Barista

Cafeteira brasileira que prepara espresso em qualquer lugar é sucesso entre apreciadores

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Da união de um designer e um barista surgiu a ideia de desenvolver uma cafeteira portátil, de fácil uso, que não necessitasse de eletricidade. Maycon Aram, fundador da Aram Soulcraft, produz peças de design em madeira. Tudo começou quando descobriu que seu maior prazer era fazer peças únicas, artesanais e com todo o cuidado necessário. Das suas mãos saem armações de óculos em madeira, com cores e estilos diversos. Ao conhecer Juca Esmanhoto, do Rause Café + Vinho, de Curitiba (PR), os dois passaram a trabalhar no projeto da cafeteira.

A extração de um espresso é uma das técnicas mais complexas e cheias de variáveis que existe na área do café. Por isso, desenvolver um equipamento que atendesse todas as exigências dessa bebida não foi tarefa fácil. Após mais de um ano de trabalho, muitas indas e vindas, testes, opiniões e refações, Maycon e Juca chegaram ao protótipo que foi apresentado na Semana Internacional do Café, no fim de setembro, em Belo Horizonte (MG).

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Batizado de Cafeteira Aram, o equipamento surpreendeu a todos durante os testes realizados no evento.

De acordo com Maycon o projeto retrata o artesanal e o bem feito: “A gente acredita que os objetos carregam muitas histórias, assim como cada um de nós. Nossas criações têm essa essência de resgatar a relação entre quem faz e quem usa. A cafeteira é a tradução de todo esse conceito aliada a uma paixão do brasileiro”.
Segundo Juca, a Cafeteira Aram “tem a grande vantagem de extrair várias formas de café só trabalhando com moagens diferentes. Fizemos alguns testes e atingimos 14 bar de pressão”.
Com uma base de aço ou uma versão portátil as opções podem servir para casa ou para levar para qualquer lugar. Feita de madeira e aço, a cafeteira trabalha com café moído, sem filtro, sem eletricidade e sem cápsula. Com a força da rotação da manivela é que se alcança a pressão necessária para a extração de um espresso, com crema bem densa e de forma muito rápida.

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Para tornar esse sonho realidade, Maycon e Juca abriram uma arrecadação na internet. A vaquinha virtual começou essa semana e já tem muitos apoios. A meta é R$ 35 mil até o dia 17 de novembro. Dentre as recompensas mais apoiadas até agora está exatamente a que presenteia com a própria cafeteira, pelo valor de R$ 879. O equipamento acompanha um tamper estilizado, também feito de madeira, e um café do Sítio Santa Rita.

Se a dupla ultrapassar a meta e chegar a R$100.000,00 de arrecadação, 2% do valor será revertido para o projeto social Fazedores Café, que forma jovens de baixa renda na cidade de São Paulo e região na profissão de barista.

Para mais detalhes sobre a Cafeteira Aram e para participar da arrecadação, acesse.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação/Aram

O pão nosso

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Discordo da expressão padarias “de luxo” para se referir às novas padarias que, tal como as sorveterias recentes, invadiram São Paulo oferecendo um produto artesanal e diferenciado. Para começar, pão não é artigo de luxo, mas produto básico em todas as culturas humanas – varia apenas o tipo de grão de que é feito (vide as tortillas mexicanas, feitas de milho). E, aqui, o termo luxo é equivocadamente ancorado aos fermentos naturais, de que esses “modernos” pães são feitos, e aos ingredientes adicionados à massa (nozes, amêndoas, cerveja). Aliás, “luxo” e “gourmet” são adjetivos que, de tão desgastados, deveriam ser banidos do vocabulário da comida.

Tudo isso para introduzir o trabalho de uma das padeiras das boas em São Paulo, a ex-professora Julice Vaz. Dona da Julice Boulangère, aberta em 2011 no agitado bairro Vila Madalena, em São Paulo, Julice faz parte da nova geração de padeiros que optou por se contrapor às grandes padarias – que, hoje, até almoço servem, distanciando-se de sua atividade original –, oferecendo pães de qualidade (esse sim, um termo adequado), feitos com os referidos fermentos, que por isso levam mais tempo para ficar prontos e são muito mais saborosos. “Queria um lugar com um fluxo grande de pessoas, mas que elas entendessem o meu conceito de pão”, explica Julice.

O conceito? “É o alimento mais sagrado e simbólico que existe, porque é um alimento que se compartilha”, lembra ela. “Se tivermos farinha, água e sal – nem fermento precisa –, nós o fazemos. Se não tivermos forno, assamos o pão na brasa. Ele está presente em qualquer ocasião”, completa.

Atualmente, Julice fabrica cerca de 180 variedades do alimento mais antigo do mundo. “Nosso pão é incomparável com o industrial, tanto em termos de consistência do miolo, crocância da casca, aroma e sabor, quanto em relação ao bem que faz à saúde”, diz ela. Na sua padaria, o pão demora três dias para ficar pronto: em primeiro lugar, prepara-se o fermento, que matura entre doze e dezoito horas. No dia seguinte, é feito o pão, que será assado apenas no terceiro dia.

Chegar à qualidade desejada de um alimento tão simples, entretanto, levou tempo. Durante um período sabático, em 2007, Julice decidiu fazer um curso de panificação e confeitaria. Aproveitando uma reforma em casa, montou uma pequena cozinha industrial, leu livros estrangeiros e passou a fazer pães, que oferecia aos vizinhos. Meses depois, desenvolveu uma enxuta linha de produtos e forneceu para mercados em São Paulo, como o Empório Chiapetta, e no Rio. Com poucos lucros, pois concorria com grandes marcas (industriais) nas prateleiras, montou loja própria em 2011. “A padaria tradicional brasileira não vive de vender pão, ela vive de conveniência”, ressalta Julice. “Pão é apenas um figurante, e eu queria uma loja que vendesse só pão”, justifica.

Além do curso no Brasil, Julice teve aulas nos Estados Unidos, na França e na Alemanha, e trabalhou em padarias estrangeiras. Também fez diversos cursos de empreendedorismo e gestão, no Brasil e no exterior. “Há muito mercado para padarias artesanais”, acredita. “Não falo mal do produto industrial nem da padaria tradicional, pois elas alimentam muita gente e, no fim das contas, é essa a nossa função”, diz ela. Mas, além de o pão artesanal ser um produto mais caro, Julice vê na situação atual do Brasil um impedimento para esse tipo de negócio. “O investimento é alto, o retorno, demorado, e a mão de obra tem que ser treinada. Abrir um espaço como esse não depende só de dinheiro, mas de conhecimento técnico e dedicação”, sintetiza. Para garantir a qualidade do produto, Julice acompanha, diariamente, a produção de baguettes, croissants e pães variados, como o de linhaça com castanhas, o de bacon ou a foccacia de gorgonzola, que prepara em fins de semana. “Variamos semanalmente os produtos. Nos fins de semana, privilegiamos pães como a foccacia, pois as pessoas costumam sair da dieta”, explica a padeira. No final de 2015, Julice abriu sua primeira filial, no shopping Villa-Lobos. Ali, além dos pães, prepara refeições.

Cristiana Couto é jornalista especializada em gastronomia e autora de Alimentação no Brasil Imperial, Educ, São Paulo, 2015.
Fale com a colunista pelo e-mail nacozinha@cafeeditora.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Café & Preparos

Nova microtorrefação de cafés orgânicos realiza campanha de arrecadação

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Quatro jovens santistas resolveram criar um novo negócio no litoral de São Paulo. Cansados de todas as etapas pelas quais o café passa dentro da tradicional cadeia do café e incentivados por uma vontade de abrir um empreendimento focado em café 100% orgânico, os amigos Vitor Ladaga, Vinicius Gomes Ferreira, Lucas de Lorena e Romulo Targon iniciaram o projeto da REVO Coffee Co.

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Vitor, Romulo, Lucas e Vinicius

Em uma garagem, no fundo da casa de Vitor, a REVO começou a tomar forma há meses atrás. Com a reforma do espaço e aquisição de um torrador reformado, o grupo passou a buscar produtores orgânicos, fazer contatos com profissionais do setor, com o objetivo de incentivar o questionar os hábitos atuais de consumo. Para Vitor: “O objetivo da REVO é trabalhar sem intermediários com cafés especiais orgânicos, indo diretamente ao produtor. Com isso vamos conseguir conhecer quem produz, como foi feito, a fim de torrar de forma que valorize esse trabalho”.

A ideia da arrecadação surgiu com o intuito de que, com a contribuição, os empreendedores da REVO possam adquirir os cafés para dar início ao primeiro lote de torras do produto. Segundo Vinicius: “Na cidade de Santos é escoada quase toda a produção de café do Brasil, antigamente quase toda a família na cidade tinha alguma ligação com o grão. Hoje isso se perdeu e queremos resgatar essa história, mas de uma forma diferente”.

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A microtorrefação já vem fazendo diversas ações no local do futuro empreendimento, em Santos, para atrair quem quiser conhecer o trabalho. Neste fim de semana, por exemplo, promoveram a Hamburgada da Revo, para arrecadar fundos.

Para quem se identificou com a ideia e quer contribuir, há apoios que variam de R$ 15 a R$ 4.500. Com a contribuição de R$ 60, por exemplo, você ganha um café orgânico da nova marca, uma ecobag, um guia digital com dicas de preparo de café e um workshop online.

A campanha tem como meta a arrecadação de R$ 30 mil e ficará disponível até 24 de outubro.

A Revista Espresso apoia essa iniciativa e a de empreendedores que valorizam o pequeno produtor e o comércio direto.

Saiba mais como contribuir
Onde: Avenida dos Bancários – Ponta da Praia – Santos (SP)
Facebook

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação/Revo

Cafeteria & Afins

Coa Café – São Paulo (SP)

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Uma cafeteria que oferece apenas café coado. Essa é a ideia do Coa Café, espaço idealizado por Clara Ballot e Heitor Fontes. A dupla transformou uma vaga de garagem em um lugar agradável e convidativo para os que buscam uma pausa na correria de São Paulo. Uma xícara de café fresco, preparado na hora, logo resgata a memória de casa e aproxima clientes e proprietários. “A curiosidade e a troca de informações sobre o café levam a um aprendizado conjunto e constante”, dizem os donos.

Inaugurado em julho do ano passado, o Coa serve Café Orfeu, da Fazenda Sertãozinho, localizada em Botelhos (MG), nos métodos Hario V60, Aeropress e prensa francesa. A cada sexta-feira, uma opção diferente de grão é disponibilizada para que os clientes possam conhecer mais sobre cafés especiais e apreciar sabores distintos. Se o calor apertar, é possível pedir um cold brew.

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No menu
A seleção de comidinhas é criteriosa tanto para combinar com as bebidas servidas quanto para incentivar pequenos produtores e novos negócios. A filosofia de Clara e Heitor fortalece a comunidade que se cria em torno do café e estimula empresas que, assim como o Coa, também estão começando.

O cardápio traz opções que prezam pela qualidade. O pão de queijo é preparado em duas fornadas diárias, uma no período da manhã e outra à tarde, para manter o frescor. Já o stroopwafel (waffel recheado com caramelo, típico da Holanda) é companhia perfeita para bebidas quentes. Segundo os proprietários, o doce é colocado na borda da caneca como uma espécie de tampa e o calor do café quente derrete o caramelo.

Outro item bastante pedido do menu é o bolo de coco gelado. Feito com farinha de coco, ele fica macio e irresistível. Sem mencionar a pequena biblioteca de troca disponibilizada, onde o cliente pode pegar um livro e deixar outro no lugar para que mais pessoas possam ter acesso a diferentes leituras.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua da Consolação, 2685
Bairro Jardim Paulista
Cidade São Paulo
Estado SP
País Brasil
Website http://www.coacafe.com.br
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 8h às 18h
TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação

Receitas

Irish coffee

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Ingredientes
– 1 xícara de café fresco
– 3 colheres de whisky irlandês
– 2 ou 3 colheres de açúcar (ou açúcar mascavo)
– creme chantili

Ingredientes opcionais
– Noz moscada ou chocolate ralado.

Preparo
Moa os grãos e prepare o café. Misture o café, o whisky e o açúcar em uma xícara resistente ao calor, e mexa até o açúcar dissolver. Adicione a quantidade desejada de creme chantili e acompanhamentos opcionais. Sirva na sequência.

*Receita da KitchenAid

TEXTO KitchenAid • FOTO Divulgação

Receitas

Mocha brownies

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Ingredientes
– ⅔ de xícara (83 gramas) de farinha comum
– ½ colher de chá de sal
– 1 colher de chá de fermento em pó para forno*
– 60 gramas de chocolate escuro sem açúcar** (use chocolate em barra de pelo menos 56% de cacau)
– 120 gramas de chocolate escuro** (use um de pelo menos 70% de cacau)
– 140 gramas (10 colheres) de manteiga sem sal
– ¼ de xícara de café pronto (forte)
– 1 ¼ xícaras (250 gramas) de açúcar
– 2 colheres de extrato de baunilha
– 3 ovos

Preparo
Regule a grade do forno onde será colocado o brownie em uma posição média-baixa e aqueça o forno a 170°C. Junte a farinha, o sal e o fermento em pó e reserve. Unte a forma com spray antiaderente ou forre a forma com papel manteiga para desenformar com mais facilidade. Derreta os chocolates e a manteiga em banho-maria. Adicione o café à essa mistura e mexa até incorporar. Afaste do fogo e adicione o açúcar e a baunilha. Adicione os ovos um a um, incorporando bem, antes de adicionar o outro. Continue misturando até obter uma textura brilhante e sedosa. Adicione os ingredientes secos e continue misturando até unir tudo. Coloque a mistura na forma já preparada e leve ao forno por 35-45 minutos, até que o centro não esteja líquido, e ao inserir um palito de dente ele não saia seco, mas sim com algumas migalhas úmidas. Retire do forno e deixe descansar por 5 minutos ainda na forma. Desenforme, deixe esfriar e sirva.

Notas
– Para brownies mais densos, utilize ½ colher de fermento em pó.
– Caso não tenha dois tipos de chocolates, é possível utilizar um só tipo (180 gramas no total de chocolate escuro ao invés de uma combinação de 60 e 120 gramas de dois tipos de chocolate).

*Receita da KitchenAid

FOTO Divulgação

Mercado

Edição limitada de Catuaí do Cerrado é lançada em cápsula

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Após a realização do Concurso Colheita Premiada, promovido pela NESCAFÉ® Dolce Gusto® em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a Nestlé lança cápsula de edição limitada com a variedade. O novo produto será o primeiro exclusivamente brasileiro a integrar a nova série da marca em todos os países onde está presente.

A variedade catuaí, criada no Brasil, por meio de pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a partir do cruzamento entre as variedades mundo novo e caturra, é cultivada em muitos países do mundo. Para falar um pouco sobre a história dessa cultivar, a Dolce Gusto convidou, durante lançamento em São Paulo, o atual diretor do IAC, Gerson Giomo, que falou sobre a importância dessa variedade para a cafeicultura mundial.

O lote premiado utilizado pela marca foi cultivado na Fazenda Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade mineira de Coromandel (MG), no Cerrado Mineiro. Seu produtor, Flavio Ruiz Pequini, foi o vencedor do Concurso Colheita Premiada, na categoria arábica via seca (natural), e concorreu na fase final com outras 12 amostras, de Minas Gerais e Espírito Santo.

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As cápsulas de Catuaí do Cerrado foram produzidas na nova fábrica de NESCAFÉ® Dolce Gusto® localizada em Montes Claros (MG). Inaugurada em dezembro do ano passado, com investimento de R$ 220 milhões, a unidade é a primeira fora da Europa com a exclusiva tecnologia para a fabricação de cápsulas da marca.

Para mais detalhes, acesse o site e a página da marca no Facebook.

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Café Editora

Mercado

Produtor da Serra do Caparaó tem o melhor café do Brasil

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O grande campeão do Coffee of The Year 2016, concurso realizado durante a Semana Internacional do Café (SIC), foi revelado nesta sexta-feira (23/9). Pelo terceiro ano consecutivo a região da Serra do Caparaó ficou em 1º lugar na competição. Mas, desta vez, quem levou o título foi o produtor Afonso Donizete Lacerda, do Sítio Pedra Menina, no município de Dores do Rio Preto (ES).

O público votou durante os três dias nos 10 melhores cafés, selecionados após criteriosa prova na IFSULDEMINAS, em Machado, com a coordenação do Professor Leandro Paiva. Das 180 amostras recebidas pelo evento, apenas as 100 melhores participaram das rodadas de negócios na Sala de Cupping e as 10 melhores ficaram, portanto, à disposição do público para serem avaliadas, às cegas.

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O produtor vencedor exibiu orgulhoso durante a feira sua própria marca de café. “Nós mesmos torramos o Forquilha Café e temos uma cafeteria. Esse café que venceu foi seco em terreiro suspenso e trabalhado como cereja descascado”, conta Afonso.

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O segundo colocado foi a AC Café, representada por Fellipe Gonçalves Pacheco, da Fazenda Santa Lúcia, no município de Araxá (MG). Os cafés produzidos pela AC Café, no Cerrado Mineiro, já estiveram entre os 10 melhores do Coffee Of The Year nos últimos três anos.

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Em terceiro lugar, o cafeicultor Fábio Protazio de Abreu, também da Serra do Caparaó, conta a importância do apoio da Associação de Produtores Rurais de Pedra Menina (Apropem). “Quando iniciamos em cafés especiais ninguém acreditava que daria certo. Hoje, olha onde nós estamos! Temos cafés em São Paulo, Belo Horizonte e até no Japão!”, celebra ele, que produz junto a esposa Hélia Luiz Vieira, no Sítio Forquilha Café.

A competição contou esse ano com cafés conilon concorrendo, e listou os três melhores. O campeão da categoria foi Edgar Bastianello, do Sítio Chapadinho, do município de Nova Venécia (ES).

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Confira, abaixo, a lista dos 10 primeiros colocados em arábica e dos três primeiros em conilon:

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1º – Afonso Donizete Lacerda – Sítio Pedra Menina – Serra do Caparaó
2º – AC Café – Fazenda Santa Lúcia – Cerrado Mineiro
3º – Fábio Protazio de Abreu – Sítio Forquilha Café – Serra do Caparaó
4º – Paulinho de Almeida – Fazenda Santa Terezinha – Sul de Minas
5º – Amôs José Horst – Fazenda Príncipe – Montanhas do Espírito Santo
6º – Edmar Zucon – Fazenda Santa Clara – Montanhas do Espírito Santo
7º – Gertrudes dos Santos – Sítio Boa Vista – Mogiana
8º – Fábio Augusto Massini – Fazenda Gramado – Vale da Grama
9º – José Renato Gonçalves Dias – Fazenda Rainha – Vale da Grama
10º – Raimundo Dias Santana Filho – Fazenda Santo Antônio – Matas de Minas

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CONILON
1º – Edgard Bastianello – Sítio Chapadinho – Nova Venécia (ES)
2º – Ednilson Alves Dutra – Sítio Boa Vista – Matas de Minas (MG)
3º – Wilson Luciano Mont Mor – Sítio Raphalys – Alto Rio Novo (ES)

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TEXTO Por Thais Fernandes, de Belo Horizonte (MG) • FOTO Vitor Macedo/Divulgação/SIC

Barista

Copa Barista volta em grande estilo e tem campeão paulista

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A quinta edição da Copa Barista foi realizada na Semana Internacional do Café, de 21 a 23 de setembro de 2016, em Belo Horizonte (MG). A competição, com o recorde de 32 baristas participantes, inédita em terras mineiras, teve momentos de grande emoção e levantou o público espectador. O grande campeão foi Lucas Salomão, da Libermac, de São Paulo (SP).

Com duelos entre baristas, os competidores tinham 13 minutos para preparar dois cafés filtrados, dois espressos e dois cappuccinos para os juízes sensoriais. Também dois juízes técnicos avaliavam a performance dos baristas individualmente. Ao final das apresentações, a escolha do melhor desempenho era anunciada imediatamente pelos juízes avaliadores.

Veja abaixo como foram os duelos ou no link:

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As classificatórias reuniram baristas veteranos e alguns novatos. As fases seguintes foram bem mais disputadas, com duelos acirrados como os de Alex Pereira, do Bio Barista, de São Paulo, e Emerson Nascimento, do Curto Café, do Rio de Janeiro. As semifinais foram emocionantes, com confrontos entre Lucas Salomão (Libermac, SP) e Kyo Silva (William & Sons, RS); Juca Esmanhoto (Rause Café + Vinho, PR) e Amanda Paixão (IL Barista, SP); Eder Delfino (Café Santa Monica, SP) e Emerson Nascimento (Curto Café, RJ); Ivan Heyden (Academia do Café, MG) e Mauricio Carrasco (Senhor Espresso, SP).

Quem levou a melhor foram os baristas Ivan Heyden, Eder Delfino, Lucas Salomão e Juca Esmanhoto que, já nas semifinais, disputaram o troféu no dia 23/9, sexta-feira.

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Juca Esmanhoto e Eder Delfino ficaram nas semifinais e disputaram o terceiro e quarto lugares. Eder ficou com a melhor classificação conquistando o terceiro lugar e levando para casa o prêmio de R$ 500 em dinheiro e R$ 500 em compras na Café Store.

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Lucas Salomão e Ivan Heyden fizeram a grande final com um impressionante empate de 20 a 20 na avaliação dos juízes sensoriais e técnicos. No critério de desempate, Lucas Salomão foi consagrado campeão, por um detalhe técnico, e levou para casa R$ 3 mil em dinheiro, R$ 500 em compras na Café Store e o troféu de bicampeão da Copa Barista. Ele havia vencido em 2011, em São Paulo.

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Com um café da Serra do Caparaó, de Espera Feliz (MG), do produtor Edinho Oliveira, selecionado e torrado por Wolff Café, o campeão Lucas fez uma apresentação impecável. O segundo lugar, Ivan Heyden, usou café da variedade icatu natural, da Fazenda Esperança, em Campos Altos (MG), do produtor Bruno Souza, seu sogro.

A competição foi uma verdadeira celebração da profissão de barista e proporcionou a troca de experiência entre todos. A Revista Espresso, como mídia oficial, e idealizadora dessa competição desde 2008 sente-se orgulhosa de fazer parte desse momento histórico.

A 5ª Copa Barista teve o patrocínio oficial da máquina de espresso da Astoria, apoios da Da Vinci Gourmet e da Café Store. A realização foi da Café Editora, FAEMG, Governo de Minas e Sebrae.

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TEXTO Mariana Proença • FOTO Vitor Macedo/Divulgação

Mercado

Contagem regressiva para o maior evento de café do Brasil

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A taxa de expansão do consumo interno de café está prevista para 2,9% entre 2016 e 2017, e 1,5%, no mundo. Um cenário bastante promissor para novos empreendimentos. Por isso, as tendências do mercado e oportunidades de negócios serão debatidas por toda a cadeia produtiva do setor durante a Semana Internacional do Café (SIC 2016). O evento acontecerá no Expominas, em Belo Horizonte, entre 21 e 23 de setembro.

A proposta é incentivar os produtores a conquistar as fatias de mercado que estão surgindo, com a oferta, principalmente, de um artigo de excelente qualidade. “Temos condições de ocupar esses espaços. No entanto, é preciso se adequar: reduzir custos, investir em capacitação e ampliar a competitividade. O consumo, além de crescente, está em transformação. A indicação, na maioria dos casos, é não se manter apenas como vendedor de commodity”, esclarece o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente das comissões de Café da entidade e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita.

Nessa perspectiva, um segmento que se destaca é o de cafés especiais, realidade no país e no mundo, mas que ainda representa apenas 20% da safra nacional. Além disso, há mercados emergentes a serem explorados, como o Leste Europeu, China e Índia. “A principal bebida deles é o chá, porém tem aumentado a aceitação do café, embora de forma ainda incipiente, nesses dois países orientais. Precisamos trabalhar para consolidar nosso produto por lá”, acrescenta o assessor especial de Café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa), Niwton Castro Moraes.

Sobre a Semana Internacional do Café 2016
A Semana Internacional do Café (SIC) 2016 é uma iniciativa do Sistema FAEMG, Café Editora e Sebrae, com apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa). Reunirá, de 21 a 23 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte, toda a cadeia produtiva do setor cafeeiro nacional e internacional, em prol do crescimento social e economicamente sustentável do produto brasileiro. O encontro envolve cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, compradores, fornecedores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores. A estimativa é de que essa quarta edição do evento gere em torno de R$ 27 milhões em negócios, valor 8% superior ao registrado no ano passado. São esperados 14 mil visitantes e 165 marcas expositoras. Durante a SIC, ainda é realizada a maior feira do segmento, o 11º Espaço Café Brasil.

Serviço: Semana Internacional do Café 2016
Data: 21 a 23 de setembro
Horário: das 11h às 20h
Local: Expominas, em Belo Horizonte
Programação completa: www.semanainternacionaldocafe.com.br

TEXTO Da redação • FOTO Vitor Macedo e Felipe Gombossy/Café Editora
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