Café & PreparosMercado

Crescimento de 30% do gourmet atrai grandes marcas

Com o grande número de cafeterias servindo cafés especiais, o brasileiro está cada vez mais buscando pela alta qualidade para seu próprio consumo. Para suprir a demanda e alcançar novos segmentos dentro do mercado, marcas conhecidas estão a fim de se posicionar como marca premium acessível.

A Café do Ponto lançou três blends com selo de pureza e qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Os cafés denominados Aralto, Exportação e Safra Especial, foram apresentados em um evento aberto para a imprensa na A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, em São Paulo, na manhã do dia 20/6.

Atualmente, o Brasil é o primeiro país na produção de café e o segundo maior mercado consumidor do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. “Temos a obrigação de trazer produtos de maior valor agregado para que a indústria e o próprio consumidor valorize mais o café”, disse Ricardo Souza, diretor de marketing da Jacobs Douwe Egberts (JDE) no país, companhia detentora da Café do Ponto.

Com cerca de duas mil marcas de café no país, o maior segmento ainda é o torrado & moído, cujas vendas em volumes representam 95% e, em valor, 76%, conforme dados da Nielsen. Classificados em baixo preço, “mainstream” e premium, a categoria referente aos cafés gourmets, com custo superior a R$ 12,00 a embalagem de 500 gramas, teve um crescimento de 31,1% em valor entre 2015 e 2016. E foi justamente o aumento dessa demanda que fez com a JDE apostasse na ampliação dos itens da categoria.

“A marca Café do Ponto é líder na seção premium. Temos 20% de participação nesse segmento, que cresce 30% ao ano”, explicou Souza. O relançamento da marca envolve, além da adesão de novos blends no mercado, feitos com grãos arábica e conilon, uma mudança conceitual demonstrada no visual das embalagens de café, inclusive da linha básica tradicional e extra forte.

Para o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, a cerimônia registra uma nova fase do consumo de café no Brasil, com a JDE olhando para “dentro de si próprio e para dentro do consumidor, oferecendo produtos para continuar crescendo e estabelecendo como meta elevar o consumo de cafés premium”.

No ano passado, a instituição, que também é dona das marcas de café torrado & moído Pilão, Caboclo, Seleto, Damasco e Pelé, teve uma receita de € 500 milhões no Brasil, 10% de seu faturamento global de € 5 bilhões.

Confira abaixo, as novidades da marca:
Todos os cafés da Café do Ponto são embalados a vácuo, melhor sistema de conservação do aroma do café, e contêm o selo de qualidade superior da Abic, além das informações do produto no rótulo. Os pacotes de 250 gramas estão com preço sugerido em R$7,90 e devem chegar ao mercado no final deste mês. Veja os lançamentos:

Café Aralto:
cultivado em regiões de altas atitudes, acima de 1000 metros;
Safra Especial: traz o melhor da safra de cada ano do Brasil;
Exportação: seleção cuidadosa de grãos padrão, destinado ao perfil europeu, com sabor redondo e marcante;

Além desses, duas linhas consideradas premium já estavam à venda nas cafeterias do país, porém só agora poderão ser comercializadas no varejo e entram nos blends dos especiais:

Aromatizados: com aromas envolventes de Amêndoas Torradas e Chocolate Trufado;
Espresso: padrão gourmet, voltado aos consumidores que têm máquinas de moer grãos em casa.

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Camila Cechinel • FOTO Camila Cechinel

Café & Preparos

Seis novidades no cardápio de duas grandes redes

Maio chegou com novidades para duas grandes redes de cafeterias. A Octavio Café lançou, no início do mês, três novos drinques voltados para quem curte aquela horinha sagrada para muitos brasileiros: o happy hour. Segundo Henrique Ortiz, coordenador das novidades e Gerente de Inovação e Produtos, a ideia foi reeditar os clássicos da coquetelaria acrescentando a assinatura da cafeteria, assim, juntando o toque alcoólico com gosto de café.

Baristas da casa tiveram envolvimento no projeto: “todas as bebidas que levam café costumam ter o nome de alguma variedade. Nós escolhemos os nomes das que cultivamos em nossas fazendas, na cidade de Pedregulho”, informa Henrique.

Gin-Tônica Catuaí

Lançados no começo do mês, os drinques são permanentes no menu e estão sendo comercializados por R$28.

Conheça as novidades:

Obatã Old Fashioned – whisky Johnnie Walker, redução de cerveja Stout, casca de laranja e cold brew.

Negroni Acaiá – gin Tanqueray, Vermouth, Campari, cold brew e casca de laranja.

Gin-Tônica Catuaí – gin Tanqueray com café, limão siciliano, Vermouth e Tônica 202.

A outra rede que está com inovações é a Starbucks. Para compor o menu por tempo limitado, a cafeteria está lançando três novos sabores de espresso: Macadâmia com Coco, Brigadeiro e Churros, sabor sucesso em 2016 que está de volta ao cardápio.

As novidades foram desenvolvidas no Brasil pelos baristas e coffee masters da casa e são preparadas com café Brasil Blend 100% arábica. Custando R$ 6,90, os espressos vêm acompanhados de um minicookie ou um minibrigadeiro.

Para quem gosta de bebidas geladas, os sabores também estão disponíveis em três tamanhos na versão frappuccino, a partir de R$ 13,90.

Octavio Café
Local: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996 – São Paulo (SP)
Horário de Funcionamento: segunda a sexta, das 7h às 21h, feriados, das 10h às 20h.
www.octaviocafe.com.br

Starbucks
Local: diversos endereços
Mais informações: www.starbucks.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Café engarrafado

A torrefação Unique Cafés lançou uma novidade: o café em grãos na garrafa. Depois de encontrar exemplos em países da Ásia, a equipe realizou testes durante dois anos, com vários modelos de garrafas e rolhas, diferentes processos de torra e tempo de envase. Segundo a marca, após a torra e o resfriamento, o café é envasado imediatamente. A rolha é de alta vedação e impede a entrada ou saída de gás carbônico da garrafa. A pressão no interior da garrafa é muito alta e o som do gás é percebido ao abrir o produto. O café dessa reserva especial é da Fazenda Santa Inês, em Carmo de Minas, na Serra da Mantiqueira. Preço: R$ 110.

Mais informações: www.uniquecafes.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Divulgação

Café & Preparos

Aventais personalizados

A carioca Old Skool Bar tem feito sucesso entre os baristas nacionais. Os aventais feitos a mão são produzidos sob encomenda, em diversos modelos coloridos e usam materiais como jeans, couro e metais. Com opções que permitem até trinta variações, os cortes são manuais e bem modernos.

Mais informações no Instagram ou Facebook.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Divulgação

Café & Preparos

Cápsula reutilizável

Feita de aço inoxidável, a Mycoffeestar é uma alternativa para quem quer usar as máquinas da Nespresso sem descartar cápsulas. Ela permite ainda o uso de quaisquer grãos e blends, basta seguir o padrão de moagem da amostra de café que acompanha a cápsula. Desenvolvida e premiada por sua sustentabilidade e design na Suíça, ela é distribuída no Brasil pela startup Ecoreciclos.

Mais informações: www.ecoreciclos.com/capsula-reutilizavel

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Cíntia Marcucci • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Colorida e oitentona

Em 1933, o italiano Alfonso Bialetti criou a cafeteira italiana, também batizada de moka. Mundialmente conhecida por seu design icônico, que lhe conferiu o status de estar exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa, a mokinha lançou uma novidade mundial: a linha em versões coloridas azul, laranja e vermelho. As novas cafeteiras têm capacidade para o preparo de seis xícaras e chegam às lojas com valor sugerido de R$ 350.

Mais informações: www.imeltron.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Divulgação

Café & Preparos

Paola Carosella

“O café gourmetizou-se e isso não é necessariamente ruim. Hoje a bebida está mais depurada e há um maior cuidado com a sua produção”

As melhores lembranças de Paola estão associadas ao café coado – que ela toma todos os dias pela manhã. “Não sou fresca com café como sou com outras coisas. A atual tendência do café é de muita fruta e acidez. “Recentemente, eu não consegui tomar café em Londres. Era chá de grão verde. Além de caríssimo, não era nem um pouco saboroso”, conta. “Geralmente, tomo café orgânico e vou variando os tipos. Prefiro sempre os menos ácidos.”

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Leonardo Valle • FOTO Gui Gomes

Café & Preparos

Água e café: a relação

Ela é uma das responsáveis pelo resultado da bebida. Uma variável bem importante que corresponde à maior parte do preparo

Você já parou para pensar que se a água não estiver na temperatura ideal ou se ficar muito tempo em contato com o pó de café pode produzir um resultado ruim para a bebida? Caso a água tenha muito cloro ou impurezas, o sabor do café também será afetado. Por isso, o ideal é utilizar água filtrada ou mineral. Na hora de preparar o café, a atenção é fundamental para que se obtenha uma bebida de qualidade.

MEDIDAS
Segundo a barista e professora Lidiane dos Santos, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) recomenda que a proporção na hora de preparar o café coado seja de 80 g a 100 g de pó, para 1 litro de água. “A proporção de 1 para 10 foi aplicada durante muito tempo, como uma orientação de dosagem no preparo de cafés, para que as pessoas pudessem sentir uma bebida intensa, de aromas mais agradáveis. Já a diluição de 1 g para 16 ml, próximo do padrão recomendado pela Specialty Coffee Association of America (SCAA), resulta em equilíbrio na xícara, como também a diluição entre 6 g e 8 g para 100 ml deixa a bebida muito mais leve e agradável para ser degustada”, afirma Lidiane.

MÉTODOS
A escolha do método de preparo para a extração do café resultará em intensidades diferentes. Poderá ser evidenciada acidez ou, até mesmo, um amargor exagerado, que não é da característica do blend ou do tipo de café. Fatores como diluição, proporção e tempo de contato da água com o pó, até a finalização do preparo, são responsáveis pela estrutura da bebida. Segundo Lidiane, é importante lembrar que a cafeína é hidrossolúvel, por isso, quanto mais tempo de contato, mais cafeína terá a bebida e, consequentemente, mais amargor. Dependendo do ponto de torra do café e da intensidade da bebida que se deseja fazer, é possível realizar alterações na receita e na proporção aplicada.

DICAS DE BARISTA

  • Quando o café está muito diluído ou muito concentrado deixa-se de aproveitar tudo o que ele tem de interessante
  • É recomendado que a temperatura da água esteja entre 92 °C e 96 °C. A água fria impede que alguns compostos deixem de ser extraídos do café, o que resulta numa bebida amarga e desequilibrada. O café precisa de alta temperatura para apresentar todas as substâncias que ele oferece
  • Colocar o açúcar na água é uma tradição de algumas pessoas para deixar o café menos amargo, isso faz com que a água demore mais tempo para
    entrar em ebulição. Quando se prepara o café com açúcar, não se dá a chance de ele mostrar a sua doçura natural
  • Cada método traz algo à xícara que diz muito sobre o café que se está usando; uns deixam o café mais potente, outros, mais delicado
  • Os cafés especiais, principalmente, precisam de uma diluição mais suave para que se possa perceber a doçura, a acidez, os sabores e os aromas que eles contêm. Uma diluição concentrada não favorece a bebida, pois não possibilita perceber as nuances mais delicadas
  • É importante sempre medir a quantidade de pó e água na hora de preparar o café. Sem um padrão na quantidade de colheres e xícaras ou no peso – com o uso da balança –, todo café preparado se torna uma surpresa. Por exemplo: mais café e menos água resulta numa bebida desequilibrada
  • Quanto mais escura for a torra do grão, mais intensa será a bebida

*A matéria contou com a consultoria das baristas Lidiane dos Santos, professora universitária de Serviços de Café e Chá no curso de Gastronomia da Uninassau e da Faculdade Metropolitana e professora em cursos e oficinas no Espaço Sensorial do Café, em Recife, e de Michelle Tameirão, da cafeteria Isso É Café, em São Paulo.
(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana / Studio Oz

Café & Preparos

Café na casquinha de sorvete. Já experimentou?

coffee in a cone

Virou febre mundial nas redes sociais essa ideia de fazer o café dentro de uma casquinha de sorvete. A invenção de Dayne Levinrad, feita pela primeira vez em janeiro de 2016, em Joanesburgo, na África do Sul, na The Grind Coffee Company, nada mais é do que o espresso ou o cappuccino feito dentro de uma casquinha envolta internamente com chocolate. De preferência com uma latte art, para chamar mais a atenção do cliente. O inventor informa que é preciso dez minutos para beber ou comer (como quiser) o Coffee in a Cone, o que ele chama de O Café mais Instável do Mundo. Depois de morar na Austrália, no Brasil e em Los Angeles, o sul-africano voltou com essa ideia na cabeça.

Davvero Gelato - Afogatto na Casquinha - CRÉDITO HENRIQUE PERON (38)

No Brasil já há quem esteja testando fazer. A gelateria Davvero Gelato acaba de lançar sua versão. Com uma espessa camada de chocolate belga Callebaut, a casquinha artesanal é preparada todos os dias pela equipe da gelateria, onde leva dentro um dos quatro cafés da Nespresso.

Além desta novidade, a Davvero também oferece o Afogatto, bebida italiana que leva café e uma pequena bola de gelato, tudo na casquinha. O cliente pode optar por um dos 24 sabores de sorvete, porém, a indicação é o Fior di Latte.

E você conhece algum outro lugar que sirva o café na casquinha? Indique por aqui!

Serviço
Davvero Gelato Tradizionale
Rua Pais de Araújo, 129 – Itaim Bibi – (11) 3881-6552
De domingo a quinta, inclusive feriados, das 11h30 às 22h. De sexta e sábado das 11h30 às 23h

Davvero Gelato - Café na Casquinha - CRÉDITO HENRIQUE PERON (35)

TEXTO Da redação • FOTO foodxphotography e Henrique Peron/Divulgação

Café & PreparosCafeteria & Afins

Você sabe como é feito um café no avião?

café nas alturas

Quando tomamos café em casa ou na cafeteria, usamos muito o paladar e o olfato para identificar sabores e aromas, mas você sabia que existe diferença entre o café servido em solo e o café servido dentro de um avião a 35 mil pés do chão?

Segundo Giorgio Milos, Master Barista da illycaffè, a percepção de doçura e salinidade são reduzidas devido aos 8 mil pés de pressão do ar. A umidade também é mais baixa, prejudicando nosso sistema olfativo. “Estes são aspectos que temos que considerar quando preparamos uma infusão de café durante o voo”, acrescenta.

Depois de meses realizando testes e observando como a altitude e o processo de fermentação a bordo afetam o café, o time de Pesquisa e Desenvolvimento da illy chegou a conclusão que o grão precisa ser moído de uma forma que fique com superfície lisa e extremidades curvas. Desse modo, a saturação da água pode cobrir o grão por inteiro, resultando em uma bebida mais saborosa como o café feito em solo.

Os cafés da illy são servidos nos voos da United Airlines e essa experiência já pode ser vivenciada pelos passageiros da United Polaris, primeira classe da companhia. A parceria existe desde novembro de 2015 e já rendeu mais de 72 milhões de xícaras de café por ano.

TEXTO Da Redação • FOTO Ivan Padovani