Mercado

Projeto “Adote Uma Micro Torrefação” será lançado em live

Nesta quarta-feira (12), às 19h, em live no Instagram da Revista Espresso, Georgia Franco de Souza, proprietária do Lucca Cafés Especiais, lançará o Projeto Adote Uma Micro Torrefação, uma iniciativa Mundo Café e Lucca Cafés Especiais que visa a ação colaborativa de doação, compra, venda e divulgação de cafés especiais de origem, ou seja, que possuam qualidades e características de regiões produtoras.

O projeto surgiu em meio a pandemia de Covid-19 (coronavírus) e tem o intuito de auxiliar a retomada do mercado interno de cafés especiais, com a união de toda a cadeia, através da doação mútua de café especial, torra, venda nas cafeterias para que o consumidor descubra diversos grãos.

“Em conversas com as torrefações, percebemos que, devido à pandemia, muitas delas não terão como realizar a compra de cafés na nova safra. Então queremos incentivar toda a cadeia do café com a doação de sacas pelas regiões e produtores, que ajudará a movimentar essa comunidade do café especial”, explica Paula Dulgheroff, fundadora da micro torrefação Mundo Café.

O projeto

Serão selecionadas micro torrefações do Brasil, alinhadas com trabalho sustentável de venda de cafés especiais e relacionamento com produtores de cafés de origem. Assim, produtores, micro torrefadores e cafeterias serão conectados para um trabalho de doação, ou seja, produtores doarão o café cru, micro torrefações realizarão a torra e cafeterias farão a comercialização do café aos consumidores.

Para poder participar, os produtores, micro torrefações e cafeterias terão as orientações durante a live.

Regiões que já aderiram

– Cerrado Mineiro
– Norte Pioneiro do Paraná
– Mantiqueira de Minas
– Caparaó
– Alta Mogiana
– Matas de Minas

A Espresso e o CaféPoint são as mídias oficiais do projeto. Para saber mais detalhes, não perca a live!

Serviço
Lançamento Adote Uma Micro Torrefação
Quando:
12/08
Horário: 19h
Onde: www.instagram.com/revistaespresso

TEXTO Redação • FOTO Alexia Santi

Café & Preparos

Torrefação 4 Beans Coffee Co. faz degustação de cafés internacionais e brasileiros em Curitiba

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Na próxima sexta-feira (3/7), a torrefação 4 Beans Coffee Co., de Curitiba (PR), realiza uma degustação de cafés de diferentes regiões produtoras do mundo como Panamá, Burundi, Ruanda e Quênia. A prova vai contar, ainda, com cafés brasileiros torrados pela 4 Beans.

Os participantes poderão escolher qualquer um dos cafés disponíveis e o método que desejam degustar. “Pode ser espresso, Aeropress, Hario, Clever e o que mais estiver na mão”, dizem os organizadores. A seguir, você mesmo mói e faz o seu café e se quiser levar o seu próprio grão ou método também pode.

A degustação custa R$ 20 e funcionará também como um soft opening para quem quiser conhecer a loja da torrefação, que ainda não foi aberta oficialmente.

Os cafés da marca estarão com desconto de 20% pra levar pra casa no dia da degustação.

Serviço
Data: 3 de julho
Horário: das 10h às 18h
Local: 4 Beans Coffee Co. – Al. Augusto Stellfeld 795 loja 3 Centro (anexo à Sociedade Ucraniana)
Valor: R$ 20 (pago no dia do evento, na entrada e em dinheiro)
Mais informações: www.facebook.com/4BeansCoffeeCo

TEXTO Da redação • FOTO 4 Beans Coffee Co./Divulgação

BaristaCafezal

Encontro reúne produtores, torrefadores e baristas em Porto Alegre

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Promover a interação entre produtor e consumidor e estimular o diálogo em todas as pontas da cadeia do café são os objetivos do evento Farmer2City, que será realizado entre os dias 29 abril e 1 de maio, em Porto Alegre (RS).

Organizado por Jonathan Hutchins, da microtorrefação de cafés especiais William & Sons Coffee Co., em parceria com a Café Fazenda Ninho da Águia e o Sítio Bela Vista, o encontro pretende levar mais informação ao consumidor e aos profissionais do grão, além de valorizar o trabalho do agricultor.

O evento contará com a presença dos produtores Clayton Barrossa, da Fazenda Ninho da Águia (MG), Alexandre de Andrade Emerich, do Sítio Bela Vista (MG), Moacir Aga Neto, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gabriel Drumond, sóciofundador do Mercado Brasco, Kyo Silva, barista da Qod Barbershop, Rodrigo Kirsch, fundador da Terça Expressa e Jonathan Hutchins, fundador e mestre de torra da William & Sons Coffee Co. Palestras, degustações e visitas em cafeterias estão na programação.

Serviço Data: 29 de abril a 1 de maio
Local: Anfiteatro do Centro de Eventos da Sogipa – Rua Barão do Cotegipe, 400 – Porto Alegre (RS)
Inscrições: R$ 30 (até o dia 28/4) e R$ 40 (no dia do evento)
Mais informações: farmer2city.com.br e contato@farmer2city.com.br

TEXTO Da redação • FOTO Alexia Santi

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com João Paulo Cipoli Viegas, da Carmomaq

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A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito o que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Durante os meses de abril e maio você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com João Paulo Cipoli Viegas, da Carmomaq, empresa de máquinas e equipamentos para torrefações.

Há quanto tempo trabalha no mercado de máquinas de torra?
10 anos

Neste período, você pôde observar um avanço, em termos de profissionais e torrefações, no mercado brasileiro?
Nos últimos anos o número de profissionais especializados em torra vem aumentando significativamente no Brasil, muito em função do aumento da demanda por cafés especiais. Com relação às torrefações, observo um aumento na procura de soluções que possibilitam maior controle dentro dos processos de torra, moagem e empacotamento. Pesquisamos a todo o momento tecnologias que possam ser integradas aos nossos equipamentos, com o objetivo de aumentar eficiência e facilitar controle pelo torrefador.

Os equipamentos Carmomaq são feitos todos no Brasil? Alguma peça é importada?
Nossos equipamentos são fabricados no Brasil com alguns itens importados, principalmente os componentes elétricos e queimadores. Utilizamos itens importados quando não temos nacional com qualidade compatível.

Qual a demanda do cliente? Pela sua experiência, o que os clientes brasileiros buscam quando estão estudando comprar uma máquina de torra?
Qualidade, tecnologia, eficiência e custo acessível.

Quando uma pessoa está estudando comprar uma máquina o que ela deve prestar mais atenção e levar em consideração? Como escolher um torrador para um determinado negócio?
O comprador de um torrador deve avaliar sua real necessidade quanto ao tamanho do equipamento e tecnologia disponível. Aspectos de assistência técnica devem ser considerados.

Na sua opinião, qual a chave para uma boa torra?
Uma boa matéria prima, aliada a um mestre de torra com sabedoria para realçar na torra o que o grão de café tem de melhor e, é claro, um torrador que possibilite a concretização desta arte.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

Cafeteria & AfinsMercado

Exclusivo no site – Especial Torra: entrevista com Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais

e43_IMG_0609 A nova edição da Espresso traz como matéria de capa o tema “torra”. Conversamos com diversos profissionais do setor para produzir um conteúdo relevante para os leitores da revista. Entretanto, o assunto não se encerra na edição. Ainda há muito que se discutir sobre o tema e ouvir a opinião de quem já trabalha com torrefação pode ajudar os iniciantes na prática, além de ser uma boa forma de rever velhos conceitos e se fazer novas perguntas. Nas próximas semanas você vai conferir aqui no site da Espresso um pouco da experiência desses profissionais da torra, que tanto se dedicam para revelar os sabores do grão e trazer o melhor café para a sua xícara. Hoje, confira a entrevista com Georgia Franco, do Lucca Cafés Especiais. Como começou o seu trabalho de torrefação no Lucca Cafés Especiais? A torra veio em primeiro lugar no Lucca. Eu viajei pela Europa e pelos Estados Unidos há uns 12 anos e este movimento de microtorrefações estava começando. Eu vi tudo isso e achei que seria uma experiência diferente. A cafeteria Lucca já começou com esse conceito de microtorrefação. Naquela época, ainda era a granel e depois nós padronizamos para comercialização em embalagens de 250g. O objetivo era mostrar diversidade. Quando nós começamos tínhamos 5 tipos de café, quatro só de origem e um blend, de regiões diferentes no Brasil. Naquela época já podíamos falar em single origin, mas esbarrávamos com uma falta de informação grande por parte dos consumidores. Tudo ainda era muito novo. Nós só passávamos essas informações para os clientes se eles pedissem, pois era muita informação. Então, fomos puxando pelo sabor na xícara, sem aprofundar muito. Aqui em Curitiba nossos clientes logo entenderam a proposta, nossos clientes já tinham um pouco dessa cultura e buscavam bons cafés e mais informação. Tínhamos muitos clientes estrangeiros. Aos poucos fomos introduzindo as informações e em 2005 passamos a ter outras origens, fomos conhecer as fazendas, ter proximidade com os produtores e frequentar as grandes feiras do setor. Os produtores sempre estão nessas feiras. É uma maneira de conhecer novos cafés. Eu estava sempre em contato com eles, com a chance de conhecer cafés por meio de resultados de concursos. Hoje, eu e a Carol [Carolina Franco, campeã brasileira de Preparo de Cafés e filha de Georgia] realizamos esse trabalho. Nós sempre vamos atrás de lotes diferentes. Como é o seu processo de torra? Quando nós decidimos que vamos comprar um café, nós o compramos porque ele tem potencial. Nós temos duas espaços onde fazemos a torrefação dos grãos Lucca e para clientes, uma na loja, no Batel, e uma no laboratório. Todos os microlotes são torrados na loja e torrados por mim. Chegando a safra nova, levamos para o laboratório para amostra e fazemos a curva de torra que vou reproduzir. Eventualmente, nós fazemos outros testes, porque o café muda, muda com a umidade e vários outros fatores. Eu recebo os cafés em embalagens grainpro [embalagem de café verde] ou a vácuo e os cafés que não uso ficam conservados. Eu compro cerca de três sacas de café de microlote. Isso faz com que eu faça poucos ajustes – ou nenhum ajuste – até que o lote acabe. Tem microlote que vende muito rápido. Nós torramos 120 quilos por semana na loja e no laboratório fazemos cerca de mil por semana, ou 4 mil por mês. Existem alguns microtorrefadores que deixam o café mais cru para acentuar a acidez. Meu processo é diferente. Não costumo fazer isso para acentuar a acidez. Eu compro um café que tem essa característica que eu consigo manter mesmo que eu tenha uma torra mais desenvolvida. Nos nossos cafés a acidez é própria do fruto. No Lucca, os perfis de torra são orientados para preparos específicos? No caso dos microlotes, nós orientamos para o filtrado, mas eles têm funcionado bem para o espresso. Na loja, nós temos vários tipos de preparo e também nós temos três moinhos para outros cafés, além do café do Lucca, que é o blend da casa. Nós colocamos cafés bem diferentes, com perfis bem diferentes, porque tem gente que tem máquina de espresso em casa. Quando eu faço uma torra, eu me preocupo com a caramelização de açúcares, em manter as características de sabor, mas ainda fazer um café tanto para espresso quanto para coado. Nós estamos ensinando os nossos clientes a apreciar a acidez do café e a acidez vai ser mais intensa no espresso. Poderia nos contar uma experiência com algum outro profissional que acrescentou ao seu trabalho? Em 2007, nós trouxemos para Curitiba o Mané Alves, da Specialty Coffee Association of America (SCAA). Ele já tinha sido meu professor e o reencontrei na Guatemala. Ele ficou uma semana com a gente e ministrou o mesmo curso que ele dá de torra para os meus funcionários. Ele trouxe 50 amostras de cafés para aprendermos a torrar. Para nós foi uma grande surpresa. Nosso objetivo era saber se o que nós estávamos fazendo estava coerente e a primeira coisa que o Mané nos ensinou foi calcular a densidade do café. A análise do grão é primordial. Verificar, dentro do lote, se as peneiras estão compatíveis, que não tenha vazamento de peneira para grãos menores não queimarem. Isso tudo tem a ver com processo de compra. Quais as variáveis na hora do torra que o profissional deve se atentar? Quando nós estamos no torrador de amostra nós não temos todos os controles, mas o cheiro é fundamental. É como dar ponto no brigadeiro. E não tem computador que vai dizer quando eu tenho que tirar meu café. Na loja, nós torramos em uma condição bem legal, porque no inverno é mais fresco, não precisamos usar ar condicionado, no verão eu tenho ar condicionado com condição boa. Ou seja, é preciso se atentar ao aroma, a temperatura e também ao tempo. A máquina faz a leitura do que acontece no ambiente. Eu uso um torrador Probat, e com ele eu não preciso me preocupar com isso. Esse ajuste é automático. Existem cafés cujo o próprio crack [barulho que que ocorre em dois momentos da torra, por reações físico-químicas no grão ao longo do processo de aquecimento] é tão sutil que você pode não ouvir, mas, normalmente, os cafés de pouca densidade tem estalos pequenos e você tem que ficar mais atento. Não tem um número que vai determinar como chegar lá. Você acentua certas características quando você faz uma curva mais íngreme e você vai acentuar outras características em uma torra mais longa. Os conceitos de torra mudam completamente dependendo do equipamento. Não tem receita de bolo. Cada um tem o seu equipamento e deve fazer o que melhor conseguir com ele. Quais equipamentos utiliza em sua torrefação? A máquina Leogap T5 (5 quilos) fica no laboratório, esse foi o primeiro. O da loja é um Probatone de 5 quilos. Ele foi o primeiro feito no Brasil. É o 001. Também temos um de amostra de três bocas de 100 gramas e um Probatone (12 quilos) para os cafés de cápsulas. Que conselhos você daria para uma pessoa que está planejando a compra de uma máquina de torra? Compre o melhor que o seu dinheiro pode pagar. Várias pessoas vieram fazer curso de torra conosco depois que já tinham comprado o equipamento e às vezes as pessoas compram a máquina e ela acaba ficando ociosa, porque a pessoa não vai torrar muito no início. Se a pessoa esta pensando em qualidade, primeiro ela deve pensar em como ela vai atingir esse mercado e crescer gradualmente. A primeira torra, independente de quanto você deixa a máquina estabilizada, é a mais difícil. Então, a chance de você errar em uma máquina menor é menos. O diferencial é o seu equipamento. Invista nos equipamentos. Os mais caros vão acabar lhe oferecendo mais recursos. Estude, pesquise equipamentos com menos chance de ter problema. Considerar confiabilidade no produto, compromisso de entrega e manutenção, não só performance da máquina na hora da torra mas também confiabilidade do produto. Converse com quem já tem um equipamento. Poderia dar um conselho para quem está começando a montar uma torrefação própria? Escolha a sua própria identidade. Não comece a imitar o que o outro já fez. É difícil você chegar ao nível de outro profissional que já esta fazendo isso há muito tempo. O produto tem que acompanhar o que você tem a oferecer. O cliente vai perceber o que você esta oferecendo. Você não pode dizer que ele vai perceber uma coisa e não entregar essa característica sensorial para o cliente, porque se ele não perceber o que você falou ele não volta.

TEXTO Da redação • FOTO Guilherme Gomes/Café Editora

Café & PreparosCafezalMercado

Feito a Grão oferece café de fazenda vencedora do Cup of Excellence 2014

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Na série intitulada “Melhores Cafés do Brasil”, a cafeteria Feito a Grão apresenta os grãos da Fazenda Ouro Verde, localizada em Piatã, na Bahia, do produtor Cândido Vladimir Ladeia Rosa. O agricultor vem ganhando destaque no mercado de cafés especiais pela produção de qualidade que tem desenvolvido na região.

Cândido foi o vencedor do concurso Cup of Excellence 2014, com uma amostra de café que obteve 94,05 pontos (escala de 0 a 100). Os grãos garimpados pela equipe da Feito a Grão são da variedade catuaí, de processamento despolpado, cultivado em altitude de 1300 metros.

Segundo a marca, o café se destaca por notas de melaço de cana, baunilha, pela doçura e pela acidez cítrica pronunciada. O pacote de 250 g pode ser adquirido no site da Feito Grão por R$ 26,90, com entrega para todo Brasil.
Mais informações Feito a Grão: www.feitoagrao.com.br

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação/Feito a Grão