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3ª edição do Fórum Mundial de Produtores de Café acontece em julho

No dia 15 de julho acontece a 3ª edição do Fórum Mundial de Produtores de Café (WCPF, em inglês), que tem como objetivo a criação de Planos Nacionais de Sustentabilidade do setor cafeeiro. O evento, que será virtual por conta da pandemia de Covid-19, reunirá diversas autoridades de vários países desta vez em Ruanda, na África. O Fórum acontece a cada dois anos e já contemplou a Colômbia e o Brasil.

A segunda edição aconteceu em 2019, em Campinas (SP), e foi organizada pelo Conselho Nacional do Café (CNC) em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul). A cada edição são esperados representantes dos produtores rurais, indústrias, governos, agências multilaterais e ONGs de mais de 40 países.

“O Fórum surgiu da constante preocupação, observada nos últimos anos, da falta de renda, de bem-estar e de prosperidade aos cafeicultores e suas famílias, que ficam com pequena fatia dos bilhões de dólares movimentados anualmente na cadeia cafeeira. Como continuidade dos trabalhos das duas edições anteriores, no evento virtual do próximo mês, buscaremos a definição sobre o conceito de prosperidade para produtores de café e quais ações e cooperações internacionais são necessárias para, de fato, se alcançá-la”, explicou Vanusia Nogueira, Diretora Executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e representante do Brasil no comitê internacional do WCPF.

Já para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, o Fórum é uma excelente oportunidade para reunir e debater mundialmente sobre o futuro do setor cafeeiro. “Precisamos pensar nas gerações de cafeicultores futuras, em tornar a produção de café cada vez mais sustentável, com garantia de renda digna aos produtores”, ressaltou.

O Fórum deste ano irá abordar a prosperidade dos cafeicultores e a sustentabilidade da cadeia de valor mundial do café. O objetivo do evento é analisar e desenvolver uma agenda ambiciosa rumo à leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Cafezal

Cafés do Brasil: Conheça as regiões produtoras do grão!

Diversidade, produção, origem, qualidade, dedicação e cuidado, definem as mais de trinta regiões produtoras de café no País

Produzir café não é uma tarefa fácil, exige muito conhecimento, tempo, paciência e planejamento. Cuidados na lavoura, preocupação com custo, variedades a ser plantadas são questões que permeiam, na maioria das vezes, a vida de uma família inteira, cada um dos seus integrantes em suas funções na busca por um objetivo: café de qualidade e que agrade ao consumidor.

Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), 85% da produção total de cafés especiais vem de pequenos produtores. O Brasil é considerado o maior fornecedor de cafés especiais do mundo. Em 2020, a BSCA atualizou o mapa das origens produtoras do Brasil – que conta com mais de trinta zonas do cinturão cafeeiro – apresentando ao consumidor a grande diversidade de cafés que produzimos e valorizando cada região. Separamos as características de cada uma!

Acre

O estado utiliza os mesmos materiais genéticos da vizinha Rondônia, com o cultivo de robusta. Por isso, os cafeeiros são jovens, têm entre três e quatro anos, e recebem o emprego de tecnologias, como cultivo adensado e manejo de poda – em contrapartida às antigas lavouras abandonadas. Os plantios se concentram em Acrelândia e se desenvolvem no sistema de sequeiro ou irrigado. A boa precipitação de chuvas e o período seco mais curto da região favorecem o desenvolvimento das plantas.

Alta Mogiana 

A cafeicultura é tão antiga na região que preenche capítulos na história do País entre os séculos XIX e XX. A cultura mantém tradição e importância por mais de 200 anos com plantios de arábica, que se estende por quinze municípios distribuídos em meio aos polos cafeeiros de Franca, Pedregulho e Altinópolis. Aroma de chocolate amargo, acidez cítrica e corpo balanceado compõem as principais características desse café, cultivado entre 900 e 1000 metros de altitude, com Indicação de Procedência (IP).

Atlântico Baiano

Localizado no sul da Bahia, esse polo, formado por 35 municípios, divide com outros dois (Cerrado e Planalto) a produção cafeeira do estado. Somente no Atlântico Baiano é cultivado o café conilon, que encontra boa luminosidade e clima para a produção, cujas lavouras têm recebido investimentos em irrigação e adensamento. Os grãos são processados por via úmida (cereja descascado e lavado), técnica comum entre os produtores de arábica.

Campo das Vertentes

Em maio, essa região, que cultiva arábica e no ano passado produziu cerca de 750 mil sacas de café, foi reconhecida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) como mais uma área produtora de café em Minas Gerais, apesar de cultivar café desde 1860. O título é fundamental para agregar valor à produção, especialmente se for conquistada a Identidade Geográfica (IG). Por meio dela, a cafeicultura ganha visibilidade, investimentos e novos projetos. A região é composta de dezessete municípios, entre eles Santo Antônio do Amparo, que está a 180 quilômetros de Belo Horizonte; São João Del Rei; Conceição da Barra de Minas; Carmo da Mata. Destaque para variedades como bourbon amarelo, topázio, catiguá, catucaí amarelo e catuaí. Em novembro de 2020, a região conquistou a Indicação de Procedência.

Caparaó

Nas montanhas do Caparaó, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os cafeeiros cultivados acima de 1.000 metros conquistaram, em fevereiro de 2021, o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Isso significa que o grão cultivado na região é singular, com qualidade e características ligadas unicamente a esse local, que resultam em bebida com aromas complexos, acidez delicada e corpo que varia de sedoso a cremoso.

Lavoura de café no Caparaó – Foto: Agência Ophelia

Ceará

É no Maciço do Baturité (a 100 quilômetros de Fortaleza) que o estado se destaca pelo cultivo de café sombreado no sistema agroecológico instalado em médias e pequenas propriedades rurais. A produção artesanal – que não ultrapassa 12 mil sacas -, que passa pelos processos de manejo, colheita e secagem, é comercializada dentro do próprio Ceará. Mas o intuito é expandir fronteiras, com o trabalho de entidades e cooperativas que buscam aumentar a produtividade e o reconhecimento do mercado de cafés especiais. 

Cerrado Mineiro 

A primeira região do país a receber a Denominação de Origem (DO) por seus cafés especiais, em 2013. Por sinal, os produtores de lá foram os pioneiros nesse tipo de cultivo hoje presente em 55 municípios localizados entre Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas. Os plantios em altitudes entre 800 e 1.300 metros, o verão úmido e inverno ameno e seco compõem o terroir que dá origem a uma bebida adocicada, com sabor de chocolate e acidez delicada. leia mais…

TEXTO Janice Kiss e Natália Camoleze

Cafezal

Música, café e turismo: Conheça a produção da Cafezal em Flor

Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal; Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezal; Ai menina, meu amor, minha flor do cafezal… esse é o trecho da música Flor do Cafezal, de Luiz Carlos Paraná, lançada em 1967, que, na voz de Inezita Barroso, foi a inspiração para o nome da Pousada Cafezal em Flor. 

Por causa da pandemia de Covid-19, nossa última viagem a uma fazenda havia sido no comecinho de fevereiro, à Barra do Choça, na Bahia. Já estávamos tristes por não poder acompanhar as produções de todo o Brasil neste ano.

O mês de outubro chegou e com ele a notícia de que São Paulo, segundo o governo, estava na fase verde, e as coisas começaram a ser liberadas. Foi aí que recebemos o convite da organização do Global Coffee Festival para produzir um vídeo sobre uma produção cafeeira próxima à capital. Logo pensamos na Pousada Cafezal em Flor, que tem como ponto forte o turismo alinhado com o café, para que o público internacional pudesse conhecer. Aqui trazemos um pouquinho do que vimos por lá!

Estrutura

A Cafezal em Flor fica na Serra da Mantiqueira, no Circuito das Águas Paulista, em Monte Alegre do Sul, a mais ou menos duas horas de São Paulo, e conta com chalés que levam os nomes das variedades do grão, além de apresentar o funcionamento da produção, ou seja, é uma oportunidade de conhecer cada etapa por que o café passa e se hospedar, o que eles chamam de agroturismo.

Quem nos recepcionou nessa jornada foi o arquiteto Mateus Poli Bichara e sua mãe, Marcia Regina Poli Bichara, que é uma das precursoras desse projeto, ao lado do seu marido, Tuffi Bichara. A história começou há vinte anos. “Foi um sonho dos meus pais essa ideia de agroturismo. Minha mãe é formada em História e meu pai é da área de Agronomia. Eles juntaram o amor dos dois até surgir este lugar”, exclama Mateus.

Mateus Poli Bichara é arquiteto e une a paixão da profissão com o turismo e a produção cafeeira

“Eu sou historiadora, sempre gostei da história do café. Meu marido é especialista em produção de alimentos e se apaixonou pelo cultivo do grão. Sonhamos com o lugar, em que as pessoas pudessem acompanhar a produção, e assim começamos o projeto”, explica Marcia. 

Ela conta que, quando chegaram ali, havia um cafezal muito antigo e um terreno cheio de pedras que muitos desvalorizavam. “Nós enxergamos este lugar, com uma vista linda para o Rio Tamanducaia, como uma possibilidade de manter a tradição arquitetônica da região, com o uso de pedra, construção com material recuperado, seguindo o estilo de uma casa de colônia, de chalezinho, com pintura a cal e também com uma produção de café que não fosse aquela convencional.”

“Na época, muita gente achava estranho como trabalhávamos aqui, colhendo no pano, secando direitinho no terreiro, mexendo o café no terreiro. Então a gente já entrou no mundo do café leia mais…

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Agência Ophelia

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Conheça a nova Diretora Executiva da Aliança Internacional das Mulheres do Café

Sarada Krishnan é a nova Diretora Executiva da IWCA Global (Aliança Internacional das Mulheres do Café, em português). Ela conta com uma experiência em pesquisa e cultivo de café que inclui um bacharelado em Horticultura na Índia, mestrado em Horticultura pela Colorado State University e uma pesquisa de doutorado na University of Colorado, Boulder, com foco na genética da conservação de espécies silvestres de café (Coffea spp.) em Madagascar.

Sarada atua como Diretora de Horticultura e Centro para Iniciativas Globais no Jardim Botânico de Denver, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Além de sua pesquisa e experiência profissional, é co-fundadora da JAwIC – IWCA Jamaica – junto a outras líderes no país, onde ela também produz café, em Portland, na internacionalmente conhecida região Blue Mountains.

Ela também atuou em vários conselhos e comitês locais, nacionais e internacionais, incluindo:

– Docente afiliada ao Departamento de Horticultura e Arquitetura Paisagista da Colorado State University (CSU);

– Reitora da CSU do Conselho de Liderança Agrícola da AgroIndústria;

– Integrante do Conselho de Diretores do Plant Select, um programa colaborativo de introdução de plantas entre o Jardim Botânico de Denver, a Universidade do Estado do Colorado e a indústria verde do Colorado;

– Atua no Conselho Consultivo de Recursos Genéticos Nacionais do USDA e é presidente do Comitê de Germoplasma de Plantações de Café e Cacau da USDA;

– Integrante do conselho e vice-presidente de Programas para Mulheres Frist International Fund, uma organização sem fins lucrativos que oferece pequenas doações para projetos de base que empoderam mulheres e meninas na África Oriental e na Índia.

Como Diretora Executiva, Sarada Krishnan supervisionará os programas da IWCA, a arrecadação de fundos e eventos da IWCA, enquanto executa planos estratégicos para o crescimento organizacional nos próximos anos.

Sua experiência profissional diversificada ajudará a identificar novas oportunidades para desenvolvimento de liderança, visibilidade ampliada de mercado e parcerias que irão beneficiar as integrantes da Rede Global de Capítulos da IWCA formada por 27 países.

Para saber mais sobre o trabalho da IWCA Brasil, acesse o site.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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História de fundação da BSCA é explorada em segundo episódio de websérie

Nesta quarta-feira (2) acontece o lançamento do segundo episódio da websérie “A História do Café Especial – O olhar da BSCA em 30 anos”, realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Café Editora.

O vídeo da vez aborda a fundação da BSCA e o começo do movimento dos cafés especiais no Brasil, temas contados por grandes nomes do setor, como Marcelo Vieira, da Fazenda Lagoa e Alfenas Agrícola; José Francisco Pereira, da Cia Agropecuária Monte Alegre; Carlos Brando, da P&A Marketing; Miriam Monteiro de Aguiar, da Fazenda Cachoeira; e Cristiano Ottoni, da Bourbon Specialty Coffees.

Movimento da xícara ao grão

Com novos episódios lançados todas as quartas-feiras no YouTube da BSCA e no Instagram da Revista Espresso, o projeto busca levar informações relevantes sobre a cadeia do café especial ao consumidor final e a todas as pessoas que não possuem conhecimento deste universo, rebobinando o trajeto da bebida da xícara ao produtor e sua lavoura.

Com o intuito de aproximar as pontas do setor, a websérie conta com linguagem acessível e tradução em inglês. Deste modo, mais pessoas ao redor do mundo também podem conhecer de perto a história do café especial no Brasil e ficar por dentro de toda a qualidade da produção nacional!

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

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Marco histórico para Rondônia: Robustas Amazônicos conquistam selo de Denominação de Origem

Rondônia foi reconhecida como a primeira Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), de café canéfora (robusta e conilon) sustentável do mundo. O selo foi concedido nesta terça-feira (1/6) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e consolida a qualidade dos Robustas Amazônicos.

O pedido foi feito pelos Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia (Caferon) em março de 2020. A nova D.O. é válida para cafés em grãos Robustas Amazônicos cultivados em 15 municípios: Alta Floresta d’Oeste, Cacoal, São Miguel do Guaporé, Nova Brasilândia d’Oeste, Ministro Andreazza, Alto Alegre dos Parecis, Novo Horizonte do Oeste, Seringueiras, Alvorada d’Oeste, Rolim de Moura, Espigão d’Oeste, Santa Luzia d’Oeste, Primavera de Rondônia, São Felipe d’Oeste e Castanheiras.

A conquista valoriza não somente os Robustas Amazônicos, mas todo o processo de produção nas lavouras do estado. “Eu acho que a IG representa uma virada de página, um verdadeiro marco para a cafeicultura na Amazônia”, comemora Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia.

Para ele, que acompanha de perto todo o trabalho dos cafeicultores da região nos últimos anos, os robustas ainda sofrem com a má fama conquistada em décadas de cultivo sem devidos cuidados no pós-colheita, porém o cenário vem mudando, ainda mais com o novo selo. “Os Robustas Amazônicos Finos são a representação de todo o potencial de qualidade dos cafés canéforas. Representam a evolução de uma cadeia de produção que tem crescido para se tornar mais sustentável, eficiente, qualitativa e inclusiva”, comenta.

A cafeicultura é uma das principais atividade agrícolas no estado, sendo realizada por 17.388 agricultores familiares, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Deste total, 10.147 (58,4%) estão estabelecidos nos municípios inseridos na região de abrangência da IG Matas de Rondônia.

“A IG dos cafés especiais produzidos nas Matas de Rondônia, uma região incrustada no interior do estado, representa um modelo de produção agrícola que desejamos para toda a Amazônia. Produtos leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Renata Silva/Embrapa Rondônia

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Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso já tem data marcada

A illycaffè realiza a 30ª edição do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso no próximo dia 17 de junho, às 18h, em formato virtual. A transmissão é aberta ao público e pode ser acessada aqui.

O evento contará com a participação de lideranças da illycaffè, como o CEO Massimiliano Pogliani, o presidente Andrea Illy e os diretores Anna Illy e Alessandro Bucci, diretamente de Trieste, no norte da Itália.

Os seis melhores cafés do Brasil na safra 2020/2021 serão conhecidos na cerimônia de premiação, recebendo diplomas e valores em dinheiro. Os três primeiros colocados participarão do 6º Prêmio Internacional Ernesto Illy (EIICA), que acontece em dezembro de 2021, quando será revelada a ordem de classificação entre eles (primeiro, segundo e terceiro colocados).

Na premiação nacional, 40 finalistas concorrem ao pódio, selecionados entre os responsáveis pelas 567 amostras inscritas e aprovadas segundo os critérios do concurso. Clique aqui para conhecer os finalistas.

Na cerimônia do 30° Prêmio Ernesto Illy também serão destacados os premiados das categorias regionais. Para esta premiação, a illycaffè divide o mapa do Brasil em 10 regiões: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Chapada de Minas, Matas de Minas, Espírito Santo, Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo, Sul e Centro-Oeste.

Em 30 anos de história, o Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso, uma das premiações mais tradicionais da cafeicultura brasileira, já reuniu mais de 17 mil produtores inscritos e distribuiu mais de R$ 6 milhões em prêmios.

TEXTO Redação

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Espécie redescoberta em Serra Leoa pode salvar o futuro da cafeicultura

Uma espécie de planta de café esquecida, capaz de crescer em ambientes mais quentes, pode ajudar a salvar a cultura das mudanças climáticas. Cientistas preveem que, em breve, estaremos tomando o café da Stenophylla, uma planta selvagem rara da África Ocidental, que tem o sabor do café arábica, mas cresce em condições mais quentes.

À medida que as temperaturas sobem, se torna cada vez mais difícil cultivar um bom café. Estudos sugerem que até 2050 cerca da metade das terras usadas para plantar o grão de alta qualidade será improdutiva. Encontrar um café selvagem que seja saboroso e tolerante ao calor e à seca é “o Santo Graal da produção de café”, diz Aaron Davis, chefe de pesquisa de café do Kew Gardens, o jardim botânico de Londres.

“Como alguém que provou vários cafés selvagens, posso dizer que, em geral, eles não são bons, não têm o gosto do arábica, então nossas expectativas eram muito baixas”, conta ele à BBC News, falando sobre outros tipos que não a Stenophylla. “Ficamos completamente impressionados com o fato de que esse café tem um sabor incrível. Ele tem outros atributos relacionados à sua tolerância ao clima: cresce e pode ser colhido em condições muito mais quentes do que o café arábica”, completa.

A Coffea stenophylla é uma espécie de café selvagem da África Ocidental que, até recentemente, acreditava-se estar extinta fora da Costa do Marfim. Recentemente, a planta foi redescoberta crescendo em meio à natureza selvagem em Serra Leoa, onde era cultivada em plantações há cerca de um século.

Uma pequena amostra dos grãos de café de Serra Leoa e da Costa do Marfim foi torrada e usada para preparar a bebida, que depois foi degustada por um painel de conhecedores de café. Mais de 80% dos jurados não foram capazes de notar a diferença entre o café feito com a Stenophylla e o café mais popular do mundo, o arábica, em degustações às cegas, segundo informaram os pesquisadores em estudo publicado na revista Nature Plants. Eles também modelaram dados climáticos para a planta, o que sugere que ela pode, potencialmente, tolerar temperaturas pelo menos 6°C mais altas do que o café arábica.

As primeiras mudas de Stenophylla serão plantadas neste ano. A ideia é começar a avaliar seu potencial para preservar o futuro do café de alta qualidade. Davis espera que a Stenophylla volte um dia a ser cultivada em Serra Leoa em larga escala. “Este café não vai estar nas cafeterias nos próximos dois anos, mas acho que dentro de cinco a sete anos, vamos vê-lo entrar no mercado como um café de nicho, como um café de alto valor, e depois disso eu acho que será mais comum”, avalia.

O estudo foi realizado em colaboração com o instituto de pesquisa francês Cirad e a Universidade de Greenwich, em Londres.

TEXTO As informações são da BBC News • FOTO Agência Ophelia

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Espírito Santo conquista registro de Indicação de Procedência para cafés canéfora

Na última terça-feira (11), o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) concedeu o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), para os cafés canéfora (conilon) produzidos no Espírito Santo. O pedido havia sido feito pela Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo (Fecafés).

O estado, que é o maior produtor de canéfora do Brasil, é o primeiro a receber uma Indicação de Procedência para os cafés da espécie. “No país, o Espírito Santo é referência nacional e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do café conilon, que foi iniciada no estado ainda em 1912, com a introdução das primeiras mudas e sementes do produto”, destacou a Revista da Propriedade Industrial (RPI), onde foi divulgada a conquista.

Com o registro, o estado capixaba chega a marca de três Indicações Geográficas conquistadas este ano. Em fevereiro, a região do Caparaó obteve o selo de IG na modalidade Denominação de Origem (DO) para cafés arábica, assim como a região das Montanhas do Espírito Santo, que conseguiu o título no começo do mês de maio.

Ainda de acordo com a RPI, o café conilon é o principal produto agrícola do Espírito Santo, sendo responsável pela geração da maior parte da renda e dos empregos no meio rural na maioria deles. Atualmente o estado possui uma área de aproximadamente 300 mil ha ocupada com a produção de café conilon e uma produção de 10 milhões sacas/ano.

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

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Montanhas do ES é a quarta região brasileira a conquistar selo de Denominação de Origem para café

A região das Montanhas do Espírito Santo finalmente conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem para café. O registro foi concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e divulgado nesta terça-feira (4). O pedido foi solicitado em dezembro de 2019 pela Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo (Acemes).

Para Rodrigo Dias, presidente da Acemes, toda a cadeia produtiva dos cafés especiais das Montanhas do Espírito Santo é impactada positivamente com a conquista: “Ganha o cafeicultor, com maior agregação de valor, proteção, reconhecimento e valorização do produto. Ganha a região, com mais geração de emprego e maior visibilidade do agroturismo entorno o café. Ganha o consumidor, que vai consumir um produto com garantia de origem controlada e qualidade”.

Ele destaca que os cafés certificados com selo da Indicação Geográfica são grãos especiais acima de 80 pontos, produzidos de acordo com as normas do caderno de especificações técnicas que regem todo o processo produtivo, do campo à xícara.

A nova D.O. é válida para os grãos arábica verdes (crus), torrados e/ou moídos cultivados em 16 municípios: Afonso Claudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

O que é Denominação de Origem?

É um nome geográfico que designa produtos cujas qualidades ou características se devam exclusivamente ou essencialmente a determinada região, ou seja, um produto só é daquele jeito por causa do local em que foi produzido, levando em consideração o meio geográfico e os fatores naturais e humanos. Desse modo, ele não pode ser produzido em nenhum outro lugar.

“Com base na documentação anexada, foram apresentados os fatores naturais e humanos do meio geográfico que influenciam as características sensoriais do café produzido nas Montanhas do Espírito Santo. Como fatores naturais destacam-se altitudes que variam de 500 a 1.400 m, temperatura média anual de 18 a 22ºC e pluviosidade média anual entre 1.000 e 1.600 mm. Os fatores humanos incluem plantio e colheita do café de base predominantemente artesanal, e herança familiar e cultural diversa”, detalha o documento divulgado pelo INPI.

Com a conquista das Montanhas do Espírito Santo, o Brasil passa a ter quatro Denominações de Origem para café arábica. A primeira região a obter o selo foi o Cerrado Mineiro em 2013, seguida pela Mantiqueira de Minas, que adquiriu em junho de 2020, e pelo Caparaó, que recebeu em fevereiro de 2021.

Já em relação às D.O. para o café canéfora, a região das Matas de Rondônia, berço dos robustas amazônicos, está na fase final do processo, que pode ser encerrado ainda este ano. Rondônia é o segundo maior estado que mais produz a espécie, ficando atrás apenas do Espírito Santo.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Agência Ophelia