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Patrimônio da gastronomia

Ele já valorizava os produtos de sua terra antes de a cozinha nacional ser a palavra de ordem de dez entre dez chefs brasileiros. Proprietário do restaurante Oficina do Sabor, em Olinda, o chef César Santos carrega com orgulho o epíteto de embaixador da gastronomia pernambucana, concedido a ele há quase duas décadas pelo então presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça. “Hoje as pessoas se preocupam com a cozinha brasileira. Faço isso há 25 anos, quando usava mel de engenho e manteiga de garrafa nos meus pratos”, orgulha-se o chef.
É para ter orgulho mesmo — ainda que títulos, prêmios e listas que envolvem chefs e seus restaurantes estejam se tornando lugar-comum. Antes de cozinheiros virarem estrelas de programas de TV e celebridades no Instagram, Santos já viajava para fora do País deslumbrando estrangeiros com a cozinha de sua terra.
Experimentações da cozinha contemporânea, porém, não são sua praia. “Não trabalho com pinça, só com faca”, chegou a dizer-me, em entrevistas passadas, não sem reforçar o respeito que nutre pelos colegas que trilharam essa via gastronômica. A comida que serve em seu restaurante, parada obrigatória para quem visita Olinda, é uma combinação de comida caseira com toques de refinamento.
Localizado aos pés da Igreja Nossa Senhora do Amparo, construída no século XVII, e com uma paisagem de fazer cair o queixo de qualquer leia mais…

















