Café & Preparos

Dia Nacional do Café! Preparo de cafés especiais é tema de palestras gratuitas em SP

Você sabia que o Dia Nacional do Café é comemorado em 24 de maio? Para celebrar a data, o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) abrirá suas portas em São Paulo (SP) para receber quatro palestras da programação do Festival do Café no Triângulo SP, realizadas em parceria com a Espresso! Confira os temas:

11h “Como posso melhorar o preparo do café em casa?”, com a barista e mestre de torra Keiko Sato
13h30 “Quais são os cuidados na produção do café especial e como escolher o grão ideal para a sua cafeteria?”, com Daniel Carvalho, sócio e mestre de torra da 15 Coffee Company
14h30 “Diferenças na xícara entre: um café arábica, um canéfora e um tradicional”, com o Q-Grader KJ Yeung
15h30 “Degustação: como o mesmo café pode ficar com sabor diferente em três métodos de preparo distintos?”, com a barista Letícia Souza

A inscrição para a palestra das 11h pode ser feita neste link. Já para as demais, basta clicar aqui

O Festival do Café no Triângulo SP é promovido pela Secretaria Municipal de Turismo e será realizado entre os dias 22 e 26 de maio. Em sua 4ª edição, contará com a participação de 35 locais da região que servem café, que disponibilizarão uma série de descontos e combos para os amantes de café e gastronomia. Além disso, para deixar o clima mais agradável, o evento apresentará uma programação artística com mais de 30 músicos tocando na frente de todas as lojas participantes. 

Na pré-abertura, no dia 21, acontece a Coffee Run, corrida que percorrerá diferentes pontos do Centro Histórico de São Paulo e é organizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que comemora 50 anos, em parceria com a Yescom. 

Serviço
Palestras Festival do Café no Triângulo SP e Revista Espresso
Quando: 24 de maio
Horário: das 11h às 15h30
Onde: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo (SP)
Mais informações: www.festivaldocafesp.com.br 

TEXTO Redação • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

Projeto lança café para apoiar ações socioculturais na Zona Sul de São Paulo

Nos anos 90, a Rua 27, no bairro paulistano do Grajaú, era conhecida por ser uma das mais perigosas da Zona Sul. Hoje, chamada de Rua Manuel Guilherme dos Reis, tornou-se o endereço do Pagode da 27, um projeto que, por meio da música e do samba, leva alegria, lazer e ações sociais para pessoas em vulnerabilidade na região.

A iniciativa se expandiu com a criação da Casa 27, um local que oferece atividades socioculturais, como biblioteca gratuita, escolinha de futebol e oficinas para os moradores. Para fortalecer a ação, a N Cafés, em parceria com os grafiteiros da Osxtrês e Diego Bragante, do @comocomertodoseudinheiro, criou um café especial chamado N27, onde todo o lucro das vendas será revertido para a compra de uniformes para o time de futebol infantil da Casa 27.

O N27 é um café da variedade catiguá MG2, cultivado na região do Cerrado Mineiro pelo produtor Gil Cesar de Melo, da Fazenda Espigão do Palmital, localizada em Campos Altos. Na xícara, apresenta notas sensoriais de chocolate, açúcar mascavo, caramelo, laranja e nozes.

Aos interessados, a venda do pacotinho de 250g, ilustrado pelo artista Guilherme Manzi, é realizada para todo o Brasil através do perfil da N Cafés no Instagram (@ncafesbr), tanto pelo direct, quanto pelo WhatsApp no link da bio. O valor é de R$ 32 + frete. 

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Ancestralidade na xícara: The Weeknd lança café etíope premiado no Cup of Excellence

Você sabia que um dos cantores mais famosos da atualidade lançou um café? É isso mesmo! O canadense The Weeknd, que acumula mais de 100 milhões de ouvintes mensais no Spotify, anunciou nesta quarta-feira (3) a sua mais nova parceria com a Blue Bottle Coffee: o Samra Origins.

Nomeada em homenagem à mãe do artista, a novidade busca voltar às origens etíopes da família de Abel Tesfaye – nome verdadeiro do astro. Para isso, ele e Samra, sua mãe, em conjunto com Benjamin Brewer, chefe de inovação da Blue Bottle, desenvolveram um café especial que carrega não apenas um sensorial de primeira, mas também muita ancestralidade.

No processo, Brewer selecionou alguns dos melhores grãos da Etiópia, que foram provados por The Weeknd e Samra. Nas degustações, mãe e filho buscaram sentir as notas familiares do café que ela costumava preparar em casa. Após escolhido, a Blue Bottle trabalhou em conjunto com o cantor para ajustar cuidadosamente o sensorial e criar um perfil diferenciado, que não apenas apresentasse notas clássicas frutadas e florais, mas que preservasse séculos de tradições originárias dos cafeicultores etíopes.

“A cultura da Etiópia é uma parte importante da minha identidade e eu estou orgulhoso de trabalhar ao lado do time da Blue Bottle Coffee para dar destaque às tradições, aos valores e, claro, ao café”, disse The Weeknd. “Ao crescer, vi minha mãe realizar a Buna Tetu, uma tradicional cerimônia etíope do café. Essa experiência sensorial ajudou a moldar minha compreensão de comunidade e me ensinou a sempre honrar minhas raízes”, completou.

Com lançamento previsto para 9 de maio, o Samra Origins é composto por grãos da cultivar 74110, produzidos pelo produtor Wolde Faye Koricha, em Jimma, na região de Oromia, a uma altitude de 2 mil metros, que passaram por processamento lavado. Premiado em 7° lugar no concurso de qualidade Cup of Excellence – Etiópia 2022, o café mescla notas frutadas e florais, como rosa, tangerina e morango. A embalagem com 100g custará $ 65 e poderá ser adquirida no site oficial.

“Estou animado para lançar este projeto que apoia a incrível herança do café da Etiópia e homenageia a casa dos meus ancestrais. É um verdadeiro projeto de paixão que espero que inspire curiosidade e apoio ao povo e à cultura do país”, destacou o artista.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Café & Preparos

É de fazer café? Saiba como funciona o sifão (ou globinho)

Não parece, mas o sifão (ou globinho) é um método de preparar café, sim! Segundo a história, o registro mais antigo do uso foi em meados de 1830, na Alemanha. Mas é uma francesa chamada Marie Fanny Amelne Massot – também conhecida como Mme. Vassieux – a pessoa considerada responsável por projetar e patentear o primeiro equipamento que deu certo comercialmente, em 1840.

  • Funciona através de pressão e vácuo: o aquecimento do compartimento inferior faz com que a água evapore e passe para o espaço superior. A partir disso, cria-se um vácuo e, com a pressão, a água desce novamente, extraindo o café;
  • O ideal é que o café utilizado seja de moagem média/grossa;
  • Não é um método rápido! Seu tempo de preparo varia entre 5 e 15 minutos;
  • Há modelos de diferentes tamanhos: 240 ml, 360 ml e 600 ml;
  • Uma das vantagens é o seu visual! Extrair o café no sifão é sempre um show à parte, uma vez que seu design e o funcionamento lembram um equipamento de laboratório;
  • Não é uma opção viável para o dia a dia, já que a sua montagem e a limpeza não são tão fáceis quanto em outros métodos;
  • Por não utilizar filtro de papel, preserva os óleos naturais do grão na xícara;
  • É um método que entrega uma bebida saborosa e limpa.

Como preparar

Depois de montado, coloque a água no compartimento de baixo e acenda o fogareiro (com álcool). O aquecimento fará com que a água evapore e suba para o espaço superior. Acrescente o pó de café na água (já na parte de cima), mexa bem e tampe. Espere cerca de trinta segundos pela infusão e retire o café, deixando-o pronto para beber no compartimento redondo de baixo. Outra opção de preparo é colocar, ainda no início, o pó no vidro de cima antes de acender o fogareiro e a água ser transferida.

Dica da Espresso

Por ser um método complexo de manusear em casa, indicamos experimentá-lo em lugares especializados. Apesar de pareder de outro mundo, é bastante comum encontrar o sifão nas cafeterias brasileiras e também no exterior. Não deixe de pedir!

Dica de preparo: 20 g de café + 200 ml de água
Onde comprar: www.cafestore.com.br

TEXTO Redação • FOTO Agência Ophelia

Café & Preparos

Saiba usar borra de café e casca de ovo para fazer adubo orgânico

Sabia que é possível produzir em casa um adubo orgânico utilizando apenas restos de alimentos que iriam para o lixo? A borra que sobra do café coado no dia-a-dia ou a casca de ovo, por exemplo, são excelentes ingredientes para a produção de um adubo potente, feito através do processo de compostagem.

O engenheiro agrônomo Gastão Goulart, do Plantão Técnico da Emater-MG, é um entusiasta do sistema de compostagem. “A compostagem é um processo simples que transforma os resíduos orgânicos em um adubo de excelente qualidade. A gente pode usar diversos materiais, como folha seca, capim, resto de alimentos (frutas e legumes), casca de ovo e borra de café. Todo esse material vai sofrer ação dos micro-organismos e ser decomposto num processo chamado de umidificação até se transformar num adubo orgânico”, explica.

A técnica é utilizada há bastante tempo na sede da Emater-MG, em Belo Horizonte (MG), onde toda a borra de café, folhas secas e restos de produtos orgânicos são coletados para fazer a compostagem. O fertilizante produzido é usado para adubar os jardins da empresa. “Você pode separar uma área para fazer o composto ou, se for em casa, pode colocar esses resíduos bem misturados num balde ou numa caixa, em local de sombra. Quanto menor for a partícula, mais rápido será a decomposição. Então é ideal picar bem picadinho”, ensina o agrônomo.

Lixo que dá vida

Num prazo de 60 a 90 dias, esse material orgânico vai adquirir um aspecto compacto (não é mais possível diferenciar o material de origem) e está pronto para o uso. “O adubo orgânico pode ser usado como cobertura em pomares, hortas e jardins. Também pode ser utilizado para o preparo de covas, vasos e no plantio de canteiros. Um aspecto importante a se observar é manter a massa umedecida até terminar a aplicação”, recomenda Gastão.

O adubo orgânico é rico em nitrogênio, fósforo e potássio, promovendo o crescimento das plantas e a melhoria do solo. Além disso, tem a vantagem de não ter custo e permitir dar um fim útil aos resíduos que de outro modo iriam parar em aterros. Para plantios maiores, também pode-se usar a mesma técnica de compostagem. Você pode conferir a dica completa no YouTube da Emater-MG.

TEXTO Redação • FOTO Conor Brown

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5 jeitos cafeinados de comemorar o aniversário de SP

Nesta quarta-feira (25/01), a cidade de São Paulo completa 469 anos! E nada melhor do que café para dar a energia para explorá-la e celebrar toda a ligação que ela tem com o grão e com a bebida. Confira 5 dicas e mais uma dicona que vale por mais 5! 

Pizza requentada com café (espresso ou filtrado)

Acordar e saber que tem um pedaço de pizza da noite anterior esperando para ser devorado é um esporte e um prazer que os paulistanos praticam muito. Para acompanhar esse verdadeiro “café da manhã dos campeões”, a dica é café coado ou espresso. 

“A pizza no dia seguinte fica deliciosa quando esquentada no forno pré-aquecido na temperatura máxima (300oC) por uns 5 minutinhos”, diz Cida Montagner uma das proprietárias da GattoFiga. Mas tem outros métodos: “não tenho forno, coloco na frigideira mesmo com um fio de azeite, em fogo bem baixo e com tampa para derreter o queijo”, diz Davi Leite, sócio de Cida. 

A GattoFiga é uma pizza gastrobar que fica perto da Vila Mariana e do Bosque da Saúde. Ali também está o maior cafezal urbano do mundo, no Instituto Biológico. E o Bosque da Saúde tem esse nome pois, no início era mesmo um bosque com o intuito das pessoas passearem, respirarem ar puro e terem momentos de lazer. Ele foi idealizado pela Companhia Antártica, sim, a da cerveja, que, além do bairro na zona sul foi responsável pela urbanização de uma outra área da cidade, na zona oeste, ali onde fica o Parque Antártica, estádio hoje conhecido por Allianz Parque. 

GattoFiga: Rua Luiz Góis, 1.625 – Mirandópolis
Mais informações: instagram.com/gattofigapizzabar

Bolo do dia com capuccino ou pingado

O Ipiranga é uma ótima pedida para um passeio pela manhã. As ruas do bairro são gostosas de caminhar e misturam lugares novos com um pouco de nostalgia das casinhas de umas décadas atrás. De lá que saiu o tal grito da independência do Brasil e o Museu do Ipiranga, reaberto desde setembro de 2022, está incrível. Por lá dá para ver painéis, histórias e ferramentas ligadas à cafeicultura e os jardins e a vista do terraço garantem aquela foto lindona pra postar nas redes sociais. 

Para matar a fome antes ou depois da visita, uma ótima pedida é um bolo daqueles bem caseirinhos com um pingado ou com um capuccino. No Tosto Café tem sempre o gelado de coco e um bolo do dia. 

Tosto Café: Rua dos Sorocabanos, 155 – Ipiranga
Mais informações: instagram.com/tosto.cafe

Doce a base de café para a sobremesa

Um dos bairros com maior concentração de bares e restaurantes da cidade é Pinheiros. O que não falta lá é opção. A dica é comer uma sobremesa na Confeitaria Dama, conhecida por suas mil folhas, e que tem no cardápio o ópera, doce que leva camadas de pão de ló invertido, creme especial de chocolate e creme de café. 

Assim como a cidade, Pinheiros já teve várias caras ao longo de sua existência. Surgido em meados do século 16 como caminho para o interior do estado, foi muito importante quando São Paulo começou a crescer, pois do Rio Pinheiros vinham pedras e areia para as construções que se multiplicavam a cada dia. Elas eram transportadas pela cidade de bonde e um pedaço dos trilhos ainda é visível hoje no Largo da Batata. 

Confeitaria Dama: Rua Ferreira de Araújo, 376 – Pinheiros
Mais informações: instagram.com/confeitariadama

Café gelado para refrescar uma tarde quente

O aniversário de São Paulo cai em pleno janeiro, quando é verão e a gente sabe que as tardes sempre são cheias de calor (ao menos na maioria das vezes). Os cafés gelados, puros ou batidos com leite e gelo do tipo frapê são uma ótima opção para refrescar o corpo e a alma. No Faro Café há opções dessa bebida a um preço bem camarada. 

A portinha fica em uma rua paralela à Avenida Paulista, na parte mais próxima ao bairro de Higienópolis. Essa área é bastante conhecida por ter servido de morada à elite paulistana a partir do século 19 e os casarões que antes existiam na Paulista (hoje restam apenas quatro) são sempre chamados de casas dos barões do café. Essa informação não é tão correta, pois muitos dos casarões eram na verdade dos industriais paulistanos que começaram a surgir no fim do século 19 e início do 20. Um dos nomes mais conhecidos é o de Francesco Matarazzo. Sua mansão ficava onde hoje é o Shopping Cidade Jardim e a história de sua tentativa de tombamento e posterior demolição é bastante emblemática das questões do patrimônio histórico da capital. 

Faro Café: Rua Luís Coelho, 168 – Consolação
Mais informações: instagram.com/farocafeoficial

Drink com café pra começar a noite

A combinação de café com bebidas alcoólicas, tem até uma competição exclusiva chamada Coffee In Good Spirits, então nossa última dica é essa: escolha um drinque da carta do Red Coffee para brindar os 469 anos da cidade. A parte curiosa é que esse bar / cafeteria fica no bairro de Santo Amaro, que até 1935 era outro município. Na verdade, a região era parte de São Paulo até 1832, quando se emancipou da cidade. Permaneceu assim por pouco mais de 100 anos, quando foi definitivamente incorporada à capital, aumentando em muito sua área, já que a região sul é a maior das quatro, com 607 km2. É ao sul que fica uma grande área de Mata Atlântica preservada e que cobre quase 30% do município, com nascentes de alguns dos rios da cidade, cachoeiras, estradas de terra, muitos pequenos produtores rurais e até vista pro mar. 

Red Coffee: Rua Min. Roberto Cardoso Alves, 416 – Santo Amaro
Mais informações: instagram.com/redcoffeebrasil

E como comemoração boa sempre tem um chorinho, aqui vai a saideira, uma dica que vale por 5: o minifestival de cafeterias Nescafé Origens, que vai de 25 de janeiro a 6 de fevereiro. Confira tudo sobre e visite as cafeterias!

TEXTO Cintia Marcucci • FOTO Agência Ophelia

Café & Preparos

Café para todo dia! Semelhanças e diferenças entre a Hario v60 e a Melitta

Praticidade, delicadeza e bom resultado na xícara. Hario v60 e Melitta entregam todas as características que a gente procura na hora de preparar o nosso filtrado diário

Engana-se quem acha que café filtrado é tudo igual. Apesar de terem funcionamento parecido, o modelo da japonesa Hario e o conhecido porta-filtro da Melitta se diferenciam em alguns aspectos, como no processo de extração da bebida e nas características na xícara. 

Sempre presente nos balcões das cafeterias, a Hario v60 é um equipamento queridinho entre os baristas e coffee lovers, uma vez que é prático, moderno e entrega um café gostoso. Criado em 2011, carrega esse nome por ter o formato de um filtro cônico triangular com vértice de 60 graus.

Já o suporte da Melitta, que marca presença nas casas de norte a sul do País, é mais antigo: foi idealizado em 1908, mas só foi patenteado em 1937. No Brasil, começou a ganhar destaque depois de a empresa alemã se consolidar por aqui, em 1968. Desde então, passou por adaptações em seu design, sem perder a popularidade.

Como funcionam

Se você observar uma v60 internamente, poderá reparar nas linhas verticais levemente espiraladas. São elas que permitem que a água passe pelo pó em um fluxo que acentua o movimento circular, além de afastar o papel do equipamento, o que ajuda no respiro do café. Em sua base, o método em formato de funil apresenta um único e grande orifício, que faz com que a extração não se acumule durante o processo.

O equipamento da Melitta, por outro lado, conta com largas hastes retas nas paredes internas, que, combinadas com o formato em V, facilitam o fluxo da água durante o preparo. Diferente do suporte japonês, o da Melitta apresenta o formato de prisma cônico com base reta. Seu pequeno e único furo faz com que a extração dure um pouco mais de tempo.

Filtros e moagem 

Independente de qual suporte você escolher para preparar o seu café, você vai precisar de filtro de papel. A caixinha com filtros da Melitta pode ser achada facilmente em supermercados e lojas on-line, variando os tamanhos de acordo com o seu equipamento (101, 102, 103…). Já o pacote com filtros de papel da v60 pode ser encontrado em cafeterias e e-commerces nos tamanhos v1 e v2. 

Dica da Espresso: para que o filtro da v60 encaixe melhor no suporte, dobre-o na costura. Quanto ao da Melitta, por ter duas costuras, na lateral e em sua base, a sugestão é dobrar essas costuras uma para cada lado.

Quanto à moagem dos grãos, é indicada uma granulagem média para ambos os métodos. Como o furo da Melitta é menor, vale atentar para uma moagem não muito fina, por aumentar o tempo de extração e resultar em uma bebida com um pouco de amargor. 

Dica da Espresso: se você não tiver moedor em casa, peça à sua cafeteria favorita para moer do jeito adequado ao método que você usa!

Na xícara

Devido ao furo maior em sua base, combinado com as linhas verticais internas, a hario realiza uma extração mais rápida e sem interferências. Seu café costuma ser equilibrado, com uma textura limpa. Já o suporte da Melitta, por concentrar a infusão por mais tempo, resulta em um café também limpo, mas um pouco mais intenso. 

Dica da Espresso: o resultado final da sua bebida está diretamente relacionado ao tipo de café que você está usando. Por isso, dê preferência a grãos especiais, torrados por torrefações de confiança.

Sempre com novidades!

Além dos diferentes tamanhos, as marcas inovam em relação aos materiais e às cores. A v60, por exemplo, pode ser encontrada nas opções de acrílico, vidro ou cerâmica, e pode ser transparente, preta, vermelha ou branca. A Melitta, por sua vez, tem uma vasta variedade de cores e é tradicionalmente conhecida por sua versão de acrílico. Recentemente, a marca lançou o porta-filtro de porcelana, que pode ser branco, preto e vermelho, e o suporte com dois furos.

Sugestão de preparo
20 g de café + 280 ml de água + 30 segundos de pré-infusão

Onde encontrar?
Hario v60: cafestore.com.br
Melitta: melitta.com.br 

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Jéssica Teixeira

Café & Preparos

Querida por todos: Conheça a história da Hario v60

Hoje em dia existe uma infinidade de métodos e utensílios para preparar café – e é uma delícia provar o resultado de cada um deles! Mas às vezes tudo o que a gente precisa é de praticidade. A v60, da japonesa Hario, entrega tudo isso e mais um pouco: bom preço, facilidade de uso e café bom na xícara! 

Como tudo começou…

Fundada em 1921, na cidade de Tóquio, no Japão, a Hario iniciou seus trabalhos com a produção e a venda de vidrarias de laboratório. Na década de 1960, entre béqueres e frascos, surgiu o interesse em expandir as fronteiras e planejar gotejadores que apresentassem um café parecido com o que é feito no coador de pano. Depois de algumas ideias, a empresa lançou, em 1980, seu primeiro método que utilizava filtro de papel, mas não obteve sucesso no mercado. Mais de vinte anos depois, em 2004, a empresa começou a trabalhar em um novo projeto com o mesmo propósito. Nos novos experimentos, os fabricantes perceberam que as ranhuras internas, retas e verticais, faziam com que o papel aderisse à parede do equipamento, dificultando a passagem de ar e diminuindo a eficiência da extração. Como teste, as linhas foram espiraladas e adicionou-se um único furo grande na base. Daí nasceu a v60 como conhecemos hoje! 

Outras informações:

  • Como diz o nome, o método tem um filtro cônico triangular com vértice de 60 graus.
  • Nas paredes internas, há linhas verticais levemente espiraladas.
  • Durante a extração, a água passa pelo pó em um fluxo que acentua o movimento circular.
  • O filtro de papel fica afastado das paredes do porta-filtro, permitindo que o café respire.
  • Em sua base, há um único e grande orifício, que faz com que a infusão não se acumule durante a filtragem.
  • A extração da bebida é mais rápida e não há interferências.
  • Na xícara, o resultado costuma ser um café equilibrado e com textura limpa.
  • Está disponível em diferentes cores e materiais, como acrílico, vidro, metal e cerâmica.
  • É produzida em dois tamanhos: v1 (2 xícaras) e v2 (4 xícaras).

Dica de preparo: 20 g de café (moagem média) + 180 ml de água + 30 segundos de pré-infusão
Onde comprar: cafestore.com.br

TEXTO Redação • FOTO Pradeep Javedar

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8 benefícios do café para a saúde

O sabor de sua bebida favorita pode ser motivo suficiente para convencê-lo a continuar consumindo. Porém, no caso do café, além de gostoso, também te propicia benefícios para a saúde! Dá uma olhada:

1) Longevidade

Estudos mostram que beber café pode prolongar a vida útil. Ao longo de 10 anos, pesquisadores analisaram a conexão entre o consumo da bebida e o risco de morte, considerando variáveis como estilo de vida, bem-estar e consumo de café dos participantes.

A pesquisa revelou que as pessoas que bebiam mais de quatro xícaras de café diariamente tiveram uma redução de risco de morte de 64% em comparação com os participantes que não bebiam café e aqueles que bebiam pouco. No período de acompanhamento, os consumidores com 45 anos ou mais se beneficiaram de uma redução de 30% no risco de morte.

2) Função cerebral

O café contém uma substância psicoativa que bloqueia o neurotransmissor adenosina no cérebro. Consequentemente, outros neurotransmissores como norepinefrina e dopamina aumentam junto com o disparo neural. O funcionamento cognitivo melhora quando você bebe café, juntamente com vigilância, memória, velocidade de reação, produtividade e motivação.

3) Funcionamento físico

A cafeína prepara seu corpo para esforços intensos, liberando células de gordura para atividade e aumentando a adrenalina, podendo melhorar o desempenho físico em 12%.

4) Acelera o metabolismo

A cafeína também ajuda na queima de gordura. Estudos mostram que ela pode aumentar a perda de gordura em 29% e facilitar o metabolismo em 11%, em pessoas magras, e 10% em indivíduos obesos.

5) Nutrientes

O café contém nutrientes vitais, incluindo riboflavina, niacina, magnésio, potássio, manganês e ácido pantotênico. As quantidades são pequenas, mas sua ingestão aumenta a cada xícara de café.

6) Proteção cerebral

Beber café pode ajudar a evitar o declínio cognitivo relacionado à idade. Não existe cura para envelhecer, mas você pode considerar o hábito do café útil para a manutenção do cérebro. Os pesquisadores concluíram que os consumidores têm 65% menos probabilidade de sofrer de demência senil e doença de Alzheimer do que os que não bebem café.

7) Saúde do fígado

Quatro canecas de café podem potencialmente reduzir o risco de cirrose hepática em 80%. A cirrose causa a formação de tecido cicatricial, substituindo parte do fígado, e está associada à hepatite e à doença hepática gordurosa.

8) Menor risco de câncer, doença de Parkinson e diabetes

A pesquisa mostra que os consumidores de café tem menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2. Cada copo reduz o risco em 7%. O consumo frequente de café com cafeína pode diminuir o risco de câncer de fígado e colorretal. Também reduz o risco de doença de Parkinson em até 60%.

TEXTO As informações são do SciTechDaily • FOTO Jéssica Teixeira

Café & Preparos

Semana Internacional do Café 2022 traz palestra sobre café à moda árabe

Muita gente não sabe, mas na Etiópia o café é consumido com sal e manteiga. Na Malásia, é comum encontrar o “café branco”, servido com leite condensado. A verdade é que, mesmo espalhada pelo mundo, a bebida tem uma identidade cultural de preparo em cada local. No segundo dia da Semana Internacional do Café, 17 de novembro, os visitantes poderão conhecer um pouco sobre os rituais nas aldeias árabes, por exemplo, e entender as diferenças e semelhanças com os brasileiros.

“O café, alimento saudável, é para a Civilização Árabe o sinônimo da generosidade e hospitalidade, reconhecido como o aroma do conhecimento, o sabor da felicidade e da sabedoria. O próprio pai da medicina moderna, IBEN SINA, já usava o café como medicamento, então imagina a importância desse produto”, conta o professor Ali El-Khatib.

A programação da SIC 2022 vai contar um pouco sobre esse encontro de culturas na palestra “Café à moda das aldeias árabes – história e degustação”, apresentada por Ali El-Khatib, professor universitário das áreas de relações internacionais e gestão cultural. Na ocasião de um de seus cursos, ele disse: “aprendi com meus pais a moer para fazer o café à moda das aldeias árabes. O café está em nosso DNA”. A experiência com o especialista acontecerá no espaço Cafeteria Modelo, das 11h30 às 12h30.

Ali El-Khatib, professor universitário das áreas de relações internacionais e gestão cultural

Diferenças e semelhanças

De acordo com levantamento encomendado em 2020 pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, árabes e descendentes formam 6% da população brasileira. Em termos de distribuição geográfica, 39% estão no Sudeste; 32% vivem no Nordeste; 17% no Sul; 6% no Norte e 5% na região Centro-Oeste. Os entrevistados indicaram 12 nacionalidades, entre os 22 países árabes, sendo: libaneses, sírios, marroquinos, sauditas, egípcios, palestinos, argelinos, jordanianos, líbios, somalis, barenitas e cataris.

Independentemente da origem, existe uma semelhança fundamental com a paixão dos brasileiros por café: a bebida como símbolo de hospitalidade. O café como elemento de conexão, como forma de compartilhar e fazer o outro se sentir bem-vindo. Já em relação às diferenças, talvez a mais emblemática seja mesmo o ritual de preparo. Enquanto aqui temos uma rotina um pouco mais simples, geralmente com o grão já torrado ou com o pó, nos países árabes, mesmo com algumas distinções regionais, o processo tem mais algumas etapas.

O café é feito em pequenos fogões à carvão ou fogueiras. Os grãos verdes são torrados em um tipo de frigideira e depois ficam um tempo esfriando. Depois disso, são triturados em uma espécie de pilão, onde é acrescentado o cardamomo, semente que tem sabor e aroma semelhantes ao gengibre. Só então acontece a fervura. Para conferir e experimentar o processo na prática, bem como o contexto cultural e o fundo histórico do café nas aldeias árabes, basta realizar o credenciamento gratuito para a SIC 2022. 

Sobre a SIC

A Semana Internacional do Café (SIC) é uma iniciativa do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), da Café Editora, do Sebrae e do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).

Realizada desde 2013, em Belo Horizonte, capital do maior estado produtor do país, a SIC tem como foco o desenvolvimento do mercado brasileiro e a divulgação da qualidade dos cafés nacionais para o consumidor interno e países compradores, além de potencializar o resultado econômico e social do setor. Em 2020, primeiro ano da pandemia, a SIC 100% Digital foi um grande sucesso. Teve 25 mil acessos, de 58 países e mais de 70 horas de conteúdo e 176 palestrantes com grande relevância no mercado nacional e internacional.

A edição de 10 anos tem patrocínios master das marcas Nescafé e Nespresso e do Sistema Ocemg; diamante, da 3 Corações; prata, da Sicoob; e bronze, da Melitta e Syngenta.

Serviço
Semana Internacional do Café 2022
Quando: 16 a 18 de novembro
Onde: Expominas – Av. Amazonas, 6.200, Belo Horizonte (MG)
Mais informações e credenciamento: www.semanainternacionaldocafe.com.br

TEXTO Redação • FOTO Alexandre Rezende/NITRO