Barista

“Esse título representa a conclusão de um objetivo”, diz Fábio Milan, novo campeão brasileiro de Torra

“Quando cheguei ao Campeonato Brasileiro, eu tinha um objetivo muito claro: conquistar o título”. E com esse pensamento, Fábio Milan, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foi o vencedor do Campeonato Brasileiro de Torra 2026, competição que aconteceu de 6 a 8 de maio no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha (MG).

O pódio foi composto por Tiago de Mello, da cafeteria e torrefação Pato Rei, de São Paulo (SP), em segundo lugar, e por Reginaldo Gonçalves Gomes, da Lenêz Cafés de Especialidade, de Uberaba (MG), que terminou a disputa em terceiro. 

Agora, a preparação é para o mundial da categoria. A competição será realizada nos dias 25 a 27 de junho, na World of Coffee em Bruxelas, na Bélgica. 

Confira a entrevista exclusiva de Milan para a Espresso:

E: Como tem sido sua trajetória profissional relacionada ao café até o momento? Conte um pouco das suas experiências, conquistas e desafios ao longo do caminho.

FM: Minha trajetória profissional começou no final de 2022, quando me formei como técnico em agropecuária pelo IFSULDEMINAS. No início de 2023, fui contratado pelo campo experimental da Epamig, em Machado, para atuar como mestre de torras. O meu principal desafio naquele momento era colocar a torrefação em pleno funcionamento. Durante esse processo, enfrentei diversas dificuldades, desde problemas com equipamentos até limitações de recursos para desenvolver o trabalho da melhor forma possível. Durante esses dois anos de atuação, conseguimos alcançar um crescimento significativo tanto na produção quanto nas vendas de cafés da torrefação, consolidando um trabalho focado em qualidade e melhoria contínua.

Em 2025, decidi voltar a estudar, iniciando o bacharelado em Agronomia, enquanto seguia atuando profissionalmente e aprofundando meus conhecimentos, especialmente no desenvolvimento de atividades nas áreas de torra, análise sensorial e controle de qualidade de cafés especiais. Paralelamente, comecei a direcionar meus estudos para os campeonatos de torra, me dedicando intensamente ao aperfeiçoamento técnico, à análise sensorial e ao entendimento cada vez mais profundo do café. Esse processo culminou em uma grande conquista em 2026, quando tive a honra de me consagrar campeão brasileiro, um marco muito importante na minha trajetória e que reforça meu compromisso com a excelência e a evolução dentro do universo dos cafés especiais.

E: Como foi ganhar o título de campeão brasileiro de Torra e o que isso significa pra você?

FM: Ganhar o título de campeão brasileiro de Torra foi uma experiência indescritível e uma alegria muito grande, não só para mim, mas também para a minha família, meus amigos e todas as pessoas que acompanham o meu trabalho. Foi um momento de muita emoção e, principalmente, de realização pessoal e profissional.

Esse título representa a conclusão de um objetivo muito importante na minha trajetória. Desde que comecei a trabalhar, sempre enfrentei uma rotina intensa e desafiadora, mas nunca deixei de me dedicar e buscar entregar o melhor trabalho possível. Ao longo da caminhada, fui aprendendo, evoluindo e me aperfeiçoando tecnicamente todos os dias.

Quando cheguei ao Campeonato Brasileiro, eu tinha um objetivo muito claro: conquistar o título. E conseguir alcançar isso foi a confirmação de que todo o esforço, dedicação e estudo valeram a pena. Foi uma forma de mostrar para mim mesmo que tenho capacidade, conhecimento técnico e que estou no caminho certo dentro do universo dos cafés especiais.

E: De que maneira ganhar este campeonato impacta na sua vida profissional?  

FM: O campeonato traz mais visibilidade, abre novas oportunidades, aproxima novas pessoas, parceiros e profissionais do setor, além de proporcionar ainda mais aprendizado e experiência.

Como sou jovem e ainda estou no início da minha trajetória profissional, ter esse reconhecimento tão cedo é algo extremamente importante e motivador. Acredito que essa vitória representa não apenas uma conquista individual, mas também o início de uma caminhada ainda maior dentro da cafeicultura e do mercado de cafés especiais, onde pretendo continuar evoluindo, aprendendo e construindo uma carreira sólida e bem-sucedida.

E: Como você pretende se preparar para o Campeonato Mundial de ​T​orra e quais são as suas expectativas em relação a essa disputa?

FM: Minha preparação começa pela busca e adaptação ao mesmo modelo de torrador que será utilizado na competição. Aqui no Brasil, já estou em contato com uma empresa parceira para realizar treinamentos específicos, o que será fundamental para ganhar ainda mais familiaridade e segurança no equipamento.

Pretendo chegar alguns dias antes à Bélgica para me ambientar melhor ao país, à cultura local, ao idioma e, principalmente, ao torrador que será utilizado no campeonato. Acredito que essa adaptação prévia será muito importante para chegar mais preparado e confiante no momento da competição.

Minhas expectativas para o Mundial são bastante semelhantes às que tive durante o Campeonato Brasileiro. Quero aproveitar ao máximo essa experiência, conhecer novas pessoas, trocar aprendizados e me dedicar intensamente para alcançar um bom resultado. Tenho consciência de que o nível da disputa mundial é extremamente alto e ainda mais competitivo, mas quero colocar em prática todo o meu planejamento, os estudos realizados e as técnicas que venho desenvolvendo ao longo da minha trajetória.

E: E quais os planos para o futuro? Pretende competir novamente?

FM: Neste momento, meu foco está totalmente voltado para o Campeonato Mundial. Ainda não defini se pretendo participar de outras competições no futuro, porque agora quero direcionar toda a minha energia e preparação para representar da melhor forma possível a cultura cafeeira brasileira, o nosso país e, principalmente, todos os produtores que trabalham diariamente e confiam no nosso trabalho.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista

Rituais 3corações capacita jovens indígenas no preparo de cafés

1ª edição da Copa Tribos reuniu 25 jovens ligados ao Projeto Tribos em uma competição de cafés filtrados

Por Gabriela Kaneto

Os jovens indígenas Gleyson Suruí e Natielly Aruá desembarcaram na cidade de São Paulo para uma semana de conhecimentos teóricos e práticos sobre barismo com a equipe técnica da Rituais 3corações. 

A iniciativa faz parte da premiação da 1ª Copa Tribos, competição realizada no final de 2025, em Cacoal (RO). Na ocasião, 25 jovens indígenas ligados ao Projeto Tribos, da 3corações, foram instruídos por profissionais da marca e testaram suas habilidades no preparo de cafés filtrados. 

Nesta 1ª edição, Gleyson e Natielly ficaram em primeiro e segundo lugares, respectivamente. Além de prêmio em dinheiro, os jovens ganharam uma viagem para São Paulo, com o objetivo de darem continuidade aos seus aprendizados na profissão e conhecerem a gastronomia e o turismo da capital paulista. A Espresso foi convidada para acompanhar a primeira manhã dos jovens na sede da 3corações.

“Também sou cafeicultor, mas não tinha base para dar notas e aromas para o meu café. Por isso me interessei em fazer o curso de barismo. Agora estou aprendendo muito com os melhores baristas da Rituais 3corações”, comemora Gleyson. “Quero agradecer à Rituais 3corações por estar proporcionando este momento incrível. Estar passando essa semana aqui em São Paulo está sendo uma grande experiência. Pra mim é muito gratificante”, agradece Natielly.

Gleyson Suruí e Natielly Aruá em cerimônia de premiação da 1ª Copa Tribos

Para a Rituais 3corações, a iniciativa visa gerar valor agregado às comunidades indígenas produtoras de café, aproximando os jovens do cultivo de seus familiares e apresentando todo o universo do grão até a xícara. “Trazemos a juventude e a nova geração para perto do café, mostrando outras possibilidades além da produção”, comenta Carol Barreto, responsável pelos treinamentos e operações da marca. “Nessa 1ª Copa Tribos, ficamos muito orgulhosos de ver a qualidade dos cafés servidos e o profissionalismo no preparo”, destaca.

“Queremos mostrar para esses jovens que o café é um universo, é uma gama de profissões que podem ser seguidas além do cultivo”, destaca Poliana Perrut, engenheira agrônoma, especialista em cafeicultura e parceira do Projeto Tribus desde 2019. Ela pontua que a ideia foi passada para as lideranças, que abraçaram a iniciativa e a enxergaram como uma maneira de manter esses jovens dentro do território ao mesmo tempo que ligados às novidades globais. 

“Isso é importante demais para a cadeia do café como um todo e, principalmente, para os territórios indígenas. Precisamos oferecer possibilidades para que os filhos dos cafeicultores indígenas tenham melhores oportunidades, não deixando a cultura, mas sim fazendo a comunicação dela para o mundo. E eles encontraram isso através do café”, alegra-se.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Barista

Juliana Morgado defende o Brasil no mundial de filtrado: “Vão ver como é o nosso café e a força das mulheres”

Única mulher entre os seis finalistas da competição nacional, a barista de Brasília se prepara para o mundial da categoria na Bélgica

“Acordo todo dia de manhã e vou olhar minha prateleira pra ver se é verdade”, conta Juliana Morgado à Espresso sobre sua vitória no Campeonato Brasileiro de Brewers no último dia 26.

Única mulher entre os seis finalistas, a barista de Brasília segue em ritmo de treinamento para representar o Brasil no mundial, que acontece de 25 a 27 de junho em Bruxelas, na Bélgica. 

Em entrevista exclusiva, Juliana relembra sua trajetória no café, reflete sobre os desafios da profissão e comenta os planos para o futuro e as expectativas para o mundial. “Quero mostrar que o café brasileiro é mais do que castanha, caramelo, chocolate e torra escura para espresso”. 

Espresso: Conte um pouco sobre sua trajetória no café – experiências, conquistas e desafios.

Juliana: Faz oito anos que estou no café, comecei como barista. Antes, trabalhei sete anos como assessora de imprensa. Saí de um trabalho que estava me fazendo mal, e, como tinha um curso de barista, comecei a trabalhar com isso e me apaixonei. Igual à Alice, caí no buraco do coelho, no mundo do café especial, e a curiosidade foi me levando. Como sempre fui estudiosa, acho natural querer ampliar conhecimento. Acho que foi isso o que fez minha carreira deslanchar e é o que eu digo a todos os baristas com quem convivo: se você estuda, se dedica com compromisso e consistência, consegue melhorar a vida de ser barista. Meu grande desafio é o de todo mundo – ser barista e ter perspectiva de crescimento, não apenas ficar na cafeteria fazendo café. 

Trabalhei em cafeterias em Brasília. O café que usei no campeonato foi selecionado e torrado pelo Rodrigo, da Studio Grão, onde trabalhei quatro anos. Íamos atrás de lotes incríveis de produtores muito pequenos, ou, às vezes, um pouco maiores, mas com alguma saca maravilhosa difícil de vender  – ninguém quer pagar frete de uma saca só. Mas a gente ia lá, para mostrar que o Brasil tem jóias a serem lapidadas.

E: O que significa ganhar o título de Campeã Brasileira de Brewers?

J: Foi incrível. Acordo toda manhã e vou olhar minha prateleira pra ver se é verdade. Bato no troféu e sigo o dia. Eu sabia que eu iria bem porque estava me esforçando muito e tinha um café realmente muito bom. Já fui com o pensamento de que iria ganhar, porque é competição e você tem que dar o seu melhor. Quando anunciaram meu nome, caí de joelhos, porque é a chancela de todo o meu esforço, de oito anos de barismo, de anos ensinando. Sou instrutora, consultora, ajudo a abrir cafeterias. Trabalho como barista parceira da 3corações visitando lugares com cafés de todos os tipos. Amo não só cafés especiais, por isso fiquei em êxtase. Acredito que consegui representá-lo e, principalmente, as mulheres do café, uma área muito dominada por homens e onde precisamos ganhar espaço. E o mundial é o nosso espaço, o do Brasil, para dizermos que temos cafés incríveis também.

E: De que maneira ganhar este campeonato impacta sua vida profissional?  

J: Agora ela virou de cabeça pra baixo. Com essa visibilidade, consigo colocar meus projetos pra frente. Sempre quis fazer cursos filantrópicos para mulheres e trans em situação de risco. Tem muita gente querendo me ajudar. Mas, antes, quero levar o café brasileiro pra fora e mostrar que somos mais do que castanha, caramelo, chocolate e torra escura para espresso. Porque nas cafeterias lá fora, o Brasil está sempre nessa média. Temos cafés incríveis, florais, frutados, delicados, feitos com esforço e por mãos que querem oferecer uma xícara incrível, uma experiência. É isso quero mostrar. 

E: Como você pretende se preparar para o Mundial e quais são as expectativas em relação a essa disputa?

J: Estou em fase de treinamento, fechando meu discurso em inglês, decidindo se o café vai ser o mesmo ou não. Estamos buscando patrocínio, porque só tenho a minha ida garantida, mas preciso dos meus coachs, de equipamentos e utensílios para treinar e me apresentar. Só o filtro de papel que uso custa R$ 10. Nos denominamos uma seleção brasileira de barismo, pois não vou representar uma marca, mas o Brasil. Então, aceitamos ajuda de que quem tiver interesse em ajudar a marca Brasil. Minha expectativa é de que vamos ganhar, e vocês vão ver como é o café do Brasil e a força das mulheres.

E: Quais os planos para o futuro? Pretende competir novamente?

J: Claro. Esse ano vou ao Campeonato Brasileiro de Barista e, ano que vem, ao de brewers de novo. E de barista de novo. E mundial de novo – se der. Gosto disso.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista

Campeonatos de café movimentam a semana no Brasil e na Tailândia

Disputas de torra, em Varginha (MG), e de degustação, em Bangcoc, reúnem profissionais; mineiro Jacques Carneiro representa o país no mundial de cupping

*Post atualizado em 7 de maio, às 17h30.

A cena do café especial entra em ebulição nesta semana com dois campeonatos de peso — um no Brasil, outro no circuito internacional. De um lado, o Campeonato Brasileiro de Torra, que começa nesta quarta-feira (6) e segue até sexta (8), em Varginha (MG). De outro, o World Cup Tasters Championship, que reúne degustadores de 44 países entre quinta (7) e sábado (9), em Bangcoc, na Tailândia.

O Brasil será representado pelo mineiro Jacques Carneiro na disputa internacional, realizada durante o World of Coffee Bangkok 2026. Cofundador e diretor de Inovação e Qualidade da Unique Cafés Especiais, atua há mais de 20 anos no setor. Participa do mundial pela segunda vez — em 2007, foi 3º colocado em competição internacional de degustação.

Sobre a preparação para o mundial, Carneiro conta à Espresso que treinou diariamente no laboratório da Unique, testando tipos de triangulações e variando granulometrias. “A estratégia é sempre acertar mais em menos tempo, mas vou observar na primeiro rodada como está o nível de acerto e tempo dos competidores antes de mim, e se os acertos forem muito altos, vou precisar acelerar mesmo correndo o risco do erro, mas como estratégia pra tentar passar pra próxima. Agora, se o nível de acerto for médio, vou na paciência e esqueço o tempo para tentar o máximo de acerto para passar para próxima”, comenta.

Jacques Carneiro no Campeonato Brasileiro de Cup Tasters 2026

O mundial de cup tasters premia o degustador que demonstra maior precisão, velocidade e consistência na identificação de diferenças sensoriais em cafés especiais. Na prova, os competidores enfrentam séries de triangulações — três xícaras servidas, sendo duas com cafés idênticos e uma diferente. Cada rodada reúne oito triangulações, e o objetivo é apontar corretamente a xícara distinta no menor tempo possível, usando olfato, paladar e memória sensorial.

A edição deste ano reflete uma mudança mais ampla no circuito internacional do café. Ao levar o campeonato para a Ásia, a Specialty Coffee Association reforça a descentralização do setor e acompanha o crescimento da região como polo consumidor e produtor. Além da disputa em si, o Cup Tasters tem sido, na opinião de especialistas, cada vez mais usado como referência de calibração sensorial na indústria, influenciando desde o treinamento de equipes até processos de compra e controle de qualidade de cafés.

No Brasil, o Campeonato Brasileiro de Torra abre a programação nesta quarta (6), no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha. O vencedor será conhecido na sexta (8) e garantirá vaga no World Coffee Roasting Championship, que acontece entre 25 e 27 de junho, em Bruxelas, na Bélgica.

Ao todo, 14 competidores de 13 cidades participam da disputa nacional. O campeonato avalia o desempenho com base no perfil sensorial do café apresentado, premiando quem melhor reproduz, na xícara, o plano de torra previamente submetido ao júri. O café oficial é da cooperativa Minasul, e os torradores utilizados são da marca Kaleido.

Competidores do Campeonato Brasileiro de Torra

Breno Azevedo de Oliveira – Rio de Janeiro (RJ)
Fabio Milan Pereira – Machado (MG)
Flavio Camargos Lopes da Silva – Salvador (BA)
Franciele Cristina da Silva Moreira – Varginha (MG)
Gabriel Carvalhaes Heinerici – Rio de Janeiro (RJ)
Ivan Carlos de Santana – Cabo Verde (MG)
João Santarosa Esmanhoto – Florianópolis (SC)
Johann Schelck Emmerich – Belo Horizonte (MG)
Nicholas Eloy Delfino Lara – Curitiba (PR)
Pedro Henrique Figueiredo dos Anjos – Brasília (DF)
Reginaldo Gonçalves Gomes – Uberaba (MG)
Rhuan Simil Fernandes – Patrocínio (MG)
Robson Rodrigues Ribeiro – Carmo de Minas (MG)
Tiago de Mello – São Paulo (SP)

World Cup Tasters Championship
Onde: Bangkok International Trade & Exhibition Centre
Quando: 7/5 (11h–17h, primeira rodada); 8/5 (10h30–15h, quartas de final e semifinais); 9/5 (12h30–14h, final)

Campeonato Brasileiro de Torra
Onde: Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG) – Varginha (MG)
Quando: 6/5 (10h–15h10); 7/5 (8h–15h15); 8/5 (9h–16h30)

TEXTO Redação

Barista

Campeonato Torrefação do Ano 2026 recebe inscrições até 7/5

O campeão assegura vaga na final da edição nacional, que acontece em novembro na SIC, em Belo Horizonte (MG)

Vencedores do campeonato na Semana Internacional do Café (SIC) em 2025

Estão abertas as inscrições para a competição Torrefação do Ano 2026, organizada pela Attila Torradores. A primeira etapa acontece de 26 a 29 de maio no Fispal Food Service, em São Paulo (SP). 

O vencedor garante vaga na final do campeonato, que acontece durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, entre 11 e 13 de novembro. As inscrições custam R$ 350 e podem ser feitas no site da empresa.

O concurso está na 6ª edição e busca aprimorar a qualidade das torrefações com provas que envolvem criatividade e consistência, além de participação do público. Os cafés do campeonato são das Fazendas Diamante – que ficam nos municípios mineiros de Martins Soares, Manhumirim e Caparaó e cada torrefação escolhe 2 kg de um deles para trabalhar. 

Depois de um dia de treino, os competidores entregam uma amostra de 150 g, que será avaliada por juízes sensoriais. As três melhores serão, então, provadas pelo público, que elegerá a ordem dessas torrefações no pódio.  

O quê: Torrefação do Ano 2026 – edição Fispal
Quando: 26 a 29 de maio
Onde: Durante a Fispal 2026, no Distrito Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1.209, São Paulo – SP)
Inscrições: R$ 350, até 7 de maio, no site da Attila Torradores

Barista

Brasileiro de Brewers começa nesta sexta (24) em São Paulo

Campeão garante vaga no World Brewers Cup 2026, na Bélgica, entre 25 e 27 de junho

O Campeonato Brasileiro de Brewers começa nesta sexta-feira (24) e segue até domingo (26) no Mercado Municipal de São Paulo. Organizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a competição reúne 20 baristas para a disputa, e o vencedor representará o Brasil no mundial  em Bruxelas, na Bélica, entre 25 e 27 de junho, durante a edição do World of Coffee no país europeu.

Ao longo dos três dias, os competidores se enfrentam em rodadas eliminatórias que envolvem o preparo de café, em dez minutos, em um método filtrado escolhido pelo competidor. O café, servido em três xícaras, será avaliado por três juízes sensoriais em atributos como aroma, sabor, acidez, corpo e equilíbrio. Um juíz técnico observa execução, organização e precisão no preparo da bebida.

Confira a agenda

 24/04 (sexta-feira)

  • Abertura da arena: 8h30
  • Início das apresentações: 9h30
  • Encerramento do dia: 15h

25/04 (sábado)

  • Abertura da arena: 8h15
  • Início das apresentações: 9h18
  • Término das eliminatórias: 10h30
  • Anúncio dos finalistas: 11h50
  • Início das finais: 13h
  • Encerramento do dia: 17h

26/04 (domingo)

  • Abertura da arena: 8h30
  • Início das apresentações: 9h
  • Premiação: 15h
  • Encerramento: 15h30

Confira os competidores

Anderson Dize Mena (dizeanderson_barista)
Barista, São Paulo/SP

André Phillipe (@theniggaofcoffee)
Ristto Coffee, Rio de Janeiro/RJ

Carol Vieira (@coffeecarol_)
Barista, Curitiba/PR

Daniel Vaz (@Daniel_vaz)
Five Roasters, Rio de Janeiro/RJ

Emerson Nascimento (@emersonbarista1)
Barista, Rio de Janeiro/RJ

Gabriel Agrelli (@gabrielagrelli)
Daterra Coffees e Abigail Coffee Company, Campinas/SP

Guilherme Nunes (@Guiobarista)
Empreendedor, São Paulo/SP

Hugo Silva (@hugosilva.barista)
Sabino Torrefação, São Paulo/SP

Ju Morgado (@ju._morgado)
Barista, Brasília/DF

Juliana Mina (@chuchudalmina)
Royalty, Curitiba/PR

Juliana Sorati (@julianasorati)
Cafeteria Urbana, Campinas/SP

Léo Moço (@eusouleomoco)
Empresário, Curitiba/PR

Lucas Santos (@lucasfellipesantos)
Not Black Coffee, Goiânia/GO

Maurício Maciel (@baristamaciel)
Barista, Patrocínio/MG

Renan Dantas (@barista.nomade)
Oficina do Barista, São Paulo/SP

Rhus Batista (@volante.cafe)
Volante Café, Rio de Janeiro/RJ

Silas Silva (@fala.silas)
DCAE, Salvador/BA

Teo Paes (@pour.teo)
Unique Cafés, Carmo de Minas/MG

Tiago de Mello (@tiagodemelloshow)
Barista, São Paulo/SP

Antonio Neto / Tony (@tony.netobarista)
Buffet 3A, São Paulo/SP

TEXTO Redação

Barista

Baristas da Ásia dominam o Mundial de Latte Art, em San Diego

Taiwan levou o troféu e Brasil, representado por Eduardo Olímpio, da Naveia, ficou em 15º lugar 

O painel final do World Latte Art Championship, realizado entre 10 e 12 de abril na World of Coffee San Diego, foi 100% asiático — com baristas do Leste e Sudeste do continente ocupando as seis primeiras posições. O título ficou com Bala-Shao Sing Lin, da UCC Taiwan, enquanto o brasileiro Eduardo Olímpio, da Naveia, terminou em 15º lugar.

Shao Sing Lin já havia conquistado o 3º lugar no mundial em 2023. Ele representa a UCC Taiwan, braço local da japonesa UCC Ueshima Coffee, que atua desde os anos 1980 na torrefação, industrialização e operação de cafeterias, com filiais em mais de 20 países. 

Na final, o campeão taiwanês superou Jacky Chang, da Afloat Coffee Roasters, da Malásia, que ficou em segundo lugar, seguido de Zhang Yuanyi (Shanghai Niu Niu Coffee, China), Banc Sarawut (CP Miji, Tailândia), Jay Kim (Coffee Monster Academy, Coreia do Sul) e Tatsuya Ishibashi (Connect Coffee, Japão).

O campeonato avalia desenhos feitos com leite vaporizado no café, com técnicas que vão do free pour a padrões elaborados, exigindo precisão, repetibilidade e execução estética sob pressão.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista

World of Coffee começa nesta sexta (10) com brasileiro no Mundial de Latte Art

A cidade de San Diego, na Califórnia (EUA), recebe a World of Coffee nesta semana, de sexta (10) a domingo (12). Profissionais, empresas e entusiastas de diversos países reúnem-se em um dos principais encontros globais da cadeia do café. Além de lançamentos, experiências e debates sobre tendências do setor, o evento também concentra algumas das competições mais aguardadas do calendário internacional.

Entre os destaques da programação está o Campeonato Mundial de Latte Art, que coloca frente a frente baristas de diferentes nacionalidades em provas que exigem domínio técnico, consistência e criatividade na execução de desenhos com leite vaporizado. 

Eduardo Olímpio, campeão brasileiro de Latte Art

Representando o Brasil, o barista de Curitiba (PR) Eduardo Olímpio, atual campeão brasileiro, chega ao campeonato levando consigo a responsabilidade e a expectativa de repetir bons resultados no cenário internacional. 

“Eu tô muito feliz de ter, mais uma vez, a oportunidade de representar o Brasil”, disse Olímpio à Espresso. O barista, que participa pela terceira vez do mundial da categoria, contou que seu preparo foi intenso e desafiador, mas também muito especial. “Agora é dar o meu melhor e representar o Brasil da forma que ele merece. E espero que seja uma experiência leve, bonita e que todo mundo possa sentir isso também”.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista

A arte do blend: como misturar grãos virou uma estratégia nas torrefações

Misturar grãos virou estratégia, tanto para manter o padrão de grandes marcas como para explorar novos perfis sensoriais nas torrefações artesanais

Em um mercado cada vez mais exigente, o segredo de um bom café pode estar na mistura. O blend, combinação de grãos de diferentes origens ou espécies, tornou-se sinônimo de consistência para grandes torrefações e de experimentação para cafeterias autorais.

É possível misturar cafés crus de várias regiões e torrá-los, ou – se a densidade dos grãos for diferente – torrá-los separadamente e blendar depois. Cada torrefação faz suas escolhas a partir dos lotes de cafés disponíveis. A illy é conhecida por ter um blend único para espresso – ano após ano, a torrefadora italiana entrega ao cliente o mesmo sabor na xícara. Elaborado com arábicas provenientes de nove países (Brasil, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda), é comum ouvir que o espresso illy leva 50% de café brasileiro. “Sim, o Brasil contribui com a maior quantidade de grãos, mas, dependendo da safra, pode ser mais ou menos”, diz Aldir Teixeira, CEO da Experimental Agrícola, empresa responsável por analisar, degustar e comprar os cafés da illy no país.

Anualmente, são feitos vários testes na sede da illy em Trieste, na Itália, até chegar ao blend que representa o sabor illy. Segundo Teixeira, a maior parte do café brasileiro comprado pela torrefadora é natural ou cereja descascado, mas não desmucilado. “É a mucilagem que dá corpo e doçura ao café brasileiro, que também tem notas de chocolate, características fundamentais para um bom espresso. O café do Brasil é ligado com cafés de outros países, que têm aromas como o floral. Agora, a illy pode usar um pouco mais de café da Etiópia ou de El Salvador, dependendo de como está o café naquele ano”, diz.

Aldir Teixeira, responsável pela compra de cafés da illycaffè

Para Lauro Araújo, gerente de P&D da 3corações, o segredo do blend é conhecer o consumidor. “Você precisa saber o que o café entrega, o que vai fazer com ele. Mas, no fundo, se não agradar o consumidor, não adianta ter receitas”, argumenta. Por isso, o grupo segue a seguinte estratégia: blends personalizados para cada região com as marcas regionais – como Santa Clara (Nordeste), Pimpinela (RJ), Itamaraty (PR) e Letícia (MG) – e blends únicos para todo o Brasil com a marca 3corações.

Para ter consistência nos seus blends, a 3corações tem uma boa política de compra e adquire cafés de todo o Brasil: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Matas de Minas, interior de São Paulo e Bahia, por exemplo. No entanto, toma-se o cuidado de um blend não ter o predomínio do café de uma única região. “Porque quando chega a safra seguinte, se tiver seca, algum problema, vou ter dificuldade em manter o blend”, explica Araújo. “Para cada produto, temos um blend que agrada o consumidor. E, dentro da disponibilidade das regiões, repetimos o blend. Pode ser que o Sul de Minas tenha tido quebra de safra e, para nos adaptarmos, buscamos o café mais parecido. Posso substituir por matéria-prima da Baixa Mogiana, da região de Espírito Santo do Pinhal, mas não posso pegar café de Capelinha, porque é muito diferente”, acrescenta. “Nós temos uma relação de respeito com o consumidor e, mesmo com a alta dos preços, não abrimos mão dos nossos blends, isso não é negociado”, diz.

No caso da Baristando, uma das maiores torrefações de cafés especiais e personalizados da região de Campinas, o blend é usado no rótulo clássico. “Nele, usamos cafés de São Paulo e Sul de Minas, com notas sensoriais de frutas, acidez média doce, corpo evidente e, no mínimo, 84 pontos na metodologia SCA”, diz o Q-Grader e mestre de torra Fernando Santana, CEO da empresa.

Fernando Santana, CEO da Baristando

“Sempre que diferentes cafés compõem um blend, a torra é feita separadamente e blendamos pós-torra, porque cada grão tem tamanho e densidade diferentes”, explica Santana, que utiliza torradores Probat 25 kg e Atilla 15 kg, além do software da Cropster para auxiliar no processo. “Não blendamos arábica com canéfora porque não temos necessidade, mas trabalhamos com 100% conilon da Fazenda Venturim”, acrescenta.

Por trabalhar com grandes volumes, quando se trata de cafés da mesma espécie, a 3corações blenda sempre o café cru. Para isso, utiliza torradores top de linha, como o alemão Probat 60, o coreano Stronghold – usado nos campeonatos mundiais de torra – e o americano Loring. Recentemente, a empresa adquiriu o alemão Neotec, que será instalado na fábrica de Montes Claros (MG). “Sabendo manejar a tecnologia de torra, condução, convecção e radiação, consigo trabalhar estes fatores”, diz o gerente de P&D da 3corações.

Metodologia para blend

“Blend não é uma arte, mas uma disciplina, que exige precisão”, afirma a barista Isabela Raposeiras, proprietária do Coffee Lab, na capital paulista. Não por acaso, a casa tem um curso de “Concepção de blends de café”, que transmite a metodologia de Isabela para se chegar a um blend, que – no caso do estabelecimento – é feito exclusivamente com a espécie arábica. “Blendar café não é aritmética. Não adianta misturar um café com corpo baixo com um café de corpo alto e achar que vai chegar a um café de corpo médio”, ensina Isabela. “Blendar café é química, você precisa de uma metodologia para te subsidiar nas decisões sensoriais, naquela interação química entre os cafés que está misturando”, diz.

Torra de cafés no Coffee Lab, por Isabela Raposeiras

O Coffee Lab tem um blend em seu espresso, mas, ao contrário da italiana illy, não tem o compromisso de entregar sempre o mesmo sabor. “Nosso espresso muda ao nosso bel prazer, mas sempre cuidamos do nível de doçura, de corpo e retrogosto. Não existe um padrão sensorial. Mesmo assim, todo mundo ama nosso espresso”, diz a barista.

O cliente do estabelecimento se acostumou ao modus operandi da casa, que trabalha com pequenos lotes. O rótulo café da Raimunda é um exemplo de blend. “A gente não garante a consistência do café, ele é imprevisível. Todo pacote é uma surpresa, porque trabalhamos com microlotes superexclusivos. Eventualmente, o cliente se apaixona por um café que nunca mais vai voltar, porque, mesmo sendo do mesmo produtor, cada safra é uma safra”, explica.

Embora reconheça o movimento e a importância dos cafés especiais de origem única, Isabela afirma que é insustentável – do ponto de vista financeiro – uma torrefação não fazer blends. “Além disso, há cafés que, juntos, ficam melhores do que separados”, diz.

Efeito preço

De acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Axxus sob encomenda da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o boom de preços do café a partir de 2024 impactou o consumo da bebida. Em setembro, o levantamento ouviu 4,2 mil pessoas, e o resultado revelou uma retração no consumo: 24% dos participantes diminuíram o consumo da bebida em 2025 e 39% passaram a escolher uma marca mais barata na prateleira. “Nós percebemos uma migração, o consumidor que comprava meio quilo passou a comprar o pacote de 250 gramas”, diz Araújo.

Na contramão deste movimento, o Coffee Lab teve um incremento de vendas. “Aumentou a procura pelos nossos cafés, porque subiu muito o preço dos tradicionais e as pessoas passaram a ver mais valor em comprar um café de alta qualidade do que de baixa qualidade, pela diferença de preço. E não temos dificuldade em cobrar o que a gente precisa cobrar”, finaliza Isabela.

Texto originalmente publicado na edição #90 (dezembro, janeiro e fevereiro de 2026) da Revista Espresso. Para saber como assinar, clique aqui.

TEXTO Lívia Andrade • FOTO Divulgação

Barista

Brasil na disputa: Jacques Carneiro encara o mundial de prova de cafés

Com 20 anos de experiência no mercado de cafés especiais, mineiro disputa pela segunda vez o mundial de Cup Tasters

Após 18 anos de sua participação no Campeonato Mundial de Cup Tasters, ocasião em que alcançou o terceiro lugar entre os melhores, Jacques Carneiro retorna aos holofotes após vencer a etapa nacional realizada entre 18 e 20 de março, em Carmo de Minas (MG), sua cidade natal.

Agora, a próxima parada é do outro lado do mundo. Ele representará o Brasil na competição global que acontece de 7 a 9 de maio, na World of Coffee em Bangkok, na Tailândia. “Estou super feliz de representar o Brasil lá em Bangkok, que não conheço mas terei a honra de conhecer”, comemora.

Em entrevista à Espresso, o provador fala de sua trajetória no café, seus objetivos na profissão e as expectativas em relação ao Mundial.

Espresso: Como tem sido sua trajetória profissional relacionada ao café até o momento? Conte um pouco das suas experiências, conquistas e desafios ao longo do caminho.

Jacques: Fechei um ciclo de gestão na CarmoCoffees há quatro anos e atualmente estou trabalhando como diretor de inovação na Unique Cafés Especiais junto aos meus irmãos. Minha carreira no café especial começou em 2004. Passei quase 20 anos me dedicando na educação e expansão dos cafés da Mantiqueira, baseado em Carmo de Minas e vendendo cafés especiais no mundo. Fui convidado recentemente para assumir a diretoria de inovação da Unique, com o desafio de levar cafés especiais e educação ao maior número de consumidores no Brasil. Participei do Campeonato Mundial de Cup Tasters em 2007 e onde fiquei em terceiro lugar.

E: Como foi ganhar o título de Campeão Brasileiro de Cup Tasters e o que significa ser um campeão brasileiro de prova de café?

J: Foi muito emocionante para mim, depois de tantos anos sem competir, poder representar nossa região no campeonato, ainda mais jogando em casa. Passou um grande filme da minha trajetória na minha cabeça, onde só tenho a agradecer a todas as pessoas que generosamente me ensinaram tanta coisa sobre cafés de qualidade. Queria agradecer a Mantiqueira de Minas, Cocarive, CarmoCoffees e principalmente a minha família, minha esposa Mariana e meus filhos, que me apoiam todos os dias para alcançar algo novo e desafiador. Queria, em especial, agradecer aos meus irmãos, Hélcio Júnior, Janaína e meu irmão de vida Gabriel Guimarães por me colocarem nessa disputa. Obrigado à Unique Cafés por confiar em mim e me abrir um novo ciclo profissional que, com certeza, será de muito trabalho, ética, generosidade e sucesso nos cafés especiais do Brasil.

E: Como se tornar campeão brasileiro pode impactar na sua vida profissional?

J: Um título brasileiro é sempre muito importante. Me dá forças e reafirma tudo aquilo que acredito e tento colocar no meu trabalho e nas minhas relações profissionais e pessoais. Sempre abre muitas portas e possibilidades para a minha carreira dentro do café especial. Obrigado BSCA pela realização, profissionalismo e oportunidade.

E: Como você pretende se preparar para o Campeonato Mundial de Cup Tasters e quais são as suas expectativas em relação a essa disputa?

J: Vou treinar muito. Já conto com a ajuda do Bruno Megda e do José Augusto Naves [campeões brasileiros em 2025 e 2023, respectivamente] para me direcionarem na competição mundial. Agradeço a todos os competidores e colegas de trabalho. Essa nossa classe de degustadores é muito importante em toda a cadeia dos cafés especiais. Gostaria de dividir esse título com todos os meus colegas provadores. Estamos juntos na democratização do café especial.

E: E quais os planos para o futuro? Pretende competir novamente?

J: Pretendo caminhar junto à Unique Cafés na expansão dos cafés especiais e educação de forma inovadora e impactante para chegarmos ao maior número de consumidores no Brasil. A vida é curta para tomar café ruim. Todo mundo deveria ter a oportunidade de tomar uma boa xícara de café especial e descobrir essa maravilha. E, sim, farei sempre o possível pra estar competindo todo ano, fortalecendo sempre essas competições que tornam nosso setor cada vez mais conhecido.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação