Café & Preparos

Pesquisadores avaliam como o café pode reduzir riscos de problemas cardíacos

Uma pesquisa aponta que uma maior ingestão de café foi associada à redução do risco de insuficiência cardíaca em três grandes e conhecidos estudos sobre o tema: o FHS (Framingham Heart Study), o CHS (Cardiovascular Heart Study) e o ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities).

A pesquisadora da Escola de Medicina Feinberg da Northwestern University, Linda Van Horn, aponta que os riscos e benefícios de beber café tem sido tópico de interesse científico contínuo devido à popularidade e frequência do consumo em todo o mundo.

“Os estudos que relatam associações com os resultados permanecem relativamente limitados devido a inconsistências na avaliação da dieta e metodologias analíticas, bem como problemas inerentes com a ingestão alimentar auto-relatada”, disse.

Os pesquisadores usaram o estudo original da FHS e os compararam com os dados dos estudos CHS e ARIC para ajudar a confirmar suas descobertas. Cada estudo incluiu pelo menos 10 anos de acompanhamento e, coletivamente, forneceram informações sobre mais de 21 mil participantes adultos nos Estados Unidos.

Para analisar os resultados de beber café com cafeína, os cientistas categorizaram o consumo em zero xícaras por dia, uma xícara por dia, duas xícaras por dia e três xícaras ou mais leia mais…

TEXTO As informações são do Sci-News.com. Tradução Juliana Santin • FOTO Jamie Long

Mercado

Que tal uma pasta de amendoim de café?

Lançada em abril de 2020, a marca Pasta de Amendoim da Tereza tem em seu portfólio um sabor muito especial: o café. O produto é elaborado com grãos arábica produzidos pela cafeicultora Cristiane Zancanaro, em Cristalina (GO), e torrados pela mestre de torra Bruna Mossolini.

Feita em São Paulo (SP), a pasta de amendoim é artesanal e leva açúcar mascavo para dar um toque doce. Não contem conservantes, aditivos, óleos, glúten, nem lactose. O pote com 230 g pode ser encontrado na Café Store a partir de R$ 29,90.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Efeitos na saúde: quer uma boa razão para tomar café?

Não só uma, nós apresentamos várias razões para continuarmos consumindo essa bebida que tanto amamos! Selecionamos algumas informações do capítulo “Café é saúde”, do livro 101 razões para tomar café, escrito por Doutor Darcy Roberto Lima, que era PhD em medicina pela Universidade de Londres, e pesquisou por longos anos os efeitos do café na saúde humana 

Hoje em dia se sabe quase tudo sobre a cafeína. Mesmo assim, muitas pessoas ainda acreditam que o café pode ser prejudicial à saúde, o que é verdade se consumido em doses muito elevadas. Sinais de intoxicação podem ocorrer após a ingestão de vinte a cinquenta xícaras de café de uma vez só. Já a dose capaz de causar a morte em um adulto é de cerca de cem xícaras diárias! Bastante, não? Então fique tranquilo, tomar o equivalente a quatro ou cinco xícaras por dia não é prejudicial.

Agora que sabemos que, em doses moderadas, o café não faz mal, vamos aos benefícios. Tomar café é mais do que um hábito social. Uma pesquisa realizada na Noruega detectou que a maior fonte de antioxidantes na dieta humana é o café, seguido de frutas, chá, vinho, cereais, verduras e legumes. Sabia que as pessoas que ingerem quantidades adequadas de alimentos ricos em antioxidantes têm uma incidência menor de doenças cardiovasculares? 

Além dos antioxidantes, o café contém altos níveis de fibras solúveis dietéticas, ou seja, a ingestão da bebida, com ou sem cafeína, pode estimular os intestinos e o reflexo do estômago, o que aumenta o movimento gastrointestinal. Ainda sobre as fibras, uma delas, muito importante presente no café, é a pectina, que, de acordo com estudos, atua na luta contra o câncer. Além dela, o café tem compostos ácidos clorogênicos antioxidantes, e diterpenos, como o cafestol, que também têm ação anticancerígena. leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Gustavo Gialuca

Café & Preparos

Você sabe o que é um blend de café?

Blend é traduzido como mistura, ou seja, são combinações planejadas de diversos grãos de café. Basicamente é feito com o intuito de misturar as melhores características de cada café para criar bebidas equilibradas e resultados exclusivos.

Segundo o livro Coffee com Tim Wendelboe, muitas torrefadoras vendem blends ao lado de cafés de fazendas ou regiões famosas. Esses últimos são geralmente denominados single origin (única origem). Entretanto, a maioria dos cafés vendidos em supermercados é de blends de grãos de diferentes plantações, regiões e países produtores.

Um dos motivos do blend é a criação, pelo mestre de torra, de um sabor mais complexo a partir da mistura de diversos cafés com diferentes características. Fazer um blend pode ser extremamente desafiador. Ele requer uma boa dose de paciência e referências sensoriais, combinadas com uma visão do sabor que o blend deve ter. Mesmo que você faça um blend de cafés fantásticos, o resultado final pode não ter, necessariamente, um bom sabor. A coisa mais importante quando se faz um blend é saber que os cafés devem complementar-se para que o conjunto final seja melhor do que os componentes individualmente. Você pode, também, ajustar o equilíbrio de sabor num blend com diferentes níveis de torra. Mas, como um blend deve ser torrado?

Alguns dizem que, se torrados juntos, os grãos trocarão calor entre si, produzindo uma torra mais estável. Outros afirmam que torram cafés diferentes individualmente para que eles possam ser corretamente torrados antes de compor o blend. Afinal, o que é melhor? Tim Wendelboe* aponta que, por sua experiência, não se pode sempre torrar cafés diferentes juntos, pois grãos distintos têm tamanhos e densidades diversos, e é por isso que nós, às vezes, precisamos torrá-los individualmente antes de misturá-los. Outras vezes, isso não importa. Novamente, o sabor é o mais importante, e não a teoria.

*Tim Wendelboe é um barista norueguês que venceu diversos campeonatos em seu país. Em 2004 se tornou o campeão Mundial de Barista e, em 2005, venceu o mundial de Cup Tasters (prova do café).  Em 2007 iniciou o seu próprio negócio, que reúne uma cafeteria, um centro de treinamento e uma microtorrefação no bairro Grünerløkka, em Oslo, na Noruega.

TEXTO Redação • FOTO Tim Umphreys

Cafeteria & Afins

Tulha Cafeteria – Vitória (ES)

A vontade de montar uma cafeteria surgiu na preparação da monografia da faculdade de Gastronomia, na qual João Ribeiro precisava apresentar um empreendimento gastronômico. Aproveitando o gancho, o capixaba fez diversos cursos relacionados aos cafés especiais, tanto sobre preparo quanto sobre a parte administrativa de uma coffee shop, e assim as ideias começaram a surgir.

A Tulha Cafeteria foi inaugurada em março de 2018, na capital do Espírito Santo. O espaço é pequeno, mas suficiente para comportar o fluxo de frequentadores que buscam por uma xícara de café. Um dos quadros na parede faz referência ao Campeonato Brasileiro de Aeropress, título conquistado por João em 2018.

O método é um dos focos da casa, que também faz extrações na hario v60 e na kalita. Para aqueles que preferem o espresso, os baristas o tiram de uma Sanremo Capri, e também preparam ristretto, latte, mocaccino e cappuccinos italiano, brasileiro e mineiro. Os grãos usados são torrados em parceria com as torrefações Trentino Cafés Especiais, Roast Cafés e Café Vale do Caxixe. Entre os planos de João está iniciar, ainda neste ano, a operação de uma microtorrefação, e o primeiro passo foi dado, com a aquisição de um Caparaó Roaster de 1,2 kg.

Criações próprias

Grande parte das comidinhas servidas foi elaborada e adaptada pelo proprietário, tanto durante a faculdade quanto depois, já com seu negócio. “Também temos releituras de clássicos, inspirações de viagens e sugestões de amigos e clientes”, conta. Os pratos são todos preparados na própria casa, o que ajuda a ter um controle maior do que está sendo servido nas mesas.

Entre as opções, a mais pedida pelos frequentadores é a focaccia recheada com tomate assado e queijo meia cura. Quando o assunto é doce, o queridinho é o cinnamon roll com cobertura de cream cheese. João também indica a cheesecake com calda de frutas vermelhas e o brigadeiro de cenoura.

*Horário sujeito a alteração devido às adaptações das atividades comerciais às circunstâncias da pandemia de Covid-19.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Belmiro Teixeira Pimenta, 513 loja 5
Bairro Jardim Camburi
Cidade Vitória
Estado Espírito Santo
País Brasil
Website http://instagram.com/tulhacafeteria
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 16h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado

Starbucks inaugura drive-thru em rodovia que liga São Paulo e Rio de Janeiro

Na última semana, a SouthRock, operadora licenciada da Starbucks no Brasil, anunciou a abertura de uma loja drive-thru, localizada na Rodovia Dutra, principal estrada que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

A nova loja foi projetada para proporcionar comodidade aos clientes que estão de passagem e aos moradores da região. Para aqueles que desejarem fazer uma pausa, possui um lobby de 303 metros quadrados com mesas e cadeiras.

“Estamos animados em expandir a presença da Starbucks no Brasil e trazer ao mercado o modelo loja drive-thru, que amplia ainda mais a forma como nos conectamos com as pessoas”, explica Claudia Malaguerra, diretora geral da Starbucks no Brasil. “Já para aqueles que preferem um momento de pausa, oferecemos uma atmosfera de conforto e bem-estar por meio de espaços internos e varandas para degustar o café no nosso lobby o tempo que desejarem”, finaliza.

A Starbucks continua comprometida em adaptar a experiência do cliente para as diversas ocasiões de consumo, como pedidos via celular e o formato drive-thru no Brasil. A nova loja funciona de segunda a quinta-feira, das 7h às 22h; e de sexta-feira a domingo, das 7h às 23h.

Café & Preparos

Chico César: arte em movimento

Seja em forma de livro, seja de canção, o cantor e compositor faz da poesia um elo para se conectar com o mundo

Farinha, rapadura, arroz e um folheto de cordel. Esses eram os produtos que não podiam faltar na lista de compras que o pai do cantor Chico César levava no bolso, toda semana, quando ia à feira na cidade grande. Natural de Catolé da Rocha, no Sertão da Paraíba, a família de Chico valorizava a cultura em todas as suas manifestações, mas principalmente a popular. “Aos 7 anos, eu já era o encarregado de fazer a leitura do cordel à noite, quando toda a família se reunia à luz da lamparina. Meus pais, minhas irmãs e meu irmão adoravam a minha performance declamando os textos”, relembra.

Aos 6 anos, Chico começou os estudos em um colégio de freiras alemãs que fugiram da II Guerra Mundial. Além das disciplinas tradicionais, como Matemática e Língua Portuguesa, sua grade incluía aulas de Música, nas quais aprenderia a tocar flauta doce. Na sequência, veio o violão. “Eu percorria a cidade sempre pedindo para uma ou outra pessoa me ensinar algum acorde. O violão se tornaria meu instrumento inseparável por toda a vida”, revela.

Dos 8 aos 15 anos, o menino Chico passou a trabalhar numa loja de fotos que também vendia discos e livros. Lá, seria introduzido, pela primeira vez, na arte e na cultura formal. “Conheci de Kraftwerk (renomado grupo alemão de música eletrônica) a Luiz Gonzaga. Lia também João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, José de Alencar. Foi uma oportunidade ímpar ter tantas referências nacionais e internacionais ao meu dispor.”

Já sabendo que era músico de corpo e alma, Chico César entrou em um dilema: como fazer para levar o seu sonho adiante na idade adulta? Para conseguir se sustentar, escolheu uma profissão que também lidava com palavras: jornalismo. “Aos 20 anos, já estava formado e comecei a trabalhar no jornal O Norte, dos Diários Associados – veículo criado por Assis Chateaubriand”, conta. “Na sequência, vim para São Paulo trabalhar como revisor. Mas nunca deixei a música de lado. Estava sempre compondo e fazendo shows.” leia mais…

TEXTO Leonardo Valle • FOTO Agência Ophelia

Mercado

Pandemia afeta crescimento das cafeterias no Reino Unido

Foto: Jonas Jacobsson

De acordo com o relatório Project Café UK 2021, as vendas do mercado de cafeterias do Reino Unido sofreu uma queda de quase 40% nos últimos 12 meses por conta da Covid-19. Os dados explicam que a pandemia reduziu as vendas das casas de café em quase £ 2 bilhões (cerca de US $ 2,8 bilhões) do valor de mercado, marcando, pela primeira vez em mais de 20 anos, que o segmento registrou vendas negativas (-39%) e crescimento de pontos de venda (+1,9%).

As restrições causadas pela pandemia levaram ao fechamento temporário de lojas e vendas apenas no sistema take away (levar para viagem), que contribuíram para um declínio acentuado na comercialização.

Embora a redução no deslocamento diário tenha minimizado o número de passageiros nos pontos turísticos e nos centros das cidades, muitos estabelecimentos de bairro se leia mais…

TEXTO As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin

Mercado

Perfil do consumidor pós-pandemia é marcado por e-commerce e Pix

A tecnologia auxilia e muito nosso dia a dia. Um fato é que, durante o isolamento social, os índices de compras on-line e a chegada de novas startups e fintechs (termo que surgiu da união das palavras financial e technology) ajudaram no processo de digitalização da economia. O Pix, novo sistema de pagamentos do Banco Central, por exemplo, já movimentou 203 bilhões de reais.

“O consumo das famílias, que é mais de metade da riqueza gerada na economia e, no passado, já salvou o país de outras crises, não deverá ser o mesmo após a quarentena”, alerta a professora de MBA em Gestão Financeira pela IBE Conveniada Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mel Girão.

A plataforma de inteligência e pesquisa NZN Intelligence publicou um levantamento digital com aproximadamente 1,7 mil entrevistados. Nele, é mostrado que 49% dos brasileiros consideram reavaliar seus gastos, sendo que 71% afirmam que pretendem aumentar o volume de compras on-line.

Quanto ao Pix, desde 16 de novembro, quando começou a funcionar oficialmente, é apontado que a maioria das transferências foi feita por pessoas físicas. Em dezembro de 2020, das 121,5 milhões de operações realizadas, 105 milhões (86%) foram de pessoas físicas para pessoas físicas.

“Além dos gastos decorrentes da pandemia, o isolamento social provocou mudanças mais profundas no comportamento do consumidor. Há vários meses dentro de casa, ele está leia mais…

TEXTO Redação • FOTO William Iven

Barista

Sílvia Magalhães: “Só vejo expansão para o mercado de cafés especiais”

Sem teorizações complexas, Sílvia Magalhães se consagra na área do café com projetos bem-sucedidos, mas sobretudo com a ponderação de que há mercado capaz de acolher toda sorte de consumidores

Se não fosse por um ajuste de última hora no valor do câmbio de um contrato de exportação, talvez Sílvia Magalhães tivesse “perdido o timing” para entrar na área de café, sabe-se lá. Era noite de 11 de março de 2001, os amigos estavam comemorando o aniversário dela sem nenhum sinal da aniversariante, que apareceu muito tempo depois. A festa em questão era na casa dela mesmo. “Aquela situação só potencializou o sentimento de que já não fazia mais sentido seguir a carreira em um banco”, relembra.

Bastou contar para um e outro que estava em busca de novos caminhos e logo recebeu o convite de amigos (que trabalharam no mesmo banco de investimentos) para ser gerente do Cafezim, um “blend de negócios” que envolvia uma cafeteria e a representação de uma marca de café para os mercados daqui e de fora, ideia inovadora para os idos de 2002. “Eu cuidava do business até me encantar com o preparo do café e toda a trajetória por trás de uma boa bebida”, diz.

Por mera curiosidade – ou intuição? –, ela aproveitava o treinamento dos baristas para extrair espressos e preparar coados. De tão disciplinada, Sílvia chegava às melhores xícaras, e para ser escalada para participar do Campeonato Brasileiro de Baristas, em 2002, foi um pulo. “Fui tranquila, sem nenhuma ambição, pois também era uma oportunidade para mostrar a cara do negócio”, afirma.

Mas ela levou o prêmio e constatou que já havia encontrado sua nova profissão. Só não tinha prestado atenção. Ao longo de quase 20 anos de carreira, Sílvia Magalhães foi tricampeã brasileira (2002, 2003 e 2007) e, com um sexto lugar, a barista do País que chegou mais longe no Campeonato Mundial de Barista, em 2007, no Japão. No seu modo de ver, títulos são bacanas, um reconhecimento, “mas nunca trabalhei em função deles”, afirma. leia mais…

TEXTO Janice Kiss • FOTO Agência Ophelia
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