Receitas

Spritzer

Ingredientes
– 50 ml de vermute Oscar 697 bianco
– 10 ml de amaro Angostura
– 120 ml de vinho espumante seco
– 1 lance de bitter de laranja
– Twist de laranja
– 1 gomo de limão-siciliano

Preparo
Com exceção do twist de laranja, coloque os demais ingredientes em um copo longo com cubos de gelo e mexa bem com uma colher longa. Decore com o twist para aromatizar o drinque.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Gui Gomes • RECEITA Márcio Silva, do Guilhotina

Barista

“Amo ver como as pessoas se apaixonam por café”

Lidiane Santos é um dos nomes fortes da cena cafeeira de Pernambuco e, depois de se tornar barista e professora, agora segue em novo espaço com os desafios da torra

No meio do caminho de Lidiane tinha um cappuccino. Ela já tinha começado seu percurso na cultura do café quando o cappuccino virou um latte e não a deixou tirar o certificado de barista do Centro de Preparação do Café, em São Paulo. Mas ela voltou no mês seguinte, porque desistir não estava nos planos.

“Meu cappuccino de novo não ficou perfeito. É fato que não tenho perfil de competidora, mas de barista e de conhecedora de café!”, conta ela que voltou para casa naquele junho de 2011 com o diploma na mão e a confiança que precisava para repassar seus conhecimentos.

O fato é que o nome de Lidiane Santos tem muito a ver com o desenvolvimento da cena cafeeira do Recife. Quando ela começou a se interessar por café, em 2009, não havia cursos ou muitas opções por lá. “Eu sou de Gravatá, que é uma cidade turística a 80 km do Recife e minha família tem por lá uma confeitaria. Muita gente entrava lá procurando por café e não tinha. Um dia eu dei um basta nisso e fui atrás de entender como ter um bom café. Meu desafio era que os moradores, não só os turistas, frequentassem o local para beber café e conhecessem mais sobre a bebida, não queria só apertar botões”, lembra.

Ela foi a São Paulo, fez um primeiro curso no Coffee Lab com a barista Regina Machado e na volta deu início à viagem cafeeira sem volta: cautelosa, alugou uma máquina automática primeiro. Viu que daria certo, comprou uma máquina e logo depois passou para uma profissional. Com o tempo e a administração da Arte Café Gravatá ela deixou o emprego de pedagoga em uma escola. Assinou a Espresso – sim, essas páginas fazem parte da história de Lidiane e agora ela faz parte da nossa história também – e começou a fazer todos os cursos possíveis, ir a todas as feiras e eventos que conseguia.

Visitou fazendas, foi convidada para dar treinamentos por representantes de fazendas e produtos e um dia já estava sendo procurada por uma universidade de gastronomia para dar aulas na disciplina de serviço de café e chás. “Mas quem era Lidiane? Eu não era ninguém, por isso fui atrás de me certificar.” Então foi reprovada por aquele famigerado cappuccino-latte no primeiro curso de certificação. Mas nada que uma segunda tentativa não resolvesse.

Nova torrefação pernambucana
No final das contas, a ideia de estudar café tirou Lidiane da sala de aula para colocá-la…na sala de aula. Trocou crianças por adultos. Seja na universidade ou no Kaffe, o espaço que Lidiane recém-inaugurou para vender equipamentos e utensílios, grãos e para fazer sua própria torra, além de degustações da bebida. Lá ela ensina e forma baristas, pessoas apaixonadas por café e quem tem interesse em aprender um pouco mais. Da universidade saem chefs mais entrosados com a bebida.

“Hoje o mercado do Recife já tem mais de 30 cafeterias autorais, mas ainda há muito espaço para quem quer trabalhar bem com o café. Acho que o barista tem responsabilidade com muita gente. Ele precisa ter amor, precisa ter informação, técnica e comprometimento para dar ao trabalho do produtor a melhor possibilidade de chegar à xícara de quem consome a bebida”, conta ela que hoje, além das aulas e dos cuidados com o espaço Kaffe, no Recife, que toca junto com o marido Eudes Santana, ainda volta aos finais de semana e feriados prolongados para ajudar na Arte Café de Gravatá, tocada pela sua família.

As metas de Lidiane agora são aperfeiçoar seu processo de torra e ter consistência em seus grãos. Para testar os cafés e para o dia a dia ela prefere uma extração na hario v60 que, segundo ela, é a que possibilita o melhor de um café. E quando quer se dar um carinho especial, prepara o café no seu xodó, a chemex. “Foi a primeira peça especial de café que comprei e tenho muito carinho por ela. A primeira a gente não vai esquecer, não é mesmo?”.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Cinthia Marcucci • FOTO Eudes Santana

Mercado

Cafés e fermentos são os principais temas de encontro em fazenda

Com o objetivo de funcionar como uma troca de experiências sobre tudo que se relaciona com o tema fermentação – principalmente no café – o encontro “Entre Cafés e Fermentos” ocorrerá entre os dias 12 e 14/12, em Mococa, cidade do interior de São Paulo.

Os participantes terão aulas sobre cachaças artesanais, dada por Flavio Salles, produtor local da bebida; plantas alimentícias não convencionais, fermentação no café e em geral, com o americano Sandor Katz, conhecido internacionalmente como “guru da fermentação”.

Com rodas de conversa e degustação, o encontro será realizado na Fazenda Ambiental Fortaleza (FAF), a 270 km da capital, onde os visitantes ficarão hospedados em casas rústicas e reformadas. As refeições serão elaboradas pelos chefs Felipe Cruz e Bel Coelho.

Nas atividades inclui-se alimentação, atividades como yoga e meditação, rodas de conversa com diferentes nomes, tour por diferentes plantios de café, visitação à Fazenda Morro Azul e encontro com os donos da Fazenda Santo Antônio da Água Limpa e do Sítio Canaã.

A experiência possui o valor de R$ 3 mil, para acomodações em quartos individuais ou compartilhados, e R$ 4 mil, para acomodações em suítes. Toda a programação está incluída nos dois pacotes. Para participar e/ou mais informações, entre em contato através do e-mail cafesefermentos@gmail.com ou pelo telefone (11) 99621-9531.

TEXTO Redação • FOTO Kate Berry

Café & Preparos

8 tendências cafeinadas que você precisa conhecer

Relembrando a Global Coffee Expo, feira realizada em Seattle (EUA), selecionamos oito novidades mundo afora para você incrementar sua coleção de equipamentos de café! Confira:

Ceroffee
De origem sul-coreana, este torrador é feito de cerâmica na parte interna e permite um controle da temperatura dos grãos em tempo real por meio de um painel externo digital. Realiza uma torra de 600 gramas por ciclo. Mais informações: www.ceroffee.com

Comandante
Produto alemão que encanta pelo design e pelas diferentes cores. Feito de madeira e aço inoxidável, o modelo C40 Nitro Blade permite uma granulometria precisa. Independentemente do tempo de uso, não se desgasta facilmente. Permite até trinta níveis de moagem. Mais informações: www.comandante-grinder.com

My Dutch
Sul-coreano da marca Hured, este equipamento prepara cold brew com controle preciso de água e com menos alteração de temperatura. O modelo Beanplus My Dutch 350 extrai até 300 ml de café num período de três a quatro horas. Mais informações: www.hured.co.kr

Cafflano
Essa marca originária de Seul, na Coreia do Sul, já está presente em setenta países. Os métodos de preparar café são premiados desde 2013. O Klassic vem com moedor, filtro permanente e copo para tomar o café na hora. O Kompact lembra uma sanfona, com um sistema dobrável, um filtro inoxidável ultrafino, que permite preparar o café em qualquer lugar. Mais informações: www.flavors.com.br ou www.cafflano.com

Bean Me Up
Moedor manual da marca Finum com design ergométrico, não demanda força para moer até 30 gramas por vez. Mais informações: www.finum.com

Oxo Good Grips Pour-Over Coffee Maker
Este método trabalha com filtro de papel e uma bandeja superior, com alguns furinhos que funcionam como um distribuidor uniforme de água sobre o café moído. Podem-se preparar até 350 ml. Ele também pode ser usado para fazer o cold brew. Mais informações: www.spicy.com.br ou www.oxo.com

Stronghold
Mais uma sul-coreana, esta marca produz torradores de amostra. O modelo S7 tem alta precisão de controle por meio de um sistema digital. O torrador trabalha por convecção, radiação e condução. Torra entre 150 g e 850 g. Mais informações: www.stronghold-technology.com

Kruve
A empresa canadense desenvolveu um kit de até doze peneiras, o Sifter, que, após a moagem do grão, ajuda a separar o pó fino do grosso. Com isso é possível uniformizar ainda mais o café moído. Mais informações: www.kruveinc.com

(Texto originalmente publicado em junho, julho e agosto, na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafeteria & Afins

CoLAB – Rio de Janeiro (RJ)

Baseada no conceito de economia colaborativa, a CoLAB foi aberta há quase um ano prezando pela sustentabilidade ao servir, por exemplo, produtos locais, como o waffle (da Belga Wafel) e o açaí, do Zion Açaí.

A casa tem mesas coletivas (para proporcionar a interação das pessoas), wi-fi disponível para os eternos conectados e vira ponto de encontro entre amigos à noite. Os métodos oferecidos são os de infusão hario V60, aeropress e kalita, além do espresso extraído de uma Dalla Corte Evolution – e todas as bebidas derivadas dele, como macchiato, cappuccino, latte etc.

A cafeteria opta por manter uma rotatividade de grãos, como os fornecidos pelas torrefadoras 4 Beans e Bica Torradores de Café. “É para trazer variedade e complexidade de cafés do País ao público carioca”, explica o proprietário Rodrigo Abe.

Seguindo a filosofia da casa, o cardápio é composto por produções artesanais, como pães de fermentação natural, cinnamon roll, cookies e brownies feitos ali mesmo. O clássico english breakfast faz também muito sucesso entre os clientes com toda a sua substância: ovos, bacon, salsichas, pão frito, cogumelos e feijão, além de uma bela xícara de café para complementar.

Desde o início, a intenção de Rodrigo Abe foi que as pessoas adotassem a “cultura do fika” (pausa para o café, em sueco), que ele aprendeu quando viajou pela Europa. De lá, trouxe na bagagem o projeto da sua cafeteria, localizada na zona sul do Rio de Janeiro.

(Texto originalmente publicado em junho, julho e agosto, na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Fernandes Guimarães, 66
Bairro Botafogo
Cidade Rio de Janeiro
Estado Rio de Janeiro
País Brasil
Website http://www.colab-rio.com
Telefone (21) 3592-0470
Horário de Atendimento De quarta a sábado, das 10h às 0h30; domingo, das 10h às 16h.
TEXTO Janice Kiss • FOTO Divulgação

Receitas

Ambrosia de café

Ingredientes
– 3 xícaras (chá) de açúcar refinado
– 4 xícaras (chá) de leite
– 1 xícara (chá) de suco de laranja
– 1/2 xícara (chá) de café forte coado
– 1 colher (sopa) de raspas de laranja
– 5 ovos
– 2 claras
– Canela para polvilhar

Preparo
Com exceção da canela, bata os demais ingredientes no liquidificador. Transfira a mistura para uma panela e leve ao fogo alto até levantar fervura. Reduza a chama ao nível médio e mexa por 40 minutos ou até que fique bem talhado, cheio de grumos. Abaixe o fogo e mexa o doce de vez em quando até a calda engrossar. Coloque em taças, sirva frio e polvilha um pouco de canela.

Rende 15 porções

FOTO Daniel Ozana/Estúdio Oz • RECEITA Carlos Ribeiro, do Na Cozinha

A importância das conexões entre produtores e exportadores

Em 50 anos, o Brasil passou de importador de alimentos para uma potência agropecuária. Nesse período, o desenvolvimento do setor permitiu à maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada, com crescentes volumes exportados.

O agronegócio se consolidou como um setor estratégico para a economia brasileira. Especialmente no atual período de crise econômica, se mostrando como o principal vetor na geração de empregos, renda e divisas com as vendas externas, condicionando o desempenho de toda a economia. Em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro apresentou crescimento de 4,48%, atingindo R$ 1,48 trilhão, o que representa aproximadamente 25% do PIB brasileiro.

As ações de sustentabilidade e de responsabilidade social promovidas pelo agronegócio brasileiro resultaram na maior integração entre os agentes das cadeias produtivas. No caso do café, o fortalecimento de sistemas agroindustriais sustentáveis tem sido constante, por meio das ações que aproximam os produtores rurais, buscando a inovação. Soma-se a isso as ações promovidas pelo setor exportador de café que há mais de 15 anos buscam a inclusão digital, a melhoria dos processos produtivos, com incrementos consideráveis de produtividade e de qualidade do café colhido.

O setor exportador de café, representado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), tem atuado para fortalecer as ações nas regiões cafeeiras, com base nos Programas Criança do café na escola e Produtor Informado, com importantes resultados que fortalecem a sustentabilidade na cadeia produtiva no Brasil.

Vale destacar as ações relacionadas ao Programa Criança do Café na Escola, que teve início em 2003, com o objetivo de montar Laboratórios Digitais, com equipamentos de informática e acesso à internet. No total, foram instalados 137 Laboratórios Digitais em 95 municípios cafeeiros, 1,37 mil computadores, sendo 116 deles com acesso à internet, com um investimento atualizado de aproximadamente R$ 9 milhões.

Já o Programa Produtor Informado foi criado pelo Cecafé, em 2006, com o intuito de levar inclusão digital para o meio rural e se expandiu significativamente em 2016. Com o início da parceria com a Plataforma Global do Café, além da inclusão digital, o programa passou a disseminar a sustentabilidade na cafeicultura. Tal conteúdo auxilia na adoção de boas práticas nos sistemas produtivos, objetivando, assim, o aumento da rentabilidade do negócio e qualidade do café, além de garantir a sustentabilidade do meio ambiente e a melhoria das condições de vida da população rural em geral. Foram contabilizadas, no ano passado, 125 turmas, com a capacitação de 1.500 produtores rurais, resultando na formação de mais de 2.600 participantes desde a criação do Programa em 2006.

Com base na iniciativa de revitalizar os Laboratórios Digitais e integrar os Programas, a partir de 2017 foi criado o Polo Café Sustentável, com o objetivo de fortalecer as ações de sustentabilidade na cafeicultura nacional. Por meio das parcerias regionais e de um sistema de gestão da informação estão sendo identificados os principais Laboratórios Digitais do Cecafé que se tornarão polos para execução de programas integrados no âmbito regional.

O Polo representa a zona de influência regional das ações de sustentabilidades, abrigadas, o que demonstra a integração entre os agentes da cadeia produtiva. Como foco da iniciativa, as pessoas que interagem com a produção de café, sendo elas: crianças, por meio da educação e da inclusão digital; professores, com a capacitação para discussão dos temas em sala de aula; Jovens, por meio da sucessão familiar e empreendedorismo; produtores, com ênfase nas boas práticas agrícolas e sustentabilidade na produção; mulheres, visando a igualdade de gênero com o empoderamento nas atividades agrícolas e de empreendedorismo.

Os esforços do setor exportador de café, de forma integrada aos cafeicultores, colocam o País no caminho certo para garantir competitividade, sustentabilidade e liderança absoluta no comércio mundial de café.

*Marco Antonio Matos é diretor-geral e Eduardo Heron Santos é diretor-técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Fale com os colunistas pelo e-mail colunacafe@cafeeditora.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Mercado

Coffunity

O aplicativo é uma criação dos salvadorenhos Andrea e Federico Bolanos (ex-cafeteria Viva Espresso) e foi lançado recentemente. O novo recurso ajudará os consumidores de café a tomar decisões de compras em todo o mundo. Assim como os aplicativos de cerveja e vinho, os usuários poderão tirar uma foto de café de qualquer embalagem de café e receber acesso instantâneo aos detalhes completos do produto juntamente com avaliações de todos os amantes e especialistas em todo o mundo que usam o aplicativo Coffunity Coffee Label Contest. Disponível para Android e iOS.

Mais informações: www.facebook.com/coffunityapp ou nas lojas.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Cafeteria & Afins

Clemente Café – São Paulo (SP)

Pequenino, com 7 metros quadrados e poucos bancos do lado de fora, o Clemente Café foi aberto em 2016 próximo ao metrô Santa Cruz, na zona sul da cidade. Quem passa por lá mesmo que apressado – cena usual da capital paulista – é capturado pelo cheiro de café preparado nos métodos espresso (extraído de uma Astoria), prensa francesa, aeropress e hario v60, além dos lattes.

Os grãos ficam por conta das microtorrefações Pereira Villela e Bica Torradores de Café, ambas do Sul de Minas, que garimpam boas sacas na região em razão da proximidade com os pequenos produtores.

Segundo a proprietária Tatiana Rocha, a cafeteria utiliza atualmente* o café da Fazenda Santana (mundo novo natural, bem frutado e com acidez controlada) para o espresso; os filtrados são preparados com os grãos do Sítio Santa Rita (caparaó amarelo), da Fazenda Santa Terezinha (blend de mundo novo e catuaí amarelo orgânico e fermentado) e da Fazenda do Rosário, com 91,5 pontos pela classificação SCA.

“Gostamos muito das singularidades de cada variedade”, diz a barista que migrou da área do marketing, depois de uma carreira no mercado financeiro e algumas tentativas de empreender inspirada pela história dos familiares, que sempre viveram do comércio.

Doces e muito mais
As opções de acompanhamento são enxutas (a casa é pequena e o foco está no café), entre elas cookies, brigadeiro, o bolo do dia (um dos mais famosos é o de chocolate com especiarias), pão de queijo (tradicional ou integral), torta de pizza e quiche, preparados por fornecedores que Tatiana prefere chamar de parceiros da cafeteria, que recebeu o apelido carinhoso de Clê dos clientes mais assíduos.

Por sinal, a escolha do nome foi inspirada no papa Clemente VII (1536-1605), que liberou o consumo de café para os cristãos no século XVI, considerado até então bebida de árabes e muçulmanos.

*(Texto originalmente publicado em junho, julho e agosto, na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Coronel Lisboa, 659
Bairro Vila Mariana
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://www.facebook.com/clementecafe.sp
Telefone (11) 95322-3660
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 10h às 18h30; sábado, das 10h às 17h30.
TEXTO Janice Kiss • FOTO Marcelo Oseas

Receitas

Pavê de chocolate com café e cristais de pimenta-de-cheiro

Ingredientes
Mousse
– 400 g de chocolate meio amargo
– 5 ovos
– 1/2 lata de creme de leite sem soro
– 5 colheres (sopa) de açúcar
– 100 g de biscoito sembei (biscoito típico japonês)

Cristais de pimenta-de-cheiro
– 150 g de açúcar
– 7 l de água
– 10 pimentas-bode
– Pó de café especial

Preparo
Mousse
Coloque o chocolate em uma tigela e derreta em banho-maria. Retire-o do fogo, adicione o creme de leite e mexa bem. Reserve. Separe as claras das gemas. Bata na batedeira a metade do açúcar com as gemas até a mistura branquear e junte à massa do chocolate. Depois, bata na batedeira a outra metade do açúcar com as claras até ficar em neve. Transfira para a tigela da mousse delicadamente e deixe na geladeira por 4 horas.

Cristais
Corte as pimentas ao meio e retire as sementes. Leve ao fogo a água e o açúcar até atingir o ponto de fio leve. Desligue o fogo e acrescente as pimentas. Deixe amornar e escorra a mistura em uma peneira. Depois de bem escorridas, esparrame as pimentas numa assadeira e leve para secar em sol forte ou em forno (60ºC) por aproximadamente 1 hora.

Montagem do pavê
Quebre os biscoitos em uma vasilha. Coloque em tigelinhas individuais, 1 colher (sopa) de mousse, uma camadinha de biscoito picado e mais 1 colher (sopa) de mousse. Leve à geladeira. Na hora de servir, salpique o pó de café especial e finalize com os cristais de pimenta-de-cheiro.

Rende 6 porções

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Daniel Ozana/Estúdio Oz • RECEITA Mara Salles