Receitas

Cueca virada

Ingredientes
– 1 xícara (chá) de farinha de trigo sem fermento
– 3 colheres (sopa) de açúcar cristal
– 8 colheres (sopa) de leite integral morno
– 2 colheres (sopa) de cachaça
– 2 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
– 1 ovo
– 15 gramas de fermento biológico
– Óleo de girassol para fritar
– Açúcar e canela para polvilhar

Preparo
Em uma tigela, misture o fermento, o leite morno, o açúcar e deixe descansar por 10 minutos. Enquanto isso, misture o ovo e a manteiga em outro recipiente. Acrescente a farinha, a cachaça e a mistura do fermento. Amasse até soltar das mãos. Coloque a massa em uma vasilha e cubra com um pano limpo e úmido até dobrar de volume (em torno de 40 minutos a 1 hora). Depois, enfarinhe uma superfície e abra a massa com um rolo até ficar bem fina. Corte-a em tiras (8 cm x 4 cm) com uma faca ou um carretel. Faça um corte no centro e passe um lado da massa nele. Leve ao fogo uma panela média com bastante óleo para aquecer. Frite as cuecas viradas transferindo para uma travessa forrada com papel-toalha. Em um prato fundo, coloque açúcar e canela em pó e misture bem. Passe as cuecas viradas por essa mistura até que fiquem completamente polvilhadas. Café, cappuccino ou chocolate caem bem como acompanhamento.

Rende 25 unidades

FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Tanea Romão

Café & Preparos

FIPAN começa amanhã e conta com programação dedicada ao café

Foto: Felipe Gombossy

A Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e Food Business, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), vai até o dia 26/7 e pretende reunir centenas de pessoas interessadas no assunto.

“Serão mais de 350 expositores, com 450 marcas, lançamentos e novidades de interesse do público visitante, formado por profissionais e gestores de padarias, confeitarias, restaurantes, pizzarias, buffets, lanchonetes, entre outros. A feira é líder em visitação de proprietários em busca de melhorar seu negócio”, conta Antero José Pereira, presidente da Sampapão, associação que promove o evento.

Para os amantes do café, o espaço reservado para o tema é a Estação Café, que tem a Semana Internacional do Café (SIC) como curadora pelo segundo ano consecutivo. O espaço contará com leia mais…

TEXTO Redação

O mercado continua o mesmo?

Para falar da evolução do mercado de café no Brasil nos últimos quinze anos, é necessário separar o mercado de café comercial do mercado de café especial. Os cafés comerciais são vendidos nos supermercados e os únicos critérios para sua aquisição por parte do público são, em geral, o preço e a marca. Não é de estranhar portanto, que sejam cafés de qualidade inferior e resultado de processos produtivos deficientes e de resíduos da exportação. Há quinze anos essa era a única opção para o consumidor brasileiro.

Os cafés especiais, por sua vez, são fruto de processos mais criteriosos, como designação de origem e rastreabilidade, o que resulta em melhor qualidade e, consequentemente, preços mais altos. Os especiais eram inacessíveis, ninguém conhecia a palavra barista, espresso era escrito com “x”, e, embora já se soubesse que os bons cafés eram mandados para fora do País, ninguém se importava muito com isso. O surgimento dos “coffee lovers” foi, sem dúvida, a principal conquista desse período. As pessoas passaram a se interessar por métodos de preparo, nuances de acidez, amargor, doçura, leia mais…

TEXTO Emílio Rodrigues • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Patrimônio da gastronomia

Ele já valorizava os produtos de sua terra antes de a cozinha nacional ser a palavra de ordem de dez entre dez chefs brasileiros. Proprietário do restaurante Oficina do Sabor, em Olinda, o chef César Santos carrega com orgulho o epíteto de embaixador da gastronomia pernambucana, concedido a ele há quase duas décadas pelo então presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça. “Hoje as pessoas se preocupam com a cozinha brasileira. Faço isso há 25 anos, quando usava mel de engenho e manteiga de garrafa nos meus pratos”, orgulha-se o chef.

É para ter orgulho mesmo — ainda que títulos, prêmios e listas que envolvem chefs e seus restaurantes estejam se tornando lugar-comum. Antes de cozinheiros virarem estrelas de programas de TV e celebridades no Instagram, Santos já viajava para fora do País deslumbrando estrangeiros com a cozinha de sua terra.

Experimentações da cozinha contemporânea, porém, não são sua praia. “Não trabalho com pinça, só com faca”, chegou a dizer-me, em entrevistas passadas, não sem reforçar o respeito que nutre pelos colegas que trilharam essa via gastronômica. A comida que serve em seu restaurante, parada obrigatória para quem visita Olinda, é uma combinação de comida caseira com toques de refinamento.

Localizado aos pés da Igreja Nossa Senhora do Amparo, construída no século XVII, e com uma paisagem de fazer cair o queixo de qualquer leia mais…

TEXTO Cristiana Couto • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Barista

Viçosa (MG) realiza 1ª Copa Hario V60 – Região das Matas de Minas

A semana foi agitada para a cidade mineira de Viçosa, que recebeu a 90ª Semana do Fazendeiro, na Universidade Federal de Viçosa.  Com tema Nove décadas de Extensão Universitária: história e horizontes, o evento teve como objetivo contribuir para educação e popularização da ciência e tecnologia no País.

Diversas empresas puderam apresentar um pouco do trabalho e novidades para os visitantes. Dentre os estandes presentes, o Cozinha Escola, do Senar Minas, recebeu na quinta-feira (18) a 1ª Copa Minas Gerais de Hario V60 – Etapa Região das Matas de Minas.

Realizado pelo Café dos Reis, a Copa teve o intuito de promover a cultura dos cafés especiais da região. Para isso, os grãos oficiais escolhidos foram produzidos em Araponga, nas Matas de Minas, pelos produtores Simone Sampaio e leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Natália Camoleze

Mercado

5ª edição do Festival Santos Café bate novo recorde de degustação

Foto: Fabrizio Neitzke

Realizado na primeira quinzena do mês, de 5 a 9 de julho, no Centro Histórico de Santos (SP), o Festival Santos Café reuniu moradores, turistas da capital paulista e visitantes de outros estados interessados em bons cafés e em novidades do setor.

Após servir 35 mil cafés em 2018, a edição deste ano bateu um novo recorde: foram 77 mil cafés degustados! De acordo com dados levantados pela Secretaria de Turismo da cidade, 65,1% dos participantes visitaram o Festival pela primeira vez, um aumento de 8,4% em relação ao ano passado.

Foto: Alex Rosa

As marcas participantes nesta 5ª edição foram Café Santa Monica, Orfeu Cafés Especiais, Revo Coffee, Grupo Utam, Swiss Coffee e D’Sá Cafés, Geek Baristas Coffee, Tia Ada Cafeteria, Academia do Barista, Da Hora Bike, Bravo Café e Rei do Café.

O objetivo do evento é promover o turismo e o café na cidade santista. Para isso, a programação, que é voltada para gastronomia e cultura, conta com a realização de oficinas, exposições, shows, feiras e visitas monitoradas.

TEXTO Redação

Barista

Inscrições abertas para Brasileiros de Latte Art e Coffee in Good Spirits

Abriram hoje as inscrições para os Campeonatos Brasileiros de Latte Art e Coffee in Good Spirits 2020. As competições serão realizadas entre os dias 16 a 18 de agosto de 2019, na cidade mineira de São Lourenço.

O Brasileiro de Latte Art (arte com leite e café) conta com 12 vagas. Os interessados em participar devem preencher e enviar o formulário que está disponível aqui. O valor da taxa de inscrição é de R$ 250 (R$ 220 para membros da BSCA).

As 12 vagas do Coffee in Good Spirits (drinques alcoólicos com café) já estão preenchidas, mas ainda é possível compor a lista de espera caso haja desistências. Quem tiver interesse pode acessar o formulário clicando aqui. Caso surjam vagas, os valores são os mesmos da categoria Latte Art.

A ação integra o projeto setorial Brazil. The Coffee Nation, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

TEXTO Redação • FOTO Marcus Desimoni / NITRO

Cafeteria & Afins

Perseu Coffee House – São Paulo (SP)

Inaugurado em setembro de 2018, no edifício Santos Augusta, o Perseu Coffee House se destaca no piso térreo por sua elegância. Idealizada pelo arquiteto Isay Weinfeld, que buscou fazer uma conexão entre a arte e o design, a casa possui mobiliário vintage original dos anos 50 e 60 e obras que ficam permanentemente expostas. Além disso, recebe exposições temporárias que se renovam a cada três meses.

Administrado por Andrea Tchalian, o Perseu conta com uma carta de cafés e drinques clássicos que tornam o ambiente ideal para vários momentos do dia. Para quem gosta de prolongar a visita, a cafeteria oferece wi-fi gratuito, estacionamento local e música ambiente de artistas brasileiros. Não é cobrada taxa de serviço.

Os grãos servidos são de marca própria, cultivados em fazendas da região do Cerrado Mineiro. A cada três meses, novos lotes de locais diferentes ficam disponíveis e a torra é sempre feita por conta do pessoal da paulistana True Coffee Inc.

Do café da manhã à happy hour

Cinco métodos de extração podem ser pedidos pelos amantes da bebida: aeropress, hario v60, chemex, clever e french press. Para quem prefere o tradicional espresso, os baristas tiram de uma máquina Wega.

Para comer, algumas das opções são tostex, tapioca, crepioca, pão na chapa, omelete e sanduíches, como o Omicron, composto de uma mistura de sabores de avocado com ovo poché e molho de limão, e o Croque Perseu, um sanduíche de queijo emmental, presunto artesanal e molho bechamel.

Entre as sobremesas, o cardápio oferece brigadeiro de café, diversos sabores de bolos e naked cakes de bem casado, brigadeiro e red velvet. Um dos destaques é o bolo Perseu, feito de chocolate com um toque do café da casa e licor, mas a indicação é a combinação do espresso com o bolo de laranja com rum. Todos os pães e doces são fornecidos pela Marie Marie Bakery.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Alameda Santos, 2159
Bairro Cerqueira Cesar
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://www.perseucoffeehouse.com.br
Telefone (11) 4420-3136
Horário de Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 20h; sábado e domingo, das 9h às 21h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Barista

Evento reúne campeões brasileiros e mundiais em Campinas (SP)

Foto: Gustavo Baxter / NITRO

No Barista Day Abigail Coffee, que será realizado no dia 20 de julho, a cafeteria de Campinas (SP) receberá dez baristas campeões para um dia de troca de experiências. Além dos convidados, o evento será aberto para 15 pessoas de fora. Confira quem estará presente:

Jooyeon Jeon – Coreia do Sul – Campeã Mundial de Barista 2019
Michalis Dimitrakopoulos – Grécia – Vice-campeão Mundial de Barista 2019
Cole Torode – Canadá – 3º lugar no Mundial de Barista 2019
Mikael Jasin – Indonésia – 4º lugar no Mundial de Barista 2019
Mathieu Theis – Suiça – 6º lugar no Mundial de Barista 2019
Martha Grill – Brasil – Campeã Brasileira de Barista 2019
Jia Ning Du – China – Campeã Mundial de Brewers 2019
Emi Fukahori – Suiça – Campeã Mundial de Brewers 2018
Alessandro Galtieri – Itália – 3º lugar no Mundial de Brewers 2019
Arthur Malaspina – Brasil – Campeão Brasileiro de Brewers 2019

Emi Fukahori no Mundial de Brewers 2018, realizado em Belo Horizonte (MG) durante a Semana Internacional do Café – Foto: Nereu Jr / NITRO

Os participantes poderão conhecer seus ídolos de perto, experimentar cafés premiados e aprender novas técnicas com eles. Aos interessados, o ingresso custa R$ 420 e todo o lucro arrecadado será doado para uma instituição beneficente.

Antes do Barista Day, os campeões irão visitar a Fazenda Daterra, onde foram cultivados os grãos usados pela barista Emi Fukahori no Mundial de Brewers 2018. Com objetivo de aproximá-los do café brasileiro, mostrando a qualidade e o potencial das lavouras, os visitantes irão conhecer as técnicas sustentáveis de cultivo e os processos de produção e processamento dos grãos.

Serviço
Barista Day Abigail Coffee
Quando: 20/7, das 13h30 às 17h
Onde: Avenida Coronel Silva Telles, 165 – Campinas (SP)
Mais informações: (19) 99305-1388

TEXTO Redação

CafezalMercado

Fórum Mundial de Produtores de Café é palco de debates difíceis sobre o futuro da cafeicultura

Realizado entre os dias 10 e 11 de julho, em Campinas (SP), no Royal Palm Plaza, o evento bianual chegou à segunda edição com muitos desafios. Depois de ser lançado na Colômbia, organizado pela Federação de Cafeicultores daquele país, o Fórum Mundial de Produtores de Café veio ao Brasil com a intenção de debater os principais desafios da cafeicultura mundial. Em um momento em que o preço do café está muito baixo, este foi o principal tema nos corredores e nas palestras. Com realidades bem distintas entre as 25 milhões de famílias que cultivam café ao redor do mundo, no chamado cinturão cafeeiro, as soluções não poderiam ser genéricas.

Por isso a missão dada ao economista Jeffrey Sachs, Diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Instituto de la Tierra da Universidade de Columbia, era bem desafiadora: criar proposições para melhorar os rendimentos dos pequenos produtores de café através de uma análise econômica e política. A conclusão dada pelo consultor foi de que “os preços de café atuais não estão distantes do equilíbrio entre oferta-demanda de longo prazo”. Sua análise foi baseada no crescimento de Brasil e Vietnã, que tiveram juntos 83% de aumento de produtividade desde 1995 enquanto outras regiões estagnaram em produtividade.

Jeffrey Sachs, Diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Instituto de la Tierra da Universidade de Columbia

Com as mudanças climáticas e o aquecimento global de 0,3 graus em dez anos, Sachs prevê que “se houver um aumento de temperatura de 2 graus celsius até 2050 será impossível produzir café. Se isso acontecer, grandes áreas serão prejudicadas. Colômbia, Índia, Malásia, Costa Rica, Madagascar e Tailândia serão os países mais afetados com a crise climática”. E chegamos ao ponto crucial da proposta de Sachs: “Quem tiver capital para fazer essa transformação é quem vai conseguir mudar. Se o aquecimento global continuar, muitos países sairão da produção.”

O grande momento esperado da apresentação de Sachs eram as soluções para a melhoria de rendimento de produtores. Eis que a proposta do consultor foi inesperada pela maioria: a sugestão de criar um Fundo Global do Café, que seria co-financiado por empresas privadas e públicas em busca de cumprir, em todas as áreas produtivas de café, com as metas leia mais…

TEXTO Por Mariana Proença, colaborou Natália Camoleze, de Campinas (SP) • FOTO Mariana Proença