Mercado

Sudoeste da China aponta crescimento no número de cafeterias

A China registrou um crescimento de 2,3% do PIB em 2020. Mesmo com a pandemia de Covid-19 em todo o mundo, a cidade de Chengdu, no sudoeste do país, viu seu crescimento dobrar a média nacional. Isso graças à rápida recuperação da cidade em seu setor de serviços.

Os dados mostram que em 2020 havia a média de uma nova cafeteria aberta todos os dias na cidade. Isso elevou o número total de cafeterias para mais de 4 mil, posicionando-se logo depois de Xangai e Pequim, sendo o terceiro maior mercado de café da China.

A cultura de Chengdu é considerada um elemento-chave para impulsionar o boom do café na cidade e aqueles que trabalham na indústria dizem que estão animados. “No geral, é uma coisa boa. Sinaliza que os negócios estão florescendo. Acho que há um potencial de crescimento futuro para a cultura do café em Chengdu porque a cidade tem suas raízes culturais no consumo de chá e as pessoas aqui preferem um estilo de vida descontraído. O café combina com suas necessidades”, explicou Li Jiangchun, fundador do Café G1.

Uma das cafeterias de Li na zona de alta tecnologia de Chengdu pode vender cerca de 300 xícaras de café por dia. Alguns analistas chegam a acreditar que o número total de cafeterias poderia ter leia mais…

TEXTO As informações são do CGTN / Tradução Juliana Santin • FOTO Jakub Kapusnak

Mercado

Concursos de qualidade de café ajudam a desenvolver cada vez mais o mercado brasileiro

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), aponta que os concursos de qualidade do café tiveram grande participação na evolução do mercado brasileiro.

A produção de grãos com maior qualidade tem elevado o padrão dos consumidores e impactado diretamente a produção, desde a seleção das cultivares da planta até o tipo de embalagem.

Entre os diversos concursos realizados anualmente no Brasil, existe o Cup of Excellence (COE), organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE). O evento ocorre desde 1999 e tem o objetivo de aumentar a produção de cafés especiais no mundo. Além das diversas etapas, ocorre o leilão dos cafés premiados entre os potenciais compradores.

Uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Administração da Ufla, orientada pelo professor Paulo Henrique Montagnana Vicente Leme, utilizou como suporte a teoria dos Estudos de Mercado Construtivistas (EMC), com o propósito de compreender como foi o passo a passo da criação do concurso ao longo do tempo e de que maneira isso refletiu na cadeia produtiva do café.

Conforme explica o professor, em termos mercadológicos, a partir da criação de concursos como o COE, houve o início da construção de um padrão de qualidade para os cafés especiais. “Embora o leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

Marcas apostam em novas tecnologias na comercialização de cafés

A Suplicy Cafés Especiais e a Onii, loja autônoma que permite realizar compras diretamente via aplicativo, acabam de anunciar parceria. O acordo prevê que a startup de varejo seja responsável pelo gerenciamento das operações de honest market da Suplicy Cafés em 12 pontos na cidade de São Paulo, em endereços como Av. Paulista, Av. Angélica, Av. das Nações Unidas e Av. Juscelino Kubischek.

De acordo com o fundador e CEO da Onii, Victor Bermudes, um dos grandes diferenciais da empresa é a utilização da inteligência artificial em seus sistemas. “Essa tecnologia permite melhorar a qualidade dos produtos, mapearmos quais são os itens e categorias mais consumidos, qual é o horário de pico, entre outras vantagens”, explica. Além disso, as operações também terão programas de cashback, no qual o usuário tem parte do valor gasto em uma compra reembolsado.

A implementação do sistema nessas unidades ocorreu de maneira gradual e os 12 pontos já contam com as tecnologias da Onii, se tornando Suplicy Cafés by Onii. “O Café Suplicy é uma marca consolidada que está acreditando que nossa tecnologia e operação irão atender as demandas que eles necessitam. Diante disso, essa parceria exemplifica a nossa competência em transformar qualquer loja em loja autônoma”, comenta Victor.

“A inovação e praticidade são bandeiras que o Suplicy busca cada vez mais entregar na experiência dos seus clientes. A parceria com a Onii, além de trazer estes dois pontos, nos permite crescer neste segmento”, explica Bruna Caselato, COO da Suplicy Cafés Especiais.

Para ter acesso aos produtos, é necessário que o usuário baixe o aplicativo da Onii e realize o cadastro com seus dados pessoais e cartão de crédito. Através da utilização do QR Code disponível no app, é possível acessar a loja e realizar a compra dos itens desejados.

Pagamento com PIX

Já a Nespresso anunciou que irá adotar o PIX nas 34 boutiques distribuídas nas principais cidades do País. Com o uso do sistema instantâneo de pagamento, a empresa busca proporcionar uma experiência leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Cecafé anuncia novo presidente do Conselho Deliberativo

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), fundado em 1999, representa e promove o desenvolvimento do setor exportador de café no âmbito nacional e internacional. A entidade oferece suporte às operações do segmento por meio do intercâmbio de inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos de cidadania e responsabilidade social. Atualmente possui 120 associados, entre exportadores de café, produtores, associações e cooperativas no Brasil, correspondendo a 96% dos agentes desse mercado no País.

Na última segunda-feira (8), o Cecafé anunciou o novo presidente eleito do Conselho Deliberativo no biênio 2021/2022, Nicolas Rueda, que é diretor presidente da empresa ED&F Man Volcafé Brasil.

Novo presidente do Cecafé, Nicolas Rueda Latiff, da Ed&F Man Volcafé

Para a nova gestão, também foram eleitos Günter Hausler, diretor geral da empresa NKG Stockler Ltda., para o cargo de vice-presidente, e Flávia Barbosa Paulino da Costa, sócia-diretora da Exportadora de Café Guaxupé, como secretária. A diretoria executiva do Cecafé segue representada pelo diretor geral, Marcos Matos, e pelo diretor técnico, Eduardo Heron Santos.

Nicolas Rueda sucederá Nelson Carvalhaes, que ocupou o cargo da presidência do Cecafé por dois mandatos, conforme rege o Estatuto Social, marcando sua gestão com a modernização, os avanços e a ampliação dos processos de transformação adotados na entidade nos últimos anos. Nelson Carvalhaes permanecerá como conselheiro da entidade.

O novo presidente do Cecafé terá como missão continuar o fortalecimento da representação política, buscando as melhores decisões em relação à modernização contínua da comunicação institucional e dos programas de responsabilidade social e sustentabilidade, de processos, estatísticas e inteligência comercial, ganhos de eficiência, transparência e prestígio do Cecafé nos âmbitos nacional e internacional. O executivo já atua como conselheiro do Cecafé desde 2016.

“Iniciamos essa gestão dando continuidade à excelente atuação anterior, implementando novos projetos para 2021 com um olhar voltado às futuras tendências do nosso setor. Buscamos trazer um planejamento estratégico para os próximos anos que contemple uma construção participativa e democrática, sempre alinhada aos pilares e objetivos da organização” pontua Rueda.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Manifesto por uma Cafeicultura Bio-Smart

A cafeicultura mundial já percorreu um longo caminho para fazer um café melhor: atingimos altos padrões de qualidade, aprendemos a criar sabores que amamos e evitar aqueles de que não gostamos. No que diz respeito à sustentabilidade, a indústria do café também tem feito grandes esforços para se tornar mais justa: dificilmente vai ser encontrada em outros setores a legítima responsabilidade ambiental e a atenção social presentes na cafeicultura. Ainda assim, dados mostram que o desafio é muito maior do que a nossa boa vontade.

Já foram degradados 25% da camada superficial do solo do planeta. Todos os anos, aproximadamente 12 milhões de hectares de solo produtivo são desertificados e o planeta tem pela frente apenas sessenta anos de colheitas. Esses são dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que afirma ainda que cerca de 70% de toda a água consumida no mundo é destinada à agricultura, e quase metade dela é desperdiçada. 

Segundo o World Resources Institute, a agricultura é responsável por 13% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, perdendo apenas para o setor de geração de energia e transporte. 

Voltando ao café, o World Coffee Research estima que as terras adequadas à produção dos grãos serão reduzidas pela metade até 2050 devido às mudanças climáticas. Adicione a essa equação outros desafios enfrentados por agricultores de todo o mundo: produtividade baixa, seca, aumento dos custos de insumos, baixos preços das commodities, aumento de pragas e doenças, êxodo rural, etc. Tudo isso põe em risco não apenas a bebida que mais amamos, mas também tudo aquilo do que nos alimentamos.

Nos dias atuais, já esperamos que a maioria das empresas do setor cafeeiro esteja aplicando práticas sustentáveis de produção e comércio. Ser apenas “sustentável”, no entanto, não é mais suficiente – é preciso ser Bio-Smart. leia mais…

TEXTO Gabriel Agrelli Moreira ‒ gerente de desenvolvimento de mercado da Daterra. • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

CafezalMercado

Selo Mais Integridade: Mapa premia 19 empresas do agronegócio por boas práticas

Na última sexta-feira (5), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entregou o Selo Mais Integridade para as organizações agropecuárias ganhadoras da 3ª edição. Neste ano, 19 empresas foram premiadas, sendo que quatro delas recebem a premiação pela segunda vez, e oito, pela terceira vez. As contempladas podem usar a marca do Selo em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações.

O Selo Mais Integridade reconhece as empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e o comprometimento em inibir a fraude, suborno e corrupção.

A premiação foi entregue pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. O evento ocorreu de forma presencial e virtual no auditório da Apex-Brasil, com a participação de até dois representantes das premiadas presentes, respeitando o distanciamento social e protocolos de segurança.

A ministra destacou que os princípios que norteiam o Selo são prioridade no Mapa e anunciou que a próxima edição contemplará organizações do setor pesqueiro. “Acreditamos, cada vez mais, que iniciativas como esta, do nosso Selo de Integridade, podem ser um escudo na alavancagem de lucros, sendo um diferencial importante no novo modelo do agronegócio íntegro e sustentável, que estamos apresentando para o mundo”, disse.

“A pauta de ética, integridade e transparência está inserida como ponto fundamental do Plano Estratégico do Ministério da Agricultura. Nesse sentido, ressalto que estamos alinhados com a leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Guilherme Martimon/MAPA

Receitas

4 bebidas geladas com café para você preparar em casa

Está calor, né? Para refrescar sem deixar o café de lado, a barista e torrefadora Maíra Teixeira separou quatro receitas geladas fáceis de fazer em casa!

Espresso tônica / Dalgona Coffee

Espresso tônica

Ingredientes
– 1 lata de água tônica
– 1 espresso curto (30 ml)
– 2 fatias de limão siciliano
– gelo

Modo de preparo
Adicione bastante gelo em um copo (de preferência alto). Coloque as duas fatias de limão siciliano e a água tônica até deixar três dedos sobrando no copo. Finalize adicionando um espresso bem devagar em cima do gelo, para a bebida ficar bifásica. Aprecie!

Dalgona Coffee

Ingredientes
– 2 colheres de sopa café solúvel liofilizado
– 2 colheres de sopa de açúcar cristal
– 2 colheres de sopa água quente
– 200 ml de leite
– Gelo

Modo de preparo
Bata os ingredientes com a ajuda de um fuet ou batedeira até o creme triplicar de tamanho. Primeiro, coloque o leite e o gelo em um copo. Finalize com o creme por cima. Simples, rápido e delicioso! leia mais…

FOTO André Yamamoto

Mercado

Você sabe o que são as ondas do café?

O café – como hábito de consumo – vive três ondas pelo mundo. É importante conhecer a história recente. Por volta de 1945, pós-II Guerra Mundial, o crescimento econômico do Ocidente impulsionou a primeira onda do café, que era visto como produto para dar energia, em volume, sem preocupação com qualidade, apenas com o intuito de criar o hábito dentro das casas. Desse movimento fazem parte marcas atuais como Keurig Green Mountain (Keurig Dr Pepper), Mondelez, D.E. Master Blenders, Nestlé, entre outras.

O conceito do café especial foi mencionado pela primeira vez em 1974, pela norueguesa Erna Knutsen. A segunda onda, representada pelo nascimento das marcas Starbucks e Peet’s Coffee, começa exatamente nessa década, com foco no espresso e nas bebidas que derivam dele. A necessidade de ter parâmetros e consistência leva ao preparo mais homogêneo de receitas mundiais e ao desenvolvimento de equipamentos próprios para isso. O incentivo é para o consumo fora de casa, com ênfase nas origens e nas torras, com certa visão para a qualidade. Em 1982 nasce a Associação Americana de Cafés Especiais e, em 1998, a entidade semelhante na Europa.

A terceira onda surge somente em 2003, assim batizada pela norte-americana Trish Rothgeb, em artigo da The Flamekeeper, newsletter da Roasters Guild. O intuito da fundadora da Wrecking Ball Coffee Roasters, especialista em torra, era dar nome a um movimento de cafeterias independentes, entre elas Blue Bottle, Intelligentsia e Stumptown (hoje todas já vendidas para Nestlé e JAB Coffee), que traziam métodos de preparo filtrados e alta qualidade no produto e no leia mais…

TEXTO Mariana Proença • FOTO Tabitha Turner

Barista

Baristas na estrada: a importância da interação entre profissionais pelo Brasil

A troca de conhecimento entre profissionais com diferentes graus de experiência e o contato com perfis variados de público são fundamentais para a qualificação do barista. Para os que estão em busca de aprimorar suas técnicas e expandir o aprendizado, o café converte-se em passaporte para descobrir a diversidade da cena pelo Brasil e entender os desafios que o mercado ainda enfrenta. 

O mineiro Felipe Brazza, barista e mestre de torra do Café das Amoras, lembra que os primeiros passos no mundo do café especial, em 2012, já o fizeram sair de Belo Horizonte (MG) em busca de informações em outras cidades, como São Paulo e Curitiba. 

Felipe Brazza

Desde então agregou o conceito de escola à sua torrefação e percorre o País levando na bagagem grãos da Serra da Mantiqueira e um pouco da cultura gastronômica de Minas Gerais. Em 2016 realizou o primeiro encontro de cafés especiais do Macapá (AP), que incluiu consultoria a cinco cafeterias e eventos para o público. “Até então as pessoas daquele lugar não conheciam café especial. A ideia era preparar as cafeterias, treinar os baristas e fomentar o público local”, afirma. 

O curitibano Daniel Munari, barista e mestre de torra do Royalty Quality Coffee, explica que os baristas ganham visibilidade diferente quando convidados a ministrar cursos em outros estados. “Existe certa valorização do profissional quando ele é de fora. Se eu trago alguém de Florianópolis a Curitiba, essa pessoa vai ter uma notoriedade diferente”, destaca.   leia mais…

TEXTO Anna Beatriz Lisboa

Mercado

Guia de Cafés #6: dicas do que estamos tomando

Mês do Carnaval! Ops, esse ano infelizmente não teremos uma das maiores festas do mundo! Então ficaremos com a energia de um bom café nesse mês de fevereiro. Resolvemos indicar os grãos especiais neste Guia de Cafés que foram recebidos já com cafés da nova safra. A proposta é que possamos “assinar embaixo” de produtos com rastreabilidade e qualidade.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! Quem ainda continua trabalhando de casa, normalmente quer provar diferentes cafés e encontrar os preferidos.

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são:

Amalie – Floral

Produzido por: Fazenda Santo Antônio
Produtora: Guida
Região: Mogiana
Espécie: arábica
Torrado por: Melitta
Sensorial do café: aroma floral, sabor de cereal e acidez média
Compre: www.melitta.com.br/amalie
Outros cafés da marca: Amalie Cacau (Fazenda Santa Helena, em Carmo de Minas, Mantiqueira de Minas) e Amalie Frutado (Fazenda Retiro, em Patrocínio, Cerrado Mineiro)
Preço: R$ 15,90 (250 g)

Douro Cafés Especiais

Campeão do Coffee of The Year 2020 – Categoria Arábica
Produzido: Sítio Denizar
Produtor: Denizar Dias Douro
Região: Marechal Floriano (ES) – Montanhas do Espírito Santo
Espécie: arábica
Variedade: catuaí IAC 44 Vermelho
Processo: cereja descascado e desmucilado
Torrado por: Douro Cafés Especiais
Sensorial do café: chocolate, caramelo e rapadura no aroma, frutas amarelas, açúcar mascavo e floral no sabor e acidez cítrica
Compre: www.instagram.com/cafe.douro/ ou (27) 99311-5707
Preço: a partir de R$ 70 (250 g) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença