Café & Preparos

Pesquisa realizada pela Melitta destaca mudanças de hábitos dos consumidores de café

Uma pesquisa recente, feita com consumidores de café dos EUA e encomendada pela Melitta, descobriu um aumento no consumo de café preparado em casa, juntamente com um desejo entre os apreciadores de melhorar suas habilidades de preparo da bebida.

Conduzido pela empresa de pesquisa de mercado independente Dynata, em nome da empresa de filtros e equipamentos para café, os resultados da pesquisa sugerem que pode haver oportunidades abundantes para torrefadores e fabricantes de equipamentos, já que os hábitos de consumo mudaram durante a pandemia de Covid-19.

De muitas maneiras, o estudo da Melitta vê o outro lado de uma moeda que mostra a diminuição do tráfego e das vendas em estabelecimentos varejistas, conforme exemplificado no relatório de maio da Square e da Associação de Cafés Especiais.

Entre os 515 adultos que bebiam café entrevistados no estudo da Melitta, notáveis ​​45% disseram que estavam usando um novo método de preparo em casa em comparação com 2019. Liderando esses métodos estavam os fabricantes de cápsulas de dose única (22%) e cafeteiras automáticas (20%).

Embora esses métodos enfatizem um desejo estadunidense duradouro por conveniência acima de tudo, quase metade dos entrevistados (46%) indicou o desejo de melhorar suas habilidades de preparo da bebida em casa. Quanto à origem desses cafés, 21% dos entrevistados disseram que estavam comprando mais café on-line em comparação com o ano passado.

Enquanto a maioria dos entrevistados disse que o café é uma parte importante de sua rotina de trabalho quando estão fora de casa, 54% dos trabalhadores disseram que leia mais…

TEXTO As informações são do Daily Coffee News / Tradução Juliana Santin • FOTO Andreas Palmer / Nathalia Segato

Café & Preparos

Conheça a história e os processos do café solúvel

No ano de 1972 foi criada a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), com o intuito de representar institucionalmente a indústria do café solúvel brasileiro. Hoje ela conta com cinco indústrias associadas entre as sete em operação no País: Cacique, Café Iguaçu, Cocam, Realcafé e Café Campinho. Nossa equipe teve a oportunidade de visitar a fábrica da Cocam, situada em Catanduva (SP), para entender melhor sobre o processo por que o café passa até chegar a solúvel.

O Brasil é líder na exportação de café solúvel desde os anos 1960 e a Abics busca expandir o mercado com melhorias de qualidade, sustentabilidade e inovação tecnológica. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontam a exportação pelo País de 34 milhões de sacas de café, de janeiro a outubro, considerando-se a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. Esse volume é 22,8% superior ao mesmo período de 2018.

A receita cambial gerada pelos embarques em outubro deste ano, quando foram exportados 3,4 milhões, foi de US$ 441,1 milhões, decréscimo de 14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o preço médio foi de US$ 128,9/saca de café, 1,8% inferior a outubro de 2018.

O café solúvel representou 9,4% das exportações, com 321 mil sacas exportadas. De janeiro a outubro de 2019, a exportação do café solúvel aumentou 9,4% (3,3 milhões de sacas).

Mas quando ele surgiu?

Segundo a Abics, o café solúvel nasceu em 1901, quando um químico japonês, Satori Kako, radicado em Chicago (EUA), criou um pó instantâneo e o vendeu durante a Exposição PanAmericana de Nova York. Anos depois, esse produto foi adaptado por um químico americano, que criou o solúvel refinado, possível de ser comercializado em maior escala.

Com a crise mundial de 1930, o Brasil estava com excesso de café e era preciso dar vazão aos grãos, quando então se pensou em uma maneira de transformar o café estocado em “cubos” que mantivessem a qualidade da bebida por um longo período. A demanda foi para empresas suíças, que passaram a estudar as possibilidades.

Em 1937, o químico Max Morgenthaler, da Nestlé, desenvolveu uma solução que podia ser dissolvida na água e que mantinha características similares às do café fresco. A Nestlé então financiou leia mais…

TEXTO Natália Camoleze • FOTO Felipe Gombossy

Café & Preparos

Guia de Cafés #3: dicas do que estamos tomando

Muitos leitores nos perguntam quais cafés indicamos. Resolvemos indicar os grãos especiais neste Guia de Cafés que ora é semanal, ora é mensal, depende da safra de recebidos e também da época do ano. A proposta é que possamos “assinar embaixo” de produtos com rastreabilidade e qualidade.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa devido à pandemia de Coronavírus. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! A colheita de café no Brasil começou no mês de maio e segue nas mais de 30 regiões produtoras, tanto de cafés arábicas quanto canéforas. Este ano promete!

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são:

Café e Cold Bixo – Cold Brew Vira-lata Caramelo

Produzido por: Café e Cold Bixo
Café extraído a frio. Tome puro ou com gelo
Sensorial: encorpado, intenso, baixa acidez e doce
Compre: www.cafeecoldbixo.com.br
Preço: R$ 13 (200 ml)

Café e Cold Bixo – Geleia de Maracujá

Produzido por: Sítio Floresta
Produtora: Maria Francisca Nogueira
Região: Sul de Minas
Espécie: arábica
Variedade: catuaí vermelho
Processo: natural
Torrado por: Café e Cold Bixo
Sensorial do café: maracujá, melaço e com acidez média
Compre: www.cafeecoldbixo.com.br
Preço: R$ 35 (250 gramas) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Café & Preparos

Você conhece os diferentes tipos de moagem para café?

Cada método de preparo precisa de uma moagem uniforme dos grãos para que se possa aproveitar melhor a bebida. Relacionamos, a seguir, cada tipo de moagem a itens culinários cuja textura possa servir de referência do resultado da moagem do grão. Mas nada como testar o café e o método com diferentes granulometrias, de acordo com seu gosto!

Grossa

O pó fica parecido com sal grosso ou Ovomaltine. Pode ser usada na french press e na cafeteira italiana.

Média

Lembra o açúcar cristal ou areia, e é ideal para preparar café na hario v60, clever, chemex e globinho.

Fina

A referência é o açúcar refinado ou sal refinado. A dica é usá-la nas cafeteiras com filtro. Os métodos mais comuns são espresso, Melitta ou aeropress (que podem variar bem a granulometria).

Extrafina

É tão fina que parece talco ou farinha de trigo. Tanto que os moedores de café mais simples não conseguem moer os grãos desse jeito. É utilizada para o preparo no método rakuaa (turco ou árabe) – alguns o leia mais…

TEXTO Mariana Proença e Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Café & Preparos

SCA anuncia cancelamento da World of Coffee 2020

Devido às preocupações com a saúde e segurança dos visitantes, expositores e parceiros, decorrente da pandemia de Covid-19, a Specialty Coffee Association (SCA) anunciou, nesta quarta-feira (2), o cancelamento da World of Coffee que seria realizada em Varsóvia, na Polônia, entre os dias 15 a 17 de outubro.

Segundo a organização, a feira acontecerá em 2021, na cidade de Atenas, na Grécia, e voltará a Varsóvia em junho de 2022. “Nosso setor está demonstrando resiliência e determinação. Juntos, enfrentaremos essa tempestade e nos sentiremos muito mais fortes quando nos encontrarmos pessoalmente”, escreveu Yannis Apostolopoulos, diretor executivo da SCA, em comunicado.

O evento já havia tido sua data de realização alterada pelo mesmo motivo. Em julho deste ano, a SCA também anunciou o cancelamento dos Campeonatos Mundiais de Café, que estavam marcados para acontecer na World of Coffee, em Varsóvia, e na Melbourne International Coffee Expo (MICE), na Austrália, que foi reprogramada para setembro de 2021.

Mais informações: sca.coffee

TEXTO Redação

Café & Preparos

Sob pressão: saiba como preparar seu café utilizando a Aeropress

Inventada nos Estados Unidos em 2005, pelo fabricante de brinquedos Alan Adler, a Aeropress possui 29 cm e pesa cerca de 500 gramas. É composta por sete peças: base, porta-filtro, êmbolo, funil, armazenador de filtro extra, dosador e mexedor. O filtro costuma ser o descartável de papel, circular e plano, mas existe também uma versão de metal, chamada de “able”.

O método permite que o café seja feito de dois jeitos: invertido e tradicional. O modo invertido impede que o café comece a passar antes da extração, pois a infusão acontece na parte de cima, quando são misturados a água e o pó. Depois de rosqueado o porta-filtro, vire a Aeropress de cabeça para baixo sobre o recipiente e desça o êmbolo. Já no modo tradicional, encaixe o porta-filtro e posicione-o em cima de um recipiente. Coloque o pó, a água e mexa. Encaixe o êmbolo e faça pressão para que ocorra a extração. A extração mais lenta proporciona uma bebida mais equilibrada.

Informações adicionais!

Moagem: média
Filtro: papel ou metal
Dica de preparo: 12 g de café + 200 ml de água + 30 segundos de pré-infusão + 1 minuto de infusão

 

TEXTO Redação • PRODUÇÃO Revista Espresso

Café & Preparos

Como anda o seu consumo de café?

Desde o início da quarentena, por conta da Covid-19 (coronavírus), muito foi especulado sobre como os brasileiros passaram a consumir café. Será que a quantidade de xícaras bebidas ao longo do dia diminuiu? Ou aumentou? Quais informações os consumidores passaram a procurar na hora de comprar o café? Algumas dessas questões a Espresso quer entender!

Com tantas dúvidas optamos por elaborar uma pesquisa em busca dessas respostas. Clique aqui para responder!

TEXTO Redação • FOTO Goran Ivos

Café & Preparos

Guia de Cafés #2: dicas do que estamos tomando

Muitos leitores nos perguntam quais cafés indicamos. Todos os anos os produtores participam de premiações. Resolvemos indicar para nossos leitores os cafés campeões da safra 2019/2020 de fazendas pelo Brasil.

Aqui na redação da Espresso estamos trabalhando todos de casa devido à pandemia de Coronavírus. Conte para nós que cafés está tomando e experimente essas novidades! A colheita de café no Brasil começou no mês de maio e segue nas mais de 20 regiões produtoras, tanto de cafés arábicas quanto canéforas. Este ano promete!

As dicas de cafés especiais desta leva da Espresso são:

Sítio Recanto dos Tucanos – Microlote Jataí

Campeão do Coffee of The Year 2019 – Semana Internacional do Café
Produzido por: Sítio Recanto dos Tucanos
Produtor: Willians Valério Júnior
Região: Serra do Caparaó – Alto Caparaó (MG)
Variedade: catuaí vermelho e catuaí 2sl amarelo
Espécie: arábica
Processo: cereja descascado e cultivado no sistema de agricultura sintrópica de Ernst Götsch
Torrado por: Café do Príncipe
Sensorial do café: doce melaço de cana, floral, rapadura, acidez presente
Compre: www.sitiorecantodostucanos.com.br
Preço: R$ 60 (250 gramas)

Academia do Café – Campeão do Rio

Campeão do III Concurso dos Cafés Especiais do Rio de Janeiro – Categoria Via Úmida – 2019
Produzido por: Sítio Santa Reginalda e Bom Jardim
Produtor: Paulo Henrique Ricci
Região: Noroeste do Rio de Janeiro – Porciúncula (RJ)
Espécie: arábica
Variedade: catuaí amarelo 62
Processo: desmucilado
Torrado por: Academia do Café
Sensorial do café: melaço, floral e frutas vermelhas. Corpo alto e acidez málica. Finalização doce e textura cremosa
Compre: www.academiadocafe.com.br
Preço: R$ 63 (250 gramas) ou R$ 35 (125 gramas) leia mais…

TEXTO Redação • FOTO Mariana Proença

Café & Preparos

Sem filtros! Saiba como preparar seu café na French Press

Inventada em 1929 por um designer italiano, a French Press é muito popular na Europa e nos Estados Unidos. É composta por um copo cilíndrico, geralmente feito de vidro ou acrílico transparente, um êmbolo de metal (ou pistão) e um filtro de metal em sua base. Além de charmoso, este método tem funcionamento simples: basta colocar o pó no recipiente interno, acrescentar a água quente, dar uma leve mexida e, após o tempo de infusão, descer o êmbolo.

O processo de extração ocorre por conta da pressão criada na ação! Os resíduos ficam embaixo, separados da bebida pronta para tomar. Por conta do filtro de metal, a French Press permite que os óleos do café sejam mantidos na bebida, assim como alguns resíduos, o que resulta em um café encorpado. Doçura também costuma ser uma das características ressaltadas neste método.

Informações adicionais!

Moagem: média grossa
Filtro: metal (já vem no método)
Dica de preparo: 15 g de café +160 ml de água +30 segundos de pré-infusão + 3 minutos e meio de infusão

TEXTO Redação • PRODUÇÃO Revista Espresso

Café & Preparos

Café e vinho: qualquer semelhança não é mera coincidência

Há entre ambas as bebidas uma relação muito interessante e os produtos podem ser comparados quando o assunto passa por aromas e sabores, por maneiras de produzir e até pelo preparo no campo

Quando o homem descobriu o vinho, há milhares de anos, a bebida era tão-somente uma fermentação alcoólica do suco (mosto) de uvas frescas. As leveduras se alimentam do açúcar e liberam gás carbônico, energia e álcool. O tempo passou, a modernização chegou e o vinho começou a ser moldado de acordo com a preferência do mercado, adicionando-se leveduras que direcionam sabores e aromas, corretores de acidez, de cor, entre outras substâncias.

Paula Dulgheroff, especialista em cafés e apaixonada por vinhos, explica que o vinho é o produto da fermentação do suco da uva. A preocupação principal quando se vai fazer um bom vinho é ter uma uva muito madura. “Geralmente se colhe à noite para evitar oxidação. Esse é o cuidado com o fruto; o cacho da uva passa por um processo de remoção dos engaços dos grãos, esmagamento, depois fermentação, vinificação. A produção tradicional pode utilizar leveduras de indução de fermentação e alguns compostos químicos, principalmente o sulfito, para diminuir a oxidação. Cada vinho tem um estilo de vinificação diferente, é um produto pronto, engarrafado, que vem da fermentação do suco da uva.”

Quando falamos em vinho Malbec, Cabernet, Syrah, por exemplo, estamos tratando as variedades do vinho. As regiões em que as uvas são cultivadas, traz detalhes de como a bebida é preparada, o tipo de cepa utilizada leia mais…

TEXTO Janice Kiss e Natália Camoleze • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz