante 9 de Julho), Bela Vista, São Paulo, SP
KOF – King of The Fork: Rua Arthur de Azevedo, 1317, Pinheiros, São Paulo, SP
Lemni Café: Rua Simão Álvares, 781, Pinheiros, São Paulo, SP
Les Amis: Rua Santa Catarina, 169, Centro, São Caetano do Sul, SP
Lobo Café: Rua Haddock Lobo, 893, Jardins, São Paulo, SP
Musette Café: Rua Nova Cidade, 402, Vila Olímpia, São Paulo, SP
Nano Cafés Especiais: Rua Girassol, 481, Vila Madalena, São Paulo, SP
O Café: Rua Flórida, 1598, Brooklyn, São Paulo, SP
Octavio Café: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996, Jardim Paulistano, São Paulo, SP
Por Um Punhado de Dólares: Rua Nestor Pestana, 115, Consolação, São Paulo, SP
Raspa do Tacho: Rua Cavalheiro Ernesto Giuliano, 840, São Caetano do Sul, SP
Rua Coffee Roasters: Rua Ramos Batista, 198, Vila Olímpia, São Paulo, SP
Rua Coffee Roasters: Rua Glória, 195, Liberdade, São Paulo, SP
Sofá Café: Rua Bianchi Bertoldi, 130, Pinheiros, São Paulo, SP
Soul Café: Rua Augusta, 1524, loja 6, Consolação, São Paulo, SP
SP Lovers Café: Rua Oscar Freire, 1921, Pinheiros, São Paulo, SP
Sprint Academia: Rua Ibitirama, 1825, Vila Prudente, São Paulo, SP
Sweety Ice Café: Rua dos Três Irmãos, 134, Caxingui, São Paulo, SP
Tess Kitchen: Rua Gomes de Carvalho, 116, Vila Olímpia, São Paulo, SP
The Coffee Is On The Table: Rua Adolfo Bastos, 68, Vila Bastos, Santo André, SP
The Little Coffee Shop: Rua Lisboa, 357, Pinheiros, São Paulo, SP
Toque de Café: Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 2504, Jardim Paulista, São Paulo, SP
True Love Café: Rua Augusta, 837, Consolação, São Paulo, SP
Um Coffee Co.: Rua Júlio Conceição, 553, Bom Retiro, São Paulo, SP
Urbe Café Bar: Rua Antônio Carlos, 404, Consolação, São Paulo, SP
1268 Café: Rua Berta, 111 (Museu Lasar Segall), Vila Mariana, São Paulo, SP

TEXTO Thais Fernandes e Mariana Proença • FOTO Divulgação e Felipe Gombossy/Café Editora

Barista

Fazedora de Café

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Regina Machado, barista e mestre de torra do Sofá Café, inspira jovens profissionais com conhecimento e paixão pelo grão

Ela é barista, mestre de torra da cafeteria Sofá Café e coordenadora do projeto que capacita jovens de baixa renda e os insere no mercado de trabalho, o Fazedores de Café. Regina Machado, que em 2016 completa dez anos dedicados ao grão, não deixou que a paixão pela profissão se perdesse com o tempo. Pelo contrário, sua energia com o café contagia alunos, colegas de trabalho e clientes que têm a sorte de ser servidos por ela no Sofá. Regina gosta do que faz e isso se reflete na xícara. Aproveitamos uma pausa entre uma de suas aulas para conversar sobre carreira, desafios e o futuro da profissão.

Por que o café? Eu sempre gostei de café. Quando eu era pequena, minha mãe guardava uma sobra da bebida para minha irmã e eu fazermos uma mistura de café com leite e pão. Essa é minha lembrança de infância. Eu me formei em Biomedicina e trabalhei na área até 2005, quando saí da empresa em que estava devido à política de redução de custos. Fiquei um tempo desempregada e comecei a catar reciclado e fazer faxina para manter as despesas. Um dia, conversando com minha terapeuta, eu falei sobre quanto gostava de café e ela me disse: “Vai trabalhar com isso, então”. Dois dias depois, estava sentada na Academia de Barismo, como se chamava a escola da Isabela Raposeiras naquela época (hoje Coffee Lab), fazendo curso com ela.

Foi aí que tudo teve início? A questão profissionalização começou com a Isabela. Com ela aprendi muito. Eu não tinha experiência e ela confiou em mim e me ensinou a dar aulas, a torrar café, a operar a cafeteria. Ela é muito forte na minha vida. Na verdade eu comecei na Livraria Sobrado, em Moema, depois fui para o Havanna Café, por indicação da dona Rita, da Fazenda Pessegueiro, e foi lá que comecei a, realmente, trabalhar como barista. Depois de um ano e seis meses lá, cheguei a supervisora de loja, mas eu queria mais café. Estava sedenta por informação e sentia que precisava me aprofundar. Foi quando eu fui pedir emprego para a Isabela. Ela me aceitou e foi aí que alavanquei meu conhecimento. Fiquei no Coffee Lab um pouco mais de cinco anos, até 2013.

Como tem sido a experiência com o projeto Fazedores de Café? Eu vim para o Sofá Café para tocar esse projeto do Diego (Gonzales, sócio-proprietário da cafeteria). Ele tinha essa ideia em mente desde 2013 e precisava de alguém com experiência mais voltada para a área educacional e foi aí que eu comecei a trabalhar no Fazedores de Café, que ensina a profissão de barista a jovens de baixa renda, para que eles possam ter uma oportunidade no mercado de trabalho. Até o momento, criamos três turmas e formamos dez fazedores. Nove deles estão trabalhando na área. Eu tenho uma sede de tornar o meu dia mais significativo e isso, para mim, é formar um fazedor, é capacitar um barista. Ou comprar café e fazer perfil (de torra). Eu também estou bastante ligada à torrefação. Tudo isso me deixa muito feliz.

O que faz um bom barista? A primeira coisa é vontade de estudar. O café é muito exigente. Você precisa se dedicar ao café, ter vontade de estudar e ter disciplina.

Nesses dez anos trabalhando com café, o que você acha que mudou no mercado? O mercado tem evoluído muito, tanto em relação à bebida quanto a informações. Hoje temos profissionais que se dedicam mais e o fato de algumas cafeterias terem trazido a torra para dentro desse ambiente possibilitou uma evolução de conhecimento para a cadeia. A alavancada do café especial está fazendo com que a indústria melhore o seu grão; os consumidores estão buscando entender mais sobre a bebida. A mudança é grande, e para melhor.

Como gostaria de ver a profissão de barista daqui a alguns anos? Qual a evolução que poderemos ver nesse sentido? Na mente do barista tem que haver o pensamento: “Eu não estou sozinho”. Isso aqui é uma cadeia, então ele tem que deixar o ego de lado, estudar e ter contato com pessoas no lugar onde tudo começa que, para nós, é na lavoura. Se nós trabalharmos nesse contexto, daremos um grande impulso à profissão e o café especial se beneficiará disso. Essa é a energia que tem que fluir. É um trabalho com o produtor e todos os elos da cadeia. É um desafio em equipe.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Guilherme Gomes

Barista

Cafeteira brasileira que prepara espresso em qualquer lugar é sucesso entre apreciadores

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Da união de um designer e um barista surgiu a ideia de desenvolver uma cafeteira portátil, de fácil uso, que não necessitasse de eletricidade. Maycon Aram, fundador da Aram Soulcraft, produz peças de design em madeira. Tudo começou quando descobriu que seu maior prazer era fazer peças únicas, artesanais e com todo o cuidado necessário. Das suas mãos saem armações de óculos em madeira, com cores e estilos diversos. Ao conhecer Juca Esmanhoto, do Rause Café + Vinho, de Curitiba (PR), os dois passaram a trabalhar no projeto da cafeteira.

A extração de um espresso é uma das técnicas mais complexas e cheias de variáveis que existe na área do café. Por isso, desenvolver um equipamento que atendesse todas as exigências dessa bebida não foi tarefa fácil. Após mais de um ano de trabalho, muitas indas e vindas, testes, opiniões e refações, Maycon e Juca chegaram ao protótipo que foi apresentado na Semana Internacional do Café, no fim de setembro, em Belo Horizonte (MG).

Aram Cafeteira - 4

Batizado de Cafeteira Aram, o equipamento surpreendeu a todos durante os testes realizados no evento.

De acordo com Maycon o projeto retrata o artesanal e o bem feito: “A gente acredita que os objetos carregam muitas histórias, assim como cada um de nós. Nossas criações têm essa essência de resgatar a relação entre quem faz e quem usa. A cafeteira é a tradução de todo esse conceito aliada a uma paixão do brasileiro”.
Segundo Juca, a Cafeteira Aram “tem a grande vantagem de extrair várias formas de café só trabalhando com moagens diferentes. Fizemos alguns testes e atingimos 14 bar de pressão”.
Com uma base de aço ou uma versão portátil as opções podem servir para casa ou para levar para qualquer lugar. Feita de madeira e aço, a cafeteira trabalha com café moído, sem filtro, sem eletricidade e sem cápsula. Com a força da rotação da manivela é que se alcança a pressão necessária para a extração de um espresso, com crema bem densa e de forma muito rápida.

Aram Cafeteira - 3

Para tornar esse sonho realidade, Maycon e Juca abriram uma arrecadação na internet. A vaquinha virtual começou essa semana e já tem muitos apoios. A meta é R$ 35 mil até o dia 17 de novembro. Dentre as recompensas mais apoiadas até agora está exatamente a que presenteia com a própria cafeteira, pelo valor de R$ 879. O equipamento acompanha um tamper estilizado, também feito de madeira, e um café do Sítio Santa Rita.

Se a dupla ultrapassar a meta e chegar a R$100.000,00 de arrecadação, 2% do valor será revertido para o projeto social Fazedores Café, que forma jovens de baixa renda na cidade de São Paulo e região na profissão de barista.

Para mais detalhes sobre a Cafeteira Aram e para participar da arrecadação, acesse.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação/Aram

Barista

Copa Barista volta em grande estilo e tem campeão paulista

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A quinta edição da Copa Barista foi realizada na Semana Internacional do Café, de 21 a 23 de setembro de 2016, em Belo Horizonte (MG). A competição, com o recorde de 32 baristas participantes, inédita em terras mineiras, teve momentos de grande emoção e levantou o público espectador. O grande campeão foi Lucas Salomão, da Libermac, de São Paulo (SP).

Com duelos entre baristas, os competidores tinham 13 minutos para preparar dois cafés filtrados, dois espressos e dois cappuccinos para os juízes sensoriais. Também dois juízes técnicos avaliavam a performance dos baristas individualmente. Ao final das apresentações, a escolha do melhor desempenho era anunciada imediatamente pelos juízes avaliadores.

Veja abaixo como foram os duelos ou no link:

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As classificatórias reuniram baristas veteranos e alguns novatos. As fases seguintes foram bem mais disputadas, com duelos acirrados como os de Alex Pereira, do Bio Barista, de São Paulo, e Emerson Nascimento, do Curto Café, do Rio de Janeiro. As semifinais foram emocionantes, com confrontos entre Lucas Salomão (Libermac, SP) e Kyo Silva (William & Sons, RS); Juca Esmanhoto (Rause Café + Vinho, PR) e Amanda Paixão (IL Barista, SP); Eder Delfino (Café Santa Monica, SP) e Emerson Nascimento (Curto Café, RJ); Ivan Heyden (Academia do Café, MG) e Mauricio Carrasco (Senhor Espresso, SP).

Quem levou a melhor foram os baristas Ivan Heyden, Eder Delfino, Lucas Salomão e Juca Esmanhoto que, já nas semifinais, disputaram o troféu no dia 23/9, sexta-feira.

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Juca Esmanhoto e Eder Delfino ficaram nas semifinais e disputaram o terceiro e quarto lugares. Eder ficou com a melhor classificação conquistando o terceiro lugar e levando para casa o prêmio de R$ 500 em dinheiro e R$ 500 em compras na Café Store.

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Lucas Salomão e Ivan Heyden fizeram a grande final com um impressionante empate de 20 a 20 na avaliação dos juízes sensoriais e técnicos. No critério de desempate, Lucas Salomão foi consagrado campeão, por um detalhe técnico, e levou para casa R$ 3 mil em dinheiro, R$ 500 em compras na Café Store e o troféu de bicampeão da Copa Barista. Ele havia vencido em 2011, em São Paulo.

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Com um café da Serra do Caparaó, de Espera Feliz (MG), do produtor Edinho Oliveira, selecionado e torrado por Wolff Café, o campeão Lucas fez uma apresentação impecável. O segundo lugar, Ivan Heyden, usou café da variedade icatu natural, da Fazenda Esperança, em Campos Altos (MG), do produtor Bruno Souza, seu sogro.

A competição foi uma verdadeira celebração da profissão de barista e proporcionou a troca de experiência entre todos. A Revista Espresso, como mídia oficial, e idealizadora dessa competição desde 2008 sente-se orgulhosa de fazer parte desse momento histórico.

A 5ª Copa Barista teve o patrocínio oficial da máquina de espresso da Astoria, apoios da Da Vinci Gourmet e da Café Store. A realização foi da Café Editora, FAEMG, Governo de Minas e Sebrae.

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TEXTO Mariana Proença • FOTO Vitor Macedo/Divulgação