Mercado

Delivery, take away ou portas abertas? Como algumas cafeterias têm lidado com a reabertura gradual das atividades

A pandemia de Covid-19 (coronavírus) que ainda estamos enfrentando atingiu em cheio o setor de cafés especiais. As cafeterias de diversas cidades brasileiras, por exemplo, tiveram que fechar suas portas e adaptar seus serviços para que seus clientes seguissem comprando e consumindo as comidinhas e os cafés de qualidade, mantendo, assim, o negócio de pé.

Infelizmente, nem todas conseguiram suportar essa nova realidade e chegar ao sétimo mês do ano em funcionamento. Além dos pequenos comércios que optaram pelo fim dos trabalhos, muitos profissionais do setor e clientes ficaram surpresos com o comunicado da rede paulistana Octavio Café, que anunciou, na última quarta-feira (8), em seu perfil no Instagram, o encerramento das operações das cafeterias na Avenida Faria Lima e no Shopping Cidade Jardim.

Reabertura gradual

Em São Paulo, uma das capitais mais movimentadas do País, o setor de restaurantes pôde retomar suas atividades no dia 6 de julho, incluindo as casas de café. Porém, mesmo com a impressão de que as coisas estão “entrando nos eixos”, a prática mostra que essa reabertura não será tão fácil assim.

“Eu abri com uma expectativa alta e foi super frustrante”, conta Diego Gonzales, proprietário do Sofá Café, que voltou com duas de suas unidades – Pinheiros e Atrium – no primeiro dia de liberação, atendendo às recomendações de prevenção e com rotatividade entre seus funcionários.

Ele explica que suas cafeterias dependem muito de um público que ainda está trabalhando em sistema home office. “Temos aberto porque é um movimento crescente, mas não chega leia mais…

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Café Editora

Café & Preparos

Cursos online para fazer no mês de julho

Neste ano, provavelmente, não teremos os Campeonatos de Barismo aqui no Brasil, já que a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), ao lado dos atuais campeões, optaram por deixar a participação do país para o ano que vem por conta da pandemia de Covid-19.

Com isso, possivelmente teremos os campeonatos em 2021 e os vencedores representarão o Brasil em 2022. Assim, quem quiser participar contará com mais tempo para se preparar.  Pensando nisso, Danilo Lodi irá ministrar o curso Campeonato de Barista – Regras e Rotina de Treinos.

Danilo possui 16 anos de experiência no mercado de cafés. Foi técnico e auxiliar de diversos baristas. É Juiz Certificado do World Barista Championship (WBC) desde 2010 e representante World Coffee Event (WCE) desde 2013. “O curso tem o intuito de preparar melhor as pessoas para competições e quero que elas tirem o máximo de proveito da experiência”, afirma.

Conteúdo:
– História do WBC e Campeonatos
– Regras – Código de Conduta
– Penalidade e Reclamações
– Avaliação Técnica
– Avaliação Sensorial
– Tendências e mudanças nos Campeonatos
– Conceito de Apresentação
– Perfil do Espresso
– Bebidas com Leite
– Bebidas de Assinatura
– Rotina de Treino (dicas e planilhas)

O curso será 100% online com 4 horas de duração, entre os dias 13 e 14 de julho, das 19h às 21h. Valor R$ 315. Vagas limitadas. As inscrições devem ser realizadas no site da Um Coffee.

Para quem está começando no mercado de cafés especiais, a Um Coffee Co traz o curso “Primeiro passo para mergulhar no mundo do café”, que conta com o seguinte conteúdo:

– Café: De onde veio? Breve Histórico do Café
– O Brasil e o Café. Números e importância
–  Entendimento básico da cadeia do Café: do produtor à xícara
–  O que bebemos? Diferença entre classificações do café
–  Como ler uma embalagem de café?
–  Quais as principais leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Café & PreparosCafezalMercado

Especialistas debatem sobre o mercado de café pós Covid-19 em Encontro do Cerrado Mineiro

Nos dias 20 e 21 de maio a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, por meio da Fundaccer e em parceria com a Epamig realizou a quinta edição do Encontro de Inovação e Tecnologia para a Cafeicultura do Cerrado Mineiro.

Neste ano, por conta da pandemia da Covid-19, o evento aconteceu on-line e a transmissão foi através do Fala Café, projeto criado em conjunto pela Revista Espresso e pelo portal de notícias CaféPoint, que busca apresentar conteúdos e debates relevantes para ajudar na tomada de decisão dos profissionais do mercado com a atual pandemia.

O segundo dia contou com o tema Perspectivas de Mercado do Café Pós Covid-19 e contou com a participação de Nelson Carvalhaes, do Cecafé; Guilherme Morya, do Rabobank; Pedro Malta, da Nestlé e Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais.

O Superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado iniciou o debate comentando sobre as práticas no Cerrado e o avanço com o selo de origem e qualidade, o que promoveu um crescimento de 40% no volume de café. “Hoje vejo produtores com perfil empreendedor, boa gestão e buscando cada vez mais se captar no meio digital”, aponta.

O primeiro a apresentar seu ponto de vista sobre o momento atual em que o café passa foi o presidente do Conselho dos Exportadores do Café do Brasil (Cecafé), Nelson Carvalhaes. O tema foi Panorama das Exportações. Segundo ele estamos em um momento que não pensamos em vivenciar e surpreendeu o mundo todo.

Nelson aponta que até o momento a exportação do café brasileiro ainda não foi prejudicado, com a pandemia, como ocorreu com outros produtos. No mês de abril leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Barista

Confira a agenda de cursos para você se especializar em café

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Os meses de junho e julho estão recheados de cursos para quem quer aprender mais sobre café. Desde preparos caseiros até workshops para profissionais, confira a agenda e prepare-se para se surpreender com o universo do grão.

São Paulo (SP)
Curso Café Caseiro – Coffee lab
Aprenda sobre diferentes espécies de café e suas características, sobre como reconhecer qualidade e escolher bons cafés nas gôndolas. Métodos de extração e análise dos aromas e sabores resultantes de cada preparo, além do estudo de diferentes níveis de moagem e o resultado na xícara estão na programação.

Conteúdo
– Reconhecendo qualidade em café.
– Diferentes espécies de café.
– Diferentes categorias de qualidade.
– Como reconhecer bons cafés nas gôndolas.
– Água para o preparo.
– Métodos de preparo: coado, french press, cafeteira italiana, aeropress e espresso.
– Degustação didática.

Próximas datas: 20/6, 21/6 e 24/6
Local: Rua Fradique Coutinho, 1.340 – Vila Madalena – São Paulo (SP).
Horário: 9h às 16h.
Custo: R$ 210
Mais informações: coffeelab.com.br ; cursos@coffeelab.com.br ou (11) 3375-740
*O Coffee Lab conta, ainda, com diversos cursos voltados para profissionais, como degustação, torra, barista e latte art. Se informe no site sobre datas e inscrições.

Curso de Barista – Santo Grão
Supervisionadas pela barista da casa Keiko Sato, as aulas abordam a história do café e a preparação do grão em diferentes métodos, além da análise de cafés especiais e elaboração de drinques à base do fruto. Ao final do curso, os alunos recebem um certificado.

Conteúdo
– História do café
– Grãos arábica e robusta
– Regiões do Mundo produtoras de café
– Cafés especiais e gourmets
– Processo produtivo: da colheita ao grão verde
– Torra e empacotamento
– Métodos de preparação de café
– O Universo do espresso
– Regulagem da máquina de espresso e moinho
– Espresso: parâmetros
– Espresso: diagnóstico visual, olfativo e gustativo
– Identificação de um bom café
– Vaporização do leite
– Preparação de cappuccino nos padrões oficiais de competição
– Coffee Menu e drinques com café
– Armazenamento Adequado do café
– Manutenção e limpeza da máquina de espresso

Próximas datas: 22/6; 23/6; 24/6; 29/6; 30/6; e 1/7
Local: Rua Oscar Freire 413 – Jardins – São Paulo (SP)
Horário: 19h às 22h.
Custo: R$ 650
Mais informações: www.santograo.com.br
*O Santo Grão conta, ainda, com diversos cursos voltados para profissionais, como degustação, latte art e métodos de preparo. Se informe no site sobre datas e inscrições.

Belo Horizonte (MG)
Curso de Barista – Academia do Café
Com o objetivo de trabalhar as técnicas de extração do espresso, preparo de drinques e a vaporização do leite, no curso é possível aprender o conteúdo básico para a elaboração de um bom café.

Conteúdo
– Teoria (história do café, região produtora, tipos de grão)
– Café coado
– Vaporização
– Regulagem de moinho
– Cupping
– Extração de espresso e variações
– Preparação de drinques

Próximas datas: 18/7 e 19/7
Local: Rua Grão Pará, 1.024 – Funcionários – Belo Horizonte (MG)
Custo: R$ 730
Mais informações: shop.academiadocafe.com.br/
*A Academia do Café conta, ainda, com diversos cursos voltados para profissionais, como degustação, torra, barista e latte art. Se informe no site sobre datas e inscrições.

Santo Antônio do Amparo (MG)
Curso de Cafés para Coffee Lovers – Fazenda Cachoeira
Voltado para os apreciadores de café, o curso conta com a supervisão de Verônica Belchior, barista e provadora, e do sócio proprietário da Fazenda Cachoeira Roger Daros, barista, provador e mestre de torra. O curso aborda as diferentes formas de degustar café, técnicas de avaliação profissional utilizando o protocolo da Specialty Coffee Association of America (SCAA).

Conteúdo
– Conhecimento teórico (noções de taxonomia vegetal, morfologia e fisiologia vegetal, anatomia vegetal e ecologia).
– Reconhecimento da qualidade do café (conceitos de qualidade, como e onde comprar um bom café, importância da qualidade da água, comparação sensorial de diferentes métodos de preparo).
– Classificação e degustação (detalhes do protocolo SCAA, Cupping I – análise geral sobre os cafés -, Cupping II – análise de diferenças e defeitos -, processamento e qualidade do café, regiões produtoras de café no Brasil e no mundo).
– Prática: classificação de café verde, manuseio da ferramente Les Nez du Café, noções de torra e passeio pela fazenda no intuito de desvendar processos evolutivos, critério de preparo dos grãos e noções práticas sustentas aplicadas na produção.

Próximas datas: 4 e 5 de julho
Local: Fazenda Cachoeira – Rodovia 381 – Santo Antonio do Amparo (MG)
Custo: R$ 306
Mais informações: cachoeiracoffees@gmail.com ou www.cachoeiracoffees.com.br

Curitiba (PR)
Cupping para apreciadores – Lucca Cafés Especiais
Com foco nos métodos de provas de cafés especiais, o curso é composto de aulas didáticas sobre espécies, variedades, processos e regiões do grão e demonstrações práticas na identificação de aromas, sabores e acidez do café.

Conteúdo
– Definição de cafés especiais
– O que é o café?
– Espécies
– Variedades
– Regiões
– Processos
– Cafés especiais versus cafés comerciais
– Certificações
– Flavour Wheel
– Folha de prova
– Protocolo
– Cupping

Próximas datas: 24 de julho
Local: Alameda Presidente Taunay, 1326 – Mercês – Curitiba (PR)
Custo: R$ 200
Mais informações: (41) 3024-6950 / (41) 9822-5552; eduardo@luccacafesespeciais.com ou luccacafesespeciais.com
*O Lucca Cafés Especiais conta, ainda, com diversos cursos voltados para profissionais, como plano de negócios para montar uma cafeteria, barista e latte art. Se informe no site sobre datas e inscrições.

TEXTO Da redação • FOTO Pedro Alves/Café Editora

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais

e43_IMG_0609 A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Nas próximas semanas você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais. Como começou o seu trabalho de torrefação no Lucca Cafés Especiais? A torra veio em primeiro lugar no Lucca. Eu viajei pela Europa e pelos Estados Unidos há uns 12 anos e este movimento de microtorrefações estava começando. Eu vi tudo isso e achei que seria uma experiência diferente. A cafeteria Lucca já começou com esse conceito de microtorrefação. Naquela época, ainda era a granel e depois nós padronizamos para comercialização em embalagens de 250g. O objetivo era mostrar diversidade. Quando nós começamos tínhamos 5 tipos de café, quatro só de origem e um blend, de regiões diferentes no Brasil. Naquela época já podíamos falar em single origin, mas esbarrávamos com uma falta de informação grande por parte dos consumidores. Tudo ainda era muito novo. Nós só passávamos essas informações para os clientes se eles pedissem, pois era muita informação. Então, fomos puxando pelo sabor na xícara, sem aprofundar muito. Aqui em Curitiba nossos clientes logo entenderam a proposta, nossos clientes já tinham um pouco dessa cultura e buscavam bons cafés e mais informação. Tínhamos muitos clientes estrangeiros. Aos poucos fomos introduzindo as informações e em 2005 passamos a ter outras origens, fomos conhecer as fazendas, ter proximidade com os produtores e frequentar as grandes feiras do setor. Os produtores sempre estão nessas feiras. É uma maneira de conhecer novos cafés. Eu estava sempre em contato com eles, com a chance de conhecer cafés por meio de resultados de concursos. Hoje, eu e a Carol [Carolina Franco, campeã brasileira de Preparo de Cafés e filha de Georgia] realizamos esse trabalho. Nós sempre vamos atrás de lotes diferentes. Como é o seu processo de torra? Quando nós decidimos que vamos comprar um café, nós o compramos porque ele tem potencial. Nós temos duas espaços onde fazemos a torrefação dos grãos Lucca e para clientes, uma na loja, no Batel, e uma no laboratório. Todos os microlotes são torrados na loja e torrados por mim. Chegando a safra nova, levamos para o laboratório para amostra e fazemos a curva de torra que vou reproduzir. Eventualmente, nós fazemos outros testes, porque o café muda, muda com a umidade e vários outros fatores. Eu recebo os cafés em embalagens grainpro [embalagem de café verde] ou a vácuo e os cafés que não uso ficam conservados. Eu compro cerca de três sacas de café de microlote. Isso faz com que eu faça poucos ajustes – ou nenhum ajuste – até que o lote acabe. Tem microlote que vende muito rápido. Nós torramos 120 quilos por semana na loja e no laboratório fazemos cerca de mil por semana, ou 4 mil por mês. Existem alguns microtorrefadores que deixam o café mais cru para acentuar a acidez. Meu processo é diferente. Não costumo fazer isso para acentuar a acidez. Eu compro um café que tem essa característica que eu consigo manter mesmo que eu tenha uma torra mais desenvolvida. Nos nossos cafés a acidez é própria do fruto. No Lucca, os perfis de torra são orientados para preparos específicos? No caso dos microlotes, nós orientamos para o filtrado, mas eles têm funcionado bem para o espresso. Na loja, nós temos vários tipos de preparo e também nós temos três moinhos para outros cafés, além do café do Lucca, que é o blend da casa. Nós colocamos cafés bem diferentes, com perfis bem diferentes, porque tem gente que tem máquina de espresso em casa. Quando eu faço uma torra, eu me preocupo com a caramelização de açúcares, em manter as características de sabor, mas ainda fazer um café tanto para espresso quanto para coado. Nós estamos ensinando os nossos clientes a apreciar a acidez do café e a acidez vai ser mais intensa no espresso. Poderia nos contar uma experiência com algum outro profissional que acrescentou ao seu trabalho? Em 2007, nós trouxemos para Curitiba o Mané Alves, da Specialty Coffee Association of America (SCAA). Ele já tinha sido meu professor e o reencontrei na Guatemala. Ele ficou uma semana com a gente e ministrou o mesmo curso que ele dá de torra para os meus funcionários. Ele trouxe 50 amostras de cafés para aprendermos a torrar. Para nós foi uma grande surpresa. Nosso objetivo era saber se o que nós estávamos fazendo estava coerente e a primeira coisa que o Mané nos ensinou foi calcular a densidade do café. A análise do grão é primordial. Verificar, dentro do lote, se as peneiras estão compatíveis, que não tenha vazamento de peneira para grãos menores não queimarem. Isso tudo tem a ver com processo de compra. Quais as variáveis na hora do torra que o profissional deve se atentar? Quando nós estamos no torrador de amostra nós não temos todos os controles, mas o cheiro é fundamental. É como dar ponto no brigadeiro. E não tem computador que vai dizer quando eu tenho que tirar meu café. Na loja, nós torramos em uma condição bem legal, porque no inverno é mais fresco, não precisamos usar ar condicionado, no verão eu tenho ar condicionado com condição boa. Ou seja, é preciso se atentar ao aroma, a temperatura e também ao tempo. A máquina faz a leitura do que acontece no ambiente. Eu uso um torrador Probat, e com ele eu não preciso me preocupar com isso. Esse ajuste é automático. Existem cafés cujo o próprio crack [barulho que que ocorre em dois momentos da torra, por reações físico-químicas no grão ao longo do processo de aquecimento] é tão sutil que você pode não ouvir, mas, normalmente, os cafés de pouca densidade tem estalos pequenos e você tem que ficar mais atento. Não tem um número que vai determinar como chegar lá. Você acentua certas características quando você faz uma curva mais íngreme e você vai acentuar outras características em uma torra mais longa. Os conceitos de torra mudam completamente dependendo do equipamento. Não tem receita de bolo. Cada um tem o seu equipamento e deve fazer o que melhor conseguir com ele. Quais equipamentos utiliza em sua torrefação? A máquina Leogap T5 (5 quilos) fica no laboratório, esse foi o primeiro. O da loja é um Probatone de 5 quilos. Ele foi o primeiro feito no Brasil. É o 001. Também temos um de amostra de três bocas de 100 gramas e um Probatone (12 quilos) para os cafés de cápsulas. Que conselhos você daria para uma pessoa que está planejando a compra de uma máquina de torra? Compre o melhor que o seu dinheiro pode pagar. Várias pessoas vieram fazer curso de torra conosco depois que já tinham comprado o equipamento e às vezes as pessoas compram a máquina e ela acaba ficando ociosa, porque a pessoa não vai torrar muito no início. Se a pessoa esta pensando em qualidade, primeiro ela deve pensar em como ela vai atingir esse mercado e crescer gradualmente. A primeira torra, independente de quanto você deixa a máquina estabilizada, é a mais difícil. Então, a chance de você errar em uma máquina menor é menos. O diferencial é o seu equipamento. Invista nos equipamentos. Os mais caros vão acabar lhe oferecendo mais recursos. Estude, pesquise equipamentos com menos chance de ter problema. Considerar confiabilidade no produto, compromisso de entrega e manutenção, não só performance da máquina na hora da torra mas também confiabilidade do produto. Converse com quem já tem um equipamento. Poderia dar um conselho para quem está começando a montar uma torrefação própria? Escolha a sua própria identidade. Não comece a imitar o que o outro já fez. É difícil você chegar ao nível de outro profissional que já esta fazendo isso há muito tempo. O produto tem que acompanhar o que você tem a oferecer. O cliente vai perceber o que você esta oferecendo. Você não pode dizer que ele vai perceber uma coisa e não entregar essa característica sensorial para o cliente, porque se ele não perceber o que você falou ele não volta.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

Café & PreparosCafezal

Lucca tem edição limitada de campeões do Cerrado Mineiro

Cafés Lucca - Cerrado O Lucca Cafés Especiais lançou neste mês de março a edição limitada de cafés do II Prêmio da Região do Cerrado Mineiro. A cafeteria e torrefação de Curitiba (PR) comprou seis microlotes premiados – 1º lugar da Categoria Natural e também os 2º e 3º lugares da categoria Cereja Descascado, além da Dop Espresso, marca de cafés em cápsulas que leva a assinatura Lucca, arrematar grãos da Categoria Natural no concurso. Esses lotes estão sendo oferecidos em cápsulas e em grão. Entre os cafés, estão três microlotes da Fazenda Dona Nenem (foto), de Presidente Olegário (MG), que faturou o 1º lugar no concurso na categoria Natural, com 91,25 pontos, o 2º lugar na categoria Cereja Descascado, com 88,5 pontos, e a 3º posição também na categoria Cereja Descascado, com 87,7 pontos. A loja, localizada no bairro Batel, ganhou banners que mostram quem são os produtores, falam dos cafés produzidos e do trabalho que os produtores realizam no Cerrado. Os grãos estão sendo comercializados na loja virtual do Lucca e na Dop Espresso. Mais informações: www.luccacafesespeciais.com e dopespresso.com

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/Lucca

Café & Preparos

Retrospectiva Espresso: os 12 melhores cafés que a redação degustou

café_degustação_ Ao longo de todo ano de 2014, a equipe da Espresso recebeu dezenas de cafés, que foram devidamente provados e ilustraram as seções “A Espresso Degustou” e “Degustação” nos mais variados temas. Foram muitos os grãos que surpreenderam a redação e trouxeram novas sensações ao paladar. Selecionamos aqui 12 cafés, entre os degustados especificamente para essas seções, que chamaram a atenção e merecem destaque. Certamente, as várias regiões brasileiras e internacionais e as milhares de fazendas dedicadas aos grãos de qualidade ao redor do mundo foram responsáveis por produções excepcionais. Mas apenas estão contemplados na lista abaixo, os melhores cafés que a redação teve a oportunidade de provar em conjunto, para as avaliações publicadas nas seções da revista, em edições de 2014. Dito isso, vamos aos 12 melhores cafés que a Espresso degustou. Espresso Degustacao FAF Café 35 – Bourbon amarelo Produzido porRegião Bueno, Sul de Minas Espécie arábica Variedade bourbon amarelo ProcessamentoTorra média/clara Preparo degustado Hario V60 Aroma nozes, cacau, doce intenso Sabor frutado, doce, amendoim, marzipã, macadâmia Acidez cítrica, média/alta Corpo médio Finalização nozes, persiste o cítrico A redação achou limpo, bom, agregador, agradável Espresso Degustacao Coffee Lab – Fazenda Braúna Produzido por Fazenda Braúna Região Araponga, Matas de Minas Espécie arábica Variedade catuaí vermelho Processamento natural Torra média/clara Preparo degustado aeropress Aroma doçura intensa e bastante complexidade, com um rico tutti-frutti que incluiu morango, notas cítricas, geleia, toques de avelã, mel, cereal e defumado Sabor seu doce intenso também se destacou na boca, com notas de morango e cacau e toque amendoado Acidez marcante, alta e cítrica Corpo alto Finalização agradável e bastante fresca, mas pouco persistente A redação achou café excelente, do qual tomaríamos litros donpachi_panama_gueisha Don Pachi Estate Geisha Natural Produzido por Don Pachi Estate Região Boquete, Chiriquí, a oeste do Panamá Espécie arábica Variedade geisha Processamento natural Torra média Preparo degustado Hario V60, Chemex e aeropress Aroma capim santo, frutas amarelas como carambola e muito doce Sabor delicado de cana-de-açúcar, mel e pitanga Acidez média Corpo médio Finalização limpa, doce e agradável A redação achou um mergulho em novas sensações degustação_espresso_genot Genot Cafés Especiais – Fazenda Serra Negra Produzido por Fazenda Serra Negra Região Patrocínio (MG) Espécie arábica Variedade mundo novo Processamento cereja descascado Torra média Preparo degustado french press Aroma ervas e hibiscos Sabor adocicado, remete a cerejas Acidez média Corpo médio Finalização leve acidez A redação achou agradável, limpo e trouxe ótimas sensações ao paladar espresso_degustacao_luccacafésespeciais Lucca Cafés Especiais – Reserva Especial Cerrado Mineiro Produzido por Fazenda Chapadão de Ferro Região Cerrado Mineiro Espécie arábica Variedade catuaí 162 Processamento natural Torra média Preparo degustado aeropress Aroma doce intenso, notas frutadas, lembrando fruta do conde Sabor doçura intensa e marcante, notas frutadas cítricas e amendoadas Acidez alta, que desenvolve frescor mentolado Corpo médio Finalização agradável e fresca, com certa brevidade e leve adstringência A redação achou marcado pela acidez sitio_santa_maria_mokaclube_espresso_degustação Moka Clube – Sítio Santa Maria Produzido por Sítio Santa Maria Região Cristais Paulista, Alta Mogiana (SP) Espécie arábica Variedade mundo novo Processamento natural Torra média Preparo degustado Hario V60 Aroma caramelo, frutado Sabor laranja, frutas cítricas, adocicado Acidez média Corpo médio Finalização leve, saborosa A redação achou um café excelente degustação_espresso_nuancecafésespeciais Nuance Cafés Especiais – Lote S106 Sombreado Produzido por Fazenda Paraíso da Nascente Região Paracatu, Cerrado Mineiro Espécie arábica Variedade catuaí vermelho 144 Processamento natural Torra média Preparo degustado aeropress Aroma exótico, com toque picante e de especiarias, boa doçura e notas frutadas de maracujá Sabor café com personalidade e boa presença na boca, muito doce Acidez alta Corpo alto, macio Finalização leve amargor, mas com boa persistência A redação achou um café ótimo, bastante equilibrado, que surpreendeu giramundo_cafés_degustação_espresso O Giramundo Café – Fazendas Jatobá e Santa Terezinha Produzido por Fazenda Jatobá e Fazenda Santa Terezinha Região Cerrado Mineiro e Sul de Minas Espécie arábica Variedade topázio amarelo e bourbon vermelho Torra média Preparo degustado french press Aroma frutado, doce, que lembra guaraná e frutas vermelhas Sabor adocicado Acidez média e láctea Corpo médio Finalização limpa, agradável A redação achou um café ótimo, bastante equilibrado, surpreendente slatecoffeeroasters_cafés_degustação_espresso Slate Coffee Roasters – Aricha Produzido por pequenos agricultores da Etiópia Região Aricha, Yirgacheffe, Etiópia Espécie arábica Variedade heirloom (variedade crioula) Processamento natural Torra média Preparo degustado Hario V60 Aroma doce, floral, jasmim, mate, frutas cítricas Sabor doce, frutas cítricas, manteiga Acidez média/clara Corpo encorpado, aveludado Finalização limpa, agradável A redação achou café delicioso, bastante frutado, muito agradável, boa acidez degustação_trentino_espresso Trentino Cafés Especiais – Fazenda Ninho da Águia Produzido por Fazenda Ninho da Águia Região Alto do Caparaó, Matas de Minas Espécie arábica Variedade catuaí vermelho Processamento natural Torra clara, uniforme Preparo degustado french press Aroma adocicado, frutado Sabor doce, cítrico, caramelado Acidez média Corpo alto e macio Finalização refrescante e adocicada A redação achou surpreendente pelo sabor e pela qualidade da torra espresso_degustação_cafés_wolff Wolff Lote Ametista – I Produzido por Fazenda Portal da Serra Região Ibiraci, Sul de Minas Espécie arábica Variedade catuaí vermelho Processamento natural Torra média Preparo degustado aeropress Aroma doce intenso, fresco, com notas frutadas e florais de rosas Sabor limpo, doce intenso, traz um frescor de ervas Acidez cítrica, presente e delicada, mas persistente até o fim Corpo aveludado Finalização bastante agradável, com acidez doce e persistente e leve amargor A redação achou muito bom, com ótima presença na boca e no nariz   *Os cafés estão listados por ordem alfabética

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Roberto Seba (abre); Café Editora (demais)

CafezalMercado

Concurso premia cafés especiais do Norte Pioneiro

Let's Talk Coffee + Let's Talk Roya 2013

A Espresso esteve na Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná, de 5 a 7 de novembro, em Jacarezinho. Um dos pontos altos do evento foi a premiação aos produtores de mais de 10 municípios do Estado.

A região vem investindo no programa 100% Qualidade para orientar e dar consultoria a pequenos produtores com o objetivo de incentivar o cultivo de cafés especiais. Muitos delas aplicaram os conhecimentos nessa safra e enviaram seus cafés para o II Concurso de Qualidade Sabores do Norte Pioneiro do Paraná.

Neste ano participaram cafés com até 5 sacas, microlotes que foram resultado de uma safra brasileira com muitas intempéries como geada e, depois, seca na região. Foram 20 cafés premiados, com notas acima de 84 pontos na escala de 100 da Specialty Coffee Association of America (SCAA). leia mais…

TEXTO Mariana Proença • FOTO Bryan Clifton/Divulgação