Cafezal

Geisha: o mundo se curvou

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Um café com sabor de limão, aroma de flores e que não tinha valor nenhum hoje é um dos mais cobiçados. Fomos ao Panamá conhecer essa lenda descoberta somente há dez anos

O Geisha nasceu em berço africano, batizado com o nome da região da Etiópia em que foi descoberto: o povoado de Gesha, em 1931. Sem qualquer relação com a personagem japonesa, essa variedade de café, da espécie arábica, não imaginaria que sua história seria traçada com tanto destaque anos depois. Geisha é um dos cafés mais premiados no mundo e coleciona preços altíssimos de venda. Tudo isso só faz uma década. E no Panamá. Mas antes de chegar ao país da América Central, a variedade foi plantada na Costa Rica e não recebeu muita atenção. Somente em 1963, o cafeicultor Don Pachi, um panamenho que trabalhava no instituto de agronomia do país, recebeu a informação de que havia uma variedade pouco produtiva e com sabor estranho que estava na Costa Rica. Dispôs-se a plantar aquele cafeeiro e, não sabendo qual seria a produtividade da planta naquelas terras, também distribuiu algumas sementes a produtores conhecidos da região de Boquete, onde fica sua fazenda. Numa altitude de até 1.500 metros, clima úmido e terra fértil, o geisha foi produzido com muito cuidado. Da dedicação de Pachi nascia uma variedade de grão. Nas mãos de outros produtores, o geisha chegou à família Peterson, na mesma localidade, na fazenda La Esmeralda. Foi só em 2004 que, durante uma feira da Specialty Coffee Association of America (SCAA), o café foi provado em uma mesa com diversos outros. A reação dos provadores foi de desconfiança, depois de muita surpresa e admiração por aquela variedade que em nada se assemelhava a cafés provados anteriormente. Meses depois o café da La Esmeralda, de Price Peterson, era vendido a preços altíssimos, em torno de 21 dólares por somente 450 gramas. Esse café chegou a pontuar 94,6 na escala de 100 da SCAA. Até hoje a La Esmeralda é conhecida pelos cafés que mais recordes de preço alcançaram. Chegou a vender menos de 500 gramas de um microlote especial de geisha por 130 dólares.

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À esquerda, Peterson, da fazenda La Esmeralda recebe a comitiva de visitantes. Á direita e acima, Don Pachi e seu filho Francisco José Serracín, o Frank, mostram a plantação e o beneficiamento de cafés da fazenda Don Pachi

Qualidade e família Ao chegar à região de Boquete, veem-se muitas referências ao geisha. São cafeterias que vendem o produto e destacam a região pelo diferencial desse café. A variedade é uma planta de porte alto, de manejo complicado, e com baixo rendimento. Os grãos são de peneira alta e o sabor, muito diferente. Hoje o geisha é uma preciosidade na região. Durante a visita à fazenda Don Pachi, o solo negro, com muita matéria orgânica, chama atenção. Francisco José Serracín, filho de Don Pachi, é quem nos recebe junto ao pai. A administração da fazenda é feita por ele. Mais conhecido como Frank, ele nos mostra o trabalho de gerações no café, desde as podas até os estudos com um híbrido da variedade geisha, que eles vêm observando e já batizaram com o nome de “sapaton” ou “cucaracha”, pois tem grãos muito grandes. Don Pachi, aos 76 anos, com cinco filhos e nove netos, fala o tempo todo em qualidade e na sequência da família no café: “Nunca falei para os meus filhos continuarem na fazenda, mas meu filho hoje fala para os filhos dele sobre o futuro no café”. Essa virada aconteceu em 2005, quando Frank começou a mudar o negócio e passou a investir em microlotes: “Hoje, 85% dos nossos cafés são finos, vendemos para 27 países e para as grandes torrefações do mundo, como Intelligentsia, Seven Seeds, Klatch Coffee, e países como Japão, Taiwan, Dinamarca, Noruega…”. O processo lavado deu espaço para outros processamentos, como o natural e o cereja descascado com porcentagens diversas de mucilagem. A família investiu em despolpador e desmucilador e em camas africanas (terreiros suspensos) para secar o café a 1.650 metros de altitude. São 2 mil sacas por safra, que passam pelos cuidadosos processos do produtor, em nove variedades plantadas com sombreamento e em uma região muito íngreme. Don Pachi ainda sobe tranquilamente as montanhas em meio aos cafezais: “Mantemos uma fauna e flora equilibradas. Esperamos até cinco anos para começar a colher um café plantado; se isso é não ter fé, não ter esperança, não sei o que é. O produtor de café faz isso de maneira particular. Produzimos um grão que, acima de tudo, é saudável”.
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O Geisha é um dos cafés mais premiados no mundo e coleciona altíssimos preços de venda

Degustação Provar esses cafés foi um evento na redação da Espresso. Toda a equipe estava ansiosa por experimentar o famoso grão. Voltei com dois geishas na mala: Don Pachi Estate e Café Kotowa, ambos do Panamá. Convidamos a jornalista e colunista Cristiana Couto para participar também. No final, estávamos inebriados com os aromas e sabores diferentes que surgiram dessa inédita experiência. Preparamos nos métodos Chemex, aeropress e Hario V60. Um mergulho em novas sensações. Don Pachi Estate Geisha Natural: aroma de capim-santo, frutas amarelas, como carambola, e muito doce. Sabor delicado de cana-de-açúcar, mel e pitanga. Acidez média e aftertaste limpo, doce e agradável. A fazenda é a primeira produtora de geisha no país. Kotowa Coffee – Geisha Gourmet: aroma doce, erva-cidreira, alecrim e mel. Sabor de limão, acidez média-alta, finalização doce e leve. A marca tem cafeteria em Boquete, região cafeicultora. Palavra do especialista Kim Ossenblok, barista na Espanha: “Bom barista, bom geisha! Ganhamos um pacote de café no final da visita. Sorte a minha que tinha trazido aeropress e moinho manual e pude provar quando chegamos ao hotel. Uma experiência incrível. Don Pachi descreveu os sabores de abacaxi, pêssegos, uvas-passas, frutas cítricas e toques de jasmim. Adorei!”. O barista viajou a convite da Dalla Corte.

Ficha técnica

Região: Boquete, Chiriquí, a oeste do Panamá População: 22.435 habitantes Altitude das fazendas: de 1.200 a 1.600 metros Origem: povos indígenas de Ngöbe e Buglé. Os dois grupos foram a maior população indígena do Panamá e vivem em uma reserva conhecida como Comarca, em Chiriquí, região montanhosa de Talamanca. Ponto mais alto: Vulcão Barú (altitude 3.474 metros) Capital: Cidade do Panamá Produção anual de café (país): 100 mil sacas Mais informações: www.scap-panama.com (Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Mariana Proença • FOTO Preparo: Roberto Seba/Café Editora -- Demais: Lucía Hernández e Mike Russell

Mercado

Brasil estará presente na maior feira de cafés especiais do mundo

scaa_feira_estados unidos Entre os dias 14 e 17 de abril acontece em Atlanta, Geórgia, nos Estados Unidos, o evento da Specialty Coffee Association of America (SCAA). É uma boa chance para aprender e compartilhar experiências com profissionais da indústria do café. Serão centenas de expositores, milhares de participantes, cursos e eventos. Anualmente empresários, produtores, torrefadores e demais participantes da cadeia cafeeira vão até a SCAA para saber quais são as novidades do setor de cafés. Também algumas empresas brasileiras levam suas marcas em estandes e apresentam o trabalho realizado no maior país produtor e exportador do mundo. Este ano, estarão presentes as fazendas e torrefações nacionais AC Café (estande 1459), Daterra Coffee (estande 1631), Fazenda Ambiental Fortaleza (estande 1260), Ipanema Coffees (estande 1545) e JC Coffee Farms / Cocarive (estande 1639). scaa_café_barista_feira Celebrando o jubileu de prata, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) terá um estande comemorativo aos 25 anos de sua história e também lançará o livro BSCA – 25 anos – Jubileu de Prata, editado pela Café Editora, onde traz as histórias dos fundadores, linha do tempo completa, depoimentos dos presidentes, resumo das regiões brasileiras produtoras de café, além de perspectivas para o futuro. O estande será o 1113. As indústrias brasileiras de máquinas de torra, Lilla (estande 536) e máquinas agrícolas Palini & Alves (estande 1704) e Pinhalense (estande 809) estarão também apresentando seus produtos para o mercado internacional. mariana proença No primeiro dia de conteúdo, 15/4, das 9h às 10h15, a diretora de redação da Espresso, Mariana Proença, fará uma palestra na seção Lectures (sala B402) sobre o mercado de torra no Brasil, focando cases de produtores e microtorrefadores nacionais e mostrando um panorama sobre os consumidores brasileiros. Juntamente com palestrantes dos Estados Unidos, Colômbia e México, a jornalista tratará do tema “Por que há países produtores investindo na torra?” Acompanhe nas mídias sociais da Espresso todas as tendências do evento. Siga-nos no Facebook, Instagram e Twitter. Mais informações: www.scaaevent.org

TEXTO Da redação • FOTO Café Editora

Mercado

Nova roda de sabores do café é lançada

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Criada há mais de 20 anos, a roda de sabores do café recebe releitura, ganha 110 descrições e foi lançada oficialmente nesta terça-feira (19/1). A primeira versão foi desenvolvida nos anos de 1990 pelo especialista norte-americano Ted Lingle, na época diretor-executivo da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). A cientista Ann Noble, da Universidade da Califórnia, Davis, criara a roda de sabores de vinhos, que servira de inspiração e de ferramenta importante para o desenvolvimento dos parâmetros de avaliação do café.

Em 1985 Ted já havia lançado o livro Coffee Cuppers’ Handbook e, dez anos depois, em 1995, o Coffee Brewing Handbook, que também foram peças imprescindíveis para o desenvolvimento de referências para o mercado.

Em post publicado hoje, o atual diretor-executivo da SCAA, Ric Rhinehart, relembra da importância da roda de sabores para o mercado de cafés especiais: “A roda deu origem a uma abordagem replicável, significativa e útil na avaliação da qualidade do café. Ela efetivamente conectou o café de qualidade ao preço pago por ele e pavimentou o caminho para milhões de produtores, torrefadores e empresários se beneficiarem economicamente da produção à entrega do café especial.”

Ric também cita que, de vinte anos para cá, muitos novos conhecimentos foram desenvolvidos e que a nova roda de sabores é um trabalho em conjunto de muitos pesquisadores e especialistas da indústria do café, como a World Coffee Research, encabeçada por Edgar Chambers, da Kansas State University, também a Texas A&M e a própria Universidade da Califórnia, em Davis.

Segundo a publicação de hoje da SCAA no seu Chronicle o trabalho não termina aqui: A SCAA reconhece que outros recursos que oferecemos vão exigir atualizações com o lançamento da nova roda sabor e que o trabalho começa agora. Este será um processo contínuo, com adições para a roda e atualização de atributos. Todos os léxicos são documentos vivos e este trabalho não para com o lançamento da roda. Na verdade, a roda é projetada de tal forma a permitir alterações de novas informações.

O novo trabalho foi apresentado há cinco dias pelos especialistas Emma Sage e Molly Spencer para um grupo restrito de alunos do curso Sensory Summit, organizado pela Roasters Guild e SCAA e a imagem da nova roda foi apresentada hoje no site da associação.

Segundo Ric: “será ferramenta fácil de usar para avaliar e categorizar os sabores do café e parte integrante dos materiais educacionais da SCAA a partir de agora”.

Para ver a roda em mais detalhes, clique em cima da imagem para ampliar.

Mais informações: Specialty Coffee Chronicle

TEXTO Mariana Proença • FOTO Divulgação

Café & PreparosMercado

Cursos internacionais atraem profissionais do café

Degustadores, compradores, baristas e torrefadores podem participar dos cursos oferecidos pela Specialty Coffee Association of America (SCAA), com diploma emitido pela instituição, durante a Semana Internacional do Café, realizada entre os dias 24 e 26 de setembro. Os estudos, com parceria da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) no Programa Educacional SCAA, serão ministrados por profissionais internacionais e do Brasil, certificados pela associação.

A barista, mestre de torra e provadora de cafés do Lucca Cafés Especiais, Georgia Franco de Souza, irá ministrar os cursos, além de Eduardo Scorsin, barista certificado pela SCAA e hoje também instrutor no Lucca, e profissionais internacionais da SCAA.

Confira os cursos disponíveis:

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Cursos SCAA/BSCA: GE103 Orientation to SCAA Cupping
Curso do Foundations of Coffee. Duração de 3 horas.
Esta classe é uma pré-condição para iniciar o crédito de Coffee Buyer, Barista e Classificador pela SCAA. A Specialty Coffee Association of America (SCAA) tem métodos para avaliar o café verde usando o SCAA Cupping Protocol para explorar os sabores e aromas do café. Os participantes são introduzidos na prática do protocolo SCAA e se concentram no vocabulário básico da Roda de Aromas e Sabores para uma avaliação objetiva e profissional da qualidade do café.

Cursos SCAA/BSCA: CB100 Seed to Cup e CP103 Customer Service Essentials
Cursos do Foundation of Coffee. Duração de 4 horas.
Esta classe é uma pré-condição para iniciar o crédito de Coffee Buyer, Barista e Classificador pela SCAA.
Parte 1: Uma habilidade fundamental para o profissional de café especial é ser capaz de identificar os pontos-chave e explicar a jornada da semente à xícara, ter uma compreensão básica de conceitos de história do café, as condições de crescimento e cadeia do café. Esta informação é um pilar para decisões e para contribuir na comunicação ao longo da cadeia, desde o cafeicultor até o consumidor. Engajar-se, educar e enriquecer os consumidores de cafés especiais são objetivos do trabalho de baristas, torrefadores e compradores.

Parte 2: O excelente atendimento ao cliente é um componente de desafio na experiência de cafés especiais. Os alunos irão identificar os pontos-chaves comuns ao serviço de atendimento ao cliente e também as etapas de desafio para quando as coisas dão errado. Durante discussões em grupo, os alunos desenvolvem estratégias de como melhorar as interações de atendimento ao cliente e trocar experiências e abordagens que têm sido bem-sucedidas. A classe se concentra na especialidade do barista, mas o curso é relevante para todos os membros da comunidade de cafés especiais.

25/9
Cursos SCAA/BSCA: CB 200 Mill to Roaster: Green Coffee Price & Contract Impacts
Curso pré-requisito para Coffee Buyer e Roaster Pathway. Duração de 3 horas.
Esta classe é uma pré-condição para iniciar o crédito de Coffee Buyer pela SCAA.
Apresenta aos alunos a definição, história e conceitos profissionais por trás do gerenciamento do fluxo de café da semente à xícara. Trata desde o ponto onde o café sai da fazenda até à chegada à torrefação. O curso explora em detalhes as implicações, o tempo, a qualidade e os gastos financeiros em cada fase da cadeia de abastecimento de café verde, desde o café cereja até a chegada no país comprador.

Cursos SCAA/BSCA: CP151 Brewing and Extraction Principles 1 e CP152 Part 2
Cursos do Foundation of Coffee. Duração de 6 horas.
Esta classe é uma pré-condição para iniciar o crédito de Coffee Buyer, Barista e Classificador pela SCAA. Base para todos que querem aprender sobre os métodos de preparo do café. Profissionais de café precisam ter um forte conhecimento dos princípios que regem os métodos de infusão ideais e devem ser capazes de fazer café dentro dos padrões controlados pela SCAA. CP151 fornece esta instrução e prática crítica. Após uma pausa de 30 minutos, os alunos retornam para CP152. A parte 2 continua a explorar os seis elementos essenciais da preparação do café, através de métodos de preparo mecânicos e manuais. Os alunos podem mexer nos equipamentos.

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Cursos SCAA/BSCA: CP 101 Espresso and Milk Steaming Fundamentals Part 1 e CP 102 Part 2
Esta classe é uma pré-condição para iniciar o crédito de Barista pela SCAA. Preparar espressos excepcionais é uma exigência no mercado de cafés especiais. Os alunos trabalham em estreita colaboração com instrutores, em pequenos grupos, preparando shots de espresso, vaporizando leite e preparando bebidas de café. O curso aborda:
– Normas SCAA para espresso e as tendências atuais da indústria para baristas
– Coloca em contato com máquinas, moinhos, e técnicas de preparação de espresso para iniciantes
– Proporciona experiência prática sob a orientação de instrutores SCAA para preparar bebidas espressos e vaporizar leite
– Ensina o básico da manutenção preventiva de equipamentos, incluindo as etapas essenciais de limpeza

Cursos SCAA/BSCA: CB205 Green Coffee Buying Essentials
Curso pré-requisito para Coffee Buyer e Roaster Pathway. Esta classe é uma pré-condição para iniciar o crédito de Coffee Buyer pela SCAA. Compradores de café verde precisam saber usar as terminologias aceitas no mercado de café verde, ter ferramentas para a negociação e para a compra eficaz, desde comprar café verde à vista, a prazo ou em compras diretas. Essa classe fornece instrução e atividades para ajudar a ganhar competências nessas áreas.

Serviço
Semana Internacional do Café 2015 – Cursos BSCA/SCAA
Data: de 24 e 26 de setembro
Horário: das 9h às 20h
Valor: entre R$ 520 e R$ 1.050
Mais informações: www.semanainternacionaldocafe.com.br

TEXTO Da redação • FOTO Bruno Lavorato/Café Editora

Barista

Austrália é campeã do Mundial de Baristas 2015

sasa sestic Sasa Sestic, da Ona Coffee, na capital australiana Camberra, é o novo barista campeão mundial da categoria. O anúncio foi feito durante a feira norte-americana da Specialty Coffee Association of America (SCAA), realizada em Seattle, Estados Unidos, em 12 de abril. O barista disputou pela primeira vez o campeonato mundial e desbancou baristas veteranos como Maxwell Colonna-Dashwood, do Reino Unido, Charles Babinski, dos Estados Unidos e Soren Stiller Markussen, da Dinamarca, somente para citar alguns. Com apresentação impecável, Sasa, que é nascido em Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina, foi treinado pela atual campeão mundial, o japonês Hidenori Izaki. Desde novembro o barista vinha treinando pesado para conquistar o topo do principal concurso do mundo, promovido pela World Coffee Events. Ele usou café colombiano, da Fazenda Inmaculada, de Camilo Merizalde, na região do Vale de Cauca. É o segundo barista australiano da história a vencer a competição, o primeiro foi Paul Bassett, em 2003. P1040488 Para chegar ao World Barista Championship, o barista precisa primeiro conquistar o título no seu país e depois compete com mais de 50 profissionais do mundo pelo título. Nas semifinais classificam 12 baristas, que neste ano foram dos países: República Tcheca (Adam Neubauer, EMA Espresso Bar), Canadá (Ben Put, Monogram Coffee), Cingapura (John Ryan Ting, ARC Coffee), Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room), Noruega (Alexander Hansen, Collaborative Coffee Source), França (Charlotte Malaval), Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger), Japão (Yoshikazu Iwase, Rec Coffee), Finlândia (Kalle Freese, Freese Coffee Co.), Itália (Giacomo Vanelli, Pasticceria Vanelli), Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) e Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee). O Brasil, com o barista Thiago Sabino, do Octavio Café, de São Paulo (SP), apresentou-se no segundo dia de competições e ficou em 38º lugar, com 444,5 pontos. O brasileiro usou um blend de café da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Mogiana Paulista, e da Etiópia, torrado pela norte-americana Madcap. P1040615 Finais Os seis finalistas do torneio mundial e suas respectivas classificações foram: 1° lugar = Austrália (Sasa Sestic, Ona Coffee) 2° lugar = Estados Unidos (Charles Babinski (Go Get em Tiger) 3° lugar = Canadá (Ben Put, Monogram Coffee) 4° lugar = Hong Kong (Chan Kwun Ho, The Cupping Room) 5° lugar = Reino Unido (Maxwell Colonna-Dashwood, Collona & Small’s) 6° lugar = França (Charlotte Malaval) Neste ano nenhum país produtor foi para as semifinais e finais do mundial de baristas, feito que vinha acontecendo já há alguns anos. A qualidade dos profissionais que foram às finais mostrou que, além do bom café escolhido, é preciso muito treinamento, uma torra precisa do grão e também apoio de baristas que já estiveram competindo em um mundial. Na próxima edição da Revista Espresso leia a entrevista com o barista campeão mundial Sasa Sestic, da Austrália.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença/Revista Espresso

BaristaMercado

SCAA: acompanhe as novidades da maior feira de cafés especiais do mundo

SCAA_SYMPOSIUM_FEIRA Entre os dias 9 e 12 de abril, a revista Espresso estará em Seattle, nos Estados Unidos, cobrindo o 27º evento da Specialty Coffee Association of America (SCAA), considerado um dos maiores eventos de cafés especiais do mundo. Nossa equipe estará na feira, mostrando as principais novidades do setor, no espaço que vai reunir, além de marcas e instituições internacionais, as brasileiras Daterra Coffee, Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), AC Café, JC Coffee Farms, Fazenda Ambiental Fortaleza, Ipanema Coffees, Lilla Roasters, Pinhalente, entre outras. Durante o evento, ainda acontecem os campeonatos World Barista Championship (WBC) e World Aeropress Championship (WAC). Os baristas Thiago Sabino (Octavio Café) e Edgar Martins (Urbe Café Bar) vão representar o Brasil nestes campeonatos, respectivamente, e a Espresso vai trazer as informações de cada apresentação. Acompanhe as atualizações no Facebook, Instagram e no Twitter da revista e aguarde as novidades também para a próxima edição. O World Barista Championship começa nesta quinta-feira (9/4) e terá transmissão ao vivo, a partir das 16h da manhã (horário de Brasília). Clique aqui para conferir. A primeira apresentação do barista Thiago Sabino está prevista para sexta-feira (10/4), às 16h35. O World Aeropress Championship terá início às 22h (horário de Brasília), desta quinta-feira. Ainda não foi divulgada a informação sobre transmissão ao vivo da competição e o horário exato de apresentação do barista Edgar Martins.

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação/SCAA

BaristaCafé & Preparos

Divulgada a lista de participantes do I Campeonato Brasileiro de Aeropress

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Baristas de todo o Brasil se inscreveram para a competição que promete agitar o calendário de cafés do País. A organização do I Campeonato Brasileiro de Aeropress divulgou nesta segunda-feira (23/2), a lista dos 18 profissionais que vão disputar uma vaga na competição mundial da categoria, com passagem e estadia pagos em Seattle, nos Estados Unidos, durante a feira da Specialty Coffee Association of America (SCAA).

O café que será utilizado pelos competidores no campeonato nacional é um obatã, de processamento natural, produzido pela Fazenda Ambiental Fortaleza e torrado pela equipe do Isso é Café (foto).

Confira aqui a lista oficial dos participantes, que já conta com cinco ansiosos inscritos na lista de espera para o caso de desistência.

Agora é contagem regressiva para o evento que vai acontecer no dia 7 de março, no Studio FAF, em São Paulo, com previsão de início para às 16h.

Acompanhe novidades do evento também pela página do campeonato no Facebook.

 

TEXTO Da redação • FOTO Divulgação