Mercado

Café solúvel conta com metodologia pioneira para avaliação da qualidade

A indústria brasileira de café solúvel mostrou ao público mais uma inovação que pode revolucionar o modo com que o mercado visualiza e utiliza o produto, permitindo uma melhor comunicação entre fabricantes, empresas e consumidores. Trata-se de uma metodologia pioneira de análise sensorial do café solúvel, que foi apresentada ao público na quarta-feira (16), na Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG).

O desenvolvimento da metodologia, iniciado em 2019, é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e, na divulgação mundial, com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Com esta avaliação, o consumidor poderá identificar melhor as características sensoriais do solúvel e saber quais produtos que, além de seu consumo puro, são mais indicados para misturas com leite, cappuccinos, drinques e outras bebidas, além do uso na gastronomia.

O evento de lançamento do Protocolo de Análise Sensorial de Café Solúvel na SIC contou com a presença de representantes da Abics, ApexBrasil e ITAL, do público em geral da SIC, além de jornalistas estrangeiros e representantes de importantes entidades internacionais de café, como a National Coffee Association (NCA), Specialty Coffee Association (SCA), All Japan Coffee Association (AJCA), European Coffee Federation (ECF) e o Coffee Quality Institute (CQI).

A metodologia de análise sensorial do café solúvel foi apresentada pelo diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, e pela consultora da entidade e coordenadora do protocolo, Eliana Relvas. Também foram apresentados dados do mercado mundial, destacando a liderança do Brasil na produção e exportação do produto, além de informações sobre o processo de fabricação do café solúvel.

O desenvolvimento da metodologia de avaliação sensorial do produto segue uma tendência mundial de valorização dos cafés solúveis. “O brasileiro está redescobrindo o café solúvel, é uma quebra de paradigmas”, diz Lima. O diretor da Abics acrescenta que o Brasil mantém a liderança neste mercado porque oferece uma grande variedade de produtos.

Fábio Sato, presidente da Associação, diz que a indústria brasileira de café solúvel continua otimista, com investimentos na ampliação da capacidade produtiva e novas tecnologias para continuar abastecendo o mercado global. Para ele, o grande desafio é mostrar que os cafés solúveis não são todos iguais, como muita gente imaginava até pouco tempo atrás. Outro desafio é transformar essa metodologia de análise sensorial do café solúvel em um protocolo global.

A gerente do Agronegócio da ApexBrasil, Paula Soares, destacou os resultados de todo o processo de desenvolvimento da metodologia e a importância de se divulgar este protocolo de análise sensorial do solúvel em outros países.

Já Eliana recorda que o produto pode oferecer uma gama de qualidades e que o protocolo de análise sensorial permitirá que essas diferentes qualidades dos cafés solúveis sejam comunicadas pela indústria e empresas aos seus consumidores. Isso proporcionará níveis mais altos de diferenciação e agregação de valor, à medida que as empresas começarem a interagir com o sistema de avaliação e a desenvolver novos produtos em resposta ao sistema, conforme explica o White Paper do protocolo.

Após a apresentação do Protocolo de Análise Sensorial de Café Solúvel, foi entregue uma moção de agradecimento aos participantes do grupo técnico da metodologia, formado por quase 30 especialistas altamente qualificados, entre eles, representantes do ITAL, do Sindicafé, das 10 empresas associadas à Abics, além de rede de cafeterias e especialistas internacionais.

Depois de conhecer um pouco mais sobre a metodologia, o público presente ao evento teve a oportunidade de degustar os cafés que, de acordo com a análise sensorial, são classificados em três principais categorias: cafés solúveis de excelência, cafés solúveis diferenciados e cafés solúveis convencionais, que possuem as seguintes características:

Cafés solúveis de excelência: doçura e acidez marcantes, com complexidade aromática intensa, pouco amargor e adstringência, presenças de notas achocolatadas, frutadas e florais, com aroma e sabor suaves;

Cafés solúveis diferenciados: acidez equilibrada, com presenças de notas amadeiradas, amêndoas e especiarias, com leve sabor de extração excessiva, média potência no paladar, amargor e adstringência média;

Cafés solúveis convencionais: baixa doçura e acidez, amargor e adstringência presentes, forte potência no paladar, bom corpo, com presença de sabor de extração mais excessiva, finalização longa e duradoura.

Como se chegou a esta classificação do café solúvel?

A metodologia inovadora avalia a qualidade pela intensidade dos atributos e não por pontuações. A classificação da qualidade obtida através da intensidade dos atributos percebidos auxilia a comunicação entre profissionais das indústrias e também pode ser transmitida aos consumidores de maneira mais clara e objetiva, de maneira a facilitar a escolha dos cafés solúveis existentes no mercado.

Os componentes do grupo técnico participaram de inúmeras provas (cuppings) com diferentes amostras de solúvel produzidas no Brasil e no exterior.  Os especialistas agruparam as amostras por similaridade de sabor e, em seguida, descreveram o gosto característico de cada grupo. Com base nos principais atributos diferenciadores detectados nas avaliações do grupo técnico, desenvolveu-se um léxico sensorial para café solúvel, incluindo referências sensoriais para uma escala de intensidade de 0 a 5, em que 0 representa a ausência deste atributo e 5 diz que é muito acentuado.

Os 15 atributos são: doçura, acidez, amadeirado, floral, herbáceo, amêndoas/castanhas, especiarias, frutado, achocolatado, mel, sabor residual/potência, adstringência, sabor de café extraído em excesso, amargor e corpo. Por meio de um algoritmo, é calculado este peso da intensidade dos atributos, que vai indicar a categoria do produto.

Após a construção do léxico sensorial de atributos descritivos-chave, foi explorada a relação entre atributos-chave e qualidade para se chegar aos três graus de qualidade: excelência, diferenciados e convencionais.

Mercado de café solúvel

O consumo de café solúvel no mundo cresce mais de 2% ao ano, em linha com a diversificação de qualidade, com novos blends e embalagens disponíveis aos consumidores nas gôndolas dos supermercados.

No Brasil, o segmento acompanha essa tendência. A indústria nacional incorporou novas tecnologias e ampliou sua capacidade de produção para enfrentar a concorrência global. Os processos de fabricação são auditados por mais de 25 tipos diferentes de certificações internacionais, incluindo boas práticas de produção, ambientais e sociais sustentáveis, bioterrorismo, específicos como Kosher, Halal, orgânicos, entre outros.

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café verde, também lidera a produção e a exportação globais do solúvel. O segmento gera receitas anuais superiores a R$ 1 bilhão no mercado doméstico e traz divisas de aproximadamente US$ 600 milhões ao ano, com embarques que vão para mais de 100 países.

Abics na Semana Internacional do Café

Além do lançamento do protocolo de análise sensorial do café solúvel, a Abics levou à SIC o “Empório do Café”, um estande que lembrou um empório especializado na comercialização de produtos de alta qualidade. O estande da entidade ofereceu drinques, frapês, sorvetes e outras bebidas feitas com café solúvel ao público da SIC.  Também foi possível degustar uma pipoca diferente, feita com açúcar e café com sal, disponível em um carrinho dentro do espaço da feira, ao lado da “Cafeteria Modelo”.

TEXTO Redação

Mercado

Café coado é uma boa aposta para as cafeterias? Especialista responde na Semana Internacional do Café

É comum ouvir nas cafeterias modernas pedidos por cafés coados, e o motivo não tem a ver com nostalgia ou moda retrô. À medida que os cafés especiais ganham força no Brasil, também cresce o público interessado na experiência da bebida, e não só no consumo puro e simples. Mas, afinal, o café coado é uma boa aposta para o empreendedor que tem ou planeja abrir um coffee shop? Daniel Munari, barista com mais de uma década de mercado, tirou essa dúvida durante a Semana Internacional do Café.

O evento, que aconteceu de 16 a 18 de novembro, em Belo Horizonte (MG), contou com uma programação com vários temas que dialogam com o momento atual do café no Brasil e no mundo. Indo direto ao ponto, Munari afirmou que “investiria até em uma cafeteria só com cafés coados, pois há público para isso”. E realmente há. De acordo com dados da ABIC, os brasileiros bebem cerca de 2 bilhões de doses de café por dia. Mais de 98% dos lares tem café de alguma forma e 84% é coado. Já o mercado de cafés especiais teve crescimento de 15% entre 2021 e 2022, segundo o especialista.

Então, dá para se jogar sem medo no modelo? Sim e não. Pelos números e comportamento de consumo, Munari defende que o café coado é um bom mercado, mas ressalta a necessidade de cuidados para o sucesso da operação. O primeiro deles é a separação do que é vontade do empreendedor e o que o público quer. “Adequação é fundamental. Deve-se avaliar o perfil de quem comprará o café efetivamente naquela área escolhida, seus hábitos culturais e financeiros. É preciso entender quem quer apenas tomar um café e quem entende do produto e busca por experiências”, diz.

Outra dica importante é simplificar a escolha do consumidor. “De que adianta ter 15 métodos de preparo se o público não sabe diferenciar? O caos começa logo no momento do pedido, quando ele terá de escolher entre vários tipos de café, se vai ser coado na prensa francesa, na aeropress, etc. Nós, baristas, precisamos ter este termômetro para saber direcionar ou ampliar a jornada de compra, quando necessário”, finalizou.

TEXTO Redação • FOTO Pradeep Javedar

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Dolce Gusto lança sistema de café com cápsulas compostáveis

O novo produto de cafés da Nestlé será inicialmente exclusivo para o Brasil e foca em consumidor jovem, tecnológico e atento ao impacto ambiental do que consome

O grande lançamento da Nestlé em novembro é o Dolce Gusto Neo, um novo sistema de preparo doméstico de cafés que utiliza cápsulas compostáveis e, pelo menos por enquanto, será exclusivo para o mercado brasileiro. O anúncio e apresentação de todo o conceito do produto foi feito na semana anterior à Semana Internacional do Café (SIC) e a Espresso foi um dos veículos convidados pela empresa para conhecer o projeto por completo na sede da Nestlé que fica na região de Vevey, na Suíça.

As pesquisas para desenvolver um produto que fosse mais sustentável começaram na Nestlé há mais de 5 anos e o desafio esteve em encontrar o equilíbrio entre um material para as cápsulas que se decompusesse facilmente, ao mesmo tempo que preservasse o café e criar e adaptar uma máquina para isso. O resultado são cápsulas de papel com uma fina membrana interna de celulose para extrair cafés do tipo espresso, americano e uma opção mais diluída, batizada de caseiro.

O sistema pode funcionar offline ou em um sistema data driven, conectado a um aplicativo que registra as preferências do(s) dono(s) da máquina e acumula pontos a cada café extraído: todas as características que atingem em cheio um consumidor jovem e preocupado com o impacto de suas ações no contexto ambiental.

O próprio maquinário para produzir as cápsulas na fábrica da Dolce Gusto, que fica em Montes Claros (MG) foi todo desenvolvido especificamente para o sistema NEO. São dez opções de café, todos feitos com grãos brasileiros, à exceção dos dois blends Starbucks (os produtos da marca vendidos fora das cafeterias são comercializados pela Nestlé). Você pode conferir os detalhes do lançamento e da visita à Suíça na próxima edição da Espresso

TEXTO Cíntia Marcucci, especial para a Espresso da Suíça

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Associação Brasileira da Indústria de Café realiza 28º ENCAFÉ no Rio de Janeiro

Entre os dias 23 e 27 de novembro, grandes nomes do segmento cafeeiro irão se reunir no Rio de Janeiro (RJ) para o 28º Encontro Nacional do Café (ENCAFÉ), evento organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), com patrocínio do Sebrae. Durante quatro dias, o Centro de Convenções do Hotel Grand Hyatt Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, será palco de discussões sobre o futuro do segmento, análises de mercado e, também, de muito networking.

O ENCAFÉ é um encontro tradicional que reúne membros de todas as áreas da cadeia produtiva cafeeira e dos mais variados portes, sendo uma oportunidade única de estreitar relacionamentos e fazer negócios. Os participantes terão acesso a conteúdos exclusivos sobre o cenário político e econômico, perspectivas do mercado de café, varejo, consumo, qualidade e sustentabilidade. Somado a isso, os presentes poderão visitar a Arena do Conhecimento, onde são oferecidos cursos, workshops, degustações orientadas e atividades para enriquecer o conhecimento.

Para enriquecer a edição, com debates de alto nível sobre questões pertinentes ao mercado, a ABIC convidou palestrantes de renome para o evento. São eles:

Ricardo Amorim
Economista com pós-graduação em administração e finanças internacionais, colunista, comentarista e estrategista na área de investimentos. Foi eleito pela revista Forbes uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil e escolhido pelo LinkedIn como o influenciador do país.

Leandro Karnal
Historiador, Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Academia Paulista de Letras e professor da Unicamp por mais de 20 anos. É reconhecido em todo o país como importante palestrante, intelectual e formador de opinião.

Roberto Rodrigues
É agricultor e Engenheiro Agrônomo. Foi Ministro da Agricultura, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Presid7ente da Academia Brasileira de Ciência Agronômica, Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas.

David Fiss
Diretor de Contas e Novos Negócios da Kantar, divisão Worldpanel. Formado em Administração de empresas, possui mais de 15 anos de experiência na área de pesquisa. Trabalha na Kantar desde 2009, onde é responsável pela liderança de vários segmentos da indústria no Brasil.

Walter Longo
Especialista em Inovação e Transformação Digital. Publicitário e Administrador de Empresas, com pós-graduação na Universidade da Califórnia. Longo é empreendedor digital, palestrante internacional e sócio-diretor da Unimark Comunicação.

Serviço
28º Encontro Nacional do Café (ENCAFÉ)
Quando: 23 a 27 de novembro
Onde: Centro de Convenções do Hotel Grand Hyatt Rio de Janeiro – Barra da Tijuca
Mais informações: www.abic.com.br/28encafe

TEXTO Redação • FOTO Yohan Marion

Mercado

Porto de Antuérpia-Bruges reforça papel estratégico para cafeicultores brasileiros durante a SIC 2022

Para os produtores de cafés brasileiros que pretendem exportar os produtos para o mercado internacional, a fusão dos portos de Antuérpia e Zeebrugge, realizada no primeiro semestre deste ano, reforçou ainda mais o papel estratégico da entrada do produto na Europa. O Antuérpia-Bruges, na Bélgica, é o maior porto importador do continente, com volume de 550 mil toneladas de café por ano e 800 mil metros quadrados de armazém.

“Vale destacar que os armazéns de cafés são todos alfandegários, então os produtores podem agendar o estoque de café, o que significa que eles não têm obrigatoriedade de iniciar o processo de importação. Isso funciona como uma zona franca virtual, ou seja, o produtor não paga imposto, até nacionalizar. Então, pode comprar um container e ir nacionalizando aos poucos conforme as vendas vão acontecendo”, Matheus Dolecki. representante da América Latina e Relações Internacionais do Porto da Antuérpia.

Entre as vantagens que a fusão possibilita, é a fácil disseminação dos produtos para o mercado europeu, o maior consumidor de cafés do mundo, responsável por 1/3 do consumo mundial, tendo como principais destinos Alemanha, Itália e Bélgica. O Antuérpia-Bruges possui conectividade marítima com mais de mil portos, além de estar localizado estrategicamente no entroncamento das principais rodovias para difusão do produto pelos países europeus, da proximidade com aeroporto e malha ferroviária. Trata-se também de um porto de containers, por isso, a tradição na exportação de café.

“Nosso objetivo é colocar os produtores de café em contato com as empresas de logística que operam no nosso porto. É importante que eles façam chegar seus produtos no mercado internacional, através de uma cadeia logística eficiente”, acrescenta Dolecki.

Segundo Henrique Rabelo, consultor do porto Antuérpia-Bruges, a fusão de dois portos foi motivada pelas infraestruturas complementares que podem facilitar também a transição energética na Bélgica. O país tem a intenção de se tornar um hub de energia verde.

“Representamos a empresa que faz a gestão do porto e desenvolve a atividade reguladora e disciplinar, opera o porto, além de ser a proprietária do espaço permitindo a instalação de armazéns, permitindo não apenas que os negócios aconteçam, mas que a comunidade prospere”, ressalta Rabelo. Vale destacar que o porto funciona por meio de concessões privadas. As licenças são administradas pela autoridade portuária.

A importância estratégica do porto para as exportações brasileiras de café foi tema da palestra “Porto de Antuérpia-Bruges: porto de entrada e distribuição dos cafés brasileiros na Europa”, a primeira apresentação da 10ª edição da Semana Internacional do Café, nesta quarta-feira (16), às 11h. A palestra ainda destacou que o Brasil exportou apenas em 2020, 933 mil toneladas de café para a União Europeia, o equivalente a 32% do total do produto consumido no continente.

Considerado o principal evento da cafeicultura nacional e um dos mais importantes do mundo, a SIC acontece entre os dias 16 e 18 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Para mais informações sobre a programação e o credenciamento, acesse o site.

TEXTO Redação • FOTO Paul Teysen

Mercado

Abertura da SIC 2022 reforça importância do evento e desafios dos cafeicultores

Desafios, novas formas de atuação dos cafeicultores e a importância da atuação integrada das instituições do setor, foram alguns dos temas que pautaram a abertura da 10ª edição da Semana Internacional do Café (SIC), além das conquistas e importância do evento no fomento do mercado nos últimos dez anos. A cerimônia, que contou com as participações de representantes do poder público e das principais instituições que atuam no setor cafeeiro, foi realizada na quarta-feira (16), às 13h30, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).

Para o presidente do Sistema Faemg, Antônio de Salvo, “esta é a 10ª edição de um evento que faz, o que todos nós precisamos fazer, conectar o nosso público. E temos que seguir nesse caminho de trazer o produtor treinado, que aprendeu a agregar valor ao seu produto e dar visibilidade e espaço a ele. Minas Gerais é responsável por 68% do café exportado, sendo que 465 municípios do estado são produtores expressivos”, afirmou.

Caio Alonso Fontes, cofundador da Café Editora, destacou a importância do trabalho dos organizadores: “A parceria é o diferencial da SIC. Desde a primeira edição, conseguimos montar um time forte, que tem conduzido o evento com excelência. Sem eles, não conseguiríamos conquistar o reconhecimento e importância que temos atualmente. Os dez anos mostraram o quanto o café cresceu e a SIC também como plataforma de negócios, atualização e conhecimento”.

Os elogios também pautaram o discurso do Subsecretário de Política e Economia Agrária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, que representou o Secretário de Estado, Thales Almeida Pereira Fernandes. “Estávamos na primeira Semana Internacional do Café e sabemos o quanto foi difícil discutirmos a produção mundial de café, as tendências de mercado, as melhorias, as novas tecnologias, os instrumentos de financiamento para a manutenção do negócio. A ideia da SIC fez com o que os delegados da Organização Internacional do Café (OIC) conhecessem mais o nosso mercado. É um evento diferenciado”, disse.

Representando o Presidente do Sebrae Nacional, Carlos Meles, e também o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Roberto Simões, o diretor técnico da entidade, João Cruz, ressaltou que a busca pela qualidade do café tem que ser constante e tanto o evento quanto os realizadores propõem isso. “O trabalho que tem sido feito de agregação de valor, por exemplo, beneficia todos os produtores de uma região. Eu acredito que esse trabalho é fundamental e uma forma de conectar o território, os produtores, destacar as qualidades intrínsecas do produto”.

Já Ronaldo Scucato, presidente da Ocemg/Sescoop aproveitou a ocasião para reforçar o papel estratégico do cooperativismo na cafeicultura: “Passamos por um momento desagradável de chuvas e granizos, não conseguimos mensurar os estragos, mas cabe às entidades assistir os produtores de café que foram afetados por essa efeméride climática. Cheguei hoje da Suíça, onde participei da inauguração de um curso sobre cooperativismo, com o objetivo de proporcionar aprendizados de gestão e, com isso, trazer resultados positivos”.

O aspecto climático também foi tema da fala do Deputado Federal, Emidinho Madeira (PL-MG), que salientou a necessidade da defesa dos direitos dos cafeicultores e também a negociação de parâmetros mais simples com as empresas de seguros. “Quando o produtor fica dois ou três anos sem colheita, ele é muito prejudicado, porque tem prestações a pagar. Precisamos procurar as seguradoras para ter um seguro simplificado que auxilie o produtor. Ele precisa de melhores condições de pagamento”.

O Deputado Estadual, Antonio Carlos Arantes (PL-MG), representando o Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Augustinho Patrus (PSD-MG) homenageou a nova geração da cafeicultura e destacou a importância do produto. “As mulheres e os jovens assumiram um protagonismo muito grande, que garante a continuidade dos negócios. O café eleva a autoestima, reúne as pessoas e o evento acontece em um momento propício para isso”.

Palestra Magna

A palestra “Projeções macro e micro da economia”, com o professor e economista Eduardo Giannetti, ganhou espaço após a abertura do evento. O especialista destacou o cenário internacional, o atual momento brasileiro e as projeções para os próximos quatro anos do ponto de vista dos desafios e encaminhamentos para que o país tenha um crescimento sustentado.

“A economia tem um agravante em relação às ciências naturais. Quem trabalha no campo não sabe se irá gear ou chover. A economia é uma espécie de meteorologia, em que a previsão do tempo afeta o próprio tempo. Se os agentes econômicos acreditam que o mundo será espetacular no futuro, eles investem e fazer o mercado girar. Mas se estão esperando um desastre, puxam o freio de mão, não investem, não gastam e o tempo ruim acontece. Quanto mais estudamos economia, percebemos como as expectativas, fundadas ou não, são determinantes”.

O especialista também falou sobre as oportunidades do crescimento sustentável brasileiro. “Nos últimos 70 anos, apenas 12 países, que podemos classificar em três grupos, venceram a chamada armadilha da renda média, aumentando a exportabilidade do seu PIB. No primeiro grupo, podemos citar Israel e os Tigres Asiáticos com exportação de produtos industriais; o segundo, formado por países europeus como Espanha, Portugal e Grécia, que aumentaram a exportabilidade de serviços; e o outro por Austrália, Nova Zelândia e Noruega que ampliaram a exportação de commodities. Mas, para ser competitivo, é necessário importar tecnologia, inovação. O Brasil tem como aumentar sua participação nas três frentes. Para isso, precisa melhorar o ambiente de negócios e com o sistema tributário”, explicou.

A SIC segue com a grade de conteúdos, workshops, lançamentos em produtos e serviços e premiações até sexta-feira (18). Para participar, é necessário realizar o credenciamento no site.

TEXTO Redação • FOTO Gustavo Baxter / NITRO

Mercado

Semana Internacional do Café mostra como o mercado deve ser mais inclusivo na prática

Na intensa programação de conteúdo da Semana Internacional do Café (SIC), um assunto urgente abriu os trabalhos do espaço Cafeteria Modelo: a diversidade. Um painel formado por especialistas negros, trans e indígenas ajudou a ilustrar, por meio de suas experiências pessoais, como a estrada da inclusão ainda é longa e como é possível sair do conceito para ações práticas no dia a dia de trabalho.

O primeiro a compartilhar conhecimento foi Raphael Brandão, fundador da torrefação Café Di Preto, que tem como proposta trazer protagonismo para o povo preto na indústria. “A inspiração para o negócio veio de uma pesquisa na internet sobre café, onde os resultados, em maioria, estavam relacionados à escravidão. Nós sempre movimentamos a indústria, seja no campo ou no comércio, então queremos inverter o estabelecido de que pessoas brancas são protagonistas e pessoas pretas são mão de obra”, disse.

Na sequência, Petra Moreira Cruz, barista, gerente da cafeteria Objeto Encontrado, de Brasília (DF), lembrou a necessidade do compromisso diário de quem está à frente de negócios do setor em ampliar conhecimento para acolher de forma genuína. “Não adianta contratar pessoas trans para cumprir uma política sem abraçar as questões complexas desse público, ouvir, entender. Às vezes um cliente é desrespeitoso e a posição da casa é não criar uma situação para manter o cliente, mas a reflexão deveria se atender alguém assim vale a pena”, defendeu.

Representando a cultura indígena, Celeste Paytxayeb Suruí e Diná Suruí, baristas e produtoras de robusta amazônico, lembraram que o preconceito ainda é forte, mas que a profissionalização é importante na jornada por conquista de espaço. “Temos certeza de que é possível trabalhar e se sustentar sem acabar com a floresta. Somos capazes de mudar o mundo sem desvalorizar o próximo”, ressaltou Celeste. “É a segunda vez que participo da SIC. Isso significa que os cafés indígenas estão prosperando”, completou Diná.

O encontro foi mediado por Dandara Renault, historiadora, produtora cultural e diretora de inclusão e diversidades da IWCA Brasil, que finalizou: “Essa discussão é extremamente importante. Estamos tratando sobre negócios e não queremos ser cota para sempre. A cota é uma reparação de dívida histórica e não pode ser eterna. Estamos dispostos a aprender, ensinar e trabalhar”.

A Semana Internacional do Café acontece até sexta-feira (18), no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Para participar, é necessário realizar o credenciamento no site.

TEXTO Redação • FOTO Marcus Desimoni / NITRO

Mercado

Nude realiza degustações e oficinas na Semana Internacional do Café 2022

Nesta semana, entre os dias 16 e 18 de novembro, a Nude, marca de lácteos à base de aveia, estará presente na Semana Internacional do Café (SIC), realizada no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A feira é uma das maiores do mundo e tem como objetivo promover encontros de profissionais do setor, conectando e gerando oportunidades para toda cadeia do café brasileiro no acesso a mercados, conhecimento e negócios.

A Nude vai ao evento com a proposta de inovar e fazer com que as cafeterias reflitam sobre o impacto climático que causam ao meio ambiente. Para essa SIC, a marca traz como novidade um jornal que aborda o tema da sustentabilidade, elaborado para conscientizar tanto as cafeterias, quanto o público do evento sobre a importância de saber o impacto do setor no meio ambiente e quais soluções viáveis para mitigar os gases do efeito estufa na atmosfera. 

Dentro da programação, a marca estará presente no estande D27, das 8h às 20h, com distribuição de sorvete, café com Nude e drinques alcoólicos feitos com a bebida de aveia, criados pelos baristas parceiros Mari Mesquita e Emerson Nascimento. A marca também realizará inserções ao longo dos três dias de evento, como a oficina “vaporização e coisa e tal”, drinques Nude “Fora da caixa”, com Mari Mesquita e Emerson Nascimento, TNT Nude na Festa da Academia, competição de latte art. Além disso, durante todos os dias de evento, o capuccino feito com Nude não terá custo adicional nas cafeterias OOP, Academia do café, Café Magrí Mercado Novo, Café Magrí Palácio, Copo Café e Elisa Café. 

Programação da Nude na SIC: 

16/11

14h – Oficina de vaporização e coisa e tal – Daniel Busch
18h – Café com a campeã do Brazilian Brewers Cup Champion Julia Fortini 

17/11

14h – Oficina de “vaporização e coisa e tal” – Daniel Busch
18h – Drinks Nude “Fora da caixa” – Mari Mesquita e Emerson Nascimento
18h30 – BCORP – THE BEAN – Diálogos sobre B corps no café (com Suzana Tavares, Cecilia Seravalli , Estevan Sartoreli, Juliana Ganan e Pedro Lisboa)

21h30 – TNT Nude na Festa da Academia!

18/11

14h – Oficina de “vaporização e coisa e tal” – Daniel Busch

Serviço
Semana Internacional do Café
Quando: 16 a 18 de novembro
Onde: Expominas, Belo Horizonte (MG)
Mais informações e credenciamento: www.semanainternacionaldocafe.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

SIC 2022: Confira palestras e workshops que acontecem na Cafeteria Modelo

Quem está ansioso para a Semana Internacional do Café? Um dos maiores eventos do setor, a SIC acontece nesta semana no Expominas, na capital mineira, de 16 a 18 de novembro. Com uma programação extensa que abrange do campo à xícara, com palestras, workshops, cuppings e premiações, a Cafeteria Modelo é um espaço gratuito que traz diversos temas para quem está visitando a feira. Confira:

16 de novembro (quarta-feira)

12h – Diversidade no café – Uma conversa franca
Mediação: Dandara Renault (historiadora e produtora cultural)
Palestrantes: Celesty Surui (produtora robusta amazônico e barista, Petra Cruz (barista e gerente da cafeteria Objeto Encontrado) e Raphael Brandão (fundador da torrefação Café di Preto) 

13h30 – A relevância de programas municipais promotores de produção de cafés especiais, apresentando o exemplo de Linhares-ES, uma nova origem do café conilon
Palestrantes: Franco Fiorot (Secretário de Agricultura de Linhares/ES) e Dr. José Altino Machado Filho (pesquisador do Incaper)

15h – Tendência de consumo de bebidas vegetais e introdução em cafeterias – A Tal da Castanha
Palestrante: Gabriela Moraes 

16h – Como aplicar o café coado na sua cafeteria? Dicas na prática
Instrutor: Daniel Munari (Proprietário Royalty Coffee Roasters) 

17h – Harmonização de Café com Chocolate – CNA + Sistema Faemg

18h – Atualização do mercado global e brasileiro de cafés – Tendências, consumidores e inovação
Palestrante: Rodrigo Mattos (Analista Sênior Euromonitor International) 

17 de novembro (quinta-feira)

10h – Alternativa para promover cafés especiais 

Moderador: Danilo Lodi (Business Developer Dalla Corte)
Palestrantes: Kai Jason (Panamá), Justin Boudeman (Panamá), Pepe Jijon (Equador) e Gabriel Agrelli (Daterra-Brasil)

11h30 – Café à moda das aldeias árabes – história e degustação
Instrutor: Ali El-Khatib 

13h – Categorias de qualidade: como escolher a melhor opção para seu negócio e cliente?
Palestrante: Karine Sousa (Grupo 3corações) 

14h – Educação para o café X educação pelo café
Palestrante: Helga Andrade (educadora e consultora)

15h30 – Matas de Rondônia – Aromas e sabores dos Robustas Amazônicos
Palestrantes: Enrique Anastacio Alves (pesquisador Embrapa), Renata Kelly (jornalista Embrapa), Juan Travain e Edgard Bressani (CEO Latitudes Grand Cru Coffees) 

17h – Presença digital: como desenhar uma boa estratégia para a sua cafeteria
Palestrante: Paula Cavalcanti (designer) 

18h30 – Gestão de cafeteria, os pilares que trouxeram mais lucro as cafeterias em 2022
Palestrante: Sebastian Grau

18 de novembro (sexta-feira)

11h30 – Como preparar um latte art para campeonatos? Com o atual campeão Eduardo Olimpio
13h – CNA + FAEMG- Harmonização de Café com Queijo
15h30 – CNA + FAEMG –  Harmonização de Café com Salumeria
16h30 – Drinques com café – 3corações
17h30 – Batalha de drinques com a 3corações

No site, é possível conferir a programação completa da SIC e realizar o credenciamento para participar da edição!

Serviço
Semana Internacional do Café 2022
Quando: 16 a 18 de novembro
Onde: Expominas, Belo Horizonte (MG)
Mais informações e credenciamento: www.semanainternacionaldocafe.com.br 

TEXTO re

CafezalMercado

Região do Cerrado Mineiro lança cafés especiais em comemoração aos seus 50 anos

A Região do Cerrado Mineiro (RCM), primeira com Denominação de Origem para cafés do Brasil e reconhecida pela qualidade dos grãos produzidos, irá lançar dois cafés edição especial em comemoração aos seus 50 anos durante a Semana Internacional do Café (SIC), de 16 a 18 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). O evento é considerado uma das maiores feiras do mundo e tem como objetivo gerar oportunidades para toda a cadeia do café brasileiro no acesso a mercados, conhecimento e negócios. 

De acordo com o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, os dois exemplares de labels receberam os nomes de Ipê Amarelo e Lobo-Guará, e representam a safra de 2022, seguindo a linha conceitual do Cerrado Mineiro enquanto bioma, segmentando em fauna e flora. “As duas novas nuances de cafés prometem agradar os mais diversificados e exigentes paladares. São cafés selecionados com sabores bem característicos e notáveis dessa safra”, explica. 

Da variedade catuaí amarelo, no blend “Lobo-Guará” o consumidor encontrará notas de chocolate ao leite, caramelo, avelã, castanha e mel, acidez cítrica, corpo cremoso e finalização de longa duração. Já o “Ipê Amarelo”, da variedade Topázio, apresenta notas florais que lembram jasmim, laranja, pêssego, açúcar mascavo, mamão papaya e limão siciliano, acidez cítrica, corpo cremoso e finalização de longa duração. 

As embalagens foram desenvolvidas com base em tons que lembram o Cerrado e trazem o verde emblemático da Região do Cerrado Mineiro, criando uma sinergia entre eles. A escolha pelos elementos da fauna e flora, respectivamente, o Lobo-Guará e o Ipê Amarelo, além de representar o bioma Cerrado, também simboliza a história dos produtores que deram início ao plantio do café, espalhando sementes e sendo resilientes, como os elementos escolhidos.  

“Desenvolvemos os novos rótulos com o objetivo de marcar esse ano especial em que comemoramos os 50 anos da cafeicultura da Região, os 30 anos da Federação dos Cafeicultores e que retornamos à SIC, de forma presencial, mostrando a força da nossa coletividade, o motivo de muitas conquistas nessa história: a união e o respeito que temos pelo bioma que abriga a trajetória da nossa cafeicultura”, pontua Juliano Tarabal. 

Para Sandra Moraes, gerente de Cafés Especiais da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado – Expocaccer, a participação da RCM na SIC 2022 faz solenidade à intercooperação, levando aos apreciadores de café este novo conceito que tem por objetivo mostrar a força da coletividade.

Os cafés poderão ser degustados no stand da Região do Cerrado Mineiro e serão comercializados em embalagens comemorativas de 250g, 20 kg, 4 kg e 1 kg nas versões em grão verde – in natura e também torrados.

O stand vai representar a intercooperação entre as cooperativas do Cerrado Mineiro, que contará com representantes da Carmocer, Carpec, Coagril, Coocacer Araguari, Coopadap, Expocaccer e MonteCCer. No espaço também serão realizados cuppings de cafés da região durante o dia todo, além de uma cafeteria para degustação dos cafés da safra 2022. O público  poderá ainda adquirir acessórios comemorativos aos 50 anos da RCM como camisetas, bonés, casacos e aventais, em uma loja montada no espaço. 

Ainda durante o evento, o superintendente da Federação dos Cafeicutores do Cerrado, Juliano Tarabal, irá participar do Painel “10 anos de Origens Produtoras de Café no Brasil”.

Sobre a SIC

A Semana Internacional do Café nasceu em 2013, em Belo Horizonte, para receber a celebração dos 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC). Em 2021, o evento contou com a participação de 16 mil visitantes/acessos de 25 países. Foram 80 horas de conteúdo e 113 palestrantes. Este ano, o evento oferece, mais uma vez, conteúdo de ponta para os profissionais do setor em palestras, cursos, workshops, competições, provas de café, pesquisas e degustações orientadas.

Serviço
Semana Internacional do Café 2022
Quando: 16 a 18 de novembro
Onde: Expominas, Belo Horizonte (MG)
Mais informações e credenciamento: www.semanainternacionaldocafe.com.br 

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy