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Tostato Specialty Coffees – Bréscia (Itália)

A visita foi feita numa manhã fria de segunda-feira, com o termômetro marcando 4 °C. O ambiente aconchegante dava as boas-vindas ao som de João Gilberto cantando “Corcovado”, de Tom Jobim — como se dissesse: “pode entrar, a casa é sua”.

A familiaridade foi reforçada com a procedência dos grãos. No blend do espresso, 50% do café era brasileiro, 30%, etíope e 20%, colombiano. Segundo a barista, a receita busca equilíbrio: corpo e notas de caramelo e chocolate do brasileiro, suavidade do colombiano e floral delicado do africano. Além do blend, havia três microlotes na carta no dia: um fermentado brasileiro da Fazenda Pinhal, um natural da Fazenda Las Camelias (Guatemala) e um lavado colombiano produzido por mulheres da região de Antioquia.

A lista de pedidos foi variada: um café colombiano na chemex (300 ml), o fermentado brasileiro filtrado na v60 (300 ml), um cappuccino, um espresso (25 ml) e um espresso longo. Para acompanhar, croquinho — releitura do croque-monsieur, com pão artesanal amanteigado, recheado com queijo edamer e prosciutto e coberto com queijo derretido — e um croissant com calda de laranja (os italianos apreciam doces pela manhã; mesmo o croissant simples é levemente adocicado). Pain au chocolat e mignons (doce de cranberries) fecharam a refeição.

Croissant com bebidas pedidas pela equipe; pain au chocolat com espresso

Com notas de tangerina, o suave café colombiano combinou bem com o croissant, enquanto o café brasileiro, de fermentação anaeróbica, dividiu o time da Espresso. Para quem gostou, a bebida elevou o croquinho que, apesar da boa execução, ficou aquém da inspiração. Houve consenso apenas nos doces: o destaque foi o de cranberries.

Espressos e cappuccinos, de fato, dominam a arte da extração italiana. O espresso estava equilibrado, e o cappuccino, cremoso — a ponto de não se perceber onde termina o café e começa o leite. Ao pedirmos um espresso longo, a barista reagiu: “Noi non roviniamo il caffè” (“não estragamos o café”) — e serviu a água à parte, para que cada um a acrescentasse à bebida.

Comandado por quatro jovens, a Tostato é a parada perfeita para quem quer tomar um bom filtrado na Bréscia. Mas a dica é estar com o bolso preparado: um espresso custa 1,80 euros (R$ 10,76) e um filtrado individual, entre 5 e 7 euros (de R$ 29,89 a R$ 41,84), dependendo do microlote.

Ambiente do café; croquinho com café filtrado

Nossa conta: 42,80 EUR (R$ 269,64)
Filtrado na chemex – 10 EUR (R$ 63)
Filtrado na v60 – 14 EUR (R$ 88,2)
Espresso – 1,80 EUR (R$ 11,34)
Espresso longo – 1,80 EUR (R$ 11,34)
Cappuccino – 2,30 EUR (R$ 14,49)
Croquinho – 8 EUR (R$ 50,40)
Croissant – 1,70 EUR (R$ 10,71)
Pain au chocolat – 1,70 EUR (R$ 10,71)
Mignons – 1,50 EUR (R$ 9,45)

A Espresso visitou a casa anonimamente e pagou a conta.

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Via Fratelli Porcellaga, 28
Cidade Bréscia
País Itália
TEXTO Equipe Espresso • FOTO Equipe Espresso

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