•
O Medo, esse meu amigo

Ok, Confesso. Sou um homem medroso. E sabe o que é curioso? Não conheço nenhum outro, exceto aquele que vejo no espelho.
O medo é um sentimento deveras curioso. Por que passamos tanto tempo a combatê-lo? Negando sua existência? Quantas pessoas não tentam se explicar, quando usam a palavra “medo” em uma frase? “Medo, eu? Não exagera… É cautela/bom senso/prudência.”
Imagine uma humanidade em que ninguém, mas ninguém mesmo, sentisse medo. Conseguiu? Pois é, não… Porque essa humanidade estaria extinta. Crie, na sua imaginação, um destemido e audaz homem pré-histórico encontrando um dentes-de-sabre (nem sei se foram contemporâneos, é só um exemplo). O destemido e audaz gritaria para a família: “Deixa comigo, resolvo sozinho”. Três mordidas depois o dentes-de-sabre já estaria fazendo a digestão e palitando os dentes com a clava do cidadão.
O medo é um instinto de preservação. É o que nos impede de dar um passo rumo ao desconhecido. Se humanos nascemos, é inevitável que cometeremos erros, perderemos disputas, apanharemos (metaforicamente falando). Ser homem ou mulher é conviver com a possibilidade da derrota. E o que o medo nos faz? Pode ajudar para que não apanhemos muito (metaforicamente falando II – o didatismo contra-ataca) ou, o que é melhor, pode nos ajudar a não apanhar. A pegar o caminho mais iluminado, a escolher a fruta que não vá dar congestão, a evitar tentar saltar o penhasco e caminhar um pouco mais para atravessar pela ponte.
Não finjo que ele, o medo, não existe. Pelo contrário: ele, para mim, é um amigo cauteloso, que me dá conselhos. Uma espécie de Grilo Falante (Lembra? Do Pinóquio?), que fica sobre o ombro esquerdo tentando me ajudar a optar por caminhos menos propensos a erros. (Sobre o ombro direito fica o Cupido. E esse só me leva a caminhos onde é impossível não errar.)
Levo tão a sério o meu Grilo Falante particular que até o batizei: ele se chama… Medo. Assim, com M maiúsculo. Nada original, eu sei. Mas é que se eu desse um nome fantasia, como São Jorge Destruidor de Dragões, seria uma maneira de eu fingir que ele não existe, e não é essa a ideia.
Às vezes o Medo me diz: não vá por aí, e eu o desobedeço. Às vezes, não. Qual o critério? Uma pergunta simples: vale a pena?
Se eu adoraria viajar para aquela cidade, mas tenho medo do voo, vou enfrentar? Sim, porque quero muito ir. E se estou com preguiça de caminhar, vou pegar carona com um motorista bêbado? Não, né? Em casos como esse, obedeço ao meu amigo Medo. E conhecidos que tomam a mesma decisão dizem que não é medo, mas cautela/bom senso/ prudência. Que seja!
O Medo é meu amigo e, às vezes, eu o enfrento. Por exemplo: toda vez que devo uma crônica para a Espresso, tenho medo de que não gostem. Mas envio mesmo assim: não o obedeço. Mas o Medo não se magoa facilmente e continua aí, na luta, firme e forte sobre meu ombro. Valeu, Medo, você é um amigão. Obrigado por já ter me livrado de tantas enrascadas!
*Pedro Cirne é chefe de reportagem do UOL Notícias. Fale com o colunista pelo e-mail aftertaste@cafeeditora.com.br



Cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, baristas, proprietários de cafeteria e apreciadores de café de todo o mundo se reuniram na 3ª edição da Semana Internacional do Café, que aconteceu entre os dias 24 e 26 de setembro. Mais de 13 mil pessoas passaram pelo evento para aprimorar conhecimentos, fazer negócios e explorar as tendências do setor cafeeiro. Durante o evento, cerca de R$ 25 milhões em negócios foram iniciados, estimulando toda a cadeia produtiva do grão. O evento, considerado o maior do País e um dos principais do mundo, é uma oportunidade para o Brasil mostrar aos mercados nacionais e internacionais sua produção de qualidade. Para Roberto Simões, presidente da FAEMG, uma das entidades organizadoras do evento, os cafés brasileiros e, em especial, os produzidos em Minas Gerais, já têm se consolidado como referência mundial. “A SIC é uma oportunidade para que o produtor apresente o resultado do trabalho desenvolvido em sua propriedade, fazendo bons negócios”.
Mariana Proença, diretora de conteúdo da Café Editora, idealizadora do evento, afirma que este ano as expectativas foram superadas, tanto em relação ao número de visitantes quanto em qualidade. “Vieram pessoas de todo o Brasil em busca de cafés especiais. Pessoas que vieram em busca de novidades e inovação”, afirma. Priscilla Lins, gerente de Agronegócios do Sebrae, outra entidade que está à frente da realização da SIC, ressalta que esta edição consolidou a estratégia de ter Minas Gerais como centro das atenções na cadeia do café. “Os eventos técnicos focados nas áreas de ‘Mercado e Consumo’, ‘Conhecimento e Inovação’ e ‘Negócios e Empreendedorismo’ foram grandes sucesso de público e qualidade técnica. O produtor pôde ver que ele é a razão do negócio do café, que movimenta tanta gente e tem milhões de consumidores pelo mundo; ver que a cadeia do café que gera tanta renda, empregos e satisfaz tantos consumidores pelo mundo só existe pelo trabalho dele.” A quarta edição da Semana Internacional do Café já tem data marcada, será em Belo Horizonte, de 22 a 24 de setembro de 2016, no Expominas.







Baristas e degustadores de café de todo o Brasil se encontraram na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, para disputar os Campeonatos Brasileiro de Barista, Métodos de Preparo e Cup Tasters. As competições chegaram ao fim neste sábado (26/9). Confira os vencedores. 





Os Campeonatos Brasileiros de Barista, Métodos de Preparo e Cup Tasters estão sendo realizados em Belo Horizonte, na Semana Internacional do Café. Até este sábado (26/9) baristas de todo o Brasil se apresentam, preparando bebidas conforme as regras da Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB). Os profissionais têm a oportunidade de mostrar aos jurados todo o seu talento, habilidade, conhecimento e organização. Até o momento 18 competidores participaram do 15º Campeonato Brasileiro de Barista, em que os participantes têm 15 minutos para preparar e servir aos juízes: 4 espressos, 4 cappuccinos e 4 drinques de assinatura, mas apenas, seis foram selecionados para a próxima fase que acontece neste sábado. São eles:
Denis Guilherme Barbosa – Octávio Café (SP) Juliana Ferreira de Melo – Octavio Café (SP) Hugo Santos Silva – Octávio Café (SP) João Augusto Michalsky – Café Du Coin (PR) Leonardo Moço – Barista Coffee Bar (PR) Ivan Totti Heyden – Academia do Café (MG) Já o 5º Campeonato Brasileiro de Preparo de Café, em que cada barista precisa mostrar sua técnica e habilidade para extrair o melhor do café no método de preparo escolhido, foram 10 participantes e seis escolhidos para a final, que também acontece neste sábado. O vencedor irá representar o Brasil na China. Conheça os finalistas:

