Café & Preparos

Sensorial, barismo e preparos manuais são temas de cursos durante a SIC

Este ano, a Semana Internacional do Café (SIC) acontece entre os dias 7 e 9 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). O evento conta com uma extensa programação que inclui cursos, competições, seminários e palestras sobre diversos temas do universo do café.

Dentre as ações, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Specialty Coffee Association (SCA), preparou três cursos que são indicados aos profissionais que desejam aprimorar seus conhecimentos.

O primeiro, o “Sensory Skills: curso básico”, é uma análise sensorial do café de forma prática e interativa. O participante irá compreender sua própria maneira de perceber as sensações durante a degustação e como avaliar as características encontradas na bebida. Será uma turma em cada dia de evento. No 1° dia, Edgar Martins, do Lucca Cafés Especiais, será o instrutor. No 2° será Bruno Borgo, da Argenta Cafés. No 3°, Roberto Gregatti, da Arabic Coffee.

Já o segundo, chamado de “Barista Skills: curso básico”, busca ensinar as habilidades práticas necessárias para o preparo de café espresso. Os alunos aprenderão a regular moinho, técnicas para vaporização do leite e atendimento ao consumidor. Serão duas turmas, sendo a primeira no dia 7/11, com instrução de Rafael Serato, do Lucca Cafés Especiais, e a segunda no dia 8/11, com Adriana Valinhas, do Languagecafé.

O terceiro será uma única turma no último dia de feira, 9/11. O “Brewing: curso básico” mostrará as habilidades práticas para preparos manuais de café, as variáveis que interferem na qualidade da bebida com base em gráficos de extração. Será instruído por Analice Pereira, do Como em Casa, 2ª colocada no Campeonato Brasileiro de Brewers deste ano.

Cada aula possui o valor de R$ 1.300 e o credenciamento é feito no próprio site da SIC. Fique atento! Os cursos possuem alguns pré-requisitos para os participantes.

Mais informações: http://semanainternacionaldocafe.com.br/br/?page_id=942

TEXTO Redação

Mercado

Reutilização do pó

A Recoffee Design, em parceria com a Grassy Spazio Caffè, elaborou um vaso artesanal. Com design único, o Cafedim é feito utilizando-se o resíduo do café da própria cafeteria. A partir de um material totalmente atóxico, não agride o meio ambiente em sua decomposição. O vaso está à venda através do site da Recoffee e custa R$ 125.

Mais informações: www.recoffeedesign.com.br/vaso-cafedim

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso referente aos meses junho, julho e agosto de 2017 – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

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Mercado

Já pensou em imprimir sua foto no cappuccino?

A rede de cafeterias Sterna Café está com uma novidade para os apaixonados por café e modernidade: agora você pode ter sua foto estampada no seu cappuccino. O serviço vale para qualquer tipo de foto.

Aos que tem dúvida sobre como que a foto é feita na bebida, nós respondemos: através de uma tinta comestível. Basta encaminhar a foto desejada via e-mail, bluetooth ou WhatsApp na hora de realizar o pedido e a impressão fica pronta em menos de trinta segundos.

Chamado de “Sterna Print”, o serviço custa R$ 19,90 (cappuccino de 200 ml) e está disponível apenas na unidade Sterna Vila Mariana. Ótima dica para quem adora postar o café do dia nas redes sociais!

Serviço
Sterna Print
Onde: Rua Áurea, 409 – Vila Mariana – São Paulo (SP)
Horário de atendimento: de segunda a sábado, das 8h às 19h30

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Mercado

Quer tomar um microlote premiado? Em São Paulo tem!

Na cidade de São Paulo, o Grupo 3corações lançou uma parceria com a cafeteria Catarina Coffee & Love para vender seu mais novo café da linha Rituais Cafés Especiais. A casa comercializará o microlote premiado no concurso Aroma, da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

Os grãos ganhadores são da variedade bourbon amarelo, cultivados em Carmo de Minas (MG) pelo produtor Otaviano Ceglia, da Fazenda Granja São Francisco. O café foi processado pelo método CD (cereja descascado), no qual os frutos são descascados e despolpados antes da secagem.

Segundo a 3corações, o microlote apresenta aroma floral e sabor de frutas amarelas e caramelo, com alta doçura, corpo leve e acidez cítrica. Os clientes poderão degustá-lo na hario v60 (R$ 10) ou em pacotes de 150 g em grãos ou moído na hora (R$ 35). Edição limitada, a novidade está disponível enquanto durarem os estoques de apenas 5 kg.

“O lançamento deste microlote é uma grande oportunidade para que os consumidores possam viver a experiência de conhecer os cafés de alta qualidade que o Brasil produz”, comenta Aline Germano, gerente de marketing e operações no canal Foodservice da 3corações.

Serviço
Edição limitada do microlote premiado no Catarina Coffee & Love
Onde: Rua Oscar Freire, 990 – Jardins – São Paulo (SP)
Valor: R$ 10 (feito na hario v60) e R$ 35 (pacote em grãos ou moído com 150g)

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Cafezal

Fazendas Paraíso e Primavera levam a melhor no Cup of Excellence 2018

Ontem (21) foi anunciado o resultado do Cup of Excellence – Brazil 2018, concurso realizado em parceria pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Apex-Brasil. A premiação aconteceu na cidade mineira de Guaxupé.

O vencedor da categoria “Naturals” (via seca) foi cultivado por Maria do Carmo Andrade, na Fazenda Paraíso, em Carmo do Paranaíba. O café, que possui Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, obteve 93,26 pontos.

Ismael José de Andrade foi quem representou a família e recebeu o prêmio. “É o coroamento de uma vida de trabalho e dedicação, minha, da minha família e de todos os envolvidos, muita gente que acredita no café e no potencial dele. Estou muito feliz”, disse.

Ismael José de Andrade é o vencedor da categoria Natural do Cup of Excellence

Já na categoria “Pulped Naturals” (via úmida) quem levou a melhor foi a empresa Primavera Agronegócios. Os grãos de café “gueixa” produzidos na Fazenda Primavera, no município de Angelândia, Chapada de Minas, ganharam 93,89 pontos. É a primeira vez que esta região ganha o concurso.

“Esse prêmio mostra que o trabalho vale a pena, que a dedicação é importante e que somos profissionais no que fazemos. Muito além do financeiro, o mais importante é poder mostrar para o mundo que o Norte de Minas também produz café de excelência. Esse prêmio é para todos da Fazenda Primavera”, agradeceu Leonardo Montesanto Tavares, diretor do Grupo Montesanto Tavares.

Da esquerda para direita, Leonardo Tavares (campeão Pulped Naturals) e Ismael Andrade (campeão Naturals)

Ao todo, o concurso realizou a análise de mil amostras de café. Dentre os 30 primeiros colocados, a região com maior número de vencedores na categoria “Naturals” foi a Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas, com 15 amostras (40,54% do total). Já na modalidade “Pulped Naturals” o destaque foi para a região da Chapada Diamantina, responsável por 15 das 30 melhores posições.

Entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, os lotes finalistas das duas categorias irão participar de leilões internacionais, onde 100 potenciais compradores de 40 países aguardam para arrematar as sacas brasileiras. Ano passado, o vencedor da categoria “Pulped Naturals”, Gabriel Nunes, da região de Patrocínio (MG), bateu o recorde mundial no leilão: vendeu seu café por aproximadamente R$ 55,5 mil a saca de 60 kg.

Para Vanusia Nogueira, diretora da BSCA, o Cup of Excellence pode selecionar os cafés nacionais com um nível de excelência diferenciado, apresentando a variedade e qualidade dos grãos brasileiros. “Os juízes ficaram surpresos com a diversidade dos cafés recebidos, principalmente os da categoria Pulped Naturals, que destacaram o que nossas diversas variedades e origens produtoras são capazes de entregar, com excelência e em quantidade, o que há de melhor ao mundo”, comenta.

Confira abaixo os melhores cafés de cada categoria:

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Amor além da xícara: 15 tatuagens cafeinadas dos leitores da Espresso

O café é uma paixão tão forte dentro da maioria dos brasileiros que em alguns casos ultrapassa a pele. Pensando nisso, resolvemos juntar algumas ideias legais de pessoas que quiseram registrar esse amor de forma bem inusitada (também são dicas para você que está pensando em fazer seu rabisco).

Depois de uma semana recebendo muitas fotos bacanas, foi difícil selecionar as favoritas da redação… Mas conseguimos! Separamos as 15 tatuagens cafeinadas mais votadas por nós da Espresso. Dá uma olhada!

Anderson Meireles

Augusto Vilaça

Douglas Almeida

Elis Bambil

Felipe Aparecido

Gaby Giurno

Jéssica Essvein

João Pinto

Maycon Alves

Michele Miranda

Renan Dantas

Samia Yoshimura

Sebastian Grau

Silvia Alencar

Tiago Munch

TEXTO Redação

Mercado

Em nova edição, Nespresso investe em grãos de microlotes

Diferente dos blends que costuma fazer, a Nespresso acaba de investir em cafés de microlotes de origens únicas. Os países escolhidos foram Nicarágua, República Dominicana, Índia e Galápagos, que compõem a terceira edição da Linha Explorations.

Os grãos arábica foram cultivados em propriedades que possuem solos diferenciados, com características que influenciam diretamente nos frutos. Os cafés da Índia e da Nicarágua, por exemplo, são de pequenas fazendas, já os da República Dominicana e Galápagos, de regiões específicas das ilhas.

Segundo a marca, os cafés passaram por um processo de torra chamado Split Roasting, que significa torra separada. “Um mesmo café pode ter aromas florais e frutados resultantes de uma torra clara ou notas tostadas e intensas se submetido a uma torra mais escura”, explica Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso no Brasil.

A novidade é limitada e será comercializada em uma caixa exclusiva com as quatro variedades e um par de taças Reveal, desenvolvidas em coparceria com a marca austríaca Riedel. Com um preço de R$ 290, o kit estará disponível até o dia 15 de novembro nas boutiques e site da marca.

Mais informações: https://www.nespresso.com/br/pt/explorations-2018-cafes-do-ano#/

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Concorrência abala gigantes do mercado do café

O mercado do café passa por movimentações, transações e acordos o tempo todo e marcas italianas, como Lavazza e illycaffè, têm buscado alternativas para reagir aos seus concorrentes no setor.

As duas seguem caminhos distintos nessa empreitada. A Lavazza tem buscado negócios na França, Dinamarca, Canadá e Austrália, a fim de se consolidar como a maior produtora de café italiana. Já a illy, que possui cerca de 250 estabelecimentos em 43 países, busca acordos de distribuição mais segmentados no mercado de cápsulas e na abertura de cafeterias.

No mês passado, a Starbucks abriu sua primeira loja na Itália e máquinas da Nespresso ameaçam a terra do café espresso. O mercado mundial de cafés está a todo o vapor e teve crescimento de 25% nos últimos cinco anos, com potencial enorme de ascensão e maiores investimentos.

Segundo a Euromonitor, a Nestlé tem participação de quase 25% no mercado global de cafés torrado, moído e instantâneo. Os dados não incluem café vendido em cafeterias. Em segundo lugar está a JAB, com 10%, e em seguida estão Lavazza e Starbucks, ambas com 2,5%.

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

Café & Preparos

Proporção exata

A arte de preparar o café é muito mais complexa do que imaginamos. Os grãos especiais, plantados em determinadas regiões com certas altitudes e solos, passam por processos cuidadosos e precisos, que visam sempre a destacar o sabor, o aroma e a textura da bebida quando pronta.

Além do cuidado nas lavouras, é necessário ter atenção especial na hora do preparo. O uso correto do método escolhido é essencial para uma boa extração, que resulta no realce das qualidades do fruto e garante uma melhor experiência a quem está degustando. Mas, para que essa etapa tenha sucesso, é preciso calcular a quantidade de pó e água que será utilizada no processo.

João Michalski, barista da cafeteria paranaense de Cascavel, a Café du Coin, e vice-campeão do Campeonato Brasileiro de Barista 2018, explica como utilizar a balança medidora, objeto que ajuda tanto os profissionais quanto as pessoas em casa a mensurar a quantidade de pó e água no preparo do café, ponto de extrema importância.

Passo a passo

1- Começando do zero

Chamada de “tara”, primeiro é preciso zerar a balança. Isso permite que você pese apenas o conteúdo desejado, sem somar o peso do recipiente em que ele está inserido. “Sempre que formos preparar um café, seja filtrado, seja espresso, precisamos tarar todos os objetos colocados na balança. Quanto mais precisa ela for, melhor o resultados”, explica João.

2- A quantidade certa de café

Com a balança zerada, você consegue medir a quantidade de café moído para o uso ou a de grãos que deseja moer. A precisão nessa etapa é importante para que haja equilíbrio. Desse modo, você consegue combinar a porção exata de café com a de água que será usada, possibilitando, assim, melhor extração e, consequentemente, um bom resultado final.

3- Fazendo a extração

Segundo o barista, esse momento é muito importante e requer atenção. “A quantidade de água colocada no método nem sempre vai ser a quantidade exata a ser servida. Na hario v60, por exemplo, se usados 200 ml de água, o resultado será de aproximadamente 180 ml”.

Para fazer o café em métodos como hario v60, chemex ou até mesmo aeropress, é necessário posicionar o equipamento em cima da balança já com o café moído, realizar a tara mais uma vez para zerar o peso e acrescentar a água. João diz que dessa forma é possível obter um controle melhor do fluxo do fluido.

Com o espresso também não é muito diferente. João explica: “Depois de pesar e moer o café, pese-o novamente para conferir a dose. Insira o porta-filtro na máquina e tare a xícara em que for servir a bebida. Assim é possível ter controle total da extração”.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso referente aos meses março, abril e maio de 2018 – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Mercado

Conhece a moda do drip coffee?

O consumo de café cresce apressadamente no mundo todo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), só no ano passado, nosso País consumiu 21,5 milhões de sacas do grão, o equivalente a 1,07 milhão de toneladas. Bastante, né?

O Brasil é o maior exportador de café do mundo e o segundo que mais consome, perdendo apenas para os Estados Unidos. Este crescimento pode ser explicado por alguns fatores, como a melhoria das condições de trabalho e do processo nas lavouras, a modernização dos estabelecimentos e a imersão de grandes marcas, como a Coca-Cola, no mercado cafeeiro.

Além disso, outro ponto interessante é a inovação nas formas de servir a bebida. Além do espresso e dos métodos coados e filtrados que já conhecemos, surgiram ideias como o cold brew, café extraído a frio normalmente produzido artesanalmente; e o drip coffee, café filtrado individual.

Conhecido como “café de bolso”, o drip coffee consiste basicamente em um sachê com hastes flexíveis, que são encaixadas nas bordas da xícara, deixando o pacotinho com o pó posicionado bem no centro. Assim, através da passagem da água, o café sai quentinho e fresquinho direto no recipiente onde será consumido. Aos amantes de café com leite, é possível coar com leite quente ao invés de água. Bem prático!

Algumas marcas já aderiram a novidade ao catálogo de produtos, como a Santa Mônica Café Gourmet, a Orfeu Cafés Especiais e a Mistuo Nakao. O drip coffee costuma vir em embalagens que contém 10 sachês, com uma média de preço de R$ 24.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Divulgação