Barista

Conheça a ordem dos competidores da 7ª Copa Barista!

Chegou o momento de sabermos como será a ordem da competição da 7ª edição da Copa Barista, que acontece durante o São Paulo Coffee Festival

Como descrito no regulamento, alguns competidores foram selecionados pela organização como “cabeças de chave”, ou seja, eles não passam pelas classificatórias, pois são competidores que já participaram de outros campeonatos, como a própria Copa Barista. A ordem foi definida através de sorteio. 

Confira os horários de cada um: 

Sexta-feira (23/06) 

Classificatórias 

15h30 Marcel Brito Ribeiro  x Danilo Maciel Favero – Classificatória 01
16h10 Bruno Taiki Sadano Chiga x Alfredo Souza Prokisch –  Classificatória 02
16h50 Dijalma de Souza Marques Junior x Guilherme de Oliveira –  Classificatória 03
17h30 Rodrigo Amador Evaristo x Matheus Castro Magalhães –  Classificatória 04

Oitavas de final 

18h10 Kelvin Alves x Renan Dantas de Brito –  Oitavas 01
18h50 Tiago Gonçalves da Rocha x Túlio Fernando de Souza – Oitavas 02
19h30 Daniel Souza Vaz x Samuel Souza Lopes – Oitavas 03
20h10 Elis de Andrade Bambil x Walter Salgueiro – Oitavas 04

Os vencedores das classificatórias da sexta-feira irão competir nas oitavas de final do sábado! 

Sábado (24/06) 

Oitavas de final 

11h00 Taina Luna Portella da Cruz x vencedor classificatória 01 – oitava 05
11h40 Emerson Nascimento x vencedor classificatória 02 oitava 06
12h30 Hugo Silva x vencedor classificatória 03 oitava 07
13h10 Lucas Salomão x vencedor classificatória 04 – oitava 08 

Quartas de final
Aqui quem compete são os campeões das oitavas de final.

15h00  Oitavas 01 x Oitavas 05
15h40  Oitavas 02 x Oitavas 06
16h20 Oitavas 03 x Oitavas 07
17h00 Oitavas 04 x Oitavas 08 

Domingo (25/06) 

Semifinais 

11h30
12h30 

Finais 

15h30 3º e 4º lugares
16h30 Final 

TEXTO Redação

Mercado

Nescafé Dolce Gusto realiza visitas ao centro de reciclagem de cápsulas

Na semana em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Nescafé Dolce Gusto anuncia a abertura ao público do centro de reciclagem em Osasco (SP) e convida as pessoas a embarcarem na jornada de conscientização da reciclagem. O objetivo é incentivar os consumidores a realizarem a destinação correta dos materiais, fortalecendo, assim, a cadeia sustentável e contribuindo para um futuro mais verde. 

O espaço conta com tecnologias para separar e processar os materiais das cápsulas, como a borra de café e os resíduos orgânicos (que são convertidos em adubo e são compostados) e o plástico (que passa por reciclagem e é transformado em matéria-prima novamente).

“Desde 2019, as cápsulas de Nescafé Dolce Gusto são recicladas no centro e, abrir esse espaço ao público, é um passo importante na jornada da marca e do consumidor em direção a um futuro mais sustentável. Trabalhamos para reduzir o impacto ambiental em todas as etapas de produção dos nossos produtos, desde a fazenda, com o cuidado com o cultivo dos alimentos, passando pela forma como desenhamos as embalagens, até chegar no pós-consumo, quando oferecemos uma solução para a reciclagem”, afirma Taissara Martins, Head de ESG de Cafés e Bebidas na Nestlé. 

Na visita, que terá inscrições abertas até o final do mês por meio do site, o público verá de perto as etapas da transformação das cápsulas e poderá entender como elas são separadas, processadas e transformadas em novos materiais, contribuindo para a conscientização sobre a importância da reciclagem e do consumo responsável. O plástico recebe um novo destino sustentável e borra do café e outros resíduos são devidamente aproveitados, dando um passo importante rumo à economia circular e à redução do impacto ambiental. “Acreditamos que essa iniciativa ajudará a inspirar e educar as pessoas sobre as práticas sustentáveis e a importância de cada indivíduo fazer a sua parte na preservação do meio ambiente’’, complementa a executiva.  

Para facilitar a participação dos consumidores na reciclagem, a empresa conta com 322 pontos de coleta distribuídos por diferentes estados do Brasil. Os endereços estão disponíveis no site, neste link. A marca ainda tem parceria com mais de 110 cooperativas, garantindo a separação e o destino correto das cápsulas para a reciclagem, além de contribuir com a receita das cooperativas e gerar demanda por um material que anteriormente era visto como rejeito. 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

2ª edição do São Paulo Coffee Festival apresenta experiências sensoriais ao público!

Ei, está sabendo do evento de café que acontece este mês na cidade de São Paulo? A 2ª edição do São Paulo Coffee Festival toma conta da Bienal do Ibirapuera nos dias 23, 24 e 25 de junho, e traz estandes de diferentes marcas, espaços para workshops e palestras, e muita degustação de café! Já garanta o seu ingresso aqui.

Sucesso em 2022, o Sensory Experience volta com uma nova grade de programação para este ano e, agora, com duas salas de conteúdo, com capacidade para 15 pessoas em cada. Confira os temas e programe-se para acompanhar: 

Sexta-feira (23/6)

Sala 01
15h “Harmonização chocolate + café”, com Arcélia Gallardo
16h “O que é matcha?”, com Álvaro Dominguez
17h “Harmonização chocolate + café”, com Arcélia Gallardo
18h “O que é matcha?”, com Álvaro Dominguez 

Sala 02
15h “Descubra o universo de aromas e sabores do café solúvel”, com Eliana Relvas
16h “Nescafé: Dica do Barista – Terroir e harmonização”, com Hugo Silva e Thiago Sabino
17h “Descubra o universo de aromas e sabores do café solúvel”, com Eliana Relvas
18h “Nescafé: Dica do Barista – Terroir e harmonização”, com Hugo Silva e Thiago Sabino

Sábado (24/6)

Sala 01
11h “Experiência sensorial com o espresso”, com Paulo Gabriel
12h “ORIGENS – Café e Ciência – Percolação”, com Renan Dantas e Angélica Luiz
14h “Experiência sensorial com o espresso”, com Paulo Gabriel
15h “Aprenda como provar o café”, com Helga Andrade
16h “ORIGENS – Café e Ciência – Percolação”, com Renan Dantas e Angélica Luiz
17h “Aprenda como provar o café”, com Helga Andrade

Sala 02
11h “Cafés polinizados por abelhas: Diferença na xícara”, com Ensei Neto
12h “Café gelado não é uma fria”, com Ana Argenta e Caroline Vieira
14h “Cafés polinizados por abelhas: Diferença na xícara”, com Ensei Neto
15h “Le Nez de Cafés – Conheça os aromas que são encontrados nos cafés especiais”, com Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA)
16h “Cafés polinizados por abelhas: Diferença na xícara”, com Ensei Neto
17h “Le Nez de Cafés – Conheça os aromas que são encontrados nos cafés especiais”, com Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA)

Domingo (25/6)

Sala 01
11h “Diferenças entre café especial e tradicional na xícara”, com Lucas Salomão
12h “Cerimônia do chá das folhas de café”, com Tony Chen
14h “Experiência sensorial com o espresso”, com Keiko Sato
15h “Diferenças entre café especial e tradicional na xícara”, com Lucas Salomão
16h “Experiência sensorial com o espresso”, com Keiko Sato
17h “Cerimônia do chá das folhas de café”, com Tony Chen

Sala 02
11h “Conhecendo os cafés da Região Vulcânica”, com Leandro Carlos Paiva, Leo Custódio e Bruna Silva
14h “NEO Apresenta: Degustação Guiada & Compostagem”, com Colheita Feliz e Rogério Oliveira
12h “Brasilidade Mineira: A tríade irresistível do paladar – Café, queijo e doce de leite”, com Lidiane Moura
15h “Conhecendo os cafés da Região Vulcânica”, com Leandro Carlos Paiva, Leo Custódio e Bruna Silva
16h “Brasilidade Mineira: A tríade irresistível do paladar – Café, queijo e doce de leite”, com Lidiane Moura
17h “NEO Apresenta: Degustação Guiada & Compostagem”, com Colheita Feliz e Rogério Oliveira

Algumas instruções importantes para o Sensory Experience deste ano:

– Chegue uma hora antes do seu horário escolhido para garantir a sua vaga;
– Você ganhará uma pulseira de identificação. Será dado apenas uma pulseira por pessoa, ou seja, não será possível retirar mais de uma pulseira;
– Acabadas as 15 pulseiras, iremos considerar vagas esgotadas para os horários;
– Chegue na sala dez minutos antes do início do workshop escolhido.

Serviço
São Paulo Coffee Festival
Quando: 23, 24 e 25 de junho
Onde: Bienal do Ibirapuera – São Paulo (SP)
Ingressos: www.ticket360.com.br/evento-composto/547/ingressos-para-sao-paulo-coffee-festival
Mais informações: www.saopaulocoffeefestival.com.br/ 

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Mercado

Gaggia apresenta super automática que prepara diferentes receitas com café

O novo lançamento da italiana Gaggia é a Gaggia Accademia, uma super automática que prepara 19 receitas, desde o espresso até outras mais elaboradas. Os preparos também podem ser modificados e customizados conforme a preferência da quantidade de café, leite e água, sendo possível também ajustar a configuração de moagem do grão e de características da bebida, como aroma, corpo, crema e espuma do leite.

O painel de controle é multissensorial, com comandos acionados por botão giratório e soft touch. A novidade também dispõe de aquecedor de xícaras, vaporizador pannarello profissional e jarra de leite integrada. O bico de saída é ajustável para acomodar diferentes tipos de xícaras e copos, de 11 cm (4,33 polegadas) a 15,5 cm (6,10 polegadas). A navegação acontece em uma tela de 5 polegadas e, através de um QRCode, é possível acessar e baixar o manual do usuário.

Aqui no Brasil, a Gaggia Accademia pode ser adquirida pela loja oficial da marca ou no Máquinas e Café. Além do ambiente doméstico, o lançamento também pode ser indicado para locais corporativos, como escritórios e salas de espera.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Livro comemorativo de 50 anos da ABIC traz ilustrações feitas pela artista Valéria Vidigal

Em 2023, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) completa 50 anos e, para celebrar, será lançado um livro comemorativo. A obra contará com ilustrações da artista plástica Valéria Vidigal, que há mais de 20 anos se dedica a retratar o setor cafeeiro em suas telas.

A relação de Valéria com o grão vem desde cedo. “Meu pai teve uma importância muito grande no desenvolvimento da cadeia do café. Ele era professor na Universidade Federal de Viçosa, engenheiro agrônomo e fitopatologista, e foi o responsável por trazer a variedade do café catimor para o Brasil”, destaca. O talento de pintar também é uma herança familiar, já que sua mãe era artista plástica. “Foi aos 11 anos que comecei a pintar em tela. De lá para cá, nunca parei”, comenta. Além de pintora, Valéria também é cafeicultora e comercializa o Café Vidigal, cujas embalagens contam com suas artes.

Diversas entidades do setor encomendam suas pinturas. Desde 2003, ela ilustra os anais do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras do Procafé, e, em 2022, o Sebrae lançou o livro “Café com Arte, criar o futuro é fazer história”, comemorativo aos 50 Anos da organização, também com ilustrações da artista. Sobre o livro da ABIC, ela afirma ser uma enorme honra: “Foi um dos maiores marcos na minha carreira de artista, pois eu amo o café e a história da ABIC tem tudo a ver com a minha vida. É uma trajetória nobre que tive a oportunidade de pintar nas obras”. 

Cada capítulo da publicação contará com uma ilustração feita por Valéria, que destaca uma em especial, a intitulada Presidentes: “Me inspirei no quadro Operários, de Tarsila do Amaral. Estou ansiosa para que todos possam ver o resultado”. O livro comemorativo será lançado durante o 29ª Encontro Nacional do Café (Encafé), marcado para os dias 15 a 19 de novembro, no Resort Vila Galé, em Alagoas.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

Inscrições abertas para 33º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso

Os cafeicultores brasileiros já podem enviar suas amostras de café sustentável para participar da inscrição do concurso realizado pela illycaffè. O Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso chega em sua 33ª edição selecionando os melhores grãos em duas categorias: Nacional e Regional. Para participar do Prêmio, que incentiva a produção de cafés de qualidade sustentável no Brasil, é preciso realizar a inscrição e enviar as amostras da safra atual até o dia 20 de setembro.

Na Categoria Nacional, serão selecionados 40 produtores finalistas. Desses, os três primeiros ganharão uma viagem ao exterior para participar do 9º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy em 2024, além de ganhar prêmios em dinheiro e diplomas.

Na Categoria Regional, serão premiados até dois cafeicultores em cada um dos 10 Estados/Regiões, sendo: Minas Gerais (subdividido em Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas); São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte/Nordeste. Todos os vencedores e finalistas recebem prêmios em dinheiro e diploma.

A comissão julgadora responsável pela seleção dos cafés é composta pelos especialistas da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè. A análise para a classificação do café é realizada considerando quesitos como: aspecto, cor, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e a qualidade da bebida, inclusive com degustação para espresso. Durante o período de inscrição, o produtor poderá vender o lote inscrito e aprovado para a Experimental

A ficha de inscrição e o regulamento completo para o 33º Prêmio estão disponíveis no site do Clube illy do Café.

Endereço para envio da amostra e inscrição:
Experimental Agrícola do Brasil Ltda
Rua Dr. Nicolau de Souza Queiroz, 518 – Vila Mariana
CEP 04105-001 – São Paulo (SP) – e-mail: compras@illy.com

Serviço
33° Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso
Inscrições: de 01/06 até 20/09/2023
Divulgação dos 40 finalistas: Novembro de 2023
Revelação dos vencedores e entrega dos prêmios aos finalistas: abril de 2024
Informações: Link
Regulamento: Link

TEXTO Redação

Cafezal

Região da Alta Mogiana ganha novos sete municípios que produzem café

Referência na produção de cafés especiais, a Região da Alta Mogiana acaba de ganhar 7 novas cidades em sua Indicação Geográfica. A certificação, que atesta a fama e a história de uma região na produção de determinado produto, foi conferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que passa a reconhecer 23 municípios como sendo da Alta Mogiana quando o assunto é café. Além dos 16 paulistas que já possuíam o selo de origem, agora também fazem parte da lista mais 7 municípios mineiros circunvizinhos.

Com a novidade, as cidades que integram a Região da Alta Mogiana como produtoras de cafés são: as paulistas Altinópolis, Batatais, Buritizal, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cristais Paulista, Franca, Itirapuã, Jeriquara, Nuporanga, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Santo Antônio da Alegria e São José da Bela Vista; e as mineiras Capetinga, Cássia, Claraval, Ibiraci, Itamogi, São Sebastião do Paraíso e São Tomás de Aquino.

A IG leva segurança de procedência ao consumidor e qualifica o mercado para o produtor. A conquista foi alcançada pela primeira vez em 2013, após requisição da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC).

“As cidades de Minas sempre fizeram parte da nossa prioridade e, desde que pleiteamos a inclusão desses municípios, já temos feito várias ações regionais que atraem produtores da região. Eles passam a ter mais visibilidade no café e, consequentemente, agregam valor na sua comercialização. Na verdade, há ganho para toda a cadeia. Cafeterias podem encontrar produtores melhores e torrefações, atrair turismo. Enfim, são muitos os benefícios”, afirma Edgard Bressani, presidente da AMSC.

As indicações geográficas são ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. Elas agregam valor ao produto, permitindo estabelecer um diferencial competitivo frente aos concorrentes, possibilitam a organização produtiva e a promoção turística e cultural da região. Além disso, o registro ajuda a evitar o uso indevido por produtores instalados fora da região geográfica demarcada.

Sobre a Região Alta Mogiana

Atualmente, a Alta Mogiana conta com mais de 5 mil cafeicultores que cultivam o grão em uma área de aproximadamente de 120 mil hectares e produzem, anualmente, 4,5 milhões de sacas. Localizada na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, a região tem mudas de café cultivadas em altitudes privilegiadas que, aliadas ao uso de uma tecnologia de pós-colheita, enriquecem o sabor e o aroma da bebida.

TEXTO Redação

Cafezal

Região Sudoeste de Minas: Cafés especiais e produção entre gerações

A noite da última terça-feira (30) foi de emoção em Guaxupé (MG), com o lançamento da Marca Território Região Sudoeste de Minas. Com a participação de cafeicultores e prefeitos dos municípios integrantes, o evento foi realizado pela Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas e pelo Sebrae Minas. 

“Estamos empenhados em buscar uma nova cafeicultura, inspirando e fomentando a melhoria da qualidade dos cafés produzidos, acreditando no potencial da nossa região com o nosso bioma e o talento inovador e tecnológico das pessoas que fazem parte deste território”, destacou Fernando Barbosa, presidente da Associação. “Com trabalho e dedicação, alcançaremos novos mercados de excelência, com qualidade, processo de governança e rastreabilidade controlada”, completou.

Evento de lançamento da Marca Território Região Sudoeste de Minas – Foto: Gabriela Kaneto

O Sudoeste de Minas é composto por 21 municípios – Arceburgo, Alpinópolis, Alterosa, Bom Jesus da Penha, Botelhos, Cabo Verde, Carmo do Rio Claro, Conceição de Aparecida, Fortaleza de Minas, Guaranésia, Guaxupé, Itamogi, Jacuí, Juruaia, Monte Belo, Monte Santo de Minas, Muzambinho, Nova Resende, Passos, São Pedro da União e São Sebastião do Paraíso – e responde por 10% da produção cafeeira de todo o estado de Minas Gerais. Segundo dados da Emater-MG, a região é responsável por colher, em média, 2,6 milhões de sacas de 60 kg anualmente.

“A criação da marca território é um passo fundamental. Ao lançarmos essa marca, estamos reforçando o compromisso do Sebrae em apoiar e impulsionar os setores produtivos de Minas Gerais. Reconhecemos a importância do agronegócio e o papel primordial que ele exerce na economia”, disse, em vídeo, Marcelo Souza, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.

O evento também contou com a presença do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que falou sobre a importância de destacar individualmente as diferentes regiões do estado e parabenizou o trabalho feito pelo Sudoeste de Minas nos últimos anos. “Nós temos, no entorno de Guaxupé, toda a cadeia produtiva bem organizada. Nós temos produtores de excelência, beneficiadores de excelência, exportadores e comercializadores reconhecidos em toda parte. Isso dá pra gente a tranquilidade de saber que, antes do lançamento, a Marca Território Região Sudoeste de Minas já é um sucesso, porque ela, de alguma forma, revela, pelo nome, aquilo que vocês já fazem pelo trabalho, que é a excelência da produção”, disse.

Em 2022, a Associação solicitou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o reconhecimento da Marca Coletiva Sudoeste de Minas e deu entrada no pedido de Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência (IP). Os cafés da região são cultivados em áreas montanhosas, entre 700 a 1.250 metros de altitude. Na xícara, apresentam um sabor doce, com destaque para notas de chocolate, avelã, caramelo, frutas amarelas, frutas secas, mel e melaço; aroma de chocolate, frutado e açúcar mascavo; acidez cítrica; e corpo denso.

Cafeicultura que passa de geração para geração

Para conferir mais de perto o trabalho realizado na região, a equipe da Espresso foi convidada pelo Sebrae e pela Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas para conhecer a Fazenda São Domingos, localizada no município de Muzambinho, onde fomos recebidos por Suzana Santos Passos, acompanhada de seu marido Wilson e de seus irmãos Sérgio e Soraia.

Da esquerda para a direita: Suzana, Armando, Sérgio, Wilson, Maria Célia e Soraia – Foto: Gabriela Kaneto

Suzana é filha de Armando e Maria Célia, que adquiriram a propriedade há mais de 60 anos. Ela contou que sua família sempre teve o hábito de preservar a natureza e mostrou, através de fotos, todo o trabalho de seu pai na revitalização das árvores no perímetro da fazenda. Hoje, 30% dos 200 hectares totais são de área de preservação permanente e reserva legal. “Para nós, a terra é mais um membro da família e existe todo um cuidado para preservar o que ela dá”, disse. 

Apesar das décadas dedicadas ao cultivo de café, foi em meados de 2002 que eles passaram a aprimorar os processos na lavoura e na gestão da propriedade. Para isso, tiveram ajuda do Educampo, que hoje conta com sete grupos formados na região. “Com os tratos culturais, conseguimos um grão que rendesse mais. E, através das técnicas que o Sebrae ensinou pra gente, temos um processo rigoroso na produção e pós-colheita”, comentou a produtora. 

Foto: Gabriela Kaneto

A Fazenda São Domingos realiza um processo detalhado de rastreabilidade em cada talhão de café a partir do momento que ele é colhido, ou seja, todos os passos são registrados: o dia da colheita, o processamento, a data que entrou no lavador, o período que ficou no terreiro, em qual terreiro foi colocado, o dia que entrou e saiu do secador, o nível de umidade, qual tulha ele ficou armazenado e por quanto tempo, e por aí vai. “Se algum comprador quiser saber a história de um determinado café, está fácil”, explicou Suzana. Atualmente, a propriedade produz 3 mil sacas de café por ano. O cultivo é realizado em 86 hectares e conta com pés das variedades catuaí, catucaí, mundo novo, icatu e acaiá, plantados entre 980 e 1.200 metros de altitude. 

Como grande parte da lavoura está situada em área montanhosa, o tipo de colheita que predomina na fazenda é a manual. “Por conta do relevo, nós trabalhamos muito mais com pessoas do que com máquinas. Temos que fazer uma grande logística para implementar maquinário. Precisamos capacitar as pessoas para que se adequem às técnicas. Ainda temos dois ou três que estão desde o começo da propriedade, agora estamos com uma geração nova. Nós vamos além do empresarial e estamos muito agarrados à parte emocional”, destacou ela.

Foto: Gabriela Kaneto

Na lavoura, outro ponto de destaque é a aplicação da agricultura regenerativa. Ao andar pelos cafeeiros, é possível perceber uma vegetação proeminente nas ruas do cafezal. “O grande desafio que temos hoje na cafeicultura são as doenças. Quando você trata o solo, a planta tem alimento e uma melhor estrutura, então ela fica doente menos vezes”, contou Reginaldo Dias, que também produz café na região e nos acompanhou na visita. “Quando proporcionamos os nutrientes no alimento, diminui a necessidade de adubo químico. Então o que a planta está comendo ela manda para os frutos, e os frutos é o que vamos consumir”.

A visita também contou com a presença de Claudia Leite, especialista em ESG e sustentabilidade na Hilo Consultoria. Através de uma degustação no meio do cafezal, ela explicou sobre as diferenças sensoriais de um café commodity para um café especial e destacou a importância da agricultura familiar, da rastreabilidade e da preservação para a obtenção de um produto de qualidade.

Da esquerda para a direita: Fernando Barbosa, Suzana e os representantes do Sebrae na visita, Lucilene Pessoni e Leonardo Mól – Foto Gabriela Kaneto

“Estamos vendendo muito mais do que café, estamos vendendo a nossa vida, a nossa experiência, a nossa história, os nossos valores, aquilo que a gente acredita e que fazemos com muito amor, que é produzir café. Um café de qualidade e diferenciado”, comentou Leonardo Mól, gerente da Regional Sudoeste e Centro-Oeste do Sebrae Minas.

Para finalizar, Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas e cafeicultor do município de São Pedro da União, comemorou o lançamento da marca e agradeceu à todos os envolvidos no processo: “Para nós, agora, é muito importante sermos reconhecidos pela região do Sudoeste de Minas. Hoje somos a 14ª região de origem controlada. Ainda temos etapas a serem concluídas, mas já estamos no mapa. Já podemos dizer que somos da Região Marca Território Sudoeste de Minas”.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Gabriela Kaneto

Barista

Uma pessoa é uma pessoa por meio de outras: Conheça o projeto social cafeinado Ubuntu

Ouvimos muito uma frase que o café é feito por pessoas, ou que move pessoas, e é isso mesmo que o barista e instrutor Ronaro Soares, focado na área da educação e capacitação sobre o café, propõe. 

O mineiro de Contagem vem de uma família simples. Perdeu a mãe cedo, não conheceu seu pai e foi adotado aos 21 anos por uma família que proporcionou a chance de estudar, trabalhar e investir em seus sonhos. Foi em 2019 que ele se mudou para São Paulo e começou a trabalhar com café. 

“No café tive muitas oportunidades e ferramentas para me desenvolver. Além da experiência sensorial com o alimento café, pude me desenvolver e evoluir como pessoa e profissional’’, explica ele, que começou no setor administrativo e foi se aventurando pelas fazendas e especializações no universo cafeeiro. 

“Pensando em todas as oportunidades que tive, encontrei nos projetos uma forma de realizar uma mudança social. Na pandemia, comecei a estudar empreendedorismo social, participei de projetos on-line que me conectaram com pessoas do Brasil todo, África, Europa e, através disso, nasceu o Ubuntu’’, conta. 

Ronaro explica que Ubuntu é uma antiga palavra africana e tem origem na língua Zulu. Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade, e que trata da importância das alianças e do relacionamento das pessoas, umas com as outras. 

O projeto visa a introdução ao universo do café de forma gratuita, com especialistas do mercado. As inscrições iniciam neste sábado (27). A intenção é oferecer um curso a distância para pessoas que queiram trabalhar ou já trabalham com café,e não têm condições de investir financeiramente em cursos.

“Serão três meses de formação e um encontro presencial por mês. Os temas envolvem: Introdução ao café especial, Extração do café coado, Barista básico, Oportunidades de trabalho na área do café, Ferramentas e Oportunidades, Atendimento ao Público, Postura e Comunicação, Empreendedorismos Social e a formatura’’, comenta. 

As aulas terão duração de 2h e cada uma contará com uma atividade para que os alunos sejam avaliados em seus desempenhos. Todos os alunos terão a oportunidade de fazer estágio em uma cafeteria de São Paulo, com chances de serem contratados. 

Saiba mais sobre o projeto e o link para as inscrições no Instagram @ubuntucafe.social. Marcas que queiram apoiar, basta entrar em contato via Instagram. 

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Divulgação

Mercado

Bialetti e Dolce & Gabbana lançam modelo exclusivo de cafeteira italiana

A Dolce & Gabbana, em collab com a Bialetti Itália, assina o mais novo lançamento da marca, a Moka Dolce & Gabbana. Um dos ícones da cultura pop contemporânea, a D&G foi buscar no “carretto siciliano” (carroça siciliana) a inspiração para a criação da estampa exclusiva.  Símbolo do folclore e cultura da Sicília, berço de um de seus fundadores, o “carretto siciliano” também traz algumas referências comuns para a D&G, como as cores e a ousadia na composição dos desenhos. 

A novidade é exclusivíssima. Cada uma das cafeteiras da coleção têm uma decoração única, que têm uma matriz em comum como base para sua estampa. Mas, a aplicação dos desenhos não se repete de maneira uniforme.

A embalagem também segue o mesmo conceito das cafeteiras. A coleção tem edição limitada e estará disponível nas versões para 3 e 6 xícaras, à venda na loja oficial da marca no Brasil, nas lojas da rede Spicy e lojas físicas premium do segmento.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação