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Nescafé Dolce Gusto lança concurso Colheita Premiada no Brasil

A Nescafé Dolce Gusto anunciou na última terça-feira (4/8) o lançamento do Concurso Colheita Premiada. O concurso vai eleger o melhor café do Brasil e produzir uma edição especial de cápsulas Nescafé Dolce Gusto, 100% brasileira com o produto. A linha será comercializada no Brasil e em outros países onde a marca está presente a partir de julho de 2016. Os 15 finalistas receberão premiações em dinheiro no valor total de R$ 450 mil.
Produtores de todo o País podem participar com cafés da safra 2015, dentro das três categorias Conilon, Arábica natural e Arábica lavado. Um dos pré-requisitos para participar é que os lotes tenham sido produzidos em linha com um padrão independente de sustentabilidade, ou seja, possuam certificação válida, como Certifica Minas ou Rainforest Alliance.
Origens
A edição especial será produzida com café totalmente brasileiro e em solo brasileiro, confirma Paulo Gomes, responsável pelo Marketing da Nescafé Dolce Gusto. As cápsulas, contudo, podem ter cafés de diferentes produtores e até regiões. “Pode ser que seja um blend, caso seja necessário completar o produto. Vai depender das possibilidades do vencedor”.
As inscrições são gratuitas e podem ser feita de forma individual ou em grupo. “O Brasil tem muitas regiões com características distintas e queremos a oportunidade de conhecer cafés diferentes”, explica Gomes, que lembra, ainda, o trabalho dedicado ao café conilon. “Começamos a procurar e conhecemos produtores de conilon com uma qualidade que nós nem acreditávamos que fosse possível. Esperamos que entre os vencedores estejam produtores de todas as regiões produtoras e tipos de café”, conclui.
O Concurso Colheita Premiada contará com duas etapas. Na primeira fase (eliminatória), serão escolhidos até 45 finalistas, sendo 15 em cada categoria. As amostras serão classificadas quanto ao tipo, qualidade da bebida e outros aspectos, de acordo com a metodologia SCAA (Specialty Coffee Association of America) para as duas categorias de café arábica e de acordo com o protocolo de avaliação de robustas finos do CQI (Coffee Quality Institute) para a categoria de café conilon.
Na segunda etapa do concurso (classificatória), as amostras finalistas serão degustadas utilizando a metodologia de avaliação de qualidade da Nestlé, com acompanhamento da BSCA e da auditoria Safe Trace. Uma comissão julgadora vai avaliar as amostras, selecionar os cinco finalistas premiados de cada categoria e apontar o grande campeão de acordo com o nível de qualidade dos lotes apresentados. A nova cápsula será parte da série “cafés do mundo”, incrementada com dois novos sabores a cada ano, sendo que esta é a primeira vez que o café brasileiro será escolhido para a ação.
Investimentos no Brasil
A edição limitada 100% brasileira de Nescafé Dolce Gusto será produzida na nova fábrica de cápsulas que será inaugurada no final deste ano, na cidade de Montes Claros (MG). Esta é a primeira fábrica de Nescafé Dolce Gusto fora da Europa e está recebendo um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões em sua construção. (Leia mais sobre a instalação na fábrica, aqui) Segundo a Nestlé, a fábrica irá gerar inicialmente cerca de 90 empregos diretos e outros 1 mil indiretos.
Serviço
Concurso Colheita Premiada da Nescafé Dolce Gusto
Inscrições e regulamento: http://bsca.com.br/concurso?id=31
Anúncio do vencedor: novembro de 2015
Artigo originalmente publicado no site CaféPoint

O projeto Rause Café na Estrada, que vai levar conhecimento e café especial para as regiões produtoras de café de Minas Gerais, lançou uma página no site de crowdfunding Benfeitoria (espaço para financiamento coletivo) para arrecadar fundos e colocar o trabalho na estrada a partir de agosto. Ao final da campanha, Juca. Abaixo, assista o vídeo sobre o projeto: 






Regiões produtoras da Bahia foram destaque durante a 11ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil. Os cafés lançados por diferentes marcas são feitos com os grãos vencedores do 11º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café – Safra 2014, cujo campeão geral e da categoria Cereja Descascado é do município de Piatã e o vencedor da Categoria Microlote vem de Barra do Choça, ambos localizados na Bahia. O evento da última quinta-feira (30/4) marca a chegada ao mercado dos Cafés Premiados do Brasil, selecionados em concurso da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e adquiridos em leilão por torrefações e cafeterias. A iniciativa que reúne cafeicultores e indústrias, resultando nos lotes vencedores industrializados em embalagens de 250 gramas, que chegam a supermercados, lojas gourmet e cafeterias, em edição limitada e identificada com selo numérico. Durante o encontro, o produtor Cândido Rosa, de Piatã (BA) representou o campeão Antônio Rigno, sendo homenageado com certificado. Segundo Cândido, a vitória no concurso abriu as portas do mercado especializado para o município baiano. “Os produtores de Piatã, mesmo aqueles que não participaram de concursos ainda, já são vistos com outros olhos. Conseguem melhores preços quando dizem onde produzem”, revela. (Leia entrevista completa com os cafeicultores que também venceram o Cup of Excellence, em 2014). Ainda, segundo Nathan Herszkowicz, o diretor executivo da Abic, o destaque em meio à produção de cafés especiais se deve a somatória de alguns fatores. “O trabalho de técnicos e entidades apoiando o trabalho dos produtores é muito importante. Hoje, a diferenciação dos cafés de alto nível está muito ligada a origem, as regiões produtoras”, pontuou. O lote de Rigno, de seis sacas, teve duas delas adquiridas pelas empresas Grupo 2 Irmãos (Café Ghini) e Sobesa Indústria de Alimentos (Café Sobesa), que formaram o Consórcio Qualidade Brasil e pagaram R$ 5.000,00 cada saca, cerca de dez vezes acima da cotação do mercado. Esse foi o maior valor de aquisição pago por saca, o que rendeu para as empresas o título de Campeãs da Categoria Ouro. As outras quatro sacas do lote de Antônio Rigno foram arrematadas pela cafeteria Santo Grão, de São Paulo, por R$ 3.980 cada, totalizando R$ 15.920,00. Foi o maior investimento feito em qualidade, o que garantiu para a rede Santo Grão o título de Campeã na Categoria Diamante. Já o microlote campeão do concurso nesta categoria, de apenas duas sacas, com o café produzido por Eufrásio Souza Lima, em Barra do Choça, também na Bahia, foi arrematado pela cafeteria Armazém do Café, do Rio de Janeiro, que pagou R$ 2.500,00 por saca. Esse foi o maior lance por saca na categoria Microlote, o que rendeu à rede Armazém do Café o título de Campeã da Categoria Especial. Outro destaque nesta edição foi a participação da exportadora Starsantos que, no leilão, arrematou o lote do produtor José Clóvis Borges, de Divinolândia, São Paulo, campeão na Categoria Café Natural, e o lote de Café Natural de Greciano Lacerda Moura, de Espera Feliz, Minas Gerais. A empresa pagou R$ 1.350,00 cada saca do lote paulista (total R$ 8.100,00) e R$ 1.300,00 pelo café mineiro (R$ 7.800,00). Todos esses cafés foram exportados para a China. Confira os cafés desta 11ª Edição Especial: Categoria Cereja Descascado Café Ghini, Café Sobesa, Cafeteria Santo Grão – marcas elaboradas com o café produzido por Antônio Rigno de Oliveira na Fazenda São Judas Tadeu, em Piatã, Bahia. Características sensoriais: bebida aromática e equilibrado, com notas doces, frutas e chocolate, com leve nota de pêssego, acidez frutada e corpo aveludado. Café Baronesa e Café Supremo Arábica – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Antônio Alves Vieira na Fazenda Baobá, em São Sebastião da Grama, São Paulo. Características sensoriais: bebida com fragrância frutada, com nota doce e frutada, com fundo achocolatado e caramelo, acidez média, encorpado. Café Ghini, Café Caiçara e Café Odebrecht – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Marcos Lavoratto Novak, no Sítio Boa Esperança, em Ibaiti, Paraná. Características sensoriais: bebida com fragrância levemente frutada e com notas de caramelo, equilibrado. Categoria Cafés Naturais Café Ghini, Il Barista e Café Odebrecht – marcas elaboradas com os grãos produzidos por José Eduardo Correa Ferraz na Chácara Campina Verde, em Ribeirão Claro, Paraná. Características sensoriais: bebida com notas de caramelo a caramelo torrado, achocolatado, cereal, amêndoas e cítrico. Notas de banana-passa, com acidez média e encorpado. Café do Chef – marca elaborada com os grãos produzidos por Charles Souza Matos na Fazenda Gameleira 2, em Piatã, na Bahia. Características sensoriais: bebida com notas de especiarias, chocolate com acidez média alta, encorpado e residual sedoso. Categoria Microlote Armazém do Café – marca elaborada com o café produzido por Eufrásio Souza Lima, no sítio Boa Vista, em Barra do Choça, Bahia. Características sensoriais: bebida com notas amadeiradas, floral e amanteigado, com acidez frutada e sedosa, residual amendoado, doce e equilibrado. Café Ghini e Duetto Café – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Adriano de Moura Bueno, no Sítio Ribeirão dos Pires, em Ibaiti, Paraná. Características sensoriais: bebida com notas de chocolate, avelã, amanteigado e nozes, com retrogosto de notas amadeiradas e notas abacaxi de fundo, acidez média, encorpado. O material jornalístico foi produzido e publicado pelo site Café Point, parceira do Revista Espresso.


