Exclusiva: Isabela Raposeiras é a nova consultora do clube de café da Wine

Raposeiras: “Não sou contra cápsulas”.

Máquina e cápsula da Mocoffee, sistema próprio.

Rogerio Salume, CEO da Wine.com.br

Raposeiras: “Não sou contra cápsulas”.

Máquina e cápsula da Mocoffee, sistema próprio.

Rogerio Salume, CEO da Wine.com.br
Selecionamos cinco diferentes métodos de preparo de café que chegaram ao mercado recentemente. Veja como funcionam, quais resultados podem ser alcançados com os equipamentos e onde encontrar cada um.
Esculpido em madeira cerejeira, o wooden coffee maker, patenteado pela marca Canadiano, é utilizado para preparar café direto na xícara. Um filtro de metal é colocado dentro do recipiente e, como no método de um café coado, o pó é adicionado. A seguir, despeja-se água quente. Aí é só esperar de dois a quatro minutos e a bebida estará pronta! Segundo a empresa, na madeira permanecem os óleos dos grãos utilizados anteriormente, o que pode resultar em um sabor diferente a cada extração. O uso do filtro de metal é uma escolha da marca para reduzir o impacto ambiental. Onde encontrar: www.canadiano.co Assista ao vídeo (em inglês)

Método de preparo para café gelado criado por Andy Clark e Gabe Herz, extrai o café utilizando água gelada. Despeja-se água fria na parte superior do equipamento. No meio, há um recipiente para colocar o café moído e, sobre ele, um filtro de papel para circular. No último compartimento, na parte de baixo, fica o resultado final da bebida, que é extraída gota por gota, lentamente (o tempo varia de três a doze horas). A água pinga de seu compartimento até o pó, saturando-o. Assim, aos poucos, o café cai no bule, na parte de baixo. O tempo de extração pode ser ajustado de acordo com a preferência de quem prepara a bebida. Onde encontrar: www.bruer.co Assista ao vídeo (em inglês)

Compatível com filtros em formato de cone, o AltoAir é um método de filtrar o café diretamente na caneca ou, dependendo do tamanho, na Chemex. Seu formato vazado, em estrutura de aço inoxidável, extrai sem deixar que o pó se aloje nas paredes do filtro, não impedindo o fluxo de água, o que, de acordo com a marca, permite uma extração consistente o tempo todo. Onde encontrar: www.bairroalto.co.uk/product/altoair Assista ao vídeo (em inglês)

Equipamento da marca japonesa Hario para o preparo de cold brew (café extraído a frio). O sistema conta com uma jarra de vidro e um coador de trama fina, para evitar a passagem do grão moído e facilitar longas extrações. Para a elaboração da bebida, a Hario sugere 80g de café moído (moagem média-grossa) no coador, um pouco de água para umedecer os grãos, mexendo levemente, e, por fim, o restante da água até completar 1 litro. Fechar com a tampa e deixar em infusão de oito horas a doze na geladeira. Após o período, retire o coador e sirva a bebida com cubos de gelo. Onde encontrar: www.hario.jp Assista ao vídeo (em inglês)
Semelhante a um sifão, o sistema conta com dois recipientes de vidro, um conjunto de filtros composto de filtro inoxidável e de papel, além de uma seringa própria. Para fazer o café, é preciso anexar dois filtros de papel ao de aço inoxidável, umedecê-los com água quente, anexar um anel de borracha para vedação e pôr o conjunto dentro do bulbo de filtragem. A seguir, colocar o bulbo de filtragem no corpo do equipamento, adicionar o café moído, a água quente e aguardar por quarenta segundos. Acrescentar água fria na parede dupla do recipiente e deixar em infusão por cerca de três minutos e meio. Após esse tempo, puxar três vezes a seringa que está no corpo do dispositivo para soltar o fluxo de água e, enfim, o café filtrado é liberado. Onde encontrar: thedragonbrewer.com Assista ao vídeo (em inglês)
Inicialmente concebida para ser a entrada da nova sede administrativa da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer), a cafeteria ganhou vida própria e hoje é referência na região para quem busca saborear os cafés locais em um ambiente confortável. Não são só os cooperados que têm passe livre na casa. Ela está aberta ao público da cidade e aos visitantes, que podem conhecer mais sobre a cultura do grão no Cerrado Mineiro.

Grãos do Cerrado
A valorização dos cafés da região é o foco principal do trabalho feito por lá. Disponíveis em três versões – torrado e moído, espresso e grão torrado –, o Dulcerrado Puro Arábica é o grão da loja. Com torra fresca – as torras acontecem quatro vezes por semana –, ele pode ser degustado na cafeteria ou adquirido para consumo doméstico em embalagens de 500 g. Há ainda a opção da Edição Especial do Produtor, que apresenta sempre microlotes de cafeicultores cooperados, com características diferentes, em edição limitada.

Espresso, filtrados, drinques de café gelados, além de cold brew, são as opções do menu e podem ser acompanhados de croissant, panini, tortinha de legumes e do tradicional pão de queijo.
(Texto originalmente publicado na edição impressa da revista Espresso, referente aos meses de junho, julho e agosto de 2015. Sugerimos consultar o lugar para horários de funcionamento e mais informações)
| Endereço | Avenida Marciano Pires, 1295 |
|---|---|
| Bairro | Distrito Industrial |
| Cidade | Patrocínio |
| Estado | Minas Gerais |
| País | Brasil |
| Website | http://www.dulcerrado.com.br |
| Telefone | (34) 3515-5606 |
| Horário de Atendimento | De segunda a sábado, das 7h30 às 19h30 |
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Oliver Strand, jornalista especializado em café, escreveu recentemente um artigo no norte-americano The Wall Street Journal sobre a nova geração de torrefadores dos Estados Unidos que – depois de trabalharem em grandes marcas de cafés especiais como Blue Bottle, Counter Culture, Intelligentsia e Stumptown – estão abrindo o próprio negócio e optando por lugares mais intimistas, onde possam torrar o café e também servi-lo. O aprendizado adquirido nessas marcas de referência ajudou profissionais criativos e empreendedores a ampliar as opções de cafeterias pelo país e, mais do que isso, investir em cidades menores ou com pouca tradição de negócios com esse perfil. E assim crescemos.
E na América do Sul e Central, o que estamos fazendo pelo café especial? Não são poucas as iniciativas de profissionais para ampliar esse mercado. A onda sul-americana e centro-americana é igualmente motivadora. Exemplos não faltam. Baristas locais enxergaram nos mercados emergentes de café do mundo e, na maioria dos casos, países produtores, a oportunidade de investir em negócios de torrefação e cafeteria.
Raul Rodas, campeão mundial em 2012, recentemente inaugurou a Paradigma Café, na capital da Guatemala. Desde 2011 a torrefação, de mesmo nome, funciona com cafés de produtores locais. Desde o início de 2015, o barista tem cafeteria na capital do país com poucas mesas e focada no serviço exclusivo da bebida.
Na mesma pegada, Alejandro Mendez, de El Salvador – o primeiro campeão mundial (2011) de um país produtor –, saiu recentemente da Viva Espresso, do empresário e treinador Federico Bolanos, para empreender na torrefação 4 Monkeys Coffee Roasters. Ele e mais três amigos fundaram o coletivo, que tem como objetivo promover os cafés especiais do país diretamente da capital San Salvador.
Fabrizio Sención Ramírez, o segundo lugar no campeonato mundial de 2012, é outro desta safra talentosa de baristas. Mexicano de Guadalajara, inaugurou recentemente um misto de cafeteria e restaurante, o Café Palreal, com mais três amigos, um deles chef de cozinha, que topou o desafio de servir cafés especiais ao público igualmente aprendiz, como no Brasil. Após ter criado a própria torrefação, a Café Sublime, Fabrizio desenvolveu marca própria, a Café Estelar, que valoriza regiões pouco conhecidas pela produção de cafés no México.
Já o barista Harry Neira, do Peru, campeão nacional em 2013, abriu sua cafeteria em Lima, no delicioso bairro de Miraflores, e um segundo empreendimento, um coffee
truck com seu nome.
Na Colômbia, profissionais têm se mobilizado também para a valorização do café local. É o caso de Jayson Galvis e Manuel Barbosa,
que, provenientes de regiões produtoras, tiveram a ideia de abrir, em Bogotá, uma cafeteria em extensão ao trabalho realizado com cafeicultores locais. Nasceu o Café Azahar, um contêiner supermoderno que serve métodos diversos e faz também um trabalho primoroso com a torra.
Você deve estar se perguntando. E no Brasil, nada? No Brasil, tudo! Há diversos exemplos de projetos que nasceram nessa onda produtiva. Os pioneiros Lucca Cafés Especiais, Coffee Lab, Suplicy Cafés Especiais e Santo Grão foram desbravadores e hoje seus proprietários são referências no mercado de café e formadores de dezenas de profissionais. O conhecimento de café já se espalhou por outras cidades brasileiras e aguçou novos empreendedores. Com uma vantagem: no Brasil há muitos produtores com perfil empresarial. E eles mesmos abrem seus negócios para além da fazenda, mas sem sair da sua região. É o caso de Terroá Cafés Especiais, na Chapada Diamantina (BA), A Cafeteria, em Serra do Caparaó (ES/MG) e Unique Cafés, em São Lourenço (MG), para dar somente alguns exemplos. Os próprios cafeicultores abriram cafeterias em suas pequenas cidades, com produtos regionais e cafés das fazendas, mas sem esquecer das tendências em preparo. Sinal de crescimento do mercado para além das capitais. E que assim seja, para que, finalmente, a vida seja muito curta para tomar tanto café bom.
*Mariana Proença é jornalista. Em 2006 assumiu a direção de conteúdo da Espresso e, meses depois, o café já tinha virado uma paixão, que dura até hoje. Nesta coluna ela aborda diversos temas e experiências sobre a profissão barista. Fale com a colunista: mariana.proenca@cafeeditora.com.br
Cafezal •

As inscrições para o concurso Colheita Premiada, da Nescafé Dolce Gusto, que irá eleger o melhor café entre as regiões produtoras do Brasil, se encerram no dia 15 de outubro.
A participação é aberta a todos os cafeicultores, dentro das categorias Conilon, Arábica natural e Arábica lavado. O grande vencedor será anunciado em novembro e terá seu café utilizado em uma edição especial de cápsulas Nescafé Dolce Gusto, 100% brasileira. A produção será realizada ano que vem, na nova fábrica de cápsulas da marca, que fica na cidade de Montes Claros (MG). Os 15 finalistas ainda receberão premiações em dinheiro no valor total de R$ 450 mil (total).
Um dos pré-requisitos para participar é que os lotes tenham sido produzidos em linha com um padrão independente de sustentabilidade, ou seja, possuam certificação válida, como Certifica Minas ou Rainforest Alliance. Os produtores podem se inscrever de maneira gratuita através do site da marca, onde estão mais informações e todo o regulamento. As amostras deverão ser enviadas pelo correio (Sedex ou PAC) ou entregues diretamente, de segunda a sexta-feira das 8h às 17h na Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).
Fases
O Concurso Colheita Premiada contará com duas etapas. Na primeira fase (eliminatória), serão escolhidos até 45 finalistas, sendo 15 em cada categoria. As amostras serão classificadas quanto ao tipo, qualidade da bebida e outros aspectos, de acordo com a metodologia da Specialty Coffee Association of America (SCAA) para as duas categorias de café arábica e de acordo com o protocolo de avaliação de robustas finos do CQI (Coffee Quality Institute) para a categoria de café conilon.
Na segunda etapa do concurso (classificatória), as amostras finalistas serão degustadas utilizando a metodologia de avaliação de qualidade da Nestlé, com acompanhamento da BSCA e da auditoria Safe Trace. Uma comissão julgadora vai avaliar as amostras, selecionar os cinco finalistas premiados de cada categoria e apontar o grande campeão de acordo com o nível de qualidade dos lotes apresentados. A nova cápsula será parte da série “cafés do mundo”, incrementada com dois novos sabores a cada ano, sendo que esta é a primeira vez que o café brasileiro será escolhido para a ação.
O Concurso Colheita Premiada é uma iniciativa da Nestlé, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e é organizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).
Serviço
Concurso Colheita Premiada – Nescafé Dolce Gusto
Inscrições e regulamento: www.nescafe-dolcegusto.com.br/concurso
Entrega de amostras: Rua Gaspar Batista Paiva, 416 – Santa Luiza – Varginha (MG)
Anúncio do vencedor: novembro de 2015

Entre as bancas de verduras e legumes do Mercado São Jorge, os baristas do café Uma Origem preparam com cuidado, e em diversos métodos, os grãos da Fazenda Califórnia, de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná. A cafeteria, inaugurada em 2013, é ideia dos irmãos Zelio e Luis Gustavo Santana, que aproveitaram a oportunidade de um espaço disponível no mercado e iniciaram o negócio que tanto queriam.


Em 2005, Zelio embarcou no mundo dos cafés especiais durante uma viagem de estudos e surfe em Sidney, na Austrália. Por lá, ele trabalhou como barista para algumas torrefações e cafeterias, como Barefoot Coffee Traders e Toby’s Estate Coffee, e aproveitou para se especializar na profissão. Em uma visita à sua terra natal, Florianópolis, ele percebeu o crescimento dos produtores de qualidade e das microtorrefações e não teve dúvida. Hora de voltar para casa e montar o próprio espaço.


Hoje, no ambiente do Mercado São Jorge, ele e o irmão preparam os grãos catuaí vermelho para o espresso, extraído em uma Nuova Simonelli, e as variedades obatã e catuaí amarelo para os métodos Chemex, Hario V60 e aeropress.


(Texto originalmente publicado na edição impressa da revista Espresso, referente aos meses de junho, julho e agosto de 2015. Sugerimos consultar o lugar para horários de funcionamento e mais informações)
| Endereço | Rua Brejauna, 43 Mercado São Jorge |
|---|---|
| Bairro | Itacorubi |
| Cidade | Florianópolis |
| Estado | Santa Catarina |
| País | Brasil |
| Website | http://instagram.com/umaorigem |
| Horário de Atendimento | De segunda a sexta, das 9h às 20h; sábados, das 9h às 16h |
Cafezal •
Entre os dias 6 e 9 de outubro, a cidade de Patrocínio (MG) recebe o 23º Seminário do Café da Região do Cerrado Mineiro. O evento pretende reunir produtores e entidades ligadas ao setor, pesquisadores, agrônomos e estudantes para debater problemas e soluções de interesse dos cafeicultores na área técnica, econômica, pesquisa e tecnologia. Neste ano, as cooperativas de COOPA e Expocaccer firmaram parceria com a Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio (Acarpa) para oferecer um ambiente de negócios para os cafeicultores. Uma novidade são os workshops e cursos sobre classificação, degustação e mercado de café. Os workshops acontecem no período da tarde, dentro do espaço das cooperativas, na parte central do evento. Para participar, os interessados devem se inscrever no local. O Seminário conta, também, com uma dinâmica de Show de Máquinas e um roteiro temático com visita programada à Expocaccer, com o intuito de conhecer os caminhos do café até à xícara. Confira, abaixo, os destaques da programação e palestrantes que virão participar do Seminário: 7/10 14h Marcelo Montanari (Engenheiro agrônomo e cafeicultor) e Adriano Gilson Rocha de Carvalho (Engenheiro agrônomo Sebrae Educampo COOPA), realizam um debate técnico com mediação do Diretor da Acarpa e consultor técnico, Kássio Humberto da Fonseca sobre os desequilíbrios ocasionados por controles da broca, que atitude tomar frente às pragas oportunistas. 16h Jackeline Uliana Donna (Gestora de Fortalecimento e Desenvolvimento da CLAC/FAIRTRADE), explica o significado do Fair Trade e sua atuação no mundo e na cafeicultura. No mesmo horário, Jefferson Gitirana Neto (Pesquisador e consultor técnico), comenta sobre o manejo integrado de pragas. 08/10 14h Mesa redonda sobre sementes, mudas e viveiros. Com a participação de André Felipe C. P. da Silva (coordenador de sementes e mudas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa), Maurício Bento da Silva (fiscal agropecuário do Mapa), Márcio da Silva Botelho (diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA), Gláucio de Castro (vice-presidente da Fundação de Desenvolvimento do Café do Cerrado – Fundaccer), Thiago Motta (produtor de sementes), Enivaldo Marinho Pereira (cafeicultor e viveirista), Elisa Muller Veronezi (engenheira agrônoma Sebrae Educampo Expocaccer) e Ramiro Guimarães (engenheiro agrônomo Sebrae Educampo COOPA). 16h Com coordenação do Superintendente Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, os convidados Felipe Croce (Fazenda Ambiental Fortaleza – Mococa SP), Mariano Martins e Fabíola Filinto (Fazenda Santa Margarida – São Manoel SP), André Nakao (Fazenda Serra Negra – Região do Cerrado Mineiro) e Marcelo Montanari (Fazenda São Paulo – Região do Cerrado Mineiro), debatem sobre: Painel Experiências e Histórias de Produtores que Agregam Valor com Criatividade. Em um ano de adversidades, como encontrar saídas? 09/10 14h Mesa redonda sobre a preservação da água em tempos de escassez com: Maria de Fátima Dias Chagas Coelho (diretora geral Instituto Mineiro de Gestão de Águas IGAM), Fernando Beloni (membro da Associação dos Usuários das Águas Ribeirão Pavões e Regiões – AUAPA), Claudomiro Aparecido da Silva (coordenador do curso de Ciências Biológicas do Unicerp e conselheiro do Comitê de Bacias Hidrográficas) e Cláudio Moraes Garcia (presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA). 16h Guilherme Lucas Moreira Dias Almeida (supervisor do departamento de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais – Fecomércio – MG) apresenta um panorama econômico e político do Brasil e como os temas podem impactar a cafeicultura. Serviço 23º Seminário do Café da Região do Cerrado Mineiro Local: Sindicato Rural de Patrocínio – Av. Márciano Píres, 622 – Marciano Brandão – Patrocínio (MG) Data: de 6 a 9 de outubro Mais informações: www.acarpa.com.br

A tradicional Confeitaria Colombo, localizada no Rio de Janeiro, fechou uma parceria com a marca Tassinari Cafés para desenvolvimento de um blend próprio.
O café elaborado é 100% arábica e pode ser preparado na confeitaria nos métodos espresso e coado. “Queremos proporcionar aos consumidores da Colombo uma experiência que os inspire a sentir prazer em degustar um espresso de verdade. O nosso café tem como objetivo fazer com que o consumidor perceba a diferença entre beber, degustar, preparar e saber fazer uma boa bebida”, explica Paulo Tassinari, proprietário da Tassinari Cafés.
Parte do Patrimônio Histórico e Artístico do Rio de Janeiro, a Colombo também está comercializando o café moído ou em grãos na loja, por R$ 29,93. A embalagem em lata celebra os 120 anos da confeitaria, comemorados no ano passado.
Serviço
Confeitaria Colombo
Local: Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Mais informações: www.confeitariacolombo.com.br
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Ok, Confesso. Sou um homem medroso. E sabe o que é curioso? Não conheço nenhum outro, exceto aquele que vejo no espelho.
O medo é um sentimento deveras curioso. Por que passamos tanto tempo a combatê-lo? Negando sua existência? Quantas pessoas não tentam se explicar, quando usam a palavra “medo” em uma frase? “Medo, eu? Não exagera… É cautela/bom senso/prudência.”
Imagine uma humanidade em que ninguém, mas ninguém mesmo, sentisse medo. Conseguiu? Pois é, não… Porque essa humanidade estaria extinta. Crie, na sua imaginação, um destemido e audaz homem pré-histórico encontrando um dentes-de-sabre (nem sei se foram contemporâneos, é só um exemplo). O destemido e audaz gritaria para a família: “Deixa comigo, resolvo sozinho”. Três mordidas depois o dentes-de-sabre já estaria fazendo a digestão e palitando os dentes com a clava do cidadão.
O medo é um instinto de preservação. É o que nos impede de dar um passo rumo ao desconhecido. Se humanos nascemos, é inevitável que cometeremos erros, perderemos disputas, apanharemos (metaforicamente falando). Ser homem ou mulher é conviver com a possibilidade da derrota. E o que o medo nos faz? Pode ajudar para que não apanhemos muito (metaforicamente falando II – o didatismo contra-ataca) ou, o que é melhor, pode nos ajudar a não apanhar. A pegar o caminho mais iluminado, a escolher a fruta que não vá dar congestão, a evitar tentar saltar o penhasco e caminhar um pouco mais para atravessar pela ponte.
Não finjo que ele, o medo, não existe. Pelo contrário: ele, para mim, é um amigo cauteloso, que me dá conselhos. Uma espécie de Grilo Falante (Lembra? Do Pinóquio?), que fica sobre o ombro esquerdo tentando me ajudar a optar por caminhos menos propensos a erros. (Sobre o ombro direito fica o Cupido. E esse só me leva a caminhos onde é impossível não errar.)
Levo tão a sério o meu Grilo Falante particular que até o batizei: ele se chama… Medo. Assim, com M maiúsculo. Nada original, eu sei. Mas é que se eu desse um nome fantasia, como São Jorge Destruidor de Dragões, seria uma maneira de eu fingir que ele não existe, e não é essa a ideia.
Às vezes o Medo me diz: não vá por aí, e eu o desobedeço. Às vezes, não. Qual o critério? Uma pergunta simples: vale a pena?
Se eu adoraria viajar para aquela cidade, mas tenho medo do voo, vou enfrentar? Sim, porque quero muito ir. E se estou com preguiça de caminhar, vou pegar carona com um motorista bêbado? Não, né? Em casos como esse, obedeço ao meu amigo Medo. E conhecidos que tomam a mesma decisão dizem que não é medo, mas cautela/bom senso/ prudência. Que seja!
O Medo é meu amigo e, às vezes, eu o enfrento. Por exemplo: toda vez que devo uma crônica para a Espresso, tenho medo de que não gostem. Mas envio mesmo assim: não o obedeço. Mas o Medo não se magoa facilmente e continua aí, na luta, firme e forte sobre meu ombro. Valeu, Medo, você é um amigão. Obrigado por já ter me livrado de tantas enrascadas!
*Pedro Cirne é chefe de reportagem do UOL Notícias. Fale com o colunista pelo e-mail aftertaste@cafeeditora.com.br
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Mostrar ao mundo a verdadeira nação do café, indo muito além das limitações geográficas de um país cafeeiro. Esse é o start do novo posicionamento de branding ‘Brazil. The Coffee Nation’ que a Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) utilizará na promoção dos cafés especiais brasileiros em todo o mundo.
Após um detalhado estudo, identificamos cenários para agregação de valor à nossa oferta para toda a cadeia de stakeholders do café e para a estruturação do setor a fim de que os associados sejam players globais, exportadores de valor agregado, melhorando a percepção atual sobre o produto brasileiro.
E é com a ideia de mostrarmos ao mundo que uma nação é não apenas um território geográfico delimitado por suas fronteiras, mas um lugar que tem cultura própria e única, além de ser composta de um povo que partilha os mesmos interesses, propósitos, valores e paixões, entre elas o café, que a BSCA e seus parceiros levarão ao mundo a vanguarda do Brasil no segmento de grãos especiais, revelando que o nosso produto vai além do despertar matinal. Ele representa o aroma e o aconchego de nossas casas, traz o carinho da família e é uma forma de socializar com amigos, fechar negócios e coroar nossas refeições.
O posicionamento também apresentará a responsabilidade sustentável de nossa produção, focada no respeito ao meio ambiente e aos aspectos sociais e econômicos, demonstrando que seguimos a legislação mais rígida do mundo para termos um posicionamento muito além do posto de maior produtor e exportador. Queremos fortalecer a imagem do Brasil como País de origem de produtos high end, que estão presentes nos mais sofisticados e exigentes centros de consumo mundiais.
A definição do conceito “Brazil. The Coffee Nation” se deu após pesquisas que identificaram “autenticidade”, “conveniência” e “gourmetização” como aspectos valorizados pelos consumidores. São reflexos exatos do mercado de cafés especiais, cujos atores devem exercer o conceito de sustentabilidade em todos os seus trâmites, demonstrando que os cafés brasileiros especiais são voltados para pessoas também especiais.
Assim, nossas ações promocionais apresentarão a cultura e a história de sucesso do País no café, revelando a paixão, a história e a tradição de sustentabilidade, além do sucesso do Brasil como produtor, industrial e exportador, o que traz à tona profissionalismo, conhecimento, diversidade e comprometimento com os compradores.
Através do exposto, traçamos um norte, que é passar de grande exportador, base de blends e de dúvidas em relação à qualidade – por culpa de nosso passado – para, já em 2020, o maior e melhor produtor de cafés, e deixar a imagem de confiança, respeitabilidade, “premium”, além de eliminar todas as dúvidas sobre nossa qualidade.
O mundo demanda produtos únicos e o Brasil é a fonte para que isso seja suprido. Somos o paraíso dos “coffee hunters”, que aqui encontram os grãos que possibilitam bebidas fantásticas que encantarão pessoas em todos os cantos do mundo. Por tudo isso, o Brasil é “the coffee nation”.
Para entender um pouco mais do assunto, a dica é pesquisar o vídeo institucional “Brazil. The Coffee Nation” no YouTube, disponibilizado no canal da BSCA.
* Vanusia Nogueira é diretora executiva da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA). Fale com a colunista pelo e-mail colunacafe@cafeeditora.com.br