Cafeteria & Afins

Festival reúne 18 cafeterias em Curitiba para promover a cultura do café especial

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Lucca Cafés Especiais

Entre os dias 13 e 26 de abril, a cidade de Curitiba (PR) recebe a primeira edição do Festival Drink Good Coffee. O evento pretende promover a cultura do café especial, oferecendo opções para serem saboreadas individualmente ou em grupo nos estabelecimentos participantes. Organizada pelo movimento Drink Good Coffee, que nasceu em Curitiba por meio da união de entusiastas do grão, a primeira edição do evento vai reunir 18 cafeterias, que vão oferecer um menu promocional, pensado para proporcionar novas combinações, harmonizações e diferentes preparos do café ao público. Os preços variam entre R$ 7 e R$ 25.
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Espresso 2222 Café

Para participar do festival, as cafeterias atenderam qualificações como: trabalhar exclusivamente com cafés especiais, possuir profissionais capacitados e ter equipamentos corretos para a extração de um bom café.

“Além de divulgar a cultura do café na cena local, o festival quer fazer com que o público tenha uma experiência multissensorial, conheça novos lugares, métodos e, principalmente, a qualidade dos cafés preparados nas casas especializadas”, explica Edenilso Gavlak, organizador do evento.

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Rause Café + Vinho

As cafeterias participantes são: Allez Allez Café Bistrô Arte e Letra Artesanilo Café Bistrô Bisa Basilio Café Black Coffee Brooklyn Coffee Shop Café Catedral Degusto Café Espresso 2222 Exprèx Caffè (Centro) Exprèx Caffè (Batel) Exprèx Caffè (Puc-PR) Le Mundi Livroteca Lucca Cafés Especiais New York Café Rause Café + Vinho – Centro Rause Café + Vinho – Nex Rause Café + Vinho – Spot Serviço 1º Festival Drink Good Coffee Data: de 13 a 26 de abril Mais informações: www.drinkgoodcoffee.com.br

TEXTO Da redação • FOTO Luiz Cesar Mello Jr./Divulgação

BaristaMercado

SCAA: acompanhe as novidades da maior feira de cafés especiais do mundo

SCAA_SYMPOSIUM_FEIRA Entre os dias 9 e 12 de abril, a revista Espresso estará em Seattle, nos Estados Unidos, cobrindo o 27º evento da Specialty Coffee Association of America (SCAA), considerado um dos maiores eventos de cafés especiais do mundo. Nossa equipe estará na feira, mostrando as principais novidades do setor, no espaço que vai reunir, além de marcas e instituições internacionais, as brasileiras Daterra Coffee, Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), AC Café, JC Coffee Farms, Fazenda Ambiental Fortaleza, Ipanema Coffees, Lilla Roasters, Pinhalente, entre outras. Durante o evento, ainda acontecem os campeonatos World Barista Championship (WBC) e World Aeropress Championship (WAC). Os baristas Thiago Sabino (Octavio Café) e Edgar Martins (Urbe Café Bar) vão representar o Brasil nestes campeonatos, respectivamente, e a Espresso vai trazer as informações de cada apresentação. Acompanhe as atualizações no Facebook, Instagram e no Twitter da revista e aguarde as novidades também para a próxima edição. O World Barista Championship começa nesta quinta-feira (9/4) e terá transmissão ao vivo, a partir das 16h da manhã (horário de Brasília). Clique aqui para conferir. A primeira apresentação do barista Thiago Sabino está prevista para sexta-feira (10/4), às 16h35. O World Aeropress Championship terá início às 22h (horário de Brasília), desta quinta-feira. Ainda não foi divulgada a informação sobre transmissão ao vivo da competição e o horário exato de apresentação do barista Edgar Martins.

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/SCAA

Barista

Barista se especializa em latte art e ganha destaque na profissão

10250071_921078777916687_7251456303370743106_n (1) O pernambucano curioso e apaixonado por café e arte, Gabriel Aguiar, 20, vive em Maceió há 17 anos e vem ganhando destaque na prática de latte art, técnica de fazer desenhos com leite vaporizado no café. O barista sempre se interessou por arte. Aos 14 anos, concluiu o primeiro curso profissionalizante de desenho artístico pelo Senac de Alagoas e, posteriormente, o de pintura. Pouco tempo depois, aos 16, se profissionalizou como artesão, produzindo e comercializando porta-joias, telas e artigos artesanais, trabalho que exerce paralelamente até hoje. 11065897_947962628561635_5647092431853761024_n Recentemente Gabriel começou a trabalhar em uma cafeteria tradicional do Nordeste, onde se apaixonou pela bebida e pela técnica de latte art. “Sempre algo me puxa para a arte. Vejo arte em tudo, respiro arte”, diz ele. Os desenhos mais clássicos, como a ”tulipa” e “rosetta”, são formados a partir do leite vaporizado. Com auxílio da pitcher, leiteira artística, é possível dar

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forma ao leite despejado na bebida. Já os desenhos mais elaborados, como ursinhos, releituras de obras de arte, nomes, pontos turísticos e retratos, exigem um cuidado maior. Os desenhos são feitos com a ajuda de calda de chocolate ou crema do café, auxiliados por uma haste de inox para dar forma ao desenho. 10576999_820294597995106_2079091721546704976_n 1422548_877200682304497_5676449738636303209_n Ainda, ele faz uso de um termômetro para controlar o tempo e não deixar que o café esfrie, oxide e perca suas propriedades. “Costumo dizer que a bebida deve ser bonita, saborosa e quente. Prezo pela qualidade e beleza”, diz o profissional. Os desenhos mais pedidos, e também mais apreciados por Gabriel, são os desenhos em 3D, feitos com a espuma do leite. A técnica exige uma habilidade maior do barista, ele ressalta. “Tenho um tempo extremamente curto para fazer, sem que a bebida esfrie ou que a espuma murche em seu volume”, revela o barista. 11065886_947003945324170_1756061526464952024_n Para os desenhos coloridos ele utiliza a mesma técnica aplicada no grafismo,

desenhos feitos com a calda de chocolate. Com uso de corante de origem orgânica, que, segundo ele, não altera o sabor da bebida, é necessário tomar cuidado na hora da escolha das cores, pois, ao mexer, a bebida pode adquirir aspecto não muito atraente. “O café é uma tela em branco. São inúmeras possibilidades”, explica Gabriel. 10922624_912440928780472_7128570256638126127_n Atualmente, o barista recebe amigos e apreciadores de café em seu apartamento para trocar experiências, além de realizar workshops e treinamentos. Ele também aposta no projeto “Barista a domicílio”, onde desenvolve aulas sobre métodos de preparo do café e latte art na casa das pessoas. Seu trabalho vem ganhando destaque nacional, com apresentações em programas de televisão, sites de notícia e jornais. Em setembro, Gabriel pretende participar do Campeonato Brasileiro de Barista, que acontece na capital mineira, Belo Horizonte. Acompanhe o trabalho do barista nas redes sociais Facebook: www.facebook.com/gabriel.aguiarrr Instagram: www.instagram.com/aguiargabriell

TEXTO Stephanie Schmiegelow • FOTO Divulgação

Cafeteria & Afins

A Cafeteria – Serra do Caparaó (ES/MG)

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Imagine estar em meio às mais belas montanhas, provando um café produzido com grãos e água da região e ainda degustar quitutes de fabricação artesanal, feitos com produtos locais? Esse lugar existe e, de forma simples, porém completa, abriu suas portas em outubro deste ano.

No melhor estilo slow coffee, oferece grãos premiados da região das Matas de Minas, como o Montanhas do Caparaó, o café da Fazenda Ninho da Águia, vencedor como melhor café do Brasil no concurso Coffee of the Year, e também o do Sítio Santa Rita, produzido na propriedade onde A Cafeteria está instalada.

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Sabor natural
A água utilizada para a filtragem nos métodos Hario V60, aeropress, Chemex, prensa francesa e cafeteira italiana é captada diretamente da nascente próxima à propriedade. Quem prepara as bebidas é o barista e proprietário da casa Fred Ayres, que conta também com a orientação de seu sócio, o produtor e Q-Grader Jhone Milanez.

Serve sanduíches, saladas, tortas, pães de queijo e cesto de pães acompanhado de manteiga, geleia e antepastos. A broa de rapadura é uma combinação perfeita para seguir uma prosa com café. Tudo comercializado na cafeteria é produzido de forma artesanal, no sítio, com ingredientes provenientes da agricultura familiar da região e livres de agrotóxicos.

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Fique mais um pouco
Quem quiser esticar a visita por ali pode conhecer todo o processo de produção dos grãos do Sítio Santa Rita, com informações que vão do campo à xícara e fazem o visitante se envolver ainda mais com o café. Ou pode também ficar mais um pouco e se instalar na Casa Simples Hospedagem, espaço localizado no sítio, para curtir a natureza do Parque Nacional do Caparaó e aproveitar as maravilhas do lugar.

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Informações sobre a Cafeteria

Endereço Sítio Santa Rita, Serra do Caparaó
Cidade Espera Feliz
Estado Divisa de Minas Gerais com Espírito Santo
País Brasil
Website http://www.santaritasitio.com.br
Telefone (28) 99986-3744 I (28) 3559-3112
Horário de Atendimento De sexta a domingo, das 9h às 20h; nos demais dias funciona mediante agendamento
TEXTO Amanda Ivanov • FOTO Divulgação

Cafeteria & Afins

Cafuné Café comemora cinco anos com café e música

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No dia 16 de abril, o Cafuné Café celebra seus cinco anos de casa com show gratuito e muito café. Para comemorar a data, a cafeteria faz o primeiro evento da programação Cafuné Convida, que vai levar a banda Le Pops para um pocket show no local.

O evento também marca a nova fase do Cafuné, agora sob direção de Léo Esteves, empreendedor que tem forte ligação com a música – Léo é filho de Erasmo Carlos e diretor executivo da gravadora independente Coqueiro Verde Records – que pretende ser um espaço para o público apaixonado por sabor e pela boa música.

Durante os shows, a casa promete servir drinques especiais com café, além de cervejas e shakes que levam o grão.

Para abrir o concerto da noite, o barista do Cafuné, Augusto Pazos, toca com a sua banda Pavones.

Serviço
Cafuné Convida
Data: 16 de abril
Endereço: Avenida das Américas, 700 – lj. 115 K, Shopping Cittá América – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ)
Horário: das 18h às 22h
Mais informações: www.facebook.com/cafunecafeteria

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/ Cafuné Café

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com João Paulo Cipoli Viegas, da Carmomaq

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A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito o que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Durante os meses de abril e maio você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com João Paulo Cipoli Viegas, da Carmomaq, empresa de máquinas e equipamentos para torrefações.

Há quanto tempo trabalha no mercado de máquinas de torra?
10 anos

Neste período, você pôde observar um avanço, em termos de profissionais e torrefações, no mercado brasileiro?
Nos últimos anos o número de profissionais especializados em torra vem aumentando significativamente no Brasil, muito em função do aumento da demanda por cafés especiais. Com relação às torrefações, observo um aumento na procura de soluções que possibilitam maior controle dentro dos processos de torra, moagem e empacotamento. Pesquisamos a todo o momento tecnologias que possam ser integradas aos nossos equipamentos, com o objetivo de aumentar eficiência e facilitar controle pelo torrefador.

Os equipamentos Carmomaq são feitos todos no Brasil? Alguma peça é importada?
Nossos equipamentos são fabricados no Brasil com alguns itens importados, principalmente os componentes elétricos e queimadores. Utilizamos itens importados quando não temos nacional com qualidade compatível.

Qual a demanda do cliente? Pela sua experiência, o que os clientes brasileiros buscam quando estão estudando comprar uma máquina de torra?
Qualidade, tecnologia, eficiência e custo acessível.

Quando uma pessoa está estudando comprar uma máquina o que ela deve prestar mais atenção e levar em consideração? Como escolher um torrador para um determinado negócio?
O comprador de um torrador deve avaliar sua real necessidade quanto ao tamanho do equipamento e tecnologia disponível. Aspectos de assistência técnica devem ser considerados.

Na sua opinião, qual a chave para uma boa torra?
Uma boa matéria prima, aliada a um mestre de torra com sabedoria para realçar na torra o que o grão de café tem de melhor e, é claro, um torrador que possibilite a concretização desta arte.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

Receitas

Caipirinha de Café

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Ingredientes
• ½ limão cortado em gomos, sem a parte central
• 50 ml de cachaça
• 50 ml de café coado forte ou espresso
• 1 colher de sopa de açúcar
• Gelo para completar o copo

Preparo
No copo, macere o limão com o açúcar. Acrescente o gelo quebrado, o café e a cachaça, e sirva.

 

FOTO Daniel Ozana • RECEITA Tanea Romão, do Restaurante Kitanda Brasil

Barista

Campeonato Mundial de Barista terá novas regras em 2016

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A World Coffee Events (WCE), entidade que promove os campeonatos de barista e eventos para a comunidade de cafés especiais em todo o mundo, anunciou mudanças nas regras do Campeonato Mundial de Barista a partir de 2016.

“É hora de apresentarmos mais mudanças. Grandes mudanças. Mudanças que trazem o foco da competição de volta a sua raiz inovadora”, disse em comunicado. Segundo a instituição, as novas regras serão anunciadas durante o campeonato mundial deste ano, realizado entre os dias 9 e 12 de abril, em Seattle, nos Estados Unidos. Os novos direcionamentos devem valer a partir do WBC de 2016, que será realizado em Dublin, na Irlanda.

As duas primeiras mudanças anunciadas consistem em um kit de equipamentos qualificados para todos os competidores e uma redefinição na preparação do cappuccino. “Essas duas alterações indicam passos positivos no sentido de uma evolução continua da competição que consistentemente explora e compartilha avanços em cafés especiais”, disse o comunicado da WCE.

Kit oficial WBC
A mudança de equipamentos envolve parcerias com a Victoria Arduino, que irá fornecer a sua máquina de espresso Black Eagle, e com a Mahlkönig, que irá fornecer o moedor K30. A WCE afirma que a Mahlkönig se comprometeu em levar 30 moedores para o campeonato mundial de 2016, em Dublin. Antes, os baristas competidores podiam levar seu próprio moedor para ser utilizado durante o concurso. Agora, os baristas estão limitados a usar apenas o moedor do kit oficial. Segundo a WCE, trata-se “de um esforço de condições de igualdade e de trazer o foco da competição ao seu ethos original”.

O kit oficial será o mesmo para todos os competidores durante o WBC. “Assim, intensificando o foco naquelas qualidades no cerne da competição: qualidade do café especial e talento, técnica e paixão dos baristas”, argumenta o comunicado.

campeonato mundial de barista

Cappuccino
Para o cappuccino, tradicionalmente um dos três tipos de bebida de preparo obrigatório na apresentação do barista durante o WBC, uma nova definição. Esta parte da apresentação do barista agora leva o nome de “bebida de leite”. “Com uma nova cultura de cafés especiais surgindo e as mídias sociais e a internet diminuindo as distâncias no mundo, nós sabemos que existe mais de um jeito de servir incríveis bebidas de café com leite”, disse a WCE.

Depois de 15 anos focando em uma única definição de bebida à base de leite, a entidade acredita que é hora de ampliar esse campo para algo que melhor represente o momento atual da indústria: “mente aberta para qualquer coisa nova e deliciosa”. Começando em 2016, a bebida com leite será definida como “uma bebida quente, feita a partir de apenas um único shot de espresso e leite vaporizado”. De acordo com a WCE, a nova definição irá permitir aos competidores mais flexibilidade na escolha da proporção café para leite, que melhor representar o café do barista.

“As mudanças anunciadas representam passos excitantes em direção a um novo Campeonato Mundial de Barista”, disse Stephen Morrissey, presidente do WBC Competition Working Group e barista campeão mundial de 2008.

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação/WBC

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com Fábio Ruellas, da Octavio Café

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A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito o que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Durante os meses de abril e maio você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com Fábio Ruellas, mestre de torra da Octavio Café.

Quando começou como mestre de torra na Octavio Café? Sentiu alguma diferença na maneira de torrar café na Octavio, já que veio da marca Santo Grão?
Há 4 anos, quando Silvia Magalhães deixou o grupo e me indicou para a posição. Trabalho com controle de qualidade e torra para outras empresas também no Brasil e no exterior. Ainda trabalho para o Santo Grão. Sou consultor lá há 8 anos. São produtos, torras e estratégias diferentes.

Você trabalha com uma equipe na torrefação?
Sim. Coordeno uma equipe de seis pessoas. Dois outros profissionais, assistentes de torra, me apoiam no dia a dia.

Qual a sua rotina de torra? Torra semanalmente? Quantos quilos por semana?
Temos que torrar todos os dias. Hoje torramos em média de 30.000 kg/mês, entre nossos produtos e marcas de terceiros, vendidos para o Brasil e para o exterior.

Qual a diferença de torrar cafés em uma escala maior?
Nosso trabalho é artesanal. Temos dois torradores Probat, um de 15kg e um de 45kg, que vieram dos EUA e foram “tunados” por Marty Curtis, um dos maiores especialistas em torradores e torra do mundo. São “Ferraris dos torradores”. E temos ainda dois Leogap T30 de 30 kg. Então não posso dizer que torramos grandes quantidades. Meu trabalho foi sempre na linha de cafés especiais.

Para você, como o cupping se alia a torra?
Eu provo diariamente todos os nossos lotes no mercado para acompanhar a evolução, bem como manutenção da qualidade. Como tenho uma empresa que comercializa cafés de diferentes estados e fazendas, torramos sempre estes cafés porque estou também buscando lotes de cafés de qualidade para as empresas para as quais trabalho. Então a prova também faz parte do meu dia a dia. E na safra das fazendas, acabo tendo um enorme número de cafés para provar porque acompanho a seleção dos lotes que estão vindo da lavoura para escolher os que vou usar. E ainda seleciono os que vou inscrever em concursos, estaduais, nacionais e internacionais.

Os cafés Octavio estão nos mais diversos pontos de venda. Você tem algum retorno do consumidor do que eles estão buscando em termos de sabor? É possível acertar algo na torra para atender a essa demanda? Como trabalhar neste sentido da demanda?
O consumidor busca cafés diferentes, de boa qualidade. Se o produto é ruim, a pessoa deixa de comprar porque está pagando um valor bem mais alto pelo quilo do produto. No nosso caso, além do Octavio Café, vendido em nossa loja conceito e em supermercados, empórios e outras cafeterias pelo Brasil afora, temos fazendas produtoras próprias. Então na loja ofertamos mais de 20 cafés diferentes, os mesmos que exportamos para mais de 20 países.

Qual a chave para uma boa torra? Poderia dar uma dica para quem esta começando?
Escolher um produto de qualidade é o mais importante. Em segundo lugar guardar este café de maneira adequada ao longo do tempo e, claro, a escolha do equipamento. Uma máquina ruim não faz milagres. Você pode ter um excelente café e não explorar o melhor dele porque seu torrador não permite controles de temperatura ou ar que possam influenciar no perfil de sabor. São poucos minutos para uma torra. Então, o controle faz toda a diferença. Mas nem todos os equipamentos permitem isso. A maior parte das empresas não se preocupa e nem quer mudar sua linha de montagem para isso. A maior parte do café torrado é de baixa qualidade. Poucos são aqueles que querem superequipamentos com tantos controles.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

Mercado

Governo zera taxa de importação para máquinas e cápsulas de café

capsula_nespresso_cafe O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira (1/4) a resolução que zera o imposto e importação de máquinas domésticas de cápsulas de café, além de “café torrado e moído em doses individuais, acondicionado em cápsulas”. A alíquota do imposto das cápsulas era de 10% e das máquinas de 20%. Segundo nota divulgada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento), as reduções tarifárias fazem parte de um conjunto de medidas para a criação de mercado e atração de investimentos no país para fabricação local de produtos com maior agregação de valor. “Além de atender o mercado nacional, os investimentos viabilizarão a criação de uma plataforma de exportação para a América

Latina e, consequentemente, permitirão a expansão das vendas externas do país”, informou o comunicado. A medida passou a valer a partir desta quarta-feira, com a publicação da Resolução Camex n° 17/2015, no Diário Oficial.

TEXTO Da redação • FOTO Érico Hiller/Café Editora