Barista

Brasileiros disputam Mundiais de Latte Art, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters e Torra em Milão

Enquanto São Paulo foi palco do Campeonato Brasileiro de Barista, a cidade de Milão, na Itália, recebeu os Campeonatos Mundiais de Latte Art, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Torra e Ibrik, de 23 a 25 de junho. E o Brasil enviou seus representantes atuais para competirem nos quatro primeiros!

No Latte Art, a disputa de quem prepara os melhores desenhos no café utilizando o leite, o jovem curitibano Tiago Rocha, da Naveia, atingiu 221 pontos e ficou em 26º lugar. Ao todo, 27 baristas de diversas nacionalidades participaram da categoria, que teve como grande vencedora a italiana Carmen Clemente, da World Latte Art & Coffee Center. O segundo lugar foi para a sul coreana Rora, da RO&UM, e a terceira posição para o taiwanês Shao-Sing Lin, da UCC Taiwan.

Pódio do Campeonato Mundial de Latte Art – Foto: World Coffee Events

Quando o assunto é drinque alcoólico com café, Emerson Nascimento, do Coffee Five, foi quem disputou o Coffee in Good Spirits. Competindo com outros 22 baristas e bartenders, o brasileiro fez 300.5 pontos e terminou a competição na 16ª posição! O pódio foi composto pela polonesa Agnieszka Rojewska, da Sheep and Raven, seguida pelo ucraniano Vladyslav Demonenko, da Funt Coffee, e pela indonésia Shayla Philipa, da Hungry Bird Coffee Roaster.

Pódio do Campeonato Mundial de Coffee in Good Spirits – Foto: World Coffee Events

No Cup Tasters, que é a prova às cegas de amostras de café, o provador Phelippe Nascimento, da CarmoCoffees, ficou em 17º lugar, com um tempo de 7:46. De um total de 25 participantes, o troféu ficou com Heongwan Moon, da Coreia do Sul. A segunda posição foi para Jaco Chu, de Hong Kong, e a terceira para Heli Santiago, da Colômbia.

Pódio do Campeonato Mundial de Cup Tasters – Foto: World Coffee Events

Por último, no campeonato de Torra, o paraibano Túlio Fernando, do Nerd Coffee House, terminou a disputa em 15º lugar, com uma pontuação de 449.25. Entre 21 torrefadores, o vencedor foi o austriaco Felix Teiretzbacher, da Felix Kaffee, seguido pelo norueguês Simo Christidi, da Solberg & Hansen, e o indonesio Wisnu Aji Pratter, da Pratter Coffee Roaster.

Pódio do Campeonato Mundial de Torra – Foto: World Coffee Events

Na categoria Ibrik, o vencedor foi Paul Ungureanu, da Romênia. O segundo lugar ficou com Dimitris Baigkousis, da Grécia, enquanto que o terceiro foi para Agnieszka Rojewska, da Polônia. O Brasil não tem representantes neste campeonato.

Mais informações: www.worldcoffeeevents.org 

TEXTO Redação • FOTO World Coffee Events

Mercado

Com ingressos esgotados, São Paulo Coffee Festival lota a Bienal do Ibirapuera

A Bienal nunca presenciou tantos apaixonados por café de uma só vez como nos últimos três dias! De 24 a 26 de junho, o famoso local foi palco da primeira edição presencial do São Paulo Coffee Festival, evento internacional que reuniu consumidores, cafeterias, torrefações, produtores e diversas pessoas da gastronomia. Com os ingressos esgotados e fila para entrar, deu para sentir no ar as conexões feitas, os negócios fechados, o aprendizado e o cheiro de café fresco! 

Além de circular pelos estandes e conhecer de perto as variadas marcas presentes e seus produtos, os participantes puderam participar das salas temáticas, como o “A Torrefação”, onde ocorreu torras ao vivo e palestras sobre o assunto. Outra atração concorrida foi o “Sensory Experience”, espaço que uniu café e degustações guiadas a fim de explorar os nossos sentidos.

O queridinho latte art também marcou presença no “Latte Art Ao Vivo”, ambiente criado especialmente para que profissionais baristas falassem sobre técnicas de vaporização, bebidas vegetais e diferentes desenhos no café. Aqui, os participantes tiveram a chance de participar de masterclasses, oficinas e até de um TNT, onde arriscaram as primeiras artes com leite!

Já quem passou pelo “O Laboratório” pôde acompanhar diversos profissionais, do campo à xícara, que abordaram o cultivo do fruto, os diferentes métodos filtrados, como você pode melhorar o seu café em casa, a profissão barista, dicas de planejamento para quem quer investir no setor e a arte de moer o grão na hora. Orbitando o universo dos cafés, o espaço “A Gastronomia” trouxe chefs famosos para palestrar sobre diferentes temas, como o doce choux cream, os queijos artesanais de São Paulo, pães italianos, a famosa banoffees, cookies, o hit vegano avocado toast, entre outras delícias. Todas as palestras dadas no São Paulo Coffee Festival foram gratuitas!

Para quem curte emoção, 20 baristas disputaram o Campeonato Brasileiro de Barista. Depois de dois dias de apresentações, os finalistas Marcondes Trindade, George Gepp, Vitor Coelho, Boram Um, Hugo Silva e Renan Dantas deram o seu melhor no domingo novamente. Consagrando-se bicampeão, Boram Um, da Um Coffee Co., de São Paulo (SP), levou a melhor, seguido por Hugo Silva, da Sabino Torrefação, e Vitor Coelho, do Manana Cafés. A ordem dos seis lugares você pode conferir aqui.

Como um bom festival, também proporcionou muita música, tocada por DJs e cantores convidados; drinques, desenvolvidos pela Cervejaria Tarantino e pelo Urbe Café Bar; e arte, que ficou por conta da exposição “Imigrantes do Café”, feita pelo Museu do Café e Museu da Imigração, e pelo painel artístico disponibilizado por nós lá no estande da Espresso, onde os frequentadores puderam deixar a sua marca no evento!

O São Paulo Coffee Festival foi patrocinado por Nescafé e 3corações, com apoio da A Tal da Castanha, Orfeu Cafés, Café Store, Philips Walita/Café Santa Mônica e Prefeitura de São Paulo.

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Mercado

M200 by La Cimbali: Nova máquina de espresso versátil e tecnológica

Disponível em duas versões e três cores, a novidade conta com design moderno, conectividade via Bluetooth e Wi-Fi, diversidade no preparo de bebidas com leite e qualidade nos resultados

“Uma verdadeira extensão da personalidade do barista”. É assim que a empresa italiana La Cimbali descreve sua mais nova máquina profissional de espresso, a M200, um equipamento inovador não apenas do ponto de vista tecnológico, mas também funcional.

Seu design único, assinado por Valerio Cometti, da V12 Design, traz a forma de um “C”, que, segundo a marca, remete à evolução da silhueta do produto e expressa um impulso para o futuro – do modelo anterior, o 100, para o de agora, 200. Disponível nas cores preto opaco, branco brilhante e alumínio com detalhes em vermelho, a M200 possui estrutura feita em metal, o que afirma a abordagem ecológica adotada pela La Cimbali na busca pela redução de elementos plásticos. 

Em questão de funcionamento, a novidade conta com o sistema BDS (Barista Drive System), que identifica automaticamente, junto ao moinho conectado via Bluetooth, a dose certa de café a ser moído (simples ou duplo), ativando apenas os botões da receita desejada e eliminando o risco de erros do barista e desperdícios de matéria-prima. Além disso, a tecnologia Multiboiler, sistema flexível que melhora a qualidade da distribuição e o perfil sensorial do espresso, monitora, de forma precisa e inteligente, o perfil de pressão e a temperatura de cada grupo para cada bebida, aperfeiçoando o resultado final.

Atualmente, a M200 conta com duas versões: a GT1 e a Profile. Na GT1, o sistema controla a temperatura da água de cada grupo, garantindo que o bom resultado seja aplicado em todas as xícaras de maneira igual. Visualmente, essa opção conta com botões em seu painel. Já a Profile permite ao barista personalizar a temperatura da água, o tempo de infusão e o perfil de pressão da extração, o que garante um maior controle no corpo da bebida e na intensidade de notas como acidez e amargor na xícara. Essa versão possui painel de controle touch.

As máquinas da série M200 apresentam sistema térmico patenteado, com caldeiras independentes; conectividade Wi-Fi integrada, que permite enviar os dados de funcionamento para a nuvem ou vice-versa, controlando a funcionalidade e o desempenho à distância; e nova placa eletrônica de última geração, desenvolvida internamente pela La Cimbali. 

Buscando ir além do espresso, a novidade também está disponível junto ao Milk 4 Cold Touch, um dispositivo que permite personalizar até quatro receitas com leite, desde a temperatura até o nível de espuma em cada uma delas. Com essa versatilidade de bebidas, a M200 conta com base regulável em três alturas para facilitar o posicionamento de diferentes tamanhos de xícara.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Responsabilidade compartilhada da xícara à semente para alcançar uma renda digna, próspera e sustentável

Há muito trabalho em andamento para determinar o que ficou conhecido como renda digna para o cafeicultor em diferentes países. A palavra “próspera” foi acrescentada para indicar que só viver não é suficiente para o cafeicultor que também precisa prosperar. Há propostas para acrescentar a palavra “sustentável” porque o mercado requer cada vez mais um café produzido de forma sustentável. Não é suficiente que os produtores tenham renda para apenas viver e prosperar pois eles também precisam receber aquilo que é necessário para produzir café de forma sustentável.

A necessidade de alcançar uma renda digna, próspera e sustentável traz à tona o conceito de responsabilidade compartilhada em toda a cadeia de abastecimento do café, da xícara à semente, para pagar o produtor pela produção sustentável. Deve ser da xícara à semente e não da semente à xícara porque, a menos que o processo comece no consumidor, tudo o que acontecerá é que a pobreza dos cafeicultores aumentará.

Dados preliminares já disponíveis mostram que a renda real do produtor fica aquém da renda digna e muito aquém da renda próspera e sustentável na maioria dos países produtores de café. Em alguns países, a renda digna é 3, 4 ou mais vezes superior à renda real. É evidente que a referência é sempre à renda digna média nos países. Mesmo naqueles países em que a renda média está muito abaixo da renda digna pode haver produtores que tem renda real igual ou acima da renda digna. Por outro lado, no próprio Brasil, onde dados indicam que a renda real está acima da renda digna, se deixarmos as médias de lado poderemos provavelmente verificar que há cafeicultores cuja renda está abaixo da digna e que necessitam apoio para melhorá-la.

Por que há cafeicultores, inclusive no Brasil, com renda real abaixo da renda digna? Mais importante do que saber qual é a renda digna média de referência em cada país, é entender por que a renda de muitos produtores está abaixo, muitas vezes bem abaixo dessa renda de referência. Conhecer esses números – renda real e renda digna – e principalmente suas diferenças em cada região e país ajudará muito nesse diagnóstico do problema, região a região e país a país. A lista de potenciais suspeitos é conhecida: baixa produtividade por falta de acesso à tecnologia, que tem a ver não apenas com seu desenvolvimento e/ou disponibilidade, mas também com sua transferência aos produtores, escassez de investimentos e uso de insumos e equipamentos por falta de financiamento, ineficiência dos mercados, etc. Aqueles entre os itens acima que estão fora da porteira da fazenda e além do controle do produtor estão incluídos no que ficou conhecido como “ambiente facilitador”, que no Brasil é em média muito melhor que nos demais países produtores de café.

A solução para melhorar o ambiente facilitador não está nas mãos de um único ator ou setor do agronegócio café e inclui os governos dos países produtores. O papel do governo é fundamental para melhorar o ambiente facilitador em todos os países. A abordagem ideal é que o governo e o setor privado – cadeia de abastecimento do café e outros – trabalhem juntos para abordar a melhoria do ambiente facilitador que, por sua vez, criará as condições para que os cafeicultores aumentem sua renda. Ainda pode haver espaço para isso no Brasil, no âmbito regional.

O desafio é reunir o setor privado e o governo para desenvolver e implementar um roteiro para melhorar o ambiente facilitador e assim ajudar a fechar a lacuna entre a renda real e a renda digna, próspera e sustentável. Há propostas e discussões em andamento em muitos países, entre associações do café, empresas e governos de países produtores e consumidores. Como não é realista esperar que os consumidores paguem mais pelo café sustentável, o roteiro terá que contar com a responsabilidade compartilhada ao longo da cadeia de abastecimento, desde antes do café chegar ao consumidor até o cafeicultor. Isso pode ser feito? Faria sentido econômico?

Será útil entender como isso foi feito em países onde a diferença entre as rendas real e digna não existe ou é pequena, como na maior parte do Brasil. O que pode ser aprendido com eles e o que é aplicável a outras regiões e países produtores de café? Será a disponibilidade de serviços públicos de extensão e treinamento; o desenvolvimento de cooperativas que apoiam aos pequenos produtores; cadeias de abastecimento eficientes para café, insumos e equipamentos; associações empresariais fortes na área do agronegócio café; regulamentação e incentivos governamentais para facilitar o financiamento; tributação justa e “competitiva”; oportunidades de trabalho e de criar negócios fora da fazenda em áreas de cultivo de café; outros?

A sugestão é usar estudos de caso de países que conseguiram melhorar seu ambiente facilitador para ajudar a criar o roteiro – processo, participantes e ações – para que outras regiões e países produtores de café façam o mesmo e aumentem a renda digna, próspera e sustentável de seus cafeicultores. O passo seguinte é incluir a cadeia de abastecimento de café nos países importadores e consumidores para garantir que essa responsabilidade de aumentar a renda dos produtores também seja compartilhada da xícara à semente, inclusive porque as exigências dos países importadores são crescentes.

TEXTO Carlos Henrique Jorge Brando

Mercado

Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) anuncia novo presidente: Pavel Cardoso

Na última terça-feira (21), na reunião do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro, Pavel Cardoso foi eleito o novo presidente para o triênio de 2022/2025. Cardoso é formado em direito pela Universidade Católica de Salvador e é sócio gestor da Café Sobesa, atuando há mais de 50 anos na comercialização e produção do alimento no estado. Na ABIC, já atuou como vice-presidente de Qualidades e Certificações, no período de 2013/2016, e como vice-presidente Jurídico, entre 2019 e 2022.

No seu discurso de posse, o novo presidente destacou os avanços conquistados pela ABIC em 49 anos de atuação no resgate à credibilidade do café brasileiro, cujos programas de Pureza e Qualidade são reconhecidos internacionalmente pela Organização Internacional do Café (OIC) e referendados em mais de 60 países. Ele afirmou querer dar seguimento a esse trabalho: “Estamos iniciando uma nova fase, vamos fortalecer e expandir ainda mais nossos programas e processos, de forma ampla e responsável, com total empenho, para se obter cada vez mais relevância da nossa Associação.”

O presidente determinou as cinco diretrizes de sua gestão, que visa implementar novos projetos com um olhar para as tendências do mercado. São elas:

  • Defesa da Qualidade Certificada, ampliando os programas de certificações com maior divulgação junto aos Associados e aos consumidores, através das mais diversas ferramentas e tecnologias disponíveis para que o brasileiro possa cada vez mais receber um café de qualidade na sua mesa.
  • Ampliar o Consumo, buscando desenvolver o maior e melhor programa de marketing possível do café brasileiro, com suas ricas e diversas variações, origens, seus benefícios para saúde, contando com o apoio coordenado dos Associados.
  • Estimular a Sustentabilidade e a responsabilidade sócio ambiental, fomentando o desenvolvimento sustentável do mercado e dos Associados, incentivando as boas práticas, o consumo consciente, buscando parcerias para novos processos e soluções que preservem o meio ambiente.
  • Contribuir para a valorização da imagem institucional da ABIC e dos seus Associados, ampliando a qualificação dos números e indicadores setoriais, seus programas, certificações e serviços, e o relacionamento entre os agentes da cadeia, entidades representativas do setor, sindicatos das indústrias de café, visando ampliação da base de Associados e o fortalecimento do café brasileiro na percepção do consumidor.
  • Ampliar as exportações de café torrado e moído com projetos e ações efetivas que apoiem o desenvolvimento e incentivem a internacionalização das indústrias associadas, buscando incrementar toda a cadeia com a exportação do nosso café como produto acabado, com maior valor agregado, visando incrementar a rentabilidade do nosso industrial e criando mais empregos para todo segmento.

Além dessas diretrizes, Cardoso defendeu a participação e fortalecimento  do Conselho Consultivo da ABIC, formado por Almir Filho, que presidiu a ABIC no período 2008/2011, Marcelo Barbieri, CEO da Melitta South America, André Maurino, presidente da JDE Brasil, Ricardo Silveira, ex-presidente da ABIC no triênio 2019/2022, e Vicente Lima, da 3corações.

O presidente destacou que, em 2023, a Associação completará 50 anos: “A ABIC tem muitas conquistas e vitórias a serem comemoradas, atingidas com grandes esforços de todo o setor e dedicação de nossas lideranças”. Ele concluiu seu discurso afirmando haver muitas tarefas a serem feitas, mas que está confiante que sua gestão será pautada pela busca do consenso, sem nunca deixar de lado as  necessidades dos Associados.

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Café Cultura lança café em cápsula com venda para todo o Brasil

A rede de cafeterias Café Cultura lançou um produto focado em clientes que querem aproveitar os cafés da marca em casa: as cápsulas. Disponível nas unidades físicas e no site oficial, com entrega para todo o Brasil, o café escolhido para a abrir a nova linha foi o House Blend, que traz equilíbrio entre doçura, acidez e corpo, e é composto pelas variedades bourbon amarelo, catuaí vermelho e icatú amarelo.

A caixa, que custa R$ 34,90, conta com dez cápsulas feitas de alumínio e compatíveis com as máquinas Nespresso. Mais sustentáveis, vêm com instruções para reciclagem, valorizando o cuidado com o meio ambiente.

A rede Café Cultura está presente em cinco estados brasileiros, nas cidades do Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Cuiabá e Porto Alegre. “Os produtos disponíveis no site são uma forma de alcançar um maior público interessado em cafés especiais e que está em cidades que ainda não temos presença física”, comenta Luciana Melo, CEO do Café Cultura.

Mais informações: www.cafeculturabrasil.com/ 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

CafezalMercado

São Paulo Coffee Festival recebe exposição “Imigrantes do Café”

Entre 24 e 26 de junho, os coffee lovers terão a oportunidade de compreender um pouco mais sobre a trajetória dos migrantes que saíram de seus países de origem rumo às fazendas de café, e como esse importante fragmento da história influenciou na formação de uma identidade paulista. Realizada pelo Museu do Café, em parceria com o Museu da Imigração, – instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – a Imigrantes do Café levará ao prédio da Bienal registros e testemunhos conduzidos pelos acervos museológicos, iconográficos e de história oral, preservados por ambos os equipamentos. A exposição, que ficará na entrada do São Paulo Coffee Festival, evento que acontece pela primeira vez presencialmente na capital paulista, faz parte das comemorações do CentFest, que marcam os 100 anos do palácio da Bolsa Oficial de Café, sede do MC.

A narrativa acompanha o caminho e as memórias desses migrantes, partindo da motivação pela busca de uma vida melhor, passando pelas etapas da viagem de navio, do Porto de Santos e do cotidiano da Hospedaria de Imigrantes do Brás, local que acolheu cerca de três milhões de migrantes e encaminhou esses trabalhadores para as plantações, definindo o futuro do produto que mudou o cenário econômico brasileiro: o café.

A mostra contextualiza ainda a presença dos italianos nesse processo migratório, uma vez que, essa nacionalidade, entre 1887 e 1900, soma mais de 70% dos registros de chegada de estrangeiros no Brasil. Com financiamento do governo, pessoas de mais de 70 países tiveram a antiga Hospedaria como ponto de partida para uma vida nova e desconhecida rumo ao interior. A mescla socioeconômica e de origem desses milhões de migrantes resultou em experiências diversas no dia a dia das fazendas e nas pequenas povoações do seu entorno, bem como no encontro de trabalhadores urbanos e rurais com bagagens culturais e anseios distintos.

Com importância fundamental na preservação do patrimônio cafeeiro e migrante para a construção da nossa história, o Museu do Café, localizado em Santos, mostra ao público como a evolução da cafeicultura e o desenvolvimento político, econômico e cultural do país estão ligados, desde meados do século XVIII até os dias de hoje, e o Museu da Imigração guarda a história das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria do Brás, fomentando o diálogo sobre os deslocamentos como um fenômeno contemporâneo.

São Paulo Coffee Festival

Com o objetivo de celebrar a cultura da bebida na capital paulista, além de incentivar os negócios do setor, como cafeterias, torrefações e produtores, o São Paulo Coffee Festival realiza a sua primeira edição entre 24 e 26 de junho, na Bienal do Parque Ibirapuera. Com degustações ilimitadas de cafés, o evento reunirá gastronomia, coquetéis, música e arte em uma programação voltada, principalmente, para os apaixonados pela bebida.

Mais informações e ingressos: www.saopaulocoffeefestival.com.br

TEXTO Redação • FOTO Museu do Café

A jornada de Nescafé, a sétima marca mais consumida do mundo, segundo a Kantar

Nescafé é a sétima marca mais consumida do mundo e a primeira dentro da categoria de cafés, segundo o relatório WorldPanel da Kantar, empresa de pesquisa de Londres, divulgado em 2022. É um privilégio trabalhar com uma marca que alcança esse patamar de consumo e apresenta números tão significativos: está presente em, aproximadamente, 25% dos domicílios de todo o mundo. No entanto, é ainda mais relevante o impacto que Nescafé tem no dia a dia das pessoas e o propósito que nos norteia desde a sua criação. 

Desde a época da faculdade sou fascinado pela história de grandes marcas, e a de Nescafé sempre foi uma das mais impressionantes para mim. A ideia surgiu em 1929, ano do crash da Bolsa de Nova York. O governo brasileiro precisava de ajuda para não desperdiçar as sacas produzidas naquele ano e a Nestlé já tinha a expertise, por exemplo, do leite em pó. Assim, inventamos o solúvel, fácil de armazenar, de preparar e que aumenta consideravelmente a vida útil do café. Por isso não somos Nescoffee, nem Neskaffee, mas sim Nescafé (com um acento agudo vermelho que virou ícone reconhecido globalmente). Sinto orgulho de trabalhar com uma marca que foi batizada em português e está presente em 180 países e em 1 de cada 7 xícaras de café consumidas no planeta. Na verdade, a transformação de Nescafé começou fora do lar, nas cafeterias, com o lançamento do espresso feito com grãos moídos na hora. A mesma pesquisa da Kantar mostra também que somos a sexta marca do mundo em bebidas fora do lar, e o café mais escolhido nos canais Out of Home, um reconhecimento de que estamos no caminho certo.

Indo além, a beleza de Nescafé está em democratizar a experiência do café e ao mesmo tempo olhar para a cadeia com lupa e muito respeito, buscando sustentabilidade e pioneirismo em tudo que fazemos, inclusive inovando constantemente no campo e na indústria porque sustentabilidade também é sobre isso. Em 2018, lançamos nossa marca de café especial (definição técnica para cafés de alta qualidade que atendem a um padrão internacional) 100% nacional, a Nescafé Origens do Brasil. A busca por intensificar, aperfeiçoar e aprofundar cada vez mais a cafeicultura nos impulsionou na responsabilidade de não deixar ninguém para trás no que diz respeito às regiões cafeeiras brasileiras. Mapeamos as melhores terras: Chapada Diamantina, na Bahia, e regiões mineiras de São Sebastião do Paraíso e Alto Paranaíba. Merece destacar também que usamos somente vidro e lata em nossas embalagens, com o objetivo de aumentar e facilitar as possibilidades de reciclagem. 

Sabemos que o café sustentável transforma o agro, e estamos trabalhando em apoio à transição de nossas fazendas produtoras rumo à agricultura regenerativa. Para tanto, colocamos em prática ideias que aprimoram o cultivo, como nosso projeto com abelhas, a fim de favorecer a polinização dos cafezais e a biodiversidade, aumentar a produtividade da safra, a qualidade dos frutos e reduzir a pegada de carbono. Aliás, lançamos nesse ano uma edição especial e limitada chamada Colmeia dentro da linha de Origens do Brasil onde, além do café, a embalagem tem um pote de mel de flor de café. Esse cuidado com o meio ambiente na cafeicultura nos impulsionou a cravar a meta: até o ano que vem, seremos a primeira marca carbono neutro do Brasil de café solúvel e para coar. 

Nescafé também está liderando a transformação digital da categoria. Globalmente é a segunda marca mais escolhida online, ainda de acordo com a pesquisa da Kantar, e nos preparamos para conquistar as próximas gerações com a nossa verdade de marca, trazendo mais produtos e serviços para nutrir o ecossistema do café e fazer sempre mais parte do dia a dia das pessoas. Queremos, cada vez mais, ser ponte – e não muro – facilitando a construção de repertório e o desenvolvimento do mercado de forma inclusiva, humana e sustentável.

TEXTO Valdir Nascimento, Head de marketing de Nescafé e Starbucks at Home na Nestlé • FOTO Daniele D'Andreti

Barista

Diego Campos: Campeão do Mundial de Barista 2021

Com muito preparo, estudo e empatia, o colombiano Diego Campos levou o troféu do Campeonato Mundial de Barista para casa – e provou ao mundo a excelência dos baristas de países produtores de café

Ao ouvir o anúncio do nome da americana Andrea Allen para o segundo lugar do Campeonato Mundial de Barista, o colombiano Diego Campos levou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Ainda incrédulo, fez um sinal da cruz e caiu de joelhos no chão. Amparado pelos colegas finalistas e com um sorriso contagiante, recebeu oficialmente a notícia de que seria o primeiro colombiano a levar o troféu tão cobiçado para casa. 

Diretamente de Milão, Itália, na cidade à qual foi atribuída a invenção do espresso, a vitória desse jovem barista é um triunfo muito especial para a Colômbia: o país, conhecido por produzir um dos melhores cafés do mundo, ainda carregava a fama injusta de ter maus preparos. Não mais.

“Nós pudemos mostrar como o café é algo muito especial e muito importante para nós, como país produtor”, conta Diego, refletindo sobre o momento histórico. Em 21 anos de competição, Diego foi o quinto latino-americano a disputar a final – e o terceiro a levar o título, em outubro de 2021. Antes dele, venceram o Campeonato Mundial de Barista o salvadorenho Alejandro Mendez (2011) e o guatemalteco Raúl Rodas (2012). 

“Para nós é muito satisfatório ter a Colômbia como um dos maiores produtores de café do mundo. Mas tem muito significado mostrar que também podemos preparar o melhor café”, avalia. O barista fala muito assim, no plural. Não é por menos: em meio a tantas incertezas quanto à realização do campeonato e com todas as restrições e atrasos impostos pela pandemia, a apresentação campeã se construiu em meio a uma potente rede de apoio.

A preparação levou aproximadamente três meses e a equipe era grande: o futuro campeão teve ajuda dos colegas da cafeteria e torrefação onde trabalha, Amor Perfecto, além de um psicólogo esportista, um professor de expressão corporal, mestres de torra e, é claro, da esposa, da filha e dos familiares. “Foi uma equipe muito grande, em que cada pessoa, direta ou indiretamente, teve um papel para que eu alcançasse esse objetivo”, comenta o campeão.

O café escolhido para a apresentação foi, é claro, da Colômbia. “Foi uma grande vantagem ser de um país produtor, porque tenho acesso a muitos cafés frescos, posso ir diretamente às fazendas, ter contato com o produtor”. É possível até dizer que o país ocupou todos os lugares do pódio: o segundo colocado, o americano Andrea Allen, e o terceiro, o australiano Hugh Kelly, usaram grãos colombianos. 

Diego usou o mesmo grão que o levou ao primeiro lugar no Campeonato Nacional de Barista da Colômbia, em 2019: da espécie Coffea eugenioides, um ancestral do tradicional arábica. Cultivado a 950 metros na Finca Las Nubes, no Vale do Cauca, oeste colombiano, o grão está passando por um processo de adaptação muito bem-sucedido em terras colombianas. “É algo que já se faz no leste da África: a espécie precisa ser cultivada de forma muito silvestre, e é o que os produtores estão fazendo com esse café”, descreve o campeão.

Para a apresentação, Diego escolheu o caminho da empatia: com a pandemia, o juiz principal não poderia beber das xícaras dos outros juízes, o que torna a degustação dos preparos do competidor algo extremamente pessoal. Partindo desse princípio, Diego criou uma experiência na qual os juízes deveriam provar o espresso com uma esfera nas mãos, ouvindo uma música em headphones, assistindo a um vídeo num tablet individual e, é claro, sentindo o aroma e o sabor do café.

“Desenhamos esse momento para que cada juiz tivesse um espaço muito privado, uma experiência multissensorial que conectasse os cinco sentidos em uma xícara de café”, descreve o barista. Com mais de treze anos de carreira, três mundiais disputados e muita história com o café colombiano, a vitória veio.

“O mundial sempre foi um sonho, que às vezes parecia muito longe – mas depois de algumas competições, a gente foi se dando conta de que estava cada vez mais perto”, comemora o campeão. Mas, e agora, com o maior título da carreira em mãos, o que acontece com Diego?

“Quero continuar difundindo o consumo de cafés de especialidade, fazer com que jovens colombianos se interessem pela profissão de barista. Quero mostrar sempre que a Colômbia tem um grande produto”, pondera Diego, que agora planeja se conectar mais ao cafezal: o próximo passo é focar, junto à esposa e aos sogros, o cultivo de café em uma propriedade familiar. 

Latinos nas semifinais

Participante brasileiro da competição em Milão, o paulista Boram Um representou, junto a Diego, a América Latina na semifinal do Campeonato Mundial de Barista. Ele ficou em 16º lugar na etapa classificatória.

Mais informações: https://worldbaristachampionship.org/

TEXTO Clara Campoli • FOTO Lucas Rinaldi e WBC/Divulgação

Café & PreparosMercado

São Paulo Coffee Festival reúne cafés, comidinhas e experiências na Bienal do Ibirapuera

Voltado para o consumidor final, o São Paulo Coffee Festival é uma celebração da comunidade e da cultura do café, com diversas experiências gastronômicas e culturais: degustação de café das principais cafeterias e microtorrefações, oficinas interativas e sensoriais, coquetéis à base do grão, música ao vivo e arte, sem faltar, claro, as comidas que orbitam esse universo. O evento, marcado para os dias 24 a 26 de junho, é para todos os amantes da bebida!

O Brasil é conhecido por ser um dos grandes produtores de café. Nos últimos anos, observamos o aumento na preocupação em relação ao grão e seus processos, fazendo a categoria do café especial despontar, assim como o surgimento de novas cafeterias junto aos seus admiradores e frequentadores. Do café feito em casa ao especial das modernas cafeterias, seja ele com ou sem açúcar, a bebida faz parte do DNA brasileiro. 

Pela primeira vez no País, o festival internacional que nasceu em Londres e marca presença em Amsterdã, Cidade do Cabo, Los Angeles, Milão, Nova Iorque e Paris, aterrissa em São Paulo em um dos grandes cartões postais da cidade, na Bienal, localizada no Parque do Ibirapuera. 

Com expectativa de atrair mais de nove mil visitantes em três dias, o festival realizado pela Allegra Events há mais de dez anos, chega ao país em parceria com a Revista Espresso/Café Editora – empresa com mais de 19 anos de experiência em eventos e conteúdo de café especial. Na 11ª edição britânica, o evento contou com 30 mil visitantes. 

O público poderá participar de diversas experiências e atividades  do universo do café, entre elas: degustações da bebida e de comidinhas, workshops com profissionais, oficinas e espaços interativos, além de assistir ao Campeonato Brasileiro de Barista organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“A cena de cafés especiais de São Paulo é repleta de ótimos profissionais e cafeterias de ponta. O consumidor vai ter a alegria de conhecer tudo isso no festival e levar para casa experiências inesquecíveis. A ideia é que ele se sinta numa grande cafeteria e desfrute o melhor que esse universo pode proporcionar”, comenta Caio Alonso Fontes, diretor da Café Editora e organizador do São Paulo Coffee Festival.

Os espaços de experiência e interação para os visitantes no Festival serão:

  • O Laboratório – local reservado para bate-papo com os profissionais do universo do café;
  • Gastronomia – que recebe aulas com chefs e confeiteiros, como Vivianne Wakuda e José Barattino, que demonstrarão suas receitas especiais;
  • Latte Art Ao Vivo – com ações que envolvem a arte de “desenhar” no café utilizando o leite, como, por exemplo,  o TNT (competição de quem realiza o melhor latte art. Poderão participar profissionais e amadores), além de oficinas diversas sobre o assunto;
  • A Torrefação – onde serão debatidas, com profissionais da área, curiosidades e informações sobre essa etapa tão importante. O público ainda poderá torrar seu próprio grão com a ajuda dos especialistas;
  • Sensory Experience – que traz degustações guiadas que desvendam os aromas e sabores dessa bebida tão amada.

O evento tem patrocínio da 3corações e Nescafé. Apoio oficial do Café Orfeu, Café Santa Mônica com Philips Walita e Café Store. A realização é por conta da Allegra Events e Revista Espresso/Café Editora.  

Ingressos

Entrada e participação em toda a programação durante todo o dia, além de degustação de cafés e bebidas à base de café, oficinas interativas e experiência com baristas e chefs.

Diária (individual): R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia entrada), R$ 10 (infantil – até 12 anos) e gratuito (crianças até 3 anos).
Combo 3 dias (individual): R$ 100 (inteira),  R$ 50 (meia entrada), R$ 20 (infantil – até 12 anos) e gratuito (crianças até 3 anos).
VIP Diário (individual):  R$ 95 – com direito ao kit com uma ecobag SPCF, cafés de patrocinadores, um copo SPCF e um Coffee Cocktail Drink.

Serviço
Quando:
24 a 26 de junho de 2022
Horário:
14h às 21h (sexta-feira) e 10h às 18h (sábado e domingo)
Onde:
Fundação Bienal de São Paulo – Parque do Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana – São Paulo/SP)
Ingressos: www.ticketfacil.com.br/eventos/coffee-festival.aspx 
Mais informações: www.saopaulocoffeefestival.com.br

TEXTO Redação
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