Mercado

A italiana illycaffè realiza hoje seu Oscar em Nova York

premio illy nova york

Desde a sua criação em 1933, a torrefação italiana Illycaffè tornou-se uma referência mundial no café espresso. Há 25 anos a empresa deu início ao Prêmio Illy de Qualidade do Café para Espresso, no Brasil, concurso que premia os melhores cafeicultores do país que fornecem os grãos para o blend da marca.

Nesses 25 anos, o filho do fundador Francesco, doutor Ernesto Illy, visitou o Brasil e manteve uma relação direta com os produtores do País. Desse contato foram desenvolvidas diversas pesquisas e ocorreu a pioneira aproximação entre a torrefação e os produtores, relação esta que hoje já é mais natural e presente nas empresas de café pelo mundo.

O investimento da marca italiana é forte no mercado de alimentação fora do lar, como restaurantes, hotéis e bares, que somam hoje mais de 100 mil pontos pelo mundo, depois passando também para o mercado de consumo em casa, com cápsulas e grãos e lojas próprias físicas e na internet, totalizando 7 milhões de cafés consumidos por dia mundialmente. Para formar seus blends, a illycaffè trabalha com nove tipos de café arábica e compra grãos de diferentes países, produtores e regiões.

Para incentivar os cafeicultores, este ano a marca lançou o Ernesto Illy International Coffee Award, concurso que irá premiar os nove melhores cafés do mundo em cerimônia a ser realizada nesta noite, 1º/11, (terça-feira), no prédio das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

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Produtoras brasileiras que concorrem ao Ernesto Illy International Coffee Award: Daniella, Juliana e Arabela, com os provadores da illycaffè Aldir e Regina Teixeira.

São 27 finalistas de nove países: Brasil, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Honduras, Índia e Nicarágua, que concorrem cada um com três produtores representantes.

O Brasil está participando com três mulheres produtoras, que ganharam os três primeiros lugares do concurso nacional: Juliana Armelin (Fazenda Terra Alta, de Ibiá, MG, Região do Cerrado Mineiro); Daniella Pelosini (Sítio Daniella, de Pardinho, SP, Região de São Paulo) e Arabela Lima (Fazenda Nova Esperança, de Monte Santo de Minas, MG, Região do Sul de Minas).

Albert Scalla, Massimiliano Pogliani e Andrea Illy

Além da premiação, os produtores finalistas têm a oportunidade de participar do Seminário: O Mercado de Café e seus Desafios, com Andrea Illy (presidente da illycaffè), Massimiliano Pogliani (novo CEO da illycaffè) e Albert Scalla (vice-presidente da INTL FCStone).

premio illy nova york

A seleção dos nove melhores cafés está sendo realizada por uma equipe multidisciplinar formada por nove jurados e coordenada por dois juízes: Mark Pendergrast e David Brussa. O objetivo do prêmio é encontrar os melhores cafés na opinião de chefs internacionais, coffee lovers e consumidores. O júri formado por Peter Giuliano (diretor da SCAA, nos Estados Unidos), Kerri Goodman (publisher da Coffee Talk, nos Estados Unidos), Corby Kummer (jornalista), Grace Hightower (filantropista), Adolfo Henrique Vieira Ferreira (presidente da BSCA, no Brasil), Suvir Saran (chef Michelin, de Nova Déli, na Índia), Viki Geunes (chef Michelin no tZelti, Antuérpia, na Bélgica), Luigi Taglienti (chef Michelin no Lume, Milão, na Itália) e Maria Loi (chef do Loi, em Nova York, e embaixadora da culinária grega) irá escolher os melhores cafés.

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As provas foram realizadas nesta tarde, no hotel One United Nations, com três tipos de preparo para cada café: cold brew, espresso e infusão. Os cafés que apresentarem notas mais altas para espresso levam vantagem no resultado.

Os Best of Bests serão anunciados hoje em cerimônia no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, EUA. A Revista Espresso está em Nova York, a convite da illycaffè, acompanhando a comitiva internacional para cobrir o evento.

Acompanhe o resultado também nas nossas mídias oficiais no Facebook, Instagram e Twitter.

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TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença/Café Editora

Cafezal

Prêmio Ernesto Illy anuncia finalistas: mineiros lideram

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Estão definidos os 40 cafeicultores finalistas do 26º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. Os melhores grãos de café foram selecionados entre um total de 632 amostras, analisadas pela Comissão Julgadora, composta por diretores e classificadores da Experimental Agrícola do Brasil, braço da illycaffè no país.

A lista aponta que Minas Gerais segue sendo o estado com tradicional predominância no concurso. Teve representantes das regiões cafeeiras do Cerrado Mineiro, Matas de Minas, Chapada de Minas e Sul de Minas, além de um produtor de São Paulo. Os dois Estados têm concentrado os últimos campeões nacionais da premiação.

Especialistas da matriz da torrefadora, na Itália, estão no Brasil para integrar a equipe que selecionará os melhores cafés – entre eles, Anna Illy, diretora da empresa. Além dos campeões da categoria nacional, serão definidos também os vencedores das categorias regionais: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Chapada de Minas, Matas de Minas, Espírito Santo, Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo, Sul e Centro-Oeste.

Os três primeiros colocados nacionalmente receberão R$ 10 mil e uma viagem ao exterior para participar do 2º Prêmio Internacional Ernesto Illy, que reconhecerá os melhores cafés dos países fornecedores da empresa. Aos finalistas regionais, além de um montante em dinheiro, serão entregues diplomas. A cerimônia de premiação será realizada no dia 16 de março de 2017, em São Paulo.

Veja, abaixo, a lista dos 40 finalistas (em ordem alfabética):

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Cafezal

Piatã domina categoria Pulped Naturals e Sul de Minas vence Naturals no Cup of Excellence

O Cup of Excellence – Brazil 2016 revelou seis cafés presidenciais – com notas acima de 90 pontos – entre seus campeões. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) realizou, no último sábado (29), em Santo Antônio da Platina, no Paraná, a cerimônia de premiação do concurso. No total, foram 43 “Cup of Excellence Winners”, sendo 19 na categoria Naturals, que premia cafés naturais (secos com casca), e 24 na Pulped Naturals, para cafés cereja descascados/despolpados.

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cup 2016

Categoria Naturals

Na categoria Naturals, foram 19 vencedores, com quatro lotes se destacando e sendo eleitos cafés presidenciais por obterem nota superior a 90 pontos. O café campeão, que chegou a 90,50 pontos, é do produtor Homero Aguiar Paiva, da Fazenda Guariroba, de Santo Antônio do Amparo, Sul de Minas. Em segundo lugar, ficou Cleverson Daniel da Silva, do Sítio Vargem Alegre, de Cristina, em Mantiqueira de Minas, com um café que atingiu 90,34 pontos.

O terceiro café, de Cristiana Maria Carneiro Bustamante Figueira, do Sítio Paraíso, em Conceição das Pedras, Mantiqueira, ficou com 90,26 pontos. E, o quarto café presidencial da categoria foi de Cristina Dias Sampaio Gerolimich, da Fazenda Caracol, em Araponga, Matas de Minas, teve 90,03 pontos.

Entre os campeões estiveram, ainda, grãos da Chapada Diamantina (BA), da Denominação de Origem do Cerrado Mineiro e da Indicação de Procedência da Alta Mogiana (SP).

Confira quem são os vencedores e suas respectivas notas, abaixo:

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Foram eleitos, ainda, 12 “National Winners”, que foram os cafés que tiveram nota entre 84,0 e 85,99 pontos na avaliação do júri internacional do Cup of Excellence – Brazil 2016. Essas amostras são oriundas da Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais, da Indicação de Procedência da Alta Mogiana (SP), da Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, do Sul de Minas Gerais, das Matas de Minas e da Chapada Diamantina (BA). Os vencedores estão disponíveis no site da BSCA: http://cup.bsca.com.br/file/download/id/2879.

Categoria Pulped Naturals

Já na categoria Pulped Naturals, foram 24 cafés foram eleitos campeões, e foi um município específico que se destacou. Piatã (BA), localizado na região da Chapada Diamantina, dominou a categoria e teve dois lotes obtendo mais de 90 pontos e sendo classificados como cafés presidenciais. O município puxou a Chapada Diamantina, na Bahia, para região que liderou a final e emplacou 19 dos 24 campeões da categoria.

O campeão foi o produtor José Joaquim Oliveira, da Fazenda Santa Bárbara, de Piatã, com um café que atingiu a 91,66 pontos. Em 2º lugar, ficou Anastácio José de Novais, do Sítio Terra Santa, Piatã, com o lote pontuado em 90,21.

As regiões das Montanhas do Espírito Santo, das Matas de Minas e da Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais também tiveram seus cafés entre os vencedores da Pulped Naturals.

Veja, abaixo, os campeões:

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Outros 10 cafés tiveram notas entre 84,0 e 85,99 pontos na avaliação do júri internacional do CoE – Brazil 2016 e foram eleitos “National Winners”. Esses lotes são originários da Chapada Diamantina (BA), das Matas de Minas Gerais, das Montanhas do Espírito Santo e da Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais. Os nomes podem ser conhecidos no site da BSCA: http://cup.bsca.com.br/file/download/id/2876.

Receitas

Bolo simples com café

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Ingredientes
• 250 g de farinha de trigo
• 125 g de açúcar
• 125 g açúcar mascavo
• 150 g de manteiga sem sal e em temperatura ambiente
• 50 g de iogurte natural
• 3 ovos
• 20 ml de café (espresso ou coado)
• 1 1/2 colher (chá) de fermento em pó

Preparo
Coloque a manteiga e os dois tipos de açúcar em uma tigela e bata com a batedeira por cerca de 3 minutos. Adicione os ovos, um por um, sem parar de bater. Acrescente o iogurte, o café, e bata por mais 2 minutos. Aos poucos, junte a farinha e, por último, o fermento. Transfira a massa para uma forma untada com manteiga e farinha, e deixe assar por 50 minutos em forno preaquecido (180 ºC) a gás ou (160 ºC) elétrico. Faça o teste do palito: se ele sair limpinho, é sinal de que o bolo está bem assado. Sirva acompanhado de um café bem delicioso.

O leite ideal: é possível fazer iogurte caseiro utilizando diversos tipos de leite, como integral ou desnatado, fresco, longa vida, etc. “Um leite de melhor qualidade resulta em um iogurte mais saboroso”, observa Edna Arcuri, pesquisadora da Embrapa. Por isso, muitas pessoas que têm o hábito de preparar iogurte em casa preferem o leite tipo A (ele não é ultrapasteurizado e por isso não tem as bactérias benéficas para o organismo eliminadas) por conseguir um produto saboroso e com textura mais cremosa.

Rende 8 a 10 porções

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Janice Kiss • FOTO Daniel Ozana / Studio Oz • RECEITA Kasia Patyra e Kim De Craene

Café & Preparos

Toquinho

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“Café combina com bem-estar e boa companhia.”

“Prefiro tomar café coado com um pouco de leite pela manhã e um espresso puro após as refeições. Eu mesmo preparo o espresso em sachê, o que me dá uma sensação de prazer e um novo ânimo para meus encontros diários com o violão. Gosto dele bem quente, mas não muito forte. Não que eu necessite tomar café para tocar ou compor, mas, em algumas horas, cai bem.”

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

TEXTO Leonardo Valle • FOTO Guilherme Gomes

Café & Preparos

Ko Goi

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Parece matcha, mas é mate! Produto desenvolvido no Brasil originado da erva-mate assimila-se ao chá-verde japonês utilizado em cerimônias orientais em que a bebida é protagonista

Na cerimônia japonesa do chá, o chado ou chanoyu, há muitas regras. Para o preparo do chá na sala apropriada há que se caminhar corretamente, sentar de maneira adequada, usar utensílios específicos para o momento, e o chá oferecido é sempre o mesmo: o matcha. Trata-se de um chá-verde japonês moído bem fino, como se fosse um pó, que pode ser servido com algumas variações – forte ou fraco – dependendo do tipo de ritual a ser praticado. É esta mesma arte milenar cheia de detalhes que também ensina: use o que você tem, adapte, aproprie-se de ferramentas que estão ao seu redor, que são parte da sua cultura, para o preparo da bebida durante a cerimônia. Foi o que fez o empresário Heroldo Secco Junior. Ele adaptou. Olhando para o chanoyu, Heroldo percebeu que as folhas da erva-mate, parte da cultura do brasileiro, poderiam render preparo semelhante e talvez mais conectado com o paladar nacional. Depois de três anos de desenvolvimento, a sua empresa, a Mate Tea from Brasil, lança agora o kõ’gõi, uma infusão elaborada com as folhas da erva-mate, a Ilex paraguariensis, moídas em granulometria finíssima, e que lembram, pelo processamento, pela forma e pela cor, o matcha, o chá-verde utilizado na cerimônia japonesa do chá. “Nós verificamos um espaço no universo dos chás que apenas o matcha japonês estava ocupando. Desenvolvemos um projeto de longo prazo, sabendo que encontraríamos algumas barreiras tradicionalistas ao mate ceremonial, mas queríamos resgatar algo que há 200 anos era mais utilizado no Brasil e ficou esquecido, que era o uso da folha da erva-mate pura”, diz Heroldo.

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Do Brasil para o mundo
Para a elaboração do kõ’gõi, segundo ele, ao contrário de como o matcha é feito no Japão, não se utiliza moinho de pedra. A empresa, por enquanto, não revela detalhes do processo porque se está dando seguimento ao registro de patente no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. “É um produto de produção limitada que não pode ser feito em larga escala, pois precisamos ter total controle de qualidade. O equipamento que utilizamos produz apenas 4 quilos de kõ’gõi em cinco horas de operação”, explica ele. Como a proposta da Mate Tea from Brasil é comercializar o produto em embalagens de 40 g ou 50 g, não há preocupação com a quantidade em toneladas, mas sim em vendas de valor agregado pela aplicação e pelo público a que se destina. O mate ceremonial, como também vem sendo chamado, está sendo apresentado no Brasil e também no exterior. No início do mês de maio, Heroldo levou o kõ’gõi à Polônia e ofereceu amostras aos compradores – já clientes da marca na compra de erva-mate especial para a distribuição na Europa – para observar a receptividade desse público. O novo produto também foi divulgado na China, durante a International Tea Culture Fair, para técnicos, avaliadores e especialistas de chá do mundo todo. De acordo com Heroldo, a aceitação do mate moído vem sendo excelente. “As pessoas estão percebendo que erva-mate não é apenas chimarrão”, afirma. Um ponto observado pelos especialistas, entretanto, é que o matcha produz uma espuma enquanto preparado na cerimônia do chá, característica que o kõ’gõi não possui. O empresário explica que, na forma quente, realmente, o mate ceremonial não alcança essa textura, mas, quando preparado gelado, batido em coqueteleira, a espuma aparece e agrada a baristas e bartenders.

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O produto está sendo introduzido no mercado com preço de US$ 60 o quilo. Um valor que é, segundo Heroldo, 40% ou 50% inferior ao do matcha japonês. A partir de setembro, o kõ’gõi deverá ganhar as lojas virtuais da Polônia, da Alemanha e da República Checa. Em junho, ele será apresentado oficialmente ao mercado americano na World Tea Expo, em Las Vegas. Quem está ansioso para provar no Brasil deverá esperar até setembro, quando ele estará disponível em lojas on-line.

USOS E PREPAROS
O preparo da bebida pode ser igual ao do matcha, utilizando-se as mesmas medidas e técnicas e os mesmos equipamentos. Ele também pode ser usado em drinques gelados e na confeitaria.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Roberto Seba

Cafeteria & Afins

Suplicy Cafés Especiais – Masp – São Paulo (SP)

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Para atender à ampla demanda por bons cafés e o público diversificado que passa pelo Museu de Arte de São Paulo (Masp), localizado na Avenida Paulista, o Suplicy Cafés revitalizou o espaço do subsolo, onde já funcionava um café, e abriu uma unidade no 1º andar do museu. Por lá, são servidos os cafés da marca em espressos e lattes, que podem ser acompanhados de cookies, sucesso da loja, além de brownies e brigadeiros. Há ainda a opção de lanches rápidos com sanduíches, pães de queijo e empanadas. O acesso ao café é isento de bilheteria.

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui)

Informações sobre a Cafeteria

Endereço Avenida Paulista, 1.578
Bairro Cerqueira César
Horário de Atendimento Terças e quartas, das 10h às 18h; quintas e sextas, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
TEXTO Hanny Guimarães • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Hop&Cold + Latinha pronta para beber

 

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Cold brew lupulado

O Hop&Cold é brasileiro e produzido pela Kaffa Cafeteria e pelo Abridor – Interações Cervejeiras, duas empresas de Vitória (ES). A bebida é o primeiro cold brew lupulado do Brasil. Ela é resultado de uma infusão de café em água fria por 24 horas — o cold brew — , que depois recebe lúpulo. Para cada lote têm sido testadas variedades como catuaí vermelho ou catuaí 81, com lúpulos como cascade ou motueka. A garrafinha tem validade de 60 dias.
MAIS INFORMAÇÕES www.facebook.com/hopncold

Latinha pronta para beber

A True Coffee Brasil, do barista Ton Rodrigues, acaba de lançar o cold brew em latinhas de 269 ml. Preparados com café especial orgânico, os produtos são feitos nas versões vanilla — com infusão de fava natural de baunilha —,nitro, com nitrogênio, e a versão clássica da extração a frio. Nenhuma delas contém conservante químico, segundo o fabricante.
MAIS INFORMAÇÕES www.cafeinacao.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

FOTO Divulgação

Cafezal

Região da Alta Mogiana premia seus melhores cafés da safra

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Em 2013, a região da Alta Mogiana, que possui 23 munícipios produtores de café, conquistou a Indicação de Procedência (IP), um selo que identifica e protege os cafés por suas características, apontando a origem geográfica e as condições de produção, além da história e da cultura.

Neste ano a grande novidade da região, a primeira Indicação Geográfica agrícola do estado de São Paulo, foi unir dois concursos locais, o da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC) com o da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), resultando no 14º Concurso de Qualidade do Café da Região da Alta Mogiana.

O Concurso apresentou três categorias: natural, cereja descascado e microlote e recebeu 235 amostras, dentre elas 201 na categoria natural, 23 na categoria de microlote e 11 na de cereja descascado. Os cafés foram avaliados nos meses de setembro e outubro pela equipe presidida por Elder Moscardini, Irmãos Moscardini Specialty Coffee, e pela provadora e head-judge Georgia Franco de Souza, do Lucca Cafés Especiais, de Curitiba (PR).

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A grande final foi realizada na sexta-feira, dia 14 de outubro, e premiou apenas os cafés aprovados na pré-seleção e que alcançaram acima de 85 pontos, de acordo com a tabela de classificação internacional da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA).

Conheça os premiados:

Campeões da Categoria Natural:
1º Lugar – Lauro Pimenta de Oliveira – Fazenda Mira Flor – Restinga – SP
2º Lugar – Barbara Malta – Sitio Capoeira – Jeriquara – SP
3º Lugar – Fernanda Maciel – Sitio da Mangueira – Pedregulho – SP
4º Lugar – Maria Leonor Guimarães Correa – Fazenda Boa Vista – Cassia – MG
5º Lugar – Elvis Vilhena – Fazenda Eldorado – Ibiraci – MG

Campeões da categoria Microlote:
1º Lugar – José Agostinho Taveira – Fazenda Taveira – Ibiraci-MG
2º Lugar – Guilherme Nassif Ferreira – Fazenda Pouso Alto – Cristais Paulista – SP
3º Lugar – Laura Ferreira – Fazenda MF – Pedregulho – SP

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À esquerda o campeão da categoria Natural, Lauro Pimenta de Oliveira, e à direita, o campeão da categoria Microlote, José Agostinho Taveira.

 

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À esquerda a vice campeã da categoria Natural, Barbara Malta, e à direita, o vice campeão da categoria Microlote, Guilherme Nassif Ferreira.

Mais informações: http://www.amsc.com.br/

Qualidade na cafeicultura de pequeno porte

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Nunca pensei que minha admiração por Monteiro Lobato me levaria a estar conectada com a cafeicultura, principalmente com o pequeno produtor. Lobato foi um visionário. Sua obra, hoje, é fundamental para o conhecimento não somente dos problemas brasileiros, mas do homem do campo, de suas qualidades, suas fraquezas, suas aspirações e de sua resiliência. De uma vida extremamente urbana, eu me fiz uma profissional da terra e, com alegria e admiração, deixei-me cativar pelo cafeicultor, o pequeno e tímido que muitas vezes não tem ideia da sua importância junto à cadeia do agronegócio café.

Andei por quase todos os lugares em que temos produção de café e deparei com muita gente séria! As pessoas se juntam e não ficam somente falando de trabalho, elas falam da vida com humor e mordacidade, além daquela permanente generosidade em relação às fraquezas humanas. São séculos de sabedoria com a necessidade de conviver em uma estrutura social ímpar.

Nessas idas e vindas e nessas conversas com os pequenos produtores, observei que, entre eles, há dois tipos: o desanimado com a cafeicultura, e o muito feliz e orgulhoso com ela! A diferença básica entre um e outro é a forma como percebem o seu objetivo, e como conduzem suas ações respondendo a uma pergunta: “Aonde quero chegar?”. Um ponto quanto a esses dois perfis de cafeicultor é que o número daqueles que estão felizes e orgulhosos está aumentando. E, se o empreendedor começa a perceber que o café pode ser um agregador em sua vida e em sua família, ele vai mostrar, e com orgulho, que as futuras gerações podem ter qualidade de vida, com café de qualidade.

Como produzir com qualidade? É preciso ter empatia! E quem melhor que o pequeno produtor, que põe sua emoção em cada grão que produz, tendo atrelado a isso a certeza de que a sua vida está centrada nesse universo? A empatia é a variável emocional que vai fazê-lo abrir os olhos para outras variáveis que contribuem para a produção de café de qualidade: o clima favorável, ou seja, o microclima de cada talhão para a determinação da variedade a ser plantada, o solo adequado, a altitude e, para tudo isso caminhar, duas potencialidades que não podem faltar, que são o trabalho em família e a profissionalização.

O início da profissionalização é saber o que fazer com a informação que a lavoura nos dá. Um questionamento que sempre faço ao pequeno produtor, quando deparo com uma situação muito comum, que é a anotação no caderninho de bolso, é o que ele faz com todas essas anotações no bolso. E a resposta que ouço, em muitas das vezes é: “Para se um dia eu vier a precisar”. Não… Está errado! A função da gestão empresarial, seja ela de um empreendedor familiar e pequeno, seja de uma grande corporação, é digerir informações, e fazer com que elas sejam estratégicas para a tomada de decisão na busca de um objetivo único: produzir grãos de qualidade para ter uma vida com qualidade. Devemos entender todas as variáveis a que estamos expostos, e que não são controláveis, só assim podemos criar um plano estratégico, para nos potencializar. Só se pode julgar os resultados analisando a base das intenções. E a intenção é, com toda a certeza, passar nosso tempo trabalhando para o café, em vez de trabalhar nele.

Nosso grande pequeno produtor! Todos nós, que vivemos do agronegócio café, reconhecemos a sua grande importância dentro de uma pequena porteira. Orgulho é o sentimento que me envolve. Parabéns!

*Regiane das Graças Sorce Ferreira, a Guiga, é administradora, especialista em Comunicação e Marketing, em Mercados Futuros, em Administração Rural e tem Master em Marketing. É mestre em Sistemas de Produção da Agropecuária.
Fale com a colunista pelo e-mail colunacafe@cafeeditora.com.br

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes