Mercado

Tecnologia e conexão entre etapas do café ganham destaque em novas embalagens da Nescafé

A Nescafé traz ao mercado as novas embalagens de Nescafé Origens do Brasil, com uma tecnologia que irá revelar o passo a passo do produto, apresentando a produção da lavoura à xícara do consumidor, com dicas de preparo e como degustar a bebida. 

Através de um QR code disponível na embalagem, são apresentadas as famílias cafeicultoras que cultivam os três blends de Origens — cada um de um terroir diferente, em Minas Gerais e Bahia, de fazendas certificadas. 

Saiba mais sobre as regiões: 

Chapada Diamantina – No coração da Bahia, em uma região de altas altitudes e temperatura amena, os grãos de café amadurecem mais lentamente. Essa característica, em conjunto com a colheita manual, que apanha o café em seu ponto ideal, e o cuidadoso trabalho pós-colheita, resultam em um café especial. 

São Sebastião do Paraíso – De formação montanhosa e clima tropical, o Sul de Minas é referência no cultivo de café desde os tempos da Política do Café com Leite, durante a República Velha (1889-1930). Ali, o café está misturado à história da cidade e à das famílias. 

Serras do Alto Paranaíba – No Cerrado Mineiro, em uma área de altitude e chuvas bem distribuídas, produtores recorrem à tecnologia para tirar o melhor da “terra das árvores tortas”. 

Segundo a marca, o propósito da iniciativa é fortalecer a cadeia produtiva sustentável, construindo pontes entre agricultores, consumidores e todos os demais envolvidos, no intuito de fomentar relações de confiança e revelar ao consumidor a origem do café.

Taissara Martins, gerente de ESG de Cafés e Bebidas da Nestlé, explica que foi iniciada essa implementação na linha Nescafé Origens do Brasil, que já carrega no DNA uma união entre sustentabilidade, qualidade e brasilidade. “O projeto será por prazo indefinido. Nosso desejo, a partir desse primeiro passo, é conseguir implementar em todas as demais linhas. É válido reforçar que hoje 100% do café Nescafé consumido nacionalmente é produzido no Brasil, por fazendas certificadas e rastreadas. Ou seja, sabemos exatamente de onde vem cada grão, e com esse projeto de Origens, disponibilizamos essa informação a todos os consumidores”, explica. 

A linha Origens do Brasil foi lançada em 2018 e tornou-se a flagship de sustentabilidade da Nescafé, ao mesmo tempo em que representa uma quebra de paradigma importante, ao apresentar um café especial, torrado e moído, após 80 anos dedicados ao solúvel. 

Desde 2011, o Cultivado com Respeito, programa de sustentabilidade da cafeicultura criado pela Nescafé, que define caminhos e processos para assegurar condições éticas de trabalho e pagamento à mão de obra envolvida e acelerar a transição da agricultura para o modelo regenerativo — que não só preserva, mas também beneficia o meio ambiente.

Entre essas diretrizes, a rastreabilidade total do café, que garante selo de certificação responsável a toda a produção das fazendas fornecedoras da Nescafé, agora evolui: ganha transparência ao partir dos bastidores da indústria para o conhecimento — e o envolvimento — do consumidor.

“Quanto mais visibilidade trazemos para cada etapa por qual passa um produto, mais proximidade criamos entre todos os elos envolvidos e mais rápido conseguimos interligar seus interesses. Encurtar as distâncias entre quem produz e quem consome gera mais confiança, garantindo uma cadeia produtiva exposta e honesta. Além de ser superinteressante, dá protagonismo a quem trabalhou arduamente e fomenta a valorização da história que há por trás dos produtos, de ponta a ponta”, explica Taissara.

A ideia da tecnologia blockchain é aprofundar o consumidor no café especial, amplificando informação e experiência. Através do QR Code, é possível acessar diversos métodos de preparo, como coador de pano, chemex, cafeteira italiana, prensa francesa, máquina de espresso e hario. O verso da lata contém uma receita de preparo para 1 xícara, para evitar o desperdício.

“A cada dia que passa, nós vemos aumentar e tornar mais forte a tendência do paladar consciente. A jornada começou lá atrás, com os consumidores querendo saber de onde vinha o que estavam consumindo, e agora já alcançamos um novo patamar, de querer entender quem trabalhou nesse produto, quem são essas pessoas, como elas vivem e como são tratadas, como se relacionam com o produto que chega à minha casa e que ofereço à minha família. É uma tendência irreversível e também super importante, porque traz mais proximidade e transparência a tudo que está por trás das prateleiras”, destaca Taissara. 

A gerente de ESG de Cafés e Bebidas da Nestlé explica que os vídeos são protagonizados pelos agricultores. Cada uma das 35 fazendas produtoras de Nescafé Origens do Brasil foram apresentadas, contando um pouco sobre quem são e dividindo seus propósitos. Já sobre as dicas de preparo, foram elaboradas fotos e textos bem didáticos, preparados por baristas do time Nescafé. 

Também na nova embalagem, há símbolos marcantes da categoria, como os selos de certificação e qualidade da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), que atesta Origens como um café especial entre 80 e 84 pontos; da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), de sustentabilidade; de Denominação de Origem; e garantia de reflorestamento (a cada lata vendida, uma árvore é plantada). Além de especificações sobre acidez, doçura, torra, corpo e intensidade do café.

As latas de Origens com a tecnologia blockchain estão à venda nas principais redes de supermercado do Sul e Sudeste, e, em breve, chegarão a outras regiões. 

Mais informações: nescafe.com/br/nescafe-origens-do-brasil

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Divulgação

Receitas

Cold brew com morango

Ingredientes

  • 200 ml de cold brew Brewz sabor baunilha
  • 20 ml de leite vegetal
  • 25 ml de xarope de coco
  • 5 morangos grandes
  • 5 pedras de gelo

Preparo

Macere o morango com o xarope de coco e o leite vegetal. Adicione as pedras de gelo e o cold brew sabor baunilha, e bata na coqueteleira.

FOTO Marcelle Tauchen • RECEITA Brewz

Reposicionando o café canéfora (conilon e robusta) no mercado

Conforme afirmado em artigo anterior – Cresce a Produção e o Consumo de Robusta no Mundo –, a melhoria da qualidade do café Robusta é uma forma segura de reter os mercados conquistados durante a pandemia e abrir outros. O artigo acrescentou que existem muitas maneiras de melhorar a qualidade do café Robusta, mas talvez a mais rápida seja por meio do processamento pós-colheita.

O Instituto de Qualidade do Café/Coffee Quality Institute (CQI) realizou um Workshop em junho passado na Fazenda Kaweri, em Uganda, como parte final do desenvolvimento de seu Curso de Processamento 2 Robusta (Q Processing 2 Robusta). Participaram especialistas em processamento de café, instrutores e provadores de 10 países diferentes e com experiência em café em mais de 40 países. Os principais países produtores de Robusta estavam representados: Vietnã, Brasil, Indonésia e Uganda. Os participantes brasileiros foram o produtor capixaba Lucas Venturim e eu, como membro do conselho do CQI. O grupo se reuniu por uma semana sob a liderança da Gerente do Programa de Processamento Pós-Colheita do CQI para discutir e melhorar os materiais do curso. Slides, vídeos, informações técnicas e orientação para instrutores dos módulos que comporão o novo Curso CQI Q Processing 2 Robusta estão sendo agora finalizados.

O Workshop também incluiu visitas às instalações de processamento de café da fazenda, testes de processamento com amostras e sessões de prova de cafés Robusta processados ​​por diferentes métodos: natural, cereja descascado/honey e lavado, fermentado ou não, com ou sem leveduras ou outros produtos. Cafés dos testes, bem como amostras de micro, pequenos e grandes lotes de origens tão diversas, como Brasil, Vietnã e a fazenda anfitriã em Uganda, foram provados e pontuados entre 80 e 89 pontos, o que mostra que ainda há muito a ser desmistificado sobre a qualidade dos cafés Robusta devidamente processados.

Simultaneamente ao Workshop em Uganda, ocorreu o 1º Encontro Brasileiro de Degustadores de Café na região de Rondônia, onde se produz os Robustas Amazônicos. O evento, provavelmente a primeira iniciativa deste porte no mundo, reuniu 130 degustadores brasileiros e estrangeiros que provaram Robustas não só de Rondônia, mas também do Espírito Santo e da Bahia, além de Arábicas de várias regiões brasileiras. Um dos destaques do evento foi a degustação dos cafés Robustas que, segundo especialistas de renome internacional, como Silvio Leite e Edgard Bressani, são cafés diferenciados, excepcionais, com muita personalidade e que são a grande novidade para o mercado, cuja mentalidade deve mudar quanto aos cafés Robusta. Os provadores da nossa exportadora de cafés especiais Qualicafex degustaram alguns dos melhores cafés do Workshop do CQI, inclusive os brasileiros, e, como disse Thais Staut, endossamos as palavras dos companheiros e especialistas acima e acrescentamos que precisamos estabelecer um novo paradigma de qualidade para os cafés Robusta.

Outra atividade liderada pelo CQI para posicionar os cafés Robusta como um produto de qualidade foi a sessão de provas/desgustação realizada no World of Coffee da Specialty Coffee Association, em Milão, no final de junho passado. Mais de 50 pessoas participaram da sessão que incluiu amostras brasileiras, asiáticas e africanas que novamente surpreenderam e impressionaram pela alta qualidade e pontuação dos cafés. Foi comentado que a prova/degustação foi o ponto de partida para a venda de cafés Robusta de alta qualidade com prêmios substanciais de preço.

O processamento pós-colheita é uma maneira importante de enfatizar as principais características de qualidade dos cafés Robusta. O desafio é identificar os sistemas de processamento que melhor se adaptam ao “terroir” e utilizá-los de forma consistente para permitir que qualidades semelhantes sejam obtidas ano após ano, com a variação de pontuação esperada para um produto cuja produção e qualidade dependem do clima.

Há espaço no mercado para micro e pequenos lotes de cafés Robustas especiais de origem única, alta qualidade e alta pontuação, que estão quebrando paradigmas estabelecidos. Há também muito espaço para volumes maiores de cafés Robusta de qualidade diferenciada que podem ocupar espaço adicional em blends já conhecidos dos consumidores de café, desde cápsulas de dose única e “blends” de café da manhã em cafeterias, até marcas tradicionais de café torrado e moído e solúvel oferecidas no varejo. Há muito espaço disponível no mercado para cafés Robustas produzidos e processados ​​adequadamente, com benefícios para todos na cadeia de fornecimento, dos produtores aos consumidores.

Essa revolução da qualidade do Robusta, que começou discretamente na Índia há muitos anos, está ganhando força e se espalhando para outros países produtores de café Robusta. A ideia original para melhorar a qualidade foi despolpar os cafés Robustas; recentemente foram incluídos processos de inoculação e fermentação que também podem alterar a qualidade dos Robustas naturais. O mercado está longe de estar saturado para esses novos produtos que provavelmente sustentarão a continuidade do crescimento histórico da participação dos Robustas na produção mundial de café.

*Neste artigo, originalmente publicado em inglês e expandido nesta versão em português, a palavra Robusta se refere tanto ao Conilon quanto ao Robusta propriamente dito, conforme usado pela Organização Internacional do café (OIC).

TEXTO Carlos Henrique Jorge Brando

Barista

Curso explora conceitos teóricos e práticos da extração do café. Inscreva-se!

Que tal aprender detalhes sobre a extração de café? No dia 30 de julho, a Q-Grader Verônica Belchior e o especialista em café Eystein Veflingstad ministrarão o curso “Extração com Propósito”, das 9h às 17h, no Galpão da FAF Coffees, na Santa Cecília, em São Paulo (SP).

A aula abordará conceitos básicos na teoria que serão explicados por Verônica, como polaridade e solubilidade, concentração x rendimento, threshold e equilíbrio da extração e importância dos compostos voláteis, além de ferramentas básicas, como a água utilizada (aspectos químicos, limpeza, composição mineral e pH), opções de moinhos e seus desempenhos, detalhes sobre moinhos profissionais, peneiras para cafés moídos e seleção de diferentes tamanhos de partículas.

Já a prática contempla informações como temperatura da água, moagem e dosagem; granulometria correta; uniformidade na extração; regra do tempo para guiar a extração; e aproveitamento do perfil sensorial. Guiados por Eystein, os alunos passarão por exemplos de extração, com tempo determinado de exploração do material em grupos de quatro. O foco será no aproveitamento do material e integração na prática.

As inscrições já estão abertas! Para participar, é necessário se inscrever através do e-mail belchior.veronica@gmail.com. O valor é de R$ 800 por pessoa.

Serviço
Extração com Propósito
Quando: 30 de julho
Horário: 9h às 17h
Onde: Rua Barão de Tatuí, 183/195 – Santa Cecília – São Paulo (SP)
Mais informações e inscrições: belchior.veronica@gmail.com

TEXTO Redação • FOTO Tyler Nix

Barista

3º Campeonato Brasileiro de Latte Art com Deleite Vegetal Naveia está com inscrições abertas

A marca de leite vegetal Naveia está promovendo o 3º Campeonato Brasileiro de Latte Art com Deleite Vegetal. Com inscrições abertas até 31 de julho, a competição conta com etapas classificatórias realizadas de maneira on-line. Já a grande final está marcada para setembro, em Curitiba (PR).

O campeonato busca dar destaque para o produto da marca, o “Especial Barista”, de deleite vegetal específico para a vaporização e criação do famoso latte art. “As competições e eventos de latte art no Brasil e no mundo costumam utilizar o leite de origem animal. O nosso campeonato mostra que nenhuma qualidade é perdida com o uso do leite vegetal. Além disso, os campeonatos no Brasil costumam ser presenciais, o que acaba dificultando o acesso para muitos baristas de outras regiões. A Naveia valoriza a inclusão de baristas de todos os lugares e, por isso, escolheu o formato on-line”, explica Tiago Rocha, barista embaixador da Naveia e atual Campeão Brasileiro de Latte Art.

A primeira fase da disputa é o período de inscrição, que consiste no preenchimento do formulário de inscrição e no envio do vídeo do latte art seguindo alguns requisitos, como: mostrar o uso do deleite Naveia, a xícara (no padrão indicado de 150-200ml), e todo o processo que inclui extração do café, vaporização do leite e o desenho completo. Além disso, é proibido o uso de filtros, edições nos vídeos ou qualquer coisa que possa distorcer ou trazer dúvidas para as imagens. 

O resultado da classificação da primeira fase será divulgado no Instagram no dia 4 de agosto, com a seleção dos 8 melhores latte arts de cada região do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), que seguirão para a fase regional, que começa dia 11 de agosto e acontece no formato de TNT, on-line no Instagram da Naveia. Essa fase será dividida por região, sendo que cada uma compete em 3 rodadas por 3 dias, até chegar em 5 finalistas. Confira as datas: 

Nordeste: 11 a 13 de agosto
Norte: 15 a 17 de agosto
Centro-Oeste: 18 a 20 de agosto
Sudeste: 22 a 24 de agosto
Sul: 25 a 27 de agosto 

A votação será composta por 3 votos, sendo eles: 2 juízes convidados + 1 voto público (através de enquete nos stories). Os competidores devem fazer um desenho por rodada, que pode ser feito de maneira free pour (usando apenas a leiteira) ou usando a técnica de etching (desenhando no café com ajuda de um palito). 

A competição será toda transmitida pelo Instagram da Naveia. O valor para participar é de R$ 20 por inscrito. Os finalistas regionais ganharão uma passagem da Naveia para participar da final presencial em Curitiba, no dia 17 de setembro. O prêmio do campeão nacional ainda será divulgado pela marca.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Consumo diário de café pode reduzir risco de lesão aguda de órgãos

De acordo com teorias anteriores apresentadas por especialistas, a artéria primária que transporta o sangue para longe do coração, a aorta, era conhecida por endurecer no passado. No entanto, pesquisas mais recentes sugerem que consumir regularmente três ou mais xícaras de café pode ajudar a prevenir a aterosclerose, uma condição na qual uma placa se acumula dentro das artérias e restringe o fluxo sanguíneo.

O consumo diário de café também demonstrou reduzir, em até 23%, o risco de lesão renal aguda (LRA), em que o órgão para de funcionar. As LRAs ocorrem apenas em um em cada 250 indivíduos, mas esse número sobe para um em cada cinco para aqueles que são frequentemente hospitalizados, sugerindo que o consumo de café pode ser benéfico para aqueles que estão enfrentando problemas de saúde.

Esta pesquisa expande o corpus de trabalho, examinando as vantagens para a saúde do café, que foi considerado protetor contra inúmeras doenças progressivas, como câncer, ou distúrbios neurológicos, como o Parkinson. Ainda não se sabe se esse efeito é causado pela cafeína ou por um dos compostos benéficos encontrados no café, como diterpenos, trigonelina ou ácido clorogênico.

Os pesquisadores descobriram que qualquer consumo regular de café reduzia o risco de falência de órgãos em 11% para LRAs, onde os rins falham como resultado de outra doença. Níveis mais altos de consumo regular ofereceram uma redução de 23% nas LRAs, o que pode ajudar as pessoas em risco a tomar precauções para prevenir a insuficiência renal.

Pesquisadores da Queen Mary University of London examinaram as respostas de mais de 8 mil participantes para a saúde do coração e não descobriram nenhuma conexão entre o consumo de café e a probabilidade de contração das artérias. Eles descobriram que consumidores assíduos de bebidas alcoólicas e fumantes eram mais propensos a consumir grandes quantidades de cafeína e ter um grau pior de aterosclerose, o que pode ter fornecido algumas dicas sobre como estudos anteriores chegaram às suas descobertas.

TEXTO As informações são do Newsroom Post / Tradução Juliana Santin • FOTO Ben Kolde

Barista

Barista do Sterna Café vence o Desafio Koar 2022

Vinícius Dias, vencedor do Desafio Koar

No último domingo (17), na região de Jundiaí e Campinas, no interior de São Paulo, aconteceu a segunda edição do Desafio Koar, competição itinerante que percorre várias regiões do Brasil. Desta vez, foram reunidos 18 baristas.

Vinícius Dias, do Sterna Café, foi quem conquistou o primeiro lugar. “Estou em uma sequência de campeonatos, esse já é o terceiro Desafio Koar que eu participo. Meu objetivo é aprender e competir o máximo que eu puder para adquirir a maior experiência possível. Todas as defasagens que eu observava em meu trabalho, eu sinto que estou superando”, conta. Com essa vitória, Vinícius garante vaga no Desafio Regional.

O segundo lugar foi para o barista Marcos Akita e a terceira posição ficou com Aline Rodrigues, também do Sterna Café. “Participar do campeonato mostrou que eu sou capaz de crescer profissionalmente. Conheci pessoas novas e estou pronta para colocar os desafios superados em ação”, comenta a barista. A competição foi realizada no Vilarez Empório do Café e contou com cinco juízes conhecedores e especialistas do grão. 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

BSCA inclui Região Vulcânica no mapa de origens produtoras de café do Brasil

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) adicionou uma nova região ao mapa de origens produtoras de café do Brasil: a Região Vulcânica. Seu terroir singular é dado pela caldeira de um vulcão extinto há 60 milhões de anos, que serviu para definir uma área de solo vulcânico entre o sul de Minas Gerais e o nordeste do estado de São Paulo.

Atualmente, o território é composto por 12 municípios, sendo os mineiros Andradas, Ibitiúra de Minas, Caldas, Poços de Caldas, Bandeira do Sul, Campestre, Botelhos e Cabo Verde, e os paulistas Águas da Prata, São Sebastião da Grama, Divinolândia e Caconde. Ao todo são mais de 12 mil pequenos produtores que cultivam o fruto.

Ulisses Ferreira, diretor executivo da Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica, fundada em 2012, comemora a novidade: “Ver a Região Vulcânica no mapa das origens da BSCA é motivo de muito orgulho e felicidade. É sinônimo de reconhecimento de dez anos de trabalho. São produtores que estão investindo há mais de 10 anos neste projeto, valorizando e unindo a cafeicultura da região, que é uma cafeicultura tradicional, com fazendas centenárias”.

Ele explica que a inclusão pode auxiliar no crescimento e fortalecimento da produção regional, com destaque cada vez maior para os cafeicultores. “É motivo de satisfação e também de esperança que, com este reconhecimento, possa vir um segundo passo, que é a abertura de mercado, principalmente para exportação”, comenta.

Na xícara, os cafés cultivados em solo vulcânico apresentam sabor característico de frutas amarelas, caramelo e chocolate; aroma de frutas amarelas e chocolate; corpo alto, com textura sedosa; acidez cítrica, brilhante e intensa; e finalização média e doce. “Que possam reconhecer a Região Vulcânica como origem de cafés especiais e que tenhamos demandas cada vez maiores por cafés com selo de origem, para que a gente possa atender mercados exigentes e que estejam procurando valorizar o produtor e o trabalho que está sendo feito aqui. Este é o próximo passo que a gente espera. Tenho certeza que a visibilidade do mapa da BSCA trará essas oportunidades. Já está trazendo”, finaliza Ulisses.

Agora, o mapa de origens produtoras de café do Brasil da BSCA conta com 34 regiões pertencentes aos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rondônia, Ceará, Goiás, Pernambuco, Acre e Mato Grosso, além do Distrito Federal. Clique aqui para conferir.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Vitor Barão

Receitas

Sanduíche de pernil

Ingredientes

Caldo de legumes

  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 salsão
  • 1 tomate
  • 2 folhas de louro
  • 1 pitada de pimenta-do-reino
  • 2 litros de água
  • 1 fio de azeite

Pernil marinado

  • 500 g de pernil suíno
  • 1 fatia pequena de gengibre
  • 1 colher (chá) de páprica
  • 3 dentes de alho
  • ⅓ colher (chá) de canela em pó
  • 1 ½ colher (chá) de açúcar mascavo
  • 1 ½ colher (chá) de sal refinado
  • ⅓ colher (chá) de semente de coentro
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • ⅓ colher (sopa) de mostarda de Dijon
  • ½ colher (chá) de semente de erva-doce
  • ½ colher (chá) de cominho
  • ½ colher (chá) de pimenta-do-reino preta em grãos
  • 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico

Molho de framboesa

  • 300 g de framboesa
  • 150 ml de água
  • 50 ml de vinagre balsâmico
  • 2 colheres (sopa) de açúcar

Maionese de mostarda de Dijon

  • 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon
  • Suco de 1 limão tahiti
  • 1 xícara (chá) de gema pasteurizada
  • 1 ⅓ xícara (chá) de óleo de girassol
  • 1 pitada de sal

Montagem

  • 4 pães ciabatta
  • 4 colheres (sopa) de maionese de mostarda de Dijon
  • Pernil desfiado (quantidade para rechear o pão)
  • 4 colheres (sopa) de molho de framboesa
  • 4 punhados de alface picada

Preparo

Caldo de legumes

Corte a cebola, a cenoura, o salsão e o tomate grosseiramente. Coloque em uma panela com o azeite e deixe dourar bem. Adicione a água, o louro e a pimenta. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por pelo menos 30 minutos. Coe em uma peneira, guardando o líquido e dispensando os legumes.

Pernil marinado

Descasque os alhos e bata no liquidificador com todos os insumos, com exceção do pernil, até ficar bem homogêneo. Espalhe a pasta por todo o pernil deixando-o totalmente coberto. Guarde em um pote tampado na geladeira de um dia para o outro. No dia seguinte, sele bem o pernil em uma frigideira com um fio de azeite. Coloque o pernil em uma panela de pressão com o caldo de legumes, deixando o caldo uns 5 dedos acima do pernil. Leve ao fogo e, quando pegar a pressão, diminua o fogo e cozinhe por aproximadamente 40 minutos. Retire o pernil da panela e desfie. Você pode adicionar um pouco do caldo do cozimento para que ele fique bem molhadinho.

Molho de framboesa

Bata todos os insumos em um liquidificador. Peneire e passe o líquido para uma panela. Leve em fogo alto e, quando começar a ferver, coloque em fogo baixo. Reduza o líquido até a metade, em textura mais grossa. Retire do fogo e deixe esfriar.

Maionese de mostarda de Dijon

Em um liquidificador, coloque todos os insumos, com exceção do óleo. Com o liquidificador ligado, comece a adicionar o óleo aos poucos até que emulsione e fique na textura de maionese. Guarde em um pote na geladeira.

Montagem

Aqueça os pães ciabatta em um forno. Abra o pão e passe 1 colher (sopa) de maionese na parte inferior. Coloque 1 punhado de alface picada, recheie com o pernil quente e, por último, espalhe 1 colher (sopa) de molho de framboesa por cima. Feche o sanduba. Repita até fazer 4 sanduíches.

Rende 4 sanduíches

FOTO Jéssica Teixeira • RECEITA Botanikafé

Mercado

Chilli Beans lança coleção exclusiva de óculos com tema café

No último sábado (16), a ótica Chilli Beans lançou a coleção “Café”, que traduz a simbologia da bebida em 28 modelos de óculos exclusivos da marca. Por meio de cores, texturas e materiais, alguns detalhes remetem ao universo do café, como cafeterias, louças, metais de xícaras e bules, e até mesmo a origem da produção. 

“O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Por isso, pensamos em fazer uma homenagem aos amantes dessa iguaria, que pode ser consumida de tantas formas, assim como os óculos da Chilli Beans, que foram pensados para trazer praticidade nas diversas ocasiões do dia a dia por meio da lente multifocal, sem deixar de lado o estilo característico da pimenta”, diz Caito Maia, CEO e fundador da marca.

A nova coleção “Café” é composta por óculos de sol, armações de grau e multi – que vêm com uma lente escura que pode ser acoplada aos óculos de grau, trazendo praticidade. A faixa de preço está entre R$ 299,98 e R$ 499,98, e a linha já está disponível no site, nas lojas físicas e nos quiosques de todo o Brasil.

Mais informações: https://loja.chillibeans.com.br/otica

TEXTO Redação • FOTO Divulgação