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Cafés que inspiram viagens…
Nada tão complementar como café e viagem: o café nos dá a energia necessária para caminhar pela cidade, explorar o destino e ficar alerta para novas experiências, e durante as viagens, nada melhor do que parar num café para relaxar, tomar um cafezinho e até checar e-mails/Facebook/Instagram (abençoadas sejam as cafeterias com Wi-Fi gratuito no exterior)!
Embora sempre falemos sobre as cafeterias independentes, descoladas e cheias de modernidades, pensei hoje em abordar aqueles cafés clássicos, lendários até, que resistem com toda a pompa e circunstância pela Europa e América do Sul. São espaços lindos, rebuscados, fundados nos idos do século 19 ou mesmo antes, ricamente adornados, onde o café nem é tão protagonista. São lugares que nos fazem sonhar com outra época, quando era comum sentar-se ao lado de grandes intelectuais, escritores, filósofos e artistas que ali passavam as tardes discutindo temas relevantes como a política e a sociedade.
Estes cafés são tão marcantes que inspiram viagens. Alguns são paradas recomendadas por guias e agentes de turismo, muitos viraram ponto turístico, tamanha a fama e importância para a história da cidade/país onde se encontram. Abaixo alguns destes cafés históricos, que vão deixar você com vontade de fazer as malas!

Café Florian – Veneza
Patrimônio de Veneza e destaque da Piazza San Marco desde 29 de dezembro de 1720! O Café Florian é praticamente um museu vivo, seu interior pouco alterado ao longo dos séculos permanece uma referência de elegância e beleza, com muitos espelhos, afrescos e obras de arte. Conhecido por oferecer música clássica ao vivo de qualidade para seus clientes é parada imprescindível para quem visita a cidade. Curiosidade: o Florian é considerado o café mais antigo da Europa, sendo que era o único a permitir a entrada de mulheres no século XVIII. Reza a lenda que era por isso que Casanova o frequentava (ele que era considerado libertino e conquistador pelos padrões da época).
Café Central – Viena
Considerado um marco histórico de Viena, o Café Central foi aberto em 1876. Tem uma decoração impressionante, com pilastras de mármore, tetos abobadados e muitos candelabros. Era ponto de encontro de grandes intelectuais e políticos, como Sigmund Freud e Leon Trotsky. Diz a lenda que foi ali que o último planejou a Revolução Russa. A casa serve deliciosas tortas, strudels e outros produtos de pâtisserie, um mais gostoso que o outro!
Café A Brasileira – Lisboa
Aberto em 1905 na rua Garret, no coração da Baixa/Chiado, o lendário Café A Brasileira tem decoração lindíssima, marcada por móveis de madeira escura, piso com azulejo hidráulico e lindos lustres que pendem do teto trabalhado. Era ponto de encontro de notáveis intelectuais e artistas portugueses. A fachada do prédio é outro lindo destaque, não deixe de admirá-la em passagem por ali. Curiosidade: no início era uma venda de café genuinamente brasileiro e de outros produtos típicos como goiabada e tapioca!
Café de la Paix – Paris
Verdadeira instituição parisiense, o Café de la Paix foi inaugurado em 5 de maio de 1862 na Place de l’Opéra, onde segue até hoje. Com interior suntuoso, com afrescos e um charmoso terraço ao ar livre, já teve Oscar Wilde como “habitué” e muitas passagens interessantes como nos anos 50, quando Marlene Dietrich atraía tanta gente para o Café, que os garçons tinham que fazer caminhos alternativos para circular entre o salão e a cozinha!
Vamos viajar?
Maria Fernanda Brando é hoteleira, apaixonada por viagens, livros e café, e fundadora da TravelBox, empresa de consultoria para viagens e roteiros personalizados. Com mais de 25 países carimbados no passaporte, elabora roteiros independentes e criativos para destinos ao redor do mundo. Para falar com a colunista: contato@travelbox.com.br / (11) 99738-8089 / Facebook: travelboxviagens


Pronto! Agora que temos espresso no espaço já podemos cogitar morar por lá. Brincadeiras a parte, o mundo do café e os astronautas, claro, comemoraram a chegada da ISSpresso na Estação Espacial Internacional. A máquina, desenvolvida pela Lavazza em parceria com a empresa Argotec, levou a autêntica bebida para o espaço. Sorte da capitã da Força Aérea italiana Samantha Cristoforetti, que no último dia 3 de maio, pôde matar a saudade de Milão, onde nasceu, e preparar um café em uma engenhosa xícara, desenvolvida especialmente para a missão. A xícara, que a princípio parece um objeto simples para que a austronauta possa saborear seu espresso, é um grande passo para estudos que vão muito além. Com o trabalho, os cientistas buscam compreender mais sobre a física de fluidos no espaço, segundo Roberto Battiston, presidente da agência espacial italiana, em entrevista ao jornal The New York Times. “Até domingo, nós não sabíamos exatamente como fluidos quentes reagiam sob alta pressão. Agora nós sabemos”, disse ele ao jornal. A “xícara de café espacial” foi desenvolvida pela empresa IRPI e é uma evolução que dá a oportunidade do austronauta experienciar uma xícara de café, mais ou menos como fariam em casa, enquanto em gravidade zero, ao contrário do saco com um pequeno canudo antes utilizado para beber líquidos no espaço. Se tirar um bom espresso na terra já é complicado, imagina no espaço? A microgravidade torna a tarefa ainda mais difícil. A xícara não é aberta – ou o líquido flutuaria – e o líquido chega à boca por capilaridade, “quase como o papel toalha absorve água”, explica o cientista ao NYT.
Agora, por meio de uma campanha no site Kickstarter, os desenvolvedores da xícara querem trazer o modelo para uso em terra firme. A xícara utilizada no espaço é feita em plástico, em uma impressora 3D, já o produto planejado para ser comercializado entre nós terráqueos deve ganhar versão em vidro. 


Os amigos Mark Smesrud e Madison Chandler tinham um sonho: melhorar a comunidade de Denver, no Colorado (EUA), onde vivem, por meio do café. A ideia era contribuir de maneira positiva com os jovens moradores de rua locais, oferecendo uma oportunidade para mudar de vida, ter uma profissão e deixar as ruas. Assim nasceu a Purple Door Coffee. A cafeteria, aberta desde 2013, disponibiliza cursos gratuitos de administração de um estabelecimento, além de atendimento e habilidades do profissional barista, com o intuito de promover a inclusão no mercado de trabalho desses jovens. O projeto, que conta diretamente com o apoio da Dry Bones Denver – organização sem fins lucrativos que promove atividades relacionadas à nutrição e entretenimento para jovens de baixa renda -, busca contratar e empregar adolescentes e jovens adultos que queiram deixar a vida nas ruas para trás. O programa tem duração de 1 ano e é composto por aulas práticas e teóricas, além de atendimento psicológico aos participantes. Os funcionários devem exercer o trabalho regular de barista, além de cumprir com a responsabilidade de assistir duas aulas por semana. Uma das reuniões é chamada de “aula do currículo”, onde os jovens aprendem sobre higiene pessoal, orçamento e habilidades de entrevista. Já no encontro pessoal, os participantes se reúnem com uma treinadora, que promove a discussão de metas e como trabalhar as emoções pessoais. 
O estabelecimento é mantido por meio de doações e lucros obtidos com as vendas da cafeteria, que conta, atualmente, com a ajuda de três funcionários. O programa já contribuiu com a contratação de oito pessoas e a formação de outras quatro desde que se iniciou. 
Assista o vídeo sobre o projeto (em inglês)
O Octavio Café acaba de lançar a sua linha de cafés em cápsula. A coleção leva o nome de Preciosidades e está disponível em cinco diferentes versões: Topázio Imperial, Rubi, Ametista, Esmeralda e Safira. Cada tipo traz um perfil de torra distinto, com intensidades de sabor diferentes, para agradar paladares diversos. “A demanda de nossos clientes, a facilidade de preparo e o crescimento deste mercado motivaram o lançamento”, afirma Edgard Bressani, CEO do Octavio. O grão utilizado para o Topázio Imperial foi o Bourbon amarelo. Degustado por nossa equipe no dia de lançamento, esse café se mostrou saboroso, doce, com acidez equilibrada e muito frescor. Já para na caixa do Rubi está a variedade catuaí amarelo. O tipo Ametista traz a variedade catuaí vermelho. Já a versão Esmeralda apresenta grãos da variedade catucaí vermelho. E, por fim, a versão Safira foi elaborada com o icatú amarelo. Todos os cafés são das fazendas da marca, localizadas em Pedregulho (SP), na região da Alta Mogiana. As cápsulas são embaladas individualmente, em sistema “flow pack” que, de acordo com Edgard, preserva por mais tempo a qualidade do café encapsulado. Cada caixa conta com 10 cápsulas. Há a opção, ainda, da caixa “Selection” que vem com 10 unidades, mas com 2 sabores de cada um dos cafés oferecidos na linha. “Este é o nosso primeiro lançamento, mas vamos ter mais ao longo do ano, com edições especiais”, conta Edgard.
A princípio as cápsulas podem ser adquiridas em supermercados e empórios de São Paulo, além do Octavio Café. A ideia é expandir a comercialização para o mercado do Nordeste e do Sul. Todas as cápsulas são compatíveis com as máquinas Nespresso. A marca planeja, ainda, o lançamento de um clube de café para os próximos meses.
Mais informações:
Regiões produtoras da Bahia foram destaque durante a 11ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil. Os cafés lançados por diferentes marcas são feitos com os grãos vencedores do 11º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café – Safra 2014, cujo campeão geral e da categoria Cereja Descascado é do município de Piatã e o vencedor da Categoria Microlote vem de Barra do Choça, ambos localizados na Bahia. O evento da última quinta-feira (30/4) marca a chegada ao mercado dos Cafés Premiados do Brasil, selecionados em concurso da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e adquiridos em leilão por torrefações e cafeterias. A iniciativa que reúne cafeicultores e indústrias, resultando nos lotes vencedores industrializados em embalagens de 250 gramas, que chegam a supermercados, lojas gourmet e cafeterias, em edição limitada e identificada com selo numérico. Durante o encontro, o produtor Cândido Rosa, de Piatã (BA) representou o campeão Antônio Rigno, sendo homenageado com certificado. Segundo Cândido, a vitória no concurso abriu as portas do mercado especializado para o município baiano. “Os produtores de Piatã, mesmo aqueles que não participaram de concursos ainda, já são vistos com outros olhos. Conseguem melhores preços quando dizem onde produzem”, revela. (Leia entrevista completa com os cafeicultores que também venceram o Cup of Excellence, em 2014). Ainda, segundo Nathan Herszkowicz, o diretor executivo da Abic, o destaque em meio à produção de cafés especiais se deve a somatória de alguns fatores. “O trabalho de técnicos e entidades apoiando o trabalho dos produtores é muito importante. Hoje, a diferenciação dos cafés de alto nível está muito ligada a origem, as regiões produtoras”, pontuou. O lote de Rigno, de seis sacas, teve duas delas adquiridas pelas empresas Grupo 2 Irmãos (Café Ghini) e Sobesa Indústria de Alimentos (Café Sobesa), que formaram o Consórcio Qualidade Brasil e pagaram R$ 5.000,00 cada saca, cerca de dez vezes acima da cotação do mercado. Esse foi o maior valor de aquisição pago por saca, o que rendeu para as empresas o título de Campeãs da Categoria Ouro. As outras quatro sacas do lote de Antônio Rigno foram arrematadas pela cafeteria Santo Grão, de São Paulo, por R$ 3.980 cada, totalizando R$ 15.920,00. Foi o maior investimento feito em qualidade, o que garantiu para a rede Santo Grão o título de Campeã na Categoria Diamante. Já o microlote campeão do concurso nesta categoria, de apenas duas sacas, com o café produzido por Eufrásio Souza Lima, em Barra do Choça, também na Bahia, foi arrematado pela cafeteria Armazém do Café, do Rio de Janeiro, que pagou R$ 2.500,00 por saca. Esse foi o maior lance por saca na categoria Microlote, o que rendeu à rede Armazém do Café o título de Campeã da Categoria Especial. Outro destaque nesta edição foi a participação da exportadora Starsantos que, no leilão, arrematou o lote do produtor José Clóvis Borges, de Divinolândia, São Paulo, campeão na Categoria Café Natural, e o lote de Café Natural de Greciano Lacerda Moura, de Espera Feliz, Minas Gerais. A empresa pagou R$ 1.350,00 cada saca do lote paulista (total R$ 8.100,00) e R$ 1.300,00 pelo café mineiro (R$ 7.800,00). Todos esses cafés foram exportados para a China. Confira os cafés desta 11ª Edição Especial: Categoria Cereja Descascado Café Ghini, Café Sobesa, Cafeteria Santo Grão – marcas elaboradas com o café produzido por Antônio Rigno de Oliveira na Fazenda São Judas Tadeu, em Piatã, Bahia. Características sensoriais: bebida aromática e equilibrado, com notas doces, frutas e chocolate, com leve nota de pêssego, acidez frutada e corpo aveludado. Café Baronesa e Café Supremo Arábica – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Antônio Alves Vieira na Fazenda Baobá, em São Sebastião da Grama, São Paulo. Características sensoriais: bebida com fragrância frutada, com nota doce e frutada, com fundo achocolatado e caramelo, acidez média, encorpado. Café Ghini, Café Caiçara e Café Odebrecht – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Marcos Lavoratto Novak, no Sítio Boa Esperança, em Ibaiti, Paraná. Características sensoriais: bebida com fragrância levemente frutada e com notas de caramelo, equilibrado. Categoria Cafés Naturais Café Ghini, Il Barista e Café Odebrecht – marcas elaboradas com os grãos produzidos por José Eduardo Correa Ferraz na Chácara Campina Verde, em Ribeirão Claro, Paraná. Características sensoriais: bebida com notas de caramelo a caramelo torrado, achocolatado, cereal, amêndoas e cítrico. Notas de banana-passa, com acidez média e encorpado. Café do Chef – marca elaborada com os grãos produzidos por Charles Souza Matos na Fazenda Gameleira 2, em Piatã, na Bahia. Características sensoriais: bebida com notas de especiarias, chocolate com acidez média alta, encorpado e residual sedoso. Categoria Microlote Armazém do Café – marca elaborada com o café produzido por Eufrásio Souza Lima, no sítio Boa Vista, em Barra do Choça, Bahia. Características sensoriais: bebida com notas amadeiradas, floral e amanteigado, com acidez frutada e sedosa, residual amendoado, doce e equilibrado. Café Ghini e Duetto Café – marcas elaboradas com os grãos produzidos por Adriano de Moura Bueno, no Sítio Ribeirão dos Pires, em Ibaiti, Paraná. Características sensoriais: bebida com notas de chocolate, avelã, amanteigado e nozes, com retrogosto de notas amadeiradas e notas abacaxi de fundo, acidez média, encorpado. O material jornalístico foi produzido e publicado pelo site Café Point, parceira do Revista Espresso.
A Nespresso começou a comercializar no Brasil a linha de chocolates da marca. Os chocolates são produzidos na Suíça e já são vendidos nos Estados Unidos e alguns países da Europa. Desenvolvidos exclusivamente para a harmonização com os cafés Nespresso, os chocolates estão disponíveis nas versões ao leite e amargo. O lançamento pode ser encontrado nas lojas da rede e custam R$ 39 (caixas com 40 unidades). Mais informações: 


A final da 6° edição do campeonato Xícara de Ouro, organizado pela Shell Select, em parceria com a Vitale Café, Ideal Work e Italian Coffee, aconteceu nesta última quarta-feira (29/4), no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo, para eleger o barista campeão nacional da rede de lojas de conveniência dos postos Shell. O evento, que tem como objetivo promover os baristas da rede e estimular bons preparos de café, foi palco para a disputa das finalistas Antonia Fagna, de São Paulo (SP), e Andrea Santana, representando a cidade de Recife (PE) e eleita a campeã do torneio. As baristas foram avaliadas pela preparação de espresso longo, macchiato, cappuccino e mocha, além da bebida especial de assinatura, no tempo limite de 10 e 5 minutos, respectivamente. 



