Café & Preparos

André Luis Ribeiro vence Cup Tasters na Alta Mogiana

André Luis Ribeiro é o campeão do Cup Tasters  (prova de café) realizado nesta quarta-feira (18), na 10ª edição do Simpósio do Agronegócio da Alta Mogiana (SimCafé), em Franca (SP). Atrás de André, ficaram Alberto Ribeiro, em segundo lugar; Leandro Dias, em terceiro; e Carlos Henrique da Silva, em quarto.

Os quatro garantiram vagas para o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, em data a ser definida. Após a fase nacional, os vencedores competirão na etapa mundial, entre os dias 16 e 18 de setembro, em Dubai, nos Emirados Árabes.

“Há muito tempo tentamos divulgar os cafés e os profissionais daqui da região da Alta Mogiana. O dia de hoje mostra que além de bons cafés, temos bons profissionais”, afirma o vencedor André Luis Ribeiro, que é da região. Entre os quatro finalistas, apenas André Luis e Carlos Henrique são da Alta Mogiana.

O “Cup Tasters” reconhece o profissional com talento, agilidade e precisão quando se trata de prova de cafés especiais. Três xícaras com café são preparadas. Duas delas são idênticas e a outra é de um café diferente. O competidor tem que identificar a xícara de café diferente.

O campeonato foi organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) e Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana, e contou com 16 participantes.

“Hoje foi mais concorrido do que imaginamos. Ficou bem difícil e disputado. Queremos colocar o nível da competição cada vez mais elevado até a final”, disse Juliana Roque, da BSCA.

Amanhã (19) terá o Brewers (métodos de preparo manual). A modalidade ressalta a arte no preparo de café através de métodos manuais filtrados, evidenciando a importância da excelência no grão e no serviço.

“É a primeira vez que trazemos as competições para a Alta Mogiana. Foi uma experiência muito positiva. Recebemos provadores da região e de fora. Foi emocionante”, disse Patricia Milan, superintendente da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana.

SimCafé
O SimCafé vai até amanhã, no espaço Villa Ventura. A ideia é permitir maior proximidade dos cafeicultores com modalidades de competição, de modo que possam acompanhar de perto como a excelência na qualidade dos grãos impacta no potencial dos profissionais da cadeia produtiva, valorizando os esforços no campo para a produção dos grãos especiais.

Voltado para funcionários da Cocapec e produtores rurais, a programação do simpósio conta com visitações, workshops e palestras. Cerca de 80 empresas de insumos agrícolas, máquinas e implementos, saúde animal, concessionárias de veículos, meio ambiente e sustentabilidade expõem seus produtos.

TEXTO Daniela Quitanilha, de Franca (SP) • FOTO Daniela Quitanilha

Café & Preparos

Recife Coffee 2018 contará com 35 cafeterias participantes

Este ano, entre os dias 2 de maio e 3 de junho, acontecerá o tradicional Recife Coffee nas cidades pernambucanas de Recife, Olinda, Porto de Galinhas e Jaboatão dos Guararapes. Nesta edição, 35 casas irão fazer parte do circuito, superando o número de 25 estabelecimentos do ano passado.

Além de comemorar o Dia Nacional do Café (24 de maio), o evento tem como objetivo disseminar o consumo de cafés especiais na região, além de fortalecer a profissão do barista e fomentar o pequeno negócio. Confira as cafeterias deste ano:

A Vida é Bela (Várzea)
Apolo Beer Cafe (Recife Antigo)
Bike Fit (Olinda)
Bogart Café (Boa Vista)
Café com dengo (Aflitos)
Café Mais Prosa (Espinheiro)
Café da Moeda (Porto de Galinhas)
Café da Praça (Casa Forte)
Café do Bonde (Encruzilhada)
Café do Brejo (Santo Amaro)
Café Lumière (Boa Vista)
Clandestino Café (Graças)
Cordel Cafés Especiais (Parnamirim)
Dom Afonso (Boa Vista)
Ernesto Café (Espinheiro)
Fervo Coffee Shop (Setúbal)
Fridda Café (Jaboatão dos Guararapes)
Grão Cheff (Espinheiro)
Johnnie Brownie (Rosarinho)
Kaffe Torrefação & Treinamento (Boa Viagem)
Lalá Café & Cozinha Afetiva (Graças)
Leiva Café (Espinheiro)
Livraria Jaqueira (Jaqueira)
Lumiá Café Gastrobar (Madalena)
Malakoff Café Jaqueira (Jaqueira)
Malakoff Café Paço do Frevo (Recife Antigo)
Malakoff Café Prado (Prado)
Moinho do Porto (Porto de Galinhas)
Mon Cher Café Bistrot (Rosarinho)
Na Venda Chocolates e Café (Graças)
O Pátio Café (Entroncamento)
Olinda Café (Olinda)
Orgânico 22 (Graças)
Tokyo’s Café (Graças)
Zoco Cafés & Delícias (Olinda)

Os moradores dos arredores e os turistas interessados poderão percorrer os 35 estabelecimentos, conhecer novos lugares e consumir a “sugestão do barista” de cada casa. Essa sugestão, composta por um café ou uma bebida com café + um salgado + um doce, terá o valor promocional de R$ 24,90.

Os critérios utilizados para selecionar as casas participantes foram: utilizar grãos especiais, trabalhar com baristas no preparo do café, possuir um atendimento mais intimista e não pertencer a grandes redes.

Mais informações: www.recifecoffee.com.br

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Café & Preparos

Mineiros vencem o 27º Prêmio Ernesto Illy

A noite começou com homenagens aos cafeicultores de Etiópia e Honduras, vencedores do primeiro e segundo Prêmio Internacional Ernesto Illy, respectivamente. Desde 2016 a torrefação italiana ampliou as celebrações realizadas há 27 anos no Brasil e levou a fórmula de sucesso para fornecedores mundiais. Anualmente em Nova York são realizadas as premiações aos melhores cafeicultores selecionados em provas às cegas pelos classificadores da illycaffè.

Ontem, 12/4, foi o dia de conhecer quais são os brasileiros campeões em qualidade que representarão o Brasil nos Estados Unidos, na etapa internacional. Levaram a melhor os mineiros de Araponga, nas Matas de Minas; Carmo da Cachoeira, no Sul de Minas e Ibiá, no Cerrado Mineiro. Nestes três municípios mineiros foram cultivados os melhores cafés arábica da safra 2017/2018, de acordo com o resultado do 27º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso.

Andrea Illy, presidente da illycaffè

A produtora Maria D’Aparecida Vilela Brito, da Fazenda Potreiros e Fazenda Moendas, em Três Pontas e Carmo da Cachoeira, Sul de Minas, e Ângelo Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara, em Ibiá, no Cerrado Mineiro são novatos no concurso e enviaram amostras pela primeira vez. Já Raimundo Dimas Santana, da Fazenda Santo Antônio, em Araponga, Matas de Minas, é finalista há vários anos e conquistou, em 2002, o segundo lugar no Brasil no mesmo concurso.

Os campeões subiram ao palco para receber seus diplomas e cheques no valor de R$ 10 mil cada um. No mês de outubro, eles viajarão a Nova York para participar do 3º Prêmio Ernesto Illy Internacional, ocasião em que será revelada a ordem de classificação entre eles (primeiro, segundo e terceiro colocados). A premiação internacional reunirá 27 cafeicultores selecionados de 9 países que fornecem grãos para a illycaffè.

Ficaram em 4ª, 5º e 6º lugar, respectivamente, os produtores Daniella Romano Pelosini (Pardinho-SP), CBI Madeiras LTDA (Capelinha-MG) e Gelci Zancanaro (Cristalina-GO).

 

Daniella Romano Pelosini – 4º colocada nacional e Campeã (São Paulo)

A cerimônia de premiação aconteceu em São Paulo e teve as presenças de Andrea Illy e Massimiliano Pogliani, presidente e CEO da illycaffè, que falaram sobre o atual momento e o futuro da empresa e da cafeicultura, reforçando o conceito de qualidade sustentável, pilar da empresa e amplamente trabalhado por ela junto a seus fornecedores. Os executivos aproveitaram a ocasião para anunciar a criação de um programa internacional de relacionamento com os cafeicultores, a partir da expansão de um bem-sucedido modelo aplicado no Brasil há 18 anos, o Clube illy do Café.

A torrefadora italiana reconheceu, ainda, os vencedores nas categorias Regional, Fornecedor Sustentável do Ano e Classificador do Ano (veja a lista completa abaixo). Foram entregues, ao todo, mais de R$ 120 mil em prêmios.

Resultados Finais
Prêmio Ernesto Illy

Nacional
Três primeiros lugares em ordem alfabética: Ângelo Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara (Ibiá, Cerrado Mineiro); Maria D’Aparecida Vilela Brito, da Fazenda Potreiros (Três Pontas, Sul de Minas) e Raimundo Dimas Santana, da Fazenda Santo Antônio (Araponga, Matas de Minas)

4º lugar: Daniella Romano Pelosini, do Sítio Daniella (Pardinho, São Paulo)
5º lugar: CBI Madeiras LTDA, das Fazendas Irarema e Três Cedros (Capelinha, Chapada de Minas)
6º lugar: Gelci Zancanaro, da Fazenda Nossa Senhora de Fátima (Cristalina, Goiás)

Gelci Zancanaro – 6º colocado nacional e Campeão (Centro-Oeste)

Regional

Centro-Oeste
Campeão: Gelci Zancanaro (Cristalina-GO)
Vice-campeão: Agrofava Cereais Exp. e Imp. Ltda. (Campo Alegre de Goiás-GO)

Cerrado Mineiro
Campeão: Ângelo Nascimento (Ibiá-MG)
Vice-campeão: Ecoagrícola Café Ltda. (Francisco Dumont-MG)

Ângelo Nascimento (Ibiá-MG)

Chapada de Minas
Campeão: CBI Madeiras (Capelinha-MG)
Vice-campeão: Claudio Esteves Gutierrez (Capelinha-MG)

Matas de Minas
Campeão: Raimundo Dimas Santana (Araponga-MG)
Vice-campeã: Simone Aparecida Dias Sampaio Silva (Araponga-MG)

Produtor Raimundo Dimas Santana (Araponga-MG)

Rio de Janeiro
Campeão: Francisco Nioac de Salles (Bom Jardim-RJ)

São Paulo
Campeã: Daniella Romano Pelosini (Pardinho-SP)
Vice-campeão: Carlos André Dognani (Timburi-SP)

Sul de Minas
Campeão Maria D’Aparecida Vilela Brito (Carmo da Cachoeira-MG)
Vice-campeão: Ludgero Pimenta de Avila (Alpinópolis-MG)

Fornecedor Sustentável do Ano
Luiz Antonio Tonin (São Sebastião do Paraíso – Sul de Minas)

Classificador do Ano
1º lugar nacional – Luiz Evandro Ribeiro (Sul de Minas)
2º lugar nacional – Maxwell Wesley de Morais (Cerrado Mineiro)
3º lugar nacional – Edenilson de Oliveira Cabral (Matas de Minas)

Luiz Evandro Ribeiro (Sul de Minas)

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Afinal, quando é o dia do café?

O Dia Internacional do Café, comemorado em 14 de abril, não foi oficializado e também não existe registro que conte a sua origem.

A data oficial, anunciada pela Organização Internacional do Café (OIC), é em 1º de outubro. A primeira celebração do Dia Internacional do Café foi realizada em 2015 na 115ª sessão do Conselho Internacional do Café e do 1º Fórum Global do Café, na Expo Milão, na Itália.

Em diversas partes do mundo são realizadas homenagens ao café. No primeiro dia de outubro, os 74 estados membros da OIC e as 26 associações do setor cafeeiro de todo o mundo comemoram a diversidade, a qualidade e a paixão em todas as pontas da cadeia. A hashtag #internationalcoffeeday conta com mais 100 mil publicações. Portanto, por aqui, nosso Dia Internacional do Café é celebrado em 1º de outubro e não em abril.

Outra data muito importante para nós brasileiros é o Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, desde 2005, quando foi incluído no calendário de eventos do País por iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras do Brasil. É no período da colheita que se inicia uma nova safra.

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Café & Preparos

Hoje tem nitro coffee? Tem sim, senhor!

Nitro Coffee é aquele belo copo de café gelado que parece um chopp. A bebida é feita por infusão de cold brew com nitrogênio dentro de um barril, como o usado para armazenar cerveja. Após um tempo de infusão, a bebida é extraída por uma torneira com válvula pressurizada, resultando o efeito cremoso. O mais importante: a bebida não tem nada a ver com aquele café que esfriou depois de pronto há horas!

Selecionamos três lugares para degustar a bebida:

Los Baristas – Brasília (DF)

Créd: Pedro Ruske

Serviço
Endereço: SCLN, 404, Bloco C, loja 38 – Brasília (DF)
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 12h às 20h
Telefone: (61) 3033-6183
Mais informações:  www.losbaristas.com

Soul Cafés & Companhias – Blumenau (SC)

Serviço
Endereço: Rua Doutor Léo de Carvalho, 74 – Alameda de serviços do Ibiza Trade & Financial Center – Blumenau (SC)
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 20h; sábado e domingo, das 13h às 20h
Mais informações: www.soulcafebnu.com.br

Santo Grão – São Paulo (SP)

Serviço
Endereço: Rua Oscar Freire, 413 – Cerqueira César – São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: seg, das 9h à 1h; ter a qui, das 7h30 à 1h; sex, das 7h30 às 2h; sáb, das 8h às 2h; dom, das 8h às 00h
Telefone: (11) 3082-9969
Mais informações: www.santograo.com.br

TEXTO Daniela Quitanilha • FOTO Divulgação

Café & Preparos

No café tem louco pra tudo…

Dizem que a altura elevada de plantio e as baixas temperaturas podem influenciar positivamente nos grãos, ressaltando características na bebida final. Mas não é apenas na etapa das lavouras que estes fatores vêm sendo testados.

No preparo da bebida, por exemplo, já tem gente utilizando destes métodos. O proprietário de uma cafeteria nos Estados Unidos decidiu levar os grãos – literalmente – as alturas. Ockhyeon Byeon colocou frutos colombianos em um balão meteorológico e o lançou ao espaço. Segundo ele, a carga subiu cerca de 48 km, alcançando a mesosfera.

Divulgação

Com a ajuda de um GPS, Byeon conseguiu recuperar o pacote, que passou cinco horas “voando”. Dentro, os grãos estavam ligeiramente congelados e cobertos de água por conta da pressão do ar. Quem bebeu diz que o café ficou levemente mais suave do que o feito com grãos “terrestres”. Em campeonatos, a altura e a temperatura também já foram um diferencial. O barista norte-americano Kyle Ramage realizou uma mistura de experimentação e ciência com o auxílio do químico Christopher Hendon, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ele congelou o café a seco a temperatura de -79ºC e colocou depois diretamente no moedor.

Créd: Jeff Hann

Segundo Kyle, o café torna-se mais frágil quando resfriado, especialmente abaixo de 50ºC negativos. Desta forma ao entrar em contato com o moedor, ele reage melhor no resultado da consistência das partículas, que ficam mais uniformes e geram um café mais complexo em sabores, segundo ele. “Eu uso e amplifico esta fragilidade para o lado positivo”, explica o barista. Quem vai tentar?

TEXTO Redação

Café & Preparos

Eduardo Kobra

“Comecei a tomar café há pouco tempo. Gosto do espresso curtinho.”

O muralista Eduardo Kobra é bom exemplo de que nunca é tarde para se render ao sabor do café. Com 41 anos, ele passou a incorporar a bebida ao seu dia a dia apenas recentemente. “Eu tenho muitas reuniões, e em diversos lugares. O café entra na minha rotina principalmente nesses momentos”, revela. O café, aliás, já apareceu na sua arte. Kobra pintou, no Porto de Santos, um mural que retrata os homens carregadores de café da década de 1920. “Precisava escolher uma imagem e essa tinha um valor histórico importante”, afirma.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso, referente aos meses setembro, outubro e novembro de 2017 – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

TEXTO Leonardo Valle • FOTO Gui Gomes

Café & Preparos

Café respira

O que é blooming?
Em inglês, o verbo bloom significa florir. Como adjetivo, viçoso, exuberante, florido. Já o termo ‘coffee bloom’, virou sinônimo do exato momento em que o café entra em contato com a água nas infusões. É a pré-infusão do café. Apenas alguns mililitros de água em cima do pó são responsáveis pela liberação de gases. Esses voláteis ocorrem pois o grão de café passa pelo processo de torra, quando sofre reações físico-químicas que liberam dióxido de carbono (CO2). Com as altas temperaturas, o grão se expande e os gases são liberados, e com eles também os aromas.

Como acontece
Ao preparar um café no método de infusão da sua escolha, que use filtro de papel ou metálico, é possível acompanhar de perto o efeito do ‘blooming’, momento exato em que a água toca o café recém-moído e causa o ‘respiro’ do pó. Conseguem-se ver as bolhas de ar saindo pelo centro do ‘bolo’ que se forma. Dependendo do frescor ou do perfil da torra, o café sobe bastante, formando um lindo espetáculo para quem está preparando. Normalmente esse efeito é mais bem apreciado quando se joga uma quantidade pequena de água inicialmente no preparo.

 Passo a passo

  • Em preparos com filtros de papel, escalde-o antes de colocar o café. Elimine toda a água do recipiente. Em preparos com filtros metálicos, escalde também os acessórios antes de começar.
  • Escolha cafés com torras de até três meses. A data da torra normalmente está impressa na embalagem.
  • Moa o café na hora. A granulometria fica a seu critério. Dependendo do método, do tempo da extração e do tipo de café, pode-se variar de uma moagem fina (similar a talco), média (tipo queijo ralado) a grossa (próxima à do sal grosso).
  • Coloque de 15 g a 40 g de café no seu filtro (hario v60, clever, chemex, etc.) ou recipiente (french press, aeropress, etc.). Essa quantidade pode variar de acordo com o número de xícaras a ser preparadas, mas o blooming fica mais ‘bonito’ em quantidades menores de água e café.
  • Esquente a água e com o auxílio de uma chaleira com bico de ganso (que facilita o controle do fluxo) comece a pôr a água em contato com o pó. Inicie o movimento pelas laterais, vá afunilando até chegar com o bico ao centro. Finalize assim que todo o pó estiver umedecido.
  • Aguarde alguns segundos e a água em contato com o café despertará as reações gasosas. Bolhas subirão para a superfície e, de acordo com o frescor, poderão ser em maior número.
  • Após trinta segundos de pré-infusão, pode-se pôr mais água até chegar à proporção desejada. A diluição que resulta em um café mais suave, médio ou forte depende da combinação entre café e água. Encontre a de sua preferência.

Grão fresco
Importante! O efeito do blooming só acontece quando se utilizam cafés com torra fresca e moídos na hora. Caso contrário, infelizmente os gases já terão se perdido dentro da embalagem ou até fora dela, na armazenagem inadequada.

O gás carbônico
Ele se solta do café no momento da torra, dentro da embalagem e depois no contato com a água. É conhecido como anidrido carbônico, gás carbônico ou dióxido de carbono, um composto químico constituído por dois átomos de oxigênio e um átomo de carbono. A representação é CO2. Foi descoberto pelo escocês Joseph Black, em 1754. É essencial à vida no planeta, pois é um dos compostos fundamentais para a realização da fotossíntese – processo pelo qual os organismos transformam a energia solar em energia química. Essa energia química, por sua vez, é distribuída entre todos os seres vivos.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso, referente aos meses março, abril e maio de 2017 – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Mariana Proença • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

Startup norueguesa prevê lançamento de cafeteira portátil para próximo semestre

Campanha de financiamento coletivo vai começar em março e deve arrecadar US$ 40 mil. Produto deve ser lançado no verão do Hemisfério Norte

A startup norueguesa SteepShot desenvolver uma cafeteira portátil e minimalista cujo objetivo é simplificar o processo de fazer café. A SteepShot foi criada pelo entusiasta da indústria e inventor Ari Halonen, que viu a necessidade de uma cafeteira simples, com curto tempo de extração.

SteepShot/Divulgação

Enquanto muitas cafeteiras são complexas e comumente requerem energia para funcionar, a SteepShot consiste, basicamente, de um copo e de uma tampa. Para passar a bebida, basta colocar café moído e água quente no copo e tampar. O vapor da água quente expande o ar ali dentro, criando uma pressão que extrai o café. Depois de uma espera curta, a SteepShot deve ser virada de cabeça para baixo e, ao abrir a válvula na tampa, café fresco passa pelo filtro.

Halonen teve a ideia para desenvolver a cafeteira depois que sua esposa começou a fazer café toda manhã usando um protótipo da SteepShot. “Nosso mercado é voltado para qualquer pessoa que beba café, especialmente aqueles que preferem usar máquinas porque o processo de extração manual é muito longo ou muito complicado. A SteepShot é uma alternativa mais rápida e fácil”, comenta o inventor.

Uma campanha de financiamento coletivo será iniciada nas primeiras semanas de março, com o objetivo de reunir US$ 40 mil para cobrir os gastos finais de desenvolvimento do produto e sua fabricação. A cafeteira vai custar US$ 99 e deve chegar ao mercado global no verão do Hemisfério Norte.

As informações são do FoodBev Media / Tradução de Clara Campoli

FOTO FoodBev Media/Divulgação

Café & Preparos

Marina Person

“Para mim, o café é fundamental. Tomo todos os dias pela manhã.”

A cineasta e apresentadora é fã de carteirinha do café coado, mas não gosta de levá-lo na garrafa térmica. Por esse motivo, foi presenteada pelos sogros – os pais do diretor Gustavo Rosa de Moura – com um Phin Filter, pequeno utensílio muito usado no Vietnã para o preparo do famoso vietnamese coffee. “Nem sempre a logística na minha produtora permite ter café fresquinho. Então, levo meu coador para aqueles momentos em que quero um café fora de hora no trabalho”, revela Marina, enquanto faz um pouco da bebida em uma de suas canecas preferidas, a que se lê “Menina Veneno”, em referência ao programa que ela apresentou na MTV, em 2004.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

TEXTO Leonardo Valle • FOTO Gui Gomes