Receitas

Bolo de pamonha com calda de café

Ingredientes
Massa

• 5 espigas de milho
• 1 lata de leite condensado
• 1/2 xícara (chá) de leite
• 4 colheres (sopa) de óleo
• 1 colher (sopa) de manteiga
• 2 ovos
• 1 colher (sopa) de fermento em pó

Farofa
• 100 g de castanha-do-pará
• 30 g de café em pó

Calda
• 2 xícaras (chá) de açúcar
• 1 xícara (chá) de água
• 40 ml de café espresso

Preparo
Primeiro, corte o milho da espiga com uma faca. Lave os grãos e seque-os com um pano de prato bem limpo. Coloque o milho e os outros ingredientes da massa no liquidificador e bata até ela ficar homogênea. Transfira a mistura para uma assadeira untada com manteiga e farinha e leve para assar por 50 minutos, em forno preaquecido a 180 ºC. Enquanto isso faça uma farofinha com a castanha e o café: misture os dois ingredientes e leve ao fogo para dar uma ligeira tostada. Desenforme o bolo quando estiver frio e polvilhe com essa farofa. Sirva o bolo acompanhado da calda, que tem preparo simples: em uma panelinha, dissolva a água com o açúcar, misturando com o dedo indicador. Leve ao fogo alto e deixe cozinhar, sem mexer, durante cerca de 20 minutos, até que a calda atinja o ponto de fio. Mergulhe e levante a colher; caso se forme um fio fino entre as gotas, ela está pronta. Acrescente o café, misture e transfira a calda para um recipiente. Leve o bolo à mesa, com a calda à parte, para que cada um se sirva de quanto preferir.

Rende 10 porções

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Manuelle Ferraz • FOTO Daniel Ozana / Studio Oz • RECEITA Manuelle Ferraz, da Quem Quer Pão

Receitas

Bolo de fubá com goiabada

Ingredientes
• 300 g de farinha de trigo
• 300 g de flocos de milho pré-cozidos
• 300 g de açúcar
• 300 ml de leite
• 300 ml de óleo
• 400 g goiabada cremosa
• 3 ovos
• 1 colher (sopa) de fermento em pó

Preparo
Coloque em uma tigela a farinha e os flocos de milho. Depois, leve para bater no liquidificador o açúcar, o óleo e o leite por 1 minuto. Adicione os ovos, um de cada vez (quebrados separadamente em um potinho para checar se não estão estragados), e bata mais um pouco. leia mais…

FOTO Daniel Ozana / Studio Oz • RECEITA Manuelle Ferraz, da Quem Quer Pão

Cafeteria & Afins

Tastemade Café – São Paulo (SP)

Plataforma mundial de entretenimento de comida e viagem abre cafeteria na capital paulista

Com a maior plataforma mundial de entretenimento digital focada em comida e viagem, a Tastemade é conhecida por muitos brasileiros que gostam de cozinhar, salvar receitas ou apenas se deliciar com as belas e cuidadosas produções de vídeos da marca.

Com impressionantes 2 bilhões de visualizações mensais ao redor do mundo, a empresa está baseada nos Estados Unidos e tem mais de mil criadores de conteúdo, os tastemakers, que viajam pelos países trazendo histórias dos lugares visitados.

No Brasil, em 2016, a Tastemade chegou a 4,2 bilhões de visualizações no ano e tomou a decisão de abrir seu primeiro estúdio físico fora dos Estados Unidos. Com uma produção própria e espaço de quatro andares, todo reformado para receber a estrutura de gravação, ambientes e a experiência de cozinhar, a empresa instalou-se ainda em 2016, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.

Para o deleite dos fãs das produções da Tastemade a grande sacada foi aproveitar o local para inaugurar uma cafeteria. Recém-aberta na entrada do estúdio, o espaço é a presença off-line (e, claro, física) das receitas mais populares do canal digital. Na entrada, confortáveis mesas, em meio a jardins verticais, mostram que ali o local é para mergulhar no tema gastronomia e, café!

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TEXTO Mariana Proença • FOTO Roberto Seba/Divulgação

Mercado

Já pensou em tomar um espresso com a sua cara?

O que acha de tomar um café com a imagem do seu rosto estampado na espuma? Sim, essa é a novidade entre muitas cafeterias internacionais e está deixando os apaixonados por café curiosos para conhecer e experimentar.

Ao que tudo indica, a moda começou em Taiwan. Para atrair mais clientes, a Let’s Cafe inovou e começou a adotar a novidade nos espressos da casa. O cliente faz o upload da imagem através de um smartphone para uma impressora especial e, com de um pó comestível, a imagem se forma na espuma da bebida.

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TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado

Produtores mineiros dominam o pódio no 26º Prêmio Ernesto Illy

Se em 2016 Minas Gerais conquistou o 1º e o 3º lugar na categoria Nacional do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, neste ano o estado abocanhou os três lugares do pódio. Mas não houve distinção entre as colocações dos produtores campeões. Isso porque os vencedores brasileiros irão representar nosso país na competição internacional, criada no ano passado, o Prêmio Internacional Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso.

Os campeões deste ano no Brasil foram produtores CBI Agropecuária, da Chapada de Minas; Juliana Armelin, do Cerrado Mineiro e Rafael Marques de Araújo, das Matas de Minas. Armelin, da fazenda Terra Alta, em Ibiá, foi a grande campeão do último prêmio nacional da illy, quando estreou na competição. A produtora sagrou-se, ainda, como campeã da região do Cerrado Mineiro.

Já Rafael, da fazenda Córrego da Serra, em Manhuaçu e CBI Agropecuária, da Fazenda Tecad, em Minas Novas, figuraram entre os vencedores logo na primeira vez como participantes do concurso. Veja, abaixo, o vídeo do emocionante momento da revelação dos vencedores:

O 2º Prêmio Internacional Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso ocorrerá em outubro, em Nova Iorque (Estados Unidos). A premiação internacional reunirá 27 representantes do que há de melhor na alta qualidade dos grãos para espresso de nove países produtores, em uma iniciativa estimulada pelo sucesso e a tradição do Prêmio Ernesto Illy, que revolucionou a cafeicultura brasileira.

A cerimônia de premiação, realizada em São Paulo, contou com a presença de Andrea Illy, presidente da illycaffè, e outros representantes da companhia. Das mãos deles, os cafeicultores receberam os diplomas da premiação e um cheque de R$ 10 mil cada um. A torrefadora italiana ofereceu, ao todo, mais de R$ 100 mil em prêmios. “O Brasil explora muito bem suas regiões e, hoje, já é líder também em qualidade”, destacou Andrea durante o Seminário que participou ainda na manhã de ontem.

A illycaffè revelou, também, os produtores campeões de oito regiões, que subiram ao palco para receber seus prêmios. Também foram entregues os méritos de Fornecedor Sustentável do Ano a Elias Koji Okuyama (Cerrado Mineiro) e o de Classificadores do Ano a João de Medeiros Neto (1º lugar, Sul de Minas), Marcos Ribeiro Vasconcelos (2º lugar, Cerrado Mineiro) e Jandir Castro Filho (3º lugar, São Paulo).

Confira os nomes dos vencedores de cada região:

Centro-Oeste
Campeão: Álvaro Luiz Orioli (Goiás)
Vice-campeão: Gelci Zancanaro (Goiás)

Cerrado Mineiro
Campeão: Juliana Tytko Armelin
Vice-campeão: Marcos Cezar Miaki

Chapada de Minas
Campeão: CBI Agropecuária
Vice-campeão: Luiz Augusto Monguilod

Matas de Minas
Campeão: Rafael Marques de Araujo
Vice-campeão: Ney José Alves Filho

Norte/Nordeste
Campeão: Glauber de Castro (Bahia)

Rio de Janeiro
Campeão: Francisco Nioac de Salles

São Paulo
Campeão: Daniella Romano Pelosini
Vice-campeão: Marco Antonio Guardabaxo

Sul de Minas
Campeão: Carlos H. Ribeiro do Valle
Vice-campeão: Carlos Alberto Pellicer

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Thais Fernandes • FOTO Mariana Proença

Mercado

As 20 melhores cafeterias do Brasil e as revelações do ano

Guia de Cafeterias

Pelo quinto ano consecutivo, o Guia de Cafeterias do Brasil traz informações sobre centenas de cafeterias no País. Nele você pode encontrar detalhes como tipos de grão servidos, comidinhas, wi-fi, estacionamento, endereço e até a máquina em que é extraído o espresso.

Os estabelecimentos estão organizados tanto por localização quanto por marcas de cafés e nomes das cafeterias de A a Z. Além disso, você pode encontrar receitas, curiosidades, Top 20 com as melhores cafeterias do Brasil e Cafeterias Revelação. O guia impresso está à venda nas bancas do Brasil por R$ 20 e há também o app, disponível para Android e iOS, por US$ 0,99.

O Top 20 indica aos leitores as melhores casas seguindo o critério de: tradição, atendimento, ambientação e qualidade do café servido.

As Cafeterias Revelação são formadas pelos doze estabelecimentos que mais se destacaram durante o ano de 2016. Confira abaixo as cafeterias em destaque!

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TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Barista

Inédito! Campeonato Brasileiro de Aeropress 2017 será em fazenda de café

aeropress-cartaz

Após o primeiro World Barista Championship, lançado em 2000, em Monte Carlo, Mônaco, os cafés especiais ganharam mais visibilidade. Hoje, campeonatos paralelos e variados métodos de preparo alavancam a carreira de baristas.

No meio de tantos concursos que foram surgindo, como as competições de preparo, degustação, latte art, torra, café turco e até de drinques alcoólicos à base de café, apareceu uma modalidade competitiva que chamou muito a atenção dos apaixonados por esse universo.

Por se tratar de uma competição mais leve e livre de protocolos, o Campeonato Mundial de Aeropress destacou-se na nova geração de baristas. Com uma comunicação dinâmica que dispensa o julgamento de formalidades técnicas, o concurso tem como critério-chave o resultado final da bebida na xícara, tendo por objetivo a alta qualidade do café elaborado. Todos os competidores recebem o mesmo café e criam uma receita para ele. Três juízes votam, às cegas, no melhor da rodada e o barista escolhido passa de fase, até chegar ao campeão.

No Brasil, o primeiro Campeonato de Aeropress foi realizado em março de 2015, em São Paulo, no studio do Isso É Café, e teve como vencedor o barista Edgar Martins, da cafeteria Urbe Café Bar. Já o segundo aconteceu em Curitiba, no Nex Coworking, e o primeiro colocado foi Hugo Rocco, do Moka Clube. Todos são organizados pela Terceira Onda Consultoria em Café, de Eystein Veflingstad.

campeonato de aeropress

Esse ano, o 3º Campeonato Brasileiro de Aeropress acontecerá no dia 27 de maio, às 15h, no Sítio Santa Rita, localizado no município de Espera Feliz, divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, na região de Serra do Caparaó. Será o primeiro campeonato dessa categoria no mundo a ser realizado em uma fazenda produtora de café.

Enquanto os baristas competem, os patrocinadores poderão exibir seus produtos em estandes e interagir com o público. Com grande procura nos anos anteriores, este ano as camisetas, canecas e cartazes do evento contam com a arte do escritório de design Na Casa da Joana. Além disso, acontecerão apresentações artísticas e comercialização de bebidas, comidas e souvenires.

Os primeiros 27 baristas inscritos irão competir e o grande vencedor representará o Brasil no World Aeropress Championship, também neste ano, com direito a passagem e estadia em Seul, na Coreia do Sul. Os juízes serão Bebel Silva Hamu, da torrefação AHA Coffee, Jhone Milanez B. Lacerda, do Sítio Santa Rita e Eystein Veflingstad, campeão da versão norueguesa do campeonato de 2014 e organizador do evento no Brasil.

Produzido em solo capixaba, a 1.250 metros de altitude, o grão utilizado na competição será o da variedade caparaó amarelo, do Sítio Santa Rita. Com secagem lenta e controlada pelo cafeicultor Jhone Lacerda, será torrado pelo barista Fred Ayres, d’A Cafeteria, especialmente para o evento.

campeonato de aeropress

As fichas de inscrição estarão disponibilizadas em breve pela organização e devem ser enviadas para o e-mail campeonatobaristadeaeropress@gmail.com, no dia 27 de março, a partir das 20h, horário de Brasília. Não serão aceitas as fichas enviadas antes deste horário.

Mais informações: facebook.com/aeropressbr e instagram.com/campeonatodeaeropress_br

TEXTO Redação • FOTO Olivia D'Agnoluzzo

Café & Preparos

Café na casquinha de sorvete. Já experimentou?

coffee in a cone

Virou febre mundial nas redes sociais essa ideia de fazer o café dentro de uma casquinha de sorvete. A invenção de Dayne Levinrad, feita pela primeira vez em janeiro de 2016, em Joanesburgo, na África do Sul, na The Grind Coffee Company, nada mais é do que o espresso ou o cappuccino feito dentro de uma casquinha envolta internamente com chocolate. De preferência com uma latte art, para chamar mais a atenção do cliente. O inventor informa que é preciso dez minutos para beber ou comer (como quiser) o Coffee in a Cone, o que ele chama de O Café mais Instável do Mundo. Depois de morar na Austrália, no Brasil e em Los Angeles, o sul-africano voltou com essa ideia na cabeça.

Davvero Gelato - Afogatto na Casquinha - CRÉDITO HENRIQUE PERON (38)

No Brasil já há quem esteja testando fazer. A gelateria Davvero Gelato acaba de lançar sua versão. Com uma espessa camada de chocolate belga Callebaut, a casquinha artesanal é preparada todos os dias pela equipe da gelateria, onde leva dentro um dos quatro cafés da Nespresso.

Além desta novidade, a Davvero também oferece o Afogatto, bebida italiana que leva café e uma pequena bola de gelato, tudo na casquinha. O cliente pode optar por um dos 24 sabores de sorvete, porém, a indicação é o Fior di Latte.

E você conhece algum outro lugar que sirva o café na casquinha? Indique por aqui!

Serviço
Davvero Gelato Tradizionale
Rua Pais de Araújo, 129 – Itaim Bibi – (11) 3881-6552
De domingo a quinta, inclusive feriados, das 11h30 às 22h. De sexta e sábado das 11h30 às 23h

Davvero Gelato - Café na Casquinha - CRÉDITO HENRIQUE PERON (35)

TEXTO Da redação • FOTO foodxphotography e Henrique Peron/Divulgação

Quantos pontos tem esse café?

coluna baristica

A história do café especial é muito recente, muito mesmo. Neste momento, em que estamos usando cada vez mais essa definição para cafés, acredito que seja importante o resgaste dos conceitos e a discussão sobre o caminho pelo qual estamos indo.
Em 1921, nascia a norueguesa Erna Knutsen, na cidade de Bø, região no condado de Nordland. Aos 5 anos, a família mudou-se para Nova York (EUA). Erna seguiu boa parte da vida sem nem pensar em trabalhar com café. Somente por volta dos 40 anos assumiu o cargo de secretária de Bert Fullmer, na B. C. Ireland, uma empresa de importação de café em São Francisco. Na década de 1970 Erna, já muito interessada no setor, recebeu do chefe a missão de cuidar de um pequeno nicho da empresa, pequenos lotes que não enchiam um contêiner e chegavam a, no máximo, 250 sacas. Apesar de serem quebras de outras importações, esses grãos de “sobra” eram de altíssima qualidade. Por causa disso, Erna passou a comercializá-los em microtorrefações da Costa da Califórnia que começavam a pipocar na região. A ideia deu muito certo.

O passo seguinte foi aprender a provar café. Uma função ainda muito masculina à época. Nas mesas de classificação, depois de muito treino, ela passou a chamar a atenção de torrefadores e compradores americanos. Sua reputação, construída com bastante persistência, atravessou continentes. Em 1974, em entrevista para o tradicional Tea & Coffee Trade Journal, Erna usou o termo “specialty coffee” para definir os cafés que trabalhava, para ela “diamantes”.

A definição batizou um movimento, que já começava nos Estados Unidos e na Europa, de cafés de qualidade, lotes menores, com origem definida e que, depois de quase uma década, ganhou força e levou à criação da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), em 1982. Ela, participante de todo esse movimento, fundou em 1985 a própria empresa, a Knutsen Coffees.

O mercado evoluiu muito nesses 42 anos, desde que Erna falou em cafés especiais, mas continua muito jovem. O diretor executivo da SCAA, Ric Rhinehart, em artigo de 2009, escreveu: “Microclimas geográficos especiais produzem grãos com perfis de sabor único, a que se referiu Erna Knutsen como ‘cafés especiais’. Essa noção básica é a premissa fundamental para que, sempre, um café especial seja bem-cuidado, recém-torrado, e devidamente preparado no método a escolher. Essa é a missão em que a indústria do café especial está envolvida há vinte anos e que lentamente vamos ampliando.”

Esse conceito ficou tão forte que, para torná-lo mais ‘palatável’ para o mundo, a SCAA, juntamente com diversos parceiros, desenvolveu a Roda de Aromas e Sabores, em 1997, com o intuito de unificar a linguagem e os parâmetros de avaliação para profissionais. Os pontos de 0 a 100, que o mercado usa hoje, foram a maneira encontrada pelos compradores para balizar a prova de cafés.

Pontuações que, a meu ver, devem ainda ficar no âmbito dos profissionais e que pouco agregam para o consumidor. Este ainda está aprendendo o que é o ‘tal’ café especial. Pular etapas é perigoso. A história recente mostra que é preciso trabalhar mais a origem, as microrregiões, o produtor, a procedência do produto. Só isso poderá nos aproximar mais de quem cultiva o café. A matemática dos pontos, nesse caso, só nos distancia do humano que há por trás daquele grão de café. Menos informação de pontos e mais informações sobre quem produziu, quem torrou, quem preparou.

Erna, hoje com 95 anos, declarou ao jornalista Mark Pendergrast, no livro Uncommon Grounds: The History of Coffee and How It Transformed Our World, que o café “foi o maior amor que ela teve na vida”. Com certeza ao batizar o café como especial, ela estava muito mais ao lado da emoção do que da pontuação. Aquela sensação carinhosa de sabores e aromas, das verdadeiras joias, da sua “grand passion”.

*Mariana Proença é jornalista. Em 2006 assumiu a direção de conteúdo da Espresso e, meses depois, o café já tinha virado uma paixão, que dura até hoje. Nesta coluna ela aborda diversos assuntos e experiências sobre o tema.
Fale com a colunista: mariana.proenca@cafeeditora.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Café & PreparosCafeteria & Afins

Você sabe como é feito um café no avião?

café nas alturas

Quando tomamos café em casa ou na cafeteria, usamos muito o paladar e o olfato para identificar sabores e aromas, mas você sabia que existe diferença entre o café servido em solo e o café servido dentro de um avião a 35 mil pés do chão?

Segundo Giorgio Milos, Master Barista da illycaffè, a percepção de doçura e salinidade são reduzidas devido aos 8 mil pés de pressão do ar. A umidade também é mais baixa, prejudicando nosso sistema olfativo. “Estes são aspectos que temos que considerar quando preparamos uma infusão de café durante o voo”, acrescenta.

Depois de meses realizando testes e observando como a altitude e o processo de fermentação a bordo afetam o café, o time de Pesquisa e Desenvolvimento da illy chegou a conclusão que o grão precisa ser moído de uma forma que fique com superfície lisa e extremidades curvas. Desse modo, a saturação da água pode cobrir o grão por inteiro, resultando em uma bebida mais saborosa como o café feito em solo.

Os cafés da illy são servidos nos voos da United Airlines e essa experiência já pode ser vivenciada pelos passageiros da United Polaris, primeira classe da companhia. A parceria existe desde novembro de 2015 e já rendeu mais de 72 milhões de xícaras de café por ano.

TEXTO Da Redação • FOTO Ivan Padovani
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