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Campeonato Torrefação do Ano 2026 recebe inscrições até 7/5

O campeão assegura vaga na final da edição nacional, que acontece em novembro na SIC, em Belo Horizonte (MG)

Vencedores do campeonato na Semana Internacional do Café (SIC) em 2025

Estão abertas as inscrições para a competição Torrefação do Ano 2026, organizada pela Attila Torradores. A primeira etapa acontece de 26 a 29 de maio no Fispal Food Service, em São Paulo (SP). 

O vencedor garante vaga na final do campeonato, que acontece durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, entre 11 e 13 de novembro. As inscrições custam R$ 350 e podem ser feitas no site da empresa.

O concurso está na 6ª edição e busca aprimorar a qualidade das torrefações com provas que envolvem criatividade e consistência, além de participação do público. Os cafés do campeonato são das Fazendas Diamante – que ficam nos municípios mineiros de Martins Soares, Manhumirim e Caparaó e cada torrefação escolhe 2 kg de um deles para trabalhar. 

Depois de um dia de treino, os competidores entregam uma amostra de 150 g, que será avaliada por juízes sensoriais. As três melhores serão, então, provadas pelo público, que elegerá a ordem dessas torrefações no pódio.  

O quê: Torrefação do Ano 2026 – edição Fispal
Quando: 26 a 29 de maio
Onde: Durante a Fispal 2026, no Distrito Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1.209, São Paulo – SP)
Inscrições: R$ 350, até 7 de maio, no site da Attila Torradores

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Brasileiro de Brewers começa nesta sexta (24) em São Paulo

Campeão garante vaga no World Brewers Cup 2026, na Bélgica, entre 25 e 27 de junho

O Campeonato Brasileiro de Brewers começa nesta sexta-feira (24) e segue até domingo (26) no Mercado Municipal de São Paulo. Organizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a competição reúne 20 baristas para a disputa, e o vencedor representará o Brasil no mundial  em Bruxelas, na Bélica, entre 25 e 27 de junho, durante a edição do World of Coffee no país europeu.

Ao longo dos três dias, os competidores se enfrentam em rodadas eliminatórias que envolvem o preparo de café, em dez minutos, em um método filtrado escolhido pelo competidor. O café, servido em três xícaras, será avaliado por três juízes sensoriais em atributos como aroma, sabor, acidez, corpo e equilíbrio. Um juíz técnico observa execução, organização e precisão no preparo da bebida.

Confira a agenda

 24/04 (sexta-feira)

  • Abertura da arena: 8h30
  • Início das apresentações: 9h30
  • Encerramento do dia: 15h

25/04 (sábado)

  • Abertura da arena: 8h15
  • Início das apresentações: 9h18
  • Término das eliminatórias: 10h30
  • Anúncio dos finalistas: 11h50
  • Início das finais: 13h
  • Encerramento do dia: 17h

26/04 (domingo)

  • Abertura da arena: 8h30
  • Início das apresentações: 9h
  • Premiação: 15h
  • Encerramento: 15h30

Confira os competidores

Anderson Dize Mena (dizeanderson_barista)
Barista, São Paulo/SP

André Phillipe (@theniggaofcoffee)
Ristto Coffee, Rio de Janeiro/RJ

Carol Vieira (@coffeecarol_)
Barista, Curitiba/PR

Daniel Vaz (@Daniel_vaz)
Five Roasters, Rio de Janeiro/RJ

Emerson Nascimento (@emersonbarista1)
Barista, Rio de Janeiro/RJ

Gabriel Agrelli (@gabrielagrelli)
Daterra Coffees e Abigail Coffee Company, Campinas/SP

Guilherme Nunes (@Guiobarista)
Empreendedor, São Paulo/SP

Hugo Silva (@hugosilva.barista)
Sabino Torrefação, São Paulo/SP

Ju Morgado (@ju._morgado)
Barista, Brasília/DF

Juliana Mina (@chuchudalmina)
Royalty, Curitiba/PR

Juliana Sorati (@julianasorati)
Cafeteria Urbana, Campinas/SP

Léo Moço (@eusouleomoco)
Empresário, Curitiba/PR

Lucas Santos (@lucasfellipesantos)
Not Black Coffee, Goiânia/GO

Maurício Maciel (@baristamaciel)
Barista, Patrocínio/MG

Renan Dantas (@barista.nomade)
Oficina do Barista, São Paulo/SP

Rhus Batista (@volante.cafe)
Volante Café, Rio de Janeiro/RJ

Silas Silva (@fala.silas)
DCAE, Salvador/BA

Teo Paes (@pour.teo)
Unique Cafés, Carmo de Minas/MG

Tiago de Mello (@tiagodemelloshow)
Barista, São Paulo/SP

Antonio Neto / Tony (@tony.netobarista)
Buffet 3A, São Paulo/SP

TEXTO Redação

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Baristas da Ásia dominam o Mundial de Latte Art, em San Diego

Taiwan levou o troféu e Brasil, representado por Eduardo Olímpio, da Naveia, ficou em 15º lugar 

O painel final do World Latte Art Championship, realizado entre 10 e 12 de abril na World of Coffee San Diego, foi 100% asiático — com baristas do Leste e Sudeste do continente ocupando as seis primeiras posições. O título ficou com Bala-Shao Sing Lin, da UCC Taiwan, enquanto o brasileiro Eduardo Olímpio, da Naveia, terminou em 15º lugar.

Shao Sing Lin já havia conquistado o 3º lugar no mundial em 2023. Ele representa a UCC Taiwan, braço local da japonesa UCC Ueshima Coffee, que atua desde os anos 1980 na torrefação, industrialização e operação de cafeterias, com filiais em mais de 20 países. 

Na final, o campeão taiwanês superou Jacky Chang, da Afloat Coffee Roasters, da Malásia, que ficou em segundo lugar, seguido de Zhang Yuanyi (Shanghai Niu Niu Coffee, China), Banc Sarawut (CP Miji, Tailândia), Jay Kim (Coffee Monster Academy, Coreia do Sul) e Tatsuya Ishibashi (Connect Coffee, Japão).

O campeonato avalia desenhos feitos com leite vaporizado no café, com técnicas que vão do free pour a padrões elaborados, exigindo precisão, repetibilidade e execução estética sob pressão.

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World of Coffee começa nesta sexta (10) com brasileiro no Mundial de Latte Art

A cidade de San Diego, na Califórnia (EUA), recebe a World of Coffee nesta semana, de sexta (10) a domingo (12). Profissionais, empresas e entusiastas de diversos países reúnem-se em um dos principais encontros globais da cadeia do café. Além de lançamentos, experiências e debates sobre tendências do setor, o evento também concentra algumas das competições mais aguardadas do calendário internacional.

Entre os destaques da programação está o Campeonato Mundial de Latte Art, que coloca frente a frente baristas de diferentes nacionalidades em provas que exigem domínio técnico, consistência e criatividade na execução de desenhos com leite vaporizado. 

Eduardo Olímpio, campeão brasileiro de Latte Art

Representando o Brasil, o barista de Curitiba (PR) Eduardo Olímpio, atual campeão brasileiro, chega ao campeonato levando consigo a responsabilidade e a expectativa de repetir bons resultados no cenário internacional. 

“Eu tô muito feliz de ter, mais uma vez, a oportunidade de representar o Brasil”, disse Olímpio à Espresso. O barista, que participa pela terceira vez do mundial da categoria, contou que seu preparo foi intenso e desafiador, mas também muito especial. “Agora é dar o meu melhor e representar o Brasil da forma que ele merece. E espero que seja uma experiência leve, bonita e que todo mundo possa sentir isso também”.

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A arte do blend: como misturar grãos virou uma estratégia nas torrefações

Misturar grãos virou estratégia, tanto para manter o padrão de grandes marcas como para explorar novos perfis sensoriais nas torrefações artesanais

Em um mercado cada vez mais exigente, o segredo de um bom café pode estar na mistura. O blend, combinação de grãos de diferentes origens ou espécies, tornou-se sinônimo de consistência para grandes torrefações e de experimentação para cafeterias autorais.

É possível misturar cafés crus de várias regiões e torrá-los, ou – se a densidade dos grãos for diferente – torrá-los separadamente e blendar depois. Cada torrefação faz suas escolhas a partir dos lotes de cafés disponíveis. A illy é conhecida por ter um blend único para espresso – ano após ano, a torrefadora italiana entrega ao cliente o mesmo sabor na xícara. Elaborado com arábicas provenientes de nove países (Brasil, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda), é comum ouvir que o espresso illy leva 50% de café brasileiro. “Sim, o Brasil contribui com a maior quantidade de grãos, mas, dependendo da safra, pode ser mais ou menos”, diz Aldir Teixeira, CEO da Experimental Agrícola, empresa responsável por analisar, degustar e comprar os cafés da illy no país.

Anualmente, são feitos vários testes na sede da illy em Trieste, na Itália, até chegar ao blend que representa o sabor illy. Segundo Teixeira, a maior parte do café brasileiro comprado pela torrefadora é natural ou cereja descascado, mas não desmucilado. “É a mucilagem que dá corpo e doçura ao café brasileiro, que também tem notas de chocolate, características fundamentais para um bom espresso. O café do Brasil é ligado com cafés de outros países, que têm aromas como o floral. Agora, a illy pode usar um pouco mais de café da Etiópia ou de El Salvador, dependendo de como está o café naquele ano”, diz.

Aldir Teixeira, responsável pela compra de cafés da illycaffè

Para Lauro Araújo, gerente de P&D da 3corações, o segredo do blend é conhecer o consumidor. “Você precisa saber o que o café entrega, o que vai fazer com ele. Mas, no fundo, se não agradar o consumidor, não adianta ter receitas”, argumenta. Por isso, o grupo segue a seguinte estratégia: blends personalizados para cada região com as marcas regionais – como Santa Clara (Nordeste), Pimpinela (RJ), Itamaraty (PR) e Letícia (MG) – e blends únicos para todo o Brasil com a marca 3corações.

Para ter consistência nos seus blends, a 3corações tem uma boa política de compra e adquire cafés de todo o Brasil: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Matas de Minas, interior de São Paulo e Bahia, por exemplo. No entanto, toma-se o cuidado de um blend não ter o predomínio do café de uma única região. “Porque quando chega a safra seguinte, se tiver seca, algum problema, vou ter dificuldade em manter o blend”, explica Araújo. “Para cada produto, temos um blend que agrada o consumidor. E, dentro da disponibilidade das regiões, repetimos o blend. Pode ser que o Sul de Minas tenha tido quebra de safra e, para nos adaptarmos, buscamos o café mais parecido. Posso substituir por matéria-prima da Baixa Mogiana, da região de Espírito Santo do Pinhal, mas não posso pegar café de Capelinha, porque é muito diferente”, acrescenta. “Nós temos uma relação de respeito com o consumidor e, mesmo com a alta dos preços, não abrimos mão dos nossos blends, isso não é negociado”, diz.

No caso da Baristando, uma das maiores torrefações de cafés especiais e personalizados da região de Campinas, o blend é usado no rótulo clássico. “Nele, usamos cafés de São Paulo e Sul de Minas, com notas sensoriais de frutas, acidez média doce, corpo evidente e, no mínimo, 84 pontos na metodologia SCA”, diz o Q-Grader e mestre de torra Fernando Santana, CEO da empresa.

Fernando Santana, CEO da Baristando

“Sempre que diferentes cafés compõem um blend, a torra é feita separadamente e blendamos pós-torra, porque cada grão tem tamanho e densidade diferentes”, explica Santana, que utiliza torradores Probat 25 kg e Atilla 15 kg, além do software da Cropster para auxiliar no processo. “Não blendamos arábica com canéfora porque não temos necessidade, mas trabalhamos com 100% conilon da Fazenda Venturim”, acrescenta.

Por trabalhar com grandes volumes, quando se trata de cafés da mesma espécie, a 3corações blenda sempre o café cru. Para isso, utiliza torradores top de linha, como o alemão Probat 60, o coreano Stronghold – usado nos campeonatos mundiais de torra – e o americano Loring. Recentemente, a empresa adquiriu o alemão Neotec, que será instalado na fábrica de Montes Claros (MG). “Sabendo manejar a tecnologia de torra, condução, convecção e radiação, consigo trabalhar estes fatores”, diz o gerente de P&D da 3corações.

Metodologia para blend

“Blend não é uma arte, mas uma disciplina, que exige precisão”, afirma a barista Isabela Raposeiras, proprietária do Coffee Lab, na capital paulista. Não por acaso, a casa tem um curso de “Concepção de blends de café”, que transmite a metodologia de Isabela para se chegar a um blend, que – no caso do estabelecimento – é feito exclusivamente com a espécie arábica. “Blendar café não é aritmética. Não adianta misturar um café com corpo baixo com um café de corpo alto e achar que vai chegar a um café de corpo médio”, ensina Isabela. “Blendar café é química, você precisa de uma metodologia para te subsidiar nas decisões sensoriais, naquela interação química entre os cafés que está misturando”, diz.

Torra de cafés no Coffee Lab, por Isabela Raposeiras

O Coffee Lab tem um blend em seu espresso, mas, ao contrário da italiana illy, não tem o compromisso de entregar sempre o mesmo sabor. “Nosso espresso muda ao nosso bel prazer, mas sempre cuidamos do nível de doçura, de corpo e retrogosto. Não existe um padrão sensorial. Mesmo assim, todo mundo ama nosso espresso”, diz a barista.

O cliente do estabelecimento se acostumou ao modus operandi da casa, que trabalha com pequenos lotes. O rótulo café da Raimunda é um exemplo de blend. “A gente não garante a consistência do café, ele é imprevisível. Todo pacote é uma surpresa, porque trabalhamos com microlotes superexclusivos. Eventualmente, o cliente se apaixona por um café que nunca mais vai voltar, porque, mesmo sendo do mesmo produtor, cada safra é uma safra”, explica.

Embora reconheça o movimento e a importância dos cafés especiais de origem única, Isabela afirma que é insustentável – do ponto de vista financeiro – uma torrefação não fazer blends. “Além disso, há cafés que, juntos, ficam melhores do que separados”, diz.

Efeito preço

De acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Axxus sob encomenda da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), o boom de preços do café a partir de 2024 impactou o consumo da bebida. Em setembro, o levantamento ouviu 4,2 mil pessoas, e o resultado revelou uma retração no consumo: 24% dos participantes diminuíram o consumo da bebida em 2025 e 39% passaram a escolher uma marca mais barata na prateleira. “Nós percebemos uma migração, o consumidor que comprava meio quilo passou a comprar o pacote de 250 gramas”, diz Araújo.

Na contramão deste movimento, o Coffee Lab teve um incremento de vendas. “Aumentou a procura pelos nossos cafés, porque subiu muito o preço dos tradicionais e as pessoas passaram a ver mais valor em comprar um café de alta qualidade do que de baixa qualidade, pela diferença de preço. E não temos dificuldade em cobrar o que a gente precisa cobrar”, finaliza Isabela.

Texto originalmente publicado na edição #90 (dezembro, janeiro e fevereiro de 2026) da Revista Espresso. Para saber como assinar, clique aqui.

TEXTO Lívia Andrade • FOTO Divulgação

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Brasil na disputa: Jacques Carneiro encara o mundial de prova de cafés

Com 20 anos de experiência no mercado de cafés especiais, mineiro disputa pela segunda vez o mundial de Cup Tasters

Após 18 anos de sua participação no Campeonato Mundial de Cup Tasters, ocasião em que alcançou o terceiro lugar entre os melhores, Jacques Carneiro retorna aos holofotes após vencer a etapa nacional realizada entre 18 e 20 de março, em Carmo de Minas (MG), sua cidade natal.

Agora, a próxima parada é do outro lado do mundo. Ele representará o Brasil na competição global que acontece de 7 a 9 de maio, na World of Coffee em Bangkok, na Tailândia. “Estou super feliz de representar o Brasil lá em Bangkok, que não conheço mas terei a honra de conhecer”, comemora.

Em entrevista à Espresso, o provador fala de sua trajetória no café, seus objetivos na profissão e as expectativas em relação ao Mundial.

Espresso: Como tem sido sua trajetória profissional relacionada ao café até o momento? Conte um pouco das suas experiências, conquistas e desafios ao longo do caminho.

Jacques: Fechei um ciclo de gestão na CarmoCoffees há quatro anos e atualmente estou trabalhando como diretor de inovação na Unique Cafés Especiais junto aos meus irmãos. Minha carreira no café especial começou em 2004. Passei quase 20 anos me dedicando na educação e expansão dos cafés da Mantiqueira, baseado em Carmo de Minas e vendendo cafés especiais no mundo. Fui convidado recentemente para assumir a diretoria de inovação da Unique, com o desafio de levar cafés especiais e educação ao maior número de consumidores no Brasil. Participei do Campeonato Mundial de Cup Tasters em 2007 e onde fiquei em terceiro lugar.

E: Como foi ganhar o título de Campeão Brasileiro de Cup Tasters e o que significa ser um campeão brasileiro de prova de café?

J: Foi muito emocionante para mim, depois de tantos anos sem competir, poder representar nossa região no campeonato, ainda mais jogando em casa. Passou um grande filme da minha trajetória na minha cabeça, onde só tenho a agradecer a todas as pessoas que generosamente me ensinaram tanta coisa sobre cafés de qualidade. Queria agradecer a Mantiqueira de Minas, Cocarive, CarmoCoffees e principalmente a minha família, minha esposa Mariana e meus filhos, que me apoiam todos os dias para alcançar algo novo e desafiador. Queria, em especial, agradecer aos meus irmãos, Hélcio Júnior, Janaína e meu irmão de vida Gabriel Guimarães por me colocarem nessa disputa. Obrigado à Unique Cafés por confiar em mim e me abrir um novo ciclo profissional que, com certeza, será de muito trabalho, ética, generosidade e sucesso nos cafés especiais do Brasil.

E: Como se tornar campeão brasileiro pode impactar na sua vida profissional?

J: Um título brasileiro é sempre muito importante. Me dá forças e reafirma tudo aquilo que acredito e tento colocar no meu trabalho e nas minhas relações profissionais e pessoais. Sempre abre muitas portas e possibilidades para a minha carreira dentro do café especial. Obrigado BSCA pela realização, profissionalismo e oportunidade.

E: Como você pretende se preparar para o Campeonato Mundial de Cup Tasters e quais são as suas expectativas em relação a essa disputa?

J: Vou treinar muito. Já conto com a ajuda do Bruno Megda e do José Augusto Naves [campeões brasileiros em 2025 e 2023, respectivamente] para me direcionarem na competição mundial. Agradeço a todos os competidores e colegas de trabalho. Essa nossa classe de degustadores é muito importante em toda a cadeia dos cafés especiais. Gostaria de dividir esse título com todos os meus colegas provadores. Estamos juntos na democratização do café especial.

E: E quais os planos para o futuro? Pretende competir novamente?

J: Pretendo caminhar junto à Unique Cafés na expansão dos cafés especiais e educação de forma inovadora e impactante para chegarmos ao maior número de consumidores no Brasil. A vida é curta para tomar café ruim. Todo mundo deveria ter a oportunidade de tomar uma boa xícara de café especial e descobrir essa maravilha. E, sim, farei sempre o possível pra estar competindo todo ano, fortalecendo sempre essas competições que tornam nosso setor cada vez mais conhecido.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Jacques Carneiro vence o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters 2026

“A xícara sempre foi uma perspectiva profissional pra mim. A minha visão de café vem da xícara”, disse Jacques Carneiro, o novo campeão de Cup Tasters, à Espresso. Após 18 anos da sua participação no campeonato mundial, em que ficou em terceiro lugar, o diretor de inovação da cafeteria e torrefação Unique Cafés levou a melhor com cinco acertos (de oito trios) em 2 minutos e 37 segundos, na final do Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, competição realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), de 18 a 20 de março, no 2º Festival Mantiqueira de Minas, em Carmo de Minas. 

A final foi disputada com outros três competidores: Bruno Megda, que ficou em segundo lugar, com cinco acertos em 4:31; José Augusto Naves, em terceiro, com três acertos em 5:28; e Ellen Martins, que ficou na quarta posição, com três acertos em 6:15. “Essa vitória representa muito porque é um novo ciclo dentro de uma torrefação que eu amo”, destacou o campeão.

Os próximos passos acontecem do outro lado do mundo, na Tailândia, onde ele participará  do mundial da categoria, de 7 a 9 de maio. “Estou super feliz de representar o Brasil lá em Bangkok, que não conheço mas terei a honra de conhecer”, comemorou. 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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BSCA divulga datas dos Campeonatos Brasileiros de Brewers e de Torra

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) acaba de definir as datas dos Campeonatos Brasileiros de Brewers e de Torra. Este ano, as competições acontecem entre 24 e 26 de abril, no Mercado Municipal de São Paulo (SP), e de 6 a 8 de maio, no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha (MG), respectivamente. A divulgação foi feita entre quarta (11) e quinta (12) no Instagram da BSCA, organizadora das disputas. 

As inscrições para os campeonatos devem ser feitas no site da instituição – para o de brewers, elas abrem na próxima quarta-feira (18), às 10h, e para o de torra, na sexta-feira da próxima semana (20), no mesmo horário. Os campeões das categorias vão representar o Brasil nos campeonatos mundiais, entre 25 e 27 de junho, na World of Coffee de Bruxelas, na Bélgica.

De 18 a 20 de março, a BSCA realiza o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters durante o 2º Festival da Mantiqueira de Minas, em Carmo de Minas (MG). O vencedor vai competir no mundial da categoria, que acontece entre 7 e 9 de maio, na World of Coffee de Bangkok, na Tailândia.

TEXTO Redação

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Museu do Café abre exposição sobre percurso do café à xícara nesta sexta (12)

Embora a qualidade do café seja difícil de definir, é possível percorrer o caminho que transforma a planta em bebida e compreender como cada etapa influencia o que chega à xícara. Essa é a ideia da exposição “Café à Prova” do Museu do Café (rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos), que começa sexta  (12) no primeiro andar do edifício.

Correalizada pelo Cafés do Brasil, com apoio da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) e patrocínio da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) e da Ocramar Comércio e Exportação de Café, a mostra temporária promove uma imersão na temática com recursos visuais e interativos.  

A exposição aborda os diversos fatores que impactam a experiência de consumo, da variedade escolhida ao modo de preparo, com destaque para a prova de café. Um dos espaços centrais é a sala de prova, dedicada à experiência sensorial, onde haverá sessões de degustação e demonstrações do procedimento de prova. O objetivo é que os visitantes explorem diferentes métodos de preparo e variedades de grãos, refletindo sobre a qualidade da bebida a partir de suas próprias memórias, percepções e sensações.

“Temos a missão de preservar a história do café, mas também de atualizar essa narrativa, acompanhando as transformações do setor e a evolução dos hábitos do consumidor”, comenta Alessandra Almeida, diretora-executiva do Museu do Café. “Café à Prova vem justamente para ampliar o entendimento dos visitantes sobre as qualidades do café e como todo o percurso do grão à xícara impacta a experiência final de consumo”, aponta.

A mostra fica até agosto de 2026. O Museu do Café funciona de terça a sábado, das 9h às 18h, e aos domingos, das 10h às 18h. A entrada custa R$ 16, sendo gratuita aos sábados.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

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Origami Cup acontece no sábado (13) na Casa Osten, em São Paulo

A segunda edição da Origami Cup acontece neste sábado (13) na Casa Osten, no bairro paulistano de Pinheiros. A ideia da competição é divulgar o uso do dripper japonês, feito de cerâmica com relevos verticais laterais. 

“Houve um aumento significativo de competidores e um amadurecimento técnico que fortalece nossa cena de cafés especiais”, comemora Melissa Hsu, diretora da Origami Brasil, que destaca a proximidade do evento brasileiro com as competições internacionais – a primeira delas nasceu em 2019 na Indonésia, e hoje acontece em 14 países.

Neste ano, 36 baristas de vários estados vão disputar o título de melhor preparo no método japonês. Divididos em chaves de três competidores, eles têm cinco minutos para preparar e apresentar, no mínimo, 150 ml de café. O café escolhido para esta edição é de Luiz Paulo Pereira, da Fazenda Irmãs Pereira, em Carmo de Minas (MG), e a torrefação é a 15 Coffee Company, de Sorocaba (SP). 

Os participantes são avaliados tecnica e sensorialmente por júri técnico de Q-Graders e especialistas em cafés especiais, como Caio Alonso Fontes, CEO da Espresso&CO, Camila Arcanjo, coordenadora do Sindicafé-SP, Everton Tales, Coffee Hunter da 3corações, Bruno Megda, campeão brasileiro de Cup Tasters 2024 e Dionathan Almeida, campeão mundial de Cup Tasters 2024.

Além do troféu, os três primeiros lugares recebem prêmio em dinheiro (R$ 5 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro) e kit dos patrocinadores e apoiadores.

A 2ª edição da Origami Cup é patrocinada por Fazenda Guariroba, Bioma Café, Larulp, +Mu, Casa Bueno e Mundo Novo. Apoio de Nude, Peneira Alta Armazéns, Pasquali Máquinas, Kaleido, Fazenda Santo Amaro, FNA, Café das Letras e Table Comunicação. A Espresso é mídia oficial.

Serviço
2ª edição da Origami Cup
Quando: 12 de dezembro
Horário: 8h às 17h
Onde: Casa Osten – rua Henrique Schaumann, 170 – Pinheiros – São Paulo (SP)
Mais informações: www.instagram.com/origami_cupbr 

TEXTO Redação