Cafeteria & Afins

Subverso Coffee Culture – Goiânia (GO)

“Eu me considero muito mais um barista do que um advogado”, conta Antonio Neto, que largou a advocacia para se dedicar inteiramente ao universo dos cafés especiais. Antes de abrir a sua cafeteria, o goiano trabalhou atrás do balcão de outras casas em Goiânia, mas sempre mantinha dentro de si a vontade de ter o seu próprio negócio.

“Eu tinha muita vontade de externar o que penso sobre o café especial. Mostrar que é muito mais que uma bebida, é um estilo de vida”. Depois de muito planejamento, a inauguração do Subverso Coffee Culture finalmente aconteceu em fevereiro de 2021, apresentando, em um só lugar, não só o café, mas também referências de arte, música e moda. 

Para ter uma experiência completa no ambiente moderno e cultural da casa, é preciso pedir um café! Os grãos disponíveis costumam ser produzidos em pequenas regiões brasileiras. Os baristas preparam a bebida no método brasileiro Astér, criado pela Wood Skull, ou na superautomática Bravilor Bonamat THA, em que o café ficou conhecido como o “coado da casa”. O espresso, tirado de uma La Marzocco FB80, compõe cappuccino, mocaccino, iced latte, espresso tônica, entre outras opções. Para os dias de calor, uma boa pedida é o cold brew, que também aparece na receita do GarapaCold, alternativa que leva caldo de cana.

O cardápio de comidinhas do Subverso é especializado em toasts, porém, recentemente, Antonio implementou alguns itens voltados para o brunch e o café da manhã. A opção mais pedida pelos clientes é o pão na chapa com queijo, composto de pão de fermentação natural, requeijão cremoso, queijo regional e melaço de cana. Quanto aos doces, boas pedidas são a banoffee, o bolo do dia ou a torta de chocolate, caramelo e flor de sal.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Avenida Mutirão , 1.932
Bairro Setor Bueno
Cidade Goiânia
Estado Goiás
País Brasil
Website http://instagram.com/subversocoffee
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 14h
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Diogo Zaiden e Thiago Daher

Barista

Entre o lifestyle e a vida real dos jovens baristas

Quem vê jovens baristas nas redes sociais pensa que a vida deles gira em torno do café especial – e, em muitos casos, essa é a verdade. Entre a paixão pelo ofício e um estilo de vida, a nuance é individual

Quando você está de folga, busca lazer em lugares onde trabalharia? Pensa em trabalho durante as férias? Usaria um período de recesso para ir atrás de formação profissional? Nem todo mundo responderia a essas perguntas afirmativamente – mas, entre millennials baristas, o “sim” vem mais certeiro, acompanhado do sorriso de quem sabe que essa é uma resposta um tanto peculiar.

“Eu encaro isso de uma forma muito profissional. Faz parte do meu estilo de vida, mas vai além, é um trabalho que eu amo. Faz parte das minhas crenças pessoais, eu acredito na importância da cadeia. Entender isso faz muito sentido pra quem trabalha com café especial”, argumenta a barista Midori Martins.

A Espresso convidou jovens baristas a fazer essa reflexão. Dos coffee lovers em dias de folga a quem tem uma relação estritamente profissional com o café, todo mundo concorda: a bebida molda estilos de vida.

Mari Mesquita (DF)

Formada em Ciência Política, Mari se viu no mundo do café depois de um período de muita pressão e tristeza com a academia e com o país. “Eu precisava de algo pragmático, técnico, que não tivesse nada a ver com o que eu estudava. Quando o café dá errado, você para e faz outro. Com banco de dados não é bem assim”, lembra.

Com seis anos de estrada, ela conta que o serviço sempre foi a parte mais interessante do trabalho. “O café é uma linguagem pela qual eu comunico algumas coisas, é uma materialização de valores pessoais. Ao mesmo tempo em que é um veículo de serviço, é a principal ligação que tenho com origem de produção, um sintoma de brasilidade importante dentro de mim”, define.

Para Mari, essa linha entre a profissão e o modo de vida realmente se estreitou não só para ela, mas para colegas da mesma geração. A barista entende que isso acontece porque o café realmente muda a maneira de enxergar o mundo. “Eu não acho que o café como estilo de vida seja algo ‘instagramável’. Caso a moda das redes sociais passe, a preocupação com a origem e o respeito com o produto não vão mudar”, argumenta.

João Stark (SP)

“Eu e meus amigos baristas tentamos não falar tanto de café no bar. Se eu vou a uma cafeteria é porque eu quero tomar café. Não vou em toda folga”, adianta Stark. O jovem paulistano conta que, no começo da carreira, ele abordou o café especial como um estilo de vida – até abriu um canal no YouTube. Mas o dia a dia no bar e o tempo se encarregaram de mostrar a ele que essa poderia ser uma profissão.

“Café é meu trabalho. É meu sustento. Dentro dele eu crio relações maravilhosas, gosto muito dessa parte. Sonho em abrir uma cafeteria, gosto muito de ser barista. Mas não é todo mundo que tem paciência para esse trabalho. Vai ficar oito horas em pé, lavando louça, passando pano no chão? É difícil”, argumenta o barista.

Para Stark, aliás, o café rende dois trabalhos: barista e fotógrafo. “Eu gosto de fotografar correria, balcão sujo, leite na pia. Tento mostrar como é o preparo, a beleza da bebida feita. Mas foi por acaso, nunca pensei em fotografar assim”, comenta.

Arthur Rieper (PE)

Para Arthur, pensar em café é pensar nas mãos de gente esforçada. São as mãos calejadas dos produtores, que plantam, colhem, processam e cuidam da safra. São as mãos ágeis dos mestres de torra, que encontram o equilíbrio perfeito entre a ciência e o emocional. Por fim, as mãos cuidadosas dele mesmo, Arthur, que faz o melhor com aquele insumo precioso.

“Café é paixão que a gente entrega ao outro. É dar na mão do cliente um amor meu”, define o barista. Arthur é esse profissional que pensa em café dia sim, dia também: tira folga para conhecer cafeterias novas, viaja para beber café, dedica férias a cursos na área. “Eu dou muito valor ao tempo. Se eu tiro férias, preciso fazer um curso. É como se não perder tempo fosse uma obrigação”, explica.

Mas por que essa é uma constante nessa geração? “A gente se aprofunda no que gosta. Acho que nós baristas precisamos transformar isso em um estilo de vida. Essa apresentação ao mundo é importante, especialmente no uso profissional da rede social. Você fica mais à mostra, faz carreira”, argumenta o barista.

Amanda Albuquerque (PR)

Três milhões de seguidores no TikTok, mais de 140 mil no Instagram. Quem vê a habilidade de Amanda Albuquerque em passar dicas e conhecimentos adiante, recomendar pequenos negócios e falar de café especial nem imagina que a formação como barista é recente, de 2019.

Tudo mudou em 2020: trancada dentro de casa, passando pela covid-19, Amanda transformou a criatividade em vídeos e logo viralizou no TikTok. “Vi ali uma oportunidade de mostrar o café especial às pessoas. Eu tenho um público muito jovem e muito grande, e acredito que, quando se educa a maior quantidade de pessoas possível, é algo muito rico para a profissão”, comemora. Para ela, essa tendência de misturar estilo de vida com profissão tem muito a ver com o volume de conhecimento ao qual ela e os colegas estão expostos na internet.

Ao pensar sobre os alunos que pertencem à geração Z, a professora vê o impacto das trajetórias de millennials nos sonhos dos mais jovens. “Eles têm uma sede grande de aprender e já descobriram que podem ser campeões de uma categoria para viajar o mundo. Eles entenderam que é preciso estudar muito para ser um bom profissional, aprender o café do pé à xícara. Eu acho incrível como eles evoluem rápido”, elogia.

Midori Martins (SP)

Quem olha o Instagram de Midori não diria que o café especial é o estilo de vida dela – mas rede social nem sempre é parâmetro para saber da vida das pessoas. A barista não diz que esse é um lifestyle, vai além: é uma crença pessoal na sustentabilidade. “Entender a cadeia é dar sentido a quem trabalha com café especial. É compreender que é um mundo extremamente complexo, que é preciso ter a gana de estudar sempre”, define.

A verdade é que Midori é dessas baristas que entraram para o meio por causa das pessoas: só se envolveu com café especial porque gostava de vendas e atendimento. Da Starbucks à Um Coffee, ela sentia essa alegria em estar cercada de gente. No Coffee Lab – sobretudo com a pandemia –, ela entendeu que gosta mesmo é de sala de aula. 

“Eu me encontrei dentro do café quando passei a ensinar. Eu gosto da bebida, mas o café é uma relação entre pessoas. É da nossa cultura, vai além de uma simples xícara”, argumenta. Mas e as folgas, Midori? “Vou bem menos que gostaria, mas frequento cafeterias para prestigiar meus amigos e colegas”, conta.

Airo Villalobos (SP)

“Eu vejo café em tudo. É conexão, é amizade, é cuidado. Não é por acaso que vim para o Brasil, não é por acaso que fiz o curso de barista. O café me trouxe”, afirma Airo. Quando a venezuelana chegou ao Brasil, tinha duas prioridades: aprender português e conseguir um emprego. 

Ela teve ajuda de algumas ONGs e foi selecionada no programa Fazedores de Café, em que se formou barista – durante a pandemia, começou embalando pedidos de delivery até conseguir trabalhos no bar. “Para mim, café não é um dinheiro extra, é algo a ser levado a sério. Se trata com cuidado, se dedica a vida. Conhecer o que há por trás da xícara pode mudar a vida de uma pessoa”, argumenta.

Engenheira de formação, Airo tem verdadeiro encanto por passar adiante o que sabe sobre café – mas vê algo diferente no futuro de sua carreira no ramo. “Eu me apaixonei pelo café, nunca pensei que tivesse tanta coisa envolvida. Gostaria de aprender a torrar, tem muita ciência, é algo que tem conexão com engenharia”, planeja.

TEXTO Clara Campoli

Cafeteria & Afins

Primeira cafeteria Bialetti é inaugurada em Campinas (SP)

Campinas (SP) recebe a primeira cafeteria com a chancela da italiana Bialetti, idealizada pelo italiano Umberto Milo. Radicado no Brasil, ele foi o responsável por trazer ao país, de forma regular, as famosas Mokas, cafeteiras italianas que inovaram no modo de preparo do café e cuja extração também é classificada como espresso. 

“O crescente consumo do café fora de casa nos motivou a desenvolver esse projeto. É uma honra ter o aval da Bialetti na implementação da primeira cafeteria da marca no mundo”, comenta Umberto Milo, que representa a marca no Brasil. Ele conta com a parceria da empresária Márcia Monteiro no negócio. 

Localizada no piso 2 do Shopping Iguatemi Campinas, a Bialetti Cafeteria traz um cardápio composto por cafés da Alta Mogiana (região do interior de São Paulo, na divisa com Minas Gerais), com características de caramelo, chocolate e finalização frutada. Para atender uma variedade maior de paladares, são servidos vários tipos de extração, que vão do tradicional espresso aos métodos de prensa francesa e cafés coados no pour over

O cardápio reúne desde um básico Espresso Solo (R$ 7,90) até bebidas como o Irish Coffee – espresso, whiskey e creme de leite fresco batido (R$ 29,90) e o Dry Irish Coffee – espresso e whiskey irlandês (R$ 29,90). Destaque também para a variedade de frappés que vão de framboesa à Oreo.

Os clientes podem, ainda, levar os grãos para o preparo do seu café preferido em casa. Também há a opção de moê-los na hora. A casa disponibiliza dois microlotes, ampliando, assim, a variedade de blends. Direto das montanhas do Caparaó (MG), podem ser degustados o “Calda de Pudim”, que traz um corpo delicado e caramelizado, ideal para quem gosta de doçura e baixa acidez, e o “Caparaó”, café com notas de frutas amarelas, acidez média e aroma floral.

Acessórios para os coffee lovers

A cafeteria também dispõe de uma lista de acessórios para os apaixonados pela bebida. Além da Moka Express, disponível desde a versão tradicional até os modelos repaginados e mais moderninhos, a loja oferece a  prensa francesa, o pour over, chás, comidinhas, doces e sucos.

Sobre a Bialetti e sua Moka Express

Fundada em 1919, na pequena aldeia de Omegna (Verbania), a italiana Bialetti ganhou projeção com a invenção da Cafeteira Moka Express, que completa 90 anos em 2023. Batizada de cafeteira italiana, a Moka inovou o modo de preparo do café doméstico e se consolidou como um ícone do café e do design industrial.

A criação do italiano Alfonso Bialetti foi até incluída no acervo de importantes museus, como o MoMa – Museu de Arte Moderna de Nova York. A figura do simpático homenzinho com um farto bigode, estampada no corpo da Moka, é uma caricatura de Renato Bialetti, filho de Alfonso. Ele foi o responsável pela difusão da Moka Express pelo mundo ao assumir os negócios do pai, no final da 2ª Guerra Mundial, em 1946.

Serviço
Bialetti Cafeteria
Onde: Shopping Iguatemi Campinas – Piso 2 (ala nova) – Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina – Campinas (SP)
Funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 22 h; domingos e feriados, das 12h às 20h
Mais informações: www.instagram.com/bialetticafeteria

TEXTO Redação • FOTO Bialetti Cafeteria - Jonatha Christian e Divulgação Bialetti

Café & Preparos

5 jeitos cafeinados de comemorar o aniversário de SP

Nesta quarta-feira (25/01), a cidade de São Paulo completa 469 anos! E nada melhor do que café para dar a energia para explorá-la e celebrar toda a ligação que ela tem com o grão e com a bebida. Confira 5 dicas e mais uma dicona que vale por mais 5! 

Pizza requentada com café (espresso ou filtrado)

Acordar e saber que tem um pedaço de pizza da noite anterior esperando para ser devorado é um esporte e um prazer que os paulistanos praticam muito. Para acompanhar esse verdadeiro “café da manhã dos campeões”, a dica é café coado ou espresso. 

“A pizza no dia seguinte fica deliciosa quando esquentada no forno pré-aquecido na temperatura máxima (300oC) por uns 5 minutinhos”, diz Cida Montagner uma das proprietárias da GattoFiga. Mas tem outros métodos: “não tenho forno, coloco na frigideira mesmo com um fio de azeite, em fogo bem baixo e com tampa para derreter o queijo”, diz Davi Leite, sócio de Cida. 

A GattoFiga é uma pizza gastrobar que fica perto da Vila Mariana e do Bosque da Saúde. Ali também está o maior cafezal urbano do mundo, no Instituto Biológico. E o Bosque da Saúde tem esse nome pois, no início era mesmo um bosque com o intuito das pessoas passearem, respirarem ar puro e terem momentos de lazer. Ele foi idealizado pela Companhia Antártica, sim, a da cerveja, que, além do bairro na zona sul foi responsável pela urbanização de uma outra área da cidade, na zona oeste, ali onde fica o Parque Antártica, estádio hoje conhecido por Allianz Parque. 

GattoFiga: Rua Luiz Góis, 1.625 – Mirandópolis
Mais informações: instagram.com/gattofigapizzabar

Bolo do dia com capuccino ou pingado

O Ipiranga é uma ótima pedida para um passeio pela manhã. As ruas do bairro são gostosas de caminhar e misturam lugares novos com um pouco de nostalgia das casinhas de umas décadas atrás. De lá que saiu o tal grito da independência do Brasil e o Museu do Ipiranga, reaberto desde setembro de 2022, está incrível. Por lá dá para ver painéis, histórias e ferramentas ligadas à cafeicultura e os jardins e a vista do terraço garantem aquela foto lindona pra postar nas redes sociais. 

Para matar a fome antes ou depois da visita, uma ótima pedida é um bolo daqueles bem caseirinhos com um pingado ou com um capuccino. No Tosto Café tem sempre o gelado de coco e um bolo do dia. 

Tosto Café: Rua dos Sorocabanos, 155 – Ipiranga
Mais informações: instagram.com/tosto.cafe

Doce a base de café para a sobremesa

Um dos bairros com maior concentração de bares e restaurantes da cidade é Pinheiros. O que não falta lá é opção. A dica é comer uma sobremesa na Confeitaria Dama, conhecida por suas mil folhas, e que tem no cardápio o ópera, doce que leva camadas de pão de ló invertido, creme especial de chocolate e creme de café. 

Assim como a cidade, Pinheiros já teve várias caras ao longo de sua existência. Surgido em meados do século 16 como caminho para o interior do estado, foi muito importante quando São Paulo começou a crescer, pois do Rio Pinheiros vinham pedras e areia para as construções que se multiplicavam a cada dia. Elas eram transportadas pela cidade de bonde e um pedaço dos trilhos ainda é visível hoje no Largo da Batata. 

Confeitaria Dama: Rua Ferreira de Araújo, 376 – Pinheiros
Mais informações: instagram.com/confeitariadama

Café gelado para refrescar uma tarde quente

O aniversário de São Paulo cai em pleno janeiro, quando é verão e a gente sabe que as tardes sempre são cheias de calor (ao menos na maioria das vezes). Os cafés gelados, puros ou batidos com leite e gelo do tipo frapê são uma ótima opção para refrescar o corpo e a alma. No Faro Café há opções dessa bebida a um preço bem camarada. 

A portinha fica em uma rua paralela à Avenida Paulista, na parte mais próxima ao bairro de Higienópolis. Essa área é bastante conhecida por ter servido de morada à elite paulistana a partir do século 19 e os casarões que antes existiam na Paulista (hoje restam apenas quatro) são sempre chamados de casas dos barões do café. Essa informação não é tão correta, pois muitos dos casarões eram na verdade dos industriais paulistanos que começaram a surgir no fim do século 19 e início do 20. Um dos nomes mais conhecidos é o de Francesco Matarazzo. Sua mansão ficava onde hoje é o Shopping Cidade Jardim e a história de sua tentativa de tombamento e posterior demolição é bastante emblemática das questões do patrimônio histórico da capital. 

Faro Café: Rua Luís Coelho, 168 – Consolação
Mais informações: instagram.com/farocafeoficial

Drink com café pra começar a noite

A combinação de café com bebidas alcoólicas, tem até uma competição exclusiva chamada Coffee In Good Spirits, então nossa última dica é essa: escolha um drinque da carta do Red Coffee para brindar os 469 anos da cidade. A parte curiosa é que esse bar / cafeteria fica no bairro de Santo Amaro, que até 1935 era outro município. Na verdade, a região era parte de São Paulo até 1832, quando se emancipou da cidade. Permaneceu assim por pouco mais de 100 anos, quando foi definitivamente incorporada à capital, aumentando em muito sua área, já que a região sul é a maior das quatro, com 607 km2. É ao sul que fica uma grande área de Mata Atlântica preservada e que cobre quase 30% do município, com nascentes de alguns dos rios da cidade, cachoeiras, estradas de terra, muitos pequenos produtores rurais e até vista pro mar. 

Red Coffee: Rua Min. Roberto Cardoso Alves, 416 – Santo Amaro
Mais informações: instagram.com/redcoffeebrasil

E como comemoração boa sempre tem um chorinho, aqui vai a saideira, uma dica que vale por 5: o minifestival de cafeterias Nescafé Origens, que vai de 25 de janeiro a 6 de fevereiro. Confira tudo sobre e visite as cafeterias!

TEXTO Cintia Marcucci • FOTO Agência Ophelia

Mercado

Saiba quais são as 10 principais tendências globais de consumo em 2023

A empresa global de pesquisa de mercado, Euromonitor International, divulgou hoje o seu relatório exclusivo “10 Principais Tendências Globais de Consumo 2023”, que visa ajudar organizações a ficarem à frente da disrupção, prever motivações de compras e suprir necessidades não atendidas.

Consumidores gastando de forma responsável, porém emocional, o papel da digitalização nos processos de compra, as demandas de igualdade feminina e uma Geração Z disruptiva são alguns dos fatores que definirão as tendências globais de consumo em 2023, de acordo com a Euromonitor.

As 10 tendências que a Euromonitor levantou em seu relatório Principais Tendências Globais de Consumo 2023 são:

Automação Autêntica: Humanos e máquinas precisam estar em sincronia para fornecer soluções significativas. As conexões emocionais não devem ser subestimadas e os benefícios tecnológicos devem superar a necessidade de interações pessoais para criar uma experiência perfeita.

Compradores Cautelosos: A crise do custo de vida está diminuindo o poder de compra dos consumidores. Economizar é prioridade. Em 2022, 75% dos consumidores não planejavam aumentar os gastos gerais.

Controlar o Tempo de Tela: As pessoas ainda estão ligadas a seus dispositivos, mas o tempo de tela é mais seletivo. Os consumidores querem uma experiência digital eficiente e filtrada de acordo com seus interesses.

Eco-Econômicos: Os padrões de consumo são menos de aquisição e mais de redução, o que impacta positivamente o planeta. 43% dos consumidores reduziram o consumo de energia no ano passado.

Hora do Jogo: Os games se tornaram um líder em entretenimento e transcenderam a divisão geracional. O que antes era um nicho é agora uma oportunidade de mercado em massa.

Aqui e Agora: Soluções flexíveis expandem o poder de compra e aliviam as pressões de custo para ajudar os consumidores a gastar com felicidade. No curto-prazo, “alegria” é um motivador de compra. Em 2022, o valor de empréstimo do buy now, pay later foi de US$ 156 bilhões.

Rotinas Revividas: A pós-pandemia está aqui. Os consumidores estão se adaptando a novos horários e navegando em um retorno à realidade. 39% dos consumidores disseram que mais de suas atividades diárias serão presenciais nos próximos cinco anos.

Ascensão Feminina: Os consumidores se recusam a permanecer em silêncio sobre a desigualdade de gênero. Representação justa, equidade e inclusão estão na vanguarda das decisões de compra das mulheres.

Os Prósperos: A fadiga está se instalando à medida que os consumidores navegam em tempos caóticos e erráticos; eles estão colocando as necessidades pessoais acima de tudo. 53% dos consumidores estabeleceram um limite estrito entre vida profissional (ou escolar) e pessoal em 2022.

Jovens e Disruptivos: Os consumidores da Geração Z defendem suas crenças e se expõem. Eles são imunes à publicidade tradicional. Autenticidade e impacto social fazem a diferença. “Os últimos anos foram tudo menos convencionais e 2023 não será exceção”, de acordo com Alison Angus, Head de Inovação da Euromonitor International. “As empresas devem esperar um comportamento bastante divergente à medida que os consumidores lidam com os desafios contínuos enquanto voltam ao normal”.

TEXTO Euromonitor International • FOTO Divulgação

Mercado

Nescafé Origens do Brasil apresenta 1º Minifestival de Cafeterias de São Paulo

Nescafé Origens do Brasil apresenta aos paulistanos a 1ª edição do Minifestival de Cafeterias! Com início no aniversário de 469 anos de São Paulo, em 25 de janeiro, o evento acontecerá até o dia 6 de fevereiro em cinco cafeterias da capital que são referência em expertise e excelência em cafés: Sofá Café, Fora da Lei, Futuro Refeitório, Over Coffee Roasters e Perseu. 

Localizadas entre os bairros de Pinheiros, Cerqueira César, Consolação e Vila Mariana, as casas formarão uma rota paulistana do café especial e oferecerão degustação gratuita do novo Origens do Brasil – Fazedores de Café, um café especial vindo do terroir da Chapada Diamantina (BA). Todo o lucro será revertido ao projeto Fazedores de Café, que, em parceria com Nescafé, capacita jovens cafeicultores no campo. 

Kit com o novo Nescafé Origens – Fazedores de Café + cerâmica exclusiva elaborada pela equipe de neurociência da The Coffee Sensorium

A edição especial nasceu a partir do fruto produzido por meio da agricultura regenerativa pelos jovens da região participantes da edição de 2022 do Fazedores de Café. A novidade estará à venda em um pack limitado que inclui uma cerâmica especialmente desenvolvida pelas neurocientistas Fabiana Carvalho e Maísa Mancini, do The Coffee Sensorium, para amplificar a experiência sensorial com o café, que traz notas aromáticas de rapadura, melaço e frutas secas. Além disso, as cafeterias também abrirão vagas para um workshop de barismo gratuito com o barista Renan Dantas. 

“Origens Fazedores é um produto que mistura experiência, sabor e responsabilidade social. Além de contar de maneira única a história genuína de nossa jornada sustentável, também joga luz sobre os diferenciais do café especial, categoria que nossos parceiros no Minifestival expressam e vivenciam de maneira tão brilhante. Nosso objetivo, portanto, é aproximar ainda mais os paulistanos das delícias e do propósito que está por trás de uma boa xícara de café com origem e destino responsáveis”, afirma Taissara Martins, gerente de ESG de Cafés da Nestlé Brasil.

Serviço
1º Minifestival de Cafeterias – Nescafé Origens e Workshops

Over Coffee Roasters
Workshop: 27/01, das 10h às 11h e das 16h às 17h
Onde: Rua Eugênio de Medeiros, 466 – Pinheiros, São Paulo (SP)
Funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 17h; sábado, das 10h às 15h

Sofá Café
Workshop: 30/01, às 11h, e 31/01, às 14h
Onde: Rua Jaguaribe, 258 – Consolação, São Paulo (SP)
Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30; sábado e domingo, das 10h às 18h

Perseu
Workshop: 31/01, às 9h
Onde: Alameda Santos, 2.159 – Cerqueira César, São Paulo (SP)
Funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 23h; sábado, das 9h às 23h; domingo, das 9h às 21h

Fora da Lei Café
Workshop: 01/02, às 9h
Onde: Rua Cubatão, 131 – Vila Mariana, São Paulo (SP)
Funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 18h; domingo, das 11h às 17h

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Futuro Refeitório
Onde: Rua Cônego Eugênio Leite, 808 – Pinheiros, São Paulo (SP)
Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 8h às 22h; domingo, das 9h às 16h

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

Você sabia que existe um cafezal urbano no meio da cidade de São Paulo?

Um cafezal no meio de São Paulo. Sim, é isso mesmo! Muita gente não sabe, mas, entre casas, ruas e muitos prédios, existe uma grande área verde. E nossa equipe foi visitar, durante uma manhã ensolarada de quarta-feira, o Instituto Biológico.

Por algumas horas parecia que nem estávamos na loucura de São Paulo. O espaço é considerado o maior cafezal urbano do País, com 10 mil metros quadrados e com as principais variedades desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC) – órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo – presentes em 90% do parque cafeeiro brasileiro.

O Instituto Biológico foi criado em 1927, exatamente para estudar meios de combater as pragas que atacavam as plantações de café. É um centro de pesquisa também vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, voltado para a produção, a difusão e a transferência de tecnologias e conhecimento científico nas áreas de agronegócio, biossegurança e atividades correlatas. Está localizado na Vila Mariana, na cidade de São Paulo, nos arredores do Parque Ibirapuera.

Harumi Hojo, pesquisadora do local, foi quem nos recebeu e mostrou cada detalhe. Ela, que está há quarenta anos no Instituto, conta que fez parte inicialmente da entomologia (área da Biologia dedicada a estudar as características físicas, comportamentais e reprodutivas dos insetos) por bastante tempo. “Quando eu entrei, todo o espaço do café já estava plantado. Há mais ou menos dezoito anos, a diretoria passou a ter um novo olhar para o café e passamos a reconduzir a produção e buscar por uma Certificação UTZ para validar a parte de sustentabilidade e melhorar cada vez mais as questões de trabalho”, explica.

Harumi Hojo, pesquisadora do Instituto Biológico

Como começou

Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretora-geral do Instituto Biológico, nos conta que, na década de 1920, apareceu uma broca nos frutos do café, causando danos severos na qualidade. “Assim, os cafeicultores perguntaram ao governador da época o que poderia ser feito e pediram uma saída. Ele reuniu pesquisadores e cientistas em busca da solução. Foi quando, então, surgiu o Instituto para trabalhar com a saúde dos vegetais, depois com a saúde dos animais. Tudo isso está até hoje dentro da nossa missão mais a preocupação com a proteção ambiental, sem resíduos de produtos químicos no nosso alimento, no solo e na água”, explica a diretora.

Segundo registros no site, foi Arthur Neiva quem levou à Assembleia Legislativa a importância da criação de um órgão que beneficiasse os agricultores. Em 20 de dezembro de 1926, o então presidente Carlos de Campos enviou à Câmara dos Deputados o projeto de fundação de um Instituto de Biologia e Defesa Agrícola. Apesar de aprovado no dia 27 do mesmo mês, o projeto não virou lei. No governo Júlio Prestes, quando Fernando Costa era o secretário de Agricultura, foi proposta a criação de um órgão ainda mais amplo, que, ao lado das pesquisas e medidas de defesa relativas à sanidade vegetal, também se dedicasse a objetivos semelhantes na área animal.

Em 1928, foi doada uma área de aproximadamente 239 mil metros quadrados para a construção do Instituto, um local pouco valorizado, conhecido como “Campo do Barreto”, e que, mais tarde, teve uma parte cedida ao Parque Ibirapuera. O nome inicial seria Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal, e, em 1937, passou para Instituto Biológico. Localizava-se, inicialmente, em vários prédios adaptados e distantes uns dos outros.

O objetivo era desenvolver conhecimento científico e tecnológico e transferi-lo ao negócio agrícola nas áreas de sanidade animal e vegetal, suas relações com o meio ambiente, visando à melhoria da qualidade de vida da população.

O café em São Paulo

Nossa bebida predileta foi a responsável pelo desenvolvimento de São Paulo. A cultura do café, introduzida no Brasil no século XVIII, se disseminou pelo Sudeste e pelo Sul do País, gerando riqueza e recriando hábitos e costumes.

No final desse século, o café passou pelo Vale do Paraíba, região em São Paulo com boas condições para o cultivo; depois foi para o Sul de Minas e para o Paraná. O Rio de Janeiro foi o porto de escoamento do produto.

Com a chegada da família real, em 1808, ocorreu uma rápida expansão dos cafezais. D. João, então príncipe regente, mandou que viessem sementes da África e as distribuiu entre os fidalgos proprietários de terras no Vale do Paraíba.

Entre 1830 e 1840, o café já era o produto mais exportado e a produção aumentava cada vez mais. Toda essa situação implicou o aumento de mão de obra nas grandes regiões produtoras (São Paulo e Rio de Janeiro) e, com a abolição da escravatura, implicou também o início da contratação de mão de obra imigrante em São Paulo. O café na região paulista ganhou tal importância que as ferrovias se espalharam pelo oeste paulista.

O Porto de Santos passou então a escoar a produção daquela região. Durante quase todo o século XIX e parte do XX, a riqueza do Brasil se concentrou na economia cafeeira. Dessa forma, surgiram os barões do café – fazendeiros que, durante o Segundo Reinado (1840-1889), foram contemplados por D. Pedro II com títulos de nobreza e, portanto, detinham o poder econômico da região.

A economia cafeeira ajudou em muitos aspectos no processo de urbanização e industrialização da região Sudeste, mas, no início do século XX, surgiram os primeiros sinais de crise. Em 1902, a superprodução de café originou estoques e baixou os preços. Para enfrentar a crise, os governadores dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se em 1906 no chamado Convênio de Taubaté, que definiu uma política para a valorização do produto: os governos estaduais comprometiam-se a comprar toda a produção e usar os estoques para impedir quedas e oscilações no preço.

Por volta de 1920, a cidade de São Paulo passa a ser reconhecida como o mais importante centro industrial do Brasil. A quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, forçou a queda no preço internacional do café. Milhões de sacas foram queimadas pelo governo, só em 1947 os preços voltaram aos níveis anteriores.

Se, na década de 1960, São Paulo e Paraná detinham a maioria dos pés de café do País, em meados de 1980 o estado de Minas Gerais concentrava mais de um terço do total nacional, seguido por São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia. Todos esses estados tinham, juntos, 92% dos 3,5 bilhões de pés existentes no País.

Café e o Instituto

Na metade da década de 1950, foram plantados próximo ao edifício cerca de 2500 pés de café com a finalidade de servir como pesquisa científica e preservação da memória da instituição.

“Desde 2017, a produção é totalmente orgânica, tendo passado por um período de transição. No ano passado, conseguimos que até o beneficiamento fosse efetuado mantendo as características de produção orgânica”, ressalta a pesquisadora Harumi Hojo.

São mil pés de café divididos entre as variedades mundo novo (500 serão colhidos neste ano) e catuaí (500 que foram esqueletados e só produzirão no ano que vem. A última renovação do cafezal havia ocorrido na década de 1980) mais 1500 pés de café de outras seis variedades: catuaí vermelho IAC 99; catuaí amarelo IAC 62; IAC 125 RN; bourbon amarelo IAC J10; IAC catuaí SH3 e mundo novo IAC 379-19.

Atualmente o propósito do cafezal é ser um instrumento de educação ambiental, didático, histórico e cultural, destinando-se às pessoas que desejam conhecer uma plantação de café, sua história e outras particularidades, além dos princípios das boas práticas agrícolas, sustentabilidade e agricultura regenerativa.

Segundo o Instituto, a variedade mundo novo teve a sua origem a partir da seleção de plantas derivadas de um cruzamento natural entre as cultivares sumatra e bourbon vermelho. Seu desenvolvimento ocorreu no IAC. A variedade catuaí também foi desenvolvida por eles. Ela produz frutos de coloração vermelha ou amarela, produtivas e de porte baixo.

A colheita é toda manual. A secagem dos grãos é realizada ali mesmo, em terreiros suspensos, por um tempo em torno de quinze a vinte dias. A torra é realizada por um parceiro do interior de São Paulo, que segue os protocolos em relação ao café orgânico. Parte dos grãos é doada ao Fundo Social de São Paulo e parte fica para pesquisas.

Sabor da colheita

Desde 2006, o Instituto Biológico realiza a cerimônia que marca o início da colheita do café no estado de São Paulo e comemora o Dia Nacional do Café (24 de maio). O local recebe visitantes e todos podem participar da colheita simbólica e entender sobre as técnicas de produção. Neste ano, o evento disponibilizou um espaço para que alguns produtores apresentassem seus cafés, e o público ainda pôde tirar dúvidas sobre preparo com os baristas.

Apoio Nescafé

Em 2021, a marca global adotou a lavoura do local, o que foi um fortalecimento para o trabalho desenvolvido pelo IB, como as pesquisas e a produção de grãos orgânicos, além da abertura de uma nova frente, o Centro da Cafeicultura do Futuro, laboratório vivo que mira técnicas sustentáveis para a elaboração de um conceito inovador do cultivo cafeeiro.

Entre as ações do projeto estão os tratos culturais e o manejo de pragas e doenças dentro do modelo sustentável de produção, além da implantação de uma nova espécie de café e de colmeias de abelhas sem ferrão com fins regenerativos – a partir da polinização das flores do cafezal, ocorre um incremento na produtividade e na qualidade dos frutos de café.

“O IB, com mais de noventa anos de expertise em pesquisa, e a Nescafé, com seus programas que garantem tecnologia e inovação aos produtores rurais, trabalham em conjunto para gerar e compartilhar conhecimento para milhares de pessoas, que poderão visitar o cafezal e ter acesso a um programa de educação ambiental e agronômico, ao mesmo tempo complexo, em termos de informação, e simples, pela forma como será apresentado”, destaca a pesquisadora do Instituto Harumi Hojo.

“A parceria é super importante para nós, especialmente pelo fato do Cafezal Urbano ser uma grande vitrine e laboratório da cafeicultura que entendemos ser a do futuro. Ter um cafezal tão pertinho da população, nos ajuda a mostrar de maneira bem prática as boas iniciativas feitas no campo, e que muitas vezes estão longe da realidade do consumidor. O Cafezal já pratica uma agricultura de baixo carbono e implementa ativamente pilares importantes da agricultura regenerativa, como o uso de cultivares melhoradas, e a preservação da biodiversidade e polinização através das abelhas”, Taissara Martins, gerente de marketing e sustentabilidade de cafés da Nestlé.

O Cafezal do Instituto Biológico pode ser visitado! Basta agendar através do e-mail cafezalurbanoib@biologico.sp.gov.br. Ele fica na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, na Vila Mariana. 

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Agência Ophelia

Receitas

Iced latte com gelo de café

Ingredientes

  • 1 caixa de NotMilk High Protein de baunilha com coco (250 ml)
  • 10 g de café Bourbon Amarelo – Ágata de Fogo, da coffee&joy

Preparo

Esquente cerca de 150 ml de água. Antes de começar a ferver, desligue o fogo. Em seguida, escalde o filtro de papel com a água quente e descarte a água usada. Após isso, coloque o pó de café no coador e despeje a água quente no centro do coador, fazendo movimentos circulares. Deixe a água escoar completamente.

Em uma forma de gelo convencional, coloque todo o café e deixe no congelador até chegar no ponto de gelo. Quando finalizado, separe um copo, adicione o gelo de café e, em seguida, todo o NotMilk High Protein sabor baunilha com coco. Pronto, bebida fácil e saborosa para os dias quentes do verão.

FOTO Divulgação • RECEITA NotCo e coffee&joy

Mercado

We Coffee inaugura duas novas lojas na cidade de São Paulo

We Coffee unidade Vila Nova Conceição

Para comemorar o aniversário de 469 anos de São Paulo, a We Coffee inaugura dois novos endereços na cidade no mês de janeiro. Desde 2020, com a abertura da flagship no bairro da Liberdade, a cafeteria estreita laços com os paulistanos, que agora poderão desfrutar dos cafés, chás, pães e doces da marca também na Vila Nova Conceição e na Avenida Paulista. 

A casa tem a arquitetura e o conceito como atributos marcantes. Ao design exclusivo, com linguagem futurista e minimalista, são somados a cultura e o ambiente que cercam as unidades We Coffee.  Próxima ao Parque Ibirapuera, a loja da Vila Nova Conceição, inaugurada em 13 de janeiro, oferece café ao ar livre, poltronas, cadeiras e mesinhas com almofadas no chão. O propósito é trazer um respiro a quem busca se desconectar da correria do dia a dia.

We Coffee unidade Vila Nova Conceição

Já a quarta unidade We Coffee estará localizada no coração de São Paulo, dentro do icônico Edifício Citi Center. Sua decoração se destaca pelos detalhes com desenhos curvos no teto, acabamento em inox escovado e pendente esférico holográfico, que proporcionam um espaço descolado, espacial e tecnológico. A loja será a primeira onde a operação irá fluir somente com totem de atendimento automático, o que garante praticidade e agilidade para o cliente local. Com área externa na praça do Citi com vista para a Avenida Paulista, a inauguração está marcada para o dia 27 de janeiro, das 7h às 22h. 

Tem café especial

O menu da We Coffee é composto por um mix de doces e padaria, enquanto que o café, carro-chefe da casa, é cultivado no Caparaó e no Cerrado Mineiro. Os grãos selecionados e certificados são um blend de Mundo Novo com Icatu e SOI Catuaí Amarelo.

A cafeteria trouxe, ainda, o primeiro La Marzocco Mod Bar para o Brasil, um sistema modular de extração de café com estações independentes para cada processo, vaporização, coado e extração de espresso. O design clean e elegante do Mod Bar valoriza a interação barista e consumidor, que pode acompanhar todo o preparo de seu pedido.  

Outras bebidas também ganham destaques ao misturar frutas, chás e salty cream. Os produtos são feitos com ingredientes naturais e matérias-primas diferenciadas, como chás importados à base de flores. 

Para o aniversário de São Paulo, a cafeteria fez uma parceria com a Carma, marca suíça referência na Europa há 90 anos, que é parte do Grupo Barry Callebaut, e preparou a sobremesa Noir et Blanc: criada com chocolates 100% sustentáveis nas cores preto e branco, e elaborada com mousse e recheio de chocolate, crocante de avelã e bolo de chocolate.

Serviço
We Coffee – Vila Nova Conceição
Onde: Rua Diogo Jácome, 598
Funcionamento: todos os dias, das 9h às 22h

We Coffee – Avenida Paulista
Onde: Avenida Paulista, 1.111 – Edifício Citi Center
Funcionamento: todos os dias, das 7h às 22h

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Café para todo dia! Semelhanças e diferenças entre a Hario v60 e a Melitta

Praticidade, delicadeza e bom resultado na xícara. Hario v60 e Melitta entregam todas as características que a gente procura na hora de preparar o nosso filtrado diário

Engana-se quem acha que café filtrado é tudo igual. Apesar de terem funcionamento parecido, o modelo da japonesa Hario e o conhecido porta-filtro da Melitta se diferenciam em alguns aspectos, como no processo de extração da bebida e nas características na xícara. 

Sempre presente nos balcões das cafeterias, a Hario v60 é um equipamento queridinho entre os baristas e coffee lovers, uma vez que é prático, moderno e entrega um café gostoso. Criado em 2011, carrega esse nome por ter o formato de um filtro cônico triangular com vértice de 60 graus.

Já o suporte da Melitta, que marca presença nas casas de norte a sul do País, é mais antigo: foi idealizado em 1908, mas só foi patenteado em 1937. No Brasil, começou a ganhar destaque depois de a empresa alemã se consolidar por aqui, em 1968. Desde então, passou por adaptações em seu design, sem perder a popularidade.

Como funcionam

Se você observar uma v60 internamente, poderá reparar nas linhas verticais levemente espiraladas. São elas que permitem que a água passe pelo pó em um fluxo que acentua o movimento circular, além de afastar o papel do equipamento, o que ajuda no respiro do café. Em sua base, o método em formato de funil apresenta um único e grande orifício, que faz com que a extração não se acumule durante o processo.

O equipamento da Melitta, por outro lado, conta com largas hastes retas nas paredes internas, que, combinadas com o formato em V, facilitam o fluxo da água durante o preparo. Diferente do suporte japonês, o da Melitta apresenta o formato de prisma cônico com base reta. Seu pequeno e único furo faz com que a extração dure um pouco mais de tempo.

Filtros e moagem 

Independente de qual suporte você escolher para preparar o seu café, você vai precisar de filtro de papel. A caixinha com filtros da Melitta pode ser achada facilmente em supermercados e lojas on-line, variando os tamanhos de acordo com o seu equipamento (101, 102, 103…). Já o pacote com filtros de papel da v60 pode ser encontrado em cafeterias e e-commerces nos tamanhos v1 e v2. 

Dica da Espresso: para que o filtro da v60 encaixe melhor no suporte, dobre-o na costura. Quanto ao da Melitta, por ter duas costuras, na lateral e em sua base, a sugestão é dobrar essas costuras uma para cada lado.

Quanto à moagem dos grãos, é indicada uma granulagem média para ambos os métodos. Como o furo da Melitta é menor, vale atentar para uma moagem não muito fina, por aumentar o tempo de extração e resultar em uma bebida com um pouco de amargor. 

Dica da Espresso: se você não tiver moedor em casa, peça à sua cafeteria favorita para moer do jeito adequado ao método que você usa!

Na xícara

Devido ao furo maior em sua base, combinado com as linhas verticais internas, a hario realiza uma extração mais rápida e sem interferências. Seu café costuma ser equilibrado, com uma textura limpa. Já o suporte da Melitta, por concentrar a infusão por mais tempo, resulta em um café também limpo, mas um pouco mais intenso. 

Dica da Espresso: o resultado final da sua bebida está diretamente relacionado ao tipo de café que você está usando. Por isso, dê preferência a grãos especiais, torrados por torrefações de confiança.

Sempre com novidades!

Além dos diferentes tamanhos, as marcas inovam em relação aos materiais e às cores. A v60, por exemplo, pode ser encontrada nas opções de acrílico, vidro ou cerâmica, e pode ser transparente, preta, vermelha ou branca. A Melitta, por sua vez, tem uma vasta variedade de cores e é tradicionalmente conhecida por sua versão de acrílico. Recentemente, a marca lançou o porta-filtro de porcelana, que pode ser branco, preto e vermelho, e o suporte com dois furos.

Sugestão de preparo
20 g de café + 280 ml de água + 30 segundos de pré-infusão

Onde encontrar?
Hario v60: cafestore.com.br
Melitta: melitta.com.br 

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Jéssica Teixeira
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