Mercado

Brasil bate recorde de exportações de café no ano de 2020

Nelson Carvalhaes deixa a presidência do Cecafé

Na tarde desta segunda-feira (18), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) realizou uma coletiva de imprensa on-line para divulgar os dados da exportação de dezembro e uma reflexão sobre o ano de 2020.

O presidente do Conselho, Nelson Carvalhaes, deu início as apresentações e reforçou que mesmo em um ano difícil e triste como foi 2020, os resultados para o agronegócio foram bem positivos e a exportação seguirá firme.

“Ciente de que toda esta cadeia envolve o trabalho de milhões de pessoas o Cecafé, como legítimo representante do segmento de exportação, não poupou esforços em se empenhar com iniciativas e medidas de segurança no intuito de preservar a saúde de todos os envolvidos no processo exportador, seguindo rigorosamente as orientações da OMS, governos federal, estaduais e municipais desde o início da pandemia.  A sustentabilidade aliada ao “S” de Saúde é um forte pilar do nosso café e é por isso que nos empenhamos para que o produto chegue a mais de 130 países com a maior segurança e respeito. Os resultados referentes ao mês de dezembro e ao ano de 2020 mostram mais uma vez que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas com a pandemia, a cadeia do agronegócio café manteve um excelente desempenho”, explica Nelson.

Nelson Carvalhaes, ex-presidente do Cecafé

Em relação ao consumo, ele acredita que o doméstico seguirá firme e forte, mas o sistema horeca, que inclui os hotéis, cafeterias e padarias, ficará prejudicado, ainda mais com o lockdown na Europa, Japão e Asia, e até EUA até conseguir equilibrar a situação difícil como a do Brasil.

“O Brasil tem fortes desafios não somente com o problema da Covid-19, que iremos conviver por um longo período, mas como liderança no consumo global, exportação e produção e consumo interno, temos uma responsabilidade muito grande e grandes desafios nos investimentos. Se pararmos para calcular em nove anos o País precisará produzir bastante para ter grãos para exportar e para o consumo interno, por isso, a necessidade de investir, de colocar mais dinheiro em pesquisa, recursos, na produção, no comércio exportador e tecnologia. É de suma importância essa forte comunicação, e tudo isso mostrando como nosso café é bom e sustentável”, completa Nelson.

Ele afirmou que este era o último relatório como presidente após cinco anos e meio. “Pelos princípios democráticos encerro minha participação no conselho, volto como conselheiro. Foram anos muito importantes, de muito aprendizado e de um produto apaixonante que é o café. A toda equipe do Cecafé meu agradecimento, onde aprendi muito e com satisfação termino a minha gestão em um ano tão desafiador, importante e com alegria no sucesso das exportações. Aproveito para leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Pandemia elimina quase um quarto do valor de mercado dos cafés nos Estados Unidos

O relatório Project Café USA 2021 aponta que cafeterias dos Estados Unidos diminuíram as vendas em US$ 11,5 bilhões nos últimos 12 meses, com o número total de pontos de venda caindo 0,6%, para 37.189. O relatório estima o mercado em US$ 26 bilhões, uma queda de 24% em 2019.

Apesar da severa turbulência do setor, o relatório afirma que os EUA continuam sendo uma fonte de inovação para a indústria global do café, com as operadoras se adaptando rapidamente às pressões comerciais por conta da pandemia de Covid-19, com drive-thru, integração digital e novos formatos comerciais.

Cafés dos EUA veem transformações em 2020

Embora o relatório afirme que as principais operadoras que pagam aluguel em cidades importantes e centros de transporte sofreram uma alta queda no comércio em 2020, algumas localidades suburbanas e rurais experimentaram aumentos significativos nas vendas durante a pandemia, pois os clientes ficaram em casa e compraram localmente.

Refletindo os enormes desafios que todas as empresas de café dos EUA enfrentam, apenas 38% dos líderes da indústria pesquisados ​​pelo relatório acreditam que o comércio atual é leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin • FOTO Battlecreek Coffee Roasters / Kris Atomic

A escolha da embalagem para o armazenamento do café cru

São muitas as etapas envolvidas na produção de um bom café. O cuidado minucioso desde a lavoura, passando pela colheita, pelo processamento e pela secagem dos grãos, é fundamental para obter uma xícara de excelência. Tão importante quanto tudo isso, porém, é a armazenagem desse café. O café cru é um produto higroscópico, ou seja, promove trocas de umidade com o ambiente até atingir o equilíbrio. Essas interações entre o café e o ambiente de armazenamento podem ocasionar reações enzimáticas e não enzimáticas, alterações físicas, químicas, microbiológicas e sensoriais nos grãos. Como consequência, isso pode  comprometer a sua qualidade. 

Eis que surge o grande desafio: como manter a qualidade dos grãos de café verde (crus) através dos meses, até que a nova safra seja colhida, somente no ano seguinte? Para responder a essa pergunta, a fazenda Daterra desenvolveu uma pesquisa junto ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, SP, na qual foram analisados os diferentes tipos de embalagem disponíveis no mercado para armazenamento do café.

O estudo foi realizado pela pesquisadora Josiane Bueno de Rezende, que analisou amostras de café ao longo de mais de um ano. O objetivo da pesquisa era avaliar as alterações físicas, químicas, microbiológicas e sensoriais do café armazenado nas embalagens de juta, polipropileno, Penta Box® e saco plástico hermético da GrainPro.  leia mais…

TEXTO Gabriel Agrelli Moreira • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Mercado

Cafeterias são vítimas de perfis falsos que aplicam golpes no Instagram

O Brasil é o segundo país que mais utiliza o aplicativo Instagram, com 66 milhões de usuários, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A rede social ganhou força por sua praticidade, tanto para postar as fotos, quanto para navegar, e logo ganhou a confiança de diversas marcas e estabelecimentos, que passaram a usar o app para comercializar e divulgar produtos.

Justamente por sua popularidade, o Instagram vem sendo uma ferramenta muito usada por fraudadores para aplicação de golpes, inclusive no mercado de cafés. Nos últimos dias, diversas cafeterias denunciaram contas fakes que atraíam clientes com propagandas e cupons falsos.

Algumas das casas afetadas por este tipo de ação foram: Will Coffee, Academia do Café, Cafeteria Rigno, Coffee Lab e Freak Café. Outras, no entanto, enfrentaram problemas ainda maiores no último ano, como é o caso do Futuro Refeitório e do Borsoi Café, que tiveram suas contas hackeadas.

Como se proteger de golpes no Instagram?

Se você é dono de cafeteria, temos algumas dicas que podem deixar sua conta mais segura, evitando invasões indesejadas que leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Michael Daniels

Barista

Campeonatos Mundiais de Barista, Brewers e Cup Tasters sofrem atualizações no regulamento

Foto: Vitor Macedo

O World Coffee Events, que organiza os Campeonatos Mundiais de Barismo, atualizou os regulamentos do Mundial de Barista, Brewers Cup e Cup Tasters, com as devidas precauções relacionadas à Covid-19.  Segundo a organização, o objetivo é facilitar uma melhor logística para competidores, treinadores, juízes e voluntários no evento, que tem a data marcada para 23 a 26 de junho, em Atenas, na Grécia.

Vale ressaltar que os campeonatos seriam realizados no ano passado, porém foram cancelados por conta da pandemia. Ao longo das competições, uma série de mudanças foram introduzidas para uma avaliação mais segura das bebidas pelos juízes, ao mesmo tempo que garantem que as diretrizes de distanciamento social local sejam mantidas.

Como resultado das mudanças relacionadas a Covid-19 para a degustação do Juiz Principal nos Campeonatos Mundiais de Barista e Brewers, o comitê de Regras e Regulamentos esclareceu uma série de leia mais…

TEXTO Natália Camoleze

Mercado

Guia de Cafés #5: dicas do que estamos tomando

Feliz ano-novo! Feliz safra nova! Muitos leitores nos perguntam quais cafés indicamos. Resolvemos indicar os grãos especiais neste Guia de Cafés que ora é semanal, ora é mensal, depende da safra de recebidos e também da época do ano. A proposta é que possamos “assinar embaixo” de produtos com rastreabilidade e qualidade.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa devido à pandemia de Coronavírus. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! A colheita de café no Brasil ocorre de maio até novembro nas 31 regiões produtoras, tanto de cafés arábicas quanto canéforas. Busque provar diferentes cafés e encontre os seus preferidos.

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são (como são microlotes, se não encontrar mais aquele específico, indicamos provar outros da mesma marca e nos enviar o que achou):

Academia do Café – Bourbon da Débora

Produzido por: Fazenda Esperança
Produtor: Bruno Souza
Região: Campos Altos (MG) – Cerrado Mineiro
Espécie: arábica
Variedade: bourbon vermelho
Processo: cereja descascado
Torrado por: Academia do Café
Sensorial do café: aroma de baunilha e manteiga, corpo médio, sabor de capim santo e caramelo, textura amanteigada e acidez cítrica e balanceada
Compre: www.academiadocafe.com.br
Preço: R$ 40 (250 g)

Kento Café

Produtora: Maria Lúcia Santa’anna
Região: Campos Altos (MG) – Cerrado Mineiro
Espécie: arábica
Variedade: mundo novo, bourbon vermelho e catuaí
Processo: natural
Torrado por: Kento Café
Sensorial do café: frutado, amêndoas, acidez alta e corpo alto
Compre: www.kentocafe.com.br
Preço: R$ 36 (250 g) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Mercado

Pesquisadores de Cingapura criam bebidas com micro-organismos vivos à base de café e chá

Pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura (NUS) criaram novas bebidas probióticas de café e chá que são embaladas com micro-organismos vivos. Supervisionados pelo Professor Associado Liu Shao Quan, da NUS Food Science and Technology, os dois estudantes de doutorado que trabalharam nessas novas bebidas afirmam que os produtos têm um ótimo gosto e podem ser armazenados refrigerados ou em temperatura ambiente por mais de 14 semanas, sem comprometer sua viabilidade probiótica.

Os tradicionais portadores de probióticos, como iogurtes e leites cultivados, são produtos à base de laticínios. Pesquisadores da NSU dizem que o aumento do veganismo, juntamente com problemas de saúde comuns como intolerância à lactose, colesterol alto e alergias a proteínas lácteas, tem estimulado a tendência em alimentos e bebidas probióticas não lácteas.

“Café e chá são duas das bebidas mais populares em todo o mundo e são infusões à base de plantas. Como tal, eles atuam como um veículo perfeito para transportar e entregar probióticos aos consumidores”, explica o professor.

Foto: Drew Jemmett

“A maioria das bebidas probióticas e chás disponíveis comercialmente não são fermentados. Nossa equipe criou uma nova gama dessas bebidas usando o processo de fermentação, pois produz compostos saudáveis que melhoram a digestibilidade de nutrientes, mantendo os benefícios para a saúde associados ao leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin

Barista

Atitudes que inspiram: conheça a história do projeto Fazedores de Café

Diego Gonzales sempre gostou de café, de visitar cafeterias e ficar contemplando a bebida. Foi em 2009, porém, que o engenheiro florestal começou a viajar para estudar a fundo o assunto. Em 2011, Diego inaugurou o Sofá Café. “Foi uma decisão complicada, estava focado na minha carreira, mas acredito que aquele foi o momento e a hora certa. Valeu a pena correr o risco”, diz Diego. 

Em 2014, Diego criou o projeto Fazedores de Café, com um único objetivo: “Fazer a nossa parte para um mundo mais acessível a todos”. O projeto forma, gratuitamente, jovens de baixa renda, com idade entre 17 e 24 anos, que estejam em situação de risco, para trabalhar na área do café, e os prepara para o mercado de trabalho. 

Diego Gonzales, de branco, com alguns dos alunos do projeto. “A expectativa era inserir 70% dos alunos no mercado de trabalho, mas 94% deles já saem empregados. Os demais (6%), infelizmente, são desistentes. Atualmente 36 alunos se formaram no projeto”, conta Diego

“Trabalhando como engenheiro florestal, eu me envolvia com questões socioambientais e com a comunidade do entorno, sempre gostei de fazer isso. Quando abri o Sofá Café, sentia falta de um projeto que tivesse, de alguma forma, um retorno para a sociedade, via a necessidade de fazer algo que ninguém fazia.” 

Diego conta que uma vez estava em um avião assistindo a um documentário de uma empresa que desenvolvia a seguinte ação: a cada par de tênis vendido, um era doado. Isso o incentivou ainda mais a montar um projeto social na área de café. “Parei para pensar como o personagem desse documentário fechava essa conta. Se ele consegue, então eu também tinha que conseguir desenvolver um projeto social.” 

“Comecei a pensar nas possibilidades e veio a ideia do Fazedores, que, inicialmente, seria para três ou quatro dias. Com tanto conteúdo, porém, isso não seria possível. Chegamos a uma grade de três meses, com aulas diárias, para que os jovens tivessem uma base mínima, com um curso que valesse a pena, e de valor no mercado. Selecionei alguns potenciais parceiros para dar as aulas e assim viabilizamos o projeto, com parcerias e um objetivo em comum: formar a turma para o mercado.” 

Diego acompanhou de pertinho todas as turmas, que já são oito; neste ano as aulas acabaram em uma sexta-feira, antes do fechamento total das lojas por causa da pandemia. Segundo ele, os alunos estavam se saindo superbem e não puderam realizar os estágios nas cafeterias, uma preocupação, já que a suspensão das atividades por causa do novo coronavírus prejudicou, e muito, o mercado, e alguns profissionais perderam o emprego.  leia mais…

TEXTO Natália Camoleze

Mercado

Novos lugares para tomar café em São Paulo e região

Mesmo em meio à pandemia e à crise econômica enfrentada por muitos, os paulistas ganharam pontos novos para tomar café e comer quitutes. Selecionamos alguns para você conferir!

illycaffè

A marca italiana inaugurou sua primeira loja conceito na cidade de São Paulo na última segunda-feira (11). Localizada no Jardins, o espaço é um misto de cafeteria e loja, combinando a experiência do café italiano com a venda de produtos, como acessórios, equipamentos, máquinas e cafés da illy.

Onde: Rua Haddock Lobo, 1497 – Jardins – São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 13h às 17h
Mais informações: www.instagram.com/clubeilly

Juma Café

Inaugurada no começo de dezembro, a Juma Café está situada no bairro central Santa Cecília. A cafeteria oferece cafés na hario v60 e na aeropress, bebidas com leite e algumas opções de comidinhas para acompanhar a xícara.

Onde: Rua Ana Cintra, 312 – Santa Cecília – São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 8h às 16h
Mais informações: www.instagram.com/juma_cafe

Moka Clube

A curitibana Moka Clube aterrissou na cidade de São Paulo no fim de 2020, no movimentado bairro Pinheiros. No novo endereço, o clube de cafés comercializa não só os pacotinhos, mas também leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafeteria & Afins

Tost Café – Belo Horizonte (MG)

Para comemorar o aniversário de uma amiga, a administradora Adriana Cavalcanti começou a procurar por um cantinho confortável e que servisse uma boa xícara de café especial na capital mineira. Na busca percebeu que muitas das casas não se encaixavam nos padrões que desejava, e com isso surgiu a vontade de apostar nesse tipo de negócio.

A mineira começou então a estudar tudo o que está relacionado ao universo das cafeterias. “Sempre fui apaixonada por café, grãos e pela composição dessa bebida indispensável. Ao me aprofundar comecei a me apaixonar ainda mais pelo assunto”, conta.

Depois de um longo período de projetos, ideias e construções, a Tost Café foi inaugurada, em agosto de 2019, no bairro Funcionários. Adriana conta com sua mãe, Maria Cavalcanti, como sócia em um espaço pequeno e moderno, com tons de madeira clara nos balcões e prateleiras. Para se sentar, há sofás e poltronas na parte interna e um deck na parte externa para quem quer ficar ao ar livre. 

Cafés e quitutes

Em suas viagens, Adriana teve a oportunidade de conhecer diversos produtores e grãos, e conseguiu garimpar os cafés que tinham os perfis mais parecidos com o que ela desejava apresentar na casa. Atualmente a cafeteria serve os cafés produzidos e torrados em Três Pontas (MG). Os métodos de preparo são kalita, hario v60, aeropress, prensa francesa, clever, koar e o espresso, tirado de uma La Marzocco. Os baristas também preparam flat white, cappuccino, latte e mocha. Para os dias quentes eles indicam o cold brew e os drinques gelados com café.

As comidinhas são todas produzidas na própria cozinha. “Acreditamos que o preparo próprio faz toda a diferença na hora de servir”, explica Adriana. Entre as opções, salgadas e doces, elaboradas pela chef Sofia Marinho estão tortas, bolos, croissants, pão de queijo e brigadeiro. A sugestão da proprietária são os toasts o carro-chefe da casa, basicamente torradas com variados recheios gourmets. 

*Horário sujeito a alteração devido às adaptações das atividades comerciais às circunstâncias da pandemia de Covid-19.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Antônio de Albuquerque, 252
Bairro Funcionários
Cidade Belo Horizonte
Estado Minas Gerais
País Brasil
Website http://www.instagram.com/tostcafe/
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 10h às 17h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Débora Gabrich