Barista

Saiba dia e horário das apresentações dos baristas do campeonato nacional

Os 24 baristas que participarão do Campeonato Brasileiro de Barista já têm dia e horário marcados para entrar na arena de apresentação. Entre os dias 26 e 27 de janeiro serão realizadas as classificatórias e, no dia 28 de janeiro, a grande final com os seis melhores baristas do ano. Tudo isso na Casa Camolese, no Rio de Janeiro, no bairro Jardim Botânico.

A competição será de 10h às 18h, nos dias 26 e 27 de janeiro, e as finais começam no dia 28/1, das 10h às 15h. O anúncio do campeão será no domingo por volta das 16h30. A entrada é gratuita.

Veja a lista e prepare-se para torcer para o seu barista preferido!

Classificatórias

26 de janeiro (sexta-feira)

10h – André Martinelli dos Santos Jr, da Baden Torrefação (RS)
10h45 – Gabriel da Cruz Guimarães, da Unique Cafés Especiais (MG)
11h25 – João Marcelo Casarini Vieira, do Carolina Café (SP)
12h05 – Rafael Rodrigues Alves, da Brasil Espresso (SP)
12h55 – Rodolfo Soares Barbosa, do Armazém 331 (RJ)
13h35 – Estela Candido Cotes, do Café do Moço (PR)
14h15 – Hugo Santos Silva, da IL Barista (SP)
14h55 – João Augusto Michalski, do Café du Coin (PR)
15h35 – Rafaela Rodrigues Oliveira, do Guima Café (MG)
16h15 – Arthur Malaspina Jr, da O’Coffee (SP)
16h55 – Thiago Sabino, do Cafés Especiais do Brasil (SP)
17h35 – Martha Barcellos Grill, do Octavio Café (SP)

27 de janeiro (sábado)

10h – Juca Santarosa Esmanhoto, do Rause Café (PR)
10h45 – Juliana Ferreira de Melo, da Brasil Espresso (SP)
11h25– Leonardo Correa Ribeiro, da Unique Café Store (MG)
12h05– George Gepp, do Borsoi Café Clube (PE)
12h55– Franciele Gomes, autônoma (SP)
13h35– Jefferson Faria de Moura, autônomo (MG)
14h15– Fernando Santana, da Baristando (SP)
14h55– Antônio Cordeiro Sobrinho Neto, da Astro Torrefação (SP)
15h35 – Lucas Salomão, autônomo (SP)
16h15 – Raphael Ferraz de Souza, do Grassy Café (SP)
16h55 – Cauã Sperling Prado Silva, da Fora da Lei Café (SP)
17h35– Leonardo Gonçalves, do Stella Cafés Especiais (RJ)

Local
Casa Camolese
Rua Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico
26 e 27/1 – das 10h às 18h
28/1 – das 10h às 16h30

O Campeonato Brasileiro de Baristas é uma ação integrada do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” e é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Para saber mais sobre os competidores, acesse aqui

Mais informações: www.bsca.com.br

TEXTO Texto Mariana Proença • FOTO Fotos Giulianna Iannaco/Café Editora

Cafeteria & Afins

Cafeteria abre escola com cursos inéditos em São Paulo

Em 2003 iniciou-se em São Paulo um movimento de abertura de cafeterias focadas em café de qualidade. Nascia então uma história que, em 2018, completa 15 anos. Suplicy, Santo Grão e IL Barista fazem parte desta geração de empreendedores que seguiram nessa trajetória. E São Paulo continua ganhando dezenas de espaços novos.

A empresária Gelma Franco, proprietária da IL Barista Cafés Especiais, recebeu ontem parceiros e clientes para a inauguração de um sonho antigo: uma cafeteria-escola. “Sempre quis abrir um espaço como esse, focado em educação, mas que o cliente pudesse ver a torra e provar os cafés”, conta Gelma.

A casa, bem ampla, abriga três projetos: cafeteria, escola e torrefação. Localizada em rua de lojas de moda, na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, a região ganha uma opção para quem quer tomar um café pela manhã ou após o almoço.

Na entrada, uma área externa chama a atenção com mesas para receber os clientes e um grande vidro, onde já é possível ver o torrador preto e dourado da marca Atilla. Na primeira sala há nichos de produtos de café para levar, com métodos diversos. Ali o cliente já será recebido com a possibilidade de montar seu próprio blend, dentre as opções da casa, e poderá participar de sessões de prova de café profissional – o cupping – que será feito periodicamente pelos baristas da casa.

À equipe de veteranos baristas ficará a responsabilidade de tocar o espaço: Thiago Sabino, bicampeão brasileiro de Barista, como gerente de qualidade dos cafés, e no comando do staff Hugo Silva – campeão brasileiro de Coffee In Good Spirits e atual campeão da 6ª Copa Barista.

Hugo Silva, Thiago Sabino, Gelma Franco e Silvia Magalhães

O novo local tem 400 m², com projeto assinado pela arquiteta Louise Pertusier, e guarda, ao fundo, uma área de mesas e espaçoso balcão de preparo. Dentre as opções estarão disponíveis os Cafés do Dia (dez tipos) e ainda premiados e microlotes. Alguns preparos oferecidos são french press, hario v60 e espresso – este último extraído de uma La Marzocco e drinques, destaque para o café gelado com gengibre e frutas vermelhas, bem refrescante.

A escola funcionará no segundo andar, ainda em ajustes finais, com cursos certificados pela Associação de Cafés Especiais (SCA, na sigla em inglês). A grade curricular será disponibilizada em breve. Além dos cursos internacionais, o espaço também terá opções de aulas mais rápidas para amadores e apreciadores de café.

Torra e mesa de cupping para clientes

A degustação de cafés na loja será o ponto alto do local: “o cliente poderá chegar aqui e provar os cafés que levará para casa, além de entender mais as etapas que o grão passa para chegar até a xícara”, completa Gelma.

A marca hoje tem sete lojas, cinco em São Paulo, uma em Santos (no Museu do Café) e outra no Rio de Janeiro.

Mais informações: www.ilbarista.com.br

Conheça outros lugares que oferecem também o curso certificado pela SCA e BSCA pelo Brasil:
Curitiba (PR): Lucca Cafés Especiais (www.luccacafesespeciais.com.br)
Curitiba (PR): Argenta Cafés Especiais (www.argentacafes.com)
Rio das Ostras (RJ): Language Café (www.languagecafe.com.br)

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua do Consórcio, 191
Bairro Vila Nova Conceição
Cidade São Paulo
Estado São Paulo
País Brasil
Website http://www.ilbarista.com.br
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 8h às 19h; sábado, das 9h às 18h
TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença

Café & Preparos

A xícara pode alterar a percepção do sabor e do aroma do café?

A neurocientista Fabiana Mesquita de Carvalho coletou dados na SIC 2017, ao testar a percepção do público em diferentes modelos de xícara

Se existem taças específicas para diferentes tipos de vinho e copos bastante variados para modalidades de fermentação de cervejas, a xícara de café não pode ser tão diferente. Pensando nisso, a pós-doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP), Fabiana Mesquita de Carvalho decidiu colocar a teoria à prova. A pesquisa dela, que vai tratar tanto da forma quanto da cor das xícaras, teve seus primeiros testes na Semana Internacional do Café 2017, de 25 a 27 de outubro, que apoiou o projeto, batizado de Sala Coffee Sensorium. O experimento foi conduzido em colaboração com o professor Charles Spence, da Universidade de Oxford, em Londres, que vai participar da análise e da discussão dos dados.

Fabiana realizou o experimento durante o evento, em Belo Horizonte. Participaram, entre os homens, 60 amadores e 85 profissionais do café e, entre mulheres, 65 amadoras e 66 profissionais. A pesquisadora serviu a mesma bebida em três xícaras de mesma cor e material, mas de formato diferente, enviadas em colaboração pelo mestre de torra Tim Wendelboe, da Noruega. Ela esperava que a percepção das pessoas fosse diversa em cada recipiente, mas o estudo apontou resultados surpreendentes.

No teste, ela usou as xícaras em formatos tulip, split e open. O tipo tulip é em formato cônico, bastante similar às taças de vinho e dá uma impressão maior de doçura. As xícaras split têm um design único, arredondadas na base e com uma borda que se abre para o consumidor: estão relacionadas a cafés mais aromáticos e ácidos. Por fim, as open são as mais tradicionais, em formato de U, e são conhecidas por ressaltar aromas.

Xícaras dos modelos tulip, split e open (Figgjo/Divulgação)

O café usado no teste foi um microlote cedido pela Fazenda Recreio, de São Sebastião da Grama, na região do Vale da Grama (SP). A variedade é bourbon amarelo (CD), de 85 pontos, com aroma de frutas cítricas e melaço, sabores que lembram laranja, com acidez cítrica suave e doçura equilibrada.

“Basicamente, a informação que vem de um sentido, a visão, afeta a percepção de outros sentidos, como o olfato e o paladar”, explica Fabiana. Assim, as formas mais arredondadas se associam ao sabor mais adocicado, enquanto as angulares são relacionadas à acidez e amargor. Em todos os grupos, profissionais ou não, foi observada uma percepção maior de doçura e de acidez nas xícaras split. A xícara tulip, por sua vez, teve percepções de aroma aumentadas.

Os profissionais se saíram melhor nos testes: a maioria afirmou gostar igualmente dos três cafés. Nos grupos de amadores, a xícara split surpreendeu como a pior das três testadas. “A minha explicação é que é uma xícara fora do padrão, não encaixa no nosso conceito de xícara. Acredito que essa não-familiaridade afetou a percepção. Existem estudos que mostram como recipientes diferentes do costume podem alterar o gostar da bebida, principalmente se servida em um vasilhame específico de outra. Por exemplo, café em taça de vinho causa repulsa”, propõe a pesquisadora.

Fabiana e participantes do primeiro teste na SIC. (Bruno Lavorato/Café Editora)

Fabiana acredita que a pesquisa pode ajudar baristas, donos de cafeterias e amantes de café a compreender qual tipo de xícara extrai uma percepção melhor da bebida. Não para encontrar a xícara ideal para se apreciar uma boa extração, mas tipos diferentes para cada necessidade. “Acho que vamos chegar a diferentes xícaras para diferentes perfis de café. A bebida é muito complexa. Claro que não vai ser um modelo de xícara por variedade de grão, mas acredito que conseguiremos determinar grupos de percepções sensoriais para diferentes designs”, comenta.

A pós-doutoranda ainda vai conduzir testes relacionando a percepção de sabor com xícaras de cores diferentes: tons mais quentes se associam à doçura, enquanto os frios, ao amargor. “Ainda não temos estudos sobre os recipientes para o café, e isso depende tanto da associação de gosto, como de elementos culturais. Se eu tivesse conduzido esse estudo na Europa ou na Ásia, os resultados teriam sido os mesmos? Eu não sei. Tem que ver o que é cultural e o que não é, ainda temos um longo caminho pela frente”, defende.

Esta segunda etapa da pesquisa deve acontecer em março, e os dois estudos serão escritos separadamente: o primeiro, sobre formato de xícaras, tem previsão de publicação para janeiro. Ainda está prevista uma terceira etapa, com testes do peso e da textura da xícara influenciando na percepção do consumidor. Embora Fabiana não possa usar a mesma amostra de café nos três testes, ela tem dado preferência a grãos de características parecidas: doces, cítricos e frutados.

TEXTO Clara Campoli

Mercado

Oceania e Ásia despontam como mercados importadores de café brasileiro

Entre 2012 e 2016, os dois continentes aumentaram, juntos, em 4,4% o volume de consumo de café: média mundial de crescimento é de 1,6%

Os importadores de café brasileiro estão bastante atentos aos mercados da Ásia e da Oceania: ambos os continentes apresentaram um crescimento de consumo de 4,4% entre 2012 e 2016. O continente asiático comprou 5,5 milhões de sacas de 60 kg em 2017, e os países da Oceania importaram 372 mil sacas de café brasileiro no mesmo período.

Outro continente interessante é a África, que aumentou em 6% a importação em relação a 2016. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgado em coletiva de imprensa na manhã desta terça.

Dos 10 principais destinos do café do Brasil, apenas dois exportaram mais sacas em 2017 do que em 2016: Rússia e Turquia. O primeiro teve uma variação de 1,27%, enquanto os turcos compraram 7,53% mais sacas neste ano. O principal porto russo, de São Petersburgo, ficou entre os 10 maiores receptores da mercadoria brasileira, tendo exportado 619.361 sacas. No Brasil, são 20 portos escoando a produção cafeeira. O principal, com 84,9% da participação total, segue sendo o de Santos, histórico nessa função.

O Brasil lucra muito mais com exportação do produto do que com o consumo interno. Em 2017, o café rendeu R$ 26,6 bilhões, sendo R$ 16,64 bilhões advindos de exportações. Atualmente, o país exporta o grão para 127 países. “O café brasileiro é confiável, tem qualidade e assiduidade. É extremamente sustentável, não só pelo bom senso dos produtores, mas também por força de lei”, afirmou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Outro dado importante destacado na coletiva foi o crescimento do consumo mundial de café. A previsão é de que, em 2017, foram consumidas 158 milhões de sacas. O relatório do Cecafé aponta a projeção para 2030 em três cenários de crescimento em que o mundo consumiria entre 192 e 220 milhões de sacas. Para isso precisaria haver, em 13 anos, um aumento na produção mundial de mais de 60 milhões de sacas, equivalente a toda a produção anual brasileira, por exemplo.

Hoje o mundo já consome mais do que se produz em uma safra e, para suprir esta demanda, são usados os estoques dos anos anteriores. O Brasil deve chegar em 2018 ao menor estoque da sua história, com menos de 8 milhões de sacas.

Você pode ver o estudo na íntegra aqui.

TEXTO Clara Campoli • FOTO Gui Gomes

Mercado

Importância do café será tema do aniversário de Santos

Uma das cidades mais importantes para a história da economia brasileira está completando 472 anos neste mês. Localizada no litoral paulista, Santos possui um papel significativo na indústria cafeeira: abriga um dos principais portos do País, o Porto de Santos, e a conhecida Bolsa do Café.

Por isso, o Museu do Café preparou uma ação educativa gratuita para celebrar esta data. No próximo dia 26, a partir das 15h30, será organizado um passeio pelo Centro Histórico, com o objetivo de resgatar e evidenciar as memórias históricas propiciadas pelo grão, que ajudaram no desenvolvimento econômico, social e cultural da cidade.

Para participar, é necessário realizar a inscrição enviando nome completo, idade e assunto para o e-mail educativo@museudocafé.org.br

Serviço
Aniversário de Santos
Onde: Centro Histórico, Santos (SP)
Quando: 26/1
Horário: 15h30
Mais informações: www.facebook.com/MuseudoCafe

TEXTO Redação • FOTO Fernando Genaro/Agência Ophelia

Café & Preparos

Illy lança máquina de espresso que encomenda cápsulas sozinha

Além de ter a função de espresso programado, a Illy Y5 DRS poderá encomendar sozinha novas cápsulas quando as unidades estiverem acabando

A marca italiana Illy lançou nesta quarta-feira (10) o modelo Illy Y5 DRS, uma máquina de espresso que, integrada ao sistema Amazon Dash Replenishment System (DRS), encomenda a reposição de cápsulas quando estas estiverem acabando. O produto ainda não tem previsão de venda no Brasil. Nos Estados Unidos, a máquina custa a partir de 319 dólares.

Illy/Divulgação

A tecnologia foi lançada ainda nesta semana, durante a Consumer Electronics Show (CES), evento sobre tecnologia que ocorre em Las Vegas. A Y5 DRS monitora a utilização das cápsulas de café e encomenda a reposição automaticamente pela Amazon.

Para controlar a máquina, o consumidor utiliza um aplicativo (disponível para usuários de Android e de iOS) que se liga a ela via bluetooth. Além da função de monitoramento das cápsulas, é possível ainda fazê-la funcionar via celular, encomendando espressos agendados ou imediatamente. O usuário ainda pode controlar, pelo aplicativo, o tamanho da xícara e a temperatura da água.

Todos os gostos

A nova-iorquina Gourmia também lançou modelos de cafeteira na CES. São três novas máquinas na linha, com diferentes funções. A 3-in-1 K-Cup Coffee Maker promete cafés de alta qualidade, com a possibilidade de elaboração de bebidas com leite vaporizado, como cappuccinos e lattes.

Gourmia/Divulgação

Outro modelo é a Pour-Over Coffee Maker, uma forma de conseguir o café coado automaticamente. A marca garante que o método utilizado extrai um café com sabor, cor e intensidade da melhor qualidade. Por fim, a Cold Brew/Accelerated Coffee Maker é para os amantes do café gelado: em vez de esperarem horas pela extração, a Gourmia promete um copo cheio da bebida em apenas 10 minutos.

TEXTO Redação

Mercado

Organic Food Fest reúne pratos orgânicos em casas do eixo Rio-SP

De 19 de janeiro a 4 de fevereiro, restaurantes badalados do Rio e de São Paulo vão adaptar suas receitas em nome de uma gastronomia mais saudável

O desafio do 6º Organic Food Fest (OFF), aceito por 16 restaurantes paulistanos e sete cariocas, é criar menus em três tempos com receitas usando ingredientes predominantemente orgânicos. O festival, que acontece de 19 de janeiro a 4 de fevereiro, tem como objetivo promover a culinária natural e a alimentação de qualidade. Para a alegria de nossos leitores, alguns restaurantes paulistas criaram pratos com café.

O Bar da Dona Onça, parada obrigatória no Edifício Copan em São Paulo, terá um menu de jantar com salada de beterraba, galinhada modernista e, de sobremesa, a opção de espuma de coco com baba de moça ou café coado com brigadeiros e balas de leite. Ainda na capital, o La Piadina, na Vila Olímpia, tem duas sobremesas com o ingrediente: no menu de almoço, sorvete artesanal afogado em café italiano. No jantar, o tradicional tiramisù, doce que leva café na receita.

Nougat glace de frutas cítricas e café, do Felix Bistrot, em Cotia (Luís Simione/Divulgação)

A 30 quilômetros do centro de São Paulo, Cotia terá seu representante no festival: Felix Bistrot, cujo menu de almoço conta com uma salada verde de entrada, seguida por um tagliatelle de legumes e, de sobremesa, um nougat glace de frutas cítricas e café. O restaurante também contará com menu de jantar.

Os preços das sequências do festival são padronizados: R$ 55 no almoço e R$ 88 no jantar, por pessoa. O OFF foi criado pelo alemão Matthias Börner, grande entusiasta do mercado de orgânicos. “A produção dos orgânicos respeita princípios, como proteção da biodiversidade, condições dignas de trabalho e o manejo correto da água e do solo. Substituir a alimentação convencional pela orgânica é iniciar uma revolução sustentável “, comenta.

TEXTO Redação • FOTO Luís Simione

Mercado

Campeonato Brasileiro de Barista acontece no fim de janeiro

O 17º Campeonato Brasileiro de Barista acontece de 25 a 28 de janeiro na Casa Camolese, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Serão 24 participantes concorrendo à vaga brasileira no mundial da categoria, que acontece de 20 a 23 de junho em Amsterdã, na Holanda.

Para participar, é preciso ser brasileiro ou residente no Brasil há pelo menos dois anos e ser maior de 18 anos. As vagas da competição foram preenchidas, mas a organização disponibilizou uma lista de espera neste link.

Os competidores deverão apresentar aos juízes, em no máximo 15 minutos, quatro espressos, quatro bebidas com leite vaporizado e quatro bebidas de assinatura, não necessariamente nesta ordem: o próprio barista escolhe como vai conduzir a apresentação. A sequência deverá ter um tema, uma assinatura pessoal escolhida pelo próprio participante.

Serão cinco juízes avaliando cada participante, tanto na parte técnica como na sensorial. Eles podem dar ou tirar pontos dos competidores de acordo com o tempo gasto até a apresentação e limpeza da estação de trabalho, entre outros critérios.

No primeiro dia, os concorrentes receberão instruções sobre a competição com o juiz principal. Nos dias 26 e 27 acontece a etapa classificatória, da qual sairão seis finalistas para o último dia de competição. A etapa final começa na manhã do dia 28, quando o vencedor do campeonato será anunciado.

Em 2017, o Campeonato aconteceu em São Lourenço (MG) e o carioca Leo Moço conquistou seu terceiro título na categoria. Na competição mundial, realizada em Seul, na Coreia, ele ficou em 31º lugar. O campeão mundial foi Dale Harris, o terceiro britânico da história a levar o título para casa.

O Campeonato Brasileiro de Baristas é uma ação integrada do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” e é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela Alliance for Coffee Excellence (ACE).

TEXTO Clara Campoli • FOTO Café Editora

Mercado

Parlamentares britânicos sugerem taxa sobre copos descartáveis em cafeterias

Um comitê de parlamentares do Reino Unido propôs, no último dia 5, cobrar uma taxa de 25 centavos de libra (R$ 1,10) por copo descartável vendido no país. De acordo com relatório publicado pela Casa dos Comuns, o número de cafeterias na terra da rainha quadruplicou nos últimos 18 anos: um em cada cinco britânicos visita essas lojas diariamente.

A estimativa é que 2,5 bilhões de copos descartáveis sejam utilizados no país anualmente, e apenas 0,25% deste montante é reciclado. De acordo com o relatório, se emendarmos um copo no outro, conseguiríamos dar pelo menos cinco voltas em torno da Terra.

O estudo mostra que algumas cafeterias já oferecem o desconto de 25 centavos para quem levar o próprio copo, enquanto outras cobram o valor de quem pede o vasilhame descartável. A proposta é padronizar essa cobrança e direcionar o dinheiro coletado para centros de reciclagem de papel.

O grupo também propôs que o governo britânico exija que, até 2023, todos os copos descartáveis vendidos no Reino Unido sejam recicláveis. A ideia é que caso a meta não seja cumprida, o governo proíba o uso de copos descartáveis em todo seu território.

TEXTO Clara Campoli • FOTO Daniel Ozana/Studio OZ

Desde 1994

Em 2013, Alex Atala brilhou, ao lado de dois cozinheiros estrangeiros, na capa da revista Time. Havia se tornado uma das cem pessoas mais influentes do planeta. Hoje, praticamente qualquer pessoa que frequenta redes sociais e gosta minimamente de comer já ouviu falar dele e de seu aclamado restaurante D.O.M., há dez anos na badalada lista dos cinquenta melhores restaurantes do mundo criada pela revista inglesa Restaurant. Atala é festejado por onde passa – para cumprimentá-lo, é preciso cavar espaço num aglomerado de gente querendo selfies com ele. Nesse universo de celebridades em que vivem os cozinheiros atuais, porém, poucos conhecem a trajetória de Atala, o “inseto que virou gigante”, como o descreveria na publicação norte-americana o chef dinamarquês René Redzepi, do aclamado restaurante Noma.

Ex-DJ, Alex Atala chamou a atenção dos críticos gastronômicos quando voltou para o Brasil, em 1994, depois de viajar por cinco anos pela Europa. Sem avó nem mãe cozinheira, meteu-se entre as panelas apenas para permanecer mais tempo no Velho Continente. Para ganhar um visto de estudante, Atala, então com 19 anos e pintando paredes para se manter, matriculou-se na Escola de Hotelaria Namur, em Bruxelas. Formou-se cozinheiro num tempo em que não havia escolas do tipo no Brasil, e partiu para trabalhar em restaurantes estrelados na França e na Itália. “Atirei no que vi, acertei no que não vi. Saí indeciso e voltei destinado”, resumiria o chef em entrevista, muitos anos depois.

Quando chegou a São Paulo, ninguém conhecia aquele moço magro e alto, com tatuagens, cabelos ruivos indisciplinados (domados por camadas de gel) e discurso eloquente. Seu primeiro emprego foi no desconhecido Sushi Pasta (já extinto), que unia cozinha italiana e japonesa. Logo depois, caiu nas graças do casal Roberto e Vera Suplicy, os donos do também extinto Filomena. Aberto em 1996, o restaurante foi sucesso instantâneo, pelo investimento no ambiente e, especialmente, na cozinha. “O cardápio da casa, curto mas elaborado, é obra do jovem profissional Alexandre Atala”, escreveria Josimar Melo, crítico gastronômico da Folha de S.Paulo, à época.

Atala, ainda Alexandre, buscava então seu caminho: de uma cozinha forjada em bases clássicas, o jovem chef, então com 29 anos, chamava atenção pela criatividade, ousadia e apuro técnico. Ingredientes brasileiros apareciam vez por outra, e sempre roubavam a cena. Foi considerada “ousada”, por exemplo, sua manga grelhada com pimenta-branca e coulis de maracujá. Três anos depois, ao inaugurar a cozinha do sofisticado restaurante 72, no Itaim, Atala – já Alex – teve nas mãos a oportunidade de abusar de ingredientes raros e cobiçados, como trufas, caviar e foie gras. Seu talento rendeu lhe o primeiro prêmio da carreira: Chef Revelação, concedido por uma associação de restaurantes nacional, hoje sem nenhuma importância. Muito, muito longe ainda dos prêmios que receberia vida afora, mas, naquele momento, um consolo pela perda do pódio para Carla Pernambuco (do restaurante Carlota), numa disputa entre “jovens chefs” promovida durante o Boa Mesa – o evento gastronômico mais importante (e praticamente o único) do Brasil nos longínquos anos 1990.

O D.O.M., hoje perto de fazer dezoito anos, alçou-o ao estrelato. Antes dele, o casual Namesa, aberto em 1999 na Rua da Consolação: tinha lojinha, mesa comunitária – novidade na época – e um gostoso san peter com cuscuz marroquino no cardápio. No mesmo ano, a casa levou o título de melhor cozinha rápida pela Veja São Paulo, o maior prêmio já conquistado pelo ascendente cozinheiro.

De primeiro latino-americano a dar aulas na Le Cordon Bleu, a mais tradicional escola de culinária do mundo, em 1998, e da primeira estrela no rigoroso Guia Quatro Rodas, em 2002, brotaram prêmios, reconhecimentos e convites para eventos no exterior no mesmo ritmo em que Atala descobriria a priprioca, o pirarucu, o jenipapo, e acrescentaria à sua cozinha de bases francesas e italianas os termomix, pacojets e gastrovacs da gastronomia (erroneamente denominada) molecular. “Faço uma paródia de uma frase do Daniel Boulud (chef francês radicado em NY): ser chef é uma delícia, mas vivo à beira do pesadelo para manter tudo isso”, diria, em entrevista a esta jornalista. Alex fez TV (apresentou, no GNT, o Mesa pra Dois, com a chef carioca Flavia Quaresma), lançou três livros (o primeiro, Por uma Gastronomia Brasileira, saiu em 2003), foi o primeiro brasileiro a participar do Madrid Fusión (importante evento gastronômico de cozinha contemporânea), assinou cardápios na primeira classe de companhias aéreas nacionais.

Se em 2014 venceu o badalado 50 Best América Latina (lista dos cinquenta restaurantes latino-americanos da Restaurant, um desdobramento da lista dos cinquenta melhores do mundo), em 2006 ganhou o maior dos prêmios, ao estrear na lista dos cinquenta melhores em último lugar. Ao recebê-lo, o brasileiro, daí gigante, diria com irreverência: “Sou o pior dos melhores”.

*Cristiana Couto é jornalista especializada em gastronomia e autora de Alimentação no Brasil Imperial, Educ, São Paulo, 2015. Fale com a colunista pelo e-mail  nacozinha@cafeeditora.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Cristiana Couto • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes