Mercado

Consumo brasileiro de café registra queda nos últimos 30 dias

O café está presente no cotidiano dos brasileiros, porém, o consumidor já percebeu que o preço do produto nas prateleiras subiu. Este aumento impacta diretamente no consumo interno, que nos últimos 30 dias chegou, aproximadamente, a 14%. O primeiro fator que explica o cenário é o aumento de 130% no valor da saca do café cru, que representa 70% do custo de produção para as indústrias do café que chega às mesas. Essa alta se deu, também, por fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.

Inicialmente, os industriais negociaram com o varejo e se esforçaram para segurar ao máximo o repasse para o produto final. O fato é que os estoques com o preço antigo acabaram, e os novos vieram com valores mais elevados, não sendo possível frear o repasse para o varejo, o que interferiu no valor do café nas gôndolas.

Expectativas para os próximos meses

Embora o momento seja de incertezas, é difícil fazer previsões concretas para os próximos meses. Somente a partir de março do ano que vem, quando será possível ter uma ideia mais objetiva sobre a colheita da safra 2021/2022, os cenários poderão ser traçados de maneira mais confiável.

Enquanto isso, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) reitera o seu compromisso com a indústria e com o consumidor. “Continuaremos monitorando os cafés para que a mesma qualidade siga chegando à mesa dos brasileiros. Estamos, também, lado a lado com os industriais, garantindo que a produção mantenha o seu curso normal”, pontua o diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio.

Alimento acessível

Apesar de o aumento ser o maior registrado em 25 anos no país, o café continua sendo um alimento acessível, afinal, o produto é altamente rentável. “Um quilo de café pode render até 14 litros da bebida, o equivalente a 280 xícaras de 50 ml. Embora o preço do pacote varie de acordo com o local ou com o ponto de venda, é um alimento que dura um bom tempo na despensa”, afirma Inácio.

Cafés vendidos no exterior

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o café brasileiro atingiu a marca de 33,27 milhões de sacas de 60 kg vendidas no exterior em 2021, mesmo com a exportação tendo sofrido uma retração de 25%. Entre o período de janeiro e outubro deste ano, a commodity foi exportada para 119 países e gerou uma receita cambial de US$ 4,81 bilhões.

Ainda que o volume de vendas no exterior tenha sofrido uma queda de 6,3%, a arrecadação cresceu 7% em comparação com as exportações nos dez primeiros meses de 2020. Os Estados Unidos seguem como o principal mercado do café nacional no exterior, com a compra de 6,46 milhões de sacas, o que corresponde a 19,4% do total exportado.

TEXTO Redação • FOTO Andrea Tummons Ehymer

Mercado

Nespresso apresenta edição limitada de Natal em parceria com estilista colombiana

Com a proposta de homenagear e reconhecer os presentes da floresta, além de celebrar o clima especial de Natal, a Nespresso traz ao Brasil a Edição Limitada Festive – Gifts of the Forest. A coleção natalina de cafés é desenvolvida com a estilista colombiana Johanna Ortiz.

Inspirada na beleza das florestas, a coleção submerge na essência da marca. Para isso, a marca apresenta os novos sabores da linha Festive 2021: Forest Fruit Flavour e Forest Almond Flavour, que aliam a profundidade da natureza ao ambiente em que o café é cultivado; e Forest Black, o primeiro café sombreado da Nespresso, cultivado sob a copa das árvores. Para dar vida a edição natalina, Johanna Ortiz, grande nome da moda da América Latina, se inspirou na interação entre a natureza e a sustentabilidade.

“Para mim, design e natureza andam de mãos dadas, e é por isso que essa colaboração ressoou pessoalmente. O café colombiano também tem um lugar verdadeiramente especial em meu coração. Ao projetar a coleção, tive a ideia de capturar a beleza da floresta em cada peça, incorporando ricas copas das árvores e tons de terra escuros em meus designs. Tem sido um processo e uma parceria incríveis, da qual gostei profundamente”, explica a estilista.

Conheça os cafés da edição:

Forest Black
A copa das árvores fazem a diferença no cultivo do Forest Black. Desenvolvido com a técnica de sombreamento total realizada na Colômbia, Peru, Guatemala e Índia, o procedimento, além de proteger os grãos, proporciona um maior sabor ao café. As exóticas notas amadeiradas conferem um espresso picante.

Forest Fruit Flavour
Os aromas de frutas silvestres vermelhas percorrem o café espresso, enquanto os cereais dos arábicas cultivados na América do Sul assumem uma nota festiva de confeitaria doce.

Forest Almond Flavour
O sabor adocicado das nozes dos arábicas da América do Sul confere uma sutileza ao espresso. É possível perceber notas de amêndoa marcadas por baunilha e um leve sabor frutado no caráter de cereal suave deste café.

Além dos cafés de edição limitada, o público também pode conferir receitas de coquetéis especialmente elaboradas para aprimorar a experiência sensorial. Para saber mais visite o site.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Ilustradores retratam os 9 países finalistas do 6º Prêmio Ernesto Illy Internacional

Guatemala retratada por Marcos Guinoza / Etiópia retratada por Yukai Du / Brasil retratado por Madeline Kate Martinez

Por conta do 6º Prêmio Ernesto Illy Internacional, a illycaffè está renovando seu projeto digital especial que mostra a criatividade para retratar a cultura do café de uma forma inédita, com 9 artistas internacionais encarregados da tarefa de criar uma identidade visual para os 9 países finalistas.

Por meio dessa iniciativa, a illycaffè visa usar a beleza e a arte para destacar um aspecto fundamental e importante da cultura e da ética da empresa, os valores fundamentais que sustentam o mundo da cafeicultura e dos países produtores.

Brasil, Colômbia, Costa Rica, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e El Salvador são os nove países finalistas do Prêmio Ernesto Illy Internacional. Esses países funcionam como nove paradas em uma jornada artística. A partir de seus próprios estilos, os nove artistas criarão, cada um, uma obra de arte que simboliza a paisagem de cores do país que lhe foi atribuído e lembra o perfil do sabor de seu café.

Retratando o Brasil está Madeline Kate Martinez, ilustradora e designer gráfica com forte paixão pela fotografia. A caligrafia e o estilo de Sebastian Curi, ilustrador e animador argentino radicado em Los Angeles, vão retratar as cores da Colômbia. A Costa Rica é retratada pelo artista e ilustrador irlandês Mark Conlan. Enquanto as cores exuberantes da Etiópia são atribuídas a Yukai Du, um ilustrador e animador chinês.

Um conto visual da Guatemala será contado pelo designer gráfico surrealista Marcos Guinoza. Honduras e seu café, com suas notas de chocolate e caramelo, serão desenhados pela caneta colorida de Maggie Stephenson, uma artista e ilustradora polonesa. A ilustradora e artista canadense Myriam Van Neste, que também é ex-escultora, tem a tarefa de dar vida ao charme e ao mistério da Índia. Já a Nicarágua foi confiada ao ilustrador e artista britânico Kit Agar, com seu estilo geométrico de marca registrada. Charly Clements, designer e ilustradora britânica, nos ajudará a descobrir El Salvador.

De 25 de novembro a 1º de dezembro, as obras dos nove artistas serão reveladas nas contas dos próprios artistas no Instagram e na conta do Instagram da illycaffè.

Países e artistas

Brasil: Madeline Kate Martinez – @madelinekate_illustrate
Colômbia: Sebastian Curi – @sebacuri
Costa Rica: Mark Conlan – @markconlan
Etiópia: Yukai Du – @yukai_du
Guatemala: Marcos Guinoza – @marcosgunoza
Honduras: Maggie Stephenson – @_maggiestephenson_
Índia: Myriam Van Neste – @myriam__vanneste
Nicarágua: Kit Agar – @kitagar
El Salvador: Charly Clements – @charlyclements

TEXTO Redação

Mercado

Holanda começa a vender cafés da marca colombiana Juan Valdez

A Juan Valdez anuncia sua entrada na Holanda como resultado do trabalho conjunto com a Embaixada da Colômbia em Amsterdã e a Federação Colombiana de Cafeicultores. A marca colombiana estará presente em uma das principais redes de supermercados do território.

“Capitalizar as oportunidades de expansão de nosso café 100% colombiano premium tem sido uma prioridade para nós como empresa”, explicou Sebastián Mejía, vice-presidente internacional da Procafecol, empresa controladora da Juan Valdez.

Ele reforça que conseguiram entrar no mercado holandês com aliados importantes, como a ProColombia, a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, a Embaixada da Colômbia em Amesterdã.

“A entrada da marca ajudará a seguir o posicionamento da Colômbia como o principal produtor mundial de cafés suaves e especiais, que se destacam pela origem e qualidade premium”, afirma a presidente da ProColombia, Flávia Santoro.

O mercado europeu de café tem crescido continuamente nos últimos anos, representando 26% do consumo da bebida no mundo. Além disso, durante 2020, o consumo per capita de café na Holanda atingiu 8,3 quilos. Isso representou uma oportunidade única para a empresa, que busca entrar neste novo mercado e oferecer a experiências e variedades de cafés nacionais.

TEXTO  As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Mauro Lima

CafezalMercado

Pesquisa conclui que mudanças climáticas afetam a produtividade e a qualidade do café

Um novo estudo concluiu que as mudanças ambientais associadas às mudanças climáticas e à adaptação ao clima podem, de fato, afetar a qualidade do café. As descobertas têm implicações para os consumidores que preferem cafés de alta qualidade, fazendeiros e produtores que dependem tanto do volume quanto da qualidade para sua renda, e todos os outros envolvidos no processo do grão à xícara.

A equipe de pesquisadores por trás do estudo analisou cerca de 1.600 artigos científicos de revisão por pares publicados neste século, identificando 73 para uma revisão abrangente em torno da questão: quais são os efeitos dos fatores ambientais relacionados às mudanças climáticas e às condições de manejo ligadas à adaptação do clima sobre a qualidade do café com base em metabólitos secundários e atributos sensoriais?

Em termos leigos, isso pode ser: como as mudanças climáticas estão afetando a qualidade do café? Os pesquisadores descobriram duas tendências claras: 1) o sabor e o aroma do café melhoram quando o café é cultivado em altitudes mais elevadas; e 2) o aumento da exposição à luz está associado à diminuição dos atributos sensoriais.

Os pesquisadores também descobriram que a qualidade do café é afetada por mudanças na quantidade de água que a planta recebe, temperatura, níveis de dióxido de carbono e gestão de nutrientes no solo – todos os quais são potencialmente afetados pelas mudanças climáticas e adaptação.

“Um melhor entendimento da relação entre clima e qualidade do café está atrasado e será essencial para que a indústria de cafés especiais se adapte aos desafios que enfrentamos e prospere no futuro”, disse Peter Giuliano, diretor executivo da Coffee Science Foundation, um braço de pesquisa sem fins lucrativos da Specialty  Coffee Association (SCA). leia mais…

TEXTO As informações são do Daily Coffee News / Tradução Juliana Santin

Mercado

Entre janeiro e outubro de 2021, café brasileiro foi exportado para 119 países

Os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), analisados pelo Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, destaca que, de janeiro a outubro de 2021, os cafés brasileiros foram exportados para 119 países, totalizando um volume físico equivalente a 33,27 milhões de sacas de 60 kg e receita cambial de US$ 4,81 bilhões.

Mesmo com números expressivos, o registro é de uma queda de 6,3% do volume vendido ao exterior. Em contrapartida, existe um acréscimo de 7% na arrecadação da receita no comparativo com o desempenho das exportações da cafeicultura nos mesmos dez primeiros meses do ano anterior.

Neste contexto, um ranking dos cinco maiores importadores dos Cafés do Brasil aponta que os Estados Unidos se mantêm tradicionalmente como principal país importador, por ter adquirido 6,46 milhões de sacas, volume praticamente similar às 6,48 milhões de sacas compradas nos dez primeiros meses do ano anterior. Com esse volume, as compras norte-americanas corresponderam a 19,4% do que foi exportado aos 119 países no período em tela.

Na sequência está a Alemanha, que importou 5,47 milhões de sacas dos Cafés do Brasil e teve seu volume de importação equivalente a 16,5% no período em destaque, apesar de registrar uma queda de 8,2% do número de sacas adquiridas na comparação com o mesmo período no ano passado. Na terceira colocação destaca-se a Itália, com a compra de 2,38 milhões de sacas, cujo volume físico representa uma queda de 7,7%. Bélgica, em quarto, com 2,27 milhões (-22,6%), e Japão, em quinto, com a aquisição de 2,074 milhões de sacas, volume que registrou um acréscimo expressivo de 12,5% na compra dos cafés brasileiros nos períodos comparados.

O café arábica foi o mais exportado nos dez primeiros meses de 2021, com a venda equivalente a 26,77 milhões de sacas, as quais corresponderam a 80,5% do total. Já o canéfora (robusta e conilon) teve 3,25 milhões de sacas embarcadas, o que representou 9,8% do total exportado no período, além dos segmentos do produto na forma de café solúvel, com 3,21 milhões de sacas (9,7%), e café torrado e torrado e moído, com 37.540 sacas (0,1%).

Exclusivamente no mês de outubro de 2021, o relatório do Cecafé ressalta que as exportações brasileiras totais de café atingiram 3,43 milhões de sacas de 60 kg, o que representou uma queda de 23,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Contudo, com relação à receita cambial, essas exportações tiveram um crescimento de 11,3% na mesma comparação, saltando de US$ 564,7 milhões para US$ 628,5 milhões.

Vale destacar que dois países produtores de café também foram destinos importantes das exportações dos Cafés do Brasil, como é o caso da Colômbia, com a aquisição de 945,70 mil sacas entre janeiro e outubro de 2021, performance que representou substancial alta de 56,7% em relação às compras feitas no mesmo período anterior. O México aparece com a importação de 787,48 mil sacas, apesar de representar uma queda de 12,5%, na mesma base comparativa.

O relatório completo está disponível no site do Cecafé.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

Nescafé Dolce Gusto lança opções de cápsulas veganas e sem lactose

A ZeroLac e a nova linha de cápsulas veganas da Nescafé Dolce Gusto buscam ampliar as possibilidades de consumo, contemplando consumidores intolerantes à lactose e também aqueles que buscam reduzir ou não consumir produtos de origem animal.

“Dados do Ministério da Saúde indicam que 70% dos brasileiros adultos sofrem de intolerância à lactose em algum grau e, em fevereiro de 2021, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) revelou uma pesquisa, encomendada à Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), que mostra que um terço dos brasileiros busca opções veganas nos cardápios e estabelecimentos, indicando, assim, uma mudança de comportamento diante da alimentação”, conta Tiago Buischi, Gerente Executivo de Marketing de Nescafé Dolce Gusto.

Com o toque de um botão, os amantes de latte poderão aproveitar a cremosidade da espuma da cápsula ZeroLac, creamer Nestlé sem adição láctea – um composto à base do suplemento maltodextrina, carboidrato produzido a partir do amido de vegetais como milho, arroz, batata, mandioca e trigo.

A cápsula é vendida em três formatos: avulsa (R$ 1,62), com Cappuccino (R$ 22,90) ou Latte Machiato (R$ 22,90). A venda é exclusiva no canal de e-commerce da marca e da caixa DGUSTA, onde o consumidor pode adicionar as cápsulas de sua preferência e montá-la do seu jeito (também exclusividade Dolce Gusto). Já a linha vegana conta com três sabores: café com os leites de amêndoa, coco e aveia (R$ 22,90 cada).

TEXTO Redação • FOTO Charisse Kenion

Mercado

Recuperação dos preços do café pode ajudar a retomar consumo em níveis pré Covid

Em outubro de 2021, a Organização Internacional do Café (OIC) constatou que os preços do café haviam atingido novos máximos plurianuais, já que a média mensal do preço indicativo composto da OIC aumentou 6,8%, para 181,57 centavos de dólar dos EUA por libra, em comparação com 170,02 centavos por libra em setembro de 2021.

Os níveis alcançados em outubro de 2021 marcam um aumento de 71,5% em comparação com o preço do café de 105,85 centavos de dólar por libra registrado em outubro de 2020. O preço médio registrado em outubro de 2021 é o mais alto registrado desde que fevereiro de 2021 registrou 182,29 centavos de dólar por libra. De acordo com a OIC, esses níveis de preços para o ano cafeeiro de 2020/2021 marcam uma recuperação significativa dos baixos níveis experimentados nos últimos três anos cafeeiros.

O maior aumento ocorreu no preço indicativo do Brazilian Naturals Group, que atingiu 199,98 centavos de dólar dos EUA por libra, um aumento de 8,9% em comparação com 183,72 centavos de dólar dos EUA por libra que foi registrado em setembro de 2021. Ele marca um aumento de 99,2% em relação aos preços de outubro de 2020 e é o nível mais alto alcançado desde fevereiro de 2012.

O preço dos Suaves Colombianos aumentou 7,7%, para 258,87 centavos de dólar dos EUA por libra em outubro de 2021, em comparação com 240,38 centavos de dólar dos EUA por libra em setembro de 2021. Este é o nível mais alto registrado desde setembro de 2011.

Os preços dos Outros Suaves aumentaram 6,9%, para 241,06 centavos de dólar dos EUA por libra em outubro de 2021, em comparação com 225,54 centavos de dólar dos leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Jonas Jacobsson

Mercado

Sustentabilidade, protagonismo feminino e diversidade de regiões marcam a SIC 2021

Foto: Leandro Alves/Semana Internacional do Café

A Semana Internacional do Café, encerrada na sexta-feira (12), cumpriu a proposta de “retomar, reencontrar, reconectar”, slogan da edição deste ano. A retomada do formato presencial no Expominas, em Belo Horizonte (MG), ganhou o suporte de uma programação digital robusta transmitida direto do pavilhão, encurtando ainda mais a distância entre produtores, marcas, consumidores e as atualizações estratégicas de mercado, incluindo a diversidade de origem dos cafés brasileiros e das políticas sustentáveis no setor.

Em números

Cerca de 10 mil visitantes puderam conferir, seguindo todos os protocolos de segurança, as novidades de 105 marcas expositoras, que ocuparam o espaço físico de um pavilhão e meio. Já na plataforma digital foram mais de 6 mil acessos, garantindo um alcance global ainda maior (25 países), somando o total de 16 mil visitantes híbridos. Na parte de conteúdo, a programação contou com 70 apresentações e 113 palestrantes, incluindo especialistas, produtores, pesquisadores e empresas. Em relação aos negócios, as rodadas nacionais foram muito movimentadas e os números ainda estão sendo compilados.

Com realização da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Café Editora, Sebrae e Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a SIC, novamente, consolida sua importância para o desenvolvimento do agronegócio do café, alinhada com as necessidades e movimentos que devem pautar o futuro da indústria.

Conteúdo estratégico e experiências

Enquanto o Fórum da Cafeicultura Sustentável levantou assuntos como aplicação as políticas de ESG na prática do campo, a inclusão de medidas de redução de emissões na cadeia de suprimentos, cafeicultura orgânica e bioinsumos, o Auditório Central e a Streaming Room, as duas principais áreas de transmissão, receberam temas como turismo rural, a diversidade dos cafés da Amazônia, e o nível de preocupação e exigência cada vez mais apurado dos consumidores. Também relacionado às tendências do mundo do café, o MCO Summit 2021, uma iniciativa do Sebrae Minas teve como tema o movimento das origens controladas e a busca pela diferenciação sustentável. Além disso, uma manhã inteira foi dedicada ao protagonismo e avanços fomentados pelo Encontro da Aliança Internacional das Mulheres (IWCA Brasil), que completou 10 anos.

Nos workshops realizados na Cafeteria Modelo, a mistura de teoria, prática e visão de mercado capacitou os participantes sobre cafés fermentados, leites vegetais e latte art, tipos diferentes de café e a importância dos aspectos sensoriais para a experiência de degustação. Ainda no campo prático, muita técnica e criatividade com nomes de referência no Barista Jam.

Foto: Leandro Alves/Semana Internacional do Café

Na Torra Experience, outra atividade bastante demandada, o público pôde conferir a apresentação Como Adaptar os seus perfis de Torra ao seu estoque do café, comandada pela mestre de torra Daniela Capuano, mineira vencedora do concurso Un Des Meilleurs Ouvriers de France, em 2019. Além disso, práticas como a rotina da torrefação e primeiros passos e noções básicas de torra com especialistas.

Tendências, inovação e tecnologia

Na onda dos produtos preocupados com o impacto ambiental, o leite vegetal Naveia foi um dos lançamentos que aconteceram na SIC. No conceito,  a economia de água é de 95%  e menos 70% de CO2 emitidos na atmosfera, entre outras características sustentáveis.

Na mesma toada de cuidado com o planeta, a Ball apresentou o café em lata, que une dois dados relevantes: o fato do Brasil ser o segundo maior consumidor do grão do café no mundo, além do maior produtor, e a liderança mundial do país na reciclagem de alumínio, com uma taxa de 97%.

Já a Bitcoffee chegou com a proposta do café comestível, ou seja, em formato sólido. Apresentado em três sabores: expresso, cappuccino e café com leite, o produto chama a atenção por oferecer um novo jeito de consumir.

A tecnologia também teve bastante espaço na SIC. A empresa Satake, por exemplo, apresentou uma classificadora óptica, a FMSR 01-L, que usa inteligência artificial para separar os grãos por cor, sendo possível também utilizar outros parâmetros, com alta precisão.

Prêmios

Comandada pela jornalista Mariana Proença, Diretora de Conteúdo da Café Editora, a SIC 2021 foi encerrada com a revelação dos melhores cafés do Brasil.

Foto: Alessandro Carvalho/Semana Internacional do Café

No Prêmio Coffee of The Year 2021, o grande vencedor na categoria arábica foi Elmiro Alves do Nascimento, da Fazenda Santiago, em Olegário Mariano (Cerrado Mineiro), com uma pontuação de 90,83 pontos. No segmento arábica fermentado, o primeiro lugar ficou com Sandra Lelis da Silva, do Sítio Caminho da Serra, de Araponga (Matas de Minas), que marcou 89,1 pontos.

Na categoria canéfora, o primeiríssimo lugar ficou com o tricampeão Luiz Cláudio de Souza, do Sítio Grãos de Ouro, em Muqui (Sul do Espírito Santo), com 86,06 pontos. Em canéfora fermentado, o prêmio foi para Poliana Perrut de Lima, da Chácara Paraná, Novo Horizonte D´Oeste (Matas de Rondônia), com 84,63 pontos. Saiba mais sobre as colocações do COY 2021 aqui.

Mercado

Painel debate certificações e neutralização de carbono durante a Semana Internacional do Café 2021

Na mesma semana em que aconteceu a 26ª Confederação das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26), o líder de Programa AAA de qualidade sustentável da Nespresso no Brasil e no Havai, Guilherme Amando, anunciou o compromisso firmado de neutralização do carbono até o próximo ano, na palestra “Como o ESG Impacta Minha Agricultura?”, um dos temas do Fórum da Cafeicultura Sustentável do dia 11 de novembro, realizado dentro da Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG).

“O nosso pilar em sustentabilidade, no depósito de cup, tem a preocupação climática e o grande compromisso que temos firmado é o de neutralização do carbono até 2022. Trabalhamos muito alinhados à ONU, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sempre com a visão de redução no período 2020-2030 e quando recebi a notícia da área global da empresa me surpreendi”, disse o executivo.

É fato que as políticas de ESG (Environmental, Social and Governance) estão impactando todos os setores da economia. No agronegócio não é diferente. Vários representantes da cadeia estão buscando alternativas para adequar os métodos de produção para atender o senso de urgência ambiental e também o novo perfil de consumidores.

“O consumidor está muito mais atento e busca, no grande varejo, marcas e produtos que estão comprometidos com critérios ESG, produtos que tenham histórias para contar. E ele está olhando também para sistemas de selo e de certificações”, afirmou o diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, mediador do painel.

No contexto das certificações, Gustavo Bacci, diretor da 4C,  trouxe ao debate a importância das adequações do setor e destacou pontos importantes na cadeia produtiva que vão do uso de fertilizantes ao transporte para a implementação de ações para reduzir a emissão de carbono, destacando a parceria com a MEO Carbon Solutions no leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Alessandro Carvalho/Semana Internacional do Café