Café & Preparos

Como acontece o cupping do café? Assunto é abordado em 14º episódio da websérie da BSCA

Na quarta-feira (25) acontece o lançamento do 14º episódio da websérie “A História do Café Especial – O olhar da BSCA em 30 anos”, realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Café Editora.

O vídeo traz detalhes sobre o cupping, técnica que tem como objetivo destacar as diferenças de perfis, atributos e outras características sensoriais entre cafés. Os convidados da vez para abordar o assunto foram: Humberto Florezi, da Falcafé; Jean Carlos Rodrigues, da SMC Specialty Coffees; Dimitry Branquinho, da Bourbon Specialty Coffees; e Silvio Leite, da Silvio Leite Café.

Movimento da xícara ao grão

Com novos episódios lançados todas as quartas-feiras no YouTube da BSCA e no Instagram da Revista Espresso, o projeto busca levar informações relevantes sobre a cadeia do café especial ao consumidor final e a todas as pessoas que não possuem conhecimento deste universo, rebobinando o trajeto da bebida da xícara ao produtor e sua lavoura.

Com o intuito de aproximar as pontas do setor, a websérie conta com linguagem acessível e tradução em inglês. Deste modo, mais pessoas ao redor do mundo também podem conhecer de perto a história do café especial no Brasil e ficar por dentro de toda a qualidade da produção nacional!

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Manejo final do café para exportação: atualização técnica

Quase todo café exportado hoje é embarcado em containers, porém de maneiras diferentes: em sacas, em big bags ou a granel. O café é pesado em diferentes tipos de balanças, dependendo de como será colocado nos containers. Finalmente, a maior parte do café é misturado antes da pesagem. Vamos revisar como estas operações mudaram e evoluíram ao longo dos anos.

A liga é principalmente a combinação/mistura de diferentes tipos de café, qualidades e/ou origens para obter lotes homogêneos com as características e tamanhos de grãos requeridos. Mas também é a mistura de cafés da mesma qualidade produzidos por diferentes produtores ou que se originam de diferentes regiões para obter lotes homogêneos com o tamanho exigido pelo cliente. A liga é uma operação crítica para a entrega do café com as características exigidas nos contratos com os clientes. Esta operação pode ser uma grande fonte de reclamações (“claims”) se não for feita de forma adequada.

No processo de liga, o café deve ser juntado em certas proporções e misturado para se obter lotes homogêneos. Isto é geralmente feito com o auxílio de um silo redondo alimentado por um elevador especial de alto desempenho, que recebe o café em proporções pré-determinadas e garante uma mistura uniforme sem danificá-lo. As linhas de processamento de alta capacidade usam técnicas diferentes de liga. Cafés diferentes são alimentados a uma bateria de silos que descarregam em uma esteira por meio de um sistema de alimentação de volume ajustável, por exemplo, dispositivos de velocidade variável, instalados na saída de cada silo. A taxa de alimentação ou saída dos silos individuais é ajustada de acordo com as proporções exigidas no lote final.

O equipamento tradicional para pesar o café a ser colocado em sacos de juta ou outro tipo de saca no final das linhas de processamento é uma balança de plataforma mecânica. Isto mudou à medida que a mão-de-obra se tornou escassa, os lotes de café aumentaram de tamanho e outras alternativas de embarque foram desenvolvidas, especialmente o carregamento de containers a granel mas também big-bags. Balanças mecânicas automáticas foram usadas primeiro e ainda são utilizadas, mas hoje as balanças eletrônicas são preferidas. Os big-bags podem ser alimentados a partir de balanças automáticas no modo de fluxo contínuo ou leia mais…

TEXTO Carlos Henrique Jorge Brando • FOTO Café Editora

Mercado

Keurig Dr Pepper aprimora seus padrões de sustentabilidade

O sistema de certificação sustentável 4C se tornará um parceiro reconhecido no programa sustentável da Keurig Dr Pepper (KDP), como parte do compromisso da KDP de fornecer 100% de seu café de forma responsável.

“A 4C tem o prazer de apoiar a KDP no fortalecimento da sustentabilidade da sua cadeia de suprimentos e na promoção dos direitos humanos e das boas práticas agrícolas em todo o mundo”, disse Norbert Schmitz, diretor administrativo da 4C.

A KDP afirma que está comprometida em buscar, produzir e distribuir suas bebidas de maneira responsável por meio de seu “Drink Well. Do Good”, plataforma de responsabilidade corporativa.

Alinhado a isso, a KDP afirma ter criado um conjunto rigoroso de requisitos que serão usados para verificar e aceitar padrões específicos de produtos independentes em suas cadeias de suprimentos.

“A KDP tem o prazer de anunciar que a evolução mais recente do programa de certificação 4C significa que ele atende aos requisitos da KDP para programas aprovados de parceiros de Fornecimento Responsável”, disse Whitney Kakos, gerente sênior de Sustentabilidade da KDP.

De acordo com a 4C, após um benchmarking abrangente, a KDP reconheceu que a certificação 4C estava alinhada com seu Código de Conduta do Fornecedor e considerações adicionais do programa.

A KDP agora também exigirá que seus fornecedores passem por uma auditoria de certificação de Cadeia de Custódia, conduzida por terceiros. Atualmente, isso é voluntário para participantes da 4C além do nível da fazenda. “Esperamos trabalhar em parceria com a 4C para melhorar continuamente seu programa e enfrentar os desafios significativos que o setor cafeeiro enfrenta”, comentou Kakos.

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Jim Kalligas

Receitas

Molho de salada agridoce

Ingredientes

– 1 colher (sopa) de mel de Apis
– 2 colheres (sopa) de aceto balsâmico
– 1 colher (sopa) de mostarda Dijon
– Sal a gosto
– 3 colheres (sopa) de azeite

Preparo

Misture os ingredientes, emulsionando bem, provando para acertar o equilíbrio de sabores e gosto. O aceto pode ser substituído por limão, e outros tipos de mostarda também funcionam. Prepare em quantidades maiores, guarde em um vidro e deixe pronto na geladeira. Dura bem 20 dias ou mais. Sirva sobre saladas de folhas.

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Guilherme Kiyoshi, da Kanto Gastronomia

Cafezal

Starbucks inaugura Centro de Apoio ao Produtor em Varginha (MG)

A Starbucks Coffee Company inaugurou seu primeiro Centro de Apoio ao Produtor (FSC, sigla em inglês para Farmer Support Center) no Brasil e o décimo no mundo. Localizado em Varginha (MG), o novo centro visa fornecer recursos às comunidades cafeeiras locais, como parte do compromisso da empresa de adquirir café de forma responsável.

O Centro de Apoio ao Produtor permitirá que a companhia trabalhe junto com produtores, fornecedores e agências locais para aprender mais sobre os desafios ambientais e sociais únicos que a região enfrenta, conhecer suas técnicas avançadas de cultivo e colaborar em soluções de longo prazo para apoiar os produtores.

“A inauguração no Brasil representa um marco importante nos investimentos contínuos da empresa nas comunidades cafeicultoras. Como aspiramos garantir um futuro sustentável do café para todos, acreditamos que o conhecimento que acumularemos, por meio dos relacionamentos desenvolvidos por este Centro de Apoio ao Produtor, desempenhará um papel significativo em nossas ações para impulsionar a cadeia de suprimentos da cafeicultura no Brasil e no mundo”, destaca Alfredo Nuno, diretor dos Centros Globais de Apoio ao Produtor (Global Farmer Support Centers) e da Hacienda Alsacia da Starbucks.

Para promover práticas de cultivo de café transparentes, lucrativas e sustentáveis, os Coordenadores de Sustentabilidade da Starbucks, que trabalham no Centro de Apoio ao Produtor, implementarão projetos, workshops e treinamentos relevantes para as necessidades específicas dos cafeicultores, como melhores práticas de segurança e complexas regulamentações trabalhistas e ambientais. O Centro de Apoio ao Produtor também tem como objetivo fornecer treinamentos locais para as Práticas C.A.F.E., o programa de verificação de fornecimento ético da empresa, que avalia as fazendas em relação a critérios econômicos, sociais e ambientais.

“A presença do novo Centro de Apoio ao Agricultor do Brasil permitirá um diálogo mais direto, oportuno e no campo com os muitos agricultores de nossa cooperativa”, conta Lucio Dias, diretor da Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé). “Esperamos fortalecer nosso relacionamento com a Starbucks e trabalhar juntos para promover nosso objetivo mútuo de produzir café de alta qualidade que cumpra tanto as Práticas C.A.F.E., como as regras e regulamentações locais de forma sustentável”.

São nove Centros de Apoio ao Produtor localizados em países produtores de café em todo o mundo, sendo cinco deles na América Latina. A Starbucks fomenta, por meio de seus centros, agronomia de código aberto e treinamentos em práticas de fornecimento ético a agricultores, independentemente de serem fornecedores da empresa. Em todo o mundo, desde a abertura do primeiro Centro de Apoio ao Agricultor, em 2004, na Costa Rica, a companhia já capacitou mais de 200 mil agricultores por meio do programa.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Café acumula inflação de 8,31% entre janeiro e julho deste ano

O hábito de tomar um café, tão valorizado pelo brasileiro, está custando mais caro. Um levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS) mostra que o preço do produto nas gôndolas acumula alta de 8,31% no ano (de janeiro a julho).

Uma combinação de fatores responde pelo fenômeno: a valorização do produto no mercado externo, a previsão de uma safra menor em 2021 e a queda da produção do terceiro maior produtor mundial, a Colômbia, o que deve pesar na exportação da commodity brasileira. “O preço da saca quase que dobrou em um ano e o volume exportado pelo Brasil cresceu 17%”, explica Ronaldo dos Santos, presidente da APAS.

Além disso, deve ocorrer uma redução na produção do café arábica (-28,5%) em relação à safra de 2020, devido queda de produtividade. “Apesar das geadas em julho terem prejudicado alguns produtores, é importante ressaltar que ela ocorreu na segunda quinzena do mês, época em que mais de 60% da safra de 2021 já havia sido colhida”, afirma Ronaldo. Mesmo assim, foi o suficiente para resultar em um maior estresse nos preços do café, que não dispõem de estoques públicos.

De acordo com Celírio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o aumento nos custos dos insumos, volume da safra, condições climáticas e a continuidade da pandemia de Covid-19 devem provocar um aumento de 35% a 40% nos preços do café até o final de setembro. “O aumento é o maior registrado há pelo menos  25 anos no País”, comenta. Saiba mais aqui.

TEXTO Redação • FOTO Wade Austin Ellis

CafezalMercado

A relação entre cafés brasileiros e compradores mundiais é tema de 13º episódio da websérie da BSCA

Na quarta-feira (18) acontece o lançamento do 13º episódio da websérie “A História do Café Especial – O olhar da BSCA em 30 anos”, realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Café Editora.

O vídeo da vez traz informações sobre a relação entre a produção nacional e os compradores do café brasileiro pelo mundo. Para falar sobre o assunto, foram convidados: Vanusia Nogueira, diretora-executiva da BSCA; Stephen Hurst, da Mercanta The Coffee Hunters, do Reino Unido; Natalia Li, da Ingenuity Coffee, da China; Shinji Sekine, da Wataru & Co, do Japão; Jannie Jian, da Shanghai Cape Coffee, da China; John Thompson, da Coffee Nexus, do Reino Unido; Hidetaka Hayashi, da Hayashi Coffee Institute, do Japão; Susie Spindler, da Alliance for Coffee Excellence, dos Estados Unidos; e Yunson Lee, da Terarosa Coffee, da Coreia do Sul.

Movimento da xícara ao grão

Com novos episódios lançados todas as quartas-feiras no YouTube da BSCA e no Instagram da Revista Espresso, o projeto busca levar informações relevantes sobre a cadeia do café especial ao consumidor final e a todas as pessoas que não possuem conhecimento deste universo, rebobinando o trajeto da bebida da xícara ao produtor e sua lavoura.

Com o intuito de aproximar as pontas do setor, a websérie conta com linguagem acessível e tradução em inglês. Deste modo, mais pessoas ao redor do mundo também podem conhecer de perto a história do café especial no Brasil e ficar por dentro de toda a qualidade da produção nacional!

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Cafezal

Inscrições abertas para 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café

O 31º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso abriu inscrições e recebe amostras até 10 de setembro de 2021. Serão selecionados 40 produtores finalistas, que concorrerão aos seis primeiros lugares. Desses seis, os três primeiros se classificarão para participar do 7º Prêmio Ernesto Illy Internacional, em 2022, além de ganhar prêmios em dinheiro e diplomas.

O Prêmio Ernesto Illy – Regional terá até dois cafeicultores premiados em cada um dos 10 Estados/Regiões, sendo: Minas Gerais (subdividido em Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas), São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte/Nordeste. Todos os vencedores e finalistas receberão prêmios em dinheiro e diplomas.

O regulamento e a ficha de inscrição para o 31º Prêmio estão disponíveis no site do Clube illy do Café. O cafeicultor deverá inscrever apenas uma amostra de café arábica. Se a propriedade rural possuir mais de um sócio, as amostras deverão ser inscritas em nome do sócio responsável na receita estadual.

Os melhores cafés serão selecionados por uma comissão julgadora, com especialistas da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè. As análises serão feitas pela classificação do café quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e pela qualidade da bebida, inclusive com degustação para espresso.

Durante o período de inscrição, o produtor poderá vender o lote inscrito e aprovado para a Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè desde que a mesma demonstre interesse, conforme suas normas de compra, também informadas no site do Clube illy.

Serviço
31° Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso
Inscrições: até 10 de setembro
Divulgação dos 40 finalistas: novembro de 2021
Revelação dos vencedores e entrega dos prêmios aos finalistas: abril de 2022
Informações: https://clubeilly.com.br/premiacoes/premio-ernesto-illy/sobre-o-premio/
Regulamento: https://clubeilly.com.br/premiacoes/premio-ernesto-illy/regulamento-30o-premio/

TEXTO Redação

Personagens

Daniel Coli: “Nos envolvemos cada vez mais com a cadeia de uma forma geral, do pé à xícara”

Me envolvi com este universo apaixonante quando comecei a trabalhar com aquele que hoje é meu sócio na Oficina do Espresso, o Nirjano. Abandonei o Direito para mexer com máquinas de café. No início éramos apenas uma empresa prestadora de serviços de manutenção. Posteriormente iniciamos a venda de equipamentos e não demorou muito para comercializarmos os primeiros pacotes de café.

Com o passar dos anos nos envolvemos cada vez mais com a cadeia de uma forma geral, do pé à xícara. Nos aprofundamos incessantemente na questão técnica que envolve as máquinas e nos especializamos na bebida. Me tornei colunista do jornal Estado de Minas, na coluna sobre cafés especiais. Viramos a empresa oficial dos Campeonatos Brasileiros de Barismo.

Hoje habitamos um Hub de experiências com café em Belo Horizonte chamado Achega, onde temos uma microtorrefação de grãos especialíssimos; uma instrutora SCA ministrando cursos e realizando a curadoria de experiências e eventos, a Helga Andrade; uma loja de máquinas e acessórios em geral para o universo do café; cafeteria para solenidades e acontecimentos; além de, claro, um laboratório referência em manutenções.

Atualmente sou instrutor titular do Sindicafé SP para o módulo avançado de barismo sobre as máquinas e tenho experimentado, incansavelmente, uma honrosa participação neste mercado que, para mim, é o melhor que tem para se trabalhar. Cultivo intensa paixão pelas pessoas e histórias do café, e fiquei lisonjeado em contar essa trajetória para este veículo de comunicação cafeeira que é a Revista Espresso. Faço parte, orgulhosamente, da comunidade do café e aproveito para agradecer à Espresso pelo trabalho primoroso que vem realizando há 18 anos (!!) em prol do nosso seguimento.

Daniel Coli, manutenção de máquinas na Oficina do Espresso e microtorrefação no Achega Café – Belo Horizonte (MG) @danielcoli82

Receitas

Torta banoffee

Ingredientes

Torta
– 150 g de bolachas integrais de aveia
– 75 g de manteiga sem sal

Recheio
– 2 ou 3 bananas cortadas em rodelas
– 300 g de creme de leite fresco
– 400 g de doce de leite
– 10 g de açúcar refinado
– 5 g de cacau em pó 

Preparo 

Primeiro, faça a massa da torta triturando as bolachas em um processador ou liquidificador até se formar uma farofa, e a transfira para uma tigela. Derreta a manteiga e misture aos poucos no farelo de bolacha, mexendo com as mãos até dar liga aos ingredientes. Distribua essa farofa numa forma e leve-a ao freezer. Enquanto isso, prepare o recheio: bata o creme de leite com o açúcar até o ponto de chantili. Retire a forma da geladeira e, na sequência, passe o doce de leite sobre a massa da torta, procurando formar uma camada homogênea. Disponha as rodelas de banana sobre o doce e cubra com o chantili. Polvilhe um pouco de cacau para finalizar. Obs: caso prefira, exclua o açúcar do chantili, batendo somente o creme de leite até que ele fique firme.

Rende 1 torta média

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Fernanda Ribeiro
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