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Primeira barista vence o mundial

Em 2000 um grupo de amantes do café criou o Campeonato Mundial de Barista para incentivar o trabalho desses profissionais. Em Montercarlo, comuna na Itália perto da Toscana, foi realizada a primeira competição com doze participantes. Anualmente o evento ocorre em diferentes países pelo mundo. Já foram campeões Noruega, Dinamarca, Austrália, Inglaterra, Irlanda, Estados Unidos, El Salvador, Guatemala, Japão e Taiwan.
Dentre os vencedores nunca uma mulher havia ganhado. E chegou a hora! Em Amsterdã, na Holanda, a grande vencedora foi Agnieszka Rojewska, uma barista independente, representando a Polônia. Além do feito de ser a primeira a vencer em 18 anos de competições, Aga, como é conhecida, tem sido uma grande vencedora nos últimos anos. É a atual campeã do nacional de Latte Art pelo seu país (já venceu quatro vezes), campeã do Coffee Masters em Londres, em 2018, e terceiro lugar no mundial de Latte Art, em 2017.
Aga é uma competidora e tanto. Trabalha com café há mais de dez anos, já teve sua cafeteria, mas hoje se dedica a dar treinamentos na cidade de Poznan. Para o mundial treinou muito e teve o apoio de ninguém menos que Sasa Sestic, da Ona Coffee. Com o café da Etiópia e uma apresentação muito minimalista, com poucos objetos na mesa dos juízes, Aga veio com a temática da surpresa e foi desvendando os sabores com o uso das cores e bolas para representar o que estava servindo.
Veja a apresentação completa no link

O barista brasileiro Thiago Sabino, representando a cafeteria IL Barista, de São Paulo, fez a sua melhor apresentação da carreira. Muito calmo e seguro, Thiago veio com a temática da brasilidade trazendo uma variedade de café desenvolvida no País pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a obatã. O drinque de assinatura foi guaraná artesanal com espresso e gelo. Thiago conquistou a 34ª posição entre 55 países.
Trajetória de Agnieszka
2018 Polish Barista Champion
2018 Polish Latte Art Champion
2018 London Coffee Masters – Winner
2017 New York Coffee Masters – Runner-up
2017 World Latte Art Championship – 3rd Place
2017 Polish Brewers Cup – Runner-up
2017 Polish Latte Art Champion
2016 World Latte Art Battle, Seoul – Best Performance Award
2016 Polish Barista of the Year
2016 World Latte Art Championship – 5th Place
2016 Polish Barista Champion
2016 Dublin World Barista Championship – 34th Place, Round One
2015 Seattle World Barista Championship – 34th Place, Round One
2016 Polish Latte Art Champion
2015 Milano Latte Art Challenge
2015 Polish Barista Champion
2014 Polish Barista Championship – Runner-up
2014 World Latte Art Championship – 17th Place, Round One
2014 Polish Latte Art Champion


Se você é barista ou desejar ser um barista, você deveria ver este vídeo. O documentário lançado pela empresa Prima Coffee Equipment na última sexta-feira (24/7) mostra como o Campeonato Mundial de Barista tem
Sasa Sestic, da Ona Coffee, na capital australiana Camberra, é o novo barista campeão mundial da categoria. O anúncio foi feito durante a feira norte-americana da Specialty Coffee Association of America (SCAA), realizada em Seattle, Estados Unidos, em 12 de abril. O barista disputou pela primeira vez o campeonato mundial e desbancou baristas veteranos como Maxwell Colonna-Dashwood, do Reino Unido, Charles Babinski, dos Estados Unidos e Soren Stiller Markussen, da Dinamarca, somente para citar alguns. Com apresentação impecável, Sasa, que é nascido em Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina, foi treinado pela atual campeão mundial, o japonês Hidenori Izaki. Desde novembro o barista vinha treinando pesado para conquistar o topo do principal concurso do mundo, promovido pela World Coffee Events. Ele usou café colombiano, da Fazenda Inmaculada, de Camilo Merizalde, na região do Vale de Cauca. É o segundo barista australiano da história a vencer a competição, o primeiro foi Paul Bassett, em 2003.
Para chegar ao World Barista Championship, o barista precisa primeiro conquistar o título no seu país e depois compete com mais de 50 profissionais do mundo pelo título. Nas semifinais classificam 12 baristas, que neste ano foram dos países: República Tcheca (Adam Neubauer, EMA Espresso Bar), Canadá (Ben Put, Monogram Coffee), Cingapura (John Ryan Ting, ARC Coffee), Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room), Noruega (Alexander Hansen, Collaborative Coffee Source), França (Charlotte Malaval), Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger), Japão (Yoshikazu Iwase, Rec Coffee), Finlândia (Kalle Freese, Freese Coffee Co.), Itália (Giacomo Vanelli, Pasticceria Vanelli), Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) e Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee). O Brasil, com o barista Thiago Sabino, do Octavio Café, de São Paulo (SP), apresentou-se no segundo dia de competições e ficou em 38º lugar, com 444,5 pontos. O brasileiro usou um blend de café da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Mogiana Paulista, e da Etiópia, torrado pela norte-americana Madcap.
Finais Os seis finalistas do torneio mundial e suas respectivas classificações foram: 1° lugar = Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee) 2° lugar = Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger) 3° lugar = Canadá (Ben Put, Monogram Coffee) 4° lugar = Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room) 5° lugar = Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) 6° lugar = França (Charlotte Malaval) Neste ano nenhum país produtor foi para as semifinais e finais do mundial de baristas, feito que vinha acontecendo já há alguns anos. A qualidade dos profissionais que foram às finais mostrou que, além do bom café escolhido, é preciso muito treinamento, uma torra precisa do grão e também apoio de baristas que já estiveram competindo em um mundial. Na próxima edição da Revista Espresso leia a entrevista com o barista campeão mundial Sasa Sestic, da Austrália.


