Mercado •

Nova loja virtual Coffee ++ busca oferecer cafés premiados de forma acessível

“Nosso propósito é falar de cafés especiais produzidos por pessoas especiais”. Este é o objetivo principal da Coffee ++, uma loja virtual que tem como intuito fazer com que grandes cafés produzidos aqui no Brasil – e que muitas vezes são exportados – cheguem até os apreciadores brasileiros de forma fácil e acessível.

O projeto nasceu em novembro de 2019 e é fruto da parceria entre o CEO do Grupo Montesanto Tavares, Leonardo Montesanto Tavares, e os produtores da Serra da Canastra, Pedro Brás e Rafael Terra. A ideia é contar as histórias dos personagens que produzem essas joias, aproximando-os dos consumidores.

Os sócios Rafael Terra, Leonardo Montesanto Tavares e Pedro Brás – Foto: Leca Novo

Os cafés selecionados

De acordo com Leonardo, a iniciativa trabalhará apenas com grãos especiais acima de 84 pontos, cuja torra será feira pela Coffee ++. “Queremos oferecer aos consumidores cafés maravilhosos que temos no Brasil”, conta o mineiro de Belo Horizonte, filho e neto de cafeicultores.

Mesmo com data de lançamento prevista para o dia 6 de outubro, os primeiros produtores que farão parte do portfólio já foram divulgados. São eles: Luiz Paulo Dias Pereira Filho, da Fazenda Santuário Sul, Mantiqueira de Minas; Gabriel Nunes, da Fazenda Bom Jardim, Cerrado Mineiro; e Ricardo Tavares, da Fazenda Primavera, Chapada de Minas.

Além dessas opções premiadas (as três fazendas acima já foram campeãs no concurso Cup of Excellence – Brazil!), o catálogo também conta com os chamados “cafés da casa”, que são o Clássico e o Geisha, uma das variedades mais famosas de café do mundo. “No futuro, vamos buscar outros produtores no Brasil todo, pessoalmente, fazendo visitas e conhecendo o processo de produção dos cafés”, explica o sócio.

Na plataforma, os consumidores poderão escolher entre as alternativas acima e adquiri-las nas versões pacotinho de 250 g em grãos ou torrado e moído, drip coffee e cápsulas de alumínio compatíveis com sistema Nespresso. Os preços irão variar entre R$ 18 e R$ 57. “O mundo inteiro admira os cafés brasileiros, então a gente quer deixar essas joias agora no Brasil para todo mundo poder beber café bom”, afirma Leonardo.

Mais informações: www.coffeemais.com e www.instagram.com/coffeemais

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado •

Semana Internacional do Café 2020 será digital e 100% gratuita, com foco em conhecimentos e negócios

Principal evento nacional do setor e um dos cinco maiores do mundo, a Semana Internacional do Café (SIC) precisou se adaptar com a chegada da pandemia mundial do novo Coronavírus (Covid-19). Realizado anualmente em BH, a edição 2020 – de 18 a 20 de novembro – será 100% digital, através de uma plataforma exclusiva, desenvolvida especialmente para a SIC.

Conhecida por sua extensa programação, milhões de reais em negócios realizados e ampla rede de conexão, a SIC manterá seus pilares oferecendo exposição de marcas, palestras, painéis, entrevistas, encontros, reuniões, premiações, cursos e competições. A grande novidade deste ano é que todo o conteúdo será gratuito durante os três dias de evento.

Produtores, classificadores, torrefadores, traders, exportadores, proprietários de cafeterias, baristas e especialistas conhecerão as novidades do mercado e poderão também descobrir e ter acesso a quem produz os melhores cafés brasileiros da safra 2020/2021, no concurso Coffee of the Year Brasil.

Segundo Roberto Simões, presidente do Sistema FAEMG: “A SIC tem como foco o desenvolvimento do mercado brasileiro e a divulgação da qualidade dos cafés nacionais para o consumidor interno e países compradores, além de potencializar o resultado econômico e social do setor. É de extrema importância que possamos promover o evento de forma digital, este ano, para que resultados expressivos e crescentes sejam obtidos.” leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Nitro

Mercado •

Movimento #VIVACAFE quer ajudar a fortalecer a cadeia de café e juntos atravessarem a crise da COVID-19

Com a crise sem precedentes da COVID-19, cafeterias e micro-torrefações tiveram que paralisar as atividades em todo o Brasil. Com as portas fechadas, o impacto nos negócios é enorme. Para ajudar a enfrentar essa realidade nasceu o movimento #VIVACAFE.

A iniciativa começou com uma executiva brasileira que trabalha em uma multinacional, apaixonada por café, que mora atualmente nos Estados Unidos e atua, há 20 anos, no varejo, além da experiência em consultoria e já tendo sido sócia de cafeteria. Frequentadora de cafeterias e consumidora de cafés especiais, ela liderou a ideia de apresentar soluções para os pequenos e médios negócios com o intuito de atravessarem a crise com menos impactos possíveis.

“Queremos ajudar as cafeterias com um melhor entendimento da crise, trazendo informações e conteúdo relevante ao negócio, mitigando o impacto, como possíveis demissões ou até o fechamento de cafeterias, além de fortalecer o ecossistema com uma voz única e mais unida”, explica a executiva que prefere não se identificar. O anonimato da ação tem o propósito de que o movimento seja abraçado por toda a cadeia do café especial e não uma iniciativa individual. leia mais…

TEXTO Redação

Cafezal • Mercado •

Nos 20 anos do Cup of Excellence, produtor de Ibiraci é o grande campeão

Yuko Itoi, provadora japonesa, completando seu 50° concurso CoE no mundo

Por Mariana Proença, diretamente de Lavras (MG)

André Aguila, da Fazenda Pai e Filho, localizada no município mineiro de Ibiraci venceu, na tarde de sábado – 19 de outubro – o concurso Cup of Excellence 2019, realizado em Lavras (MG). A cidade do produtor – localizada a 40 km de Franca (SP) – está em um braço da Região da Alta Mogiana e em processo de reconhecimento oficial para entrar na Indicação Geográfica.

O feito de André coroou o país do café natural (seco com a casca no terreiro) e deu luz a um novo momento do café brasileiro: produtores que são provadores. Será que podemos afirmar que temos a nova geração de Farmer-Graders? Ele, atual campeão do certame nacional de provadores de café (Cup Tasters 2019) conseguiu o feito de alcançar a primeira posição também no principal e um dos mais antigos concursos do Brasil – o Cup of Excellence.

Com a média de nota de 92,23 pontos entre provadores internacionais, o café de André será leiloado em novembro junto com outros 26 cafés que conseguiram notas acima de 87 pontos no concurso e são considerados “CoE Winners”. Outros seis cafés também foram selecionados para o leilão na categoria “National Winners”, totalizando 33 cafés premiados. leia mais…

TEXTO Mariana Proença, de Lavras (MG) • FOTO Tony Chen e Mariana Proença

Cafezal •

Inscrições abertas para 2ª edição do Concurso Florada Premiada

O grupo 3corações, em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), realiza a 2ª edição do Concurso Florada Premiada, voltado para as mulheres produtoras de café arábica. As amostras devem ser enviadas até 20 de setembro.

A iniciativa tem como objetivos oferecer acesso às melhores práticas na produção de cafés especiais através do programa de capacitação gratuito Florada Educa, reconhecer e valorizar os microlotes cultivados por elas ao promover o Concurso, e conectar quem produz com quem consome, uma vez que proporciona, por meio da campanha “Junte-se a elas”, a oportunidade para o consumidor fazer parte do projeto, já que ao adquirir um dos Microlotes, o lucro total retorna para as cafeicultoras. Com isso, a 3corações completa o ciclo sustentável do Projeto Florada.

A cerimônia de premiação acontecerá na Semana Internacional do Café, no dia 22 de novembro, em Belo Horizonte (MG). Serão premiadas as seis campeãs (primeiros três lugares de cada categoria – via úmida e via seca), além dos 100 melhores cafés do concurso e também o melhor de cada região inscrita.

Premiação da 1ª edição do Concurso Florada Premiada, realizada na Semana Internacional do Café 2018 – Foto: Bruno Correa / NITRO

As grandes campeãs receberão R$ 25 mil, terão seus lotes comprados pelo dobro da cotação e ganharão uma missão técnica para a Costa Rica em uma viagem de sete dias com direito a um acompanhante. As segundas colocadas receberão R$ 15 mil e mais a compra do lote pelo dobro da cotação. As produtoras classificadas em terceiro lugar serão premiadas com R$ 10 mil e compra do lote pelo dobro da cotação.

Os melhores cafés de cada região serão adquiridos pelo dobro da cotação, enquanto que os 100 melhores lotes poderão ser comercializados com o Grupo 3corações, com um prêmio por saca de café de R$ 300 acima da cotação.

“O Projeto Florada é uma grande obra que estará sempre em construção, pois se trata de um projeto de longo prazo em que criamos laços duradouros com as produtoras do Brasil e com toda a cadeia do café. O Concurso Florada Premiada é uma importante iniciativa para reconhecer e valorizar o trabalho das cafeicultoras e também para proporcionar aos consumidores uma nova experiência com raros cafés que carregam histórias únicas por trás de cada xícara”, afirma Pedro Lima, presidente da 3corações.

O regulamento completo do concurso e o link para as inscrições estão disponíveis no site do Projeto Florada e da BSCA.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Barista •

Barista Day reúne campeões mundiais de Brewers e Barista em Campinas (SP)

No último final de semana, a cidade de Campinas, em São Paulo, recebeu baristas que são destaque no cenário mundial através dos campeonatos de Brewers (café coado) e Barista. O evento, intitulado Barista Day, foi uma parceria da fazenda Daterra, que fica em Patrocínio (MG), e da cafeteria Abigail Coffee.

“Com a missão de oferecer experiências de café e fomentar conhecimento, a Abigail trouxe para o Brasil esse evento inédito graças à parceria com a Daterra”, explica Leandro Vital dos Santos, um dos sócios da cafeteria. Segundo ele, o principal objetivo era promover o encontro entre esse elenco de tirar o fôlego dos consumidores finais. O resultado: casa cheia! Todos com olhos atentos, papel e caneta para anotar cada detalhe, dicas e técnicas compartilhadas pelos baristas.

Jooyeon Jeon (Coréia do Sul, atual campeã mundial de Barista)

Primeiramente, os 10 baristas visitaram a fazenda para conhecer o processo de produção dos cafés Daterra e em seguida se revezaram em duas sessões na Abigail: primeiro os profissionais que se destacaram na categoria Brewers em 2018 e 2019 compartilharam detalhes inéditos de suas apresentações, com insights sobre seus processos e criações com o público, que leia mais…

TEXTO Kelly Stein • FOTO Kelly Stein

Mercado •

Juan Valdez lança edição especial de 200 anos da Batalha de Boyacá

Uma bebida equilibrada, acidez média e corpo médio, sabor de pêssego maduro, residual agradável e prolongado, aroma doce e frutado, com fragrância de xarope de pêssego. São essas características que os consumidores da marca Juan Valdez poderão encontrar nos cafés em homenagem aos cafeicultores de Boyacá e Colômbia.

A Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC), o Governo de Boyacá e a Procafecol, empresa que administra as lojas Juan Valdez, aderiram a este projeto junto com a Vice-Presidente da República, Martha Lucía Ramírez Blanco, para comemorar este grande aniversário, proporcionando uma excelente edição especial de café.

Os grãos utilizados foram produzidos em cinco províncias de Boyacá. “Boyacá tem 10.900 famílias que produzem este excelente café, que hoje é um orgulho para nós oferecermos ao país e ao mundo. Dessa forma, a Federação continua buscando estratégias que gerem maior rentabilidade para o cafeicultor e uma delas mostra a variedade no país e sua excelente qualidade”, afirmou Roberto Vélez Vallejo, Gerente Geral da FNC.

Camila Escobar, presidente da Procafecol, disse que essa é uma comemoração muito especial. “200 anos da batalha de Boyacá. Essa é a contribuição dos cafeicultores leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista •

Projeto Fazedores de Café forma sua 6ª turma em São Paulo

No último sábado, 30 de março, aconteceu a formatura da 6ª turma do Fazedores de Café, na unidade do Sofá Café Pinheiros. A ocasião contou com a presença dos organizadores do projeto, ex-alunos, apreciadores da bebida e conhecidos dos participantes.

Durante o dia, a cafeteria funcionou normalmente, mas o diferencial foi o atendimento ao público, que foi todo realizado pelos quatro formandos: Diva Dornelas e Letícia Reis, moradoras do bairro paulistano Grajaú; e Rajana Olba e Abdrahamane, refugiados da Síria e do Mali, respectivamente.

Após três meses de curso teórico e prático, os alunos estagiaram por um mês em diferentes perfis de cafeterias paulistanas para aprender na prática as lições e desafios da profissão de um barista. Além da oportunidade de uma vivência enriquecedora, o projeto funciona como uma boa porta de entrada para a carreira, já que os participantes têm altas chances de saírem com propostas de emprego.

“É um processo demorado, mas quando chega ao final você entende a necessidade de fazer um projeto tão longo assim. Nós queremos garantir a base, a formação, para que vocês tenham dificuldade quase zero para conseguirem um emprego agora”, disse Diego Gonzales, fundador proprietário do Sofá Café e idealizador da iniciativa, em discurso na ocasião. “Esse é o objetivo do Fazedores, não é só ensinar, mas é garantir uma nova situação de emprego. É como se fosse uma formação técnica. Que agora vocês saiam diplomados para o mercado de trabalho”, finalizou.

Esta é a primeira edição que conta com a presença de alunos refugiados, mas desde 2014, ano de sua criação, o Fazedores de Café já formou mais de 30 jovens carentes da periferia de São Paulo, incluindo Paulo Gabriel, aluno da primeira turma do projeto. Hoje ele atua como barista e atual coordenador do curso.

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Cafezal •

Projeto quer revitalizar o Vale do Café no Rio de Janeiro

Uma viagem ao túnel do tempo até o século XVIII, que envolve belas paisagens, Viscondes, Duques, Condes, Marqueses, Dom Pedro, Princesa Isabel, entre outros nomes que fizeram parte da nossa história.

Esse é o Vale do Café, localizado a cerca de 120 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Um local que no passado produzia café, aliás, foi essa produção que impulsionou a região na época e criou as fazendas históricas. A região chegou a produzir 75% do café consumido no mundo. Atualmente, são poucas as fazendas que cultivam o café, mas isso está mudando por conta de um projeto desenvolvido pelo Sebrae/RJ.

Para este projeto, intitulado Vocações Regionais da Cafeicultura Fluminense que teve início em 2014, foram escolhidas as regiões Noroeste, Serrana e Vale do Café pela tradição e potencial para produção de cafés diferenciados. O professor da Universidade de Lavras Flavio Borém é um dos coordenadores do projeto e percebeu a perspectiva no lugar que tem entre seus objetivos revitalizar a cafeicultura para produção de cafés especiais e apresentar as possibilidades de agregar valor ao produzido no estado. Algumas fazendas foram selecionadas e por um processo de seleção natural outras saíram.

Segundo Lidia Espindola, analista do Sebrae: “A proposta do programa é revitalizar a cafeicultura no Vale para produção de cafés especiais. Serão dois eixos de atuação: para quem já planta e quer produzir um café especial ou aqueles que querem começar o cultivo”, explicou. Segundo ela, as fazendas participantes contam com o apoio Sebrae/RJ, acompanhamento técnico e poderão utilizar os recursos disponíveis pelo Programa Sebratec, que subsidia 60% dos custos.

A equipe da Espresso foi convidada a conhecer um pouco mais o projeto e as regiões que fazem parte dele. Além do professor Flávio Borém, o projeto conta com a orientação do Sebrae/RJ, a consultoria do produtor João Mattos, da Fazenda Braúna, que auxilia nas orientações técnicas do café, e um coordenador que visita o local e tira dúvidas de cada fazenda. Marcelo Graça, técnico em agropecuária, é um deles que verifica cada passo da lavoura, como por exemplo, se o adubo está certo e se foi aplicado, o que é melhor para cada solo. “É um trabalho de parceria e confiança. Uma relação que se reflete na lavoura”, afirma.

Fazenda Alliança

A proprietária Josefina Durini preparou um belíssimo café da manhã, para nossa equipe, com tudo que é produzido na própria fazenda. A fazenda é orgânica e certificada peça Ecocerta, por isso Josefina deseja, entre outros projetos, realizar uma parceria com escolas e assim levar o seu alimento orgânico para as crianças.

A fazenda é histórica do século XIX e é possível visitar cada cômodo da casa, conhecer móveis da época, que são misturados com obras que Josefina traz de suas viagens, além de visualizar como era o processo do café antigamente.

Para este projeto Josefina apostou no café orgânico. Um trabalho, segundo ela, de formiguinha, que iniciou a plantação entre fevereiro e março de 2017. Foram alguns desafios como área baixa e cuidados para nivelar o terreno que tem uma altitude, de cerca de, 500 metros. Segundo Marcelo, ali foi utilizado o sistema de irrigação por gotejamento e esterco de búfala, aliás, é delas que Josefina aproveita para a produção de queijos, leite, entre outros alimentos.

www.fazendaallianca.com.br

Hotel Fazenda Florença

Foi fundada no século XIX pela família portuguesa Teixeira Leite, que foram atraídos para o Vale do Paraíba por conta da riqueza do café. A atual sede do casarão, que foi erguida em 1852, está aberta para visitação (com horário programado) e você pode mergulhar de cabeça na história que é contada com muita emoção pelo proprietário Paulo Roberto dos Santos.

Há 20 anos Paulo faz parte desta fazenda, “foram seis anos restaurando a casa e como hotel estamos há 14 anos”, afirma. Ele conservou a casa, móveis, louças, espaços ricos em detalhes da época.

Paulo se interessou pelo projeto do Sebrae e não esconde o encantamento na hora de servir o seu próprio café, que define com um gostinho de mel. São cinco hectares, que começaram a ser plantados em 2017. No meio do cafezal, Paulo, vai montar a sua cafeteria, “minha ideia é que as pessoas venham acompanhando todo o cafezal e sua história e depois pare para degustar o café!”, contou Paulo, que deseja ter a cafeteria pronta para o Festival Vale do Café, que acontece no final de julho.

“O projeto me encantou, procuro evitar ao máximo o uso de agrotóxicos. Aqui, onde hoje é o cafezal, era uma área de pasto de éguas, que transformamos e contempla ainda árvores como Ypês, Quaresmeiras, Jabuticabeira, entre outras”, conta Paulo.

O turismo é forte na fazenda que conta com recreação para as crianças, quadra de esporte, campo de futebol, piscinas, entre outros. O hotel conta com a Ala das Roseiras; Quaresmeiras e Nolinas e suítes Master Junior e Master, além de lazer para adultos e crianças.

www.hotelfazendaflorenca.com.br

Fazenda União

Localizada em Rio das Flores, região sul fluminense, a fazenda, do século XIX, foi construída pelo Visconde do Rio Preto e conservada até hoje com mobiliário original e peças recuperadas em antiquários pelo proprietário Mario Vasconcellos Fernandes.

Mario, um colecionador nato, recebeu a nossa equipe, com um jantar em uma mesa preparada tipicamente com pratos e talheres da época de Dom Pedro. A Fazenda é também um hotel histórico focado no turismo, que busca refletir sobre as tradições e costumes da época.

Agora conta com um hectare de café, que começou a ser plantado em meados de fevereiro ou março de 2017. Segundo Marcelo, a fazenda rendeu poucos frutos por problemas no solo, que já estão sendo resolvidos. Por causa do vento, optaram por plantar milho próximo do café para servir de “corta vento” e a plantação de café foi dividida em talhões.

www.fazendauniao.com.br

Fazenda Da Taquara

Marcelo Streva é a sexta geração da família da Fazenda Da Taquara, foi seu tetravó quem fundou o local. Por isso, é com propriedade e brilho nos olhos que Marcelo conta toda a história da família para os turistas que visitam o casarão.

Móveis, retratos, diferentes objetos e até roupas dos seus ancestrais foram conservadas. Marcelo tomou a frente dos negócios em 2015, “foi um ano muito difícil, meu pai tinha mais de 150 mil pés de café, criou um viveiro imenso e de repente não tínhamos mais. Tive que com calma analisar o que fazer e comprar mudas para começar o plantio do café novamente”, conta ele.

Segundo Marcelo ele chegou a cogitar o cultivo do café orgânico, “quando coloquei na ponta do lápis, vi que não seria possível”, conta ele. Atualmente são quatro hectares de café, já comercializados por Marcelo. “Era o único do projeto que já plantava café”, afirma Lidia.

A fazenda é aberta ao público para visitas guiadas com café e almoço e de domingo aberta para almoço.

www.facebook.com/fazendadataquaravisitahistorica

Fazenda Saint Robert

Local que na década de 1960/70 funcionava um hospital para tuberculosos e que após o plano cruzado se transformou em um hotel fazenda. O espaço era do pai do Henrique Marques Lisboa, que comprou a parte dos seus irmãos e investiu no local, criando um espaço para toda a família.

Os adultos que chegam ao local já ganham um vale chopp, para a sexta-feira, e um vale café, para o sábado. A Fazenda conta, ainda, com uma área de recreação, uma mini fazenda, minigolfe, piscinas, um restaurante na sede e o Reserva Aroeira e agora uma plantação de café.

Henrique começou a plantação em 2017 das variedades IPR 100 e Catucai Vermelho. “Hoje, meus filhos assumiram a administração do hotel e eu estou nas aventuras do café, cerveja e cachaça”, afirma. Próximo ao cafezal já existe uma cafeteria, em que os visitantes, podem degustar cafés e as comidinhas deliciosas que são preparadas como tortas e bolos.

www.hotelfazendastrobert.com.br

Conheça a magia do Vale do Café
De 20 a 29 de julho acontece o Festival Vale do Café, em que os visitantes poderão conhecer as fazendas do século XIX. Criado em 2003 o Festival ocorre sempre em julho, oferecendo espetáculos com muita música e história do Vale.

Quem for até lá poderá conhecer a intimidade dos maiores núcleos produtivos do ciclo do café, fazendas históricas de arquitetura tradicional da época como azulejos, pratarias, pinturas, louças, bordados, estátuas, documentos, entre outros.

É necessário comprar o ingresso para participar da programação de cada fazenda. Saiba mais sobre o festival e garanta seu ingresso no site www.festivalvaledocafe.com.br.

Serviço
Festival Vale do Café
Quando: de 20 a 29 de julho
Maiores informações: www.festivalvaledocafe.com.br

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Café Editora

Café & Preparos •

O calor que faz a diferença

Além do cuidado com os grãos, detalhes como jogar água quente nos utensílios usados antes de preparar o café podem potencializar o sabor final da bebida e deixá-la quentinha por mais tempo

A qualidade dos grãos, o frescor, a moagem específica para cada tipo de método e a água usada são características que, se corretas, qualificam o café que o brasileiro tanto ama. O que muitos não sabem é que detalhes como passar água quente nos utensílios são importantes e fazem a diferença no resultado final. Muito utilizada pelos baristas nas mais diversas cafeterias Brasil afora, essa prática ainda não é tão conhecida pelos apreciadores de café. Escaldar o filtro, o método, o recipiente e a xícara é um ato simples e rápido que pode ressaltar o verdadeiro sabor do café e preservar sua temperatura por mais tempo.

Conversamos com Camila Franco, atual campeã nacional de Brewers Cup e barista da Lucca Cafés Especiais (Curitiba-PR), e com Hugo Silva, da cafeteria IL Barista (São Paulo-SP), campeão da Copa Barista 2017, e selecionamos três utensílios escaldados pelos profissionais dentro do balcão. Você também pode fazer isso em casa para garantir um bom café, do começo ao fim.

Para preservar o verdadeiro sabor
Camila explica que molhar o filtro é uma prática necessária: “É fundamental que seja jogada uma água quente para lavá-lo, principalmente se ele for o de papel. Quando você escalda o filtro, seja ele de papel, seja de metal, qualquer sabor residual que possa ser passado para o café é eliminado, como o gosto do próprio material ou de alguma bebida preparada antes”. Acredite, por menor que seja a impureza, ela pode mudar totalmente o sabor do café que você está preparando.

Uma dica: após o procedimento, não utilize a mesma água para fazer a bebida, senão todo o processo terá sido em vão. Para que não haja desperdício, você pode usá-la em outras situações, como para regar as plantas.

Extração na medida certa
A extração é a principal etapa na preparação do café. É justamente nesse momento, em que o café está passando, que se observa um ponto importante que precisa de atenção.

Desde o contato com o pó até o café finalizado, a água costuma perder temperatura, o que pode prejudicar o resultado final. Para que isso não aconteça, escalde desde o filtro até o recipiente onde cairá a bebida já pronta, seja uma jarrinha, seja uma garrafa térmica.

“Quando falamos de métodos de preparo de café, é interessante que todos os utensílios sejam escaldados antes. Por exemplo, se formos usar uma kalita de porcelana e um filtro de papel, aconselha-se molhar os dois juntos, além do recipiente que vai receber a infusão”, explica Hugo.

Segundo o campeão, isso não serve apenas para coados: “Muitas pessoas escaldam a french press e a deixam um tempo com a água quente dentro. Assim, a extração já ocorre sob uma temperatura mais elevada. Da mesma forma se pode fazer na aeropress, o que também serve para limpar e tirar resíduos de bebidas anteriores”.

Gostoso do começo ao fim
Para manter o café com o mesmo quentinho da infusão pode-se esquentar a xícara também. Essa prática fará o líquido esfriar mais devagar.

Segundo Hugo, escaldar a xícara é uma questão de gosto: “Algumas pessoas não gostam, enquanto outras fazem questão, pois isso eleva a temperatura do copo e deixa a bebida quente por mais tempo”.

Mas, cuidado! Atente para a temperatura usada a fim de não aquecer demais e queimar os lábios. Para escaldar, Hugo aconselha que seja usada a mesma temperatura da água do preparo do café. Lembre-se: tomar café é um hábito prazeroso, e fazê-lo é quase um ritual.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso, referente aos meses dezembro, janeiro e fevereiro de 2018 – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz