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Retrospectiva Espresso: 5 temas mais comentados em 2014 e o momento de transformação do mercado cafeeiro
Cold Brew O mais recente tema abordado pelo Espresso trouxe uma tendência que deve ser vista nas principais cafeterias do país neste verão. O cold brew, como é conhecida a bebida extraída a frio, virou moda boa no país tropical. Na matéria de capa da Espresso 45 (setembro, outubro, novembro), cinco produtores nacionais da bebida foram apresentados. Eles falaram sobre o processo de produção do cold brew e mostraram que a bebida é versátil e pode dar um gosto novo nas mais diversas receitas. Temos recebido muitas notícias de novas marcas investindo neste produto, o que mostra como o mercado de café brasileiro está se reinventando para atender a sede crescente dos consumidores pelo grão.
Produtores e regiões Matas de Minas A história do paulistano Clayton Barrossa e sua família no Alto Caparaó, em Minas Gerais, e da região conhecida por abrigar o Parque Nacional do Caparaó, vem chamando a atenção de compradores de café pelo mundo. O trabalho, focado na qualidade dos grãos, que o produtor realiza no local foi premiado e reconhecido em 2014. Na edição 44 da Espresso (junho, julho, agosto 2014), Clayton recebeu a equipe da revista na propriedade para falar de sua trajetória e o trabalho na Fazenda Ninho da Água. Com certeza, trata-se de um produtor – e de uma região – para continuar de olho em 2015.
Cerrado No Cerrado Mineiro, o trabalho incessante do produtor Eduardo Pinheiro Campos vem rendendo prêmios e cada vez mais fãs aos cafés da Fazenda Dona Nenem, mostrada na Espresso 45 (setembro, outubro, novembro). O empresário conta com o profissionalismo do degustador e coordenador administrativo Renato Souza, responsável, ao lado de sua equipe, por processos inovadores na Fazenda, que chamam a atenção de clientes internacionais como cafés fermentados com capim-cidreira e a busca pela produção de qualidade e o trabalho de preservação.
Piatã São de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), os cinco primeiros vencedores do 15º Cup of Excellence – Early Harvest Brasil 2014. O concurso mostrou, ainda, que os cafés cerejas descascados e/ou despolpados (via úmida), produzidos por 21 produtores tiveram notas superiores a 85 pontos (escala de 0 a 100). O grande campeão foi o lote do cafeicultor Cândido Vladimir Ladeia Rosa, da Chácara Ouro Verde, em Piatã (BA), na Chapada Diamantina, com 94,05 pontos. A região, indicada na última Espresso, edição 46 (dezembro, janeiro, fevereiro 2014/2015), vem despontando em concursos de qualidade e chamando a atenção de grandes torrefações e apreciadores de café de todo o mundo.
Baristas pelo mundo Jovens brasileiros do mercado de café buscam, cada vez mais, uma experiência internacional e reconhecimento na profissão fora de casa. Em conversa com a Espresso, na edição 44 (junho, julho, agosto 2014), baristas brasileiros estão fazendo sucesso em cafeterias da Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Irlanda, França, Inglaterra e Barcelona. São profissionais que, com a experiência em mercados distintos, crescem no mercado e inspiram novos baristas.
Slow Coffee A ideia do café sem pressa e com excelência pegou de vez no Brasil – e que bom!. Cada vez mais cafeterias vêm sendo abertas, focadas neste conceito que privilegia conforto, microlotes comprados diretamente, diversidade de preparos e baristas profissionais. O tema foi abordado na matéria de capa da Espresso 43 (março, abril, maio 2014), que apresentou o Slow Coffee e a filosofia que defende o alimento saudável e de qualidade, a preocupação com a sobrevivência dos pequenos produtores e a retomada de uma cultura de comer que respeite os alimentos também em sua preparação. Conceitos, métodos e técnicas foram apresentados e influenciaram os novos negócios em café.
Ícone do café Revolucionária, sem meias palavras e cheia de atitude, a barista e mestre de torras Isabela Raposeiras é um ícone no mercado nacional e internacional de café. Na edição 42 da revista (dezembro,janeiro,fevereiro 2013/2014), a proprietária do Coffee Lab, em São Paulo (SP), falou com a Espresso sobre o sua trajetória, as lembranças de infância e o mercado cafeeiro. Empenhada em aumentar cada vez mais seus conhecimentos sobre o grão e quem o produz, a profissional tem influenciado baristas, donos de cafeterias e consumidores em todo País. 


Ao longo de todo ano de 2014, a equipe da Espresso recebeu dezenas de cafés, que foram devidamente provados e ilustraram as seções “A Espresso Degustou” e “Degustação” nos mais variados temas. Foram muitos os grãos que surpreenderam a redação e trouxeram novas sensações ao paladar. Selecionamos aqui 12 cafés, entre os degustados especificamente para essas seções, que chamaram a atenção e merecem destaque. Certamente, as várias regiões brasileiras e internacionais e as milhares de fazendas dedicadas aos grãos de qualidade ao redor do mundo foram responsáveis por produções excepcionais. Mas apenas estão contemplados na lista abaixo, os melhores cafés que a redação teve a oportunidade de provar em conjunto, para as avaliações publicadas nas seções da revista, em edições de 2014. Dito isso, vamos aos 12 melhores cafés que a Espresso degustou.
Café 35 – Bourbon amarelo Produzido por — Região Bueno, Sul de Minas Espécie arábica Variedade bourbon amarelo Processamento — Torra média/clara Preparo degustado Hario V60 Aroma nozes, cacau, doce intenso Sabor frutado, doce, amendoim, marzipã, macadâmia Acidez cítrica, média/alta Corpo médio Finalização nozes, persiste o cítrico A redação achou limpo, bom, agregador, agradável
Coffee Lab – Fazenda Braúna Produzido por Fazenda Braúna Região Araponga, Matas de Minas Espécie arábica Variedade catuaí vermelho Processamento natural Torra média/clara Preparo degustado aeropress Aroma doçura intensa e bastante complexidade, com um rico tutti-frutti que incluiu morango, notas cítricas, geleia, toques de avelã, mel, cereal e defumado Sabor seu doce intenso também se destacou na boca, com notas de morango e cacau e toque amendoado Acidez marcante, alta e cítrica Corpo alto Finalização agradável e bastante fresca, mas pouco persistente A redação achou café excelente, do qual tomaríamos litros
Don Pachi Estate Geisha Natural Produzido por Don Pachi Estate Região Boquete, Chiriquí, a oeste do Panamá Espécie arábica Variedade geisha Processamento natural Torra média Preparo degustado Hario V60, Chemex e aeropress Aroma capim santo, frutas amarelas como carambola e muito doce Sabor delicado de cana-de-açúcar, mel e pitanga Acidez média Corpo médio Finalização limpa, doce e agradável A redação achou um mergulho em novas sensações
Genot Cafés Especiais – Fazenda Serra Negra Produzido por Fazenda Serra Negra Região Patrocínio (MG) Espécie arábica Variedade mundo novo Processamento cereja descascado Torra média Preparo degustado french press Aroma ervas e hibiscos Sabor adocicado, remete a cerejas Acidez média Corpo médio Finalização leve acidez A redação achou agradável, limpo e trouxe ótimas sensações ao paladar
Lucca Cafés Especiais – Reserva Especial Cerrado Mineiro Produzido por Fazenda Chapadão de Ferro Região Cerrado Mineiro Espécie arábica Variedade catuaí 162 Processamento natural Torra média Preparo degustado aeropress Aroma doce intenso, notas frutadas, lembrando fruta do conde Sabor doçura intensa e marcante, notas frutadas cítricas e amendoadas Acidez alta, que desenvolve frescor mentolado Corpo médio Finalização agradável e fresca, com certa brevidade e leve adstringência A redação achou marcado pela acidez
Moka Clube – Sítio Santa Maria Produzido por Sítio Santa Maria Região Cristais Paulista, Alta Mogiana (SP) Espécie arábica Variedade mundo novo Processamento natural Torra média Preparo degustado Hario V60 Aroma caramelo, frutado Sabor laranja, frutas cítricas, adocicado Acidez média Corpo médio Finalização leve, saborosa A redação achou um café excelente
Nuance Cafés Especiais – Lote S106 Sombreado Produzido por Fazenda Paraíso da Nascente Região Paracatu, Cerrado Mineiro Espécie arábica Variedade catuaí vermelho 144 Processamento natural Torra média Preparo degustado aeropress Aroma exótico, com toque picante e de especiarias, boa doçura e notas frutadas de maracujá Sabor café com personalidade e boa presença na boca, muito doce Acidez alta Corpo alto, macio Finalização leve amargor, mas com boa persistência A redação achou um café ótimo, bastante equilibrado, que surpreendeu
O Giramundo Café – Fazendas Jatobá e Santa Terezinha Produzido por Fazenda Jatobá e Fazenda Santa Terezinha Região Cerrado Mineiro e Sul de Minas Espécie arábica Variedade topázio amarelo e bourbon vermelho Torra média Preparo degustado french press Aroma frutado, doce, que lembra guaraná e frutas vermelhas Sabor adocicado Acidez média e láctea Corpo médio Finalização limpa, agradável A redação achou um café ótimo, bastante equilibrado, surpreendente
Slate Coffee Roasters – Aricha Produzido por pequenos agricultores da Etiópia Região Aricha, Yirgacheffe, Etiópia Espécie arábica Variedade heirloom (variedade crioula) Processamento natural Torra média Preparo degustado Hario V60 Aroma doce, floral, jasmim, mate, frutas cítricas Sabor doce, frutas cítricas, manteiga Acidez média/clara Corpo encorpado, aveludado Finalização limpa, agradável A redação achou café delicioso, bastante frutado, muito agradável, boa acidez
Trentino Cafés Especiais – Fazenda Ninho da Águia Produzido por Fazenda Ninho da Águia Região Alto do Caparaó, Matas de Minas Espécie arábica Variedade catuaí vermelho Processamento natural Torra clara, uniforme Preparo degustado french press Aroma adocicado, frutado Sabor doce, cítrico, caramelado Acidez média Corpo alto e macio Finalização refrescante e adocicada A redação achou surpreendente pelo sabor e pela qualidade da torra
Wolff Lote Ametista – I Produzido por Fazenda Portal da Serra Região Ibiraci, Sul de Minas Espécie arábica Variedade catuaí vermelho Processamento natural Torra média Preparo degustado aeropress Aroma doce intenso, fresco, com notas frutadas e florais de rosas Sabor limpo, doce intenso, traz um frescor de ervas Acidez cítrica, presente e delicada, mas persistente até o fim Corpo aveludado Finalização bastante agradável, com acidez doce e persistente e leve amargor A redação achou muito bom, com ótima presença na boca e no nariz *Os cafés estão listados por ordem alfabética









A Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo – Safra 2014 foi lançada nesta semana em São Paulo e traz 13 marcas elaboradas com grãos gourmet, vencedores do 12º Concurso Estadual de Qualidade de São Paulo, realizado em outubro, adquiridos no início de novembro, durante disputado leilão por indústrias e cafeterias. Café Baronesa, Café Gran Reserva, 3Corações, Espresso Brasil, Il Barista, Café Toledo, Café Excelsior, San Babila, Café Suplicy, Café Morro Grande, Café Caiçara, Café Rodeio e Santo Grão são as empresas que compraram os melhores lotes e que agora disponibilizam os grãos ao mercado. Todos os cafés podem ser adquiridos em supermercados, empórios e no site das empresas participantes. Durante o evento de lançamento, foi feita também a premiação das empresas campeãs do leilão. Na categoria Ouro, a empresa vencedora foi a Café Gran Reserva, da Coopinhal, que ofereceu o maior valor de aquisição por saca, para um mínimo de 4 sacas adquiridas de cafés Naturais ou Cereja Descascado. A empresa ofereceu R$ 2.777,77 por saca do café natural, produzido por Carlos Alberto Galhardo, do Sítio Ravello, em Espírito Santo do Pinhal. Nas 6 sacas que a empresa adquiriu, a média atingiu R$ 2.278,00/saca. Na categoria Diamante, a empresa campeã foi a StarSantos Trading, pelo maior investimento feito: R$ 17.950,00 na compra de 10 sacas premiadas. Esses cafés serão exportados pela China, conforme explicou Cynthia Chen, representante da empresa, ao receber o certificado da secretária Monika Bergamaschi, presente no evento. Já na categoria Especial, concedido à empresa que oferece o maior valor por saca para aquisição de um microlote, a empresa campeã foi a cafeteria Santo Grão, que pagou R$ 1.500,00/saca, no microlote de 2 sacas do produtor Nilson Mengali, no Sítio Pirapitinga, em Divinolândia. A secretária Monika Bergamaschi entregou a Vanessa Mills o certificado de premiação do Santo Grão. O produtor campeão desta edição do concurso, Arnaldo Alves Vieira, da Fazenda Baoba, de São Sebastião da Grama, conseguiu ofertas compradoras para suas 8 sacas, obtendo um total de R$ 18.694,44, com media de R$ 2.336,75 por saca. “Este é um valor 400% maior que o de uma saca de café no mercado”, disse Nathan Herszkowicz, presidente da Câmara Setorial do Café de São Paulo, durante o evento.



Neste ano, a 










