Cafeteria & Afins

Kaffeine Espresso Bar – Budapeste (Hungria)

Com a terceira onda do café que surgiu na Hungria em meados de 2012, Csaba Ajpek e David Nagy decidiram seguir o fluxo do país e abrir uma cafeteria. Inaugurada em 2016, a Kaffeine está situada no coração de Budapeste, sendo a primeira a abrir do lado esquerdo do famoso Rio Danúbio. Um ano depois, devido ao sucesso, os amigos resolveram expandir os negócios e abriram uma segunda loja, a primeira do país a comercializar cafés especiais dentro de um shopping.

Csaba e David focaram e investiram na qualidade dos produtos oferecidos. Por isso, a Kaffeine trabalha com grãos selecionados e torrados da Has Bean, marca de café muito famosa em Londres. Com parcerias em diversas fazendas pelo mundo, a Has Bean fornece grãos de vários países, como Quênia, Etiópia, Costa Rica, Nicarágua e El Salvador, o que permite que a cafeteria trabalhe com sabores diferentes sem perder a alta qualidade.

De dentro da cafeteria
Pensando em seu consumidor final, a cafeteria faz uso de variados métodos de preparo. Segundo seus donos, os equipamentos mais utilizados atualmente são a máquina de café espresso Victoria Arduino’s Black Eagle e o moedor de grãos Mythos One. Para quem prefere métodos de infusão, a Kaffeine também trabalha com hario v60 e aeropress.

Além do espresso, o estabelecimento prepara macchiatos, lattes, cortados, flat whites e diversos sabores de chás de alta qualidade, como preto, verde, vermelho, branco e infusão de frutas. Sucos, cafés gelados, limonadas e outros tipos de bebida completam o cardápio.

As comidinhas mais pedidas são croissants e sanduíches. Para intolerantes, a cafeteria conta com produtos sem açúcar, glúten e lactose. Apostando em alta tecnologia e profissionais capacitados, busca proporcionar boas experiências para seus clientes, através de padrões elevados de serviço e ambiente aconchegante.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Lövôház utca, 1127 27/B
Cidade Budapeste
País Hungria
Website http://www.kaffeine.hu
Telefone +36 20-549-5514
Horário de Atendimento De segunda a quinta, das 7h às 19h. Sexta, sábado e domingo, das 8h às 19h.
TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação

Mercado

Curso de Barista em Brasília arrecada fundos para ajudar instituição

Para quem deseja se profissionalizar como barista, a Monardo Café Gourmet, casa de formação de baristas em Brasília, realizará o Curso de Barista Positivo Beneficente nº 100 no dia 13/1, das 9h às 12h, no auditório do edifício Vega Luxury Mall.

Ministrado por Antonello Monardo, o evento possui duração de 3 horas e conta com a parte teórica do curso de barista regular, buscando enfatizar a divulgação dos cafés especiais e a degustação.

O valor da inscrição é de R$ 110, onde será inteiramente doado para o Instituto Vida Positiva, que auxilia crianças, adolescentes e jovens portadores do vírus HIV. Já incluso, além do certificado, os participantes receberão um quilo de café gourmet Monardo, uma edição do livro Louco por Café – Antonello Monardo e uma edição da Revista Espresso.

O curso conta com o apoio da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), do Conselho Nacional do Café (CNC) e da Revista Espresso.

Serviço
Curso de Barista Positivo Beneficente nº 100
Onde: Auditório do Edifício Vega Luxury Mall, Setor Comercial Norte – Brasília (DF)
Quando: 13/1, das 9h às 12h
Mais informações: www.monardo.com.br

TEXTO Redação • FOTO Lucas Albin/Agência Ophelia

Receitas

Bolo pé de moleque

Ingredientes
– 500 g de massa puba*
– 1 xícara (chá) de açúcar cristal
– 1 xícara (chá) de açúcar mascavo
– 1/2 xícara (chá) de café coado forte ou espresso
– 1 e 1/2 colher (sopa) de manteiga
– 2 ovos
– 150 ml de leite tirado de 1 coco seco ralado**
– 150 g de castanha-de-caju sem sal e moída
– 100 g de castanha-de-caju inteira para decorar
– 1/2 colher (sobremesa) de sal
– 1/2 colher (café) de cravo-da-índia levemente tostado e triturado no pilão
– 1/2 colher (sobremesa) de erva-doce levemente tostada e triturada no pilão
– 1/2 colher (sopa) de canela em pó
– Manteiga e farinha de trigo para untar a forma

*massa mole de mandioca encontrada em casas do Norte
**ou 200 ml de leite de coco industrializado

Preparo
Primeiro, faça o leite de coco natural: bata no liquidificador um coco ralado (a fruta e não o de saquinho) com a água morna, o suficiente para cobrir, por cerca de quatro minutos ou até triturar bem. Sobre uma tigela, passe o coco batido por uma peneira de malha bem fininha, apertando com as costas da colher para extrair todo o leite (se preferir, esprema bem num pano de prato limpo). Descarte o bagaço e reserve. Derreta a manteiga em uma vasilha e transfira para uma tigela junto aos demais ingredientes, reservando a castanha-de-caju inteira. Mexa bem com uma colher de pau e transfira para uma assadeira untada com manteiga e farinha. Leve para assar em forno preaquecido (180ºC) por 30 minutos, mas nesse meio tempo (quando a massa apresentar superfície firme, porém não assada) acrescente as castanhas inteiras sobre o bolo formando uma bonita decoração. Termine de assar (o bolo não cresce muito porque não leva fermento) e faça o teste do palito – precisa sair limpo depois de espetado na massa. Tradicional nas festas juninas, esse bolo também é preparado em ocasiões especiais pelas famílias paraibanas.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Janice Kiss • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz • RECEITA Chef Carlos Ribeiro, do Na Cozinha

Cafeteria & Afins

Intelligenza – Belo Horizonte (MG)

Um lugar para apreciar bons cafés, marcar reuniões, estudar ou, quem sabe, escrever um livro. Foi pensando em um ambiente assim que Henrique Fiúza abriu a casa na metade de 2016 depois de viajar aos Estados Unidos a fim de conhecer cafeterias e deparar com a famosa Intelligentsia, em Venice, na Califórnia.

Surgiu daí referência e inspiração para o nome da casa situada no boêmio bairro belo-horizontino da Savassi que pretende oferecer ao cliente uma espécie de porto seguro em todo o tipo de situação, do trabalho a uma simples pausa. Há tomadas espalhadas por todos os cantos, wi-fi, mesas grandes e quatro ambientes. A área externa atrai quem está passando pelo local.

Lá de Minas
Os grãos são quase todos mineiros (basicamente do Cerrado e do Sul de Minas) entre os cinco disponíveis, como o da Fazenda Barinas, em Araxá, de onde são colhidos o bourbon amarelo (torrado pelo Will Coffee) ou o topázio, vencedor da categoria natural no concurso da BSCA. A torrefação oficial da casa é a Noete Café Clube, que também fica na cidade de Belo Horizonte.

Os clientes encontram preparos como espresso (extraído de uma Astoria), coados (hario v60, chemex e clever), french press e aeropress, feitos por baristas – por sinal, os métodos são vendidos na loja da cafeteria. Há outras opções de bebidas, como cappuccino, cold brew e drinques à base de café, a exemplo do Lemon Rock (limonada suíça, cold brew e gelo). Croissants e bolos (cenoura, banana e integral) estão entre os itens mais pedidos do cardápio e acompanham o café.

Mas, como em uma boa casa mineira, não faltam o pão de queijo e outras pedidas, como torta de frango e opções veganas, entre elas quibes e samossas (pastel indiano), além de sanduíches, tartines e sorvetes artesanais.

Com o tempo, Henrique Fiúza deseja que sua cafeteria adquira o mesmo clima de comunidade entre os frequentadores que acontece “na gringa”.

(Texto originalmente publicado em junho, julho e agosto, na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Rua Paraíba, 966
Bairro Savassi
Cidade Belo Horizonte
Estado Minas Gerais
País Brasil
Website http://www.facebook.com/intelligenzabh
Telefone (31) 2555-1311
Horário de Atendimento De segunda a sexta, das 12h às 20h
TEXTO Janice Kiss • FOTO Divulgação

Mercado

2ª edição do Coletivo de Portas Abertas acontece no ES

Com o objetivo de promover informação sobre a valorização do café, nos dias 2 e 3/12, no Coletivo Café, na cidade de Venda Nova do Imigrante (ES), acontecerá a 2ª edição do Coletivo Portas Abertas.

Funcionando como um encontro com todos os pilares do café especial e englobando desde o produtor até o consumidor final, o evento receberá compradores, produtores, Q-Graders, baristas, mestres de torra, estudantes de cafeicultura, empresários, fornecedores, consumidores e interessados pelo universo do café.

Com amostras de qualidade, exposições, apresentações, dia de campo, shows com artistas da região, a iniciativa também conta com oficinas de avaliação sensorial, torra, barista, mercado internacional, nutrição da planta e do solo e secagem.

Estarão presentes nomes como Sandra Lelis, campeã do Coffee of The Year 2017 na categoria arábica, e Clayton Barrosa, produtor da fazenda Ninho da Águia, além da Equipe IFES, Fazendas Klem, IWCA, entre outros. O evento conta com o apoio da Revista Espresso e da Semana Internacional do Café.

Para participar e receber toda a programação, é necessário realizar a inscrição aqui. O ingresso é de R$ 20 por pessoa, estudante paga meia entrada.

Mais informações: https://www.facebook.com/events/234400913757990/?active_tab=about

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Cafezal

Brasileiro campeão de concurso bate recorde mundial em leilão

O campeão do concurso Cup of Excellence – Brazil 2017 na categoria Pulped Naturals, Gabriel Alves Nunes, bateu o recorde mundial no leilão dos vencedores. Seu café com Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, produzido na Fazenda Bom Jardim, em Patrocínio (MG), recebeu o lance de US$ 130,20 por libra peso, o que equivale a mais de US$ 17,2 mil por saca de 60 kg, ou aproximadamente R$ 55,5 mil por saca.

Segundo informações da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), instituição responsável pela realização do concurso, o café campeão foi divido em dois lotes: o primeiro recebeu o lance de US$ 130,20 por libra pesa, valor que corresponde a aproximadamente R$ 55.457,60 por saca de 60 kg, e o segundo foi negociado por US$ 120 por libra peso, ou R$ 51.116,17 por saca. As empresas que adquiriram o produto foram Maruyama Coffee e Sarutahiko Coffee, ambas do Japão, e Campos Coffee, da Austrália.

Para Nunes, o resultado do leilão é motivo de extrema satisfação e orgulho, já que seu café bourbon é cultivado a 935 metros de altitude, enquanto outros países produzem a uma altura muito mais elevada, o que propiciava, até então, uma certa vantagem na obtenção da qualidade: “nosso café mostrou que se pode buscar excelência dentro dessas características. Pela primeira vez a região do Cerrado Mineiro vence o concurso e bate recorde mundial”.

Ele tem total consciência de que investir em qualidade é recompensador: “meu pai mexe com café há 30 anos e passei a mexer há quatro. Desde que voltei à fazenda procurei investir em estrutura e melhoramentos, sempre buscando qualidade, pois sabemos que o café está no mesmo caminho do vinho, com os consumidores cada vez mais exigentes”.

Com vistas na mudança de cenário por parte dos consumidores, o cafeicultor investiu em capacitação da equipe da propriedade para modificar a forma de produzir os cafés, almejando agradar aos compradores finais. Nunes destaca que o prêmio do leilão será quase que integralmente investido na fazenda, buscando preservar cada vez mais o meio ambiente e visando qualificar ainda mais os funcionários.

“Estamos em constante busca de termos sustentabilidade ambiental e social para alcançarmos nosso reconhecimento econômico na comercialização. Temos funcionários dedicados, que tratam com carinho cada lote na fazenda.  Há três anos estamos evoluindo e chegamos ao resultado, evidenciando todo o cuidado desde a produção até a pós-colheita. Obtivemos valores superiores aos cafés de altitudes mais elevadas, que possuem qualidade excepcional pelas questões fisiológicas envolvidas”, analisou o campeão.

Para conferir os resultados do leilão, clique aqui.

Concursos de Qualidade de Café
Responsáveis por premiar os cafeicultores que investem nas lavouras e se dedicam para oferecer aos compradores uma bebida considerada superior, os Concursos de Qualidade de Café têm papel indispensável na educação dos produtores que, para conseguirem uma boa colocação na disputa, precisam obedecer a uma série de procedimentos, conhecerem sobre a bebida e desenvolverem classificadores que provem do café, para indicar se está bom ou se precisa ser melhorado.

(Texto publicado originalmente no site CaféPoint)

TEXTO Camila Cechinel • FOTO Divulgação/Lucas Albin Agencia Ophelia/Aislan Henrique da Silva

Mercado

Revista Espresso é tricampeã do Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia

Com o objetivo de premiar os melhores trabalhos jornalísticos e acadêmicos sobre a gastronomia paulistana, a Câmara Municipal de São Paulo concedeu ontem, 27/11, a 20ª edição do Troféu “São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia”, no Palácio Anchieta.

Mídias diversas como impressa, falada, rádio, TV, jornal, guias, eletrônicas e trabalhos acadêmicos inscreveram-se para participar e concorrer aos onze prêmios Salva de Prata e as quinze menções honrosas, que premiam desde reportagens até melhores fotos.

Entre os concorrentes, este ano, a Revista Espresso foi vencedora na categoria “Melhor Revista de Gastronomia de São Paulo” com a matéria “Queijos e Cafés”, escrita por Cíntia Marcucci, capa da edição 56 referente aos meses de junho, julho e agosto deste ano. Já a matéria “Comida de Raiz”, também escrita pela jornalista e publicada na edição 57, conquistou menção honrosa.

Tricampeã, a Espresso também conquistou o primeiro lugar em 2013 e 2014 e, desde sua fundação, em 2003, recebeu mais de 15 prêmios do setor, incluindo o Prêmio Anatec de Ouro e Bronze, em 2009 e 2012, respectivamente, como melhor publicação segmentada B2C do Brasil; e Anatec de Prata, em 2009, como melhor capa.

Com 53 nações representadas nos mais diversos pratos servidos na capital, o prêmio “São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia” acontece há 20 anos, quando a cidade foi reconhecida internacionalmente como a capital mundial da gastronomia.

Mais informações: http://www.camara.sp.gov.br/blog/reportagens-sobre-gastronomia-sao-premiadas-com-salva-de-prata/

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

Pesquisa revela crescimento de 25% no consumo brasileiro de cafés especiais

Número de cafeterias chega a mais de 13 mil no país e termo ‘especial’ ainda é um desafio de conceito para comunicar o consumidor

Levantamento da Euromonitor International encomendado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) foi realizado durante o ano de 2017 e traz resultados inéditos para o mercado de cafés especiais. A Revista Espresso teve acesso exclusivo aos dados da pesquisa que indicou como objetivo compreender o tamanho deste mercado no Brasil e projetar o crescimento para os próximos anos; analisar os principais segmentos e posicionamentos de cafés especiais e identificar os principais canais de venda (varejo e foodservice) bem como as tendências que impactam este mercado; além de compreender o mercado de cafeterias no Brasil.

Dentre os dados mais relevantes da pesquisa – que contou com visitas in loco a cafeteiras e varejos em geral e entrevistas – está a informação de que o mercado de especiais movimentou no varejo, em 2016, R$ 1,7 bilhões e que, embora ainda represente 2,8% em volume do total de cafés (varejo e foodservice), vem ganhando espaço ano a ano. Em número de sacas, o consumo nacional corresponde a 489,6 mil sacas do grão especial. Entre 2012 e 2016 o crescimento médio anual foi de 20,6% no consumo (volume) de café especial.

Para Rodrigo Augusto de Godoi, consultor da Euromonitor, a “grande variedade, qualidade e a busca por sabores e regiões diferentes de origem têm influenciado positivamente o crescimento desse mercado”. A projeção da pesquisa é de que, até 2021, o consumo no Brasil chegue a 1,063 milhão de sacas de especiais.

Quem mais irá influenciar o crescimento do varejo ainda são as cápsulas, que aumentam dois dígitos anualmente. A grande preocupação ambiental com o produto terá resposta em versões de cápsulas retornáveis e biodegradáveis que, segundo dados, ajudarão na expansão desta categoria.

Até 2020 o varejo de café especiais dobrará de tamanho em vendas, passando a movimentar R$ 3,9 bilhões. Mas o volume ainda ficará com o grão que, segundo a pesquisa, terá ainda mais relevância em cafeterias e é hoje responsável por de 40% a 50% do volume de vendas. De acordo com os resultados apurados, o principal uso do grão é pelo coffee lover que deseja replicar todo o processo de preparo do café em casa, desde a moagem até a realização do café.

Perfil do consumidor de especial
A pesquisa conseguiu identificar dois grupos de consumidor neste mercado que hoje são mais perceptíveis e que continuam em crescimento.
O grupo intitulado de coffee lovers, que além de frequentarem cafeterias, fazem o café em casa, usando acessórios e cafés especiais adquiridos principalmente nos próprios estabelecimentos e internet. Eles compram o produto em grãos para replicar a experiência no lar e são geralmente mais jovens.

O segundo grupo é o que aprecia cafés de maior valor agregado, porém compra no varejo (geralmente em empórios com produtos diferenciados) e em cápsulas, devido à conveniência e preparação rápida. Em valor, segundo a pesquisa, os gastos são similares entre os dois grupos, sendo o segundo grupo o que paga mais pelo café, devido às cápsulas terem um preço mais alto por quilo.

Outro ponto relevante da pesquisa é em relação ao baixo conhecimento do consumidor ainda sobre as certificações. Como são pouco valorizadas na embalagem, a melhor comunicação poderia auxiliar na decisão da compra. Para Vanusia Nogueira, diretora-executiva da BSCA: “Uma maior difusão de certificações é necessária para educar o consumidor no longo prazo sobre o que significam, seus benefícios e a diferença entre elas”.

Em contrapartida, as regiões produtoras são hoje mais conhecidas do que as certificações. Porém, segundo dados apurados, também é necessário um trabalho efetivo para mostrar ao consumidor o selo da região e qual é o diferencial em ser uma Indicação Geográfica.

Cafeterias no Brasil
Desde que iniciamos a cobertura deste mercado de cafés especiais, o desafio sempre foi de identificar o número de cafeterias pelo Brasil. De acordo com as definições adotadas pela Euromonitor, que dividiu o perfil de estabelecimentos em três categorias: especialistas, não especialistas e outras cafeterias premium, o número total de cafeterias no país é de 13.095.

Destes mais de 13 mil estabelecimentos identificados: 66% são independentes e 34% são franquias. Na definição da Euromonitor no grupo de especializadas estão estabelecimentos (franquias ou não) que possuem o café como seu principal produto, as não especializadas são estabelecimentos (franquias ou não) que não possuem o café como seu principal produto, porém obtém parcela significativa do faturamento com ele e outras cafeterias premium que são as que não possuem um produto específico como principal, por exemplo, padarias.

Neste levantamento identificou-se que os grandes potenciais para o crescimento das cafeterias são em cursos, presença de métodos diferentes de preparo do café e variadas origens do café. Porém, com o crescimento da oferta de cafés especiais em grandes redes, as cafeterias devem focar na experiência como diferencial. A pesquisa destaca que os tipos de preparos, origem, conhecimento do café, barista profissional e microlotes podem trazer diferenciais para o estabelecimento, assim como próprios cursos e outros conteúdos.

Na metodologia da Euromonitor foram realizadas visitas, dentre elas na Semana Internacional do Café 2017, em Belo Horizonte, em outubro. Para Caio Alonso Fontes, diretor da Café Editora, “é de grande importância realizar esse levantamento do mercado de cafés especiais para entendermos o futuro e pensarmos em como apresentar melhor e com mais eficiência este conceito ao consumidor final”.

Dentre as indicações da pesquisa também há a preocupação com o uso da palavra especial como adjetivo e a falta de clareza do consumidor do que é o termo correto. Para a BSCA identifica-se então que um trabalho de educação do consumidor seria importante para regulamentar o uso. A certeza é de que os dados desta primeira pesquisa sobre o setor auxiliarão em muito quem trabalha neste mercado a entender os próximos passos.

TEXTO Por Mariana Proença, da Revista Espresso • FOTO Fotos Felipe Gombossy e Roberto Seba/Café Editora

Receitas

Spritzer

Ingredientes
– 50 ml de vermute Oscar 697 bianco
– 10 ml de amaro Angostura
– 120 ml de vinho espumante seco
– 1 lance de bitter de laranja
– Twist de laranja
– 1 gomo de limão-siciliano

Preparo
Com exceção do twist de laranja, coloque os demais ingredientes em um copo longo com cubos de gelo e mexa bem com uma colher longa. Decore com o twist para aromatizar o drinque.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Gui Gomes • RECEITA Márcio Silva, do Guilhotina

Barista

“Amo ver como as pessoas se apaixonam por café”

Lidiane Santos é um dos nomes fortes da cena cafeeira de Pernambuco e, depois de se tornar barista e professora, agora segue em novo espaço com os desafios da torra

No meio do caminho de Lidiane tinha um cappuccino. Ela já tinha começado seu percurso na cultura do café quando o cappuccino virou um latte e não a deixou tirar o certificado de barista do Centro de Preparação do Café, em São Paulo. Mas ela voltou no mês seguinte, porque desistir não estava nos planos.

“Meu cappuccino de novo não ficou perfeito. É fato que não tenho perfil de competidora, mas de barista e de conhecedora de café!”, conta ela que voltou para casa naquele junho de 2011 com o diploma na mão e a confiança que precisava para repassar seus conhecimentos.

O fato é que o nome de Lidiane Santos tem muito a ver com o desenvolvimento da cena cafeeira do Recife. Quando ela começou a se interessar por café, em 2009, não havia cursos ou muitas opções por lá. “Eu sou de Gravatá, que é uma cidade turística a 80 km do Recife e minha família tem por lá uma confeitaria. Muita gente entrava lá procurando por café e não tinha. Um dia eu dei um basta nisso e fui atrás de entender como ter um bom café. Meu desafio era que os moradores, não só os turistas, frequentassem o local para beber café e conhecessem mais sobre a bebida, não queria só apertar botões”, lembra.

Ela foi a São Paulo, fez um primeiro curso no Coffee Lab com a barista Regina Machado e na volta deu início à viagem cafeeira sem volta: cautelosa, alugou uma máquina automática primeiro. Viu que daria certo, comprou uma máquina e logo depois passou para uma profissional. Com o tempo e a administração da Arte Café Gravatá ela deixou o emprego de pedagoga em uma escola. Assinou a Espresso – sim, essas páginas fazem parte da história de Lidiane e agora ela faz parte da nossa história também – e começou a fazer todos os cursos possíveis, ir a todas as feiras e eventos que conseguia.

Visitou fazendas, foi convidada para dar treinamentos por representantes de fazendas e produtos e um dia já estava sendo procurada por uma universidade de gastronomia para dar aulas na disciplina de serviço de café e chás. “Mas quem era Lidiane? Eu não era ninguém, por isso fui atrás de me certificar.” Então foi reprovada por aquele famigerado cappuccino-latte no primeiro curso de certificação. Mas nada que uma segunda tentativa não resolvesse.

Nova torrefação pernambucana
No final das contas, a ideia de estudar café tirou Lidiane da sala de aula para colocá-la…na sala de aula. Trocou crianças por adultos. Seja na universidade ou no Kaffe, o espaço que Lidiane recém-inaugurou para vender equipamentos e utensílios, grãos e para fazer sua própria torra, além de degustações da bebida. Lá ela ensina e forma baristas, pessoas apaixonadas por café e quem tem interesse em aprender um pouco mais. Da universidade saem chefs mais entrosados com a bebida.

“Hoje o mercado do Recife já tem mais de 30 cafeterias autorais, mas ainda há muito espaço para quem quer trabalhar bem com o café. Acho que o barista tem responsabilidade com muita gente. Ele precisa ter amor, precisa ter informação, técnica e comprometimento para dar ao trabalho do produtor a melhor possibilidade de chegar à xícara de quem consome a bebida”, conta ela que hoje, além das aulas e dos cuidados com o espaço Kaffe, no Recife, que toca junto com o marido Eudes Santana, ainda volta aos finais de semana e feriados prolongados para ajudar na Arte Café de Gravatá, tocada pela sua família.

As metas de Lidiane agora são aperfeiçoar seu processo de torra e ter consistência em seus grãos. Para testar os cafés e para o dia a dia ela prefere uma extração na hario v60 que, segundo ela, é a que possibilita o melhor de um café. E quando quer se dar um carinho especial, prepara o café no seu xodó, a chemex. “Foi a primeira peça especial de café que comprei e tenho muito carinho por ela. A primeira a gente não vai esquecer, não é mesmo?”.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Cinthia Marcucci • FOTO Eudes Santana
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